ANARQUIA

Ao contrário das interpretações das autoridades e das definições dos dicionários, a palavra tem origem no grego: an, não; arkê, governo. Equivalente à ausência de governo constituído, mas não é o mesmo que desordem. Com traços da filosofia grega e da filosofia chinesa, principalmente de Lao Tsé, vamos encontrá-la na prática como um prolongamento da idéia cristã de que os homens são todos irmãos. Na idade Média, “Adamista”, seita herética popular da Boêmia proclamava a abolição da propriedade individual e estabelecia a comunidade dos bens. A seita religiosa "Amalricanos", também da Idade Média, não admitia nenhuma diferenciação de classes e de fortunas. Entendiam que o homem havia de ceder a todos os impulsos da natureza, devendo reinar entre todos a mais fraterna igualdade, partindo do princípio de que o homem era naturalmente bom, de que os ricos e poderosos da sociedade tinham usurpado o que os outros possuíam e que sendo essas fortunas divididas entre todos, todos teriam o suficiente para viver, satisfazendo as suas limitadas necessidades. A Natureza e Deus, segundo eminentes religiosos, não conhecem nenhuma diferença social. As diferenças sociais foram criadas pela cobiça dos homens. Não é em virtude do Direito Divino – afirmam - mas em virtude do direito da guerra que um homem pode dizer: "esta casa é minha, este escravo me pertence". Todo aquele que possuir mais que o necessário para viver, deve dar aos demais o excedente e considerar-se devedor de uma quantia igual a que deu. Ampliando e atualizando os conceitos dos cristãos, os anarquistas concluem: Anarquia viria fazer ainda em futuro remoto, a felicidade humana. No dia em que o homem compreender livre, espontânea e conscientemente, sem coação e violência, que tem dentro de si o Caminho, a Verdade e a Vida, nesse dia, afirmam, teremos o império da Anarquia, será o cume da evolução humana e social. Na prática, Anarquia pretende a emancipação do Produtor do domínio do Capital; produção em comum e consumo livre de todos os produtos do trabalho comum; emancipação da submissão Governamental; livre desenvolvimento dos indivíduos nos grupos e dos grupos nas federações; organização livre do simples para o complexo segundo as suas necessidades e as tendências mútuas; emancipação da moral religiosa: moral livre, sem punição nem obrigação, desenvolvendo-se da própria vida das sociedades e tornando-se um hábito. Anarquia, é um estado de sociedade onde governa a razão, todos os seres humanos têm direito à vida e ao usufruto das riquezas naturais e do trabalho coletivo; sem autoridade irracional constituída nem governantes de nenhuma espécie; é uma sociedade baseada fundamentalmente na liberdade total, completa; onde o ser humano desenvolve todas as suas potencialidades e forma a verdadeira idéia de que todos somos irmãos, e, não reconhece o "meu" ou o "teu" mas o nosso; o homem é educado e formado livremente dentro dos princípios do Amor Fraterno e da Paz, sem ambições, ódios, ganâncias, mas dentro da igualdade. Para cada um segundo as suas necessidades e de cada um segundo as suas possibilidades.

ANARQUISMO

Doutrina dos anarquistas. - Nova ordem social baseada na liberdade, na qual a produção, o consumo e a educação devem satisfazer às necessidades de cada um e de todos. Os anarquistas propõem-se substituir a organização obrigatória pela organização voluntária, pelo livre acordo, espontaneamente firmado e eternamente dissolúvel, não ligando os homens senão pela comunidade de interesses e pela reciprocidade das conseqüências, afinidades e simpatias. O Anarquismo, filosofia humanista de vida, não aceita que o homem precise ser governado, de cujo costume se tornou escravo, razão porque lhe parece utópico, uma verdadeira calamidade pública deixar de o ser. O hábito de sofrer a autoridade dos governantes e seus auxiliares, condicionou-o, deformou-o naquilo que ele tem de mais importante: razão, inteligência, desejo e vontade de ser livre. Essa anomalia provocada pelo hábito chegou a tal ponto que a ausência da autoridade irracional (fazemos distinção entre autoridade racional e irracional) lhe parece ter como conseqüência a desordem, a violência e o caos. O Anarquismo tem como ponto alto a solidariedade, o apoio mútuo. É profundamente humanitarista, seus adeptos pregam a formação de comunidades, de iguais, de Paz!

ANARQUISTA

Pessoa partidária da Anarquia. Cidadão contrário à desigualdade existente na sociedade humana. Propagandista de um mundo novo onde o bem-estar, a beleza, a franqueza, a justiça e a fraternidade serão necessidades permanentes como a saúde do ser humano. O anarquista defende o livre acordo, a ajuda mútua, a coexistência pacífica, a igualdade e o Amor Fraterno. Para o anarquista a coisa mais importante é o ser humano, por isso advoga a liberdade integral como meio de dar ao homem o direito de desenvolver todas as suas capacidades e aptidões, sem temores, cerceamentos ou frustrações. Defende a autogestão e o ensino racional. Não admite diferenciação de raça, cor, idade, sexo, nacionalidade. Existe apenas um só homem: a Humanidade; uma só nação: o Universo. O anarquista, a quem se tem emprestado definições por demais contraditórias, na maioria dos casos descritos como "perigoso agitador", embora nunca tenha insuflado ou desencadeado guerras em que homens se matem mutuamente sem saber por que, contesta o privilégio de uns estragar o alimento de que carecem outros que morrem de fome... É mais exatamente um sentimental, um filósofo. Se já empregou a violência foi sempre em caráter defensivo. Isto porque não aceita a autoridade irracional do homem para oprimir o homem; a exploração do ser humano pelo semelhante, a fortuna de uns à custa da miséria e da desgraça de outros. Defende ardorosamente uma sociedade de irmãos!

ÁCRATA - ACRACIA

Ácrata - Posologia que vem de Rousselot e parece ter sido traduzida do grego ao espanhol por Navarro Tomas. Partidário da Acracia - indivíduo defensor da filosofia que prega a ausência de governo. Palavra usada também como sinônimo de anarquia. Em Barcelona, Espanha, publicou-se a revista ACRACIA francamente anarquista, tendo entre os seus colaboradores Fernando Tarrida del Mármol. Apareceu em Janeiro de 1886 e terminou com o número 30 em Junho, graças ao esforço do grupo La Regeneración. Começou com 8 páginas e acabou com 32.

ANÁRQUICO

Tudo o que diz respeito a anarquia e ao anarquismo. Pensamento dos anarquistas.

LIBERDADE

Liberdade inerente ao indivíduo, propriedade comum a todos os homens, não é apenas uma manifestação pública de desabafos emocionais e políticos com discursos. Liberdade é tão necessária ao ser humano quanto o ar que respira, a água que bebe, o alimento de que se nutre. Por isso precisa ser preservada, tanto quanto a saúde do corpo; é o elemento mais importante na formação psico-cultural, no equilíbrio emocional, no desenvolvimento das potencialidades criativas, no campo artístico, científico, literário, da solidariedade humana, do apoio mútuo e de amor fraterno. Qualquer entrave ao elo de ligação liberdade-homem ou qualquer dano causado a essa propriedade - indivíduo, é um atentado não só ao cidadão simplesmente, mas, de modo geral, à Humanidade. A liberdade não se caracteriza como mero instrumento do direito de associação, reunião, imprensa livre e públicos, debates, com vistas à ocupação de cargos políticos ou à conquista de um lugar no parlamento. Não pode ser confundida com LICENÇA, muito menos que, em seu nome, faça-se de alguém um autômato! Liberdade é, necessariamente, um bem de todos, um patrimônio universal construído pouco a pouco e cultivado cuidadosamente, e a melhor forma de preservá-la é promover a remoção de todos do obstáculos que se oponham à sua marcha progressiva, ao seu desenvolvimento individual e coletivo, pelo esclarecimento, pela conscientização de sua utilidade, tão necessária ao homem quanto a saúde e a vida. Liberdade não é sofisma, não tem limites, não termina onde começa a de outrem. Pode coexistir paralela à dos nossos semelhantes, infinitamente, e esta não é apenas uma necessidade física, externa de expressão e locomoção, um objeto medido, pesado, dividido e distribuído em frações exatamente iguais. Liberdade é antes de tudo um estado emocional, interior, psico-cultural, herdado geneticamente, transmitido no lar, na escola, subjetiva e objetivamente, em doses indeterminadas. Seu crescimento e consolidação processam-se onde há razão, verdade, responsabilidade, tranqüilidade, segurança política, social, econômica e Amor. À medida em que se lhe estabelece limites, fronteiras, começa a perder a vitalidade e dá lugar ao tribalismo, à massificação humana, às lavagens cerebrais, ao condicionamento alienador, ao homem bate-palmas; nasce a idolatria, o líder, aparece triunfalmente o verdugo, o tirano. O anarquista não confunde pensamento de liberdade com sentimento de liberdade, acha um atentado aos direitos humanos: o primeiro tem sua origem na cultura e o segundo é inato, intuitivo, faz parte dos elos naturais da vida. O homem livre detesta a violência porque sabe que ela só gera ódio e, sobretudo, o firme propósito da desforra, detesta os sistemas governamentais que adotam um só homem como dirigente, sistema de força, porque não acredita nas soluções estatais e tem consciência de que a liberdade é parte ativa do desenvolvimento do poder criador, constante evoluir para o aperfeiçoamento das sociedades e dos povos. A dignidade humana terá fatalmente de ser o ponto central da organização social libertária, já que o homem é o centro fundamental dessa sociedade, ao invés de MASSA, de elemento amorfo, ausente na sua realização, obediente a interesses subjetivos. É a valorização do indivíduo que se terá de promover imediatamente, para que a liberdade possa existir em toda a sua plenitude! O homem só será livre, na medida em que possa viver isento de todos os tipos de pressões: econômica, religiosa, política, jurídica, moral, etc. Sem essa isenção, jamais estará vivendo livremente, tanto do ponto de vista físico como intelectual, será sempre uma presa de fácil condução, um ser condicionável às conveniências dos líderes. Liberdade antes de ser uma promessa, é um sentimento. E para se tornar uma realidade efetiva, indestrutível, de todos e de cada um, é preciso transformar o pensamento de liberdade em educação no lar, na escola, nos locais de trabalho, na comunidade, nas nações, no Mundo!

IGUALDADE

Para os conceituadores clássicos, é ser igual, ter a mesma grandeza ou valor. Pessoa da mesma categoria social, econômica, política, intelectual; da mesma linhagem racial, familiar ou hierarquia profissional. Estas definições têm servido de sofisma em todo o mundo, ao homem que deseja explorar os seus semelhantes, viver fartamente à custa do esforço e da miséria dos outros. "Se os homens não são iguais - argumentam os defensores da desigualdade social - em capacidade de trabalho, de força, de inteligência e se não têm todos necessidades iguais, como pode implantar-se uma sociedade de iguais?" Mas a igualdade não é um sofisma, é uma aspiração do homem, que pretende ver substituída a mais-valia pela autogestão consciente. Igualdade não significa homens do mesmo tamanho, com as mesmas habilitações, com inteligências iguais, todos musculosos, com a mesma capacidade de trabalho, ou usufruindo por igual o produto do seu esforço. Igualdade quer dizer, principalmente, direitos e possibilidades iguais de realização do indivíduo, sem o que não se desenvolverá nos homens e na comunidade relações de cooperação e de solidariedade humana. Igualdade é tornar realidade os direitos do homem, osdireitos da pessoa, os direitos iguais à existência, os direitos iguais à satisfação dos desejos vitais, os direitos iguais de amar, os direitos iguais ao gozo do que existe e se produz, independentemente do esforço humano de cada um individualmente. Igualdade são os direitos iguais ao trabalho; os direitos iguais ao produto do esforço físico, técnico e intelectual de cada pessoa; os direitos iguais à propriedade encarada como síntese da reserva econômica natural, produzindo e usando de acordo com as suas possibilidades, capacidades, com as suas necessidades. Igualdade é o direito de todos e de cada um poder desenvolver suas potencialidades físicas e intelectuais, de se realizar profissionalmente, de acordo com as suas vocações e inteligência, sem restrições de cima para baixo. Negar a possibilidade de uma sociedade de iguais, é o mesmo que negar que o homem teve a mesma origem, o mesmo princípio e terá o mesmo fim! Um homem vale um homem no conceito humanista, e a igualdade para os libertários é exatamente o direito igual aos meios de garantir e defender os seus próprios direitos!

COMUNAS

As Comunas, na Idade Média, eram povoações emancipadas dos Feudos, que viviam independentes com o povo formando seus conselhos administrativos. As Comunas destacaram-se das demais formas políticas conhecidas, pelo seu autogovemo, pelo repúdio às imposições de todas as espécies, ao domínio do forte sobre o fraco. O sistema de vida comunitária era de igualdade no plano econômico dos "Comuneiros" discutido e aprovado em praça pública com a participação de todos. Há mais de uma dezena de séculos atrás, já era considerada "idéia subversiva" pelos senhores feudais. Não aceitava o domínio de uns poucos sobre muitos. As Comunas tinham como éscopo a liberdade, a igualdade e a fratemidade. Em 1717 e 1723, no Paraguai e em Nova Granada surgiram "Comuneiros" que abriram luta contra o colonialismo de então em defesa do "patrimônio de todos". Com a guerra Franco-Prussiana, o povo francês levanta-se em armas e implanta a Comuna de Paris em 1871 sob a égide das idéias socialistas. Esmagada 40 dias depois pelas forças reacionárias de Thiers, em cujas lutas 20.000 pessoas perderam a vida e outras tantas foram deportadas para a Caledônia, assim mesmo a idéia sobreviveu. Na Europa os presos sociais também adotavam a Comuna como elemento libertário de arrecadação e distribuição de dinheiro, comida, frutas e imprensa que chegavam aos presídios. Tudo entrava direto para as mãos de um "Caixa" indicado em reunião de cela e este fazia a distribuição eqüitativa por todos. Cada cela tinha a sua Comuna. Em alguns casos havia até uma Federação de Comunas que fazia a ligação das celas.

AÇÃO DIRETA

Quer dizer ação exercida pelos próprios operários, pelos interessados. É o trabalhador quem se esforça por exercer pessoalmente sobre as forças que o dominam a pressão necessária para obter o que lhe é devido. Pela Ação Direta o operário luta realmente, é ele quem dirige o conflito, decidido a não confiar a outrem a missão que só a ele compete resolver .
Ação direta, é a manifestação consciente da vontade operária; pode revestir-se de aspectos tolerantes e pacíficos ou vigorosos e violentos, isso dependendo das circunstâncias. Mas, tanto num como noutro caso, é uma ação revolucionária porque não se importa com a legalidade burguesa, o seu objetivo é obter melhoramentos que produzam diminuição dos privilégios concedidos à burguesia.

AFINIDADE

A palavra, por extensão, designa aliança, ligação, atração entre as pessoas pela semelhança de sentimentos, gostos, etc... Para os psicólogos é a semelhança de sentimentos, temperamentos idênticos, maneiras de perceber e sentir as coisas, educação comum. No plano social, as afinidades baseiam-se no paralelismo, nas semelhanças, em caracteres técnicos, nos modelos culturais e ideológicos idênticos. A importância maior da afinidade reside na construção de sentimentos de simpatia, de amizade afetiva e do amor fraterno.

AMBIENTE SOCIAL

Ambiente social, meio social e clima social, são elementos que modelam, em parte, o ser humano, que influem na sua educação, na sua cultura, que lhe injetam costumes, temores religiosos e políticos. O homem vive dentro dele como numa camisa-de-força, quando este reflete um sistema ditatorial. O ambiente social, nos governos fortes, (da direita ou da esquerda), anestesiam o homem, deformam-lhe o caráter, convertem-no em dependente de líderes, de chefes, no campo político, e no afetivo, de bebidas, drogas e de crenças religiosas. As criações literárias ou artísticas, produzidas neste ambiente, refletem a revolta e a subserviência objetiva e subjetiva, do sistema.

HUMANISMO

Humanismo é um imenso sentimento de liberdade; de absoluta igualdade de direitos e possibilidades; de inabalável consciência de deveres. Em suas formas essenciais, o Humanismo é o próprio Amor fraterno, a solidariedade humana e o apoio mútuo - a Paz individual e universal! No Humanismo, o estado de consciência da Justiça humana e social, do direito geral das coisas, é um antídoto, que visa fazer frente aos males das mesquinhas e estreitas cercas do ensino e da política autoritária, chauvinista, patrioteira. O Humanismo, tão amplo quanto o Universo, vê a Humanidade num só homem e reconhece unicamente uma só nação: OMundo! A Terra não é mais um globo cheio de obstáculos intransponíveis, de divindades encubadas! Os meios de transportes e comunicação, mercê do avanço assombroso da tecnologia, encurtaram de tal forma as distâncias que o mundo se tornou uma aldeia e os homens sentem-se vizinhos, conhecidos, participantes coletivos das alegrias e das tristezas que recai sobre qualquer ponto do Universo! E, verdadeiramente, torna mais próximo e significativo qualquer território por minúsculo e mais distante que seja; atiça a preocupação do homem; mobiliza os sentimentos das populações, entrelaça-os, e concentra rapidamente a atenção das mais diferentes sociedades humanas para as notícias que chegam a toda a parte de minuto a minuto, no correr dos dias, na vertigem do tempo! Eis o motivo porque há quem especifique, muito acertadamente, o Humanismo como "idéia da comunicação", pela sua capacidade de atingir e sensibilizar rapidamente todos os seres humanos normais, por estranhas que pareçam suas existências, por mais distante que se encontrem do lugar onde ocorram os fatos que possam motivar a vibração dos seus sentimentos! Herbert Read, em seu livro A Natureza Criadora do Humanismo, diz-nos com toda a convicção: "O novo conhecimento da psique que está a nossa disposição, ocupa-se com o comportamento humano, motivação, doenças e inseguridade do homem e sua tendência geral; após cinquenta anos de paciente pesquisa, ele confirma a antiga sabedoria instintiva. E um novo humanismo, portanto, pode afinal apresentar-se como o velho humanismo, escrito numa nova linguagem ". Humanismo é um sentimento, um estado de comportamento que não aceita poderes associados, visa estabelecer a justiça por escrever, a justiça da natureza humana e da consciência! Nada mais claro que o ensinamento do escritor romeno Eugen Relgis: "Desde já, cada um tem que cumprir com seu primeiro dever: enfrentar seu próprio processo de consciência. Isso é mais necessário e mais determinante que qualquer outro julgamento legal ". Humanismo, por ser ao mesmo tempo um sentimento e uma idéia, forma correta de procedimento e um estado de consciência, não pode caber dentro das modestas definições dos pensadores da Renascença, que visaram opor-se com esta idéia sublime às "soluções divinas" apresentadas por Tomaz de Aquino para explicar o homem dentro da sociedade. Humanismo é muito mais do que uma solução econômica ou política, do que um sentimento banal de conquista desordenada, é uma idéia que estuda a psique do homem, com o fim de elevar ao desenvolvimento integral todas as potencialidades éticas, culturais, artísticas e profissionais da espécie humana em todos os campos do trabalho e do conhecimento, uma progressão capaz de prepará-la para cultivar o Amor à humanidade em forma de procedimento e de costumes, o culto da Paz e da Igualdade Social, com o mesmo carinho que se trata da saúde e da vida. Humanismo é, finalmente, um sentimento transformador, com capacidade para elevar o homem pela conscientização e fornecer-lhe condições para construir um Novo Mundo!

SOCIALISMO

O Socialismo - pode-se dizer - transformou-se numa árvore enorme de grandes braços e longa rama. Principiou no século dezoito, ramificou no século dezenove, e hoje, é uma imensa árvore frondosa. Depois do socialismo utópico, veio o revolucionário, o reformista, o possibilista, uma gama de socialismos que tanto podem ser aceitos pelo Papa como pelo Rei do Petróleo. Modernamente existem muitos socialistas, todos candidatos a chefes para provar que o são, acrescentam-lhe uma palavrinha que os seus colegas esqueceram de registrar. E ainda temos os "sucialistas", derivados de súcia. E no entanto a definição é curta: Socialismo: Sistema de sociedade na qual - doutrina social segundo a qual os meios de produção e distribuição são socializados. Entende-se, por meios de produção: solo, subsolo, as águas, os imóveis, os maquinismos, os utensílios do trabalho em geral, as riquezas naturais e as produzidas pelo trabalho humano, coletivamente.

SOCIALISMO LIBERTÁRIO

Sistema econômico segundo o qual a riqueza é social na sua origem e produção; e deve ser social também no seu destino e administração. Sistema de sociedade, segundo a qual o fim deve ser o bem estar de cada um dos seus membros, solidariamente. O socialismo libertário não aceita a camisa-de-força dos métodos autoritários, monopólios ou poder violento. A cada novo modo de ser, a sua forma; a cada fim, o seu método. O método, a forma do socialismo é anarquismo, o federalismo - não o falso federalismo de governos, de cima para baixo, mas ao contrário, a organização livre e espontânea, sob o impulso da solidariedade e das necessidades naturais e sociais - o indivíduo livre no grupo, o grupo autônomo na federação, a federação livre na Humanidade.

LIBERTÁRIO

Sinônimo de anarquista. Termo alternativo para designar companheiro, defensor da liberdade máxima, plena. Sua divulgação ganhou nova dimensão, explodiu a partir do Congresso de Haia em 1872, quando começou a distinguir os socialistas ou comunistas autoritários dos socialistas ou comunistas libertários, os primeiros liderados por Karl Marx e os segundos por Bakunin. O termo libertário tem uma dimensão limitada, o seu espaço é restrito ao aspecto doutrinário, especulativo e à liberdade de consciência responsável, não alcança o vôo imenso da anarquia; esta é uma filosofia de vida, engloba todo um sistema social, toda uma sociedade. Libertário tem sido muito empregado com o título de jornais e nome de filhos de anarquistas. No Brasil, serve de tema e título de um filme de curta metragem em 1977.

SOLIDARIEDADE

Atitude, rasgo de lealdade - comportamento do proletariado em nível ético, ideológico e humanitarista. Como solidariedade entende-se o auxílio econômico, político, ideológico e humano, no plano individual, familiar, de classes e coletivo; local e regional, nacional e universal. Na prática é exercida no lar, nos locais de trabalho, nas associações de classe e destas irradia para todos os cantos da Terra! Milhares de vezes o trabalhador se exercitou nesta virtude, ao recusar individualmente benefícios que deviam ser de todos. Preferindo a demissão para não prejudicar os companheiros, nas diversas atividades profissionais, opondo-se, assim, à prática de injustiças silenciosamente. Dentro deste princípio, recusava a gorjeta quando prestava serviços, para exigir um pagamento justo; contribuía semanalmente com uma parcela do seu salário para auxiliar os companheiros desempregados e doentes; nas greves de grande duração, ou durante a prisão de companheiros por delitos de idéias, formava comitês que chegavam a comprar bois, matá-los, para distribuir carne às famílias e aos trabalhadores, além de outros alimentos; a pagar o aluguel das residências e abrigar crianças durante as perseguições, quando os pais estavam sendo caçados pela polícia. A solidariedade em forma de protesto, levou honrados idealistas a entregar-se à prisão, assumindo responsabilidades individuais ou coletivas, por atos que as autoridades viam e entendiam como subversivos. Solidariedade Humana é o mais nobre princípio seguido pelo proletariado consciente na sua luta pela emancipação social. Belo gesto! Gesto nobre! Na prática da filosofia anarcossindicalista!

IDEAL

Designação de ordem perfeita. Com esta designação, os anarquistas estabeleceram pontos de doutrina, caracterizam seus princípios filosóficos. O termo ideal-anarquista é parte do vocabulário ácrata, forma ao seu lado, integra sua doutrina. Antes de tudo, é um sentimento e não um ato de revolta. Responde e atende sobretudo, aos que sentem o anarquismo e não aos que só sabem expor didaticamente. Existe uma imensa diferença entre sentir o anarquismo e saber falar de anarquismo. Ideal é tão importante para os anarquistas, que tem sido convertido em prenome de muitos dos seus filhos.

AUTOGESTÃO

A autogestão - na prática - é muito anterior à teoria, tem sua história própria, Olhando para trás, vamos encontrar suas raízes no sistema de "Pozo" na China; no Ícaro Andino, com "Ayllu"; no México com o "Calpulli"; no Brasil, com o "Quilombo dos Palmares" (1600-1694) e na "Colônia Cecília"; em Moçambique, com "Os Marcondes"; em Portugal "Vilarinho da Fuma " e "Rio Onor"; na França, com a "Comuna de Paris", na Rússia, em 1905, 1918 e 1922; na Grécia; na Itália; na Argélia; na Iugoslávia; na Índia, no Japão e na Espanha, durante a Revolução de 1936-1939. Em Israel, os Kibbutz datam de 1910, enquanto o Estado nasceu em 1948, Nesta rápida passagem pela história da autogestão não a situamos em termos libertários, salvo a da Ucrânia (1918-1922) e a Espanhola de 1936-1938, Tais experiências tiveram sempre como inimigos, forças externas poderosas ou o poder neutralizador do Estado, redutor de sua expansão, dificultando-Ihes os meios de sobrevivência, cavando-Ihes as sepulturas, A base da sociedade é de produção de todos os bens necessários à vida, Compõe-se de uma organização de forças vivas (trabalhadores) que usando a técnica e a máquina, produzem em razão de um esquema de oferta e procura previamente elaborado pelo sistema capitalista, onde o dono da produção é sempre o patrão. Este possui as fábricas, as máquinas e todos os bens de produção e, domina os centros de trabalho, sua organização e o sistema capitalista de produção, domina ainda o sistema capitalista de organização, Desta ditadura comercial resulta que uma parcela pequena da sociedade detém a riqueza e a grande maioria a pobreza e, conseqüentemente, ganha forma a plusvalia (por meio do trabalho assalariado) em razão direta de produção não paga pelo capitalista. Assim, a produção está esquematizada dentro dos propósitos da exploração do trabalho operário. Por outro lado, a propriedade no seu critério jurídico - ainda que "legalmente" registrada - caracteriza-se pelo domínio de quem a possui. Convertida em propriedade privada dos meios de produção, ganha forma de poder na classe possuidora, vale como instrumento de domínio material e social no processo da produção, cujos frutos alimentam seus detentores e aqueles que diretamente não extraem a plusvalia do trabalho assalariado, mas constituem a casta dos burocratas que cobram sua parte sob o nome de impostos. Para garantir este sistema, o capitalismo utiliza uma série de mecanismos ideológicos, políticos, jurídicos, psicológicos e repressivos. Sua hierarquia vertical responde pelo autoritarismo da sociedade de classes a partir da família. Célula organizativa da sociedade, a família jurídica, responde pela produção e reprodução, é o exemplo vivo da hierarquia, a partir do "chefe" da prole, responsável pela submissão a todo tipo de autoridade; primeiro do pai, depois do sacerdote; em seguida do professor, do burocrata, do policial; dentro do trabalho, do encarregado, do mestre, do gerente e do patrão; e na "Ordem" política, com nomes diferentes, a hierarquia impõe-se condicionando o indivíduo até tomá-lo obediente, dependente, incapaz de se autodirigir, razão porque a idéia de ausência do chefe, do líder, da autoridade irracional apresenta-se-Ihe como uma catástrofe. O capitalismo é uma forma de sociedade integral (a todos os níveis de vida), baseada na exploração e opressão do homem pelo homem, onde o ser humano aceita pacificamente, por força de costumes e de pressões psicológicas e físicas ser transformado no maior inimigo do próprio ser humano! Por tudo isso, a autogestão dentro dos limites do sistema capitalista não ultrapassa a primeira infância, já nasce condenada, defInha e morre. Só a eclosão de um movimento revolucionário, baseado nos princípios da Igualdade Social, ao derrubar e destruir o sistema capitalista e suas estruturas, poderá a nível de base, pôr em franco funcionamento a produção, distribuição e controle, paralisados com a derrocada do regime conservador, mobilizando os instrumentos ideológicos catalisadores de forças autogestionárias duradouras. Para isso impõe-se a necessidade da socialização dos bens, (não é o mesmo que nacionalização), o domínio absoluto dos processos de produção em todos os campos de trabalho, com abolição do assalariado, o controle total da distribuição, consumo e obtenção das matérias-primas. É aqui que entra, com toda a segurança a autogestão, como elemento produtor dentro do novo sistema, em substituição à máquina govemativa do capitalismo. Autogestão atuará como órgão importante no sistema de produção-distribuição-administração, mas não é, por si só, a nova Sociedade. Cada campo, cada fábrica, cada oficina, cada mina, cada pólo de produção será um reduto autogestionário, integrando de forma global, a nível local, municipal, regional e nacional, a nova sociedade, materializada pelo sistema de trocas de produtos armazenados e distribuídos pelas comunas. Sem funcionários pagos em moeda, autogestão, na sua forma mais pura terá de ser administrada pelo sistema de rodízio, onde secretários, conselheiros, técnicos e revisores calculistas, exercem funções puramente administrativas, e não diretivas. São encargos dados e aceitos livremente, cumpridos escrupulosamente, já que suas atribuições não são de mando, mas de trabalho; não impõem idéias ou vontades próprias, mas executam soluções tomadas. As assembléias gerais frequentes promovem as substituições não só porque as funções são encargos e não privilégios, mas também contribuem para a educação de todos ao mesmo tempo quebrando os desejos subjetivos de liderança que irão fatalmente surgir nos primeiros tempos. Autogestão ou resulta da ação direta ou fracassa. Por meio de concessões governamentais, nunca se chegará a autogestão libertária! Isto porque autogestão é uma obra experimental, inacabada, que precisa evoluir constantemente, receber sempre e sempre impulsos renovadores de aperfeiçoamento e revitalização! Sem isso acaba caindo na rotina, entra em estado de esclerose, aburguesar-se e morre como aconteceu em Portugal (1978-l979). Autogestão, pode-se dizer que é uma expressão relativamente moderna, veio fazer parte do vocabulário econômico-social, para explicar de forma sintética, a ação produtora, distribuidora e controladora na cidade e no campo. Em síntese: sistema ou método administrativo levado a cabo pelos trabalhadores de uma fábrica, mina, campo, centro de transportes ou pólos de produção. Seu êxito oscila de acordo com o sistema que lhe der vida.

INTERNACIONALISMO

O termo tornou-se conhecido para designar a doutrina da Primeira Internacional dos Trabalhadores (1864-1872). Desde então, o Proletariado mantém, em maior ou menor escala, oscilando de país para país, por sobre as fronteiras convencionais, um relacionamento ideológico e de solidariedade humana que deu origem ao termo. A idéia não tem nacionalidade ou pátria. Sua universalidade encontrou ao proletariado o seu irmão; onde quer que chegue é um explorado, trabalha e o produto do seu esforço não lhe pertence, constrói e nada é seu; desbrava a terra e não lhe pertence. Baseado nesta verdade, o trabalhador é potencialmente um internacionalista em razão da sua própria existência, da sua condição social.

REVOLUÇÃO

A verdadeira Revolução ainda está por fazer! Não teve início sequer uma transformação séria, convincente, capaz de principiar a demolir os costumes arcaicos, os atavismos, as hierarquias sociais, profissionais, culturais, a níveis locais, regionais e nacionais, que subdividem os povos em classes e convertem o homem no maior inimigo do homem. Revolução não é "ordem" nem "desordem" no sentido clássico! Não é desobediência irrefletida, concordância cega, respeito às leis que acabam de substituir outras leis. Revolução não é o ato de mudar pessoas, substituir dirigentes, trocar nomes de ruas, de cárceres, de policiais-torturadores ou de regimes políticos. Revolução não se faz somente com as armas nas mãos; é preciso que existia uma idéia revolucionária no cérebro de cada lutador! Revolução não é luta pelo poder nem é substituição de um governo por outro; isso chama-se Golpe de Estado: Trocar um político por outro, um civil por um militar ou um militar por um civil! Apear o que está em cima para dar lugar ao que está em baixo; é inverter a ordem dos fatores, sem alterar o produto.

AMOR LIVRE

Na linguagem diária o amor tem as mais controvérsas definições. Há até quem se dê à prática de vícios e quem se
prostitua em nome dele. Para alguns psicólogos, o amor é uma entidade emotiva do estado afetivo e mental que aproxima e realiza duas pessoas de sexos diferentes. Os homens de idéias anarquistas vêem no Amor Livre duas forças que agem sobre a Humanidade para a conservar e a fazer avançar: a força afetiva e a força intelectual. Sobre elas atuam principalmente a alimentação e o Amor. Tanto o alimento como o amor escasseiam e faltam a uns e sobram a outros, na sociedade atual. Um e outro são escravos do sistema econômico vigente! E, no entanto, o homem e a mulher são seres equivalentes com direito a dispor, a seu gosto, de suas pessoas. As necessidades fisiológicas e psicológicas do amor escapam às regulamentações, porque têm em si a sua própria razão de ser, a sua natureza incapaz de modificar-se por meio de códigos, de leis, de preconceitos sociais. A plena liberdade sexual, indispensável ao indivíduo eà espécie não é tudo. Amor também é o carinho de mãe, o abraço fraterno do amigo. Amor é igualmente a afinidade física, ética e afinidade ideológica! Para Bem-Karius "Amar é dar afeto que são partículas do nosso próprio ser. Por isso Amor é um laço que nos une pelo carinho aos demais seres. E que amar seja o aspecto mais positivo do viver,mais formosamente humano em nossa vida". E conclui: "Por ello es que Amar todo lo bello, Amar todo lo justo. Y amar todo lo bueno. Es viver de la forma mais plena". Energia emocional e mental, o Amor aproxima os seres humanos, une casais e os separa quando desaparece, independente das "leis da Igreja e do Estado". É uma química que se completa aos pares, aos pares dá origem à vida, aos pares responde pela sociedade futura, pelos rumos da Humanidade com um todo. Em síntese: é um Amor sem ataduras de espécie alguma!

AÇÃO SOCIAL

Há quem entenda a ação social apenas como a assistência desenvolvida por instituições ou pelos governos para aliviar o sofrimento das camadas menos favorecidas da população, pela esmola... Todavia, Ação Social, é também, e principalmente, um movimento profundo que visa modificar as estruturas da sociedade.É constituída por uma força e um movimento que pretende operar e modificar as instituições e o sistema político-econômico, instrutivo e cultural, educacional e hierárquico, com vistas a formação de uma Nova Sociedade.

AUTONOMIA

Independência, direito de se dirigir a si próprio. A autonomia é a capacidade, a liberdade e o direito que o ser humano tem de se autodirigir, de se reger pelas suas próprias leis, com todas as suas células em igualdade de funcionamento e liberdade total. Os anarquistas baseiam-se neste princípio para afirmar que o homem não precisa de autoridade, chefes, leis estatais nem governos políticos constituídos. Para eles o indivíduo é a base do sistema social, a célula mais importante e deve funcionar autonomamente sem fatores de atrofiamento. É assim que funcionam as milhões de células do corpo humano.

ALTRUÍSMO

Conjunto de inclinações emocionais, instinto de afeição, veneração e bondade. O altruísmo faz parte da ética socialista libertária, é o oposto, o antônimo de egoísmo. Altruísta é aquele que pensa em todos; egoísta é aquele que só pensa em si mesmo. Há quem se diga altruísta porque dá um pouco do muito que explorou, que tomou do esforço dos seus semelhantes. Mas isso não passa de um egoísmo disfarçado. É um tipo de comportamento que acontece quase sempre entre as pessoas de meia-idade. É uma espécie de medo do fim... A verdadeira vida comporta graus de fecundidade para se ser realmente feliz. E essa fecundidade interior, essa exuberância chega a impor a muitos a necessidade de se dar parcial ou totalmente a alguém, grupo ou sociedade. Para H. Spencer "chegará o dia em que o instinto altruísta será tão potente que os homens disputarão a oportunidade de sacrificar-se até a morte se for necessário". O verdadeiro altruísta é sem dúvida aquele que luta pela felicidade preocupado eternamente com a felicidade de todos!

FILOSOFIA SOCIAL

Braço da Filosofia geral que se ocupa da vida humana vivida em sociedade. Pretende explicar de forma global as razões da existência e das formas de organização social por meio e uma interpretação normativa. Quando tentamos explicar ou orientar a marcha da vida em sociedade, com vistas a melhorá-la no seu todo, globalmente, de forma consciente, estamos recorrendo à Filosofia Social.

NATUREZA

Natureza - diz-se - é o conjunto dos seres vivos que formam o Universo. São as leis reguladoras dos seres, a essência, o temperamento, a Índole e a organização das espécies; Nesta ordem, todos os seres vivos emergiram da natureza: o ser humano "ganhou" vida graças à natureza. E portanto evoluiu do mundo animal como um "capricho" da natureza. Desligado dessa condição inicial e valendo-se da capacidade de pensar, da autopercepção e da imaginação desenvolveu-se e, aperfeiçoou-se, evoluiu e desafiou a adversidade e as distâncias impostas pela própria natureza, com seus inventos que lhe garantem a defesa, a deslocação e a energia, a sua origem e avançou guiado pela ambição, esquecendo a razão, perdeu a consciência de que é filho da natureza e passou a destruí-la: derruba e queima florestas, polui rios e mares, envenena a atmosfera. E como se isso fosse pouco, inventa leis anti-naturais, descobre venenos, energias poluentes, exterminadoras da vida, armas nucleares e ainda explora e oprime seus semelhantes menos audaciosos, sem instintos de dominação. O anarquismo repele o saber e a ciência geradoras de hierarquias ao serviço da exploração do homem pelo homem. Abomina todos os tipos de progresso usados como instrumentos de agressão à natureza que nos deu a vida.

Pequeno Dicionário de Idéias Libertárias / Edgar Rodrigues / CC&P Editores.

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DEFINIÇÕES ÁCRATAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


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