O HOMEM QUE NÃO É FRACO...

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    Talvez essa seja a situação contemporânea. Ser fraco ou ser forte.

    Mas que coisa mais débil, onde se mede a força, digamos "imperial", de alguém ou onde se refugia uma situação que obriga a uma atitude diversa da necessidade.

    O conceito de força não é páreo para a maioria das pessoas condizentes com a sensibilidade do Amor ao próximo,
     mesmo que essas pessoas não saibam julgar essas situações nos termos dessas palavras.

    A força se apresenta em varias situações: ao acordar pra se levantar da cama, ao se cumprimentar alguém sem ter a mínima vontade de falar
    ou de se estar ali naquela companhia, ao se aceitar algo que sabe-se não condizer com a realidade pessoal de quem aceita...
    Poderíamos relatar varias situações, mas a verdade é que provar da força, emitindo-a ou absorvendo-a faz parte de nossos dias sendo na rua,
    nas leituras, nos sentimentos, nas defesas territoriais e em todos os patamares da vida.

    Geralmente os homens fracos são comparados a seres frágeis, que falam com resignação e não oferecem perigo iminente aos fortes,
    sendo que esses últimos oferecem o oposto. No entanto, nem sempre é essa a verdade.

    Nas profundezas de nós mesmos é que podemos sentir a estreita ponte que separa uma realidade de outra, sendo a dor das decisões a causadora de grande,
    as vezes a esmagadora dor em nosso peito. No momento desses impasses seriamos capazes, se pudéssemos canalizar essa força,
    de mover montanhas. A pressão que se encontra entre uma decisão em contrapartida com outra, pode variar ao infinito. Mas no centro dessa pressão
    não há variação, existe apenas o ser, mais ou menos esmagado por ela, obrigado a vivê-la, pura e simplesmente.

    Uma vida de decisões então, poderia explicar o rumo de tudo, sempre dependendo de que lado da decisão a pressão está mais forte,
    mesmo que imperceptivelmente, e lógico, podendo existir várias paredes de pressão agindo ao mesmo tempo.

    O que será que dói mais: sofrer um soco em uma combate de ringue que leve a lona ou ir a lona? Nessa relação abominável que se impõem ao ser,
    está a vida. Lutas, lutas e mais lutas, onde a exteriorização da pressão interna causa os distúrbios; inicialmente a nível intimo,
    no entanto podendo chegar a proporções imensas, talvez planetárias.

    A frase "Que a força esteja com você", muito empregada em um famoso filme de cinema relata o medo existente em todos que,
    ao desejar isso ao semelhante deixa a mostra o medo intimo, a sensação de não a tê-la, apresentando a dúvida de si mesmo para o outro ser que,
    acreditando estar sendo incentivado, segue forte nessa distorção de visão.

    Talvez a solução mundial para a paz não seja o trabalho com a força de um ser que tem provar constantemente que é o melhor,
    pois isso sempre implicará em afirmar que existe um pior, gerando uma relação burra de objetivos, pois não podemos ser o melhor o tempo todo.

    Talvez devêssemos ser nosso centro, ao invés de gerar pressões opostas, gerarmos forças sempre de dentro para fora.
    Bom, é claro que se a pressão que gerarmos for de encontro ao de outrem continuará havendo um conflito, mas não é isso que quero dizer.
    Coloco que se não formos os causadores de nossas explosões internas já estaremos livres de grande peso,
    com mais energia para suportar as inevitáveis pressões que vem de fora. Mas se explodimos por dentro antes mesmo que soframos
    com o que "ainda" não nos chocou, puxa vida, que morte triste - psicológica, as vezes até física.

    Pelo contrário, se conseguirmos existir expandindo nossas forças para fora e deixando passar as forças externas por nós,
    como se fossem leve brisa, talvez estivéssemos descobrindo a tão procurada fórmula da eterna juventude ou, porque não dizer,
    da imortalidade, claro, enquanto estivermos vivos!

    Viver é complicado, para quem acredita nisso.
    Estando sempre no nosso centro, montaremos nossas realidades e sobre o que é inevitável, montaremos nosso caminho.

    Sobre os objetivos, ora, quem os conhece com certeza? Não precisamos deles, porque talvez eles possam não existir.


Helio 06/12/2004

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