Osteoporose - Introdu��o

By Dr Imar Cris�gno Fernandes
    A osteoporose � uma doen�a osteometab�lica freq�ente, com alta morbidade, freq�entemente associada com fraturas de quadril e v�rtebras.  Ela � uma condi��o cr�nico-degenerativa e incapacitante que resulta de uma fragilidade generalizada do esqueleto devida a uma redu��o na quantidade de osso e a uma desordem da �-arquitetura esquel�tica a tal ponto em que haja maior vulnerabilidade �s fraturas (Consensus development conference, 1991). 
     Podem ocorrer mudan�as qualitativas no osso em conseq��ncia da composi��o alterada da matriz e da por��o mineral.  Isto levaria a um aumento da fragilidade �ssea e a micro-fraturas (Vernon-Roberts et Pirie, 1973)  provavelmente resultando em fal�ncia estrutural do osso, mesmo sob condi��es de baixa sobrecarga.
     O c�lcio, f�sforo, vitamina D e um grupo de horm�nios, bem como fatores diet�ticos e emocionais t�m uma grande atua��o em conjunto na integridade do sistema locomotor.  O delicado equil�brio entre estes fatores permite que v�rias altera��es ocorram neste sistema. 
Mas se n�s nos conscientizarmos desde a primeira inf�ncia de ingerirmos uma alimenta��o a mais natural poss�vel, bem como praticarmos esportes com freq��ncia este sistema ir� operar muito bem, e dentre as v�rias patologias que iremos prevenir est� a osteoporose.
     Alimentos fritos e/ou picantes, oleosos, o excessivo uso de carnes e comidas refinadas como doces, produtos de confeitaria, p�es e outros produtos do trigo refinado s�o importantes fatores incriminados nas doen�as articulares.  Este tipo de alimenta��o gera uma sobrecarga �cida no sangue acima da capacidade normal que os rins t�m de suportar. Conseq�entemente este �cido causa inflama��o das articula��es.
     Uma dieta tanto quanto poss�vel rica em vegetais crus ou levemente cozidos, al�m de ser rica em fibras cont�m diversas vitaminas e sais minerais e � bastante ben�fica na preven��o da constipa��o.  Ainda, remove subst�ncias t�xicas do trato gastrointestinal, portanto prevenindo o aumento na acidez sang��nea.  E as volumosas quantias de  minerais e vitaminas nas comidas vegetarianas contribuem ricamente para o adequado  metabolismo �sseo.
     A baixa massa �ssea provavelmente responda por menos de 50% destas fraturas, mas � ela o foco de nossa aten��o em termos de diagn�stico e tratamento por ser a caracter�stica pass�vel de ser medida na pr�tica cl�nica.  Tamb�m poderia influenciar a deteriora��o dos discos intervetebrais relacionada com o envelhecimento do indiv�duo, bem como o enfraquecimento da musculatura abdominal e para-vertebral, aumentando a carga sobre as v�rtebras.
     No idoso, o equil�brio � em geral prejudicado pela marcha deficiente, ocorrendo fraqueza muscular progressiva e  lentifica��o associada � diminui��o na propor��o de fibras musculares anaer�bicas de contra��o r�pida em compara��o com as fibras aer�bicas de contra��o lenta; as respostas reflexas est�o freq�entemente comprometidas; tamb�m a vis�o. 
Tudo isto aumenta o risco de queda.  Os idosos t�m ainda menor quantidade de adiposidade protetora.  Em alguns casos o  parkinsonismo, artrite e doen�as cardiovasculares afetam a mobilidade e estabilidade e a limita��o ao leito em decorr�ncia de doen�as se acompanha de r�pida deteriora��o no equil�brio e coordena��o. 
     Os medicamentos muitas vezes levam � hipotens�o postural.  O �lcool, com seu efeito sobre a coordena��o e o equil�brio, � um fator consider�vel em diversas quedas.  Ainda a associa��o luz-vis�o deficiente, escadas �ngremes, superf�cies deslizantes, tapetes, etc.  � das quedas se d�o no domic�lio, pelo simples ato de levantar-se.   E claramente um aumento na atividade f�sica, ou no m�nimo se mantendo de p� mais de 4 h por dia, uma avalia��o oftalmol�gica e uma revis�o dos medicamentos utilizados pode ajudar bastante na preven��o das fraturas.
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