| - 24 de abril de 2001. |
| OAB-SP promove ato em
favor do Protocolo de Kyoto
Esperamos com esse manifesto conscientizar as autoridades e a população sobre a gravidade da emissão excessiva de poluentes e da necessidade de agirmos logo, disse Mário Cammarosano, presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/SP. O ato público acontecerá na sede da Caasp, na rua Benjamim Constant, 75, centro de São Paulo. Maura Campanili |
| Óleo de fritura usado
vira diesel no Rio
Os pesquisadores estão concluindo um estudo sobre o assunto que deve ser enviado em maio aos ministérios de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia. "Nossa proposta é fazer uma mistura de 20% de biodiesel no óleo diesel normal. O motores não precisam de nenhuma adaptação para rodar com o biodiesel", explicou Luciano Basto, um dos coordenadores do programa. O pesquisador diz que a idéia do diesel a partir do óleo vegetal não é nova. "O inventor do motor diesel chegou, inclusive, a utilizar óleos vegetais", explicou. O custo menor do óleo diesel mineral, no entanto, freou o desenvolvimento da alternativa vegetal. "Mas se levarmos em conta as implicações sociais e ambientais, o custo do biodiesel é muito compensador", afirmou. Basto diz que o projeto prevê a utilização dos óleos mais acessíveis a cada região, como o óleo de soja no Centro-oeste, o óleo de dendê no Nordeste e o óleo de diversas castanhas no norte. "Produzindo o biodiesel no Brasil podemos criar empregos e reduzir a dependência externa de energia", acrescentou. O projeto piloto da Coope trabalha com óleo de soja já utilizado na fritura de batatas, que é doado pelo McDonalds. "O óleo já utilizado em frituras pode perfeitamente ser purificado e utilizado. A tendência é que nos centros urbanos esta seja uma das opções", disse. De acordo com o cientista, já há cerca de 100 mil veículos rodando na Alemanha apenas com biodiesel. "Cerca de 5% deles com óleo já utilizado em frituras", detalhou. Paulo Cabral |
| Camada de ozônio
sobre o Ártico parece estar estabilizada Genebra - A camada de ozônio sobre o Pólo Norte parece ter-se estabilizado após anos de redução, mas o ganho pode ser apenas temporário, disseram nesta terça-feira especialistas ambientais ligados à ONU. Cientistas da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) disseram que a recuperação poderia ser atribuída a um inverno mais quente do que o normal e ao atual pico de um ciclo solar de 11 anos, e não a uma redução global no uso de produtos químicos nocivos à camada de ozônio, que protege a Terra. "Durante o pico do ciclo solar, há uma intensidade de radiação que produz mais ozônio", disse Michael Proffitt, cientista responsável pela Divisão Ambiental da OMM. "Portanto, há menos sinais da diminuição do ozônio - mesmo que a camada esteja diminuindo." O sol está retornando agora a um período de 11 anos de menos radiação. Isto significa que a produção de ozônio atingirá seu menor nível em 2006, disse Proffitt. Enquanto isso, as temperaturas elevaram-se no Círculo Polar Ártico porque as condições climáticas fazem com que o ar quente dos trópicos siga em direção ao norte, explicou. A volta de invernos mais gelados e um sol mais fraco provavelmente diminuirão rapidamente os níveis de ozônio, prosseguiu. A redução do ozônio, que já produziu um buraco anual na camada existente na estratosfera sobre o Pólo Sul, também deixa temorosos os cientistas que estudam a camada sobre o Pólo Norte. |