CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII
ORIENTALES ECCLESIAS
SOBRE A CONDIÇÃO DAS IGREJAS ORIENTAIS
Aos veneráveis irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos, Bispos e a todos os Ordinários de Igrejas orientais,
em paz e comunhão com a Sé Apostólica
1. As Igrejas orientais, ilustres pela doutrina dos santos padres, regadas
pelo sangue dos mártires nos tempos antigos, nos mais recentes e também nos
nossos, sempre foram objeto particularíssimo das nossas solicitudes, como todos
sabem. Com efeito, logo que fomos elevados, sem nenhum merecimento nosso e por
arcano desígnio de Deus, à cátedra do príncipe dos apóstolos, dirigimos para
vós a nossa mente e o nosso coração, assim como "aos que estão fora da
Igreja católica",(1)
e que nós ardentemente desejamos voltem o mais cedo possível ao rebanho do pai
comum, como a morada dos seus antepassados.(2)
Durante o nosso pontificado já vos demos outras provas de nossa benevolência
paterna. De fato sabeis que elevamos à dignidade da púrpura romana um outro dos
vossos bispos, o patriarca dos armenos da Cilicia, e estamos cuidando da
codificação das leis canônicas que vos dizem respeito, obra essa de grandíssima
importância e que, pelo menos parcialmente, chegou a termo. Mas não é preciso
lembrar mais demoradamente coisas que vós, sem dúvida, bem conheceis; afinal ao
fazer isso seguimos as pegadas dos nossos predecessores, (3)
que desde os primórdios do cristianismo não só envolveram de singular afeto os
vossos antepassados mas ofereceram muitas vezes também a sua ajuda, conforme as
possibilidades, todas as vezes que os viram insidiados pela heresia ou a gemer
sob o terror e as perseguições dos inimigos. Foi assim que pela autoridade
apostólica confiada pelo Redentor divino ao príncipe dos apóstolos e seus
sucessores, os pontífices romanos defenderam a integridade da doutrina católica
nos concílios I e II de Nicéia, nos concílios I, II e III de Constantinopla, e
nos de Éfeso e de Calcedônia; e quando um dissídio deplorável separou de Roma
grande parte das Igrejas orientais, não somente eles o reprovaram no IV
concílio de Constantinopla, mas também se esforçaram de todas as formas para
que tudo se resolvesse felizmente no interesse comum; e depois de numerosos,
louváveis e difíceis esforços, chegou-se a isso no concílio de Florença, ainda
que, contrariando as aspirações de todos os bons, as deliberações tomadas não
fossem postas em prática. Quando as regiões orientais foram invadidas por novos
povos, que devastaram também os lugares sagrados da Palestina, consagrados pelo
sangue divino de Jesus Cristo, então os pontífices romanos levaram os príncipes
cristãos à tão grande obra de defesa da religião. Essas pressurosas solicitudes
e essa benevolência dos nossos predecessores para com os vossos compatriotas
não enfraqueceram nem falharam nos nossos dias; até parece que foram sempre
aumentando. Como sabeis, a Santa Sé enviou muitos até vós para ilustrar a
doutrina católica e para convencer todos a voltar à desejadíssima unidade de fé
e de governo; e aqui junto da Sé de Pedro foi instituída uma sagrada
congregação justamente com a finalidade de regular os interesses, os negócios e
os ritos das Igrejas orientais; assim como foi fundado um instituto para os
estudos orientais com o fim de cultivar e promover, com toda diligência, o
justo conhecimento das vossas coisas.
2. Contudo, atualmente outros motivos atraem os nossos cuidados e as nossas
solicitudes. Em muitas regiões onde vigora de maneira especial o rito oriental,
desencadeou-se nova tempestade que procura subverter, devastar e destruir
miseramente florescentes comunidades cristãs. Se nos séculos passados era
contestado algum dogma particular da doutrina católica, hoje porém, como vedes,
vai-se temerariamente além e procura-se apagar do consórcio civil, das
famílias, das universidades, das escolas, da vida dos povos, todos os direitos,
as instituições e as leis sagradas; e até tudo o que é divino ou que diz
respeito à divindade como se se tratasse de fábulas e coisas nefastas.
3. Portanto, quanto mais grave o cúmulo dos males que oprime uma parte
eleita da sociedade, tanto maior, ó veneráveis irmãos, é a nossa benevolência
para convosco, tanto mais ardente é o amor paterno que nutrimos para com todos.
4. Em primeiro lugar queremos que vos seja manifesto de modo claríssimo que
as vossas dores e os vossos lutos consideramo-los como nossos e nada mais
ardentemente desejamos que levar algum alívio aos vossos sofrimentos,
especialmente com a nossa oração e a de todos os cristãos em favor dos que são
perseguidos por terem defendido, como era necessário, a religião católica e
seus direitos sagrados.
5. Sabemos que há muitíssimos cristãos nos países orientais que hoje choram
amargamente ao ver seus bispos ou mortos, ou dispersos, ou obstaculizados de
tal forma a não poder dirigir livremente sua palavra aos seus rebanhos, nem
exercer sobre eles, como convém, a sua autoridade; ao ver não poucos de seus
templos destinados a usos profanos ou deixados no mais esquálido abandono; ao
saber que desses templos já não se podem elevar aos céus as vozes dos que
rezam, admiravelmente moduladas segundo as normas da vossa liturgia para fazer
descer o orvalho das graças celestes para elevação das mentes, consolação dos
corações e remédio a tão grande cúmulo de males.
6. Sabemos que muitos compatriotas vossos são relegados nos cárceres ou em
campos de concentração, ou, se vivem nas suas casas, não podem exercer os
sacrossantos direitos que lhes assistem, isto é, não só o direito de professar a
sua fé no santuário íntimo da sua consciência, mas também de poder ensiná-la
abertamente, defender e propagar no âmbito familiar para a conveniente educação
de seus filhos e nas escolas para uma reta formação dos alunos.
7. Contudo, sabemos que também os filhos das Igrejas orientais, irmanadas
com os fiéis do rito latino, suportam juntos e com fortaleza, os lutos dessas
perseguições e juntos partilham também o martírio, o triunfo e a glória. Com
ânimo heróico perseveram na sua fé; resistem aos inimigos do cristianismo com a
mesma fortaleza invicta com a qual resistiram um tempo os seus antepassados;
elevam ao céu as suas súplicas, se não publicamente, ao menos em privado;
permanecem fielmente unidos ao romano pontífice e aos seus pastores; assim como
veneram de maneira particular a beata Virgem Maria, rainha amorosíssima e
poderosíssima do céu e da terra, a cujo imaculado coração todos consagramos.
Tudo isso é, sem dúvida, auspício de vitória certa no futuro, porém, daquela
vitória que não deriva do sangue de homens em luta entre si, que não é
alimentada por desenfreado desejo de poder terreno, mas que se baseia na
conveniente e legítima liberdade; na justiça praticada não somente com palavras
mas com os fatos, para com os cidadãos, os povos e as nações; na paz e caridade
fraterna que unem todos com os vínculos da amizade e especialmente numa
religião que ordene retamente os costumes, modere as aspirações particulares,
pondo-as ao serviço do bem público, eleve as mentes ao céu e, finalmente,
defenda o consórcio civil e a concórdia de todos.
8. Isso forma o objeto das nossas mais vivas esperanças; contudo, as
notícias que nos chegam são tais que tornam mais cruel a nossa dor. Dia e
noite, com solicitude paterna dirigimos a nossa mente e o nosso coração aos que
nas foram confiados por mandato divino (cf. Jo 21,1517), e sabemos serem
tratados, nalguns lugares, de maneira tão indigna que são feito objeto de
calúnias pelo seu firme apego à fé católica e são privados de seus direitos
legítimos, incluídos algumas vezes também os que são próprios da natureza
humana, de forma que, se conculcados com a violência, com o temor ou qualquer
outro meio, é a própria natureza do homem que sofre o prejuízo.
9. Entre essas notícias tristíssima que nos chegaram, uma há que nestes
tempos atingiu dolorosamente mais do qualquer outra não somente a nós, não
somente a todos os cristãos, mas também a todos os que honram a dignidade e a
liberdade dos cidadãos: referimo-nos à Bulgária, onde havia uma pequena mas
florescente comunidade de católicos e onde uma terrível tempestade semeou lutos
tristes na Igreja. Com os métodos costumeiros de acusação foram imputados
crimes públicos aos ministros de Deus; e entre estes o nosso venerável irmão
Eugênio Bossilkoff, bispo de Nicópolis, condenado à pena capital junto com
outros três sacerdotes seus colaboradores no ministério pastoral. Além disso,
muitos outros já estão no cárcere ou nos campos de concentração, e a esses
acrescentam-se muitos católicos, punidos de várias formas e por isso insignidos
da mesma palma e da mesma honra. Nós, pelo dever do nosso ofício a que não
podemos faltar, elevamos o nosso protesto por tudo isso e denunciamos diante de
toda a cristandade a injúria perpetrada contra a Igreja. Com efeito, eles,
justamente por não só professar a religião católica, mas por defendê-la
corajosa e abertamente, foram tidos como inimigos do Estado, mesmo não sendo
inferiores a ninguém pelo amor pátrio, pelo respeito à autoridade pública e
pela obediência às leis, desde que não contrastantes com o direito natural,
divino e eclesiástico.
10. E o que, especialmente nesses últimos tempos, aconteceu na Bulgária,
infelizmente já acontece há bastante tempo entre outros povos onde floresce a
Igreja de rito oriental, isto é, o romeno, o ucraniano e outras gentes. No que
se refere ao povo de que falamos acima, mediante uma carta apostólica do mês de
março passado(4)
já apresentamos o nosso mais vivo protesto pelas muitas calamidades que
atingiram os fiéis do vosso rito e do rito latino e os exortamos a perseverar
com constância invicta na religião dos seus antepassados.
11. E agora dirigimos a nossa atenção a um outro povo a nós muito querido,
isto é, o povo ucraniano de que formam parte não poucos cristãos que olham para
Roma com sumo desejo e imenso amor, e veneram esta Sé Apostólica como centro da
religião cristã e mestra infalível da verdade, por mandato de Jesus Cristo (cf.
Mt 16,18-19; Jo 11,15-17; Lc 22,32). Com grande dor ficamos sabendo que eles,
há tempo, sofrem perseguições não menores e vivem numa condição não menos
desafortunada daquela em que se encontram aqueles outros povos de que já vos
falamos, veneráveis irmãos.
12. De maneira especial queremos lembrar aqueles bispos de rito oriental que
foram os primeiros a sofrer dores, lutos e injúrias para a defesa da religião;
levados para a cidade de Kiev, aí foram processados e condenados a penas
diversas; e justamente nessa cidade que, um tempo, foi o centro de irradiação
do cristianismo em todas aquelas regiões. Alguns deles já enfrentaram a morte
gloriosa e por isso, como é de esperar, da sede de sua felicidade celeste,
repletos de amor, dirigem seus olhares aos filhos e companheiros de luta e
impetram para eles a ajuda poderosíssima de Deus.
13. Além disso não podemos esquecer aqueles féis de rito latino e oriental,
que, depois de terem sido arrancados das suas regiões e suas casas e deportados
para terras remotas e afastadas, aí se encontram privados de seus sacerdotes
legítimos que os consolem, ajudem, dirijam e lhes ofereçam os confortos
celestes da religião.
14. Tudo isso é para nós motivo de dor tão crua que não podemos reter as
lágrimas enquanto rezamos a Deus clementíssimo e Pai das misericórdias a fim de
querer iluminar os responsáveis de situação tão triste e também pôr um fim a
tantos males.
15. Contudo, veneráveis irmãos, entre tantas e tão grandes calamidades que
entristecem o nosso e o vosso ânimo, podemos tirar algum conforto das notícias
que nos chegaram. Com efeito sabemos que os que vivem em condições tão tristes
e deploráveis permanecem firmes na sua fé, com uma constância intrépida que
desperta a admiração nossa e de todos os honestos. A todos eles vai o nosso
louvor paterno que aumente e robusteça sempre mais sua fortaleza; estejam
convencidos de que nós, como pai comum "movido pela solicitude de todas as
Igrejas" (2Cor 11,28) e impelido "pela caridade de Cristo" (2Cor
5,14), elevamos todos os dias súplicas fervorosas para que o reino de Cristo,
portador de paz às almas, de paz aos povos e às nações, triunfe o mais cedo
possível em todo lugar.
16. Diante do triste espetáculo desses males que atingiram não somente os
nossos filhos do laicato, mas sobretudo os revestidos de dignidade sacerdotal,
exatamente para que se torne verdade o que se lê na Sagrada Escritura:
"Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão" (Mt 26,31;
Mc 14,27; Zc 13,7), não podemos não chamar a atenção de todos para que, no
decorrer dos séculos, não somente entre povos civilizados, mas também bárbaros,
os sacerdotes, quais intermediários entre Deus e os homens, sempre foram
circundados da veneração devida. E quando o Redentor divino, afastadas as
trevas do erro, nos ensinou as verdades celestes e pela sua grandíssima
benevolência quis tornar-nos participantes de seu sacerdócio eterno, então essa
veneração cresceu ainda mais, de tal forma que os bispos e os sacerdotes foram
considerados como pais amantíssimos, desejosos somente do bem comum do povo a
eles confiado.
17. Contudo, o próprio Redentor divino tinha dito: "Não há discípulo
acima do mestre" (Mt 10,24); "Se perseguiram a mim, perseguirão a vós
também" (Jo 15,20); "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e
perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos
céus" (Mt 5,11-12).
18. Não há de que admirar se nos nossos dias, talvez mais que nos séculos
passados, a Igreja de Jesus Cristo e de maneira particular os seus ministros
são atingidos por perseguições, calúnias, e males de todo tipo; mas, antes,
depositemos nossa esperança nele, que, se já predissera as calamidades futuras,
contudo quis nos prevenir com estas palavras: "No mundo tereis
tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo" (Jo 16,33).
19. Por isso, veneráveis irmãos, esteja longe de vós todo abatimento. Assim
como os vossos antepassados superaram tantas dificuldades, insídias, perigos,
combatendo com fortaleza heróica até o martírio, assim vós também que
pertenceis à Igreja do rito oriental, unidos firmemente aos fiéis do rito
latino, com a ajuda da graça celeste, não temais, mas juntos suplicai ao Senhor
e sua Mãe santíssima em favor, especialmente, daqueles que hoje correm os
perigos maiores, para que sejam revestidos de fortaleza cristã e para que
todos, finalmente, entendam o que está mais claro do que a luz do sol, que
"as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas diante de
Deus" (2Cor 10,4), e que a Igreja não busca o poder temporal mas a
salvação eterna das almas, não teme as insídias dos governantes, mas pelos
ensinamentos do evangelho que são capazes de formar ótimos cidadãos, fortalece
os próprios fundamentos do consórcio humano. Portanto, se ela puder gozar
daquela liberdade que lhe foi concedida por Deus e explicitar publicamente sua
força e exercer abertamente no meio do povo suas atividades, sem dúvida poderá
contribuir muito para o bem comum, e aproximar as várias classes de cidadãos na
justiça e na concórdia, e levar todos os povos àquela paz verdadeira e
tranqüilidade que assim como está nos desejos de todos, assim também deve estar
na vontade de cada um.
20. Para obter isso, desejamos, veneráveis irmãos, que proclameis orações
públicas e exorteis os fiéis a vós confiados a acrescentar também obras de
penitência, para propiciar reparação à Majestade divina ofendida por tantas
injúrias. Lembremos todos as palavras da Sagrada Escritura: "...Rezai para
os que vos perseguem e caluniam" (Mt 5,44); "...E se um só membro
sofre, com ele sofrem todos os membros" (lCor 12,25-26). Com efeito, é
necessário imitar o exemplo do Redentor divino, que entre as dores mais agudas,
do alto da cruz, exclamou: "Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que
fazem" (Lc 23,34). É preciso também completar na nossa carne o que falta
aos sofrimentos de Cristo para o seu corpo que é a Igreja (cf. Cl 1,24); por
isso não devemos somente rezar a Deus pelos filhos e irmãos sofredores, mas
também oferecer-lhe de boa mente as nossa penitências voluntárias e as nossas
dores.
21. Se não podemos pôr em prática as palavras de Jesus em favor daquelas
inumeráveis pessoas que naquelas regiões sofrem enfermidades, dores e angústias
ou estão no cárcere: "Estava enfermo e me visitastes, estava na prisão e
me viestes visitar" (Mt 25,36), contudo alguma coisa podemos fazer a esse
respeito: com nossas orações e obras de penitência podemos impetrar de Deus
misericordiosíssimo que queira enviar os seus anjos consoladores a esses nossos
irmãos e alhos sofredores, para confirmar e fortalecer seus ânimos e elevá-los
às coisas celestes.
22. De maneira particular desejamos que todos os sacerdotes, que todos os
dias podem oferecer o sacrifício eucarístico, se lembrem na sua oração daqueles
bispos e sacerdotes que, afastados de suas Igrejas e seus fiéis não têm a
possibilidade de celebrar o sacrifício divino e alimentar a si mesmos e aos
seus féis, com aquele alimento divino do qual os nossos ânimos podem haurir
aquela doçura que supera todo desejo e atingir aquela força que os leva à vitória.
Unidos entre si por união fraterna, façam isso também os fiéis que participam
da mesma mesa e do mesmo sacrifício: de tal forma que em toda parte da terra e
em todos os ritos, que constituem o ornamento da Igreja, se elevem para Deus e
sua Mãe celeste as vozes unânimes dos que rezam para impetrar a misericórdia
divina em prol destas angustiadas comunidades de cristãos.
23. Visto que, como de costume, no próximo mês de janeiro, em muitos lugares
será celebrado o oitavário de orações para a unidade da Igreja, parece-nos
oportuno que, especialmente naquela circunstância, se suplique instantemente
não somente para que se verifique quanto antes o desejo do divino Redentor:
"Pai santo, guarda em teu nome os que me deste, para que sejam um como nós
somos um" (Jo 17,11), mas também para que se abram os cárceres e se soltem
as cadeias, que hoje afligem miseramente tantas pessoas, por ter procurado
defender heroicamente os direitos e as instituições da religião; e para que a
verdade cristã, a justiça, a concórdia e a paz, que são os bens supremos de
todos, triunfem em todos os lugares.
24. Como auspício disso e penhor da nossa benevolência paterna, com efusão
de coração concedemos a vós, veneráveis irmãos e aos rebanhos confiados aos
vossos cuidados, e de maneira particular aos que versam nestas condições
difíceis, a bênção apostólica.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 15 de dezembro de 1952, ano XIV
do nosso pontificado.
PIO PP. XII
Notas
(1)
Cf. Mensagem radiofônica da capela Sixtina, de 3 de março de 1939.
(2)
Cf. Carta Enc. Summi Pontificatus, AAS 31(1939), pp. 418-419; e Carta
enc. Mystici Corporis, AAS 35(1943), pp. 242-243.
(3)
Cf. Carta Enc. Rerum orientalium, AAS 20 (1928), p. 277s.
(4)
Cf. AAS 44(1952), p. 249s.
Fonte: Vaticano