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BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 46 -
17 de junho de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Assim
como o Patriarca de Moscou, que acolheu de uma forma bastante
positiva
as recentes declarações do papa Bento XVI sobre a unidade
cristã
(notícia nº4), espero uma melhoria nas relações entre as
Igrejas
do Oriente e do Ocidente. Espero também que importantes
gestos
concretos possam favorecer a caminhada rumo à plena comunhão
entre os
cristãos.
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 - O
túmulo de São Nicolau relança a unidade entre cristãos latinos
e do
Oriente
2 - Bento
XVI assegura seu «compromisso prioritário» ecumênico ao
Conselho
Mundial das Igrejas
3 -
Sérvia e Montenegro: Igreja Greco-Católica começa do zero
4 -
Patriarca Russo espera uma melhoria nas relações entre as Igrejas
do
Oriente e do Ocidente
5 -
RUSSIA: PUTIN CONFIRMA PACTO COM IGREJA ORTODOXA
6 - FESTA
NO KREMLIN PELOS 15 ANOS DA ELEIÇÃO DE ALEKSEJ II AO
PATRIARCADO
DE MOSCOU
7 -
IGREJA ORTODOXA SÉRVIA CONDENA RESPONSÁVEIS POR MASSACRE DE
MUÇULMANOS
EM SREBRENICA
8 -
Ucrânia incluirá moral e fé no currículo do ensino público
9 - TERRA
SANTA: Retorna "Vox", a voz da solidariedade na Terra Santa
10 -
Cinqüenta anos das Irmãzinhas de Jesus no Iraque
11 -
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em Curitiba - PR
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 - O
túmulo de São Nicolau relança a unidade entre cristãos latinos
e do
Oriente.
A cidade
italiana de Bari, novamente cenário de gestos concretos pelo
ecumenismo
BARI,
quinta-feira, 16 de junho de 2005 (ZENIT.org ).- Uma
oportunidade
para intensificar os vínculos de amizade e de
colaboração
entre os católicos latinos e os católicos do Oriente
representa
a peregrinação que realizaram no sábado passado
hierárquicos
das Igrejas orientais católicas ao túmulo de São
Nicolau,
em Bari (Itália).
Assim
considera a «Comunidade de Jesus», que desde há «tempos se
empenha
em dar a conhecer os greco-católicos e em promover sua
participação
no diálogo ecumênico».
Sua
Beatitude o cardeal Lubomyr Husar, arcebispo maior de Lvov dos
Ucranianos
--à frente da Igreja greco-católica na Ucrâânia--, liderou
a
delegação de bispos orientais do Ucrânia, Eslováquia, Grécia,
Servia e
Montenegro, Bulgária, Romênia e Itália que peregrinou ao
túmulo de
São Nicolau, em Bari, diocese com vocação ecumênica de
ponte com
o Oriente e que custodia as relíquias deste santo, muito
conhecido
e venerado pelos irmãos do Oriente.
Os
peregrinos foram acolhidos pelo reitor da Basílica de São Nicolau,
o padre
Giovanni Matera OP, e pelo presidente da «Comunidade de
Jesus»,
Matteo Calisi, que explicaram as respectivas iniciativas
ecumênicas
orientadas à reconciliação dos cristãos.
«Este
singular evento assume um valor histórico para a Igreja em Bari
a poucos
dias da conclusão do Congresso Eucarístico Nacional, no qual
o Santo
Padre Bento XVI afirmou sua vontade de assumir como
compromisso
fundamental trabalhar com todas as energias na construção
da plena
e visível unidade de todos os seguidores de Cristo e que não
bastam as
manifestações de bons sentimentos, mas que são necessários
gestos
concretos», expressa a Comunidade em um comunicado enviado a
Zenit.
«A
peregrinação a Bari dos hierárquicos das Igrejas Orientais
católicas
será, portanto, uma oportunidade para intensificar os
vínculos
de amizade e de colaboração entre os católicos latinos e os
católicos
do Oriente», acrescenta.
Em uma
coletiva de imprensa, o cardeal Husar recordou que «São
Nicolau é
o santo da bondade e a bondade conduz à unidade, por isso
os bispos
orientais de toda Europa vieram rogar ao túmulo do santo
taumaturgo
a graça do Senhor deste precioso dom».
Em seguida
celebrou-se a Divina Liturgia no Túmulo de São Nicolau,
com a
participação da Comunidade greco-católica ucraniana de Bari e
a
«Comunidade de Jesus».
A etapa
de Bari foi a última do encontro (6 a 11 de junho) de Igrejas
orientais
católicas de rito bizantino que, sobre o tema «As raízes
cristãs
da Europa. Peregrinação às fontes», desenvolveu-se em Roma,
Grottaferrata,
Montecassino e Amalfi previamente.
A
iniciativa se propôs como uma ocasião de oração e de reflexão em
lugares
emblemáticos do monaquismo e da espiritualidade ocidental e
oriental,
nos anos da ampliação ao leste da Europa e com uma
finalidade
de integração não só econômica e social, mas também humana
e
espiritual dos europeus orientais.
Em duas
fases se desenvolveu este evento: com encontros e
intervenções
de aprofundamento, e com a peregrinação aos mencionados
lugares,
significativos da cristandade.
Fazendo
balanço do encontro, o bispo Paul Patrick Chomnycky, que
assiste
os greco-católicos ucranianos em Londres, sublinhou que a
reunião
foi a primeira em Roma de todo o mundo católico oriental
relançando
«o ideal ecumênico» e o «vínculo com a Igreja universal», -
-cita
«Avvenire»--, um vínculo afiançado «também graças aos numerosos
momentos
de oração e de visita aos lugares santos do catolicismo».
Para o
prelado, o encontro na audiência geral de quarta-feira --da
semana
passada-- com Bento XVI «foi um encontro com a Igreja
universal,
e regressamos confortados sobre a bondade do compromisso
ecumênico».
«O papel
dos bispos orientais na Europa é o de contribuir ao
diálogo»,
afirmou por sua parte o arcebispo Gyorgy-Miklos Jakubínyi,
administrador
apostólico para os armênios na Romênia.
«Devemos
continuar o caminho do diálogo empreendido por João Paulo II
durante
suas viagens ao exterior --acrescentou--, dando continuidade
ao grito
"Unitati, unitati", isto é, "unidade, unidade', lançado
pelos
fiéis durante a Eucaristia que concluiu a viagem do Papa no
parque
Podul Izvor de Bucareste em 1999».
O prelado
sublinhou que o encontro destes dias teve uma grande
importância,
tanto pelas reflexões, que evidenciaram as raízes comuns
da fé,
como pelos numerosos momentos litúrgicos que se celebraram nos
lugares
visitados. «A liturgia nos faz sentir a plena e profunda
unidade
dentro da mesma Igreja católica», precisou.
Há mais
de duas décadas a «Comunidade de Jesus» («Comunità di Gesù) --
uma
comunidade carismática católica surgida em Bari por iniciativa de
um grupo
de leigos-- trabalha promovendo diversas iniciativas pela
reconciliação
dos cristãos.
Esta
recente peregrinação de prelados orientais a Bari faz parte do
itinerário
espiritual de preparação do próximo «Kairós 2005: V
Encontro
Internacional para a Paz entre as Nações», que promove a
Comunidade
na cidade italiana (21-23 de outubro) sobre o tema «A luz
que vem
do Oriente» (Orientale Lúmen).
Mais
informações em www.comunitadigesu.org
2 - Bento
XVI assegura seu «compromisso prioritário» ecumênico ao
Conselho
Mundial das Igrejas.
Ao receber
o secretário-geral do organismo ecumênico, o reverendo
Samuel
Kobia
CIDADE DO
VATICANO, quinta-feira, 16 de junho de 2005 (ZENIT.org ).-
Bento XVI
afirmou esta quinta-feira a uma representação do Conselho
Mundial
das Igrejas (CMI) que a busca da unidade entre os cristãos é
um de
seus compromissos prioritários.
O
pontífice recebeu no Vaticano o reverendo Samuel Kobia, secretário
do
Conselho Mundial das Igrejas, e o séqüito que o acompanhava em sua
primeira
visita ao Vaticano depois que assumiu este cargo em janeiro
de 2004.
Formavam
parte da delegação ecumênica o bispo Eberhardt Renz, da
Igreja
Evangélica da Alemanha, presidente do CMI, e o arcebispo
Makarios,
do Quênia, e Irinoupolis, do patriacado ortodoxo grego da
Alexandria
e toda a África, membro do Comitê Central do CMI, assim
como a
esposa do reverendo Kobia, Ruth.
Em seu
discurso de boas-vindas, pronunciado em inglês, o Papa
recordou
que «nos primeiros dias de meu pontificado assinalei que meu
compromisso
prioritário é trabalhar sem economizar energias na
reconstrução
da unidade plena e visível de todos os seguidores de
Cristo».
«Isto
exige, além de boas intenções, gestos concretos que penetrem
nos
espíritos e sacudam as consciências, impulsionando cada um à
conversão
interior, que é fundamento de todo progresso no caminho do
ecumenismo»,
declarou.
Neste
sentido, como fazia João Paulo II, seu sucessor propôs viver já
desde
agora o «ecumenismo espiritual», ou seja, «crer em Cristo
significa
querer a unidade --explicou--: querer a unidade significa
querer a
Igreja; querer a Igreja significa querer a comunhão de graça
que
corresponde ao desígnio do Pai desde toda a eternidade».
Bento XVI
ratificou que «o compromisso da Igreja católica por buscar
a unidade
entre os cristãos é irreversível» e assegurou «que anseia
continuar
a cooperação com o Conselho Mundial das Igrejas».
Formam
parte do Conselho Mundial de Igrejas 347 igrejas, procedentes
de mais
de 120 países de todos os continentes e da maior parte das
tradições
cristãs.
A Igreja
católica não é uma igreja membro, mas mantém relações de
cooperação
com o CMI, que se constituiu oficialmente em 1948 em
Amsterdã
(Países Baixos).
As
relações entre a Igreja católica e o Conselho Mundial, que
começaram
com o Concílio Vaticano II, levaram em 1965 ao
estabelecimento
do Grupo de Trabalho Conjunto, como um meio de
contato e
cooperação.
Como o
próprio Papa constatou, « no próximo mês de novembro se
celebrará
uma consulta importante sobre o futuro do grupo por ocasião
do
quadragésimo aniversário de sua fundação».
«Espero e
rezo para que seu objetivo e metodologia de trabalho se
definam
cada vez melhor, em benefício de uma compreensão, cooperação
e
progresso ecumênico mais eficazes», assegurou o sucessor de Pedro.
O
reverendo Kobia, nascido em 1947, em Miathene, Meru (Quênia), é
ministro
ordenado na Igreja metodista desse país.
3 -
Sérvia e Montenegro: Igreja Greco-Católica começa do zero
AIS
Notícias 15/06/05
Segundo
Monsenhor Djura Dzudzar, Exarca de Sérvia e Montenegro, com
sede em
Ruski Krstur, a Igreja Greco-Católica do país está a começar
do zero.
«A nossa primeira prioridade é erguer as estruturas da
Igreja,»
afirmou o Prelado durante uma recente visita à Ajuda à
Igreja
que Sofre, cuja jurisdição foi criada em 2003.
«Actualmente
há vinte sacerdotes ao serviço de cerca de 23 mil greco-
católicos
na Sérvia e Montenegro. Os nossos fiéis vivem em cerca de
vinte
paróquias, principalmente na região de Vojvodina, no norte do
país. Os
seus pastores dependem totalmente da generosidade dos
paroquianos,»
acrescentou o Bispo.
Questionado
acerca das vocações, Monsenhor Djura Dzudzar
disse:
«Neste momento há três candidatos em preparação para o
sacerdócio
em Zagreb e seis em Roma. Mas, certamente, precisamos de
mais
sacerdotes para melhorar o nosso trabalho pastoral.
Infelizmente,
entre os nossos jovens há uma tendência para a
emigração
devido à falta de condições económicas na região.»
Relativamente
às relações ecuménicas e entre a Igreja e o Estado
acrescentou:
«Estamos sempre abertos ao diálogo com os Ortodoxos e as
autoridades
civis compreendem o papel da Igreja na vida dos fiéis».
4 -
Patriarca Russo espera uma melhoria nas relações entre as Igrejas
do
Oriente e do Ocidente
Voz da
Rússia 15/06/2005
O
patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, espera
uma
melhoria nas relações entre as Igrejas Cristãs do Oriente e do
Ocidente.
A Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia acolheu de uma forma
bastante
positiva as recentes declarações do papa Bento XVI sobre a
unidade
cristã e especialmente sobre a necessidade de uns passos
concretos
a fim de melhorar as relações entre as duas confissões -
disse
Aleksi II na entrevista hoje saída na imprensa russa. O
patriarca
está persuadido de que no mundo contemporâneo nada fácil os
Cristãos
necessitam cooperação.
5 - RUSSIA:
PUTIN CONFIRMA PACTO COM IGREJA ORTODOXA
por
ALESSANDRO LOGROSCINO
MOSCOU,
10 JUN (ANSA) - Foi celebrada hoje na sede do governo russo
pelo
presidente da República, Vladimir Putin, a festa de 15 anos da
entronização
de Alessio II na cátedra de Patriarca de Moscou,
instância
suprema da Ortodoxia moscovita. Com esta cerimônia, a
Rússia
pós-soviética de Vladimir Putin se demonstra cada vez mais
distante
daquele país do ateísmo militante e das perseguições
violentas
contra a Igreja.
Eleito
pelo Santo Sínodo em 1990, diante de uma União Soviética já
agonizante,
Alessio II representa um ponto de referência nas
tumultuadas
mudanças dos últimos 15 anos na Rússia.
Um líder
que simboliza o renascimento religioso da sociedade russa,
mas evoca
também um novo período de sintonia com o Estado. Período
iniciado
na década de Boris Ieltsin, reforçado posteriormente com a
subida ao
poder de Putin, e também pelo fechamento em relação ao
Papa. Uma
Santa Rússia na qual a hierarquia do oriente não quer a
concorrência
dos "irmãos católicos".
Ex-oficial
da KGB, o serviço secreto soviético, e cristão ortodoxo
declarado
e livre das ideologias atéias, o atual presidente russo
parece
ter encontrado no Patriarca um apoio.
Um aliado
ao qual pode oferecer e pedir suporte, ignorando as
inquietudes
de quem teme uma posição laica do Estado e a autonomia de
uma
hierarquia eclesiástica ainda convalescente das agressões da era
soviética.
Todos
estes sentimentos foram simbolizados hoje no abraço e nas
frases
calorosas com que Putin acolheu o Patriarca Alessio II no
Palácio
do Governo nas solenidades públicas do 15° aniversário de
ministério.
Ao
Patriarca e à Igreja o chefe do Estado expressou "sincero afeto e
gratidão",
elogiando "o empenho pelo renascimento espiritual da
Rússia".
Além daquele pela "harmonia interconfessional", em um país
de raízes
cristãs milenares, mas que permanece multinacional e
multirreligioso
e no qual o mesmo poder pós-comunista reconhece como
fé
tradicional, ao lado da dominante Ortodoxia, o Hebraísmo, o
Islamismo
e o Budismo.
Putin, no
entanto, arriscou-se e fez um inédito ato de contrição
pelos
pecados do velho regime comunista fundado por Lênin. "Sei como
foi
difícil a vida da Igreja e como foram difíceis os primeiros anos
do
renascimento religioso, depois do período de devastação", disse o
presidente.
Um passado que leva o Estado pós-soviético a sentir-se
ainda
"em débito com a Igreja e com as organizações religiosas",
acrescentou.
Uma
mensagem recebida sem hesitações por Alessio II. "A Igreja foi
separada
do Estado mas não do povo", afirmou o patriarca agradecendo
o
presidente pelas belas palavras e pela doação de uma cópia da
pintura
"Cristo na casa de Marta e Maria", do pintor holandês
Vermeer.
E o laicismo não pode impedir a Igreja e o Estado de
sentirem-se
hoje "parceiros que cooperam e se apóiam". (ANSA)
6 - FESTA
NO KREMLIN PELOS 15 ANOS DA ELEIÇÃO DE ALEKSEJ II AO
PATRIARCADO
DE MOSCOU
Moscou,
10 jun (Rádio Vaticano) - Festa no Kremlin, para o Patriarca
ortodoxo
russo, Aleksej II, que recebeu hoje as felicitações pessoais
do
Presidente Vladimir Putin, por ocasião dos 15 anos de sua eleição
ao
Patriarcado de Moscou.
O
Presidente russo expressou "estima sincera e gratidão" a Aleksej II
e "a
toda a Igreja Ortodoxa russa, elogiando o compromisso pelo
renascimento
espiritual do país e a concórdia interconfessional.
"Sei
como é difícil a vida da Igreja e como foram duros os primeiros
anos do
renascimento religioso" _ destacou Putin, um cristão ortodoxo
declarado.
Putin
acrescentou que o estado pós-soviético se sente em dívida com a
Igreja e
com as organizações religiosas, definindo como "uma etapa
importante"
o longo serviço prestado pelo Patriarca Aleksej II.
O
Patriarca, por sua vez, agradeceu a Putin pelo apoio, e comentou
que
"a Igreja é separada do Estado, mas não do povo" e que, por isso,
Igreja e
Estado são parceiros que cooperam para a solução dos
problemas
sociais. (WM)
7 -
IGREJA ORTODOXA SÉRVIA CONDENA RESPONSÁVEIS POR MASSACRE DE
MUÇULMANOS
EM SREBRENICA
Belgrado,
11 jun (Rádio Vaticano) - A Igreja ortodoxa sérvia condenou
ontem, os
responsáveis pelo massacre dos muçulmanos de Srebrenica, na
Bósnia,
em julho de 1995. A Igreja fez referência ao vídeo divulgado
10 dias
atrás, durante uma audiência do processo ao ex-presidente
Slobodan
Milosevic, no Tribunal Penal Internacional de Haia.
"Esse
massacre merece uma condenação inequívoca e sinceras
condolências,
diante do sofrimento de civis inocentes" _ escreve a
Igreja,
num comunicado intitulado "Queira Deus que isso não aconteça
mais".
O vídeo
divulgado em 1º de junho, transmitido por diversas
televisões,
mostra que paramilitares sérvios participaram do
genocídio
de Srebrenica. Em junho de 1995, cerca de oito mil
muçulmanos
foram massacrados.
A Igreja
condena ainda a crueldade dos responsáveis por esse crime,
que
agiram fazendo comentários desumanos, cínicos e indignos de
homens
civis. E define como "sádico ritual" o fato que, enquanto
pessoas
eram massacradas, alguém conseguisse filmar a cena.
Depois da
divulgação do vídeo, onze pessoas foram presas, acusadas de
participação
nas execuções de civis, em Srebrenica. A última detenção
foi feita
ontem. Mas os dois principais acusados _ o ex-chefe
político
da Bósnia, Radovan Karadzic, e o chefe militar, Ratko Mladic
_ ainda
estão em liberdade. (BF)
8 -
Ucrânia incluirá moral e fé no currículo do ensino público
Agência
Estado 15 Junho 2005
As
escolas públicas ucranianas passarão a ter em seu currículo aulas
de moral
e fé, segundo um projeto parcialmente desenvolvido por
líderes
religiosos, anunciaram funcionários do governo e líderes
eclesiásticos.
As matérias, que serão opcionais, deverão ser
introduzidas
no currículo desta nação predominantemente cristã
ortodoxa
a partir de 1º de setembro, informou o patriarca Filaret,
que
dirige o Patriarcado de Kiev da Igreja ortodoxa ucraniana.
O
presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, que é cristão ortodoxo,
manifestou
apoio ao projeto durante uma reunião fechada com líderes
religiosos
realizada nesta quarta-feira. Depois do encontro, sua
assessoria
de imprensa informou que o novo currículo "satisfará a
todos os
ucranianos".
"Como
pai, Yushchenko manifestou o desejo de que seus filhos
encontrem
o caminho até Deus não apenas intuitivamente, mas também
com a
ajuda dos pais e das escolas", disse Dmytro Vasilyev, porta-voz
do
presidente ucraniano.
Filaret
disse que os líderes de todas as igrejas cristãs da Ucrânia
trabalharão
juntos no desenvolvimento do currículo, que incluirá
aulas
sobre moralidade e informações sobre o criacionismo, segundo o
qual Deus
criou o Universo, como diz a Bíblia. O patriarca Filaret
assegurou
que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, continuará
sendo
ensinada, mas disse acreditar ser importante que as crianças
ouçam a
teoria do criacionismo.
9 - TERRA
SANTA: Retorna "Vox", a voz da solidariedade na Terra Santa
Jerusalém
(Agência Fides) - A voz da solidariedade cristã retorna a
fazer-se
ouvir: o mensal "Vox", publicado pela Caritas da Terra
Santa, em
colaboração com outras organizações e entidades cristãs que
se ocupam
de solidariedade, volta a ser publicado, após um período de
inatividade,
devido a problemas econômicos e logísticos.
"Vox"
quer dar conforto e ajuda às pessoas que sofrem e são
humilhadas
no conflito israelense-palestino, e demonstrar gestos de
solidariedade
concreta que ultrapassam o muro de divisão que divide a
Terra
Santa. Será dada atenção especial às emergências humanitárias,
apelos e
projetos.
Participam
do editorial de "Vox" associações e organismos cristãos
coptas e
ortodoxos que visam manter alta a atenção sobre as difíceis
condições
humanitárias da população da Terra Santa. (PA) (Agência
Fides
13/6/2005)
10 -
Cinqüenta anos das Irmãzinhas de Jesus no Iraque.
Testemunho
de Cristo entre muçulmanos
MOSUL,
domingo, 12 de junho de 2005 (ZENIT.org ).- No norte do Iraque
e em
Bagdá, começaram as celebrações do qüinquagésimo aniversário da
missão
das Irmãzinhas de Jesus no país.
Em Mosul,
a festa se celebra durante uma semana. Inaugurou-se em 9 de
junho,
com a missa presidida no mosteiro de São Jorge por Dom Georges
Casmoussa,
arcebispo siro-católico de Mosul e concelebrada pelo
arcebispo
caldeu, Dom Paulos Faraj Rahho, informa AsiaNews.
Após a
celebração eucarística, inaugurou-se uma exposição fotográfica
com a
presença das religiosas inspiradas pelo exemplo de Charles de
Foucauld
e fundadas, em 1939, por Magdeleine Hutin.
«Quando a
irmãzinha Magdeleine teve notícia de cristãos no Oriente
Médio que
conviviam com irmãos muçulmanos em um mesmo país, sentiu em
seu
coração o desejo de ir vê-los. Depois de visitar o Líbano,
Palestina,
Síria, veio ao Iraque duas vezes, em 1952 e em 1954. Aqui
a acolheu
o então patriarca caldeu, Mar Yousif Ghaneema», revela
Najeeba
Jesus.
«Em 1955,
Magdeleine enviou duas irmãzinhas a Aqra, na região de
Nínive,
onde cristãos e curdos convivem. As irmãzinhas abriram o
primeiro
convento, levando uma vida simples e humilde», acrescenta a
religiosa.
Hoje a
congregação das Irmãzinhas de Jesus conta com 1.300
religiosas,
das quais 18 são iraquianas, ainda que só 9 se encontram
em seu
país. As outras religiosas iraquianas trabalham no Líbano,
Itália e
França.
As
Irmãzinhas também estão presentes no Afeganistão, país no qual
foram a
única presença católica de 1994 a 2002.
NOTÍCIA
NACIONAL
11 -
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em Curitiba - PR
www.ecclesia.com.br
10/06/2005
Todos os
anos o CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, promove
a Semana
de Oração pela Unidade dos Cristãos. Em Curitiba, pela
primeira
vez em sua história, a Igreja Ortodoxa Ucraniana abraçou
esta
nobre causa pela unidade dos cristãos. A celebração ecumênica da
Abertura
Oficial da Semana de Oração aconteceu na Catedral Ortodoxa
Ucraniana
São Demétrio no dia 09 de Maio do corrente ano, e o
encerramento,
no dia 14 de Maio na Capela da Medalha Milagrosa da
Igreja
Católica Romana. Participaram desta pacífica, fraterna e
frutuosa
jornada as Igrejas: Católica Romana, Ortodoxa Ucraniana,
Episcopal
Anglicana, Luterana, Evangélica Reformada e Presbiteriana.
O tema da
campanha, "Cristo Fundamento da Igreja", foi aprofundado
durante
as pregações. Todas as Igrejas participantes deram testemunho
do
Espírito de Unidade na diversidade de tradições e culturas
religiosas.
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