| - 21 de abril de 2001. |
| Mantido embargo ao
embarque de grãos no Araguaia São Paulo - O Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, negou, em decisão publicada no último dia 18, recurso da empresa Araguaiana Navegação Fluvial contra liminar que suspendeu o embarque e desembarque na Estação de Transferência de Carga, em Barra do Garças (MT), às margens do rio Araguaia. O primeiro embarque de grãos nas barcaças da empresa foi impedido por decisão da Justiça Federal em Cuiabá, em 19 de março. O juiz Souza Prudente, do TRF, reconhece o acerto do embargo da operação, ressaltando que o meio ambiente é direito de todos e que o direito à vida tem soberania ao interesse essencialmente econômico. A liminar da Justiça de Cuiabá mantém a proibição de qualquer espécie de obras, salvo a de sinalização, no sistema fluvial da Hidrovia Tocantins-Araguaia (rios Araguaia, das Mortes e Tocantins), enquanto não houver licenciamento ambiental para a hidrovia. Motivo de batalha judicial entre a Administração da Hidrovia Tocantins-Araguaia (Ahitar), vinculada ao Ministérios dos Transportes, o Ministério Público, índios e organizações não-governamentais, a hidrovia está paralisada desde 1997 por decisão da Justiça, que investiga irregularidades nos estudos e relatório de impactos ambientais (EIA-Rima) do projeto, que passa pelos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará. Maura Campanili |
| Mais notícias da
capital federal Ecologistas pedem área Um documento assinado pelo Fórum das ONGs Ambientalistas do DF e pela Associação dos Produtores da Aguilhada, área localizada próxima à DF-251 e a São Sebastião, será entregue hoje ao GDF e ao Ministério do Meio-Ambiente pedindo que uma área de três mil hectares que hoje é da Terracap seja transformada em unidade de conservação ambiental. Cerca de duzentas pessoas estiveram na manhã de ontem no Rancho Aguilhada, chácara de ecoturismo próxima à São Sebastião, discutindo uma solução para a derrubada e a queima ilegal da floresta de eucaliptos da área. |
| Ecologistas criticam
CNA Ativistas do Greenpeace jogaram ontem sete metros cúbicos de serragem na frente do prédio da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), em Brasília. A ação faz parte de uma campanha nacional contra a aprovação do relatório do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) que propõe mudanças no Código Florestal. Caso seja aprovado, o texto de Micheletto permitirá ampliar muito o desmatamento das áreas de floresta natural das propriedades de todo o País. A manifestação foi na frente da CNA porque, segundo os ativistas, a proposta de Micheletto atende apenas o interesse dos grandes proprietários rurais. De acordo com Flávio Montiel, assessor político do Greenpeace, o projeto de Micheletto vai permitir a ampliação do desmatamento na Amazônia. Agência Folha |