Textos Críticos
" A linha define o elemento principal na gravura de Celina. Usando como base a técnica
da
agua forte, marca a chapa com traços fortes e nervosos que correm pela superfície e se misturam
ora definindo vegetações, ora bichos fantásticos. Os dois elementos a serem descritos muitas vezes se entrelaçam
e surgem figuras quase vegetais. Segura dos caminhos da técnica que mostra nesta exposição, o da gravura em metal
Celina consegue transmitir as imagens de um mundo denso e submerso.
Nesta sua primeira exposição mostra uma série de gravuras executadas neste último ano quando
desenvolveu grande atividade na Oficina de Gravura do Palácio do Ingá."
Anna Letycia
1978
Celina Mattar
"Logo à primeira vista a sensível pintura de Celina Mattar é identificável:
a paisagem do planalto mineiro, a natureza, vista com simplicidade e amor, de Barbacena a Belo Horizonte.
Esse ar comum a Guignard ou a Carlos Bracher- como Celina nascido em Juiz de Fora-
é comum à mineiridade. Com a paisagem imaginária, ou real à sua frente, ela passa a tratar
montanhas e vales em curvas monumentais, sob um céu luminoso.
A figura humana aí é inexistente, pois o silêncio da vastidão das paisagens não permite, em sua construção pictórica, pequenos elementos.
Celina, paisagista de quadros de tamanho médio, mas com senso monumental e o amor aos
grandes espaços coloridos, é mais uma boa apresentação da Galeria de Arte da FESP, em seu currículo atual.
Mas a artista, excelente desenhista, não podia prescindir da figura em outros trabalhos.
Ela mesma se interroga atentamente,às vezes incisivamente, em belos auto-retratos; ou prova seu talento de colorista em retratos imaginários.
Celina, que iniciou em 1962 seus estudos com Emeric Marcier em Barbacena, é mais uma virtuose da paisagem e do retrato mineiros."
Flávio de Aquino
1985
Voltar