Descartar um tema,
opinar sem razão, talvez pelo simples fato do desejo de expressão.
Só feitios de literatura não satisfazem as aparições do
pensamento. Talvez todas as acrobacias mentais para expressão do interno sejam
em vão devido ao tamanho do conteúdo e aparição de pensamentos inacreditáveis,
vulneráveis, aliviados pelo expresso, dentro das várias ferramentas disponíveis
no corpo e nos sentidos.
A limitação que temos é tamanha, aumentando extremamente
quanto mais acreditarmos que somos limitados.
Todos que por aqui passaram tiveram, de maneira geral, os
mesmos espaços de expressão e usaram com os mesmos sentidos, a principio, que o
resto de todos nós.
Mas sabemos que a verdade não está contida em expressões mas no dia a dia
infinito da alma. Ensinamentos que se perderam pelo caminho do consciente, na
realidade não o foram nos cantinhos do inconsciente. Sempre os temas esquecidos
vem a tona em momentos exatos tornando nossa personalidade distinta e dando
forma a caminhos existenciais em novos corpos, mais ou menos fluídicos.
Nas dimensões opacas, onde ainda o preconceito atinge a
maioria dos encarnados e desencarnados ligados na aura do planeta, nota-se
sempre a violência como sublime separador de obsessões vivenciais, ou sejam,
hierarquias. A lei da força impera em pensamentos, palavras e atos, não
necessariamente nessa ordem, no entanto sempre se manifestando no físico,
tornando a todos os seres deuses em potencial. O milagre existe em fazer-se
acontecer, não se importando de o que e nem de como, apenas usando a consciência
de que as transformações são em primeiro plano mentais e depois físicas. Talvez
a diferença entre seres atrasados e adiantados seja apenas a velocidade com que
fazem com que os pensamentos tomem forma, lógico olhando-se apenas pelo ângulo
da criação e não pelas finalidades.
A diferença ou altitude moral que realça o poder de domínio
das forças da natureza e da própria criação vem, aí inserida a grande sabedoria
divina, posterior a edificação do Amor, como sendo a chave mestra que abre todas
as portas energéticas do ser, ligando-o ao Todo e fazendo-o sentir a Unidade,
interligando-se a tudo, sentindo e assumindo todas as classificações energéticas
em si, mesmo dependendo, essa percepção, da graduação desse poder de se
interligar, para cada ser.
Todo o comportamento substancialmente linear leva a encontros
consigo mesmo, por percorrerem o universo em direção ao que se encontra dentro
de si, compondo-se dessa maneira, todo o caminho, de vibrações de necessidades
que partem de um ponto mas atingem a si mesmo em primeiro lugar, por haver
partido dali, assim como quando tocamos um instrumento musical e ouvimos seus
acordes. Ele está externo ao nosso corpo, portanto é apenas uma comparação
grotesca, mas leva o entendimento ao caminho mais correto, mostrando-se a
partida de um ponto que se expande em ondas circulares ao infinito, mas chega
primeiro onde já está, ou seja, o ponto de onde partiu, por ser o mais próximo.
Em seqüência a esse pensamento, podemos também citar a nossa própria voz, que
entoando uma vibração provoca, no ouvido alheio, um efeito diferente do que
provoca no nosso, e um exemplo clássico disso é reconhecermos nossa voz em
alguma gravação. Ora, não parece que é nossa! Isso mostra que nossa verdade
parte ao infinito mas essa vibração eterna não tem as mesmas classificações de
interpretação que possamos estar querendo mostrar.
Essa riqueza de situações causadas por cada atitude nossa
gera o universo, infinito e com infinitas classificações. E como então podemos
afirmar que não somos infinitos, se participamos constantemente de sua criação,
ou seja, como algo finito cria algo infinito?
Em minha opinião não existe o finito, nossa visão tridimensionada é que é
atrelada a preconceitos de restrição no caminho do crescimento, e culmina por
nos travar em percursos pequenos da imaginação. Dizem que devemos usar a
imaginação para criarmos arte e situações que solucionem nossas invenções, mas
vai mais além, posso afirmar com certeza de que esse mundo existe porque o
imaginamos de forma constante. Somos mais do que um aqui na Terra e em qualquer
outro planeta, pois não estamos sozinhos em lugar nenhum. Será que os
pensamentos que estão escrevendo essas linhas partem do mesmo ser portador dos
dedos? As afirmações já provaram ser totalmente desnutridas de realidade, quando
examinadas sob ângulos diferenciados ou óticas diversas.
Os pobres, definitivamente, não são aqueles que não tem valores materiais, mas
os que tem e, como extensões de seus instrumentos de apresentação do Amor para a
Unidade eterna, o usam apenas para criar limitações que obstruem os caminhos de
saída e entrada do prana ou energia etérea que a tudo interliga.
Nós comandamos a nós mesmos e somos responsáveis únicos pela velocidade que
adquirimos na viagem de retorno a unidade e responsáveis indiretos pelas travas
psíquicas ou até físicas que imputamos nas trilhas de nossos semelhantes ou, ao
contrário, que ajudamos a desobstruir.
Toda essa massa visível em nossa cútis, nada mais é do que aquilo que nos foi colocado como realidade suportável para o nosso degrau de subida. Mais ou menos, seria como o que vemos estar apenas em nós, sendo reflexo interno de nossas aspirações, logo, objeto de nossas criações, desejos indiretos da unidade com a qual nos relacionamos e que atuam em freqüências que desconhecemos. E é mais normal do que se pensa contribuirmos para desarmonizar esse universo que achamos que existe.
O relacionamento com o mundo material nos causa tristeza e só conseguimos uma projeção da felicidade de vez em quando, as vezes, quando sem querer nos integramos a ele, abandonando a toda doença em nós acumulada pelos séculos, nem que apenas por um lapso de tempo. Somos, dessa maneira, obrigados a sentir o que ele sente, ver por sua visão, imaginar o que ele imagina. E se ainda acharmos que é normal fazermos isso, basta nos esforçarmos para lembrar em quantas manhãs maravilhosas tivemos o pensamento de acariciar uma planta ou dizer bom dia aos tijolos de nossa residência em detrimento de esquecermos de que temos pressa para tudo, vivendo o que o homem matéria chama de "dia a dia". Nos atrelamos ao que é importante nesse nosso "diário", mas, na realidade, muitas vezes ou todas, isso tudo apenas faz parte de uma tentativa de fuga para não lembrarmos que nossa vida esta caminhando de maneira errada, pesada, sendo muito difícil, se quer, a tentativa de abandonar nossos vícios mentais, quais nos dizem que existe a fome, existe o frio, existe a dor. E é aí que mais nos distanciamos do que nos é primordial e preparado para nós, que é Tudo, menos o que fazemos. Nossa casa tem que ser bem maior que isso. Temos que aprender a voar.
Bem, uma coisa sempre provo em meu dia a dia - a ligação com o "poder" ou Unidade - pois apesar de meu adiantamento não ter a perspectiva que eu gostaria que tivesse e nem ser tão rápido quando aspiro, na fase em que me encontro já aprendi a distinguir, com certa nitidez, meus momentos de conexão com o infinito e também os de desconexão, claro que burramente falando dessa separação, pois ela não existe. Mais claramente dizendo, seria como informar que "quanto me fecho" ao tráfico energético, possibilitado pelos eternos fios de conexão, é como se os canos de minha casa, estando entupidos, ainda continuassem úmidos, não chegando liquido nas torneiras, mas estando o fluxo liquido permanentemente gerando pressão nos objetos causadores da obstrução, pois sei que ele nunca para.
Pai Maior, sei quem Sou, também sei qual é o meu caminho, sei que ele é através dos outros, que sou Eu também, então peço apenas para estar sempre no próximo, antes de estar em mim e que Eu seja o centro então, de minha própria presença, no Tudo, sempre.
Hélio - 7/3/2005 por volta de 2:30hs.