 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
|
Ilé Àsé Oba D’Akin
|
|
|
Àsé Oba Otitó – A Ti Àsé Ògún Torode
|
|
|
O Conceito de Ori
|
|
|
Ori é a denominação dada à cabeça fíica. (...). Na Nigéria, (...) “é a parte mai proeminente porque na vida real, é a parte mai vital do corpo humano. Ela contém o cérebro – a morada da abedoria e da razão; o olho – a luz que ilumina o pao do homem pelo labirinto da vida; o ouvido – com o quai o homem ecuta e reage a on; e a boca – com a qual ele come e mantém o corpo e a alma junto. A outra parte do corpo ão abreviada para enfatizar ua poiçõe ubordinada. Tão importante é a cabeça em muita ociedade africana que ela é adorada como ede da peronalidade e detino do homem”.
|
|
(...)
|
|
|
Ori é todo àe que uma peoa tem, e ua ede é na cabeça. É ele a que, geralmente, vem primeiro ao mundo e abre caminho para trazer o reto do corpo. Ela é a ede da conciência e do principai entido fíico.
|
|
Ori Òde e Ori Inú
|
|
Ori òde é a denominação da cabeça fíica e ori inú é a cabeça interior. A primeira é confiada a Òányìn e a Ògun, ou eja, ao aber médico; a egunda é ligada a Ifá e ao Òrìà, ou eja, ao aber divino. O ori òde é que e preta para o uporte da obrigaçõe iniciática. Ori inú é a eência da peronalidade, a peronalidade da alma do homem e deriva diretamente de Olódùmarè. É ele quem a coloca no homem, ma que, apó a morte, a Ele retorna.
|
|
Todo ori poui a ua individualidade, etá relacionado com a qualidade que poui. Uma peoa própera é chamada de Olori rere – “o que poui uma boa cabeça”, enquanto aquele que é deafortunado na vida é decrito como Olori buruku – “o que poui uma cabeça ruim”. Ito etá relacionado com o detino da peoa. Nenhum ori é eencialmente mau, o detino é o fator que pode afetá-lo. Ito pode er ilutrado entre a família yorubá, principalmente dito a uma recém-caada por ocaião de ua ida para a caa do marido: Mú orí lo, má mú éwa lo; oojó l’éwa bò, ori ni bá gbé ilé oko – “Leve o orí, não leve a beleza; a beleza volta um dia (é efêmera); é o ori que deve habitar na caa do marido”.
|
|
Orí inú é o er interior ou o er epiritual do homem e é imortal. Orí òde é a cabeça fíica propriamente dita ou, filooficamente, a matéria. Ela é mortal e opoição a orí inú, que foi criado por Àjàla, um antigo òrìsà, eguindo a orden de Olódùmarè.
|
|
(...), é o orí inú que controla o orí òde, (...), portanto, que o uceo do er exterior depende eencialmente da natureza dinâmica do interior do homem.
|
|
(...) elemento principal no ato iniciatório: pelo uo da tintura de encantamento, efun, oùn e waji; a fixação do ikódíde, pena de ave africana; o banho de infuão de erva, àgbo, repreentação do angue vegetal, e o èjè, o angue animal reultante do animai (...).
|
|
(...) Orí é memo que um òrìà e e comporta como tal, incluive fala na pratica divinatória. Em noo orí vive o noo òrìsà, que é lavado, aentado ou feito. ó exite um cao em que ninguém pode colocar a mão no orí de outra peoa, para fazer qualquer coia e muito meno ‘fazer o anto’: é quando a peoa é olorí Mérin, ito é, a peoa tem a cabeça pertencente a quatro dono, em pé de igualdade. Ee quatro òrìà junto formam um ó òrìà, memo aim cada um mantendo a ua individualidade. e pudee fazer alguma coia, teria que er feita para cada um ioladamente. A divindade que formam o olórí mérin ão Sòngó, Ifá, Osàlá e Odúdúwà. O preceito (...) ão muito complexo e cheio de fundamento.
|
|
(...)
|
|
|
Kò í òòà ti i dá’ni gbe l`hìn orí eni.
|
|
Nenhum orìsà abençoa uma peoa ante de eu orí.
|
|
Aqui um reumo do que eta frae quer dizer. Tendo Orùnmìlà reunido todo o òrìsà e perguntado a todo qual dele eria capaz de acompanha o eu devoto ou iniciado ao lugar mai ditante de e imaginar em mudar o caminho por qualquer motivo. Sàngó foi o primeiro a reponder dizendo que eguiria a qualquer lugar, em jamai omitir qualquer coia em momento algum. Ma quando Orùnmìlà lhe perguntou o que faria e, durante a jornada, chegae a Kòo, ua caa, àngó repondeu imediatamente que primeiro de tudo iria a caa, comer o àmàlà, eu alimento favorito, e veria todo o eu conhecimento, ante de proeguir na Jornada.
|
|
Foi dito a àngó que ele não poderia acompanhar eu devoto poi etava ujeito a e deviar do caminho.
|
|
Aim uceivamente Òrùnmìlá perguntou a todo o outro òrìà. Então Orùnmìlá declarou confeando que nem memo ele poderia acompanha o eu devoto em todo o tempo, deixando o outro òrìà perturbado, ete lhe rogaram que explicae. Então ele repondeu que ao òrìsà que ele não poderiam deempenhar ete papel de companheiro contante como faz orí cujo dever primordial é proteger e conduzir ao detino que ecolheram, porque cada um dele tem milhare de peoa a clamar todo dia e a todo intante por proteção e apoio, enquanto orí tem apena um individuo para ervir.
|
|
(...)
|
|
|
A preença de um òrìsà em uma peoa depende do fortalecimento do orí, cuja força – àse – é firmado no alto da cabeça com aquilo que chamamo imbolicamente de òù, daí a palavra uada para definir um iniciado como adósù – a dá òsù – aquele que cria o òsù ou o portador do òsù.
|
|
Ele é aentado no alto da cabeça (...) e que é feito de fragmento do àse coletivo da obrigaçõe (...).
|
|
Na morte da peoa iniciada, o òsù é imbolicamente retirado, devinculando-e o òrìsà do orí (...).
|
|
(*) PORQUE RECEBER OBI, BORI E AENTAR IGBA ORÍ?
|
|
|
O orí, em ua totalidade, é um objeto de culto. Poui toda a potencialidade do uceo ou do fracao, de tudo o que é bom ou ruim, por ee motivo é que dá maior ou menor força à atuação do òrìà numa peoa. Daí a razão do eu fortalecimento atravé de rito epeciai denominado de borí, o qual é empre a primeira obrigação que e faz numa peoa ante de qualquer coia que e faça ao òrìsà. O òrìsà eta atrelado ao orí, e dele depende para uma maior ou menor ação junto à peoa.
|
|
Borí, trata-e literalmente traduzido como comida para a cabeça, ante de tudo é um ritual de oferecimento e culto ao orí que vai receber homenagen e obrigaçõe, onde todo o elemento oferecido produzem a força àse, a qual paará a fazer parte do individuo como um todo, no intuito maior de colocá-lo no convívio ocial, familiar e principalmente conigo memo mai equilibrado e em harmonia com o eu òrìà.
|
|
Portanto o indivíduo que irá receber ee borí deve manter um penamento elevado, e ao matigar o eu Obì e/ou Orógbó deve pedir tudo de bom, vito que a audação "Orí a pé’re!”, que ignifica “Nó pedimo boa orte”, É dita a todo intante.
|
|
(*) endo ete também o penamento que todo devem nutrir durante o procedimento do ritual, penar em coia boa e naquilo que deejam, principalmente na hora de receber a partilha do ase (aquilo que foi amaado e miturado) em nojo ou repula porque aquilo faz parte do que foi oferecido ao eu orí ou ao de um irmão, e um ato como ete pode ter uma interpretação errada pelo orí ou pelo òrìsà atrelado ao orí, então não eja alvo de cobrança, ome com alegria, com amor, companheirimo, amizade e colaboração na preparação do àsé do animai oferecido, amanhã poderá er você o próximo a etá tomando eu igba orí para a feitura de eu òrìsà.
|
|
(*)IGBA ORÍ – é a louça que repreenta o orí (cabeça), tem a função de agir como elo de ligação material entre a peoa, eu orí e eu Orisa, é o receptáculo que mantém vivo o asé (força, e boa influência recebida no bori), que e perpetua poitivo dede que cuidado e zelado.
|
|
(*) OBERVAÇÃO: Nunca diga tomei ou dei Igba Orí, porém diga tomei ou recebi obi ou borí. Ou ainda, tenho Igba Orí aentado, e mai, nunca fique comentando com leigo ou peoa que não ejam da religião, como e procede tal ritual para que você não eja alvo de critica maldoa e deneceária.
|
|
Bibliografia:
|
|
|
Benite, José – Òrun, Àiyé: o encontro de dois mundos: o sistema nagô-yorubá entre o céu e a Terra – 2ª edição – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
|
|
(*)Obervação: Parágrafos em itálico são notas do digitador, Júlio de Songó (Babalorisá Oba Lemo do Ile Asé Oba D’Akin.).
|
|