- 02 de março de 2001 ( parabéns Paulo Roberto ).

Regulamentação do uso turístico das cavernas

Começará pela Chapada Diamantina, na Bahia, e pela gruta dos Ecos, em Goiás, o projeto-piloto de regulamentação do uso turístico das 2.700 cavernas brasileiras cadastradas no Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas do Ibama.

Só serão licenciadas para essa atividade as grutas que tiverem aprovados pelo Cecav, Planos de Manejo Espeleológico, Zoneamento Ambiental e de Resgate de Acidentados - indispensáveis para a conservação desse valioso patrimônio nacional e para a proteção dos visitantes. Portaria nesse sentido foi assinada pelo presidente do Ibama, Hamilton Casara, durante inauguração do Centro como parte das comemorações do 12º aniversário do Instituto.

A Bahia e Goiás foram escolhidos para a implantação do projeto-piloto de espeleoturismo sustentável por seu imenso potencial. A proposta é estender o modelo para cerca de 80 grutas de 14 estados com alguma atividade turística regular, mas pouca infra-estrutura para a atividade, como acontece em cerca de 160 cavernas abertas à visitação pública em 21 estados, a grande maioria na região sudeste (MG e SP), seguida da região centro-oeste (GO), nordeste (BA), e sul (PR).

A Gruta dos Ecos, de proprietários particulares do município de Cocalzinho/GO, contém o maior lago de caverna em rocha micaxisto e calcário da América Latina, e se encontra em avançado estado de degradação ambiental devido ao uso turístico descontrolado e predatório. Interdição - enquanto aguarda a elaboração e aprovação dos Planos de Manejo Espeleológico, várias cavernas da Chapada e a Gruta dos Ecos serão interditadas.

Mutirão pelo rio Corumbá

Salvar o rio Corumbá é o principal objetivo do mutirão programado para amanhã nos municípios de Pires do Rio e Urutaí. O rio está ameaçado pela sujeira despejada pelos seus afluentes, por cidades do Distrito Federal, fazendas e pelo desmatamento ilegal, segundo o vice-presidente da Associação Piresina Amigos da Natureza (Apan), Carlos Alberto Novaes. O mutirão é organizado pela Apan e pela Associação dos Pescadores Amadores de Orizona (Apao). A partir de 9h, centenas de crianças da comunidade vão participar do plantio de 700 mudas de espécies nativas do cerrado, como aroeira, ipê, bálsamo, cedo, ingá e jatobá, destruídas pelo desmatamento ilegal. O plantio será feito nas margens do Corumbá, em áreas de preservação ambiental. Além disso, serão soltos mais de 40 mil filhotes de peixes, principalmente piau e dourado, espécies quase extintas no rio.

Começa hoje defeso do camarão no Sul e Sudeste

Durante três meses está proibida a pesca da espécie nessas regiões

São Paulo - O defeso do camarão nos estados das regiões Sul e Sudeste do país tem início hoje e vai até 31 de maio. Essa é a época do ano em que a espécie se reproduz e durante a qual a pesca é proibida.

Segundo Gilberto Sales, responsável pela área no Ibama, o período de proibição da pesca nos últimos anos começava em 15 de fevereiro, mas foi atrasado em 15 dias em 2001 por recomendação da Reunião Técnica sobre o Estado da Arte e Ordenamento da Pesca de Camarões na Região Sul/Sudeste, realizada em novembro último.

A portaria do Ibama proíbe a pesca dos camarões rosa, sete-barbas, branco, santana e barba ruça. Será tolerado o desembarque destas espécies até o terceiro dia útil após o início do defeso. As pessoas envolvidas com a captura deverão fornecer ao Ibama, até o sexto dia útil, a relação detalhada dos produtos estocados e os locais de armazenamento.

As espécies incluídas no defeso, capturadas em outras regiões, precisam de comprovação legal de origem para serem transportadas, estocadas, beneficiadas e comercializadas. Durante este período, a frota camaroneira pode dedicar-se à captura de outras espécies, excluídas as que estão sob controle (corvina, castanha, pescadinha real e pescada).

Os pescadores que dependem desta atividade e estejam cadastrados em suas entidades de classe (colônias de pescas, sindicatos etc.) receberão, no período, um auxílio desemprego do Ministério do Trabalho equivalente a um salário mínimo por mês.

Maura Campanili

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