| - 05 de março de 2001 |
| Diretor do PNUMA pede
engajamento ambiental aos jovens Klaus Toepfer diz que somente tecnologias e posturas ambientalmente corretas poderão reverter insustentabilidade ambiental no mundo São Paulo - O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Klaus Toepfer, disse hoje a estudantes de cerca de 130 países, reunidos no Festival Internacional Estudantil, na Noruega, que a atual geração deixou um trágico legado ambiental para essa nova geração e fez um apelo para que ajudem a reverter esse quadro. Toepfer afirmou que o desenvolvimento de novas tecnologias é parte da solução, mas depende de atitudes ambientalmente responsáveis. Como exemplo de experiência que deu certo para resoluções de problemas ambientais, citou o Protocolo de Montreal, para eliminação de substâncias que agridem a camada de ozônio, que conseguiu reduzir drasticamente a produção dos CFCs em todo o mundo. Lembrou, ainda, como história de sucesso, a despoluição de rios europeus, como o Tâmisa e o Sena. “Em todos os locais onde tivermos êxito em reverter a degradação ambiental, contamos com a adesão da indústria, a ação das organizações não-governamentais e educação ambiental”, disse. O diretor do PNUMA lembrou, porém, que os maiores avanços na minimização de impactos ambientais ainda são restritos aos países desenvolvidos e que a maior parte das cidades dos países em desenvolvimento ainda não contam com benefícios básicos, como a água potável. Como o maior exemplo do uso insustentável dos recursos naturais, Toepfer citou o número cada vez maior de carros, caminhões e vans em todo o planeta. “A frota mundial passou de 400 milhões de veículos nos anos 80 para 700 milhões no final dos anos 90. Apesar dos veículos automotivos causarem poluição do ar, que acarretam doenças e colaboram para o aquecimento global, em muitas cidades o carro se tornou rei e pedestres e ciclistas tornaram-se cidadãos de segunda classe”. Para resolver o problema, o diretor do PNUMA sugere políticas de transporte público e que as pessoas andem mais a pé e de bicicleta. Além disso, acredita que deve-se investir mais em sistemas limpos de energia, como motores movidos a hidrogênio ou propulsão elétrica. Maura Campanili |
| Vazamento no porto de
Santos Milhares de litros de óleo vazaram no porto de Santos, na tarde de ontem. O motivo foi o perfuramento feito por um reboque em seis tanques de uma embarcação que abastece os navios no porto. O óleo se espalhou por todo o cais, mas está sendo contido por barreiras infláveis colocadas pela Petrobras, dona do combustível. Cada tanque tem capacidade para 100 mil litros de óleo, mas não se sabe o volume exato do vazamento. A companhia São Miguel, responsável pelos tanques, investiga se houve falha humana. |
| Os 10 mandamentos da
empresa ecologicamente correta. 1 - Avalie e identifique os problemas ambientais potenciais e existentes em todas as áreas da empresa e não só na fase de produção. Pode-se economizar energia e matérias-primas, verificar emissões da frota, promover campanhas de carona, reciclar materiais e reduzir hábitos esbanjadores em todo a empresa. 2 - Assuma que as soluções devem ser tecnicamente honestas e politicamente desejáveis - investimentos na área ambiental devem ser planejados como aqueles que aumentam os lucros 3 - Promova mudanças comportamentais de "cima para baixo e de dentro para fora". Os diretores devem dar o exemplo e a empresa só deve divulgar seu esforço depois de ter feito as "lições de casa" 4 - Situe os valores ambientais no contexto da cultura corporativa de maneira irreversível - e zele por eles 5 - Permita e promova a contribuição dos funcionários. Programas de mudança comportamental precisam ser participativos - como os de reengenharia, por exemplo - e os de caráter ambiental geralmente atraem iniciativas individuais muito rapidamente 6 - Estenda suas conquistas ambientais a seus fornecedores e parceiros de negócios. No fundo, todos querem mudar, mas alguns podem precisar de ajuda especial, um empurrãozinho 7 - Ouça a comunidade e trabalhe em conjunto com ela. O "inimigo" é comum a todos e a parceria é a melhor solução 8 - Entenda educação ambiental como parte da formação básica e indispensável dos funcionários que tomam decisões na empresa - hoje e no futuro 9 - Tenha paciência e calma com ataques externos agressivos: ambientalistas e jornalistas também estão aprendendo a conviver com este assunto. Diálogo é sempre o melhor caminho 10- Prepare-se para a construção de novas relações éticas e estratégicas com o mundo externo. Este será um aprendizado difícil e completamente novo. |
| Por Rogerio R. Ruschel, professor, consultor, especialista em marketing ecológico e jornalista |