0011.jpg

0065.jpg

Os sucessores de Guilherme de um modo geral continuaram a desenvolver o poder real reprimindo energicamente todas as tentativas de rebeli�o por parte de seus s�ditos, com isto os habitantes da Inglaterra que viviam oprimidos aos pouco foram se unindo num movimento instintivo de defesa sem distin��o de classe ou de ra�a.

O seu filho Guilherme e que era denominado como O Ruivo ao morrer em conseq��ncia de uma flecha disparada acidentalmente por um companheiro de ca�ada, ele foi sucedido pelo seu irm�o Henrique I O S�bio que contou com o precioso auxilio de sua esposa a rainha Margarida da Esc�cia em seu reinado quando procurou remediar os desacertos cometidos pelos dom�nios opressivos dos nobres. E no correr de seu reinado, quando tudo parecia augurar um futuro tranq�ilo e ditoso para o rei Henrique I, pois o seu �nico filho Guilherme ao regressar da Normandia acabou morrendo afogado no canal da Mancha, a partir desse momento o rei Henrique I foi acometido de uma profunda tristeza e passou a se desinteressar pelo seu governo. E quando da morte do rei Henrique I, abriu-se uma luta pela sucess�o do trono entre a sua filha Matilde e o seu sobrinho Estev�o, que levou a explodir uma guerra civil entre os espanh�is com imediata conseq��ncia negativa, pois como reerguimento das influencias dos bar�es, eles come�aram a construir algumas fortalezas e de se apoderarem das propriedades privadas, e devido aos saques por eles praticados no pa�s, a obra regeneradora de Henrique I acabou sendo anulada, com isto as terras ficaram incultas, e a fome e a mis�ria come�aram a afligir tanto os opressores como os oprimidos e ap�s uma longa batalha sangrenta o trono ingl�s ficou em poder de Estev�o que ainda teve que guerrear contra o rei da Esc�cia que era tio de Matilde. Com a morte de Estev�o o trono da Inglaterra foi ocupado por Henrique II que era filho de Matilde, e que ao se casar com a herdeira de tr�s grandes prov�ncias da Fran�a: o Anjou, o Maine e a de Touraine, e por ser o duque da Normandia ele viu seus dom�nios se estenderem do norte da Inglaterra at� os Pirineus e ap�s restabelecer a ordem interna no pa�s ao destruir as fortalezas, restaurar o poder judicial e ter dominado os bar�es, Henrique II obrigou que o rei da Esc�cia restitu�sse os condados de Northumberland, Cumberland e Westmoreland, e ao receber a doa��o por parte do papa Adriano IV das terras da Irlanda, Henrique II teve s�rios problemas com o povo irland�s que n�o aceitaram se tornarem s�ditos ingleses apesar do soberano ter conseguido impor a sua autoridade sobre a parte mais pr�xima da Inglaterra, e nesta �poca o arcebispo de Canterbury Tom�s Becket teve um serio desentendimento com Henrique II em virtude da maneira como deveriam ser punidos os delitos do clero, fato este que enfureceu sobremaneira o soberano que n�o admitia oposi��o � sua vontade absoluta, e levado por um momento de exaspera��o Henrique II disse que desejava ver-se livre do odioso arcebispo, com isto a sua palavra foram seguido por quatro homens de sua corte que acabaram assassinando o arcebispo dentro da catedral. Em virtude do fato, Henrique II acabou sendo responsabilizado pelo assassinato do arcebispo pelo papa que n�o lhe concedeu perd�o enquanto n�o comparecesse descal�o e de cabe�a descoberta na catedral para prosternar-se ante os restos do santo e ser a�oitado pelos monges que haviam sido reunidos para esse fim. E antes de morrer, Henrique II dividiu entre os seus filhos os seus extensos dom�nios que acabaram gerando uma acirrada contenda entre os seus familiares que atingiu violentamente o monarca em virtude de ter tomado conhecimento da inimizade nutrida contra ele pelo seu filho Jo�o, e ao maldi�oar a sua prole ingrata ele se retirou para o castelo de Chinon onde acabou os �ltimos dias de sua vida.

0066.jpg

E ao ser sucedido pelo seu filho Ricardo que era chamado de Cora��o de Le�o que era um grande guerreiro e um modelo da cavalaria, por�m sem grandes qualidades para ser um bom rei, e que durante o seu reinado esteve ausente de seu pa�s a maior parte do tempo, e que teve em sua esposa como a �nica rainha da Inglaterra que nunca pisou no territ�rio ingl�s e que no momento em que assumiu o trono ingl�s os santos lugares haviam ca�do em poder dos islamitas, com isto os povos crist�os da Europa resolveram se organizarem em expedi��es a que chamaram de cruzadas e marcharam contra os islamitas a fim de resgatarem t�o precioso tesouro, ent�o Ricardo Cora��o de Le�o se incorporou � terceira cruzada.

E para custear esta guerra e para pagar o seu resgate quando caiu prisioneiro de Leopoldo duque da �ustria, ele sacrificou o povo ingl�s com pesados impostos. E ap�s a sua morte, o trono ingl�s foi ocupado pelo seu irm�o Jo�o sem Terra que logo no inicio de seu reinado perdeu o dom�nio sobre a Normandia cujo t�tulo ducal deixou de ser usado pelos reis da Inglaterra e logo a seguir ele tamb�m perdeu os territ�rios que mantinha na Fran�a, e devido ao desentendimento que manteve com o papa Inoc�ncio III por n�o querer reconhecer a nomea��o do cardeal Langton como arcebispo de Canterbury, a Inglaterra sofreu um interdito por parte do papa pelo qual foram suspenso todos os servi�os religiosos e fechada todas as igrejas da Inglaterra, e ao excomungar o rei o papa eximiu o povo de seu juramento de fidelidade, como o rei Jo�o sem Terra persistisse em sua obstina��o, o papa o dep�s e ofereceu a coroa da Inglaterra ao rei da Fran�a Filipe II.

0067.jpg

Em vista dos fatos, o monarca Jo�o sem Terra imediatamente mudou a sua atitude radicalmente, e por conta disto ele recebeu o arcebispo e restituiu os bens eclesi�sticos de que se havia apossado e humilhou-se a ponto de entregar sua coroa ao legado do papa para que ele fosse coroado.

Em vista dos acontecimentos, o povo ingl�s que havia suportado a opress�o da realeza durante os reinados de Henrique II e de Ricardo Cora��o de Le�o que tinha sido en�rgico, temidos e vitoriosos nos campos de batalha, n�o concordaram com a fraqueza, com a crueldade, a corrup��o e a humilha��o de Jo�o sem Terra e por isto em 24 de Maio de 1215 os grandes do reino, os bar�es e os bispos com a apoio da na��o ocuparam a cidade de Londres e obrigaram o rei a assinar a magna carta da qual as disposi��o mais importantes eram que o rei n�o poderia lan�ar nenhum imposto sem o consentimento do grande conselho do reino, e que qualquer homem livre s� poderia ser detido em virtude de um julgamento regular lavrado pelos seus pares conforme as leis do pa�s, e se o rei violasse a magna carta ele perderia seus castelos e suas terras at� que o mal fosse reparado, e para assegurar a execu��o das cl�usulas estabelecida foram eleitos vinte e cinco bar�es. O rei Jo�o sem Terra apesar de estar furioso e despeitado, acabou assinando a magna carta for�ado pelas circunstancia em uma ilha do rio Tamisa de Runnimede perto de Windsor, e ap�s prestar juramento o monarca pediu autoriza��o para n�o respeitar a magna carta.ao papa Inoc�ncio III que de imediato lhe concedeu, com isto os nobres ingleses se revoltaram contra o rei Jo�o sem Terra que ao morrer em conseq��ncia de uma febre acabou salvando a coroa para sua fam�lia que elevou ao trono Henrique III, que por ter um animo fraco, acabou se deixando influenciar pelos franceses que iam � Inglaterra em busca de fortunas, e devido a sua m� administra��o ele foi vencido na Alemanha pelo rei da Fran�a Luis IX por ocasi�o de sua preens�o em tornar o seu irm�o como imperador, e na Sic�lia onde queria elevar o seu filho ao trono, e por causa de suas preens�es e de suas fraquezas que custavam muito dinheiro da Inglaterra atrav�s de pedidos ao grande conselho o qual convocava todos os anos desde 1239. e devido � recusa do parlamento em ceder mais dinheiro ao monarca, iniciou-se uma grande contenda entre o rei os s�ditos, at� que em 1258 os nobres tendo como l�der Sim�o de Montfort impuseram a Henrique II a sa�da dos estrangeiros da Inglaterra e uma s�rie de disposi��o de Oxford na qual o governo passava de fato para as m�os dos nobres, com o parlamento se reunindo tr�s vezes ao ano para aconselhar o rei em seu governo.

0037.jpg

E no ano de 1265 por ter violado os estatutos Henrique III acabou sendo feito prisioneiro por Sim�o de Montford quando da convoca��o do parlamento em sess�o extraordin�ria, e na presen�a dos bispos, dos bar�es, dos cavaleiros, dos burgueses, dos habitantes das cidades e dos burgos que foram convidados a elegerem os deputados, e na reuni�o destes deputados e dos cavaleiros foi constitu�da a c�mara dos comuns e da reuni�o dos condes, bar�es e dos bispos foi constitu�da a c�mara dos lordes que come�ou o seu funcionamento regular em 1295 durante o reinado de Eduardo I quando se estabeleceu o governo representativo.

E ap�s ter conseguido recuperar a liberdade e reinar com tranq�ilidade, Henrique III at� ao fim de seus dias ele foi sucedido pelo seu filho Eduardo I que se tornou um rei justo e inteligente ao dar boas leis ao seu povo, e que logo no inicio de seu reinado se envolveu com serias lutas com os galeses que se mantinham independentes, por�m ap�s sangrentas batalhas Eduardo I acabou por submet�-los e assenhorear-se do Pa�s de Gales, e ao se apropriar da coroa de Lewellyn que foi o �ltimo pr�ncipe Gales, Eduardo I prometeu dar ao povo como futuro governante um rei nascido no Pa�s de Gales, e para isto ele apresentou o filho rec�m nascido no castelo de Carnarvon, e a partir desta data o primog�nito do rei da Inglaterra recebe o t�tulo de pr�ncipe de Gales. E ao tentar unir os reinos da Inglaterra com o da Esc�cia, Eduardo I prop�s o casamento de seu filho com a virgem da Noruega, cuja m�e era filha do rei da Esc�cia, por�m com a morte da jovem Margarida no mar do norte o rumo dos acontecimentos mudou. E no momento em que surgiram violentas contendas entre os pretendentes � coroa da Esc�cia, Eduardo I se viu obrigado a interferir com �rbitro, por�m devido ao fato dos escoceses terem se apresentado para a luta no prop�sito de combater as ambiciosas inten��es do rei da Inglaterra, ele se viu obrigado a empreender no per�odo de dez anos tr�s grandes campanhas na Esc�cia onde acabou encontrando a morte ao dar o golpe decisivo, e ao ser sucedido pelo filho Eduardo II o mesmo deu continuidade � guerra iniciada pelo seu pai, por�m em virtude de suas qualidades guerreiras ele foi batido em Bannockburn pelas for�as do rei da Esc�cia Robert Bruce que com a sua vit�ria n�o s� assegurou a independ�ncia do seu pa�s, como tamb�m o enriquecimento do seu pa�s com os tesouros que o soberano ingl�s abandonou no campo de batalha, e que o fez abdicar em favor de seu filho Eduardo III que ap�s casar com Filipa de Hainault prosseguiu a luta vitoriosa contra Esc�cia que havia se aliado com a Fran�a, com isto Eduardo III ao alegar os seus direitos por parte de sua m�e ao trono franc�s, imediatamente declarou guerra a Filipe de Valois.

0068.jpg

E desta maneira iniciou-se a luta que ficou conhecida como guerras dos cem anos na qual se feriram diversas e sangrentas batalhas, e que podemos destacar a batalha naval ocorrida em 1340 em Edusa nas costas de Flandres onde os franceses sa�ram derrotados ao perderem duzentos e trinta navios, e seis anos mais tarde deu-se na Fran�a a batalha de Crecy onde o ex�rcito franc�s foi severamente castigado pelas flechas dos arqueiros ingleses que o obrigaram a se retirarem da batalha de forma desordenadamente, e nestas batalhas o filho primog�nito de Eduardo III se distinguiu de forma brilhante nos campos de batalhas, e por utilizar uma armadura totalmente preta, ele ficou conhecido como o pr�ncipe negro, e que na batalha de Crecy adquiriu a divisa alem� com a inscri��o ICH Diene e tr�s penas de avestruz que eram da cimeira do capacete de Jo�o O Bravo rei da Bo�mia que apesar de sua avan�ada idade, se fez conduzir ao ponto onde a batalha era mais intensa aonde encontro � morte com seus fieis cavaleiros, e a partir desta data os pr�ncipes de Gales ostentam as tr�s penas em suas armas. E a batalha de Crecy, seguiu-se o cerco de Calais que resistiu bravamente durante onze meses at� capitular, fato este que irritou profundamente ao rei ingl�s que mandou que lhe fosse entregue seis dos principais burgueses para serem sacrificados em favor da vida dos restantes, e no momento em que Eustaquio de S�o Pedro e sus cinco companheiros se apresentaram ante ao rei Eduardo III e lhe entregaram as chaves da cidade, ent�o o encolerizado monarca mandou chamar o verdugo, por�m a rainha Filipa ao interceder a favor deles quando conseguiu abandar a ira do rei e salvou a vida daqueles cinco her�is, e com a continuidade da guerra, grandes levas de soldados ingleses atravessavam o canal e iam morrer longe da p�tria em belos campos da Fran�a, com isto acarretou a falta de bra�os para cultivar as terras o que precipitou a fome e a manifesta��o de descontentamento do povo, e atrav�s de uma grande vit�ria que o pr�ncipe negro alcan�ou em Poitiers sobre o rei Jo�o O Bom que na oportunidade foi feito prisioneiro, e ao ser levado � presen�a do rei Eduardo III o monarca vencido foi tratado com grande respeito, e por ser merecedor dessa aten��o o valente e brioso e honrado rei da Fran�a voltou ao seu pa�s para conseguir a avultada quantia que os ingleses exigia para o seu resgate, e por n�o ter alcan�ado o valor estipulado, o rei Jo�o tornou a entregar-se como prisioneiro na Inglaterra, onde acabou os seus dias.
E como sucessor de Eduardo III foi coroado o seu neto Ricardo II filho do pr�ncipe negro, que nos primeiros tempos do seu reinado foram assinalados pelas lutas dos grandes senhores e por tumultos dos camponeses provocados pela mis�ria e por quererem um governo sem o parlamento, por este motivo ele abdicou o trono e acabou os seus dias na pris�o, com isto o trono ingl�s foi ocupado por Henrique IV que lutou com grande dificuldade para manter a paz e a ordem na Inglaterra e no Pa�s de Gales e ao ser sucedido pelo seu filho Henrique V a Inglaterra reuniu um grande ex�rcito e atravessou o canal da mancha e alcan�ou uma vit�ria decisiva em Azincourt sobre o ex�rcito franc�s, e ao aproveitar a guerra civil que dividia os franceses Henrique V procurou obter a m�o de Catarina que era filha de Carlos VI para ser reconhecido como herdeiro da coroa francesa em detrimento ao delfim Carlos que seu pai deserdara, todavia os seus planos n�o puderam se realizar em virtude de sua morte, e com isto ele deixou como �nico herdeiro do trono ingl�s o seu filho Henrique VI que foi coroado quando contava com nove meses de idade, com isto em sua menoridade a Inglaterra foi governada pelos seus tios que perderam todos os dom�nios que tinham na Fran�a com exce��o de Calais.

JOANA D'ARC

E para isto os franceses contaram com a valiosa contribui��o da c�lebre donzela de Orleans Joana D�rc que ao vestir uma armadura, montou a cavalo e p�s-se � frente de um ex�rcito e alcan�ou significativas vit�rias at� cair nas m�os do inimigo, que a fez perecer entre as chamas de uma fogueira.

Entretanto o exemplo estava dado e o patriotismo dos franceses fez com que a guerra se prolongasse por alguns anos e a Fran�a se libertasse do dom�nio estrangeiro at� alcan�ar vit�ria final na guerra que ficou conhecida como a dos cem anos, com isto teve inicio na Inglaterra a guerra das duas rosas, que explodiu devido � rivalidade das fam�lias Lancaster que pertencia ao rei Henrique V e que tinham uma rosa vermelha por distintivo, e a York que pertencia a Eduardo, filho do duque de York que por descender de um filho de Eduardo III e que escolheram uma rosa branca como distintivo e que alegava ter direitos a ocupar o trono ingl�s, e durante os trintas anos de guerra foram travadas onze batalhas entre o rei e os nobres em diferente ponto do pa�s, e das quais o duque de York saiu vencedor e se tornou o primeiro rei desta dinastia com o nome de Eduardo IV. Henrique VI ao ser derrotado, acabou sendo aprisionado na torre de Londres onde acabou os seus �ltimos dias totalmente abandonado, e a sua esposa a princesa Margarida de Anjou fez o quanto pode para conservar a coroa para seu filho que foi assassinado e acabou sendo aprisionada em Tewkesbury e depois levada a torre de Londres onde esteve encarcerada por quatro anos at� ser resgatada pelo rei da Fran�a Luis XI, e devido � fuga da Inglaterra do rei Eduardo IV em virtude do receio de cair nas m�os dos partid�rios da rosa vermelha, o trono deveria ser ocupado pelo seu filho primog�nito de treze anos de idade, contudo ele n�o chegou a ser coroado em virtude de seu tio Ricardo o ter encerrado na torre de Londres e tempos depois o seu irm�o acabou lhe fazendo companhia. E com desaparecimento dos filhos de Eduardo IV da torre de Londres , Ricardo III foi proclamado rei da Inglaterra e de imediato convocou o parlamento e colocou muitas coisas em ordem e fomentou o com�rcio com intuito de agradar o povo que sentia o mais vivo horror pelo assass�nio dos pr�ncipes, e por governar a Inglaterra tiranicamente ele acabou sendo vencido e morto na batalha de Brosworth no ano de 1485 por Henrique de Tudor da fam�lia de Lancaster que por este motivo subiu ao trono com o nome de Henrique VII e que ao se casar com a filha de Eduardo IV ele fundiu as fam�lias de York e Lancaster em uma s� fam�lia e as duas rosas vieram a formar uma dupla flor, chamada de a Rosa de Tudor que se tornou o emblema da Inglaterra e fez surgir uma nova era no pa�s.

VOLTAR

Hosted by www.Geocities.ws

1