BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 51 -
12 de julho de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Foi
confirmado o convite feito ao Papa Bento XVI para visitar
Istambul,
sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. A visita
poderia
ser realizada em novembro, quando se comemora a Festa de
Santo
André, padroeiro da Igreja de Constantinopla (notícias 1 e 2).
Também
foi confirmado o início do diálogo entre teólogos da Igreja
Católica
e da Igreja Ortodoxa (notícias 4 e 5).
Que Deus
ilumine os caminhos dos líderes e dos teólogos das Igrejas
Cristãs
neste importante momento.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 - Papa
Bento XVI é convidado pelo Patriarca Ecumênico para visitar
a Turquia
2 -
ARCEBISPO GRECO-ORTODOXO NA ITÁLIA ANUNCIA POSSÍVEL VISITA DO
PAPA A
ISTAMBUL
3 -
Audiência do Papa á delegação do Patriarcado Ecuménico de
Constantinopla:
"prosseguir a caminho da unidade dos cristãos que não
é
confusão.
4 -
DIÁLOGO ENTRE IGREJAS CATÓLICA E ORTODOXA SERÁ RETOMADO NO
PRÓXIMO
OUTONO EUROPEU
5 - O
Metropolita de Bergamo, o Arcebispo Zizioulas diz que "As
Igrejas
Ortodoxas estão prontas para reiniciar o dialogo teológico
com os
católicos"
6 -
Avanços no diálogo ecuménico com a Rússia.
7 -
Moscovo encruzilhada do ecumenismo
8 -
IGREJAS CATÓLICA E ORTODOXA RUSSA INSTAURAM DIÁLOGO EM NOME DE
SÃO BENTO
DE NÚRCIA
9 - Bento
XVI pede testemunhar na Europa os valores cristãos
10 -
Bento XVI dá boas-vindas à Tocha Beneditina da Paz
Espera
que recorde à Europa seus valores cristãos
11 - A
Igreja Ortodoxa comemorou o feriado em homenagem ao ícone de
Nossa
Senhora de Vladimir
12 - Foi
aberta a primeira exposição-feira ortodoxa internacional "Do
arrependimento
à ressurreição da Rússia"
13 -
ISRAEL REITERA SEU APOIO AO EX-PATRIARCA ORTODOXO GREGO, IRINEU I
14 -
Índia: Bispo salienta a importância do empenho social da Igreja
15 -
IRAQUE: "A Europa erra em acolher quem prega a violência",
declara à
Fides o pe. Nizar Semaan, sacerdote iraquiano de Mosul,
depois
dos atentados de Londres
16 -
CLERO MARONITA PEDE LEI ELEITORAL MAIS JUSTA PARA O LÍBANO
17
-LÍBANO: "O diálogo entre Oriente e Occidente é a via-mestra para
resolver
as causas que geram o terrorismo", declara à Fides um
sacerdote
Maronita
18 -
Diálogo entre Oriente e Ocidente para acabar com o terrorismo,
propõem
católicos libaneses
19 -
DIÁSPORA ARMÊNIA
NOTÍCIAS
1 - Papa
Bento XVI é convidado pelo Patriarca Ecumênico para visitar
a Turquia
www.ecclesia.com.br
06/07/05
Apesar de
sua forte oposição à entrada da Turquia na Comunidade
Européia,
o Papa Bento XVI, foi convidado a visitá-la, pelo Patriarca
Ecumênico
Bartolomeu I.
O
Patriarca Bartolomeu, líder espiritual dos cristãos ortodoxos no
mundo,
disse que a data da visita não esta confirmada ainda,mas
receberam
respostas positivas ante o convite: "estamos pensando em
agendar
tal visita em Novembro e seria hospedado na região da
Capadócia,
pois é um local turístico e onde as há Igrejas cristãs que
remontam
à época onde se celebravam suas liturgias dentro das
cavernas,
por medo de perseguições." Esta visita também tem como
objetivo
falar sobre três assuntos relevantes: A Unidade das Igrejas,
a Paz no
mundo e a entrada da Turquia na Comunidade Européia.
O
Patriarca ecumênico Bartolomeu I, já tinha feito o convite ao Papa
João
Paulo II, que foi aceito, no dia 29 de junho de 2004, quando
esteve em
Roma, na celebração da Festa de São Pedro e São Paulo. O
convite
foi estendido ao Papa Bento XVI, que segundo a Radio
Vaticana,
também foi aceito.
Nas
observações feitas antes de sua eleição como Papa, Bento XVI, o
então
Cardeal Joseph Ratzinger, disse que a entrada da Turquia na
Comunidade
Européia, poria em risco sua cultura, uma vez que a Europa
deve
lutar para que mantenha firme sua identidade cristã. "A Turquia
sempre
representou um outro continente durante toda a história,
frente à
Europa e juntar tais continentes seria um erro", disse o
então
Cardeal ao Jornal Le Figaro, em uma entrevista em abril" e após
sua
eleição disse que " a Turquia é um Estado afetado pela cultura
Islâmica
e falta-lhe raízes cristãs.
Fonte:
Turks.US Daily News - 05/07/2005
2 -
ARCEBISPO GRECO-ORTODOXO NA ITÁLIA ANUNCIA POSSÍVEL VISITA DO
PAPA A
ISTAMBUL
Roma, 06
jul (Rádio Vaticano) - O Arcebispo Greco-ortodoxo na Itália,
Gennadios,
afirmou que uma possível visita de Bento XVI a Istambul,
Turquia,
seria uma etapa muito importante nas relações entre as duas
Igrejas
irmãs e daria uma vigorosa injeção espiritual e moral no
diálogo
ecumênico.
No início
da semana, o jornal turco "Vatan" informou que a visita
poderia
se realizar ainda em novembro deste ano.
Segundo o
Metropolita de Malta, a visita de Bento XVI marcaria uma
etapa
histórica no diálogo entre as duas Igrejas e reconheceria, de
fato, o
papel do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla como
coordenador
das Igrejas Ortodoxas.
"Para
o diálogo ecumênico entre Istambul e Roma _ concluiu o
Metropolita
_ seria um acontecimento histórico e de grande relevo."
O
Vaticano não confirmou a viagem de Bento XVI a Istambul. (WM)
3 -
Audiência do Papa á delegação do Patriarcado Ecuménico de
Constantinopla:
"prosseguir a caminho da unidade dos cristãos que não
é
confusão.
Rádio
Vaticano 30/06/05
A firme
determinação de prosseguir, também com passos e gestos, na
procura
da unidade plena entre todos os cristãos que não é, nem
absorção
nem fusão, mas respeito da plenitude multiforme da Igreja, e
portanto
o empenho pela retomada do trabalho da comissão mista
internacional
católico-ortodoxa foram reafirmados por Bento XVI no
discurso
que dirigiu nesta quinta feira á delegação do Patriarcado
Ecuménico
de Constantinopla, recebida em audiência no Vaticano.
O Papa
sublinhou a importância da tradicional presença em Roma de uma
delegação
ortodoxa por ocasião da festa litúrgica de S.Pedro e S.
Paulo
fundadores da Igreja de Roma, e da presença de uma delegação
católica
na festa de Santo André, pai da Igreja de Constantinopla.
Uma
tradição que Bento XVI confirmou e reforçou, tanto na saudação
dirigida
ontem á delegação que hoje recebeu, como no jantar com a
mesma na
Casa de Santa Marte onde se encontra hospedada.
"A
feliz tradição de assegurar uma presença recíproca ma Basílica de
S. Pedro
e na Catedral de São Jorge, para as festas dos Santos Pedro
e Paulo e
de Santo André é - disse Bento XVI - expressão da vontade
partilhada
de combater as obras da carne, que tendem a desagregar-nos
e de
viver segundo o Espírito, que promove o crescimento da caridade
entre
nòs".
É -
acrescentou - a experiência do diálogo da caridade - inaugurado
no Monte
das Oliveiras pelo Papa Paulo VI e pelo Patriarca
Atenágoras,
experiência que se mostrou não ser vã. De facto são
numerosos
e significativos os gestos realizados até agora. Penso -
disse o
Papa - na anulação das condenações recíprocas de 1054, nos
discursos,
documentos e encontros promovidos pelas Sedes de Roma e de
Constantinopla.
Estes gestos caracterizaram o caminho dos últimos
decénios.
Certamente
- observou o Papa - o nosso é um caminho loongo ,nada
fácil,
assinalado desde o inicio por temores e hesitações, mas que se
tornou
cada vez mais veloz e consciente. Um caminho que viu crescer a
esperança
de um sólido diálogo da verdade e de um processo de
clarificação
teológica e histórica que já deu frutos apreciáveis. Por
isso
adverte-se a necessidade de unir as forças e de não poupar
energias
para que o diálogo teológico oficial iniciado em 1980 entre
a Igreja
católica e as Igrejas ortodoxas no seu conjunto retome com
renovado
vigor.
A
investigação teológica que deve enfrentar questões complexas e
encontrar
soluções não redutivas é um empenho série, ao qual não nos
podemos
subtrair..
Enviando
as suas saudações e sentimentos de gratidão ao Patriarca
Bartolomeu,
Bento XVI reafirmou o seu propósito de prosseguir com
firme
determinação na procura da plena unidade entre todos os
cristãos.
"Queremos,
juntos, continuar no caminho da comunhão e juntos, dar
novos
passos e fazer gestos que levem a superar as incompreensões e
divisões
ainda existentes, recordando-se que para restabelecer a
comunhão
e a unidade é preciso não impor outros pesos, a não ser as
coisas
necessárias".
4 -
DIÁLOGO ENTRE IGREJAS CATÓLICA E ORTODOXA SERÁ RETOMADO NO
PRÓXIMO
OUTONO EUROPEU
Cidade do
Vaticano, 05 jul (Rádio Vaticano)- O diálogo teológico
internacional
entre as Igrejas Ortodoxa e Católica será retomado no
próximo
outono europeu, segundo revelou o Cardeal Walter Kasper,
Presidente
do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos
Cristãos.
A
proposta foi feita por Bento XVI à delegação do Patriarcado
Ecumênico
de Constantinopla, que esteve visitando o Vaticano, nos
dias 29 e
30 de julho, por ocasião da solenidade dos santos Pedro e
Paulo.
O diálogo
teológico oficial estava suspenso desde a reunião realizada
em 2000,
em Baltimore (Estados Unidos), por causa das divisões
surgidas
sobre o tema daquele encontro.
O tema _
"Implicações teológicas e canônicas do uniatismo" _ referia-
se ao
termo com o qual os ortodoxos falam dos cristãos de países de
tradição
ortodoxa, em união com o Papa.
O Cardeal
Kasper visitou Moscou, de 20 a 23 de junho, e ali recebeu a
disponibilidade
da Igreja Ortodoxa russa a participar desse diálogo.
O tema
que o diálogo teológico entre católicos e ortodoxos enfrentará
num
primeiro momento será "Igreja, o que significa, na realidade?" _
antecipou
o Cardeal Kasper. (CM)
5 - O
Metropolita de Bergamo, o Arcebispo Zizioulas diz que "As
Igrejas
Ortodoxas estão prontas para reiniciar o dialogo teológico
com os
católicos"
www.ecclesia.com.br
05/07/05
"As
Igrejas ortodoxas estão prontas para reiniciar o diálogo com a
Igreja
católica" declarou em 30 de Junho, no Vaticano o Arcebispo
Ioannis
Zizioulas, metropolita de Bergamo e chefe da delegação do
Patriarcado
Ecumênico, quando da audiência papal por ocasião da festa
dos
santos Apóstolos Pedro e Paulo. De acordo com o Arcebispo
Zizioulas,
o Patriarcado Ecumênico recentemente tinha pedido a todas
as
Igrejas ortodoxas que nomeassem cada uma dois delegados que
pudessem
participar no trabalho da Comissão mista internacional.
"Todas
as Igrejas ortodoxas responderam positivamente o pedido",
sublinhou
o Arcebispo Zizioulas. A comissão mista internacional para
o diálogo
entre os católicos e ortodoxos foi fundada em 1980. Foi
interrompida
no ano de 2000, quando teólogos ortodoxos e católicos
não
chegaram a um acordo sobre o estatuto da Igreja católica de rito
bizantino.
De acordo com o Arcebispo, a comissão poderia outra vez
começar o
seu trabalho num futuro próximo, concentrando-se nos temas
essenciais
como o da primazia.
O
hierarca ortodoxo também declarou que com a escolha de Iosef
Ratzinger
como Papa "os corações dos cristãos encheram-se de
alegria".
Falou sobre o conhecimento profundo que Bento XVI tem sobre
da tradição
ortodoxa e como ele nutre seu respeito por ela.
"Desejamos
percorrer juntos a via do restabelecimento da união e dar
passos e
gestos concretos, necessários para superar as dissonâncias e
as
divisões" - declarou em resposta o Papa.
De acordo
com ele, a união, que deve-se procurar, não significa a
submissão
de uma Igreja à outra. "A Plenitude da Igreja está em agir
sob
diferentes formas, e permanecer sempre Una, Santa, Católica e
Apostólica"
- declarou o Papa.
Fonte:
ABCnews.COM
6 -
Avanços no diálogo ecuménico com a Rússia.
Rádio
Vaticano 23/06/2005
Conclui-se
nesta quinta feira a visita à Rússia do Cardeal Kasper,
presidente
do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos
Cristãos
(CPPUC). Enviado a Moscovo pelo Papa, na passada segunda-
feira,
este responsável tinha como missão "continuar o diálogo com o
Patriarcado
Ortodoxo, iniciado por ocasião da solene inauguração do
pontificado
do Papa Bento XVI".
A visita
do Cardeal Walter Kasper a Moscovo pretende procurar
dar
«pequenos passos» no diálogo com o Patriarcado ortodoxo. Porém,
segundo o
presidente do Conselho Pontifício, «os pequenos passos
também
conduzem a uma meta».
«Existem
duas partes envolvidas neste diálogo, e os passos deveriam
ser dados
por todos», destaca o purpurado, numa entrevista ao
semanário
russo "Svet Evangelia" ("A Luz do Evangelho"), e também
aproveita
para desmentir alguns rumores da comunicação social.
«Não foi
solicitada qualquer reunião com o Patriarca Alexis II, dado
que o
trabalho se encontra na fase inicial. Aliás, pretendemos apenas
discutir
questões técnicas e muito concretas», salienta o presidente
do CPPUC
.
Na
entrevista, também garante que neste processo prevê a Igreja
Católica
na Rússia, pois «sem a Igreja local o ecumenismo seria algo
de muito
abstracto». O prelado refere, igualmente, que não está
interessado
em discutir os assuntos da Igreja greco-católica da
Ucrânia,
por não se encontrar incumbido «de falar por outra Igreja. É
algo que
eles próprios têm de debater».
«Não
discutiremos sobre os ucranianos, mas sobre o que a Santa Sé e a
Igreja
Ortodoxa russa podem fazer juntas na Europa pelos valores
cristãos.
Trata-se de uma área de interesse comum», revela.
O Cardeal
espera que no Outono se possa reatar o diálogo
internacional
da Igreja Católica com as Igrejas ortodoxas, retomando
o
trabalho da Comissão Teológica Mista, interrompido em 2001, na
reunião
que se realizou em Baltimore, EUA. O Patriarca Ortodoxo de
Moscovo
tem respondido com cordialidade às tomadas de posição do novo
Papa,
algo que não acontecia com João Paulo II: apesar de ter
visitado
centenas de países, João Paulo II nunca se pôde deslocar à
Rússia,
por oposição da Igreja Ortodoxa.
O seu
sucessor encontra um clima de tensão, criado após o
desaparecimento
da União Soviética: Moscovo acusa os católicos de
proselitismo
em terras tradicionalmente ortodoxas, particularmente a
Bielorússia
e a Ucrânia. Em 2000, a situação agravou-se após a
criação
de quatro dioceses católicas na Rússia. Uma comissão mista
foi
criada em 2004, após uma visita do Cardeal Walter Kasper,
presidente
do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos
Cristãos,
mas ainda não hánenhum tipo de acordo sobre os diferendos
entre as
duas Igrejas.
Logo após
o início do seu pontificado, Bento XVI reafirmou a
necessidade
de desenvolver a cooperação com a Igreja Ortodoxa da
Rússia ao
receber no Vaticano o metropolita Kyrill, responsável pelo
Departamento
das Relações com o Exterior do Patriarcado Ortodoxo de
Moscovo.
O
Patriarca Ortodoxo da Rússia, Alexis II, felicitara o novo Papa
Bento
XVI, aquando da sua eleição, revelando esperar um "diálogo
frutuoso"
entre as duas Igrejas. O Patriarcado de Moscovo acolheu, de
facto, de
uma forma muito optimista a eleição do Cardeal Joseph
Ratzinger,
esperando melhorias substanciais no relacionamento mútuo
através
da diminuição da "acção missionária católica" nos territórios
da antiga
URSS.
A solução
deste problema, contudo, não se afigura fácil: o Patriarca
Ortodoxo
tem insistido na tese de "proselitismo católico" na Rússia e
nas
outras onze repúblicas da ex-União Soviética. Acusando católicos
e
protestantes de proselitismo, Alexis II pretende que o Cristianismo
na Rússia
seja sinónimo exclusivo de Igreja Ortodoxa.
7 -
Moscovo encruzilhada do ecumenismo
Rádio
Vaticano 25/06/2005
A cidade
de Moscovo tornou-se, nestes dias, a capital do ecumenismo.
O Cardeal
Walter Kasper e o pastor Samuel Kobia, respectivamente
presidente
do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos
Cristãos
(CPPUC) e secretário-geral do Conselho Ecuménico das Igrejas
(CEI)
estiveram na Rússia ao longo desta semana, em visitas que
revelam
alguma abertura ao diálogo ecuménico, por parte da Igreja
Ortodoxa
russa.
A
delegação protestante sai desta ronda negocial com maior motivos de
optimismo,
apesar de um documento sobre o compromisso ecuménico do
Patriarcado
moscovita ter criticado "as derivações laicistas que se
registam
numa parte significativa do mundo protestante".
Apesar
das críticas, o pastor Kobia foi recebido pelo Patriarca
Alexis
II, algo que não aconteceu com o Cardeal Kasper. Mais
importante
ainda, Alexis II assegurou o empenho ecuménico do
Patriarcado
Ortodoxo e a sua "plena participação" no interior do CEI.
Samuel
Kobia manifestou-se satisfeito pelos resultados conseguidos
por esta
visita e afirmou mesmo que a Igreja Ortodoxa russa era um
dos
motores do movimento pela unidades dos cristãos, apesar das
tensões
entre Moscovo e o Vaticano. A Igreja Ortodoxa conseguiu obter
direito
ao veto dentro do CEI e assegurou lugares de oração separados
para as
diferentes confissões, aquando de encontros ecuménicos.
Apesar de
recusar aos ortodoxos a possibilidade de participar "em
serviços
ecuménicos ou inter-confessionais", a tradicionalmente
fechada
Igreja Ortodoxa russa admite "a possibilidade de colaboração
com os
não-ortodoxos, por exemplo na ajuda aos marginalizados e na
defesa
dos inocentes".
O Cardeal
Walter Kasper esteve em Moscovo até 23 de Junho numa visita
que,
segundo comunicado oficial do Vaticano, pretendia "continuar o
diálogo
com o Patriarcado Ortodoxo, iniciado por ocasião da solene
inauguração
do pontificado do Papa Bento XVI".
O
presidente do CPPUC revelou-se esperançado em dar "pequenos passos"
no
diálogo com a Igreja Ortodoxa, mas a questão do proselitismo e as
dificuldades
na Ucrânia voltaram a vir ao de cima.
Alexis II
fez anunciar que consideraria inadmissível a deslocação da
sede da
Igreja Greco-Católica para Kiev. Bento XVI, por seu lado,
aproveitou
a audiência concedida aos membors da ROACO, associação das
obras de
assistência nas Igrejas católicas orientais, para falar
directamente
aos ucranianos, para pedir "a reconciliação e a
fraternidade
entre os cristãos da amada Ucrânia", considerando que
nesse
país "a herança espiritual da qual a comunidade greco-católica
é guardiã
constitui um verdadeiro tesouro para o progresso de todo o
povo
ucraniano".
8 -
IGREJAS CATÓLICA E ORTODOXA RUSSA INSTAURAM DIÁLOGO EM NOME DE
SÃO BENTO
DE NÚRCIA
Moscou,
04 jul (Rádio Vaticano) - A Igreja Católica e a Igreja
Ortodoxa
russa instauram um diálogo, em nome de São Bento de Núrcia.
Em
Moscou, uma delegação civil e religiosa proveniente da região
italiana
de Núrcia, para acompanhar a tocha beneditina da paz "Pró
Europa
Unida", encontrou-se ontem, com o Vice-presidente do
Departamento
das Relações Eclesiásticas com o Exterior, do
Patriarcado
de Moscou, o Metropolita Mark.
Segundo
uma nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura
de
Núrcia, o representante ortodoxo teria afirmando: "Deus abençoe a
sua nobre
missão nesta terra; espero que sua peregrinação nos lugares
sagrados
da Rússia contribua para desenvolver o diálogo entre nossas
duas
Igrejas, e que elas resolvam todos os problemas, em nome de
nossas
comuns raízes cristãs e dos grandes santos, como São Bento."
O
encontro realizou-se na presença do Núncio Apostólico em Moscou,
Dom
Antonio Mennini. O Metropolita Mark comunicou ao grupo italiano,
a decisão
do Patriarca Aleksej II, de enviar a Núrcia, para as
celebrações
de São Bento, no próximo 11 de julho, uma delegação
oficial
do Patriarcado Ortodoxo, como sinal tangível do desejo de
diálogo e
confronto entre as duas Igrejas.
A
delegação de Núrcia chegou a Moscou para dar início na Rússia, à
tradicional
viagem internacional da tocha beneditina "Pró Europa
Unida",
que precede, todos os anos, as solenes celebrações em honra
de São
Bento.
A tocha
foi acesa na manhã de ontem, no Mosteiro da Trindade de São
Sérgio,
em Sergey Possad, e hoje, 4 de julho, será escoltada até à
Baviera,
em Marktl, cidade natal do Papa Bento XVI, que acolherá a
tocha
beneditina na Praça São Pedro, no Vaticano, no dia 6 de julho,
quarta-feira
próxima. (CM)
9 - Bento
XVI pede testemunhar na Europa os valores cristãos
VATICANO,
06 Jul. 05 (ACI ) .- Ao receber à delegação portadora da
Tocha
Beneditina da Paz que este ano percorreu Moscou, Marktl am Inn,
a cidade
natal alemã do atual Pontífice, e agora Roma, o Papa Bento
XVI pediu
que "esta sugestiva iniciativa suscite um compromisso cada
vez mais
generoso no testemunho dos valores cristãos na Europa".
No final
da audiência geral, celebrada esta manhã na Praça de São
Pedro, o
Santo Padre cumprimentou uma delegação de Spoleto-Núrsia
(Itália),
encabeçada por seu Arcebispo, Dom Riccardo Fontana, que
trazia a
tocha, "uma significativa manifestação que chegou a sua
trigésima
edição".
O Papa
disse que este ano a tocha havia partido de Moscou, "depois de
ter sido
acolhida por uma representação do patriarca Alexio II e de
fazer
escala na Alemanha, no Mosteiro de Ottobeuren e em Marktl am
Inn",
lugar de nascimento do Santo Padre. "Como simbólico sinal de
paz, hoje
se encontra junto às tumbas dos Apóstolos, e depois
prosseguirá
até Núrsia. Que esta sugestiva iniciativa suscite um
compromisso
cada vez mais generoso no testemunho dos valores cristãos
na
Europa".
10 -
Bento XVI dá boas-vindas à Tocha Beneditina da Paz
Espera
que recorde à Europa seus valores cristãos
CIDADE DO
VATICANO, quarta-feira, 6 de julho de 2005 (ZENIT.org ).-
Bento XVI
deu boas-vindas esta quarta-feira na praça de São Pedro à
Tocha
Beneditina da Paz e desejou que a peregrinação desta chama
recorde à
Europa seus valores cristãos.
Em sua
trigésima peregrinação anual, a tocha havia chegado na noite
anterior
a Roma procedente nesta ocasião de Moscou, onde havia levado
ao
patriarca Alexis e a toda a Igreja ortodoxa russa a mensagem de
solidariedade
e fraternidade de São Bento de Nursia.
Trouxe-a
ao Vaticano o bispo de Spoleto-Nursia, Dom Riccardo Fontana,
acompanhado
dos peregrinos.
Como o
próprio pontífice explicou, ao final da audiência geral, a
Tocha
«fez etapa na Alemanha, no mosteiro de Ottobeuren, e em Marktl
am Inn,
onde nasci».
«Como
simbólico sinal de paz, hoje se detém ante os túmulos dos
apóstolos,
e prosseguirá depois até Nursia», acrescentou.
«Que esta
sugestiva iniciativa suscite um compromisso cada vez mais
generoso
para testemunhar nas Europa os valores cristãos», desejou o
Papa.
11 - A
Igreja Ortodoxa comemorou o feriado em homenagem ao ícone de
Nossa
Senhora de Vladimir
Voz da
Rússia 07/07/2005
A Igreja
Ortodoxa Russa (IOR) comemorou o feriado em homenagem a um
dos mais
venerados ícones da Rússia, o de Nossa Senhora de Vladimir.
Essa data
foi estabelecida em homenagem ao livramento de Moscou das
tropas de
Khan Akhmat em 1480. Segundo a tradição esse ícone foi
pintado
no primeiro século pelo apóstolo e evangelista Lucas e foi
guardado
em Constantinopla. Em meados do século XII o Imperador
Feodósio
enviou o ícone como presente ao Principe Iuri Dolgoruk.
Agora o
ícone milagroso de Nossa Senhora de Vladimir é mantido no
Templo de
São Nicolai junto à Galeria Tretyakov em Moscou.
12 - Foi
aberta a primeira exposição-feira ortodoxa internacional "Do
arrependimento
à ressurreição da Rússia"
Voz da
Rússia 11/07/2005
Em
Ekaterinburgo, cidade russa no Ural, foi aberto no domingo a
primeira
exposição-feira ortodoxa internacional "Do arrependimento à
ressurreição
da Rússia". Ela teve inicio com a procissão desde o
Templo
Memorial, construido no local onde em julho de 1918 foi
fuzilada
a familia do último Imperador russo, Nicolai II. O objetivo
da
exposição é fazer renascer as tradições existentes na Rússia
depois da
revolução de 1917. Nesta feira-exposição são apresentados
os
trabalhos de mais de 120 empresas entre fábricas de porcelana e
ouropel,
mosteiros, templos da Rússia, Belarus, Ucrânia e Alemanha.
13 -
ISRAEL REITERA SEU APOIO AO EX-PATRIARCA ORTODOXO GREGO, IRINEU I
Tel Aviv,
06 jul (Rádio Vaticano) - O Estado de Israel reiterou seu
apoio ao
ex-patriarca greco-ortodoxo Irineu I, destituído de seu
cargo por
ter vendido imóveis a empresários judeus ligados a colonos.
Segundo a
porta-voz do Ministério israelense responsável por
Jerusalém,
Tali Weinstein, o ex-patriarca greco-ortodoxo continua
recebendo
apoio das autoridades israelenses. O governo israelense não
reconhece
a deposição.
O
episódio da venda de dois prédios do Patriarcado, na Cidade Velha
de
Jerusalém, a investidores israelenses que compraram em nome dos
colonos,
abriu uma grave crise na Igreja Greco-ortodoxa na Terra
Santa,
cujos fiéis são, na maioria, palestinos.
Irineu I
foi acusado pelos fiéis de ter autorizado a venda,
modificando
assim, o já delicado equilíbrio geográfico-religioso de
Jerusalém.
Irineu I foi destituído do cargo há dois meses, por
decisão
do Sínodo Greco-ortodoxo, sendo reduzido à condição de monge
apenas.
O
Metropolita de Petra, Cornelios, o substituiu "ad interim". Irineu
I,
contudo, nega ter autorizado a venda e declarou ilegal a reunião
do
Sínodo.
De acordo
com a imprensa israelense, a deposição de Irineu I deveria
ser
ratificada por Israel, Jordânia e pela Autoridade Nacional
Palestina.
Até agora, apenas o governo jordaniano aceitou a decisão
do Sínodo
greco-ortodoxo.
Uma
comissão ministerial palestina, depois de uma investigação,
chegou à
conclusão que o ex-patriarca não participou na venda dos
dois
prédios, o que praticamente descarta a aprovação da decisão do
Sínodo,
por parte da Autoridade Nacional Palestina. (WM)
14 -
Índia: Bispo salienta a importância do empenho social da Igreja
AIS 08/07/05
"A
cidade de Bombaim tem o maior bairro de lata de toda a Ásia, senão
de todo o
mundo. Existe um enorme fosso entre uma minoria
privilegiada
e a vasta maioria da população que vive em condições de
extrema
pobreza", referiu Mons. Thomas Elavanal por ocasião da sua
visita ao
secretariado internacional da Ajuda à Igreja que Sofre.
O prelado
silo-malabar destacou como área prioritária para a sua
diocese o
acompanhamento das pessoas mais desfavorecidas: "A Igreja
está
junto dos pobres. Damos o nosso melhor para cuidar deles e, em
especial,
dos meninos de rua que diariamente precisam de ser
alimentados,
mas necessitam também de cuidados de saúde e de
educação".
A Diocese
de Kalyan debate-se, no entanto, com várias carências e
pede
apoio para a construção de igrejas e capelas e literatura
religiosa
nas várias línguas utilizadas na região (inglês, hindi,
malayalam
e marathi).
"Sem
ajuda vinda do exterior não poderíamos fazer muito", confessa
Mons.
Thomas Elavanal que agradeceu o apoio dos benfeitores da Ajuda
à Igreja
que Sofre. Concluindo a sua entrevista, o prelado deixou
ainda um
apelo aos benfeitores da organização: "São muito generosos,
mas devem
também dar o vosso contributo espiritual, através da
necessidade
de Deus e da oração".
15 -
IRAQUE: "A Europa erra em acolher quem prega a violência",
declara à
Fides o pe. Nizar Semaan, sacerdote iraquiano de Mosul,
depois
dos atentados de Londres
Bagdá
(Agência Fides)- "Pois bem, este é o resultado de uma
interpretação
errônea da liberdade e da democracia: não se pode
permitir
que os terroristas entrem na Europa em nome de uma
pretendida
liberdade e depois acreditar que permanecerão imunes aos
atentados",
afirma à Agência Fides o pe. Nizar Semaan, sacerdote
iraquiano
de Mosul, comentando os atentados de ontem em
Londres.
"Essas pessoas se refugiaram na Europa onde encontraram
liberdade
de expressão e proteção, mas, ao invés de serem gratos por
aquilo
que receberam, trabalham para atingir quem os acolheu." (L.M.)
(Agência
Fides 8/7/2005)
16 -
CLERO MARONITA PEDE LEI ELEITORAL MAIS JUSTA PARA O LÍBANO
Beirute,
07 jul (Rádio Vaticano) - O clero maronita pediu uma lei
eleitoral
justa e representativa durante sua reunião mensal, em
Bkerke,
no Líbano.
Os bispos
maronitas também expressaram sua condenação a todas as
formas de
violência e a necessidade de formar um governo que
represente
todos os partidos políticos. O encontro foi presidido pelo
Patriarca
maronita Nasrallah Pierre Sfeir.
O
Secretário da assembléia dos bispos maronitas, Dom Joseph Tawk, leu
o
comunicado final, no qual os prelados exprimem irritação por alguns
métodos
usados durante as últimas eleições políticas do país. O
Sínodo
pede que os responsáveis assumam suas responsabilidades e
comecem,
o mais rápido possível, a estudar uma nova lei eleitoral,
mais
justa e distante da vingança.
Os bispos
advertiram que existe o "perigo" de organizar futuras
eleições,
utilizando a lei eleitoral de 2000, que eles definem
como
"injusta". O clero maronita espera que o novo governo "confie os
trabalhos
da administração libanesa a pessoas competentes e
preparadas,
e exprime sua "forte condenação aos atos de violência
verificados
no norte do país durante o período eleitoral". (WM)
17
-LÍBANO: "O diálogo entre Oriente e Occidente é a via-mestra para
resolver
as causas que geram o terrorismo", declara à Fides um
sacerdote
Maronita
Beirute
(Agência Fides)- "A verdadeira luta contra o terrorismo se
faz
combatendo as causas que o geram", afirma à Agência Fides o pe.
Maroun
Abouzeid, sacerdote Maronita, pároco da igreja de Notre-Dame
de
Maamarieh, nas proximidades de Sidone, no Líbano
meridional.
"Europa e Estados Unidos devem entender que o diálogo com
o mundo
islâmico é a via-mestra para resolver essa situação. Ocidente
e mundo
islâmico devem unir as suas forças para enfrentar juntos os
problemas
sociais, políticos e econômicos da região médio-oriental,
que estão
na base da difusão do terrorismo", afirma o sacerdote
maronita.
"O
que leva um jovem a se tornar um Kamikaze?", pergunta o pe.
Maroun.
"Certamente há uma obra de lavagem cerebral por parte de quem
usa de
maneira instrumental a religião. O jovem é induzido a
acreditar
que matar os "infiéis," fazendo-se explodir, é um preceito
do
Alcorão e que no Paraíso terá a sua recompensa", declara o
sacerdote.
"Mas por trás existem muitas vezes situações sociais e
econômicas
muito difíceis e, de fato, as famílias dos kamikazes
recebem
um vitalício por parte das organizações terroristas, que
estão
sempre em busca de pessoas em dificuldades para induzi-las a se
tornarem
homens-bomba. Por isso, é preciso fazer esforços para
melhorar
as condições de vida no Oriente Médio."
"Quero,
no entanto, ser otimista: o diálogo é possível, e o Líbano é
um
exemplo", afirma o pe. Maroun. "Os cristãos libaneses, de fato,
colaboram
com os membros de outras crenças em projetos de
desenvolvimento
humano, que estão dando bons frutos não somente
materiais,
mas também no reforço dos vínculos de amizade entre todos
os
libaneses."
"A
maior parte das pessoas que encontro, de qualquer fé pertençam,
deseja
viver em paz e não pretende oferecer suas vidas pelo martírio.
Estou,
portanto, confiante também porque nós cristãos do Oriente
Médio
podemos ser uma ponte entre Oriente e Ocidente, para promover o
diálogo
tão necessário para obter a verdadeira paz", conclui o
sacerdote
Maronita. (L.M.) (Agência Fides 8/7/2005)
18 -
Diálogo entre Oriente e Ocidente para acabar com o terrorismo,
propõem
católicos libaneses
BEIRUTE,
domingo, 10 de julho de 2005 (ZENIT.org ).- «A verdadeira
luta contra
o terrorismo se conduz combatendo as causas que o geram»,
diz à
agência Vaticana «Fides» o padre Maroun Abouzeid, sacerdote
maronita,
pároco da igreja de Notre Dame de Maamarieh, nas
proximidades
de Sidón, no Líbano meridional.
«Europa e
Estados Unidos têm de dar-se conta de que o diálogo com o
mundo
islâmico é o caminho seguro para resolver esta situação.
Ocidente
e mundo islâmico têm de unir suas forças para enfrentar
juntos os
problemas sociais, políticos e econômicos da região
meridional
que estão à base da difusão do terrorismo», afirma o
sacerdote
maronita.
«O que é
que impulsiona um jovem a converter-se em kamikaze?»
pergunta.
«Seguramente detrás disso há uma lavagem cerebral por parte
de quem
usa de maneira instrumentalizada a religião. Induz-se o jovem
a crer
que assassinar "infiéis" fazendo-se saltar pelos ares, seja um
preceito
do Alcorão e que terá sua recompensa no Paraíso», considera
o
sacerdote.
«Mas
detrás disso se escondem com freqüência situações sociais e
econômicas
muito difíceis; de fato, as famílias dos kamikazes recebem
uma
pensão vitalícia por parte das organizações terroristas, que
estão
sempre em busca de pessoas que se encontram em dificuldade,
para
induzi-las a converter-se em homens-bomba. Por tudo isso é
preciso
esforçar-se para melhorar as condições de vida do Oriente
Médio».
«De todas
as maneiras quero ser otimista: o diálogo é possível, e o
Líbano
constitui exemplo», sustenta Padre Maroun.
«Os
cristãos libaneses, de fato, colaboram com os membros de outros
credos em
projetos para o desenvolvimento humano que estão dando bons
frutos,
não só material, mas em termos de reforço das relações de
amizade
entre todos os libaneses».
«A maior
parte das pessoas com as quais me encontro, seja qual for
sua fé,
deseja viver em paz e não pensa de nenhuma maneira em
oferecer
sua vida para o martírio. Tenho, pois, confiança já que os
cristãos
do Oriente Médio podem servir também de ponte entre Oriente
e
Ocidente para promover esse diálogo tão necessário para a obtenção
da
verdadeira paz», conclui dizendo o sacerdote maronita.
19 -
DIÁSPORA ARMÊNIA
Informativo
Armênia - Julho de 2005
ITÁLIA -
O conhecido armenólogo Boghos Levon Zekian, da Ordem
Católica
dos Padres Mekhitaristas, e professor-presidente do
Departamento
de Estudos Armênios da Universidade de Veneza, foi
nomeado
membro da prestigiosa Academia de Ciências, Letras e Artes
dessa
mesma universidade, por decreto do Ministério da Cultura da
Itália.
IRÃ -
Realizou-se em junho passado, em Teerã, um seminário de três
dias
sobre "A Bíblia e a juventude armênia no século 21", organizado
conjuntamente
pelas três igrejas armênias da cidade - apostólica,
católica
e evangélica. Participaram obreiros cristãos da juventude e
professores
de escolas dominicais. Foi o primeiro empreendimento
ecumênico
dessa natureza e os organizadores afirmam desejar repetí-lo
em anos
vindouros.
LÍBANO -
Durante sua estada em Beirute, de 30/6 a 3/7, como hóspede
de honra
das comemorações do Cinqüentenário da Universidade
Evangélica
Haigazian, o ministro do exterior Vartan Oskanian teve
encontros
com o presidente libanês Emile Lahud, o presidente do
parlamento
Nahib Nerri, o catolicosse armênio apostólico Aram I e o
patriarca
universal armênio católico Nersês Bedros XIX.
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