REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO SOFISTA
N. 2 (2) janeiro de 2008
Instituto Histórico e Geográfico Sofista
Cadastro de Pessoa Jurídica nº. 209.01.02.07/2007
Rua Welland s/n. - Fundação CCB bloco 01 Saint Claire – Nouvelle Quebec.
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Membros
Danilo de Habsburg-Lorena – presidente
Hugo Alexandre – tesoureiro
McMillan Hunt
Marcus MacLachlan Adamatti Paris
Patrocinado por S.A. o Duque de Port Hope
Circulação
Principado de Sofia
Banca Porto Claro
Jornaleiro
Editorial
Esta edição consta de um artigo sobre as características geográficas da Ilha de Anticosti, ilha em que se situa o Principado de Sofia. Mas, contém, também, o seu conteúdo histórico, pois trata da visão de Montenegro y Colón, um venezuelano da primeira metade do século XIX. É um artigo que pretende inaugurar um gênero de trabalho de história novo em Sofia, a historiografia geográfica.
Na Seção de Documentos, reproduzimos uma declaração de 2006 do então Chanceler de Sofia, o Duque de Sherbrook, sobre a situação das relações intermicronacionais. É um texto interessante na constituição de uma História dessas relações.
Aproveito para dar as boas vindas ao mais novo membro deste Instituto, o Conde Marcus MacLachlan Adamatti Paris. Que seus trabalhos no IHGS sejam profícuos para o Instituto e para Sofia.
Seção I. Geografia de Anticosti
Quadro de dados sobre a Ilha de Anticosti
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País |
Principado de Sofia |
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Localização |
Golfo de Saint-Laurent |
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Superfície |
7.900 km² |
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Costas |
530 km² |
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Ponto mais alto |
Centro (NQ) 312 m |
Impressões de um autor do século XIX sobre a Geografia da Ilha de Anticosti.
Danilo de Habsburg-Lorena
As características geográficas da ilha de Anticosti – onde se situa o Principado de Sofia – carecem, ainda hoje, de estudos mais aprofundados, que levem em consideração suas características físicas, de solo, relevo e clima, assim como humanas, de população, povoamento e outros. Na primeira metade do século XIX o venezuelano (macro) Feliciano Montenegro y Colón, em um estudo sobre a América geral – em especial sobre a Venezuela – fez algumas referências à Anticosti sobre as quais este artigo falará um pouco.
Feliciano Montenegro y Colón nasceu e morreu em Caracas (1781-1853). Foi historiador, educador, oficia do exército espanhol (atuou, inclusive, na Espanha). A partir de 1797, estudou na Universidade de Caracas, onde formou-se em filosofia. Depois, entrou para o exército, foi para a metrópole, onde ficou até 1811, quando retornou a Caracas. Após as agitações pela libertação da América, Montenegro ficou de 1829 a 1831 nos Estados Unidos, de onde partiu para a Venezuela novamente. De 1833 a 1837 escreveu sua obra de geografia para os jovens venezuelanos. O último volume da qual (o 5º) ficou por ser feita, justamente o sobre a geografia da Venezuela.
Montenegro, ao falar sobre as possessões inglesas nesta região do continente americano, diz que “Las posesiones inglesas en el litoral oriental del continente septentrional de la América son: la península o Tierra del Labrador, rodeada por el mar de Hudson al Occidente y por el Norte y Este por el Océano Atlántico; el Bajo y el Alto Canadá, que se extienden sobre el golfo y río de San Lorenzo, prolongándose hacia el interior del continente; y la Acadia o península de la Nueva Escocia y la Nueva Brunswick al Sur del precitado golfo, en cuyo interior se hallan situadas las islas de Anticosti y de San Juan con otras menores, cubiertas todas exteriormente por las de Newfoundland o Terranova y Cabo Bretón, interpuestas entre la Tierra del Labrador y la Nueva Escocia, con quienes forman las entradas o estrechos por donde se comunican las aguas del golfo con las del Atlántico, y los cuales son llamados canales de Belle-isle, del Sur o de San Pablo y del Suroeste o bahía de San Jorge”.
Montenegro uso o rio e a bacia do rio San Lorenzo (hoje, tanto no Canadá quanto em Sofia, dito como Golfo de Saint-Laurent) como referência para situar o Canadá (alto e baixo), o que demonstra a importância da região na época. Sobre o rio, Montenegro diz ainda que “Su embocadura, antes que la divida en dos la isla Anticosti tiene 30 leguas de ancho; la marea, que en el golfo es muy considerable, sube por el río a la distancia de 115 leguas, navegables para buques mayores, pero no para grandes navíos, que sólo pueden llegar a 92”. Ainda dá detalhes (no trecho citado acima): ao sul deste golfo está a Península da Nova Escócia e de Nova Brunswick. No interior deste golfo, estão ainda duas ilhas: Anticosti e San Juan. Anticosti é que nos interessa.
Mas, especificamente sobre a Ilha de Anticosti, Montenegro diz: “Anticosti, estéril y húmeda, no ofrece más que peñascos y la vista de no pequeño desierto; y sólo la isla San Juan, sujeta a los mismos extremos de frío y calor, presenta en el golfo de San Lorenzo un aspecto agradable que, con la fertilidad del suelo, hace olvidar las penalidades del invierno”.
Sabemos que a ilha possui uma topografia pouco acidentada, que é formada de rochas de calcário que datam do Siluriano (c. 443 milhões de anos atrás) e do Ordoviciano (488 milhões de anos atrás). Os depósitos marinhos pós-glaciares cobrem a parte baixa e costeira e o centro. Depósitos orgânicos são igualmente freqüentes sobre a ilha, sobretudo na parte leste (Porto Cale). O clima marítimo sub-boreal é caracterizado por verões frescos (c. 15º C em julho) e invernos relativamente duros (c. -10º C em janeiro). A neve neste período é abundante, geralmente passando dos 300 cm desde Port Menier até Nouvelle Quebec. Assim, a referência de Montenegro a um inverno penoso não é mais do que coerente.
Recorrer a autores que, no passado, estudaram o tema que nos interessa é um instrumento valioso, em especial com relação a temas que não foram mais muito estudados depois destes autores. Não é o caso: muitos escreveram sobre a geografia do Canadá, mas poucos fizeram trabalhos de fôlego sobre a Ilha de Anticosti. Vale conhecer as características de nossa ilha para que saibamos investir no melhor para o desenvolvimento do país.
Referências Bibliográficas
Montenegro Colón, Feliciano. Geografía general para el uso de la juventud de Venezuela. Tomo primero, 1833.
Fundación Polar, Diccionario de Historia de Venezuela, 2ª Edición. Caracas: Fundación Polar, 1997.
Seção III. Documentos Sofistas
O documento reproduzido abaixo, publicado no Arauto do Moderador do Principado em 2006, ilustra bem uma fase de efervescência das relações intermicronacionais e pode servir para a escrita de uma História destas relações:
A Palavra do Chanceler
Declarações de S. A. o duque de Sherbrooke, Chanceler de Sofia.
Dados os recentes acontecimentos em Sofia envolvendo suas relações com outros países, O Arauto publica agora as declarações do Chanceler de Sofia, S. A. o duque de Sherbrooke, especificamente sobre o Sacro Reino de Pathros, o Reino Insular da Normandia e o Sacro Império de Reunião.
Reunião:
Em apoio ao Reino Unido de Portugal e Algarves e a República de Porto Claro, em primeira instancia, o Principado de Sofia votou, no plenário da OMU, pelo pedido de explicações a Reunião sobre atos de aliciamento de cidadãos estrangeiros (contra RUPA) e apropriação de domínio pertencente a micronação ativa (contra PC). Nenhum resposta foi enviada, no prazo pré-determinado.
Como Reunião permanecia irredutível, enviando mensagens de aliciamento para cidadão português e não demonstrando interesse em devolver o domínio apropriado de Porto Claro, uma nova rodada de discussão foi aberta na Organização da Micronações Unidas. Depois de várias interferências, foi colocado em votação um possível embargo contra a micronação infratora. O Principado de Sofia votou pelo embargo parcial, não contemplando o livre transito de cidadãos entre ambas as nações. Algumas nações foram mais rígidas e votaram pelo embargo total. No final, ficou acertado que cada nação faria o embargo dentro dos limites que lhes fosse mais conveniente.
Normandia:
Por ocasião do aniversário do Rei de Pathros, o embaixador sofista foi apresentado ao Rei de Normandia. Dentre vários assuntos, as relações diplomáticas entre as duas nações foi destaque. Naquele momento, o Rei Normando parecia irredutível na sua decisão de permanecer distante, mas destacava o carinho que nutria por alguns sofistas. SMR Marcus I foi sofista, antes de fundar Normandia, ocupando posto de destaque na nossa sociedade.
Passados alguns meses, no período de fundação da Organização das Micronações Unidas, o representante sofista ficou próximo da representante Normanda, Shayla Motta. Novamente, o assunto da aproximação foi colocada em discussão. Shayla mostrava-se pessimista, diante de uma possível má aceitação por parte de alguns sofistas magoados. Com autorização do Chanceler Sofista, o representante diplomático sofista manteve os canais abertos. A grande dificuldade é um canal de comunicação instantâneo que SMR Marcus I registrou em seu nome, quando era sofista, e levou consigo quando se mudou para Normandia.
Um embaixador, para representar o Principado em solo Normando, chegou a ser nomeado. Não tomou posse devido às ruidosas reclamações de alguns sofistas, que se sentiram indignados com essa aproximação. Diante dessa dificuldade interna, o Chanceler Sofista preferiu aguardar uma melhor hora.
Hoje, as negociações, entre autoridades das duas nações, estão caminhando em compasso mais lento. O Chanceler Sofista encontra-se em solo Normando, cuidando, pessoalmente, do assunto. O Canal continua sendo o mote do problema.
Pathros:
Uma crise quase minou as boas relações com o Sacro Reino de Pathros. O embaixador Pathrano em solo sofista, em conversa informal com um amigo, teria dito fazer aliciamento de cidadãos. A conversa vazou para a imprensa e provocou grande comoção no Principado. Imediatamente, o embaixador sofista em solo pathrano iniciou trabalho de esclarecimento dos fatos. SMR Carmelo Logos I, na presença de representantes da OMU em solo pathrano, emitiu nota dizendo-se contrário ao aliciamento e destacando que Pathros não pratica esse ato de ilegalidade.
O embaixador pathrano deixou Sofia e não houve a indicação de um novo representante. As relações entre as nações, arranhadas com o incidente, foram restabelecidas na plenitude e nenhuma seqüela pode ser notada.
Hoje, é propósito da Chancelaria Sofista que a embaixada pathrana volte a funcionar.