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Que posso fazer da desventura
de nunca mais ter contentamento
se nas densas grades - o fundamento -
que a algema trava e mais segura
Se a lágrima que verte é tão pura
e não alivia em nada tanto tormento;
não posso estancar o pensamento
- que como o vinho mais se apura -
Qual, então, de mim ressurgirá
renascida de uma angústia infinita?
se o cálice um dia tombará
nas penas de uma fênix já proscrita
onde a dor de um peito tão sem fé,
sepultará em vida,
a mulher que ainda é.
(Repasse
com os
devidos
créditos)
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