Leonardo de Pisa (Fibonacci), 1175—1250

1.    O problema dos coelhos (RPM 24, page 37).


2.    Veja também Seqüência de Fibonacci

 

3.    Um erro comum na educação contemporânea é o de tratar a Idade Média como se fosse um tempo de trevas. Não foi. Os historiadores hoje sabem que o período medieval gerou mais riqueza que Roma, no auge do império, e beneficiou urna população dez vezes maior que a romana. Bastaria, no entanto, lembrar o nome e a obra de Fibonacci (1175-1250) para afastar a idéia de atraso ou decadência medievais. Filho do comerciante e diplomata Guglielmo Bonaccio (daí seu apelido, que significa "filho de Bonaccio"), o maior matemático do século 12 se chamava de fato Leonardo de Pisa, em homenagem à cidade italiana em que nasceu, a da célebre torre inclinada. Graças a ele, principal-mente, hoje usamos os algarismos indo-arábicos (1,2,3,4, ...) e não os complicados números romanos (1, II, III, IV,...). Fibonacci deduziu as regras para somar, subtrair, multiplicar e dividir que os professores ainda ensinam. Antes disso, até essas contas eram um pesadelo. Então, guarde essa data: 1202 - foi quando o italiano genial divulgou suas regras no seu trabalho mais conhecido, o Liber Abbacci (livro dos cálculos em latim).
    Daí para a frente, Fibonacci fez uma grande quantidade de descobertas, mostrando como resolver equações da álgebra insolúveis naquela época. Era um mágico com os números e revelou algumas de suas mais importantes propriedades, como a célebre seqüência 1, 1,2,3,5,8, 13 e assim por diante, empregada até hoje pelos programadores de computador e pelos especialistas da teoria do caos, que já vimos nas páginas anteriores. Todos eles buscam a grande virtude dessa seqüência, que é a de simplificar problemas de alta complexidade.
    Contemporâneo de São Francisco de Assis (1182-1226), Fibonacci passou boa parte de sua juventude e o início da idade adulta em viagens com o pai pelos países mediterrâneos.
    Aí se acredita que tenha conhecido a magnífica Matemática da Antiguidade e desenvolvido o talento com o qual, mais tarde, suplantaria seus mestres.

(Revista Galileu Especial no. 1, Editora Globo, abril de 2003).

 

Hosted by www.Geocities.ws

1