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No s�culo V a Inglaterra recebeu da Irlanda as suas primeiras li��es de pintura quando os mosteiros passaram a ser escolas e est�dios art�sticos dos monges irlandeses que possu�am um extraordin�rio talento para a ilumina��o de manuscritos e que induziram os monges escoceses e ingleses a imitarem-lhes a t�cnica que tem no livro de Kells como a obra por excel�ncia, e com o tempo os iluminadores brit�nicos desenvolveram caracter�sticas pr�pria que o tornaram a mais importante do que outra qualquer do g�nero em toda a Europa |
No ano de 1526 Holbein chegou a Inglaterra e se tornou o pintor da corte e ap�s a sua morte em 1543 a gera��o que lhe sucedeu at� a vinda de Van Dyck para Londres em 1632 assinala-se de modo mais d�bil os nomes de George Gower, Nataniel Bacon e Corn�lio Johnson. Ao se tornar o artista da corte e da aristocracia de Carlos I ele n�o s� criou a moda de uma esp�cie de pintura muito diferente de estilo que Holbein introduzira na Inglaterra como fundou uma escola das primeiras manifesta��es de uma arte nacional, e de todos aqueles que sofreram a influencia de Van Dyck sobressai como o mais importante, o artista Peter Lely que se tornou o pintor de Carlos II, com seus quadros que refletem a leviandade e o artificialismo da restaura��o, Kneller um alem�o que seguiu a obra de Lely e que n�o se importava em produzir um bom trabalho, pois a sua preocupa��o era dar �s pessoas que para ele posavam um ambiente agrad�vel e faze-las formosa numa �poca em que a Inglaterra n�o possu�a uma tradi��o nativa na pintura que pudesse limitar ou criar obst�culos � atividade de um artista dotado de id�ias originais.
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Foi que entrou em cena de maneira assombrosa no momento oportuno os quadros de Hogarth que era um pintor dramaturgo, sat�rico e pregador que revelou um gosto t�o natural na composi��o, na luz e na escolha dos ambientes de suas pinturas. |
Thomas Gainsborough negligenciou os estudos por amor ao desenho e ao mundo exterior que lhe tornou um eterno sonhador e impulsivo nas suas tend�ncias, nas suas express�es e no tra�o e na espontaneidade das cores. George Romney cujo talento se rivalizava com o de Reynolds porem n�o possu�a a firme vontade e a resolu��o necess�ria para aproveitar o seu dom na eleva��o da perfei��o, embora n�o fizesse planos muito cuidadosos de composi��o, pois ele aproveitava a sua aptid�o natural para colocar as figuras de maneira a obter um belo conjunto de massas e linhas. Allan Ramsay ao pintar retratos de muitos cavaleiros e damas que lhe tornaram famoso n�o s� na Esc�cia como na Inglaterra usando um duro e opaco colorido. Henry Raeburn quando era aprendiz de um ourives aprendeu as artes da miniatura e da pintura a �leo e ao aperfei�oar o seu conhecimento e a sua t�cnica as suas pinturas se tornaram retratos fi�is e expressivos de grandes dimens�es devido ao seu vigor e poder de caracteriza��o. John Constable e considerado como o pai da paisagem moderna, cujas telas que pintou registra o tipo que na Fran�a d�o o nome de paysage intime que � uma escola muito comum na pintura moderna, e quando a sua tela a carro�a de ferro foi exibida na Fran�a em 1824, John Constable recebeu uma medalha de ouro que foi oferecida pelo rei da Fran�a. Joseph Mallord Willian Turner foi um pintor que viu o mundo natural numa esp�cie de apoteose de luz ao pintar a luz como nenhum outro fizera, como se os liquido que usava fossem substancias viva saturada pela luz e cor do universo, e com o correr do tempo ele se dedicou em produzir mais efeitos m�gicos gra�as �s cores que usava do que em procurar pintar quaisquer formas reais de natureza.
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A literatura inglesa come�a na verdade com Chancer, pois o que aparece antese pertence mais � hist�ria, pois a pr�pria l�ngua inglesa era desprezada, pois nesta �poca os poetas utilizavam muito o franc�s, e na obra prima de Chancer As hist�rias de Chanterbury n�o e constitu�da de versos e sim de contos, nas quais aparecem peregrinos fazendo curiosas narrativas locais. |
No s�culo XV legou-se grande quantidade de baladas populares de car�ter �pico e semelhante aos "Rimances" medievais, e no s�culo XVI estavam em grande moda os sonetos a Petrarca da renascen�a italiana e que na Inglaterra teve em Thomas Wyatt e Henry Howard com suas grandes obras, e por esta ocasi�o surgiu Thomas More para dominar a literatura inglesa incipiente como um grande humanista e entre outros poetas da idade Isabelina podemos observar Philip Sidney, Spenser e o aventureiro Walter Raleigh que ap�s cair em desgra�a junto � rainha acabou passando doze anos na torre de Londres quando escreveu a sua obra Hist�ria do Mundo e nesta �poca em que o teatro na Inglaterra como em toda a Europa baseava-se nos milagres medievais inspirados nas hist�rias b�blicas ou na vida de Cristo surgiu Marlowe que ao morrer deixou uma importante obra que o poeta alem�o Goethe se baseou para confeccionar a sua grande obra Fausto.
E no principio do s�culo XVII marca o ponto da literatura inglesa com a primeira obra de Shakespeare que de gera��o em gera��o v�m assistindo com permanente interesse em todo mundo, pe�as como Romeu e Julieta, Sonho de uma Valsa de Ver�o, Hamlet, Otelo e in�meras outras pe�as. |
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Milton al�m de poeta, foi um en�rgico panflet�rio que lutou pela liberdade e que pelo fato ia lhe custando � vida no cadafalso na �poca em que era secretario de Cromwell, e ao abandonar a vida pol�tica se consagrou ao confeccionar poemas, e ao ficar cego ditou o poema Para�so Perdido que tem como tema � cria��o do mundo e que foi desenvolvido em um ingl�s t�o excepcional que se constitui o modelo de pureza da l�ngua.
Os ensaios constitu�ram uma modalidade liter�ria que teve muitos cultores na Inglaterra e que teve em Bacon o primeiro a se notabilizar, e com Dryden estabeleceu-se os ensaios de estilos liter�rios e a ele se seguiram Defoe, Swift, Addison, Steele, Johnson, Goldsmith e outros mais que escreveram com uma linguagem r�gida com uma preocupa��o constante de eleg�ncia. |
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Com Addison e Steele surgiram os primeiros triunfo da imprensa quando tomaram para si a tarefa de entreter e instruir os seus compatriotas ao escreverem sobre toda esp�cie de assuntos que eram publicados em forma peri�dica nos jornais The Tatler ( O tagarela ) e The Spectator ( O Espectador ), e ao surgir a prosa inglesa, foi que se destacou Swift com sua literatura infantil que teve como obra prima a Viagem de Gulliver que despertou grande interesses com as crian�as e que despertou nos adultos a gra�a, o humor e a malicia do escritor. Samuel Richardson com o romance Clarissa foi o primeiro do sentimento humano com isto obteve uma grande popularidade na Inglaterra, por�m Tom Jones do romancista Fielding foi considerado como o primeiro romance ingl�s em virtude da forma, da t�cnica e da vibra��o do autor que tinha um temperamento forte e sedutor, generoso e compreensivo ainda que ir�nico. Samuel Johnson imortalizou-se em virtude de sua personalidade forte e pitoresca do que propriamente pelos seus escritos, e que no ano de 1747 recebeu uma encomenda de um grupo de livreiro para escrever o c�lebre Dicion�rio da L�ngua Inglesa. Com o aparecimento das baladas l�ricas de Coleridge e Wordsworth em 1798 a poesia inglesa ainda apresentava as caracter�sticas cl�ssicas tradicionais e com elas ia iniciar-se uma nova era com o romantismo quando Byron publicou os dois primeiros contos do Child Harold que lhe tornaram famosos apesar de n�o ser um artista na verdadeira acep��o da palavra. E ao combater pela independ�ncia da Gr�cia ele acabou encontrando a morte e deixando o poema Dom Juan n�o terminado que iria fixar-lhe o nome para a prosperidade.e ao aparecer Shelley que era um sonhador e um lutador pela liberdade do homem e cuja delicadeza l�rica jamais foi ultrapassado.
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E no principio do s�culo XIX surgiu Walter Scott com suas novelas hist�ricas que se constitu�ram em modelo para todo o mundo, e entre os seus romances encontramos Ivanhoe, o Talism� e tantos outros que encantaram os leitores, e como contempor�nea temos Jame Ansten que foi uma mulher de vida obscura que s� foi descoberta ap�s a sua morte atrav�s de seis romances em que o povo sempre esta presente, e dentre eles esta a admir�vel obra Orgulo e Preconceito. |
E atrav�s de Charles Dickens que muito embora n�o tivesse manifestado claramente tal inten��o, os seus romances acabaram produzindo uma renova��o social muito intensa atrav�s de suas experi�ncias pessoais que a encheram. As irm�s Emily e Anne Bronte constituem um caso estranho de espontaneidade liter�ria ao viverem longe de um ambiente intelectual de seu tempo ao constru�rem uma obra vivamente emotiva com um aspecto po�tico que n�o ficava mal na natureza dos seus romances e o primeiro poeta de grande envergadura que surgiu no s�culo XIX foi Tennyson que em 1942 publicou o seu romance Id�lios Ingleses.