REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E
GEOGRÁFICO SOFISTA
N. 4 (2) - março de 2008
Instituto
Histórico e Geográfico Sofista
Cadastro
de Pessoa Jurídica nº. 209.01.02.07/2007
Rua Welland s/n. - Fundação CCB bloco 01 Saint
Claire – Nouvelle Quebec.
Visite em http://br.geocities.com/institutohistoricoegeografico/
Membros
Sr. Danilo de
Habsburg-Lorena B.S.R.F. Alves – presidente
Cadeira 1
Sr. Hugo Alexandre – secretário-tesoureiro
Cadeira 2
Sob o Patronato do Ducado de Port
Hope
Circulação
Principado de Sofia
Banca Porto Claro
Jornaleiro
__________________________________________________________
Quadro de
matérias
Editorial
1. Artigos:
BERTONI,
Wincenty. A Matriarca de Sofia
2. Documentos:
DELLI, S.A. Jorge Casagrande. Incompreensíveis (crônica)
3. Documentos do IHGS:
Resultado da votação sobre o concurso do II Festival de Verão
de Apuelo.
___________________________________________________
CURSO:
HISTÓRIA MACRONACIONAL DE SOFIA
Inscrições a Me$ 30,00 (conta 11083)
até dia 26 de Março
____________________________________________________
Editorial
Nesta edição temos um interessante
artigo sobre a formação da imagem da “matriarca de Sofia”, deusa-santa,
verdadeira reinterpretação da Têmis grega. Fenômeno a que se poderia chamar interpretatio sofista (em referência ao
da interpretatio romana).
Há uma crônica sobre Menier, que
colocamos por fazer parte da história da Academia Sofista de Letras, da cultura
sofista e para que, de alguma forma, ele possa inspirar a novas criações.
Esperamos que a leitura seja do agrado
de todos,
Danilo de Habsburg-Lorena Barbosa
Schell Ribas de Freitas Alves
Presidente
do IHGS
Seção I. Artigos
A Matriarca de Sofia
Wincenty Bertoni
Durante as
batalhas pela independência que se seguiram na Ilha de Anticosti, no dia
10 de outubro de 1998, os soldados da libertação conseguiram invadir o
quartel-general do 15° Regimento du
Quebéc o que ocasionou na morte do então general Jesuine Pierre, que se
encontrava na sede da Justiça Provincial. Após a batalha, soldados da
libertação encontraram uma estátua destruída da Deusa Têmis. A única parte que
não havia sido destruída era a do tronco para cima, as pernas já haviam sumido.
Com
isso, alguns soldados decidiram reconstruir a estátua, e colocaram ao invés de
uma espada, a bandeira da Revolução (que mudou de aspecto até culminar na
versão atual da bandeira do Principado de Sofia). No lugar da balança, um livro
foi posto, com o intento de simbolizar as novas leis do povo da Ilha, muito
mais justas.
A
estátua foi carinhosamente apelidada de Matriarca de Sofia,
e, desde então se tornou em uma Deusa protetora daqueles que
amam o Principado de Sofia e a sua cultura.
Ver
anexo
A Matriarca de Sofia
Seção
II. Documentos Sofistas
Crônica enviada à Lista da Academia
Sofista de Letras ao dia 15 de Abril de 2006 quando a Academia tentava
reiniciar suas atividades. É um belo exemplo do talento e do estilo que portam
os sofistas.
Incompreensíveis
Por
S.A. Jorge Casagrande Delli – CF
Port Menier – Menier
No bosque do hotel, havia um pequeno
lago... Nesse lago havia acesso a uma caverna, águas, limpas... Transparentes e
refletiam o sol, refletiam o céu azul. Nelas eu mergulhava e pedia proteção,
sabendo que o sol, o céu azul, certos paradisíacos lugares teriam uma duração
finita, tão curta... E que infelizmente quando estamos protegidos tudo dura tão
pouco. Às margens do lindo lago, uma pedra, onde estava lá uma pessoa, sabia
que tratava-se de um anjo, como não sei, talvez pela maneira com que se
portava, pela aura de bem estar e de proteção que o cercava. Preferi não
ir falar com ele, temia o que poderia me dizer, não entendia o que fazia aqui,
a medida que percebi que algo poderia estar errado o prazer se foi, de lá saí correndo.
Comigo havia varias pessoas em minha
equipe, estranhamente era seu capitão, que procuravam os monstros, armados com
rifles poderosos. Estávamos todos com o mesmo uniforme, temendo por nossas
vidas, à medida que entravamos em obscuros lugares, mais temíamos pelo medo que
o lugar exalava, do que pela própria possibilidade de ser mutilado pelo
incompreensível.
Tomei uma decisão errada, precipitada,
guiada pela vontade destrutiva, ao invadir com a guarnição que comandava um
porão, enorme porão, de uma construção anexa ao hotel, onde haviam diversas
salas, delimitadas divisórias de madeira que não chegavam ao teto... O lugar
era habitado, estávamos na casa deles, o medo aumentou muito. Empunhamos nossos
rifles, só nós o possuíamos, começamos a atirar contra as sombras, não sabia o
que matava, se matava, só sabia que era uma péssima a sensação, o medo entrava
penas linhas narinas e tomava minhas entranhas, mas lá estava ignorando tudo
que conseguia, meu ódio ainda era maior. Parte da equipe avançou muito depressa,
após frio raciocínio eu pedi ara que recuassem pois a posição não estava
segura, temia o que encontraria na outra sala. Quando aqueles que caçávamos nos
cercaram, enquanto tentávamos tomar uma posição segura, alguns daqueles da
equipe, formada por homens e mulheres, começaram a cair ao chão, pedi recuo saí
do porão com parte da equipe, o lacrei. O ódio me dominava.
Lá ora atacados por monstros humanóides
como disse um senhor de jaleco após um tempo... Voltamos lá de dia, quando os
monstros não se manifestavam e retiramos, todos com vida, em estado de choque.
De humanos, sentia que eles estavam como um objeto, como um monte de carne e
ossos, não havia mais humanidade neles? Eram agora diferentes de mim? Eles
estavam iguais fisicamente, o que aconteceu? Mas parecia que o que sentia por
todos eles era diferente, era como se objeto fossem, jamais tinha sentido isso.
Os demais que voltaram comigo e o senhor de jaleco eram humanos para mim, os
sentia como tal... O que aconteceu? Eram agora diferentes de nós... O que
acordou disse que nós éramos horríveis e queria fugir a todo o custo. O
seguramos e o sedamos, ele estava seguro, era penas uma instabilidade
emocional. Estava conosco, mesma espécie, nós o protegeríamos, mesmo que eu,
apenas eu, em meu íntimo, sentisse como se não fizessem mais parte de minha
equipe, irmãos em armas.
Mais tarde descobri que um monstro
humanóide estava comigo o tempo todo, apareceu no hotel ao lado de minha cama,
no meio da noite. Seus quartos não era bem fechados, alguém sempre poderia
entrar. Não era uma questão de fechadura, alguns tinham até seções de paredes
falhas, era sombrio, parecia que apenas eu notava que tal suntuoso hotel não
oferecia proteção alguma. Não sei como descobri que era meu irmão...
Acordei, ele estava ao meu lado, me encarando, por ele senti um amor fraternal,
aquele que você sente quando vê um irmão seu. A ele não sabia o que dizer,
queria falar que não queria mal a ele, não a justamente ele, meu Deus. Ele foi
embora, eu o segui. O hotel tinha diversos andares, uma escadaria que partia de
seu hall e dava acesso a todos os andares, de modo que todos os apartamentos
davam de frente para esse hall, ligados pelos seus lances de escada, cada andar
possuía apenas um tipo de "varanda" que dava para o hall, todos servidos
pela enorme escada, não havia elevador. Meu monstro-irmão pulou da
"varanda" que dava acesso às escadas por entre as mesmas, agarrou-se
a uma corrente, das inúmeras, que seguravam um ponto de luz para iluminar o
acesso a cada andar, por ela escorregou, caindo no enorme hall. De lá fugiu.
Não soube mais o que fazer, sentia-me culpado. Tentei seguir, mas não tive
sucesso.
Desci as escadas, nelas havia pessoas
que não conseguiam subir e queriam minha morte, passar ao lado delas era
horrível, me encaravam, queriam me matar simplesmente por nenhum motivo. Foi a
pior sensação, nem o medo de monstros incompreensíveis é pior do que um de sua
espécie querendo sua morte.
O tempo corroí, mata...
Lutei com os incompreensíveis em um
hotel que não me oferecia proteção e no mesmo tive de organizar uma festa, anos
após tudo aquilo, como se o tempo tivesse diluído todo o horror e ódio daquelas
paredes, o salão de festas era enorme, arcaico, cheio de grandes cortina de
veludo, nele haviam pesadas mesas, trabalhadas em madeira mais nobre, um
pequeno palco, com um púlpito. Nesse saguão tive de organizar uma festa, não me
lembro da festa em si, apenas sei que fui obrigado a trazer parte da
festa até o estacionamento pois o saguão tinha sido todo ocupado. O
estacionamento não era ao ar livre, era coberto, dava acesso ao saguão, era
feito de concreto, pré-fabricado. Estava vazio e escuro quando cheguei, senti o
medo que sentia quando os incompreensíveis estavam por perto, talvez desejassem
ver a festa, será que meu irmão-monstro estava lá com seus amigos esperando que
eu fosse cumprimentá-los? Acendi as luzes, trouxe mesas e convidados com ajuda
de calados e inexpressivos serviçais do hotel. Os convidados foram chegando e
tomando o ambiente com risadas, vaidades e seduções... Aqueles incompreensíveis
que lá estavam, cuja presença sente-se no ar, saíram correndo, como se
evitassem os convidados, como se os temessem. Neles havia uma nobreza? Me senti
detestável por fazer parte da festa, fui embora sem me despedir.
Lembrança de infância...
No início lá estavam meus irmãos de
sangue, estavam comigo visitando a casa de minha vó materna. Lá havia um
pequeno ratinho, banquinho, inofensivo, não o desejavam lá e por isso o
persegui por toda a casa, sentia uma amizade por ele, quanto mais o perseguia
mais queria aquela criatura para mim. O ratinho era banco, como os que sofrem
experiências em laboratório, e era perseguido por um outro bicho que dele
queria vingança por algo que não entendia, gostaria de protegê-lo, afinal era
uma criatura tão indefesa, mas não podia pois todos queriam livrar-se dele,
mesmo o monstrinho que estava atrás dele era muito mais detestável que o
ratinho, não conseguia vê-lo direito, estava "desfocado", apenas
corria de lá pra cá... Não saberia dizer como era ou o quê era, mas também não
parecia oferecer perigo.
Minha esposa tomou um susto tão grande
quando foi me acordar, eu tinha esbugalhado os olhos e gritado alto, fui tomar
consciência do que estava a minha volta apenas alguns minutos depois, como se
tivesse de me conformar lentamente com o fato de estar acordado, nesse mundo
horrível.
Pela grande janela, o gelado amanhecer,
Menier...
Seção III. Documentos do IHGS
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO SOFISTA
Resultado do concurso do
II Festival de Verão de Apuelo
Os membros do IHGS, em Seção Interna Extraordinária, votaram
e escolheram os vencedores do concurso de pintura do II Festival de Verão que
aconteceu na Província Ultramarina de Apuelo. Entregamos às autoridades
provinciais os nomes escolhidos:
1° Lugar: S.G. Leonardo Reis
2° Lugar: Luidgi Pagniez
Danilo de Habsburg-Lorena B.S.R.F.A.
Presidente do IHGS