A A avenida da Europa Uma escapat�ria ao tr�nsito da cidade O crescimento populacional do concelho de Viseu provocou, como � �bvio, o aumento da circula��o de viaturas dentro da cidade. O tr�nsito ca�tico, t�pico das cidades desenvolvidas ou em franco desenvolvimento, obrigou a que fosse pensada uma solu��o de medidas largas, capaz de responder �s necessidades viseenses: a avenida da Europa. Viseu tem crescido a bom ritmo e como seria de esperar, o desenvolvimento trouxe e fixou popula��o, como se veio a confirmar atrav�s dos �ltimos censos. Para al�m da popula��o residente, todos os dias entram e saem da cidade n�meros incalcul�veis de trabalhadores, que invadem as art�rias da cidade e complicam o tr�nsito. O desenvolvimento � muito desejado por todos, mas tamb�m tem o seu pre�o, uma vez que a grande aflu�ncia � cidade trouxe para a realidade viseense as chamadas �horas de ponta�. Apesar de n�o sofrerem de grandes engarrafamentos, as vias da cidade obrigam a uma grande dose de paci�ncia da parte dos condutores, que se queixam essencialmente �do elevado n�mero de viaturas que invadem a cidade e da falta de civismo�, afirma Ana Cristina Correia, que todos os dias faz o trajecto Cavern�es- Viseu para se deslocar ao seu local de trabalho. Para responder �s necessidades de uma cidade em franco desenvolvimento, que viu a circula��o do tr�nsito triplicar, sentiu-se a necessidade de construir uma via que viesse aliviar o tr�fego da Avenida da B�lgica, at� ent�o a �nica op��o poss�vel. �Esta avenida ficava bem em qualquer parte da Europa� A constru��o da avenida da Europa foi a solu��o encontrada para descongestionar o tr�nsito que todos os dias invadia a avenida da B�lgica, que estava prestes a rebentar pelas costuras. Esta � uma via tipicamente urbana, cuja constru��o obrigou a um grande empenho por parte da C�mara de Viseu. Como se situa numa zona complicada da cidade, onde anteriormente existiam algumas constru��es, este �processo demorou algum tempo, uma vez que foi necess�rio proceder a algumas expropria��es e inclusive realojar algumas fam�lias que viram as suas habita��es serem demolidas�. Como as expropria��es �foram car�ssimas, esta obra ultrapassou o milh�o de contos� e passou a ser a art�ria principal de liga��o �s outras malhas. Este projecto passou por algumas fases, primeiro com a constru��o de apenas metade da via, um tro�o pequeno que permitia o acesso � Aguieira. Posteriormente procedeu-se � constru��o e duplica��o do tro�o at� � rotunda do Continente e s� numa �ltima fase � que a via se estendeu at� ao Norte da rotunda de Abravezes. Para o actual presidente da C�mara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, esta � �a realiza��o de um sonho, uma vez que foi a primeira avenida que mandei construir e que ainda n�o tem nenhuma habita��o�. Assim , o espa�o de manobra � maior, existindo �a possibilidade de determinar que grandes obras ser�o constru�das nesta via �que ficava bem em qualquer parte da Europa�. A consolida��o da avenida da Europa em 6 a 10 anos Primeiro construiu-se a avenida da Europa e s� agora est� a ser consolidada com os equipamentos necess�rios. Em constru��o est� o futuro Pal�cio da Justi�a, que �� uma obra fant�stica da administra��o central�, estando tamb�m previsto mais um est�dio. Este ser� uma esp�cie de complemento do Est�dio de Fontelo e o quinto campo de futebol da cidade. Para al�m destas infra-estruturas, esta avenida �vai fazer a amarra��o ao Parque Urbano da Aguieira, ao futuro parque de Estacionamento da Cava do Viriato , assim como far� a liga��o � futura via Figueira da Foz- Viseu- Chaves�, acrescenta o autarca. A finaliza��o do Pal�cio da Justi�a est� prevista para o ano de 2003, mas a consolida��o total da via levar� mais tempo. Caso venha a acontecer num per�odo de 6 a 10 anos, o edil ficaria deveras satisfeito com esta via, que considera ter �a grande largura� como mais valia. Tamb�m as rotundas da Avenida da Europa ter�o uma decora��o especial, com a coloca��o de �elementos escult�ricos no local onde ter� lugar a festa de passagem de ano, � semelhan�a do que tem acontecido nos �ltimos dois anos�. A terminar, Fernando Ruas considera que esta zona ficou �bem requalificada�, para agrado de Ana Cristina Correia e de muitos viseenses, que t�m agora uma escapat�ria ao tr�nsito da cidade. Cristina Marques |
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