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17 Nov 2003
Tantas vezes pelas noites, contorcendo-se em berçários, te
sentisses ultrajada, como a estar sendo tocada, em sonhos
imaginários, com um fogo a queimar por dentro, num estágio
violento, que se tornava calvário, a te deixar desprovida,
qual peça desprotegida, de tesouro relicário......
Só, em tua intimidade, te vias na puberdade, com aquilo
incomodando, mais e mais te devorando, tendo o corpo a suar
frio, na pele forte arrepio, a mente a imaginar, um modo de
aplacar, essa coisa que domina, que vicia e contamina, a qual
chamam de paixão, força estranha que alucina, carregada de
tesão......
Jogando fora os pudores, relembras de teus amores, das
entregas incontidas, saborosas e irrestritas, às quais já
vivenciasses, em gozos extasiasses, de maneiras tão vibrantes,
em espasmos galopantes, que faziam apetecer, com o desejo a
envolver, tamanho era o prazer......
Não suportando a pressão, dessa ardente sensação, teu corpo
acaricias, e solitária sacias, essa vontade sem nexo, que se
apodera do sexo, e lhe deixa transtornada, louca para ser
amada, fazendo-a gemer baixinho, a suplicar por carinho.....
Agilizas os teus dedos, passeando nos segredos, de tua gruta
molhada, por seivas lubrificada, que se agita em volúpia, à
medida que é tocada, imaginando estar sendo, pelo macho
penetrada, até que um grande furor, explode no interior, de
teu ninho do amor, sobre a cama desfaleces, com o orgasmo que
tivesses, e agora saciada, podes dormir sossegada......
Mas não é isso que tu queres, pensamentos são céleres,
internamente consomem, vais te levantar agora, pois pra amar
não existe hora, saia desse quarto afora, o tesão não irá
embora, vá a caça de teu homem......
(Repasse
com os
devidos
créditos)
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