BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 48 -
24 de junho de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Atendendo
ao apelo do Papa Bento XIV (Notícias n. 4, 6 e 7), peço
orações
para a reconciliação na Terra Santa.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 -
Cardeal Kasper em Moscou: «pequenos passos» no diálogo com a
Igreja
ortodoxa
2 -
Rússia: Cardeal Kasper espera dar "pequenos passos" no diálogo
com a
Igreja ortodoxa
3 -
Vaticano avança no diálogo com a Rússia
4 - Papa
vê «sinais positivos» na Terra Santa e pede orações
5 - Papa
recebe participantes da ROACO
6 - PAPA
PEDE RECONCILIAÇÃO NA TERRA SANTA
7 - Bento
XVI vê "sinais positivos" para reconciliação em Terra Santa
8 - Bento
XVI pede apoio à Igreja greco-católica na Ucrânia para
favorecer
a «reconciliação» e a fraternidade com os ortodoxos
9 -
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre editou em Portugal livro sobre
os
mártires e confessores da fé ucranianos
10 - O
último Papa em perfeita comunhão com Constantinopla
11- Padre
é indiciado por homicídio após crucifar religiosa
12 -
Igreja Ortodoxa Russa em busca de aliados desde o Vaticano até
Nova
Iorque
13 -
NÚNCIO DO VATICANO DENUNCIA FALTA DE LIBERDADE RELIGIOSA NA
TURQUIA
NOTÍCIAS
1 -
Cardeal Kasper em Moscou: «pequenos passos» no diálogo com a
Igreja
ortodoxa
As
esperanças do purpurado antes de seu encontro com o representante
do
patriarcado
MOSCOU,
quarta-feira, 22 de junho de 2005 (ZENIT.org ).- A visita do
cardeal
Walter Kasper a Moscou busca dar «pequenos passos» no diálogo
com o
patriarcado ortodoxo.
Mas,
segundo constata o presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção
da Unidade dos Cristãos, «os pequenos passos também te levam
à meta».
O
purpurado alemão explicou os objetivos de sua visita à capital
russa
antes de encontrar-se com o metropolitano Kirill de Smolensk e
Kaliningrado,
presidente do Departamento para as relações
eclesiásticas
externas do Patriarcado ortodoxo de Moscou, em uma
entrevista
concedida ao semanário católico russo «Svet Evangelia» («A
luz do
Evangelho»).
O
metropolitano Kirill esteve presente durante a solene inauguração
do
pontificado de Bento XVI e nessa ocasião teve com ele um encontro
de uma
meia hora no qual ambos decidiram continuar o diálogo sobre os
principais
problemas que se dão nas mútuas relações.
«Agora
estamos tratando de continuar e aprofundar esse diálogo --
declara o
cardeal Kasper--. Após sua eleição, o Papa declarou que é
sua
principal prioridade. E agora estamos aqui para ver que novos
passos
podemos dar».
«Queremos
ver o que é que podemos fazer juntos, que possibilidades
há. Não
serão passos cruciais, mas pequenos passos. Mas muitos
pequenos
passos também te levam à meta. Há duas partes envolvidas
neste
diálogo, e os passos deverão ser dados por ambos lados».
O cardeal
declara, desmentindo interpretações de meios de
comunicação,
que não se encontrará nesta visita com o patriarca
Alexis
II, pois «não lhe pediu uma reunião, dado que o trabalho só
está
começando. De maneira que não é necessário. Nosso objetivo é
discutir
questões técnicas muito concretas».
Na
entrevista, o cardeal Kasper assegura que neste processo de
diálogo
está envolvida a Igreja católica na Rússia, pois «sem a
Igreja
local o ecumenismo seria algo muito abstrato».
«Tive uma
longa conversa com o arcebispo Tadeusz Kondrusiewicz. Está
informado
e será informado depois. E todos os passos que demos até
agora
foram dados com a Igreja local», acrescenta.
O
purpurado não está discutindo os assuntos da Igreja greco-católica
da
Ucrânia, pois «não é minha tarefa falar por outra Igreja. Eles têm
de fazer
por eles mesmos». «Nesta questão, o novo Papa tem a mesma
posição
de João Paulo II».
«Não
discutimos sobre os ucranianos, mas sobre o que a Santa Sé e a
Igreja
ortodoxa russa podem fazer juntas na Europa e pela Europa,
pelos
valores cristãos na Europa. É um campo de interesse comum»,
revela.
O cardeal
espera que no próximo outono possa relançar-se o diálogo
internacional
da Igreja católica com as Igrejas ortodoxas reabrindo o
trabalho
da Comissão teológica mista, interrompido em 2001, na
reunião
que aconteceu em Baltimore (Estados Unidos).
2 -
Rússia: Cardeal Kasper espera dar "pequenos passos" no diálogo
com a
Igreja ortodoxa
AIS
23/06/05
O Cardeal
Walter Kasper está desde dia 20 de Junho na Rússia, numa
visita
que surge na sequência do relanças das relações bilaterais
entre a
Santa Sé e a Igreja ortodoxa russa. Esse desejo tinha sido
expresso
em Maio pelo Papa Bento XVI durante uma visita apostólica a
Bari
(Itália), onde o Santo Padre reiterou o seu "desejo de trabalhar
com toda
a energia na reconstrução de uma total e visível unidade
entre
todos os seguidores de Cristo".
O
Patriarca ortodoxo Alexis II respondeu no final de Maio a este
apelo de
Bento XVI, mostrando-se disponível para discutir os
problemas
que subsistem nas relações entre as Igrejas católica e
ortodoxa
e disse estar aberto à possibilidade de uma futura visita do
Papa à
Rússia.
Antes do
seu encontro com o Metropolita de Smolensk e Kaliningrado,
Cirilo,
(que é o responsável pelas relações eclesiásticas externas do
Patriarcado
de Moscovo), o Cardeal Kasper afirmou que
pretende
"continuar e aprofundar" o diálogo iniciado na reunião entre
o
metropolita ortodoxo e Bento XVI. Neste encontro, que decorreu na
solene
inauguração do pontificado do actual Papa, foi acordado que o
diálogo
sobre os principais problemas que as separam as Igrejas
católica
e ortodoxa deveria continuar.
"Queremos
ver o que podemos fazer juntos, que possibilidades há. Não
serão
passos cruciais, mas pequenos passos. Mas muitos pequenos
passos
também levam à meta", afirmou o Cardeal Kasper, citado pela
agência
Zénit.
A alusão
aos "pequenos passos" recorda uma expressão habitualmente
utilizada
pela diplomacia do Vaticano, particularmente pelo Cardeal
Casaroli,
nos tempos da "ostpolitik", quando se iniciaram as
negociações
entre o Vaticano e os Governos soviéticos dos países do
leste
europeu.
O prelado
alemão acrescentou que nesta visita não está previsto um
encontro
com o Patriarca Alexis II, uma vez que as negociações só
agora vão
começar e porque irão ser discutidas "questões técnicas
muito
concretas".
Os
ortodoxos russos acusam a Igreja católica de praticar o
proselitismo
na Rússia, Bielorússia e na Ucrânia, territórios
tradicionalmente
ortodoxos, e criticaram a criação de quatro dioceses
católicas
na Rússia em 2000.
Na
opinião do Metropolita católico de Moscovo (rito latino), Mons.
Kondrusiewicz,
os cristãos orientais e ocidentais também enfrentam
actualmente
problemas comuns: o secularismo militante, o consumismo,
a
indiferença religiosa, o relativismo e os actos contra a vida.
3 -
Vaticano avança no diálogo com a Rússia
Agência
Ecclesia 23/06/05
Conclui-se
hoje a visita à Rússia do Cardeal Kasper, presidente do
Conselho
Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (CPPUC).
Enviado a
Moscovo pelo Papa, na passada segunda-feira, este
responsável
tinha como missão "continuar o diálogo com o Patriarcado
Ortodoxo,
iniciado por ocasião da solene inauguração do pontificado
do Papa
Bento XVI".
A visita
do Cardeal Walter Kasper a Moscovo pretende procurar
dar
«pequenos passos» no diálogo com o Patriarcado ortodoxo. Porém,
segundo o
presidente do Conselho Pontifício, «os pequenos passos
também
conduzem a uma meta».
«Existem
duas partes envolvidas neste diálogo, e os passos deveriam
ser dados
por todos», destaca o purpurado, numa entrevista ao
semanário
russo "Svet Evangelia" ("A Luz do Evangelho"), e também
aproveita
para desmentir alguns rumores da comunicação social.
«Não foi
solicitada qualquer reunião com o Patriarca Alexis II, dado
que o
trabalho se encontra na fase inicial. Aliás, pretendemos apenas
discutir
questões técnicas e muito concretas», salienta o presidente
do CPPUC.
A propósito, o purpurado alemão explica os objectivos da
sua
visita à capital russa, antes de se encontrar com o metropolita
Kirill de
Smolensk e Kaliningrado, presidente do Departamento para as
relações
eclesiásticas externas do Patriarcado ortodoxo de Moscovo.
«Agora,
estamos a tratar de aprofundar o diálogo. Depois da eleição,
o Santo
Padre declarou que se tratava da sua principal prioridade. E
agora
estamos aqui para ver que passos podemos dar», refere o Cardeal
Walter
Kasper.
Na
entrevista, também garante que neste processo prevê a Igreja
Católica
na Rússia, pois «sem a Igreja local o ecumenismo seria algo
de muito
abstracto». «Tive uma longa conversa com o Arcebispo Tadeusz
Kondrusiewicz.
Está informado e será informado posteriormente. E
todos os
passos que foram dados até agora, foram encetados com a
Igreja
local», acrescenta.
O prelado
refere, igualmente, que não está interessado em discutir os
assuntos
da Igreja greco-católica da Ucrânia, por não se encontrar
incumbido
«de falar por outra Igreja. É algo que eles próprios têm de
debater».
«Não
discutiremos sobre os ucranianos, mas sobre o que a Santa Sé e a
Igreja
Ortodoxa russa podem fazer juntas na Europa pelos valores
cristãos.
Trata-se de uma área de interesse comum», revela.
O Cardeal
espera que no Outono se possa reatar o diálogo
internacional
da Igreja Católica com as Igrejas ortodoxas, retomando
o
trabalho da Comissão Teológica Mista, interrompido em 2001, na
reunião
que se realizou em Baltimore, EUA. O Patriarca Ortodoxo de
Moscovo
tem respondido com cordialidade às tomadas de posição do novo
Papa,
algo que não acontecia com João Paulo II: apesar de ter
visitado
centenas de países, João Paulo II nunca se pôde deslocar à
Rússia,
por oposição da Igreja Ortodoxa.
O seu
sucessor encontra um clima de tensão, criado após o
desaparecimento
da União Soviética: Moscovo acusa os católicos de
proselitismo
em terras tradicionalmente ortodoxas, particularmente a
Bielorússia
e a Ucrânia. Em 2000, a situação agravou-se após a
criação
de quatro dioceses católicas na Rússia. Uma comissão mista
foi criada
em 2004, após uma visita do Cardeal Walter Kasper,
presidente
do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos
Cristãos,
mas ainda não nenhum tipo de acordo sobre os diferendos
entre as
duas Igrejas.
Logo após
o início do seu pontificado, Bento XVI reafirmou a
necessidade
de desenvolver a cooperação com a Igreja Ortodoxa da
Rússia ao
receber no Vaticano o metropolita Kyrill, responsável pelo
Departamento
das Relações com o Exterior do Patriarcado Ortodoxo de
Moscovo.
O
Patriarca Ortodoxo da Rússia, Alexis II, felicitara o novo Papa
Bento
XVI, aquando da sua eleição, revelando esperar um "diálogo
frutuoso"
entre as duas Igrejas. O Patriarcado de Moscovo acolheu, de
facto, de
uma forma muito optimista a eleição do Cardeal Joseph
Ratzinger,
esperando melhorias substanciais no relacionamento mútuo
através
da diminuição da "acção missionária católica" nos territórios
da antiga
URSS.
A solução
deste problema, contudo, não se afigura fácil: o Patriarca
Ortodoxo
tem insistido na tese de "proselitismo católico" na Rússia e
nas
outras onze repúblicas da ex-União Soviética. Acusando católicos
e
protestantes de proselitismo, Alexis II pretende que o Cristianismo
na Rússia
seja sinónimo exclusivo de Igreja Ortodoxa.
4 - Papa
vê «sinais positivos» na Terra Santa e pede orações
CIDADE DO
VATICANO, quinta-feira, 23 de junho de 2005 (ZENIT.org ).-
Bento XVI
percebe que nestes momentos acontecem «sinais positivos» na
Terra
Santa, motivo pelo qual pediu orações e ajuda a suas populações
para que
aconteça a reconciliação.
O
pontífice discutiu a situação que a terra de Jesus vive ao receber
esta
quinta-feira em audiência os participantes na assembléia geral
da
Reunião de Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), por suas
siglas em
italiano, da qual formam parte a Catholic Near East Welfare
Association
(surgida em 1928), a Missão Pontifícia para Palestina
(surgida
em 1949), e agências da Alemanha, França, Suíça, Países
Baixos e
Áustria.
O
pontífice reconheceu que é necessário ter uma «solicitude»
particular
por Jerusalém e a Terra Santa, «com quem todos os cristãos
têm uma
dívida inesquecível».
«Alguns
sinais positivos, que nos chegam nestes últimos meses, fazem
mais
firme a esperança de que não tardará a chegar o dia da
reconciliação
entre as diferentes comunidades que trabalham na Terra
Santa».
«Por este
motivo, não deixamos de rezar com confiança», afirmou o
pontífice.
A ROACO
depende da Congregação vaticana para as Igrejas Orientais,
que todos
os anos convoca a coleta de Sexta-feira Santa a favor da
Terra
Santa.
5 - Papa
recebe participantes da ROACO
CNBB
Cidade do
Vaticano, 23/6/2005 - O Papa Bento XVI recebeu hoje, pela
manhã,
setenta pessoas que participam do encontro anual da Reunião
das Obras
para a Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO). O encontro tem
como
objetivo examinar a situação da Igreja greco-católica na Ucrânia
e a
formação dos sacerdotes, seminaristas e religiosos das igrejas
católicas
orientais.
Bento XVI
afirmou que diante do individualismo imperante "é muito
importante
que os cristãos ofereçam o testemunho de uma solidariedade
que
supere todas as fronteiras, para construir um mundo em que todos
se sintam
acolhidos e respeitados. Os que levam adiante esta missão
de modo
pessoal ou comunitário são promotores do amor autêntico, amor
que livra
o coração e leva a todas as partes aquela alegria que nada
pode
tirar, porque vem do Senhor".
O Papa
agradeceu a ajuda aos irmãos mais necessitados e "em
particular
aos esforços por fazer tangível a caridade que une os
cristãos
de tradição latina e os de tradição oriental. Intensificar
estes
vínculos é fazer um serviço preciosíssimo à Igreja universal".
O Papa
assinalou que a presença de quase quinhentos estudantes
orientais
das Igrejas Católicas "é uma oportunidade que tem de ser
valorizada",
cuidando "as instituições formativas nas mesmas igrejas
orientais"
.
6 - PAPA
PEDE RECONCILIAÇÃO NA TERRA SANTA
CIDADE DO
VATICANO, 23 JUN (ANSA) - O papa Bento XVI nutre a
esperança
de que "muito em breve chegue o dia da reconciliação entre
as
diversas comunidades que convivem na Terra Santa" e com tal motivo
pede para
os fiéis não pararem de "rezar com confiança".
Dessa
forma Joseph Ratzinger se expressou em um discurso aos
participantes
da Reunião das Obras em Ajuda às Igrejas Orientais
(Roaco),
que recebeu em audiência na sala Clementina do Vaticano.
"Queridos
membros do Roaco, Jerusalém e Terra Santa, para as quais
todos os
cristãos têm uma dívida inesquecível, gozam desde sempre de
vossa
louvável consideração", disse o Papa. "Alguns sinais positivos,
que nos
chegam nestes meses, fortalecem a esperança que não demore
para
chegar o dia da reconciliação entre as comunidades que convivem
na Terra
Santa e pelo qual oramos com confiança".(ANSA)
23/06/2005
7 - Bento
XVI vê "sinais positivos" para reconciliação em Terra Santa
VATICANO,
23 Jun. 05 (ACI ) .- O Papa Bento XVI assegurou hoje
que
"alguns sinais positivos" nos últimos meses permitem ver com
esperança
"o dia da reconciliação entre as diversas comunidades que
trabalham
em Terra Santa".
Depois de
destacar que "todos os cristãos têm uma dívida inesquecível
com
Jerusalém e Terra Santa", o Santo Padre afirmou que "alguns
sinais
positivos que nos chegam nestes últimos meses, fazem mais
sólida a
esperança em que não demorará para chegar o dia da
reconciliação
entre as diversas comunidades que trabalham em Terra
Santa".
Por esta
razão, disse o Papa durante o discurso aos 70 participantes
no
encontro anual da Reunião das Obras para a Ajuda às Igrejas
Orientais
(ROACO), "não cessamos de rezar com confiança por isso".
Nestes
dias, a ROACO examinou a situação da Igreja grego-católica em
Ucrânia e
a formação dos sacerdotes, seminaristas e religiosos das
Igrejas
católicas orientais.
Na sua
intervenção, Bento XVI afirmou que diante do individualismo
imperante
"é muito importante que os cristãos ofereçam o testemunho
de uma
solidariedade que supere todas as fronteiras, para construir
um mundo
no que todos se sintam acolhidos e respeitados".
O Santo
Padre agradeceu a ajuda que brinda a ROACO aos irmãos mais
necessitados
"e em particular os esforços por fazer tangível a
caridade
que une aos cristãos de tradição latina e aos de tradição
oriental.
Intensificar estes vínculos é fazer um serviço muito
precioso
à Igreja universal".
Ao
referir-se à Igreja grego-católica ucraniana,
cujo
"desenvolvimento contínuo, depois do triste inverno do regime
comunista,
é motivo de alegria e de esperança", disse: "Sustentem seu
caminho
eclesiástico e favoreçam tudo o que ajude à reconciliação e à
fraternidade
entre os cristãos da amada Ucrânia".
Igualmente,
o Pontífice sublinhou que a presença de quase 500
estudantes
orientais das Igrejas católicas "é uma oportunidade que
deve ser
valorizada", cuidando "as instituições formativas nas
próprias
Igrejas orientais".
"Junto
à ajuda material, deve-se incentivar a formação, que por uma
parte
aprofunde na genuína tradição local, tendo em conta o progresso
orgânico
das Igrejas orientais e por outra, que se complete a
atualização
desejada pelo Concílio Vaticano II", concluiu.
8 - Bento
XVI pede apoio à Igreja greco-católica na Ucrânia para
favorecer
a «reconciliação» e a fraternidade com os ortodoxos
CIDADE DO
VATICANO, quinta-feira, 23 de junho de 2005 (ZENIT.org ).-
Bento XVI
pediu esta quinta-feira ajuda aos católicos de rito
oriental
da Ucrânia, que saíram dos difíceis anos da perseguição
comunista,
para promover a reconciliação com os cristãos dessas
terras,
em sua maioria ortodoxos.
O Santo
Padre fez este chamado ao receber os participantes na
assembléia
geral da Reunião de Obras de Ajuda às Igrejas Orientais
(ROACO,
por suas siglas em italiano), comitê de agências de vários
países
que se comprometem a ajudar em todos os níveis os católicos
orientais.
Além da
Catholic Near East Welfare Association (com sede nos Estados
Unidos),
aprovada pelo Papa Pio XI em 1928, e da Missão Pontifícia
para
Palestina (Estados Unidos), criada em 1949, formam parte da
ROACO
agências que recolhem ajudas na Alemanha, França, Suíça, Países
Baixos e
Áustria.
«Nestes
dias, haveis examinado em particular a situação da Igreja
greco-católica
na Ucrânia», constatou o pontífice ao dirigir um
discurso
aos presentes, entre quem se encontrava o cardeal Ignace
Moussa
Daoud, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, e o
arcebispo
maior de Lvov, o cardeal Lubomyr Husar.
O bispo
de Roma reconheceu que o «desenvolvimento contínuo, após o
triste
inverno do regime comunista», da Igreja greco-católica é
um «motivo
de esperança, pois a antiga e nobre herança espiritual que
a
comunidade greco-católica custodia constitui um autêntico tesouro
para o
progresso de todo o povo ucraniano».
«Portanto,
digo-vos: apoiai seu caminho eclesial e favorecei tudo o
que ajuda
a reconciliação e a fraternidade entre os cristãos da
querida
Ucrânia», exortou.
«Desde os
inícios do anúncio cristão --recordou--, as comunidades
cristãs
necessitadas e pobres experimentaram formas de apoio por
parte das
mais afortunadas».
«Neste
momento, caracterizado com freqüência por impulsos para o
individualismo,
resulta ainda mais necessário que os cristãos
ofereçam
o testemunho de uma solidariedade que supere toda fronteira
para
construir um mundo dentro do qual todos se sintam acolhidos e
respeitados»,
sublinhou o sucessor de Pedro.
Deste
modo, seguiu dizendo, os cristãos se converterão em «difusores
de amor
autêntico», amor que liberta e que leva por toda parte essa
alegria
que "ninguém pode tirar", pois procede do Senhor».
O Papa
agradeceu em particular a ajuda que a ROACO oferece para a
formação
de sacerdotes, religiosos e seminaristas das Igrejas
católicas
do Oriente que estudam em Roma (cerca de quinhentos) e em
seus
países de origem.
9 -
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre editou em Portugal livro sobre
os
mártires e confessores da fé ucranianos
AIS
22/06/2005
A
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre editou recentemente um novo livro
sobre os
mártires e confessores da fé ucranianos, intitulado "Igreja
de
Mártires - Os novos santos da Ucrânia".
Neste
documento, coligido pela Universidade Católica Ucraniana, é
apresentada
a vida e os testemunhos de 17 mártires e confessores da
fé
ucranianos. Entre os quais encontra-se o testemunho do Metropolita
greco-católico
Josyf Slipj, que durante 18 anos foi mantido
prisioneiro
pelos soviéticos nos campos de trabalho (gulags) da
Sibéria.
"No
século XX, a Ucrânia não só enfrentou um curto reinado de terror
nazi,
como também sobressaiu como um dos países que carregou o peso
de uma
prolongada tentativa de erradicação da fé cristã pela espada",
escreve
no prefácio deste livro Marko Tomashek, responsável pelo
Departamento
de Projectos da Europa de Leste da Ajuda à Igreja que
Sofre
10 - O
último Papa em perfeita comunhão com Constantinopla
Revista
30 Dias - Maio de 2005
Perfil do
santo Papa cuja memória se celebra em 19 de abril, dia da
eleição
de Bento XVI
de
Lorenzo Cappelletti
Os meios
de comunicações chamaram a atenção para o fato de que a
eleição
do papa Bento XVI caiu no dia em que a Igreja celebra a
memória
do papa São Leão IX (cujo nome secular era Bruno, ou Brunone,
da
família alsaciana dos condes de Egisheim-Dagsburg). Alguns
lembraram
que se trata de um dos muitos papas de origem alemã da
época
medieval, mas não se foi além disso. De qualquer forma, esse
santo
papa, a princípio, não parecia evocar qualquer coisa que
merecesse
um aprofundamento, nem pelo nome nem pelo número ordinal
que o
acompanha. E o pouco de seu pontificado que alguns conhecem, ou
seja, o
fato de que Leão IX era o papa reinante no momento do cisma
com os
gregos, em julho de 1054, na realidade é "incrível, mas...
falso".
De fato, quando o cisma se realizou, Leão já havia morrido
meses
antes, em 19 de abril de 1054. A ele, portanto, nada pode ser
ligado.
Quem não
desconhece a história medieval não apenas sabe disso, mas
lembra
desse papa também muitas outras coisas interessantes que
gostamos
de considerar não casuais, e que realmente nos levam a
considerá-lo,
ao lado de São Bento, protetor do atual papa.
Antes de mais
nada, é preciso lembrar justamente sua devoção a São
Bento,
apesar de nunca ter sido beneditino; ao santo atribui sua cura
quando,
jovem, encontrava-se gravemente doente no castelo de sua
família.
É o episódio que inicia sua biografia: Vita Leonis IX (PL
143,
470-471).
Em
segundo lugar, é interessante notar que Brunone, aparentado com o
imperador
Henrique III e por ele designado ao trono pontifício, como
era
costume e, de certa forma, direito na época, "declarou ao
imperador
que só poderia aceitar o novo encargo se os romanos o
elegessem
seu bispo unanimemente", escrevia o jesuíta Friedrich
Kempf,
grande historiador da Igreja medieval (Storia della Chiesa,
dirigida
por H. Jedin, vol. IV, p. 460). Tanto que correu a Roma
vestido
humildemente de peregrino e, só depois de ser eleito pelo
clero e
pelo povo romano, em 2 de fevereiro de 1049, tomou posse da
Sé de
Pedro. "Leão não tinha como objetivo nenhuma reviravolta
constitucional,
mas tinha plena consciência da independência do
ordenamento
jurídico eclesiástico e, por isso, também de sua posição"
(id.,
ibid.).
Era tão
consciente dessa independência que acreditou ter de lutar em
primeiro
lugar contra a simonia, com afinal já fizera como bispo de
Toul. Mas
não o fez sozinho: "Atribuiu grande importância aos
cardeais,
e reuniu em torno de si um grupo de amigos e conselheiros"
(M.
Parisse, Leone IX, in: Dizionario storico del papato, dirigido
por Ph.
Levillain, vol. II, p. 854).
Do ponto
de vista dogmático, foi sua a condenação de erros acerca da
doutrina
eucarística. Interveio contra as teses de Bérenger de Tours
(para o
qual o pão e o vinho eucarístico eram apenas símbolo do Corpo
e do
Sangue do Senhor), afirmando que Cristo é, ou melhor, está
contido
no sacramento ou sob as espécies sacramentais. Mas a
intervenção
de Leão IX foi muito discreta. Estando a discussão
teológica
ainda aberta, "foram os teólogos que a levaram adiante,
enquanto
Roma se limitou a supervisionar seu andamento" (Storia della
Chiesa,
dirigida por H. Jedin, vol. IV, p. 605). Sem impulsividade e
intransigência,
enfrentou também o problema do clero concubinário
(cf. M.
Parisse, Leone IX, in: Dizionario storico del papato,
dirigido
por Ph. Levillain, vol. II, p. 853).
Mas
voltamos, enfim, ao cisma de 1054, do qual partimos: não apenas
não deve
ser imputado ao Papa, mas parece mesmo que a missão
diplomática
a que se deve sua abertura tenha sido enviada por ele a
Constantinopla
com finalidades amigáveis. "As relações entre Roma e o
Oriente
ainda eram amigáveis", escreve padre Justo Collantes, "embora
já se
estivesse trabalhando pela nefasta ruptura que se consumaria
após a
morte do Papa" (La fede della Chiesa cattolica, p. 918, nota
14).
Infelizmente, Leão nesse meio tempo se empenhara, com a
concordância
de Bizâncio e a ajuda de alemães e italianos, contra
aquele
bando de mercenários que eram os normandos do centro-sul da
Itália.
Eles o fizeram prisioneiro em junho de 1053 e não o soltaram
enquanto
não reconheceu seus domínios. Voltando a Roma em março de
1054,
morreu no dia 19 de abril seguinte. Que São Leão IX proteja e,
ao lado
do rebanho, reze pelo papa Bento XVI segundo o pedido
expresso
por este: "Rezai por mim, para que eu aprenda a amar cada
vez mais
o Seu rebanho - vós, a Santa Igreja, cada um de vós
individualmente
e todos vós juntos. Rezai por mim, para que eu não
fuja, por
receio, diante dos lobos. Rezai uns pelos outros, para que
o Senhor
nos carregue e nós aprendamos a carregar-nos uns aos
outros".
11- Padre
é indiciado por homicídio após crucifar religiosa
Da France
Presse 23/06/2005
BUCARESTE
(Romênia) - O padre Daniel Corogeanu e quatro freiras do
mosteiro
de Tanacu (noroeste da Romênia) foram indiciados pela morte
de uma
religiosa crucificada sob alegação de que "estava possuída
pelo
diabo". A informação partiu nesta quinta-feira do bispo de Husi
(norte),
Corneliu Barladeanu.
Os cinco
religiosos também foram excluídos da ordem monástica. "Por
causa dos
graves acontecimentos ocorridos no mosteiro de Santa
Trinidade
de Tanacu, o sacerdote Daniel Corogeanu foi excluído da
ordem",
afirmou o bispo em um comunicado. "As quatro freiras,
cúmplices
do assassinato, também foram expulsas", acrescentou.
Acusados
de seqüestro e homicídio, o padre Corogeanu e as quatro
religiosas
foram detidos na quarta-feira à noite por ordem da
promotoria
de Vaslui. A irmã Irina, de 23 anos, morreu no último dia
15 depois
de ter sido presa a uma cruz, amordaçada e privada de água
e
alimentos durante vários dias.
O padre
Corogeanu, de 29 anos, assegura que sua atitude foi correta
do ponto
de vista religioso e que cumpriu com sua missão "de lutar
contra o
diabo". As revelações sobre a morte de irmã Irina causaram
escândalo
e vivo debate na Romênia sobre as práticas medievais
toleradas
pela igreja ortodoxa.
12 -
Igreja Ortodoxa Russa em busca de aliados desde o Vaticano até
Nova
Iorque
Ria
Novosti 23/05/2005
GAZETA
A Igreja
Ortodoxa Russa (IOR) fez valer nestes últimos dias a sua
capacidade
de chegar a acordo com interlocutores "difíceis", como são
a Igreja
Ortodoxa Russa no Estrangeiro (IORE) e a Igreja Católica,
bem como
manter os contactos com uma das mais influentes uniões
interconfessionais
- o Conselho Mundial das Igrejas (CMI).
Nesta
semana foram publicados quatro documentos de conciliação, que
descrevem
em pormenor como são abordados os problemas na IOR e na
IORE.
Este evento coincidiu com a visita a Moscovo do cardeal Walter
Casper, o
principal interlocutor no diálogo entre a IOR e o Vaticano,
e duma
delegação do CMI. Ontem, o metropolita Kirill, responsável do
Patriarcado
de Moscovo pelos contactos religiosos externos, debateu
com o
emissário do Vaticano o problema do proselitismo católico na
Ucrânia e
na Federação Russa.
O
principal obstáculo à conciliação da IOR e da IORE depois de 80
anos da
separação é a posição em relação à declaração de 1927 do
Metropolita
Serguiy, em que este reconheceu o poder dos bolcheviques
no país e
a participação da Igreja Ortodoxa Russa em organizações
ecuménicas
internacionais. Nos documentos recentemente aprovados
refere-se
que a renúncia da Igreja à declaração de 1927 já é um facto
consumado
e, por conseguinte, "tal abre o caminho à plena comunhão
fraterna"
No que
concerne às relações ecuménicas da IOR, conforme o secretário
das
relações inter-ortodoxas do Patriarcado de Moscovo, arcipreste
Nikolai
Balachov, agora estão a ser determinados os limites e as
esferas
da cooperação desejada e justificada com os cristãos de
outras
confissões".
Na
opinião dos analistas, esta diplomacia reflecte a luta entre dois
grupos na
Igreja, que determina o pano de fundo da política interna
da
Igreja. "As vertentes católica e protestante da política da IOR e
as
relações com outras igrejas canónicas competem ao metropolita
Kirill -
comenta Maksim Chevtchenko, director do Centro de Pesquisas
Estratégicas
Religiosas e Políticas do Mundo Contemporâneo. -
As
"pazes" com a IORE não passam além duma acção publicitária, ao
passo que
as acções do Departamento de Contactos Religiosos Externos
constituem
a política real. A união com a IORE levará à inclusão no
bispado
dos adversários dos católicos e ecumenistas, que lutam pelo
poder nos
interesses de um grupo bastante reduzido. Mas o metropolita
Kirill
desenvolve as suas actividades nos interesses da Igreja e da
Rússia".
13 -
NÚNCIO DO VATICANO DENUNCIA FALTA DE LIBERDADE RELIGIOSA NA
TURQUIA
ANCARA,
23 JUN (ANSA) - O núncio do Vaticano na Turquia, o libanês
Edmond
Farhat, declarou à ANSA que "na Turquia, que se define uma
democracia
laica, a liberdade religiosa existe apenas no papel" já
que
"é sancionada na constituição, mas não é aplicada de fato".
"Existem
faltas na aplicação das leis para o exercício de outras
religiões,
processos que duram décadas, estranhos atrasos,
reticências
e resistências que levam a pensar em uma estratégia para
não
consentir aos cristãos a mesma liberdade que as religiões não-
cristãs
gozam na Europa", acrescentou o Monsenhor Farhat.
"Na
Turquia existe um medo do cristianismo institucional não muito
diferente
daquele existente em outros países muçulmanos", afirmou o
núncio
apostólico.
O núncio
também falou sobre a influência da União Européia no
processo
da liberdade religiosa na Turquia. "A UE está fazendo muito
pela
liberdade religiosa na Turquia. Mas não é suficiente, é preciso
colocar a
liberdade religiosa não como uma condição, mas como um
direito",
conclui Farhat.(ANSA)
23/06/2005
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