Leonardo Euler, 1707 — 1783

1.    O grande matemático, tinha excelente memória, a ponto de saber, de cor, dentre outras coisas, toda a Eneida de Virgílio, veja mais (RPM 29, page 5).

2.    Cálculos feitos no escuro
    Matemático suíço fez grande parte de sua obra sem enxergar
    Quando ficou completamente cego, aos 59 anos de idade, o matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783) já havia feito descobertas mais do que suficientes para garantir seu lugar na História. Mas só havia realizado, até então, metade de sua obra monumental. A outra parte ele produziu sem a visão, ajudado por assistentes. Não é à toa que é considerado o matemático mais produtivo que o mundo já viu. Trabalhava tanto que, quando morreu, as gráficas precisaram de meio século para publicar todos os manuscritos ainda inéditos deixados por ele.
Euler não se contentou em descobrir equações e em demonstrar teoremas novos, mas também reexaminou os feitos de seus antecessores mais brilhantes, chegando sempre a soluções ainda mais elegantes e profundas. Os problemas de trigonometria, por exemplo, eram conhecidos desde a época de Cristo, mas no século 18 ainda eram resolvidos com régua e compasso, num processo lento e complicado. Euler, então, inventou um jeito de atacá-los usando somente números, criando, para isso, os conceitos de seno, co-seno, tangente, e outros. Também simplificou e melhorou as técnicas do cálculo integral e diferencial (usado, entre outras coisas, para calcular a área ou o volume dos objetos) que haviam sido inventadas pelo inglês Isaac Newton (1942-1727) e pelo alemão Wilhelm Leibniz (1646-1716).
    Como se fosse pouco, Euler ainda ajudou a criar um ramo inteiramente novo da matemática: a topologia, que é mais fácil de entender com a ajuda de um exemplo, o das pontes de Koenigsberg.
    O desafio era saber se era possível entrar e sair dessa cidade alemã, situada numa ilha atravessando apenas uma vez todas as sete pontes que ela tinha. Euler mostrou que era impossível, dando início aos raciocínios topológicos.
Euler trabalhou a maior parte de sua vida na Academia de Ciências de São Petersburgo, na Rússia, na época esplendorosa do imperador Pedro, o Grande, e de sua mulher Catarina I. Filho de um Ministro luterano que gostava de números, Paul Euler (sua mãe se chamava Maria), o gênio suíço foi para a Rússia em 1726, aos 19 anos. Lá conheceu sua mulher, Katharina, também suíça, com a qual teve 13 filhos, oito dos quais morreram na infância. Euler, que apesar de trabalhar como um louco estava sempre cercado pelas crianças, escreveu com amargura sobre a perda: “A melhor parte da minha obra foi escrita com uma criança ao colo”.
(Revista Galileu Especial no. 1, page 18, Editora Globo, Abril de 2003)

 

    Você sabia...
   
O grande Leonard Euler afirmou que não há soluções inteiras positivas para a equação x4 + y4 + z4 = w4. Durante 200 anos ninguém conseguiu demonstrar isto. Parecia ser uma afirmação verdadeira uma vez que também ninguém pode provar que era falsa. Entretanto, Noam Elkies da Universidade de Harvard trabalhando com um potente computador encontrou 26824404 + 153656394 + 187967604 = 206156734.
A afirmação de Euler é falsa!
(Revista Eureka! no. 17, page 60, Outubro 2003)

 


 

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