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BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 46 - 17 de junho de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Assim como o Patriarca de Moscou, que acolheu de uma forma bastante
positiva as recentes declarações do papa Bento XVI sobre a unidade
cristã (notícia nº4), espero uma melhoria nas relações entre as
Igrejas do Oriente e do Ocidente. Espero também que importantes
gestos concretos possam favorecer a caminhada rumo à plena comunhão
entre os cristãos.

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - O túmulo de São Nicolau relança a unidade entre cristãos latinos
e do Oriente

2 - Bento XVI assegura seu «compromisso prioritário» ecumênico ao
Conselho Mundial das Igrejas

3 - Sérvia e Montenegro: Igreja Greco-Católica começa do zero

4 - Patriarca Russo espera uma melhoria nas relações entre as Igrejas
do Oriente e do Ocidente

5 - RUSSIA: PUTIN CONFIRMA PACTO COM IGREJA ORTODOXA

6 - FESTA NO KREMLIN PELOS 15 ANOS DA ELEIÇÃO DE ALEKSEJ II AO
PATRIARCADO DE MOSCOU

7 - IGREJA ORTODOXA SÉRVIA CONDENA RESPONSÁVEIS POR MASSACRE DE
MUÇULMANOS EM SREBRENICA

8 - Ucrânia incluirá moral e fé no currículo do ensino público

9 - TERRA SANTA: Retorna "Vox", a voz da solidariedade na Terra Santa

10 - Cinqüenta anos das Irmãzinhas de Jesus no Iraque

11 - Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em Curitiba - PR


NOTÍCIAS INTERNACIONAIS


1 - O túmulo de São Nicolau relança a unidade entre cristãos latinos
e do Oriente.
A cidade italiana de Bari, novamente cenário de gestos concretos pelo
ecumenismo

BARI, quinta-feira, 16 de junho de 2005 (ZENIT.org ).- Uma
oportunidade para intensificar os vínculos de amizade e de
colaboração entre os católicos latinos e os católicos do Oriente
representa a peregrinação que realizaram no sábado passado
hierárquicos das Igrejas orientais católicas ao túmulo de São
Nicolau, em Bari (Itália).

Assim considera a «Comunidade de Jesus», que desde há «tempos se
empenha em dar a conhecer os greco-católicos e em promover sua
participação no diálogo ecumênico».

Sua Beatitude o cardeal Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lvov dos
Ucranianos --à frente da Igreja greco-católica na Ucrâânia--, liderou
a delegação de bispos orientais do Ucrânia, Eslováquia, Grécia,
Servia e Montenegro, Bulgária, Romênia e Itália que peregrinou ao
túmulo de São Nicolau, em Bari, diocese com vocação ecumênica de
ponte com o Oriente e que custodia as relíquias deste santo, muito
conhecido e venerado pelos irmãos do Oriente.

Os peregrinos foram acolhidos pelo reitor da Basílica de São Nicolau,
o padre Giovanni Matera OP, e pelo presidente da «Comunidade de
Jesus», Matteo Calisi, que explicaram as respectivas iniciativas
ecumênicas orientadas à reconciliação dos cristãos.

«Este singular evento assume um valor histórico para a Igreja em Bari
a poucos dias da conclusão do Congresso Eucarístico Nacional, no qual
o Santo Padre Bento XVI afirmou sua vontade de assumir como
compromisso fundamental trabalhar com todas as energias na construção
da plena e visível unidade de todos os seguidores de Cristo e que não
bastam as manifestações de bons sentimentos, mas que são necessários
gestos concretos», expressa a Comunidade em um comunicado enviado a
Zenit.

«A peregrinação a Bari dos hierárquicos das Igrejas Orientais
católicas será, portanto, uma oportunidade para intensificar os
vínculos de amizade e de colaboração entre os católicos latinos e os
católicos do Oriente», acrescenta.

Em uma coletiva de imprensa, o cardeal Husar recordou que «São
Nicolau é o santo da bondade e a bondade conduz à unidade, por isso
os bispos orientais de toda Europa vieram rogar ao túmulo do santo
taumaturgo a graça do Senhor deste precioso dom».

Em seguida celebrou-se a Divina Liturgia no Túmulo de São Nicolau,
com a participação da Comunidade greco-católica ucraniana de Bari e
a «Comunidade de Jesus».

A etapa de Bari foi a última do encontro (6 a 11 de junho) de Igrejas
orientais católicas de rito bizantino que, sobre o tema «As raízes
cristãs da Europa. Peregrinação às fontes», desenvolveu-se em Roma,
Grottaferrata, Montecassino e Amalfi previamente.

A iniciativa se propôs como uma ocasião de oração e de reflexão em
lugares emblemáticos do monaquismo e da espiritualidade ocidental e
oriental, nos anos da ampliação ao leste da Europa e com uma
finalidade de integração não só econômica e social, mas também humana
e espiritual dos europeus orientais.

Em duas fases se desenvolveu este evento: com encontros e
intervenções de aprofundamento, e com a peregrinação aos mencionados
lugares, significativos da cristandade.

Fazendo balanço do encontro, o bispo Paul Patrick Chomnycky, que
assiste os greco-católicos ucranianos em Londres, sublinhou que a
reunião foi a primeira em Roma de todo o mundo católico oriental
relançando «o ideal ecumênico» e o «vínculo com a Igreja universal», -
-cita «Avvenire»--, um vínculo afiançado «também graças aos numerosos
momentos de oração e de visita aos lugares santos do catolicismo».

Para o prelado, o encontro na audiência geral de quarta-feira --da
semana passada-- com Bento XVI «foi um encontro com a Igreja
universal, e regressamos confortados sobre a bondade do compromisso
ecumênico».

«O papel dos bispos orientais na Europa é o de contribuir ao
diálogo», afirmou por sua parte o arcebispo Gyorgy-Miklos Jakubínyi,
administrador apostólico para os armênios na Romênia.

«Devemos continuar o caminho do diálogo empreendido por João Paulo II
durante suas viagens ao exterior --acrescentou--, dando continuidade
ao grito "Unitati, unitati", isto é, "unidade, unidade', lançado
pelos fiéis durante a Eucaristia que concluiu a viagem do Papa no
parque Podul Izvor de Bucareste em 1999».

O prelado sublinhou que o encontro destes dias teve uma grande
importância, tanto pelas reflexões, que evidenciaram as raízes comuns
da fé, como pelos numerosos momentos litúrgicos que se celebraram nos
lugares visitados. «A liturgia nos faz sentir a plena e profunda
unidade dentro da mesma Igreja católica», precisou.

Há mais de duas décadas a «Comunidade de Jesus» («Comunità di Gesù) --
uma comunidade carismática católica surgida em Bari por iniciativa de
um grupo de leigos-- trabalha promovendo diversas iniciativas pela
reconciliação dos cristãos.

Esta recente peregrinação de prelados orientais a Bari faz parte do
itinerário espiritual de preparação do próximo «Kairós 2005: V
Encontro Internacional para a Paz entre as Nações», que promove a
Comunidade na cidade italiana (21-23 de outubro) sobre o tema «A luz
que vem do Oriente» (Orientale Lúmen).

Mais informações em www.comunitadigesu.org


2 - Bento XVI assegura seu «compromisso prioritário» ecumênico ao
Conselho Mundial das Igrejas.
Ao receber o secretário-geral do organismo ecumênico, o reverendo
Samuel Kobia

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 16 de junho de 2005 (ZENIT.org ).-
Bento XVI afirmou esta quinta-feira a uma representação do Conselho
Mundial das Igrejas (CMI) que a busca da unidade entre os cristãos é
um de seus compromissos prioritários.

O pontífice recebeu no Vaticano o reverendo Samuel Kobia, secretário
do Conselho Mundial das Igrejas, e o séqüito que o acompanhava em sua
primeira visita ao Vaticano depois que assumiu este cargo em janeiro
de 2004.

Formavam parte da delegação ecumênica o bispo Eberhardt Renz, da
Igreja Evangélica da Alemanha, presidente do CMI, e o arcebispo
Makarios, do Quênia, e Irinoupolis, do patriacado ortodoxo grego da
Alexandria e toda a África, membro do Comitê Central do CMI, assim
como a esposa do reverendo Kobia, Ruth.

Em seu discurso de boas-vindas, pronunciado em inglês, o Papa
recordou que «nos primeiros dias de meu pontificado assinalei que meu
compromisso prioritário é trabalhar sem economizar energias na
reconstrução da unidade plena e visível de todos os seguidores de
Cristo».

«Isto exige, além de boas intenções, gestos concretos que penetrem
nos espíritos e sacudam as consciências, impulsionando cada um à
conversão interior, que é fundamento de todo progresso no caminho do
ecumenismo», declarou.

Neste sentido, como fazia João Paulo II, seu sucessor propôs viver já
desde agora o «ecumenismo espiritual», ou seja, «crer em Cristo
significa querer a unidade --explicou--: querer a unidade significa
querer a Igreja; querer a Igreja significa querer a comunhão de graça
que corresponde ao desígnio do Pai desde toda a eternidade».

Bento XVI ratificou que «o compromisso da Igreja católica por buscar
a unidade entre os cristãos é irreversível» e assegurou «que anseia
continuar a cooperação com o Conselho Mundial das Igrejas».

Formam parte do Conselho Mundial de Igrejas 347 igrejas, procedentes
de mais de 120 países de todos os continentes e da maior parte das
tradições cristãs.

A Igreja católica não é uma igreja membro, mas mantém relações de
cooperação com o CMI, que se constituiu oficialmente em 1948 em
Amsterdã (Países Baixos).

As relações entre a Igreja católica e o Conselho Mundial, que
começaram com o Concílio Vaticano II, levaram em 1965 ao
estabelecimento do Grupo de Trabalho Conjunto, como um meio de
contato e cooperação.

Como o próprio Papa constatou, « no próximo mês de novembro se
celebrará uma consulta importante sobre o futuro do grupo por ocasião
do quadragésimo aniversário de sua fundação».

«Espero e rezo para que seu objetivo e metodologia de trabalho se
definam cada vez melhor, em benefício de uma compreensão, cooperação
e progresso ecumênico mais eficazes», assegurou o sucessor de Pedro.

O reverendo Kobia, nascido em 1947, em Miathene, Meru (Quênia), é
ministro ordenado na Igreja metodista desse país.


3 - Sérvia e Montenegro: Igreja Greco-Católica começa do zero
AIS Notícias 15/06/05

Segundo Monsenhor Djura Dzudzar, Exarca de Sérvia e Montenegro, com
sede em Ruski Krstur, a Igreja Greco-Católica do país está a começar
do zero. «A nossa primeira prioridade é erguer as estruturas da
Igreja,» afirmou o Prelado durante uma recente visita à Ajuda à
Igreja que Sofre, cuja jurisdição foi criada em 2003.
«Actualmente há vinte sacerdotes ao serviço de cerca de 23 mil greco-
católicos na Sérvia e Montenegro. Os nossos fiéis vivem em cerca de
vinte paróquias, principalmente na região de Vojvodina, no norte do
país. Os seus pastores dependem totalmente da generosidade dos
paroquianos,» acrescentou o Bispo.
Questionado acerca das vocações, Monsenhor Djura Dzudzar
disse: «Neste momento há três candidatos em preparação para o
sacerdócio em Zagreb e seis em Roma. Mas, certamente, precisamos de
mais sacerdotes para melhorar o nosso trabalho pastoral.
Infelizmente, entre os nossos jovens há uma tendência para a
emigração devido à falta de condições económicas na região.»
Relativamente às relações ecuménicas e entre a Igreja e o Estado
acrescentou: «Estamos sempre abertos ao diálogo com os Ortodoxos e as
autoridades civis compreendem o papel da Igreja na vida dos fiéis».


4 - Patriarca Russo espera uma melhoria nas relações entre as Igrejas
do Oriente e do Ocidente

Voz da Rússia 15/06/2005

O patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, espera
uma melhoria nas relações entre as Igrejas Cristãs do Oriente e do
Ocidente. A Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia acolheu de uma forma
bastante positiva as recentes declarações do papa Bento XVI sobre a
unidade cristã e especialmente sobre a necessidade de uns passos
concretos a fim de melhorar as relações entre as duas confissões -
disse Aleksi II na entrevista hoje saída na imprensa russa. O
patriarca está persuadido de que no mundo contemporâneo nada fácil os
Cristãos necessitam cooperação.


5 - RUSSIA: PUTIN CONFIRMA PACTO COM IGREJA ORTODOXA
por ALESSANDRO LOGROSCINO

MOSCOU, 10 JUN (ANSA) - Foi celebrada hoje na sede do governo russo
pelo presidente da República, Vladimir Putin, a festa de 15 anos da
entronização de Alessio II na cátedra de Patriarca de Moscou,
instância suprema da Ortodoxia moscovita. Com esta cerimônia, a
Rússia pós-soviética de Vladimir Putin se demonstra cada vez mais
distante daquele país do ateísmo militante e das perseguições
violentas contra a Igreja.
Eleito pelo Santo Sínodo em 1990, diante de uma União Soviética já
agonizante, Alessio II representa um ponto de referência nas
tumultuadas mudanças dos últimos 15 anos na Rússia.
Um líder que simboliza o renascimento religioso da sociedade russa,
mas evoca também um novo período de sintonia com o Estado. Período
iniciado na década de Boris Ieltsin, reforçado posteriormente com a
subida ao poder de Putin, e também pelo fechamento em relação ao
Papa. Uma Santa Rússia na qual a hierarquia do oriente não quer a
concorrência dos "irmãos católicos".
Ex-oficial da KGB, o serviço secreto soviético, e cristão ortodoxo
declarado e livre das ideologias atéias, o atual presidente russo
parece ter encontrado no Patriarca um apoio.
Um aliado ao qual pode oferecer e pedir suporte, ignorando as
inquietudes de quem teme uma posição laica do Estado e a autonomia de
uma hierarquia eclesiástica ainda convalescente das agressões da era
soviética.
Todos estes sentimentos foram simbolizados hoje no abraço e nas
frases calorosas com que Putin acolheu o Patriarca Alessio II no
Palácio do Governo nas solenidades públicas do 15° aniversário de
ministério.
Ao Patriarca e à Igreja o chefe do Estado expressou "sincero afeto e
gratidão", elogiando "o empenho pelo renascimento espiritual da
Rússia". Além daquele pela "harmonia interconfessional", em um país
de raízes cristãs milenares, mas que permanece multinacional e
multirreligioso e no qual o mesmo poder pós-comunista reconhece como
fé tradicional, ao lado da dominante Ortodoxia, o Hebraísmo, o
Islamismo e o Budismo.
Putin, no entanto, arriscou-se e fez um inédito ato de contrição
pelos pecados do velho regime comunista fundado por Lênin. "Sei como
foi difícil a vida da Igreja e como foram difíceis os primeiros anos
do renascimento religioso, depois do período de devastação", disse o
presidente. Um passado que leva o Estado pós-soviético a sentir-se
ainda "em débito com a Igreja e com as organizações religiosas",
acrescentou.
Uma mensagem recebida sem hesitações por Alessio II. "A Igreja foi
separada do Estado mas não do povo", afirmou o patriarca agradecendo
o presidente pelas belas palavras e pela doação de uma cópia da
pintura "Cristo na casa de Marta e Maria", do pintor holandês
Vermeer. E o laicismo não pode impedir a Igreja e o Estado de
sentirem-se hoje "parceiros que cooperam e se apóiam". (ANSA)


6 - FESTA NO KREMLIN PELOS 15 ANOS DA ELEIÇÃO DE ALEKSEJ II AO
PATRIARCADO DE MOSCOU

Moscou, 10 jun (Rádio Vaticano) - Festa no Kremlin, para o Patriarca
ortodoxo russo, Aleksej II, que recebeu hoje as felicitações pessoais
do Presidente Vladimir Putin, por ocasião dos 15 anos de sua eleição
ao Patriarcado de Moscou.
O Presidente russo expressou "estima sincera e gratidão" a Aleksej II
e "a toda a Igreja Ortodoxa russa, elogiando o compromisso pelo
renascimento espiritual do país e a concórdia interconfessional.
"Sei como é difícil a vida da Igreja e como foram duros os primeiros
anos do renascimento religioso" _ destacou Putin, um cristão ortodoxo
declarado.
Putin acrescentou que o estado pós-soviético se sente em dívida com a
Igreja e com as organizações religiosas, definindo como "uma etapa
importante" o longo serviço prestado pelo Patriarca Aleksej II.
O Patriarca, por sua vez, agradeceu a Putin pelo apoio, e comentou
que "a Igreja é separada do Estado, mas não do povo" e que, por isso,
Igreja e Estado são parceiros que cooperam para a solução dos
problemas sociais. (WM)


7 - IGREJA ORTODOXA SÉRVIA CONDENA RESPONSÁVEIS POR MASSACRE DE
MUÇULMANOS EM SREBRENICA

Belgrado, 11 jun (Rádio Vaticano) - A Igreja ortodoxa sérvia condenou
ontem, os responsáveis pelo massacre dos muçulmanos de Srebrenica, na
Bósnia, em julho de 1995. A Igreja fez referência ao vídeo divulgado
10 dias atrás, durante uma audiência do processo ao ex-presidente
Slobodan Milosevic, no Tribunal Penal Internacional de Haia.
"Esse massacre merece uma condenação inequívoca e sinceras
condolências, diante do sofrimento de civis inocentes" _ escreve a
Igreja, num comunicado intitulado "Queira Deus que isso não aconteça
mais".
O vídeo divulgado em 1º de junho, transmitido por diversas
televisões, mostra que paramilitares sérvios participaram do
genocídio de Srebrenica. Em junho de 1995, cerca de oito mil
muçulmanos foram massacrados.
A Igreja condena ainda a crueldade dos responsáveis por esse crime,
que agiram fazendo comentários desumanos, cínicos e indignos de
homens civis. E define como "sádico ritual" o fato que, enquanto
pessoas eram massacradas, alguém conseguisse filmar a cena.
Depois da divulgação do vídeo, onze pessoas foram presas, acusadas de
participação nas execuções de civis, em Srebrenica. A última detenção
foi feita ontem. Mas os dois principais acusados _ o ex-chefe
político da Bósnia, Radovan Karadzic, e o chefe militar, Ratko Mladic
_ ainda estão em liberdade. (BF)


8 - Ucrânia incluirá moral e fé no currículo do ensino público

Agência Estado 15 Junho 2005

As escolas públicas ucranianas passarão a ter em seu currículo aulas
de moral e fé, segundo um projeto parcialmente desenvolvido por
líderes religiosos, anunciaram funcionários do governo e líderes
eclesiásticos. As matérias, que serão opcionais, deverão ser
introduzidas no currículo desta nação predominantemente cristã
ortodoxa a partir de 1º de setembro, informou o patriarca Filaret,
que dirige o Patriarcado de Kiev da Igreja ortodoxa ucraniana.

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, que é cristão ortodoxo,
manifestou apoio ao projeto durante uma reunião fechada com líderes
religiosos realizada nesta quarta-feira. Depois do encontro, sua
assessoria de imprensa informou que o novo currículo "satisfará a
todos os ucranianos".

"Como pai, Yushchenko manifestou o desejo de que seus filhos
encontrem o caminho até Deus não apenas intuitivamente, mas também
com a ajuda dos pais e das escolas", disse Dmytro Vasilyev, porta-voz
do presidente ucraniano.

Filaret disse que os líderes de todas as igrejas cristãs da Ucrânia
trabalharão juntos no desenvolvimento do currículo, que incluirá
aulas sobre moralidade e informações sobre o criacionismo, segundo o
qual Deus criou o Universo, como diz a Bíblia. O patriarca Filaret
assegurou que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, continuará
sendo ensinada, mas disse acreditar ser importante que as crianças
ouçam a teoria do criacionismo.


9 - TERRA SANTA: Retorna "Vox", a voz da solidariedade na Terra Santa

Jerusalém (Agência Fides) - A voz da solidariedade cristã retorna a
fazer-se ouvir: o mensal "Vox", publicado pela Caritas da Terra
Santa, em colaboração com outras organizações e entidades cristãs que
se ocupam de solidariedade, volta a ser publicado, após um período de
inatividade, devido a problemas econômicos e logísticos.
"Vox" quer dar conforto e ajuda às pessoas que sofrem e são
humilhadas no conflito israelense-palestino, e demonstrar gestos de
solidariedade concreta que ultrapassam o muro de divisão que divide a
Terra Santa. Será dada atenção especial às emergências humanitárias,
apelos e projetos.
Participam do editorial de "Vox" associações e organismos cristãos
coptas e ortodoxos que visam manter alta a atenção sobre as difíceis
condições humanitárias da população da Terra Santa. (PA) (Agência
Fides 13/6/2005)


10 - Cinqüenta anos das Irmãzinhas de Jesus no Iraque.
Testemunho de Cristo entre muçulmanos

MOSUL, domingo, 12 de junho de 2005 (ZENIT.org ).- No norte do Iraque
e em Bagdá, começaram as celebrações do qüinquagésimo aniversário da
missão das Irmãzinhas de Jesus no país.

Em Mosul, a festa se celebra durante uma semana. Inaugurou-se em 9 de
junho, com a missa presidida no mosteiro de São Jorge por Dom Georges
Casmoussa, arcebispo siro-católico de Mosul e concelebrada pelo
arcebispo caldeu, Dom Paulos Faraj Rahho, informa AsiaNews.

Após a celebração eucarística, inaugurou-se uma exposição fotográfica
com a presença das religiosas inspiradas pelo exemplo de Charles de
Foucauld e fundadas, em 1939, por Magdeleine Hutin.

«Quando a irmãzinha Magdeleine teve notícia de cristãos no Oriente
Médio que conviviam com irmãos muçulmanos em um mesmo país, sentiu em
seu coração o desejo de ir vê-los. Depois de visitar o Líbano,
Palestina, Síria, veio ao Iraque duas vezes, em 1952 e em 1954. Aqui
a acolheu o então patriarca caldeu, Mar Yousif Ghaneema», revela
Najeeba Jesus.

«Em 1955, Magdeleine enviou duas irmãzinhas a Aqra, na região de
Nínive, onde cristãos e curdos convivem. As irmãzinhas abriram o
primeiro convento, levando uma vida simples e humilde», acrescenta a
religiosa.

Hoje a congregação das Irmãzinhas de Jesus conta com 1.300
religiosas, das quais 18 são iraquianas, ainda que só 9 se encontram
em seu país. As outras religiosas iraquianas trabalham no Líbano,
Itália e França.

As Irmãzinhas também estão presentes no Afeganistão, país no qual
foram a única presença católica de 1994 a 2002.


NOTÍCIA NACIONAL


11 - Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em Curitiba - PR

www.ecclesia.com.br 10/06/2005

Todos os anos o CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, promove
a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Em Curitiba, pela
primeira vez em sua história, a Igreja Ortodoxa Ucraniana abraçou
esta nobre causa pela unidade dos cristãos. A celebração ecumênica da
Abertura Oficial da Semana de Oração aconteceu na Catedral Ortodoxa
Ucraniana São Demétrio no dia 09 de Maio do corrente ano, e o
encerramento, no dia 14 de Maio na Capela da Medalha Milagrosa da
Igreja Católica Romana. Participaram desta pacífica, fraterna e
frutuosa jornada as Igrejas: Católica Romana, Ortodoxa Ucraniana,
Episcopal Anglicana, Luterana, Evangélica Reformada e Presbiteriana.
O tema da campanha, "Cristo Fundamento da Igreja", foi aprofundado
durante as pregações. Todas as Igrejas participantes deram testemunho
do Espírito de Unidade na diversidade de tradições e culturas
religiosas.


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