BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 47 - 21 de junho de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Assim como os romenos, eu fiquei chocado com a notícia da morte da
freira ortodoxa em um ritual de exorcismo (Notícias 10 a 14).
Segundo o porta-voz do Patriarcado da Igreja Ortodoxa Romena, o que
ocorreu foi um ato abominável e uma prática bárbara, que não tem
precedentes na história da vida monástica oriental. Não podemos
esquecer que existem pessoas desequilibradas em todas as Igrejas e
comunidades religiosas, capazes de atitudes violentas como esta.

Que Deus nos ilumine nestes tempos difíceis.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - Santa Sé envia emissário a Moscou para impulsionar diálogo com
ortodoxos

2 - Cardeal Kasper visita Moscou para promover o diálogo com a Igreja
ortodoxa

3 - Papa envia cardeal a Moscou em missão 'de reconhecimento'

4 - O presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade
dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, viajou nesta segunda-feira a
Moscou para dar continuidade ao difícil diálogo com o Patriarcado
Ortodoxo.

5 - Vaticano envia Cardeal Kasper a Moscovo

6 - Líder da Igreja Ortodoxa Russa não receberá enviado do Vaticano

7 - Patriarcado de Moscovo admite diálogo ecuménico

8 - A Igreja Ortodoxa Russa (IOR) comemorou na segunda-feira o Dia do
Espirito Santo

9 - PATRIARCADO GRECO-ORTODOXO DE JERUSALÉM REDUZ EX-PATRIARCA À
CONDIÇÃO DE MONGE

10 - Freira morre crucificada por padre na Romênia

11 - Freira morre crucificada em ritual de exorcismo na Romênia

12 - Morte de freira crucificada em rito de exorcismo choca romenos

13 - Fechado convento onde freira foi crucificada

14 - Padre que crucificou freira pode pegar até 20 anos

15 - Ucrânia: «Sul do país - memórias do início da Ajuda à Igreja que
Sofre»

16 - Israel: Crianças greco-católicas fogem da escola após ataques de
muçulmanos drusos

17 - TERRA SANTA: Novo Anuário da Igreja Católica da Terra Santa

18 - TURQUIA: A Pontifícia Universidade Antonianum e a Universidade
Mustafa Kemal na Turquia encontram-se no simpósio ecumênico "Paulo
Apóstolo entre Tarso e Antioquia: arqueologia, história e religião"

19 - Data da Criação da Primeira República da Armênia (28 de maio de
1918) também foi comemorada pela pequena comunidade armênia de Roma.

20 - Bispo Eparca Dom Jeremias Ferens participa de Peregrinação
Ecumênica ao Líbano, Síria e Jordânia


NOTÍCIAS

1 - Santa Sé envia emissário a Moscou para impulsionar diálogo com
ortodoxos

VATICANO, 20 Jun. 05 (ACI ) .- A Santa Sé informou que o Presidente
do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade dos cristãos,
Cardeal Walter Kasper, viajou hoje a Moscou para "continuar o diálogo
com o Patriarcado ortodoxo" Conforme anunciou o diretor da Sala de
Imprensa do Vaticano, Joaquin Navarro Valls, o Cardeal "estará em
Moscou entre os dias 20 e 23 de junho para continuar o diálogo com o
patriarcado ortodoxo, iniciado com motivo da solene inauguração do
Pontificado do Papa Bento XVI ".
Embora se desconheça o programa da viagem, alguns meios especulam
sobre a possibilidade de que se encontre com o patriarca ortodoxo
russo Alexei II, que sempre se opôs a uma eventual viagem de João
Paulo II à Rússia.
O gesto mais eloqüente da Igreja Católica por estreitar seus vínculos
com os ortodoxos ocorreu em agosto passado, quando o Cardeal Kasper
viajou a Moscou para entregar ao Alexei II, o ícone da Mãe de Deus de
Kazan, imagem extremamente venerada pelos ortodoxos russos, que João
Paulo II conservava.


2 - Cardeal Kasper visita Moscou para promover o diálogo com a Igreja
ortodoxa. Dando continuidade aos sinais positivos deste início de
pontificado

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 20 de junho de 2005 (ZENIT.org ).-
O cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção da Unidade dos Cristãos, encontra-se em Moscou para promover
o diálogo com a Igreja ortodoxa russa.

Trata-se de uma nova visita do purpurado alemão à capital russa,
depois que, ao final de agosto passado, levasse ao patriarca Alexis
II, em nome de João Paulo II, o ícone da Mãe de Deus de Kazan, imagem
sumamente venerada pelos ortodoxos russos.

Joaquín Navarro-Valls, porta-voz da Santa Sé, publicou esta segunda-
feira uma nota na qual explica que a visita do cardeal Kasper a
Moscou, que acontece entre 20 e 23 de junho, busca «dar
prosseguimento ao diálogo com o patriarcado ortodoxo empreendido por
ocasião da solene inauguração do pontificado do Papa Bento XVI.

Em 25 de maio, no Congresso Eucarístico Nacional Italiano, celebrado
em Bari, Kasper propôs aos cristãos do Oriente, em sua grande maioria
ortodoxos, participar em um sínodo da «reconciliação» com os cristãos
do Ocidente nessa mesma cidade do sul da Itália, onde se encontra o
túmulo de São Nicolau.

Em Bari, em 1098, aconteceu um histórico sínodo de bispos do Oriente
e Ocidente. «Por que não esperar que aqui, em Bari, mil anos depois
do sínodo de 1098, em 2098 (e por que não antes?), possamos celebrar
novamente um sínodo de bispos gregos e latinos, um sínodo de
reconciliação?», perguntou então o cardeal.

Escutou a proposta o delegado do patriarcado ortodoxo russo presente
naquele Congresso Eucarístico, o arcebispo Kirill de Jaroslavl e
Rostov.

A visita a Moscou foi um dos sonhos que João Paulo II não pôde
realizar em vida.


3 - Papa envia cardeal a Moscou em missão 'de reconhecimento'

Por Philip Pullella 20/06/05

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - A mais importante autoridade do
Vaticano a visitar a Rússia desde o início do pontificado do papa
Bento 16 deu início, na segunda-feira, em Moscou, a uma missão que
pretende avaliar se há espaço para uma melhora das relações com a
Igreja Ortodoxa Russa.
Em um anúncio inesperado, a Santa Sé anunciou que o cardeal Walter
Kasper, chefe do Conselho Pontificial para a Promoção da Unidade
Cristã e principal homem de Bento 16 para a área das relações entre
as fés cristãs, deve passar quatro dias na capital da Rússia.
Mas, de acordo com a agência de notícias russa Interfax, não está
previsto nenhum encontro entre ele e o patriarca Alexiy 2o., líder da
Igreja Ortodoxa Russa, cujas relações pessoais com o antecessor de
Bento 16 estavam abaladas nos últimos tempos.
Segundo o comunicado do Vaticano, Kasper, alemão como Bento 16, havia
viajado para dar "continuidade ao diálogo com o Patriarcado Ortodoxo
Russo", iniciado com a posse do atual papa.
A partida de Kasper para Moscou era a manobra mais recente da
ofensiva de Bento 16 para melhorar as relações da Igreja Católica com
outras religiões.
Segundo uma autoridade do Vaticano, a viagem de Kasper teria por
objetivo principal sentir o ambiente em Moscou.
Em vez de se reunir com o patriarca, Kasper falará com o metropolita
Kirill, chefe de relações exteriores do patriarcado de Moscou que
esteve presente no funeral de João Paulo 2o.
"Está proposto...(que ele) discutirá (com o Metropolita Kirill) as
perspectivas de cooperação entre as duas Igrejas e os problemas
existentes entre elas", disse a Interfax citando declaração do
representante ortodoxo Igor Vyzhanov.

CISMA

A Igreja Ortodoxa Russa, que se separou da Igreja Católica no Cisma
do Oriente em 1054, distanciou-se do papa João Paulo 2o., um polonês
que lutou contra a União Soviética e que tentou, em vão, visitar a
Rússia após a queda do comunismo ali.
"A missão de Kasper é cavar um pouquinho e manter seus ouvidos
abertos para ver se os obstáculos existentes no papado anterior podem
ser superados", disse o representante.
Depois do fim do regime soviético, segundo acusações dos ortodoxos
russos, católicos teriam usado o espaço aberto para atrair fiéis,
afastando-os da Igreja Ortodoxa.
O Vaticano nega as acusações de "roubo de almas" e as classifica de
infundadas.
Os ortodoxos, organizados sob várias Igrejas nacionais, são cerca de
220 milhões no mundo contra 1,1 bilhão de católicos romanos.
No mês passado, em declarações publicadas pelo jornal Kommersant,
Alexiy 2o. disse acreditar que Bento 16 tem as qualidades pessoais
necessárias para melhorar as relações com a Igreja Ortodoxa.
Desde o início de seu pontificado Bento 16 tem deixado claro que quer
fazer da união entre os cristãos uma marca registrada de seu período
no comando do catolicismo. Por várias vezes ele pediu a renovação do
diálogo com ortodoxos, protestantes e anglicanos.


4 - O presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade
dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, viajou nesta segunda-feira a
Moscou para dar continuidade ao difícil diálogo com o Patriarcado
Ortodoxo.

Agência EFE 20/06/05

O porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro Valls, confirmou hoje a
viagem do cardeal Kasper a Moscou, onde permanecerá até o dia 23 de
junho, "para dar continuidade ao diálogo com o Patriarcado Ortodoxo
iniciado na solene inauguração do pontificado de Bento XVI".

As relações da Santa Sé com os ortodoxos moscovitas foram complicadas
durante o papado de João Paulo II, já que o patriarca Alexei II
acusava a Igreja Católica Apostólica Romana de praticar o
proselitismo de maneira agressiva.

Neste contexto, Kasper sempre teve o papel de enviado para se
relacionar com os ortodoxos russos e já esteve várias vezes na
capital da Rússia.

No entanto, João Paulo II nunca conseguiu cumprir seu desejo de
visitar Moscou, e o presidente russo, Vladimir Putin, foi um dos
poucos chefes de Estado que não foi nem ao funeral desse papa nem ao
início solene do pontificado de Bento XVI.


5 - Vaticano envia Cardeal Kasper a Moscovo

Agência Ecclesia 20/06/2005

O Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
promoção da unidade dos Cristãos, encontra-se em Moscovo de hoje até
23 de Junho. A visita, segundo comunicado oficial do Vaticano,
pretende "continuar o diálogo com o Patriarcado Ortodoxo, iniciado
por ocasião da solene inauguração do pontificado do Papa Bento XVI".
No início deste mês, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal
Angelo Sodano, recebera o ministro russo dos Negócios Estrangeiros,
Sergei Lavrov, para uma troca de impressões sobre as relações
bilaterais entre a Santa Sé e a Rússia. O encontro permitiu
constatar "as cordiais relações e possibilidade de desenvolvimentos
posteriores".
Desde o início do pontificado, Bento XVI escolheu como sua primeira
missão "a reconstituição da unidade plena e visível de todos os
seguidores de Cristo".
O Patriarca Ortodoxo de Moscovo tem respondido com cordialidade às
tomadas de posição do novo Papa, algo que não acontecia com João
Paulo II: apesar de ter visitado centenas de países, João Paulo II
nunca se pôde deslocar à Rússia, por oposição da Igreja Ortodoxa.
O seu sucessor encontra um clima de tensão, criado após o
desaparecimento da União Soviética: Moscovo acusa os católicos de
proselitismo em terras tradicionalmente ortodoxas, particularmente a
Bielorússia e a Ucrânia. Em 2000, a situação agravou-se após a
criação de quatro dioceses católicas na Rússia. Uma comissão mista
foi criada em 2004, após uma visita do Cardeal Walter Kasper, mas
ainda não nenhum tipo de acordo sobre os diferendos entre as duas
Igrejas.

Octavio Carmo


6 - Líder da Igreja Ortodoxa Russa não receberá enviado do Vaticano

EFE 20/06/2005

Moscou, 20 jun (EFE).- A Igreja Ortodoxa Russa informou nesta segunda-
feira que o Patriarca russo Alexei II não receberá o cardeal Walter
Kasper, enviado a Moscou pelo papa Bento XVI para continuar o difícil
diálogo entre as duas igrejas.

Alexei II não prevê se reunir com o cardeal Kasper, presidente do
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, disse
Igor Vyzhanov, representante da Igreja Ortodoxa Russa para as
relações com outras igrejas cristãs.

Ao mesmo tempo, Vyzhanov disse que o cardeal Kasper se reunirá com o
metropolita (bispo) de Smolensk e Kaliningrado, Cirilo, chefe de
Relações Externas do Patriarcado de Moscou.

O metropolita Cirilo e o cardeal Kasper "estudarão as perspectivas
das relações e os problemas existentes entre as duas igrejas", disse
Vyzhanov a agência russa Interfax.

Outras fontes da Igreja Ortodoxa Russa afirmaram que "o programa da
visita do cardeal Kasper ainda está sendo feito" e, por enquanto,
além da reunião com Cirilo, oficialmente só está prevista a
celebração de uma missa na noite da terça-feira na Catedral da
Imaculada Conceição, em Moscou.

O porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro Valls, anunciou hoje que o
cardeal Kasper ficará em Moscou até 23 de junho, "para continuar o
diálogo com o Patriarcado Ortodoxo iniciado por ocasião da
inauguração solene do Pontificado de Bento XVI".

As relações da Santa Sé com os ortodoxos russos foram complicadas
durante o papado de João Paulo II, pois o patriarca Alexei II acusa a
Igreja Católica Romana de buscar novos fiéis de forma agressiva.

João Paulo II nunca conseguiu realizar o desejo de visitar Moscou. O
presidente russo, Vladimir Putin, foi um dos poucos chefes de Estado
que não foi ao funeral desse papa nem à abertura solene do
Pontificado de Bento XVI.

Neste contexto, a imprensa russa destacou que Kasper, que é
compatriota do novo papa, sempre teve "um papel fundamental no
diálogo entre as igrejas católica e ortodoxa russa" e já esteve
várias vezes na capital da Rússia em visitas pastorais.

A agência Interfax lembrou que a última visita de Kasper a Moscou foi
em fevereiro passado, quando se reuniu com o Patriarca russo, quem
manifestou seu descontentamento com a suposta "caça de almas" pela
Igreja Católica nos "territórios canônicos" da Igreja Ortodoxa Russa.

Ainda segundo a agência, naquela ocasião, Kasper disse a Alexei II
que o Vaticano não promove a conversão e a atividade de missionários
na Rússia, e se mostrou convencido de que o diálogo entre as duas
igrejas permitirá resolver os problemas. EFE


7 - Patriarcado de Moscovo admite diálogo ecuménico

Agência Ecclesia 21/06/05

O Patriarcado de Moscovo está a receber, nestes dias, o Cardeal
Walter Kasper e o pastor Samuel Kobia, respectivamente presidente do
Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos Cristãos e
secretário-geral do Conselho Ecuménico das Igrejas.
A visita de delegações católicas e protestantes revela alguma
abertura ao diálogo ecuménico, por parte da Igreja Ortodoxa na
Rússia, que hoje publicou um documento sobre o compromisso ecuménico.
O Patriarcado moscovita manifesta-se preocupando pelas derivações
laicistas que se registam "numa parte significativa do mundo
protestante" e recusa qualquer ideia de "sincretismo religioso" num
dos quatro documentos surgidos do Santo Sínodo, de Abril passado.
Nesse sentido, a Igreja Ortodoxa russa observa que foi
necessário "repensar a relação que tem com diversas confissões e
organizações inter-confessionais". O documento, contudo, manifesta
esperança de que seja encontrada "uma solução para o problema, num
futuro próximo".
Apesar de recusar aos ortodoxos a possibilidade de participar "em
serviços ecuménicos ou inter-confessionais", a tradicionalmente
fechada Igreja Ortodoxa russa admite "a possibilidade de colaboração
com os não-ortodoxos, por exemplo na ajuda aos marginalizados e na
defesa dos inocentes".
"O diálogo é necessário para superar preconceitos e corrigir falsas
opiniões", conclui o documento.
O Cardeal Walter Kasper, vai permanecer em Moscovo até 23 de Junho. A
visita, segundo comunicado oficial do Vaticano, pretende "continuar o
diálogo com o Patriarcado Ortodoxo, iniciado por ocasião da solene
inauguração do pontificado do Papa Bento XVI".


8 - A Igreja Ortodoxa Russa (IOR) comemorou na segunda-feira o Dia do
Espirito Santo

Voz da Rússia 21/06/05

A Igreja Ortodoxa Russa (IOR) comemorou na segunda-feira o Dia do
Espirito Santo. Segundo a antiga tradição cristã para os ortodoxos a
segunda-feira é o próximo dia depois do Dia da Trindade. De acordo
com o ensino ortodoxo Deus Pai criou o mundo, Deus Filho liberta as
pessoas da escravidão do diabo, e Deus Espirito Santo abençoa o mundo
através da Igreja na terra.


9 - PATRIARCADO GRECO-ORTODOXO DE JERUSALÉM REDUZ EX-PATRIARCA À
CONDIÇÃO DE MONGE

Jerusalém, 17 jun (Rádio Vaticano) - O Patriarcado Greco-ortodoxo de
Jerusalém anunciou hoje, a redução do ex-patriarca Irineu I à
condição de monge. O ex-patriarca se envolveu num escândalo ligado à
venda de bens da Igreja Greco-ortodoxa a colonos judeus.
Um tribunal eclesial, composto por 12 membros, tomou a decisão,
divulgada num documento do Patriarcado. No texto, o tribunal
precisa: "Esperamos que o ex-patriarca se beneficie da luz divina e
retorne ao caminho da sabedoria e do arrependimento."
Irineu I foi destituído do cargo no dia 7 de maio, acusado de ter
vendido, secretamente, imóveis da Igreja Greco-ortodoxa em Jerusalém,
a empresas ligadas a colonos israelenses. O fato gerou indignação,
não só no âmbito da Igreja Greco-ortodoxa, mas em toda a comunidade
palestina na Terra Santa. (WM)


10 - Freira morre crucificada por padre na Romênia

EFE 16 de junho de 2005

Bucareste - Uma freira ortodoxa romena de 23 anos morrreu após ser
crucificada por um sacerdote e outras quatro religiosas, que a
acusavam de estar possuída pelo demônio e tentavam realizar um
exorcismo, segundo a polícia. A vítima da crucificação foi Maricica
Cornici, que pertencia ao monastério Santa Trinidad, da localidade de
Tanacu (nordeste da Romênia).

A religiosa tinha sido amarrada com correntes a uma cruz e privada de
água e comida durante três dias. As autoridades explicaram que o
padre ortodoxo e as quatro freiras realizaram um exorcismo para
expulsar o suposto diabo do corpo da vítima.

A vítima permaneceu seqüestrada em um anexo do monastério, primeiro
com as mãos e as pernas atadas, depois acorrentada a uma cruz e
amordaçada, segundo uma porta-voz da polícia local. "Estava doente e
possuída. Realizamos missas para salvá-la. Do ponto de vista
religioso, o que fizemos era correto", disse o confessor do
monastério, identificado como Daniel.

O cadáver de Cornici foi encontrado após denúncias de várias freiras
do monastério, informou a polícia. O Patriarcado romeno não se
pronunciará sobre o caso até conhecer todos os detalhes do crime.


11 - Freira morre crucificada em ritual de exorcismo na Romênia

O padre Daniel não se arrepende do 'exorcismo'

BBC 18 de junho, 2005

Uma freira romena morreu depois de ter sido crucificada e amordaçada
durante três dias em um ritual de exorcismo.
Os moradores do convento no noroeste da Romênia justificaram o ritual
dizendo que Maricica Irina Cornici, de 23 anos, tinha sido "possuída
pelo demônio".

De acordo com a polícia romena, a freira não recebeu comida nem água
durante o tempo em que ficou acorrentada a sua cruz em uma sala fria
do convento.

Ela teria morrido de asfixia por causa de uma toalha enrolada em sua
boca para que não pudesse gritar.

Maricica tinha se juntado ao convento havia apenas três meses. Ela
conheceu o convento durante visita a uma amiga que morava lá.

Esquizofrenia

Segundo a agência de notícias romena Mediafax, a freira sofria de
esquizofrenia. Os sintomas da doença teriam levado os moradores do
convento a achar que ela estava sendo "possuída".

O padre Daniel, responsável pelo "exorcismo", defende a decisão de
crucificar a freira, apesar das conseqüências.

"Deus produziu um milagre para ela. Finalmente, está livre do mal",
disse o padre à agência de notícias France Presse.

O padre Daniel e quatro freiras da Igreja Ortodoxa Romena podem ser
condenados a 20 anos de prisão pelo crime.


12 - Morte de freira crucificada em rito de exorcismo choca romenos

EFE 21/06/05

Por Alida Valea Bucareste, 21 jun (EFE).- A religiosa Maricica Irina
Cornici, que morreu num ritual de exorcismo levado a cabo por um
padre e quatro freiras num convento cristão ortodoxo, foi enterrada
nesta segunda-feira em sua cidade natal de Perieni (Romênia),
enquanto a Justiça abriu uma investigação sobre o caso que assustou
os romenos.

A jovem de 23 anos, que viveu num orfanato e no claustro do
monastério, morreu amordaçada e amarrada com correntes a uma cruz de
madeira. Antes, ela passou seis dias sem água e sem comida no
monastério Santa Trinidad, em Tanacu, no nordeste do país.

Irina foi seqüestrada no dia 10 de junho pelo padre Daniel Corogeanu,
de 29 anos, e quatro freiras. Segundo a Procuradoria, ela teve suas
mãos e pernas amarradas, e uma toalha foi colocada em sua boca.

Os médicos comprovaram que a freira morreu no dia 15 de junho,
enquanto a porta-voz da polícia, Mihaela Staub, declarou pouco depois
que "a morte da vítima foi causada por uma violência física muito
grave".

Segundo Corogeanu, Irina estava possuída por demônios e maus
espíritos, era violenta, espumava e rejeitava a água benta e, por
isso, teve que ser imobilizada.

Em entrevista publicada pelo jornal Evenimentul Zilei de ontem, o
sacerdote garantiu que toda a comunidade religiosa de Santa Trinidad
decidiu não apelar aos médicos e tentar curá-la com orações.

"Os demônios não podem ser curados com pílulas", disse Corogeanu, que
afirmou que toda a comunidade concordava que "se tratava do diabo e
não de um distúrbio psíquico". Segundo ele, isso era percebido pelos
seus gestos e palavras que Irina gritava e que mostravam a presença
demoníaca.

O sacerdote desmentiu a crucificação da freira e garantiu que para
imobilizar as mãos dela foi usada apenas uma tábua transversal.

Ele disse ainda que Irina foi amordaçada porque insultou a igreja
durante a missa celebrada para sua salvação.

"Choramos por ela, ninguém quis matá-la", declarou. De acordo com
Corogeanu, depois que a freira se acalmou, seus membros foram
desamarrados, ela recebeu chá e pão e, então, desmaiou e sofreu um
infarto.

As freiras e o sacerdote bateram e quase rasgaram o hábito do vigário
de Husi, Corneliu Barladeanu, que chegou no último domingo ao
monastério para suspender e proibir Corogeanu de celebrar missas até
que a Procuradoria concluísse as investigações.

Os policiais que foram proteger Barladeanu também tiveram que
enfrentar a agressividade das religiosas que defendiam seu sacerdote
e confessor.

Segundo médicos legistas, a morte da jovem foi provocada por uma
insuficiência aguda cardio-respiratória, por asfixia mecânica, outros
traumas e desidratação, associados a um ataque de esquizofrenia.

"É um ato abominável e uma prática bárbara", disse à imprensa o porta-
voz do Patriarcado da Igreja Ortodoxa Romena, Costel Stoica.

Para ele, a morte de Irina não tem "precedentes na história da vida
monástica oriental".

Stoica explicou que o exorcismo na prática religiosa ortodoxa é de
fato a "oração de São Basílio, o Grande", lida a pedido da pessoa que
solicita a ajuda de Deus contra o diabo na igreja ou na casa do
crente.

"O exorcismo é praticado em ampla escala nas igrejas da Romênia",
disse em declarações à imprensa Razvan Codrescu, redator chefe do
jornal Lumea Credintei (Mundo da fé).

Após a queda do comunismo, restou no país apenas uma centena de
conventos. Mas segundo destacou Codrescu, a vida monástica renasceu
na Romênia e o número dos monastérios e ermidas já passa dos 500
atualmente.

Vários jovens de ambos os sexos vestem o hábito desde muito cedo na
Romênia, motivados não só pela vocação religiosa, mas também pela
falta do trabalho e pelas dificuldades materiais. EFE


13 - Fechado convento onde freira foi crucificada

Da Agência Estado 21/06/2005

Um convento onde uma freira romena foi crucificada durante um ritual
de exorcismo foi definitivamente fechado, disse hoje o bispo ortodoxo
Corneliu Barladeanu. O bispo da província de Vaslui afirmou que o
monge que administrava o convento, Daniel Petru Corogeanu, foi
suspenso das ordens e não pode mais realizar serviços religiosos. Ele
também foi excluído da vida monástica. "O convento está fechado e não
será reaberto", decretou. A freira de 23 anos, Maricica Irina
Cornici, morreu na semana passada ao ser submetida a um ritual de
exorcismo, quando foi acorrentada a uma cruz, teve uma toalha socada
em sua boca e foi deixada sem água e comida por três dias


14 - Padre que crucificou freira pode pegar até 20 anos

Reuters 20 de junho de 2005

Um padre ortodoxo romeno e quatro freiras podem pegar até 20 anos de
prisão se foram considerados culpados de matar uma freira por
crucificação, durante um ritual de exorcismo, disse um promotor na
segunda-feira.
Maricica Irina Cornici, 23 anos, morreu na semana passada depois de
passar três dias amarrada a uma cruz, sem receber água nem comida, no
porão de uma igreja na cidade de Vaslui, no nordeste da Romênia,
enquanto os religiosos rezavam para expulsar os maus espíritos do seu
corpo.
"Lançamos um inquérito criminal contra o padre e as quatro freiras
sob acusação de privação de liberdade seguida da morte da vítima",
disse o promotor Ovidiu Berinde à Reuters.
Berinde afirmou que o padre, Daniel Corogeanu, e quatro freiras que o
ajudaram no ritual podem pegar de 15 a 20 anos de prisão se for
provada sua culpa.
A mídia romena disse que a vítima sofria de esquizofrenia e que seu
comportamento havia convencido as freiras de que estava possuída pelo
demônio.
Corogeanu negou qualquer crime, dizendo que a morte de Cornici era a
vontade de Deus.


15 - Ucrânia: «Sul do país - memórias do início da Ajuda à Igreja que
Sofre»

Fundação AIS 17/06/05

«Senti que estava diante duma situação idêntica à do Padre
Werenfried, depois da Segunda Guerra Mundial, quando ele conheceu
católicos alemães que tinham sido expulsos e deslocados, vivendo sem
assistência pastoral e em circunstâncias muito pobres» afirmou Marko
Tomashek, Chefe do Departamento de Projectos da Europa de Leste, após
a sua primeira visita no terreno às regiões de Odesa, Mykolayiv e
Kherson, no sul da Ucrânia.
«Percorremos cerca de dois mil quilómetros de carro, numa viagem de 7
dias, visitando cerca de 5 paróquias tanto greco-católicas como
latinas. Em 1951, a região "sovietizada" tornou-se involuntariamente
lugar de exílio das populações de 55 aldeias da região católica do
Leste da Ucrânia, que Estaline tinha desenraizado com o objectivo de
destruir a fé do povo. Para além disso, foram deportados para a
Sibéria milhares de ucranianos e polacos.
Após a morte de Estaline, muitas destas pessoas decidiram regressar a
casa, mas não lhes foi permitido voltar às suas regiões de origem e,
assim, optaram por ir para o sul da Ucrânia. Todos estes católicos e
respectivas famílias esperaram mais de 50 anos para que a Igreja "se
lembrasse" deles e lhes desse a sua assistência pastoral.»
Questionado sobre a situação actual, Tomashek acrescentou: «A Igreja
está a chegar na hora certa para impedir que os últimos destes
deportados católicos fiquem presos nas garras das seitas neo-
protestantes. Desde a queda da União Soviética em 1991 que estes
grupos têm feito incursões significativas na região, aproveitando-se
do vazio espiritual produzido por setenta anos de regime comunista.
Os católicos que mantiveram a fé, apesar das adversidades, têm
necessidade urgente de apoio exterior e merecem-no verdadeiramente.»


16 - Israel: Crianças greco-católicas fogem da escola após ataques de
muçulmanos drusos

Fundação AIS 20/06/05

A comunidade greco-católica de Mughar acusa os professores da escola
pública de terem pactuado com um grupo de adolescentes drusos que
terão atacado um jovem cristão com armas brancas. Apesar de não se
terem registado ferimentos graves, os estudantes cristãos abandonaram
a escola, temendo pela sua segurança.
Os jovens acusam agora os professores de nada terem feito para parar
a violência e garantem ter sido intimidados e ridicularizados pelos
próprios docentes. "Quando é que nos vamos livrar de vocês?", terá
afirmado um dos professores, segundo os relatos de uma estudante
cristã entrevistada pela Ajuda à Igreja que Sofre.
"Depois de tudo o que sofremos, eu não irei voltar à escola mesmo que
fique sem aulas. Ninguém se preocupa com a situação, nem os
professores nem o Ministério da Educação", lamentou a jovem.
Segundo os cristãos de Mughar, as autoridades locais proibiram os
estudantes cristãos de frequentar escolas públicas fora da
localidade. Em resultado, as crianças são forçadas a ingressar em
escolas privadas, que são muito impopulares na região.
Em Fevereiro, a violência entre as comunidades drusa e greco-católica
em Mughar atingiu o seu auge quando grupos de drusos armados de
cocktails-molotov incendiaram 70 casas e 150 carros, propriedade de
cristãos. A Igreja de São Jorge (que serve as comunidades greco-
católica e melquita) foi também apedrejada e na sequência dos
tumultos 4 mil cristãos tiveram de se refugiar nas povoações vizinhas.
Na região cerca de 35% da população é muçulmana e os cristãos
representam cerca de 15%, a maioria dos quais é melquita.


17 - TERRA SANTA: Novo Anuário da Igreja Católica da Terra Santa

Jerusalém (Agência Fides) - É uma ferramenta útil para se conhecer
com detalhes o vulto e a presença da Igreja da Terra Santa: foi
publicado recentemente pela Delegação Apostólica da Santa Sé em
Jerusalém, o novo "Anuário da Igreja Católica da Terra Santa", pela
primeira vez também em inglês.
O texto fornece todas as informações e contatos necessários sobre as
10 dioceses católicas presentes na Terra Santa, sobre o Patriarcado
Latino, sobre as cinco Igrejas de ritos orientais e oferece uma lista
de bispos, dioceses, paróquias e escolas.
O Anuário apresenta uma lista completa de todas as ordens religiosas,
congregações e movimentos e, ainda, dos institutos e suas respectivas
atividades, como escolas especializadas em crianças deficientes,
serviços sociais e médicos. Além disso, contém uma relação das
organizações humanitárias e de solidariedade, dos principais
santuários e das outras instituições geridas pela Igreja. Uma seção
especial é dedicada à Custódia Franciscana da Terra Santa, que
abrange os lugares santos e outras instituições ligadas aos frades
menores.
Para quem está interessado na atividade da Igreja Católica em
Jerusalém, na Cisjordânia, em Israel, na Jordânia e em Chipre, o
texto representa uma ferramenta indispensável de diálogo, comunicação
e colaboração entre a realidade da Igreja local e as diversas
comunidades religiosas presentes na Terra Santa. (PA) (Agência Fides
20/6/2005)


18 - TURQUIA: A Pontifícia Universidade Antonianum e a Universidade
Mustafa Kemal na Turquia encontram-se no simpósio ecumênico "Paulo
Apóstolo entre Tarso e Antioquia: arqueologia, história e religião"

Antioquia (Agência Fides) - É uma oportunidade para estreitar e
reforçar relacionamentos ecumênicos e inter-religiosos, o grande
simpósio que ocorre todo ano na Turquia, dedicado ao Apóstolo Paulo e
promovido por entidades católicas, universidades pontifícias
italianas e turcas, com o patrocínio das autoridades civis da
Turquia. O simpósio que, todos os anos, aborda alguns aspectos do
carisma do Apostólo das pessoas, acontecerá este ano em Tarso e na
Antioquia entre 26 e 28 de junho, tem como título "Paulo Apóstolo
entre Tarso e Antioquia: arqueologia, história e religião" e terá a
participação de estudantes, estudiosos e líderes religiosos da Itália
e da Turquia.
Em sua nona edição, a reunião é fruto de uma profícua colaboração
entre o Instituto Franciscano de Espiritualidade da Pontifícia
Universidade Antonianum e a Universidade Mustafa Kemal na Turquia e é
patrocinado também pela Associação cultural Eteria e pela Província
religiosa dos Padres Capuchinos da Emília Romana.
A primeira parte do simpósio ocorrerá em Tarso e, após as saudações
das autoridades civis e religiosas - entre as quais o Núncio
Apostólico na Turquia, Dom Edmond Farhat - virão os acadêmicos da
Universidade de Ancara e da Universidade de Galatasaray em Istambul.
Na segunda parte, estão previstas as participações de estudiosos das
Universidades de Bolonha e Chieti, do Instituto de teologia Ecumênica
de Bari e do Pontificio Ateneu Augustinianum. Para estreitar mais
ainda esta forte ligação ecumênica, participam o Vigário Apostólico
da Anatólia, Dom Luigi Padovese e da Arquidiocese Metropolitana Greco-
ortodoxa de Alepo, Dom Paul Yazigi. (PA) (Agência Fides 20/6/2005)


19 - Data da Criação da Primeira República da Armênia (28 de maio de
1918) também foi comemorada pela pequena comunidade armênia de Roma.

Informativo Armênia - Junho de 2005

ITÁLIA - Mesmo atrasada, a notícia é de interesse: a data da criação
da Primeira República da Armênia (28 de maio de 1918) foi também
comemorada pela pequena comunidade armênia de Roma. Uma cerimônia
religiosa teve lugar na Igreja Católica Armênia, oficiada por
sacerdotes ligados ao Seminário Armênio Levonian e com a participação
musical das freiras da ordem armênia de N. S. da Imaculada Conceição.
Seguiu-se uma recepção e um programa cívico-cultural. Entre os
presentes, havia membros do corpo diplomático armênio na "cidade
eterna".


20 - Bispo Eparca Dom Jeremias Ferens participa de Peregrinação
Ecumênica ao Líbano, Síria e Jordânia

www.ecclesia.com.br 21/06/2005

Dos dias 16 a 28 de Maio de 2005, Dom Jeremias /FERENS/ - Eparca da
Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana na América do Sul participou
da peregrinação ecumênica aoo Líbano, Síria e Jordânia. Participaram
desta viagem, 302 peregrinos, sendo: 02 Bispos Católicos Romanos da
Índia, 01 Bispo Católico Romano do Brasil, 01 Bispo Greco-Melquita da
Venezuela, 01 Bispo Anglicano da Venezuela e Dom Jeremias /FERENS/
Bispo Eparca da Igreja Ortodoxa Ucraniana na América do Sul, 28
sacerdotes e 266 peregrinos católicos, ortodoxos e anglicanos
provenientes do Brasil, Argentina, Venezuela, Porto Rico, Colômbia,
México, Espanha, Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda, Irlanda, Ucrânia,
Rússia, República Tcheca, Índia, África do Sul, Austrália, Dinamarca,
Japão, Polônia, Israel, Grécia, Estados Unidos e Canadá.

Líbano: Visitamos o Patriarcado Maronita onde fomos recebidos pelo
Patriarca Sfeir. Visitamos a Basílica Maronita de Harissa na qual os
bispos católicos e o clero latino celebraram a Missa Latina.
Visitamos o Vicariato Ortodoxo Armênio. Fomos acolhidos pelo
Presidente do Líbano em seu palácio presidencial.
Visitamos Sidon e Maghdouche, Colina Nossa Senhora de Mantara aonde
Dom George Kahhale da Venezuela celebrou a Liturgia Eucarística Greco-
Melquita.

Síria: Visitamos Palmyra aonde Dom Jeremias com clero ortodoxo grego
oficiou a Liturgia Eucarística. Em Damasco visitamos a segunda maior
mesquita do mundo, a Igreja Memorial da Prisão do Apóstolo São Paulo,
a casa de São Ananias, o Patriarcado Greco Católico Melquita e a
Catedral Santa Mãe de Deus, na qual Dom George Kahhale com o clero
melquita oficiou a Liturgia Eucarística. Em Maloulla visitamos o
Convento São Sérgio de Bucos aonde os Bispos da Índia com o clero
católico romano celebraram a Missa Latina. Em Bosra visitamos a
Igreja e Abadia da Visão de São Paulo.

Jordânia: Em Amã todos os peregrinos foram saudados pela Delegação do
Rei da Jordânia. Visitamos Betânia, Monte Elias, Mar Morto, Petra,
Monte Nebo e Umm Ar-Rassas. Em Petra os bispos católico-romanos com
seu clero celebraram a Missa Latina. No dia de Corpus Christi Dom
Jeremias com o clero ortodoxo oficiou a Liturgia Eucarística no Monte
Nebo. Também em Betânia às margens do Rio Jordão na Igreja Epifania
do Senhor, Dom Jeremias com o clero ortodoxo oficiou a Liturgia
Eucarística para os peregrinos e visitantes de Jerusalém e Nazareth.
Na Catedral Anglicana de Umm Ar-Rassas Dom Orlando com o clero
anglicano oficiou a Liturgia Anglicana.
Tudo o que vimos e vivenciamos nesta abençoada peregrinação fez com
que o espírito da unidade na diversidade de culturas e tradições
reinasse entre nós. Todos retornaram para as suas casas coroados de
Bênçãos Espirituais e animados com o espírito de unidade para que
todos sejam Um para que possamos saciar nossa fome e sede espiritual,
comungando do mesmo Pão-Corpo e do mesmo Cálice-Sangue de Jesus, a
Verdadeira Fonte da Vida Cristã!

Dom Jeremias /FERENS/
Bispo Eparca da Igreja Ortodoxa Ucraniana na América do Sul
Patriarcado Ecumênico


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