ANARCO-FEMINISMO

Anarco-Feminismo é o movimento de luta pela libertação da mulher com atuação anarquista. Compreende-se que só conseguiremos igualdade, lutando pela emancipação conjunta; indo CONTRA quaisquer princípios e atitudes autoritárias e discriminatórias (seja o capitalismo, o comunismo, o governo representativo, o trabalho patronal, o machismo, o racismo, o sexismo, a homofobia, o nazismo, o fascismo e todas as outras formas de exclusão que exercem poder de dominação sobre outra pessoa).

Anarco-Feministas não possuem líderes ou representantes. A organização é autônoma, independente e espontânea. Abominam-se as práticas autoritárias e os valores burgueses (exploração, competitividade). E, ao contrário, se pratica a ação direta, para que possamos, juntos/as, criar uma nova sociedade onde todos/as (independentes do sexo) possam viver e conviver em harmonia, assim germinando o ideal anarquista (com apoio mútuo, autogestão, autodidatismo, cooperação, respeito, sinceridade).

Para que haja real igualdade, é preciso abolir todas as relações de superioridade, portanto, o processo de libertação da mulher tem que atuar junto a luta contra as hierarquias (que é um impedimento a liberdade). As Anarco-Feministas, diferentes das feministas reformistas, tem consciência que as mulheres que se propuseram a conseguirem espaço dentro do sistema opressor, tornando-se gerentes de empresas, soldadas, politiqueiras, etc... Em nada contribuíram no processo de emancipação, muito pelo contrário, apenas engrossaram a massa burguesa-capitalista, tornando-se tão repressoras quanto àqueles que diziam estarem combatendo.

No Anarco-Feminismo, valoriza-se as relações humanas e incentiva-se a participação e atuação em união, respeitando sempre as particularidades e individualidades de cada pessoa, porém, sem ser egoísta. Assim sendo, chega-se a conclusão que a luta pela libertação feminina, para que se realize de forma coerente, há de permanecer na luta de classes e há de caminhar junto ao ideal anarquista, pois só assim será possível existir de verdade a igualdade e conseqüentemente a liberdade.

Fonte: Fanzine - La Cotidiano Nº 01 Manaus/AM.

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