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Há dentro de mim caminhos tantos
que, por vezes, me pergunto
se posso ainda vestir os mantos
dos que são solitários, embora juntos.
Há dentro do meu universo um caos
que aterroriza minha consciência plana,
Feito de cavaleiros montados no mal
que acenam, como quem me chama.
Há dentro do meu ocaso um réu,
que verga ante a verdade derradeira;
subjugado e envolto em véus,
prostra-se, estancado numa cadeira.
Há dentro do meu poetar uma gana
de fazer valer o que encontro nos sinais,
onde deixo vingar minha fala humana
e me vou em vôo aos sobrenaturais.
(Repasse
com os
devidos
créditos)
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