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Se
esqueço o tempo, ele me insiste;
no calor do fogo, intensas labaredas,
queimam minha tez e acusam em riste,
meu caminhar vagante pelas alamedas.
Se minha pele ardida, esconde o percalço,
na ruga profunda, ele me denuncia:
se digo que lembro, ele diz que é falso;
ainda que eu jure pela própria vida!
Se não penso no tempo, ele se agita,
como ondas bravias insistindo em lembrar
que posso, sem medo, entrar nessas águas;
que a alma transcende e pura levita,
e que na vida da gente, o mistério do amar
não acaba afundado no meio das mágoas.
(Repasse
com os
devidos
créditos)
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