Na mudan�a para o euro

Hipermercados rejeitam custos

Os hipermercados n�o querem suportar os custos da mudan�a para o euro e est�o dispostos a "boicotar" a pr�-alimenta��o e substitui��o pela nova moeda.


Os respons�veis da Associa��o Portuguesa das Empresas de Distribui��o (APED) reuniram-se com o Banco de Portugal, que se comprometeu a falar com os bancos e outras entidades, no sentido de auscultar a posi��o do sector financeiro. A autoridade de supervis�o ir� marcar nova reuni�o com os representantes dos hipermercados, a fim de os informar da posi��o dos bancos.
Em causa est� o pagamento de garantias banc�rias �s institui��es de cr�dito, pelo levantamento antecipado de euros, poss�vel a partir do in�cio de Dezembro. Os hipermercados n�o querem ver cativado nas suas contas banc�rias, o montante correspondente ao valor em euros que podem levantar antecipadamente.
Por outro lado, o levantamento dos escudos nos primeiros dias de Janeiro das caixas registadoras dos hipermercados implica custos (a pagar aos bancos), que as empresas de distribui��o dizem n�o dever ser elas a pagar.
Em causa est�o cerca de cem mil contos, contabilizando os custos das garantias banc�rias juntamente com o montante a pagar por cada quilograma de moedas de escudos entregues �s empresas de seguran�a, para trocarem por euros nos bancos.
Uma vez que o Governo recomenda aos hipermercados que, sempre que poss�vel a partir de 1 de Janeiro, o troco seja dado em euros (apesar de n�o ser obrigat�rio), os respons�veis por estas empresas afirmam que "n�o s�o casas de c�mbio" para fazerem troca de moeda.
� que as caixas Multibanco s� estar�o a funcionar a cem por cento em euros a 4 de Janeiro, pelo que nos primeiros dias ainda ser� poss�vel levantar escudos em algumas m�quinas, com os consumidores a "trocarem" esses escudos por euros, invariavelmente, no com�rcio e grande distribui��o.
Perante este quadro, a APED enviou uma carta ao Banco de Portugal expondo as suas raz�es e a amea�a do "boicote" ao euro. O banco central marcou quase de imediato a reuni�o com os respons�veis pela grande distribui��o.
No encontro, a autoridade monet�ria chamou a aten��o para o facto da responsabilidade pela emiss�o da moeda caber � Casa da Moeda, pela que esta dever� ser igualmente ouvida nesta quest�o.
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