"Eu faço uso da pintura para tornar os pensamentos visíveis."

 

O Império das Luzes,1954

 

"Reproduzi diferentes conceitos de O Império das Luzes,concretamente uma paisagem nocturna e um céu,tal como os vemos durante o dia. A paisagem leva-nos a pensar na noite, o céu no dia.Na minha opinião, esta simultaneidadede dia e noite tem o poder de surpreender e de encantar. Chamo a este poder poesia."

 

 

 

A Chave de Vidro,1959

 

"Acho que o melhor título para um quadro é um título poético."

 

 

 

A Traição das Imagens,1928-29

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"O famoso cachimbo...? Já fui suficientemente censurado por causa dele!E afinal...conseguem enchê-lo? Não,é apenas um desenho,não é ? Se tivesse escrito por baixo do meu quadro "isto é um cachimbo" estaria a mentir!"

 

 

 

Repodrução Proibida(Retrato de Edward James),1937

 

"O olhar do observador,quando olha para o espelho, não é devolvido."O que conta precisamente é esse momento de pânico e não a explicação."

 

 

Elogio da Dialéctica,1936

 

"Um interior sem exterior dificilmente constitui um interior."

(G.F.Hegel)

 

Magia Negra,1933-34

 

"...A ideia é que a pedra está ligada ao solo,permanece firmemente presa a ele ,não se pode mover por si... As qualidades da pedra, a sua dureza claramente retratada-uma "sensação dura"-e as qualidades intelectuais e físicas de um ser humano: vistos sob outro ponto de vista, não deixam de estar ligadas..."

 

 

 

O Modelo Vermelho,1937

 

"O problema dos sapatos demonstra quão facilmente as coisas mais assustadoras podem ser feitas para parecerem completamente inofensivas através do poder da inteligência.Graças ao "modèle rouge" sente-se que a união do pé humano com um sapato se baseia afinal num monstruoso costume."

(René Magritte)

 

A Condição Humana,1935

 

 

 

 

O espelho de um momento

Dissipa o dia,

Mostra aos homens as imagens desligadas da aparência,

Retira aos homens a possibilidade de se distraírem

É duro como a pedra,

A pedra informa,

A pedra do movimento e da vista,

E o seu brilho é tal que todas as armaduras.

Todas as máscaras se tornam falsas.

O que a mão tomou desdenha tomar a forma da mão,

O que foi compreendido já não existe,

A ave confundiu-se com o vento,

O céu com a sua verdade,

O homem com a sua realidade.

Paul Éluard

 

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