BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 52 - 19 de julho de 2005

ÍNDICE

1 - ANP destitui patriarca ortodoxo por caso de corrupção

2 - Líder palestino decreta remoção de patriarca ortodoxo

3 - ANP RECONHECE DESTITUIÇÃO DO PATRIARCA GRECO-ORTODOXO DE JERUSALÉM

4 - Bento XVI poderá viajar a Istambul em novembro

5 - Patriarca de Constantinopla convida Bento XVI a visitar Istambul

6 - PATRIARCA ORTODOXO CONVIDA BENTO XVI A VISITAR ISTAMBUL

7 - PATRIARCA GRECO-ORTODOXO CONVIDA BENTO XVI A VISITAR ISTAMBUL

8 - Papa Bento XVI recebe convite de ortodoxos

9 - Governo turco ainda não convidou o Papa para visitar seu país

10 - Patriarca russo entrega imagem devolvida por João Paulo II

11 - O patriarca Aleksi II entregará a Kazan uma cópia do histórico
ícone da Mãe de Deus de Kazan

12 - Ontem na Rússia assinalaram o dia em memória do último imperador
russo e sua família.

13 - Inaugurado o novo templo de todos os santos no lendário outeiro
de Mamaev em Volgogrado

14 - Serão restaurados vários templos ortodoxos em Veliki Novgorod

15 - COMUNIDADE ORTODOXA DA BÓSNIA-HERZEGÓVINA RECORDA VÍTIMAS DO
MASSACRE DE SREBRENICA

16 - BISPO DE BAGDÁ DECLARA-SE PREOCUPADO COM A REDAÇÃO DA NOVA CARTA
CONSTITUCIONAL

17 - Iraque: Bispos iraquianos pedem que lei islâmica fique fora da
Constituição

18 - IRAQUE: "É possível garantir a segurança conciliando a liberdade
sem alterar os princípios da democracia", diz à Agência Fides Padre
Nizar Semaan

19 - ETIÓPIA: Inaugurada depois de 450 anos a primeira igreja
católica em Adwa

20 - OSCE DIZ QUE FARÁ O POSSÍVEL PARA SOLUCIONAR O CONFLITO DE
NAGORNO-KARABAGH (ARTSAKH)


NOTÍCIAS


1 - ANP destitui patriarca ortodoxo por caso de corrupção

EFE

Jerusalém, 13 jul (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional
Palestina (ANP), Mahmoud Abbas (Abu Mazen) publicou nesta quarta-
feira um decreto em que sua confiança no patriarca ortodoxo Irineus I
é retirada, já que ele está supostamente implicado em casos de
corrupção e venda de imóveis a israelenses na cidade velha de
Jerusalém, informam fontes palestinas.

"Decidimos publicar um decreto pelo que destituímos Irineus I de seu
posto de Patriarca de Jerusalém e da Terra Santa e revogar todos seus
direitos e privilégios inerentes a seu cargo", assegura o texto.

O patriarca Irineus I vendeu supostamente dois imóveis emblemáticos
da porta de Jaffa, na cidade velha de Jerusalém, a companhias
israelenses, o que revoltou os palestinos que consideram a cidade
futura capital de seu estado.

A nomeação de um novo patriarca tem que ser aprovado pela ANP, Israel
e Jordânia.

Com o decreto de Abbas, o patriarca greco-ortodoxo agora só é apoiado
por Israel. EFE


2 - Líder palestino decreta remoção de patriarca ortodoxo

Agência Estado 13/07/05

O líder palestino Mahmoud Abbas emitiu hoje um decreto para a remoção
do assediado patriarca ortodoxo de Jerusalém, Irineu I, que está
envolvido em uma disputa em torno de contratos de arrendamento de
propriedades de sua Igreja para israelenses.
A nomeação do patriarca da Terra Santa deve ser apoiada por três
entidades: Israel, Jordânia e Autoridade Palestina. A Jordânia
ordenou sua remoção há várias semanas, mas Israel ainda não se
pronunciou a respeito. O porta-voz da chancelaria israelense, Mark
Regev, disse hoje que um comitê governamental está estudando o
assunto e ainda não tem uma posição a respeito.
O decreto palestino debilita ainda mais a posição do patriarca, que
resistiu aos esforços da Igreja Ortodoxa para destituí-lo. Irineu tem
sido criticado por seu suposto envolvimento em vários contratos,
graças aos quais foram arrendados a grupos judeus algumas
propriedades da Igreja Ortodoxa no setor palestino de Jerusalém.
Irineu negou sua participação nas transações e recusou submeter-se a
uma decisão dos clérigos rebeldes que ordenaram sua destituição. Os
palestinos são contrários a qualquer transferência de terrenos de
Jerusalém Oriental a proprietários israelenses. Para eles, o lado
oriental de Jerusalém deverá ser a capital do Estado palestino que
pretendem estabelecer.


3 - ANP RECONHECE DESTITUIÇÃO DO PATRIARCA GRECO-ORTODOXO DE JERUSALÉM

Jerusalém, 14 jul (Rádio Vaticano) - A Autoridade Nacional Palestina
reconheceu, nesta quarta-feira, a validade da destituição do
patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Irineu I, decidida em 7 de
maio deste ano pelo Sagrado Sínodo na Terra Santa.
O Presidente palestino Abu Mazen decidiu aprovar "a decisão da igreja
greco-ortodoxa de destituir de todas as funções o patriarca". O
patriarca contestou a decisão definindo-a ilegal.
A nomeação do patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém tradicionalmente
deve ser ratificada pelo governo das três entidades que se encontram
hoje no território: Jordânia, Israel e Autoridade Nacional Palestina.
Com a aprovação palestina e jordaniana, falta agora apenas o governo
israelense se posicionar sobre o assunto. Irineu I foi destituído sob
a acusação de ter vendido importantes imóveis do Patriarcado a
empresários israelenses.
Na tarde de ontem, em Jerusalém, também foi registrado um incidente
envolvendo adversários e simpatizantes de Irineu I.
O ex-patriarca tentou entrar à força na sede do patriarcado, mas foi
impedido, dando início à confusão. A polícia foi obrigada a intervir
para separar os dois grupos e restabelecer a ordem no local. Um
policial foi levemente ferido por correligionários de Irineu I. (WM)


4 - Bento XVI poderá viajar a Istambul em novembro

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 13 de julho de 2005 (ZENIT.org ).-
Ainda que se espere a confirmação do Vaticano, Bento XVI poderá
viajar para Istambul (Turquia) em 30 de novembro próximo por convite
do Patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I, para celebrar
a festa de Santo André.

Foi o que manifestou o porta-voz do Patriarcado ecumênico, Dositeos
Anagnostopoulos, especificando que o convite se fez ao Santo Padre a
princípios de maio passado, aponta a agência missionária «Misna».

Já na semana passada, a imprensa se fazia eco do diário
turco «Vatan», cujas páginas de 3 de julho recolhiam que Bento XVI
visitará o Patriarcado ecumênico de Constantinopla em novembro, um
anúncio que Bartolomeu I havia feito durante uma Missa que presidira
anteriormente.

Ao anúncio da viagem do Papa, o arcebispo do Patriarcado de
Constantinopla na Itália, Gennadios, reagiu manifestando que «será
uma etapa muito importante nas relações entre as duas Igrejas irmãs
de Constantinopla e de Roma» e que «daria um vigoroso impulso
espiritual e moral para o diálogo ecumênico», segundo
recolheu «Adnkronos».

Na quinta-feira passada, depois que o Papa o recebera no Vaticano, o
primeiro-ministro irlandês Bertie Ahem declarou à imprensa que Bento
XVI havia-lhe dito pessoalmente que estava «avaliando a possibilidade
de ir a Istambul» a fim de alentar uma maior unidade da fé cristã,
cita «Reuters».

Como é costume, em 29 de junho passado, na Eucaristia que o Papa
presidiu na Basílica de São Pedro (no Vaticano) com motivo da
solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, fundadores da diocese
de Roma, participou uma delegação enviada pelo Patriarca ecumênico de
Constantinopla Bartolomeu I, «primus inter pares» entre as Igrejas
ortodoxas.

Encabeçou a delegação o metropolita de Pérgamo Ioannis (Zizoulas). Ao
dia seguinte, Bento XVI afirmou --na audiência que concedeu a seus
hóspedes ortodoxos--: «Vive-se a necessidade de unir as força e não
economizar energias para que o diálogo teológico oficial começado em
1980 entre a Igreja católica e as Igrejas ortodoxas em seu conjunto
reinicie com renovado vigor».

Dois dias depois desta audiência, o cardeal Walter Kasper --
presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos
Cristãos-- confirmou que no outono próximo se reiniciará o diálogo
teológico internacional entre as Igrejas ortodoxas e a católica. Leva-
se a cabo através de uma Comissão Mista Internacional Católico-
Ortodoxa, da qual formam parte representantes da Igreja católica e de
diferentes Igrejas ortodoxas.

No ano passado, havia assistido à Eucaristia de 29 de junho,
presidida por João Paulo II, o próprio Bartolomeu I, para comemorar
os quarenta anos do histórico abraço que intercambiaram o Papa Paulo
VI e o patriarca ecumênico Atenágoras I, em Jerusalém, em janeiro de
1964, enquanto acontecia o Concílio Ecumênico Vaticano II. Em 7 de
dezembro de 1965, um dia antes de finalizar o Concílio, Paulo VI e
Atenágoras I fizeram uma declaração conjunta com a qual deploravam e
levantavam os mútuos «anátemas» --pronunciados em 1054--, que deram
origem ao cisma entre Igrejas do Oriente e do Ocidente.

Bento XVI deverá corresponder à recente visita da delegação ortodoxa
enviando por sua vez uma delegação especial à sede do Patriarcado de
Constantinopla, por ocasião da festa de Santo André --fundador da
Igreja em Constantinopla e irmão de São Pedro, bispo de Roma-- em 30
de novembro. Mas as últimas notícias apontam que o Papa poderia
realizar este gesto pessoalmente.

Ao concluir sua visita a Roma do ano passado, o Patriarca de
Constantinopla Bartolomeu I convidou João Paulo II a visitar a sede
do patriarcado ecumênico. O pontífice aceitou com gosto a proposta de
visitar a sede do Patriarcado, que se encontra em Fanar (Istambul,
Turquia).

A última vez que a Turquia recebeu a visita de um romano pontífice
foi precisamente de 28 a 30 de novembro de 1979, quando pouco depois
de cumprir um ano de sua eleição à sede petrina, João Paulo II viajou
a Ancara, Istambul --onde participou da solene celebração em honra de
Santo André--, Éfeso e Esmirna.

Seguia o Papa Wojtyla em 1979 as marcas de Paulo VI --que por sua vez
havia viajado ao final de julho de 1967 à Turquia-- com uma
peregrinação orientada a continuar com renovado empenho o esforço
para a unidade de todos os cristãos, a mostrar a importância que a
Igreja católica dá à relação com as veneráveis Igrejas ortodoxas na
véspera do início de um diálogo teológico e a expressar seu sincero
afeto para todas essas Igrejas e seus patriarcas, em particular para
o Patriarcado ecumênico. Ao ano seguinte começou o diálogo teológico
oficial.


5 - Patriarca de Constantinopla convida Bento XVI a visitar Istambul

Agência Ecclesia 12/07/05

O Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, convidou
oficialmente Bento XVI a visita a sede do Patriarcado, em Istambul,
para celebrar a festa litúrgica de Santo André, a 30 de Novembro.
A revelação foi feita pelo porta-voz do Patriarcado, Dositeos
Anagnostopoulos, em declarações à AFP. O Patriarca Bartolomeu I é
considerado o "primus inter pares" e líder espiritual dos 200 milhões
de cristãos ortodoxos, mas não é o "Papa" da Igreja Ortodoxa, dado
que nela os bispos têm todos o mesmo lugar e a primazia de
Constantinopla é apenas honorífica.
"Endereçamos ao Papa o nosso convite depois da Páscoa, em início de
Maio. Convidamo-lo para a festa de Santo André", disse
Anagnostopoulos. O Vaticano ainda não deu nenhuma resposta ao convite.
O caminho para a comunhão entre Roma e Constantinopla foi cimentado
no final do mês de Junho com novos gestos que vincam a vontade de
Católicos e Ortodoxos em assumir o compromisso de caminhar rumo à
unidade "na caridade e na verdade".
A celebração de São Pedro e São Paulo, as traves mestras da Igreja
primitiva, foi a ocasião para que Bento XVI e o Patriarcado ecuménico
de Constantinopla trocassem impressões sobre a possibilidade de
reiniciar o diálogo teológico entre as duas Igrejas, após 12 anos de
interrupção. Apesar de todos reconhecerem a importância deste
diálogo, a sua verdadeira dimensão requer um olhar sobre a história:
a separação das duas comunidades cristãs foi consumada em 1054 e só
conheceu melhorias nas últimas quatro décadas. O problema fundamental
é de carácter teológico, o primado de Pedro.
Octávio Carmo


6 - PATRIARCA ORTODOXO CONVIDA BENTO XVI A VISITAR ISTAMBUL

ANCARA, 12 JUL (ANSA) - O papa Bento XVI foi convidado pelo patriarca
ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeos I, a visitar Istambul no
próximo 30 de novembro para a celebração da festa de Santo André,
informou hoje um porta-voz oficial.
Segundo o porta-voz do patriarcado ortodoxo, Dositeos
Anagnostopoulos, o convite já havia sido feito nos primeiros dias de
maio, pouco depois da eleição de Joseph Ratzinger como novo Papa, mas
até o momento o Vaticano não deu uma resposta oficial.
A Igreja Católica e a Ortodoxa estão separadas desde o cisma de 1054
e durantes anos houve várias tentativas de reunificação. (ANSA)


7 - PATRIARCA GRECO-ORTODOXO CONVIDA BENTO XVI A VISITAR ISTAMBUL

Istambul, 12 jul (Rádio Vaticano) - O Patriarca greco-ortodoxo de
Constantinopla, Bartolomeu I, convidou o Papa Bento XVI a visitar
Istambul em 30 de novembro, por ocasião da festa de Santo André.
O convite foi comunicado pelo porta-voz do Patriarcado greco-
ortodoxo, Dositeos Anagnostopoulos, precisando que o convite foi
enviado no mês de maio, duas semanas após a eleição de Bento XVI. O
Porta-voz acrescenta que o Vaticano ainda não emitiu uma resposta
oficial.
A Igreja Católica e a Igreja greco-ortodoxa se separam durante o
cisma de 1054. Nos últimos anos, as duas igrejas deram passos
significativos para uma reaproximação e para um diálogo. (WM)


8 - Papa Bento XVI recebe convite de ortodoxos

AFP 12 de julho de 2005

O patriarca de Constantinopla Bartolomeu I, autoridade máxima da
Igreja Ortodoxa, convidou o papa Bento XVI para uma visita a Istambul
durante a celebração do dia de Santo André em novembro. De acordo com
o porta-voz, Dositeos Anagnostopoulos, o Vaticano ainda não deu
resposta.
Bartolomeu I pediu no final de abril ao Sumo Pontífice que
prosseguisse o diálogo intercristão iniciado por seu antecessor João
Paulo II.
Em uma iniciativa de aproximação entre as Igrejas Católica e
Ortodoxa, separadas desde o cisma de 1054, o papa polonês visitou
Istambul em 1979.


9 - Governo turco ainda não convidou o Papa para visitar seu país
Vaticano espera a proposta para aceitar o convite da Igreja ortodoxa

LES COMBES, segunda-feira, 18 de julho de 2005 (ZENIT.org).- Bento
XVI ainda não recebeu o convite do governo turco para que possa
visitar esse país, revelou Joaquín Navarro-Valls, porta-voz da Santa
Sé.

Bartolomeu I, patriarca ecumênico de Constantinopla, convidou em 29
de junho, através de uma delegação ortodoxa, o Santo Padre para
visitar sua sede.

Desde Les Combes, onde o bispo de Roma passa suas férias, o porta-voz
vaticano explicou em declarações ao telejornal da RAI este domingo
que pelo momento o governo turco não falou desta proposta.

O costume consiste em que se programe uma viagem «depois que o Papa
tenha recebido o duplo convite, o da autoridade religiosa e o da
autoridade do Estado».

O convite corresponde, portanto, ao executivo do primeiro-ministro
Recep Tayyip Erdogan. A Igreja ortodoxa deseja que o Santo Padre
possa visitar sua sede em 30 de novembro próximo, quando celebra seu
patrono, Santo André.

A visita terá particular importância desde o ponto de vista
ecumênico, uma das prioridades que Bento XVI marcou para seu
pontificado, pois tradicionalmente o patriarca é considerado
o «primus inter pares» entre as Igrejas ortodoxas.

Antes de ser Papa, o cardeal Joseph Ratzinger, a título pessoal,
havia manifestado sua perplexidade ante a possibilidade da Turquia
formar parte da União Européia.


10 - Patriarca russo entrega imagem devolvida por João Paulo II

Agência EFE 19/07/05

O Patriarca russo, Alexei II, presenteará Kazan, capital da república
muçulmana da Tartária, a cópia oficial da imagem da Virgem de Kazan,
uma das mais veneradas na Rússia e que foi devolvida pelo papa João
Paulo II.
O chefe da Igreja Ortodoxa Russa visitará Kazan na quarta-feira e
quinta-feira, quando entrega a relíquia, em viagem que antecede a
comemoração dos 1000 da cidade, em agosto, disse Vladimir
Viguilianksi, porta-voz do Patriarcado, à Interfax.

Alexei II participará da comemoração do 450º aniversário da diocese
de Kazan e celebrará missa solene na reformada Catedral da Anunciação
do Kremlin (fortaleza) da cidade por causa da festa da imagem da
Virgem de Kazan.

A imagem da Virgem de Kazan, que suspostamente apareceu por milagre
nessa cidade em 1579, foi roubado do Monastério das Donzelas da
Virgem pouco antes da revolução bolchevique de 1917.

Sua cópia oficial que volta agora à cidade, feita no final do século
XVIII, depois da revolução foi levada da Rússia para a Inglaterra, em
1970 foi entregue à Igreja Católica da Virgem Maria em Fátima e 1981
foi cedida ao papa João Paulo II.

Em 2000, durante sua visita ao Vaticano, o prefeito de Kazan, Kamil
Isjakov, ao ver a imagem que sua cidade perdeu há um século,
expressou ao Máximo Pontífice a esperança de que algum dia a imagem
voltará ao lugar onde apareceu pela primeira vez no século XVI, pouco
após sua tomada pelas tropas do czar Ivan, O Terrível.

Embora as discrepâncias entre as igrejas ortodoxa e católica tenham
tornado impossível a visita à Rússia que João Paulo II sempre sonhou
fazer, em agosto do ano passado o papa polonês devolveu a relíquia ao
Patriarcado de Moscou.

Naquele momento, o Patriarca Alexei II foi contrário a devolver a
imagem para Kazan, pois o antigo Monastério da Virgem estava ocupado
por uma fábrica, mas recentemente as autoridades desocuparam os
edifícios e restauraram o convento.


11 - O patriarca Aleksi II entregará a Kazan uma cópia do histórico
ícone da Mãe de Deus de Kazan

Voz da Rússia 19/07/2005

O patriarca de Moscou e toda a Rússia, Aleksi II entregará a Kazan
uma cópia do histórico ícone da Mãe de Deus de Kazan. Um dos
santuários da igreja ortodoxa esteve muito tempo no exterior e só
recentemente foi devolvida à Rússia pelo Vaticano. O patriarca irá à
capital da Tartária para a comemoração do 450o. aniversário da
diocese da Igreja Ortodoxa Russa em Kazan.


12 - Ontem na Rússia assinalaram o dia em memória do último imperador
russo e sua família.

Voz da Rússia 18/07/2005

Ontem na Rússia assinalaram o dia em memória do último imperador
russo e sua família. Nicolai II, sua esposa Aleksandra e seus filhos
Olga, Tatiana, Maria, Anastácia e Aleksei foram fuzilados pelos
bolcheviques em Ekaterinburgo na madrugada de 17 de julho de 1918. Em
muitas cidades realizaram-se ofícios religiosos noturnos. Em
Ekaterinburgo realizou-se uma procissão de 20 quilômetros. Em São
Peterburgo, na catedral Petropavlov, onde estão sepultados os
monarcas russos, foi rezada uma missa, em que estiveram presentes
membros da dinastia Romanov. A Igreja Ortodoxa Russa em 2000
canonizou Nicolai II e os membros de sua família.


13 - Inaugurado o novo templo de todos os santos no lendário outeiro
de Mamaev em Volgogrado

Voz da Rússia 18/07/2005

No lendário outeiro de Mamaev em Volgogrado, na região do Volga, foi
inaugurado no domingo o novo templo de todos os santos. Durante a
famosa batalha de Stalingrado no outeiro, durante 120 dias, ocorreram
encarniçados combates com as tropas hitleristas, dezenas de milhares
de soldados soviéticos deram suas vidas pela Pátria. Segundo os
cânones da Igreja Ortodoxa russa, os soldados que tombam pela Pátria
são considerados santos e mártires. O edifício branco tem cinco
cúpulas de liga de titânio, a principal das quais tem uma cruz
instalada a 38 metros de altura.


14 - Serão restaurados vários templos ortodoxos em Veliki Novgorod

15/07/2005 Voz da Rússia

Em Veliki Novgorod serão restaurados vários monumentos da antiga
arquitetura russa, segundo o programa federal "Cultura da Rússia". Em
particular, os trabalhos serão feitos na igreja do Martir Nicolai, no
mosteiro do Dizimo e na igreja de Nicolai Milagroso no mosteiro de
Nicolo-Belski, Além disso pretende-se renovar a cobertura de ouro da
principal cúpula do mais antigo templo ortodoxo da Rússia - da
Catedral de Sofia no Kremlim de Novogorod.


15 - COMUNIDADE ORTODOXA DA BÓSNIA-HERZEGÓVINA RECORDA VÍTIMAS DO
MASSACRE DE SREBRENICA

Srebrenica, 13 jul (Rádio Vaticano) - O Bispo ortodoxo de Zvornik,
Dom Tuzla Vasilije Kacavenda, celebrou em Srebrenica, na Bósnia-
Herzergóvina, uma missa em memória de três mil e quinhentas vítimas
sérvias da região do vale de Drina durante a guerra civil na ex-
Iuguslávia.
A celebração foi acompanha por mais de mil pessoas e autoridades
sérvias. Segundo a agência de notícias bósnia Fena, um grupo de
veteranos sérvios depositou flores e acendeu velas no lugar em que,
13 anos atrás, foram assassinados 69 civis e militares sérvios.
As vítimas reprovam a comunidade internacional de procurar os
criminosos de guerra "apenas entre os sérvios e acusam os muçulmanos
de Srebrenica de terem destruído dezenas de vilarejos na região, além
de matar centenas de sérvios".
O Bispo sérvio-ortodoxo precisou, entretanto, que uma celebração
religiosa em memória dos mortos sérvios de Bratunac não significa que
os ortodoxos não chorem as vítimas inocentes de outras religiões.
Na última segunda-feira, milhares de bósnios prestaram homenagem às
oito mil vítimas do massacre, cometido por forças sérvias contra
muçulmanos bósnios em Srebrenica. (WM)


16 - BISPO DE BAGDÁ DECLARA-SE PREOCUPADO COM A REDAÇÃO DA NOVA CARTA
CONSTITUCIONAL

Bagdá, 16 jul (Rádio Vaticano) - O Bispo auxiliar dos caldeus de
Bagdá, Dom Andraos Abouna, manifesta sua preocupação de que a tão
desejada Constituição possa converter o país em um Estado islâmico
que discrimine os não-muçulmanos.
Na quinta-feira, o prelado enviou à seção britânica de "Ajuda à
Igreja que Sofre" uma carta assinada pelos líderes de nove confissões
cristãs. Nela, imploram igualdade para todos os grupos religiosos.
A preocupação dos líderes religiosos justifica-se pelas informações
de que os muçulmanos xiitas estão pressionando para que a
Constituição inclua a Lei islâmica (xariá). A Constituição ainda está
sendo redigida. (BF)


17 - Iraque: Bispos iraquianos pedem que lei islâmica fique fora da
Constituição

AIS 15/07/05

Em entrevista exclusiva à Ajuda à Igreja que Sofre, D. Andreas Abouna
disse ter expressado ao Cardeal Cormac O'Connor a sua preocupação
pela actual situação político-religiosa no Iraque, uma vez que o país
corre o risco de se tornar num Estado islâmico que poderá vir a
discriminar todos os grupos religiosos não-muçulmanos.
O Bispo Auxiliar de Bagdade sublinhou que os cristãos iraquianos
receberam informações que os muçulmanos xiitas (o maior grupo
religioso iraquiano) estão a fazer pressão política para que a nova
Constituição, que irá ser debatida na Assembleia Nacional a partir de
Agosto, seja baseada na lei islâmica (sharia).
Os líderes das denominações cristãs iraquianas (caldeia, greco-
católica, arménia, síria, melquita, assíria, protestante e arménia)
temem que os seus fiéis venham a ser perseguidos e discriminados, tal
como acontece noutros países onde a sharia foi imposta, como o Sudão
ou a Nigéria. D. Andreas Abouna considera que a aprovação de uma
Constituição "pró-islâmica" virá contribuir para intensificar o êxodo
dos cristãos, levando ao desaparecimento total da presença cristã no
Iraque, que remonta aos primeiros séculos do cristianismo.
O prelado sublinha esta união sem precedentes entre as várias
denominações cristãs: "Se não agirmos juntos, iremos perder". Na
declaração conjunta que será envida à Assembleia Nacional e ao
secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, sublinha-se o
princípio que "nenhuma religião deve dominar sobre outra".
"Caso se avance para uma confirmação do papel da religião islâmica na
sociedade iraquiana, então é natural que se confirme também o papel
de outras religiões que estão historicamente estabelecidas no Iraque.
Pedimos apenas... igualdade, liberdade e oportunidades equitativas e
que se acautele a discriminação racial e religiosa",
Os líderes cristãos iraquianos receiam estar a correr contra o tempo,
uma vez que no dia 15 de Agosto termina o prazo para a apresentação
da proposta de alteração constitucional. Esta proposta será depois
debatida na Assembleia Nacional Iraquiana, onde os xiitas estão em
maioria, e irá ser preparada por uma sub-comissão parlamentar,
prevendo-se que venha ainda a ser referendada antes de ser ratificada.
A actual Constituição provisória, aprovada em Junho de 2004, deixou
de lado a sharia, salvaguardando que o seu papel na legislação
iraquiana seria decidido posteriormente.


18 - IRAQUE: "É possível garantir a segurança conciliando a liberdade
sem alterar os princípios da democracia", diz à Agência Fides Padre
Nizar Semaan

Bagdá (Agência Fides)- "É possível garantir a segurança conciliando a
liberdade sem alterar os princípios da democracia", diz à Agência
Fides o Padre Nizar Semaan, sacerdote de Mossul, no norte do Iraque,
ao comentar as polêmicas na Europa devido à presença de pessoas que
pregam a violência em nome do Islã.
"Em todos os países árabes, os sermões da sexta-feira são controlados
atentamente pelo governo para impedir que haja discursos violentos.
Isto não ocorre nas democracias ocidentais, onde existe justamente a
liberdade de expressão. É necessário entretanto conciliar o direito
de expressão do próprio pensamento com as exigências de segurança,
para impedir que os jovens sejam corrompidos por discurso violentos."
"Na Itália, por exemplo, existe uma lei contra o ódio racial",
continua Padre Nizar. "Pergunto-me se não é possível aplicá-la nos
casos dos pregadores que incitam à matança dos infiéis."
"Os jovens que se tornam terroristas são, em muitos casos, rapazes de
boa família que, por problemas pessoais, se aproximam de quem prega
um discurso radical. Pelo fato de ouvirem palavras de ódio, as sua
frustrações viram raiva e ódio, que os transformam em vítimas de
sacrifício do terror", lembra o sacerdote iraquiano.
"A Europa é moralmente mais forte do que aqueles que a querem
subjugar com a violência. Não se vence o terrorismo com a força
militar, mas com a lei capaz de conciliar o respeito às liberdades
democráticas com as exigências de segurança da coletividade", conclui
Padre Nizar. (L.M.) (Agência Fides 13/7/2005)


19 - ETIÓPIA: Inaugurada depois de 450 anos a primeira igreja
católica em Adwa

Adwa (Agência Fides)- Fazia 450 anos que não se consagrava uma igreja
católica em Adwa, na Etiópia. Finalmente, no final de junho, foi
inaugurada pelos salesianos a primeira igreja católica dedicada a
Maria Auxiliadora. A sua construção é o fruto de uma relação de
estima e confiança, que nasceu nos dias da grande carestia de 1985:
desde aquele período, os anciãos de Adwa pediam insistentemente ao
Bispo de Adigrat a presença nessa localidade dos salesianos, que
encontraram durante a emergência.
A obra constante de educação e formação de jovens, a construção de
escolas e laboratórios, realizada pelos salesianos e pelas Filhas de
Maria Auxiliadora desde 1993, foram um dos motivos que solidificaram
a relação de confiança entre a população de Adwa e a congregação de
Dom Bosco. A primeira pedra foi depositada em 2002, a sucessiva
edificação e a consagração da igreja é o fruto desse trabalho sócio-
educativo em favor dos últimos e do mais pobres dessa terra.
Essa belíssima igreja, em 23 de junho de 2005, abriu as suas portas a
quase mil pessoas, entre as quais uma importante representação do
clero e dos fiéis ortodoxos, que nessa região estão presentes em
grande número. Da solene cerimônia, participou também toda a
Conferência Episcopal Etíope e o Núncio Apostólico. (L.M.) (Agência
Fides 13/7/2005)


20 - OSCE DIZ QUE FARÁ O POSSÍVEL PARA SOLUCIONAR O CONFLITO DE
NAGORNO-KARABAGH (ARTSAKH)

www.armenia.com.br 13/07/2005

Yerevan (PanArmenianNet) - O Catholicós de Todos os Armênios, Karekin
II, teve um encontro com a delegação finlandesa permanente da OSCE
encabeçada por Aleksi Harkonen, acompanhado por Vladimir Priakin, do
escritório da OSCE na Armênia, informou o serviço de imprensa da
Chancelaria da Sede Matriz da Igreja Apostólica Armênia em
Etchmiadzin. Durante o encontro, o Patriarca Supremo de Todos os
Armênios apresentou o passado histórico da Igreja Armênia, destacando
principalmente os desafios e obstáculos enfrentados. "Queremos
agradecer a vossa Organização por sua contribuição quanto ao processo
de estabelecimento da paz nesta região", disse o Catholicós. Por sua
vez, Aleksi Harkonen explicou os motivos de sua visita à Armênia,
enfatizando que esta viagem lhe proporcionou a oportunidade de se
familiarizar com a Armênia e o povo armênio. "A Igreja Armênia
desempenha um papel importante na união do povo armênio", observou o
diplomata finlandês, dizendo também que a OSCE fará tudo que estiver
ao seu alcance para se possa chega a uma solução pacífica para o
conflito de Nagorno-Karabagh (Artsakh).



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