| - 14 de março de 2001 |
| Unesp: curso de
Ciências Biológicas no litoral Unesp vai oferecer o curso de graduação em Ciências Biológicas no Câmpus Litoral Paulista (CLP), em São Vicente. São Paulo - A Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciou hoje que vai oferecer o curso de graduação em Ciências Biológicas no Câmpus Litoral Paulista (CLP), em São Vicente, onde antes era o Centro de Ensino e Pesquisa do Litoral Paulista (Cepel). A expectativa é de que os estudantes possam disputar uma vaga já no vestibular de 2002. O curso de Ciências Biológicas, de quatro anos, terá habilitações em Biologia Marinha e Biotecnologia de Produtos de Origem Marinha. Serão 40 vagas,com aulas noturnas. A escolha foi baseada nas necessidades apontadas pela comunidade local, pois boa parte dela trabalha com produtos retirados do mar. As grades curriculares estão sendo estudadas. Para este semestre, o câmpus CLP está oferecendo o curso de extensão universitária "Venenos Peçonhentos", de 8 a 19 de maio, voltado para profissionais que cuidam da segurança, como policiais e bombeiros. Serão 160 vagas, 80 para o período da manhã e o restante para a tarde. A iniciativa da Unesp de oferecer um curso de graduação no litoral foi motivada pela falta de atividade das universidades públicas no local. Apenas a Universidade de São Paulo (USP) tem unidade na região - duas bases de estudos na área de Oceanografia e Biologia Marinha, em Ubatuba e Cananéia. Janaina Simões |
| Anúncio de Bush sobre
emissões de CO2 gera reações Ambientalistas, organismos internacionais e governos europeus reagem negativamente à ausência de controle das emissões de carbono nos EUA Campinas - A carta do presidente norte-americano, George W. Bush, endereçada a 4 senadores norte-americanos, no último dia 13, gerou protestos e reações de governos e organizações não-governamentais. No documento, Bush afirma que sua administração não vai controlar o dióxido de carbono emitido pelas indústrias e termelétricas, jogando um balde de água fria nas negociações em torno do Protocolo de Kyoto. Havia uma certa expectativa em relação à posição do presidente norte-americano, devido a promessas de campanha (de regular as emissões) e ao pedido para adiar de março para julho as negociações, interrompidas em Haia no final do ano passado, para "tomar pé da situação". "O anúncio muda as expectativas em relação às negociações, mas na verdade, não muda a política norte-americana, que já era passiva, com a não ratificação do protocolo", comenta Edmilson dos Santos, pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE-USP). "Os EUA perdem a chance de adotar uma política mais rigorosa, a única pressão que obrigaria as empresas, usinas de energia e indústrias a adotar medidas mais radicais para evitar as mudanças climáticas". O dióxido de carbono (CO2) é o principal gás do efeito estufa, mas não é considerado um poluente, segundo a lei anti-poluição atmosférica dos Estados Unidos (Clean Air Act), justifica Bush, acrescentando, em sua carta, que reduzir as emissões custaria muito caro ao país. "Diminuir as emissões norte-americanas é essencial, se o mundo quer evitar as mudanças climáticas", disse Chistopher Flavin, do Worldwatch Institute (WWI). "Os EUA contribuem com um quarto do dióxido de carbono emitido globalmente, mas, mais importante, contribuiu com quase a metade do aumento das emissões, verificado entre 1990 e 2000, excedendo os aumentos combinados da China, Índia, África e América Latina". As emissões originárias de usinas termelétricas americanas a carvão ultrapassaram, nos últimos 2 anos, as da China, transformando os Estados Unidos no país que mais queima carvão em todo o mundo. Dos combustíveis fósseis, o carvão é o mais poluente, com diversos subprodutos indesejáveis, como dióxido de enxofre (SO2), o gás da chuva ácida. Por isso, as termelétricas a carvão vêm sendo substituídas por gás natural ou outras alternativas renováveis, como biomassa, em quase todos os países. "Sabemos que os EUA são o maior emissor mundial de gases do efeito estufa e, portanto, uma parte importante do problema", declarou Klaus Toepfer, diretor do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma). "Mas os EUA também são nossa melhor esperança de uma solução, dadas suas tecnologias inovadoras e à capacidade maior de suas indústrias para desenvolver os produtos e serviços, que vão colocar o mundo no caminho da energia limpa". A ministra sueca das Relações Exteriores, Anna Lindh, manifestou inquietação em relação ao anúncio e disse às agências internacionais esperar que os EUA não se retirem das próximas negociações sobre o Protocolo de Kyoto, em Bonn, previstas para julho próximo. Para os ambientalistas da rede virtual Take Action! e da organização não-governamental Environmental Defense, a administração Bush dá grandes passos para trás na luta contra as mudanças climáticas globais e o presidente norte-americano quebra promessas de campanha, além de desautorizar a nova diretora da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Christie Whitman, que há apenas alguns dias anunciou medidas para reduzir as emissões das usinas termelétricas. Os ambientalistas iniciaram uma campanha via Internet, pressionando em favor do controle das emissões. Liana John |
| Embalagem final de
agrotóxico será recolhida São José do Rio Preto, SP - O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, participou nesta sexta-feira, em São José do Rio Preto, no interior paulista, do lançamento do projeto nacional de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos, em convênio com secretarias estaduais de agricultura. O objetivo é recolher, na fase inicial, cerca de 40% das 130 milhões de embalagens por safra que são abandonadas ou enterradas inadequadamente. O prefeito rio-pretense, Edinho Araujo (PPS), ofereceu um terreno municipal para a construção de um galpão, com equipamentos necessários para o recebimento de embalagens. As que não puderem ser recicladas vão ser incineradas. Monitores estão sendo treinados para a execução do programa. Eles vão orientar também proprietários e trabalhadores rurais para o uso adequado das embalagens. O ministro Sarney Filho disse que já foram investidos nesse programa R$ 2,5 milhões de um total de R$ 8 milhões. "Recursos não faltarão para o projeto de destinação final de embalagens de agrotóxicos para diminuir a agressão à natureza, que é uma agressão ao bem-estar da população", afirmou. Antonio Higa |