| - 08 de março de 2001 ( dia internacional da mulher ) |
| Governo quer
acompanhar desmatamento A proposta é ter para os desmatamentos um sistema semelhante ao das queimadas, monitoradas via satélite Brasília - O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, quer que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, a 90 quilômetros de São Paulo, passe a informar mensalmente os índices de desmatamento da Amazônia. Com dados atualizados, o ministro pretende controlar melhor as áreas mais pressionadas pelo corte ilegal de madeiras. Pelo atual sistema, o governo só fica sabendo do crime ambiental bem depois de ele ter ocorrido. Sarney Filho quer para os desmatamentos um sistema semelhante ao das queimadas, monitoradas via satélite. "No momento em que surge um foco de calor, eu sei a área que está sendo atingida." Atualmente, o Inpe divulga uma vez por ano estimativas de desmatamento. A confirmação do dado só ocorre após dois anos. Segundo Sarney Filho, o Inpe pediu um prazo de 45 dias para fazer o levantamento técnico do que será necessário para atender a esse pedido. "Me disseram que é possível", disse o ministro."Eles terão de se adaptar, caso contrário vou buscar uma outra solução", insistiu Sarney Filho, que expôs a posição hoje após anunciar que, ainda este ano, exigirá licenciamento rural das propriedades situadas na Amazônia. Licença - O licenciamento disciplinará desmatamentos, queimadas e manejo florestal e começará a ser adotado em Rondônia e Pará, que junto com Mato Grosso onde o sistema já funciona, são responsáveis por 70% dos desmatamentos na região de acordo com a secretária da Amazônia, Mary Allegretti. Hoje, o ministro Sarney Filho assinou protocolo de cooperação técnica com os Estados da Amazônia Legal prevendo 60 dias para o detalhamento do sistema de licenciamento que contará com imagens de satélite para controlar o uso do solo da propriedade, a exemplo do que é feito em Mato Grosso. Sandra Sato |
| Tubarões atacam
banhistas na Bahia e em Pernambuco Alterações nas correntes marinhas, naturais ou provocadas por intervenções humanas, levam o maior predador dos mares a invadir praias nordestinas Mais uma pessoa foi atacada por tubarão na praia de
Boa Viagem, no Recife. A vítima é o estudante Carlos
Alberto Brasileiro, 20, que estava desaparecido desde
sábado passado. Foi o 33º ataque registrado no estado
desde setembro de 1992 e o primeiro este ano. Em Nova
Viçosa, litoral Sul da Bahia, outro ataque de tubarão
amputou a perna esquerda de Vinícius Andrade Freitas,
12. O menino brincava no mar com água à altura do peito
na companhia do pai e do padrinho quando sofreu o ataque.
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