Raízes Filosóficas


 Muito antes de existir a Psicologia, a Filosofia já se atarefava de investigar (por métodos diferentes) e problematizar questões relativas ao mesmo objeto desta. Sendo a Filosofia uma perpétua fonte de reflexões abstratas, desprovidas do elemento empírico, e de profunda importância para a formação dos saberes, cabe estudar como esta influenciou o aparecimento da Psicologia.

Podemos dividir em duas fases a história da influencia filosófica na Psicologia : uma inteiramento filosófica e outra pré-científica.


FASE FILOSÓFICA (VI aC – XVI)


Subdivide-se em três fases : cosmocêntrica, antropocêntrica e teocêntrica.

Começa na Antiguidade Clássica, com os filósofos pré-socráticos, e suas especulações sobre a natureza da realidade sensível, sobre as origens e atributos do mundo físico. Marcada pelo surgimento de idéias como a atomismo, que influenciariam escolas modernas de Psicologia. O alvo desta fase é a natureza da realidade física externa, do mundo.

A fase antropocêntrica inicia-se com Sócrates, que faz da Filosofia um exercício de questionamento sobre o saber; Platão, que discute a essência da alma, o mundo das idéias, e Aristóteles, que escreve um tratado especulativo sobre temas como personalidade e a percepção, chamado “Sobre as Almas”. Nesta fase, a Filosofia desloca suas perguntas para a natureza da alma, isto é, da totalidade psíquica ou consciência humana; pressupondo esta imortal.

Na Idade Média têm-se a fase teocêntrica, baseada na dogmática filosofia escolástica de padres da Igreja Católica como Tomás de Aquino e Santo Agostinho, que fizeram releituras de Aristóteles e Platão, adaptando-os a Sagrada Escritura Judaico-Cristã. A sub-fase teocêntrica da fase filosófica da Psicologia pouco contribuiu para sua formação.


 

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