Sem alento

 

 

 

À ida do nada

tornou-se evidente

já ninguém se salva

ninguém fica inocente

trocas de brilhos

em destinos crueis e vazios

linhas despidas em filhos

de amor banhado por rios

fios de seda, gostos

vereda de ciúme, total

gasto num tempo banal

até depois dos rostos

fatal busca do som

do perfeito ser de harmonia

cheiros de igual e fiel tom

cruzados em alma fria

chorada e pretexto

para se valer do sofrimento

de mais um texto

sem alento...

 

 

 

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