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Sinto um vazio e as letras me faltam
como se a ausência de pensamentos
abrisse a guarda aos que me habitam
cutucando cansados velhos sofrimentos
Há uma angústia que agora fomenta
dentro dessa minha trepida alma vagante
como um fantasma que a lembrar me tenta
do que esqueci lá pelo ontem, lá adiante...
Os gritos da mente não tem vogais,
são bramidos insanos, contundentes,
que me lembram ferozes animais
aqueles que, por nada, metem os dentes.
São pesadelos profundos do meu escuro;
sem sol, sem luas... nas vagas de um estio,
que emparedam-me, acuada, a um alto muro
sem imagens, sem palavras...
Silencio.
(Repasse
com os
devidos
créditos)
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