- 06 de março de 2001

Técnicos vão vistoriar mangue poluído

Santos, SP - Técnicos da Companhia Estadual de Tecnologia em Saneamento Ambiental (Cetesb) de São Paulo vistoriam nesta terça-feira o mangue perto do Porto de Santos, que foi atingido pelo vazamento de óleo no sábado à noite.

No acidente com a barcaça Ipanema, da Navegação São Miguel, que abastece navios atracados no cais santista, vazaram cerca de 23 mil litros de óleo no estuário.

"O estrago acabou não sendo grande porque quase todo o material derramado foi recuperado rapidamente", disse o gerente de agência da Cetesb em Santos, César Eduardo Padovan Valente. "Poderia ter maiores proporções, já que a barca carregava 640 mil litros desse combustível."

Valente informou que, durante o sobrevôo nesta segunda-feira de manhã, podia ser vista uma mancha remanescente no mangue, mas o acidente não chegou afetar a vida marinha da região. "Não encontramos espécies cobertas de óleo, nem mortas", afirmou o gerente da Cetesb.

Para a retirada do óleo do mangue, os técnicos instalaram barreiras de absorção. Nesta terça-feira de manhã haverá uma nova vistoria no local.

O acidente com a barcaça Ipanema ocorreu por volta das 23 horas de sábado, quando estava ela sendo rebocada. Houve o choque com o próprio rebocador, o que provocou um furo de sete centímetros no casco da embarcação.

Os trabalhos de retirada do mar do óleo derramado foram concluídos às 19 horas de domingo, e hoje pela manhã o cais foi liberado, enquanto a Ipanema, completamente vazia, foi autorizada a seguir para o estaleiro, onde será reparada.

A Capitania dos Portos vai determinar a punição da Navegação São Miguel depois de receber os laudos a respeito do acidente. Com sede no Rio, a empresa é responsável por 1.500 abastecimentos de navios no Porto de Santos anualmente, que representam cerca de 900 milhões de litros de óleo. O último acidente provocado por embarcação da São Miguel em Santos foi no fim de 1998.

José Rodrigues

Rio Grande do Sul mais verde

A cobertura florestal do Rio Grande do Sul está aumentando, de acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria. Os primeiros resultados do estudo, obtidos a partir de fotos de satélite, indicam que a área coberta por matas cresceu 45% nos últimos 17 anos. A conquista deve-se à combinação de leis rígidas com o avanço tecnológico. De 1983 até o ano passado, o Estado ganhou sete mil quilômetros quadrados de área verde, o equivalente a 850 mil campos de futebol. O código florestal gaúcho proíbe, desde 1992, a derrubada de matas nativas e daquelas que entrarem em processo de regeneração.

Natureza como moeda de troca

Por Sergei Blagov

Moscou, 6/3/2001 - Está havendo um forte movimento entre os ecologistas para que a Rússia recorra ao mecanismo da "dívida pela natureza", trocando parte de sua dívida externa por projetos ambientais. Outros países já fizeram acordos similares com credores internacionais, destacando-se a Polônia, país que se comprometeu a desenvolver projetos ambientais no valor de 10% de sua dívida externa total - US$ 18 bilhões.

Reatores nucleares dizimam animais aquáticos

Por Danielle Knight

Washington, 6/3/2001 - Denúncias de ambientalistas revelam que as usinas nucleares dos Estados Unidos estão colocando em risco os ecossistemas aquáticos do país, ao utilizar sistemas obsoletos de refrigeração de reatores. Muitas espécies aquáticas, inclusive grandes mamíferos, são tragados pelo sistema e, depois, devolvidos sem vida aos oceanos e lagos.

G-8 renova promessa de reduzir emissão de gases estufa

da Reuters, em Trieste (Itália)

As nações mais industrializadas do mundo renovaram a promessa de levar adiante uma estratégia mundial para combater o aquecimento global, a principal consequência da emissão dos gases causadores do efeito estufa.

A declaração foi assinada ao fim da reunião em Trieste, na Itália, entre ministros de Meio ambiente do G-8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia.

Aparentemente, as dúvidas sobre o comprometimento dos Estados Unidos com o acordo foram cessadas.

Após dois dias de conversas a portas fechadas na cidade portuária, as autoridades afirmaram que pretendem chegar a um acordo para assinar o Protocolo de Kyoto, firmado em 1997 no Japão, que prevê o compromisso na redução dos poluentes.

"Nós nos comprometemos em nos esforçar para chegar a um acordo sobre os assuntos tratados e garantir a integridade ambiental do Protocolo de Kyoto de uma maneira com custos razoáveis", escreveram os ministros na declaração desse domingo.

Desde a conferência sobre o clima realizada em Haia, na Holanda, o assunto estava imerso em um clima de pessimismo. Naquela ocasião, os países participantes falharam em conseguir estabelecer as regras para a redução da poluição.

O G-8 afirmou ontem que no próximo encontro, em Bonn, na Alemanha, o acordo deve acontecer.

O principal entrave nas negociações é a dissidência entre a União Européia, que quer a definição de uma cota mínima para a redução dos gases estufa, e os Estados Unidos, que insistem em criar "mecanismos flexíveis".

A idéia dos EUA, apoiada por Rússia, Canadá e Japão, é de que os países mais industrializados pudessem "comprar o direito de poluir" dos países em desenvolvimento.

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