BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 44 - 03 de junho de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Peço novamente uma oração pela unidade dos cristãos. Por mais difícil
que seja este objetivo, creio que nunca devemos esquecê-lo.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - O Papa renova compromisso de trabalhar por unidade dos cristãos

2 - Bento 16 pede em Bari a unidade de todos os cristãos

3 - Na 1ª viagem, papa faz missa para 200 mil em Bari

4 - Papa Bento 16 faz primeira viagem e apóia a unidade cristã

5 - Papa se compromete a promover «gestos concretos» para alcançar a
unidade dos cristãos. «Não bastam as expressões de bons sentimentos»

6 - Bento XVI reafirma prioridade do compromisso ecuménico

7 - PAPA-RELIGIÃO: COMPROMISSO ECUMÊNICO EM BARI

8 - Cardeal Kasper propõe aos ortodoxos um Sínodo de reconciliação. E
junto aos filhos da Reforma, uma aliança para defender as raízes
cristãs

9 - Vaticano propõe sínodo de reconciliação entre os Cristãos

10 - CARDEAL KASPER PROPÕE TRABALHO CONJUNTO, A ORTODOXOS E
PROTESTANTES, EM PROL DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

11 - IGREJA ORTODOXA RUSSA ABERTA AO DIÁLOGO COM O VATICANO

12 - Igreja Ortodoxa russa aberta ao diálogo com o Vaticano

13 - Falha mecânica provocou queda de helicóptero do Patriarca Petros

14 - CHEFES DA IGREJA ORTODOXA GREGA REUNIDOS EM ISTAMBUL, DISCUTEM
SOBRE IRINEU I

15 - Ortodoxos substituem Patriarca de Jerusalém, acusado de
corrupção
16 - Nomeado substituto temporário de patriarca ordotoxo grego de
Jerusalém

17 - Comemoração do Dia de São Cirilo e São Metódio na Rússia

18 - Aleksi II julga que a vida religiosa vai se desenvolvendo de uma
maneira estável e positiva na Rússia

19 - Igreja Ortodoxa não quer que o Slipnot toque na Grécia

20 - Igreja Ortodoxa tenta banir Slipknot da Grécia - e falha

21 - Ucrânia: A primeira Igreja greco-católica na segunda maior
cidade do país

22 - Presença dos cristãos no Iraque é mais necessária que nunca.
Testemunho desde Bagdá de um carmelita descalço

23 - O FUTURO FOI NEGADO ÀS CRIANÇAS DO IRAQUE", AFIRMA JORNAL DO
VATICANO

24 - "L'OSSERVATORE ROMANO" RESSALTA CRUÉIS ATENTADOS QUE CONTINUAM A
ENSANGÜENTAR IRAQUE

25 - Eucaristia, força dos católicos sob o perigo no Iraque. Segundo
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do Patriarcado Caldeu de Bagdá

26 - Belém é "lugar muito difícil" para cristãos, assinala
especialista

27 - ÍNDIA: Apelo de um Bispo ao governo para a proteção da liberdade
religiosa

28 - CATHOLICÓS DE TODOS OS ARMÊNIOS VISITARÁ OS EE.UU.


NOTÍCIAS


1 - O Papa renova compromisso de trabalhar por unidade dos cristãos

VATICANO, 29 Mai. 05 (ACI ) .- O Papa Bento XVI convidou aos fiéis
presentes na Missa de clausura do XXIV Congresso Eucarístico Nacional
na cidade do Bari a viver de coração o perdão como único caminho para
a plena comunhão com Deus e os homens.
Referindo-se à dimensão comunitária da Eucaristia o Santo Padre
destacou que "o Cristo que encontramos no Sacramento é o mesmo aqui
no Bari como em Roma. É o único e mesmo Cristo que está presente no
Pão eucarístico de cada lugar da terra. Isto significa que nós
podemos encontrá-lo somente junto com todos os outros. Podemos recebê-
lo só na unidade".
"A conseqüência é clara- continuou- não podemos entrar em comunhão
com o Senhor, se não o fizermos entre nós. Se queremos nos apresentar
a Ele, devemos também nos mover para ir os uns ao encontro dos
outros. Por isso é necessário aprender a grande lição do perdão: não
deixar trabalhar na alma ao ressentimento, mas sim abrir o coração à
magnanimidade da escuta do outro, da compreensão em seu confronto, da
eventual aceitação de suas desculpas, do generoso oferecimento das
próprias".
Relacionando a Eucaristia com a unidade dos cristãos, o Santo Padre
recordou que "infelizmente os cristãos estão divididos, justamente no
sacramento da unidade. quanto mais devemos, sustentados pela
Eucaristia, nos sentir estimulados a tender com todas as forças a
aquela plena unidade que Cristo há ardentemente auspiciado no
Cenáculo".
E atrás destas palavras reafirmou sua vontade de "assumir como
compromisso fundamental aquilo de trabalhar com todas as energias
pela reconstituição da plena e visível unidade de todos os seguidores
de Cristo".
"Se precisam gestos concretos que entrem nas almas e movam as
consciências, solicitando a cada um àquela conversão interior que é a
base de todo progresso na via do ecumenismo", adicionou.


2 - Bento 16 pede em Bari a unidade de todos os cristãos

da France Presse, em Bari 29/05/2005

O papa Bento 16 pediu neste domingo a unidade dos cristãos durante
uma missa celebrada na cidade de Bari (sul da Itália), diante de
cerca de 150 mil fiéis.

"Nesta cidade, que aloja as relíquias de São Nicolau e é terra de
encontro e diálogo com os irmãos cristãos do Oriente, quero confirmar
minha vontade de assumir o compromisso fundamental de trabalhar com
toda minha energia para reconstruir a plena e visível unidade de
todos os fiéis de Cristo", declarou durante a homilia.

São Nicolau, cristão da Ásia menor, que morreu no ano 325 e cujas
relíquias repousam na basílica de Bari, é venerado tanto pelos
católicos como pelos ortodoxos.

Patrono das crianças no norte da Europa, São Nicolau é também patrono
dos ortodoxos russos, que o veneram todos os anos.

Bento 16, eleito pontífice em 19 de abril, já se referiu em mais de
uma ocasião sobre a reconciliação de católicos, ortodoxos,
protestantes e anglicanos.

Ele escolheu a cidade de Bari, no Mar Adriático, de frente para os
Bálcãs, para renovar seu compromisso diante de milhares de católicos
e ortodoxos que acompanhavam a cerimônia.

"A eucaristia é o sacramento da unidade. Mas, infelizmente, os
cristãos estão divididos sobre esse sacramento", lamentou.

"Sou consciente de que os bons sentimentos não são suficientes. É
preciso realizar gestos concretos que penetrem nas almas e mexam com
as consciências", afirmou o papa.

Trata-se da primeira viagem pastoral fora de Roma do papa alemão.


3 - Na 1ª viagem, papa faz missa para 200 mil em Bari

Agência Estado 29/05/05

Bari, Itália - O Papa Bento XVI realizou neste domingo sua primeira
viagem papal numa visita de poucas horas à cidade de Bari, no sul da
Itália, onde foi recebido por mais de 200 mil pessoas, às quais pediu
que evitem o "consumismo desenfreado" e trabalhem pela unidade dos
cristãos.
Durante a primeira viagem de seu pontificado, que durou cerca de
cinco horas, o papa condenou não apenas a "indiferença religiosa",
mas convidou os católicos a redescobrirem os valores da liturgia
dominical.
Na esplanada portuária de Marisabella, onde presidiu a missa solene
de fechamento do Congresso Eucarístico italiano, cujo lema é "Sem o
Domingo Não Podemos Viver", milhares de peregrinos ovacionaram Bento
XVI sob um sol escaldante. Apesar do forte calor, que provocou
numerosos desmaios, a multidão ovacionou o novo papa, cuja homilia
foi interrompida 14 vezes pelos aplausos.
"Nem sequer para nós é fácil viver como cristão. De um ponto de vista
espiritual, o mundo em que nos encontramos, marcado com freqüência
pelo consumismo desenfreado, a indiferença religiosa, o secularismo
sem transcendência, pode parecer um deserto", disse o papa.
Para enfrentar esses males, o papa pediu aos católicos que cumpram
o "preceito festivo", para encontrar assim a força necessária para
percorrer o caminho que Deus indica. O papa, que permaneceu cerca de
cinco horas em Bari, 500 quilômetros ao sul de Roma, celebrou a
eucaristia, leu uma saudação ao bispo de Bari-Bitonto, monsenhor
Francesco Cacucci, e terminou rezando o Angelus.
A ida a Bari foi considerada um ensaio preparatório para sua primeira
viagem ao exterior, na Alemanha, seu país de origem, onde prestigiará
em agosto, em Colônia, as Jornadas Mundiais da Juventude. Bento XVI
evitou abordar temas da atualidade, como o referendo sobre a
ratificação ou abolição da lei para fecundação artificial, assunto
que vem mobilizando a Igreja Católica italiana.
Bento XVI enfatizou a importância da unidade dos cristãos. "Nesta
cidade, que aloja as relíquias de São Nicolau e é terra de encontro e
diálogo com os irmãos cristãos do Oriente, quero confirmar minha
vontade de assumir o compromisso fundamental de trabalhar com toda
minha energia para reconstruir a plena e visível unidade de todos os
fiéis de Cristo", declarou durante a homilia.
São Nicolau, cristão da Ásia menor, que morreu no ano 325 e cujas
relíquias repousam na Basílica de Bari, é venerado tanto pelos
católicos como pelos ortodoxos. Patrono das crianças no norte da
Europa, São Nicolau é também patrono dos ortodoxos russos, que o
veneram todos os anos.
Bento XVI, eleito pontífice em 19 de abril, já se referiu em mais de
uma ocasião sobre a reconciliação de católicos, ortodoxos,
protestantes e anglicanos. Ele escolheu a cidade de Bari, no Mar
Adriático, de frente para os Bálcãs, para renovar seu compromisso
diante de milhares de católicos e ortodoxos que acompanhavam a
cerimônia. "A eucaristia é o sacramento da unidade. Mas,
infelizmente, os cristãos estão divididos sobre esse sacramento",
lamentou. "Sou consciente de que os bons sentimentos não são
suficientes. É preciso realizar gestos concretos que penetrem nas
almas e mexam com as consciências", ressaltou o Papa.


4 - Papa Bento 16 faz primeira viagem e apóia a unidade cristã

Por Philip Pullella 29/05/05

BARI (Reuters) - O papa Bento 16 fez a primeira viagem de seu
pontificado no domingo e tentou novamente diminuir as preocupações
das outras Igrejas ao prometer trabalhar "com toda a minha energia"
para promover a unidade entre os ramos divididos dos cristãos.
O papa de 78 anos também criticou um mundo marcado pelo consumismo
desenfreado e pela indiferença religiosa que muitas vezes parecem
colocar Deus de lado e pediu aos católicos para continuarem a manter
o domingo um dia sagrado.
Apenas seis semanas depois de sua eleição, Bento 16 viajou de
helicóptero do Vaticano para a cidade portuária de Bari, onde rezou
uma missa para cerca de 200 mil pessoas, segundo os organizadores, no
encerramento de um congresso nacional da Igreja.
Em uma cena tornada famosa por seu antecessor, Bento 16 foi conduzido
em uma "papamóvel" à prova de balas através de uma multidão de fiéis.
Bari é importante para as relações da Igreja por abrigar as relíquias
de São Nicolau, bispo de século 4 da Ásia Menor, reverenciado tanto
pela Igreja ocidental quanto pela ortodoxa.
"Bem aqui em Bari, a cidade que abriga os ossos de São Nicolau, uma
terra de encontro e diálogo com nossos irmãos cristãos do Leste, eu
repito a minha intenção de empreender o compromisso fundamental de
trabalhar com toda a minha energia para reconstruir a unidade plena e
visível de todos os seguidores cristãos," disse Bento 16.
Quando Joseph Ratzinger foi eleito papa no dia 19 de abril, outras
Igrejas expressaram preocupação devido às declarações feitas por ele,
como chefe do departamento doutrinal do Vaticano, classificando as
outras denominações cristãs como sendo inferiores ao Catolicismo.
GRANDE CISMA
As Igrejas do Oriente e do Ocidente se dividiram no Grande Cisma de
1054 e as Igrejas anglicana e protestante se distanciaram de Roma no
século 16.
Mas desde que foi eleito, o novo papa vem tentando mostrar seu
comprometimento com o diálogo inter-religioso.
"Como podemos nos comunicar com o Senhor se não nos comunicamos entre
nós mesmo", disse o papa em seu sermão.
Ele pediu aos cristãos que não permitam que suas almas sejam
corroídas pelo ressentimento dos acontecimentos passados, mas
que "aprendam a grande lição do perdão".



5 - Papa se compromete a promover «gestos concretos» para alcançar a
unidade dos cristãos. «Não bastam as expressões de bons sentimentos»

BARI, domingo, 29 de maio de 2005 (ZENIT.org ).- Bento XVI confirmou
seu compromisso a favor da unidade dos cristãos este domingo,
comprometendo-se a promover «gestos concretos» que permitam avançar
no caminho ecumênico.

A cidade de Bari, onde se encontram os restos de São Nicolás, foi o
cenário escolhido pelo Santo Padre para fazer seu anúncio, na homilia
da missa de encerramento do Congresso Eucarístico Nacional Italiano.

A cidade de Apulia é também uma ponte entre católicos e ortodoxos,
pois historicamente foi lugar de encontro entre a cultura européia
ocidental e oriental.

O Papa Joseph Ratzinger repetiu algo que o anterior prefeito da
Congregação para a Doutrina da Fé dizia sem cessar: a Eucaristia «é
sacramento da unidade».

«Mas, infelizmente, os cristãos estão divididos precisamente no
sacramento da unidade --constatou--. Com maior motivo, portanto,
apoiados pela Eucaristia, temos de sentir-nos estimulados a tender
com todas as forças para essa plena unidade que Cristo desejou
ardentemente no Cenáculo».

«Quero confirmar minha vontade de assumir como compromisso
fundamental o de trabalhar com todas as energias na reconstituição da
plena e visível unidade de todos os seguidores de Cristo», assegurou
o Santo Padre.

«Sou consciente de que para isso não bastam as expressões de bons
sentimentos --reconheceu--. Requerem-se gestos concretoos que entrem
nos espíritos e agitem as consciências, convidando cada um a essa
conversão interior que é o pressuposto de todo progresso no caminho
do ecumenismo».

O Papa já havia confirmado este compromisso ao ser eleito bispo de
Roma, em 25 de abril, ao reunir-se com as delegações cristãs que
participaram na missa de início solene de seu pontificado.

O Papa pediu as 200.000 pessoas presentes na explanada de
Marisabella, entre as quais havia dezenas de milhares de
jovens: «empreendais com decisão o caminho desse ecumenismo
espiritual, que na oração abre as portas ao Espírito Santo, o único
que pode criar a unidade».

Em 25 de maio, o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho
Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, no Congresso
Eucarístico, propôs celebrar em Bari um Sínodo da reconciliação entre
bispos católicos e ortodoxos, como o que se havia celebrado nessa
cidade em 1098.

A todos os cristãos, inclusive os protestantes, o purpurado alemão
sugeriu realizar uma aliança em defesa dos valores cristãos
fundamentais que hoje em dia são negados, particularmente na Europa.



6 - Bento XVI reafirma prioridade do compromisso ecuménico

Agência Ecclesia 30/05/2005

Viagem inaugural do pontificado junta milhares de fiéis em Bari

Bento XVI reafirmou uma das ideias-chave do seu pontificado: o
compromisso em favor da plena unidade dos Cristãos. Na primeira
viagem do Papa fora do Vaticano, Bento XVI falou da Eucaristia
como "sacramento de unidade" perante milhares de fiéis reunidos na
cidade italiana de Bari, para o encerramento do Congresso Eucarístico
Nacional italiano.
"Infelizmente os cristãos estão divididos. É por isso que aqui em
Bari - cidade que guarda as relíquias de S. Nicolau, terra de
encontro e diálogo com os irmãos cristãos do Oriente - gostaria de
reafirmar a minha vontade de assumir como empenho fundamental: o de
trabalhar com todas as energias, a favor da reconstituição da unidade
plena e visível de todos os seguidores de Cristo", afirmou.
"Para reunir os cristãos, estou consciente de que as manifestações de
bons sentimentos não chegam. São necessários gestos concretos que
penetrem nas almas e comovam as consciências", acrescentou. São
Nicolau, morto em 325 e cujas relíquias estão depositadas na basílica
de Bari, é venerado tanto pelos católicos como pelos ortodoxos.
O Papa pediu a todos os fiéis para "seguirem com decisão o caminho do
ecumenismo espiritual, para que através da oração abram as portas ao
Espírito Santo, o único que pode criar a unidade".

Valorizar o Domingo
Na homilia, Bento XVI recordou o tema do XXIV Congresso Eucarístico
realizado em Itália - "Sem o Domingo não podemos viver" -, para
destacar a centralidade do Dia do Senhor. Lembrando os 49 mártires da
Eucaristia no ano 304, o Papa frisou que "também para nós não é fácil
viver como cristãos".
Aqueles cristãos do século IV foram proibidos, sob pena de morte,
pelo imperador Diocleciano de ter consigo as Sagradas Escrituras,
reunir-se ao Domingo para celebrar a Eucaristia ou construir locais
de culto. "Depois de atrozes torturas, foram assassinados,
confirmando assim, com a efusão do sangue, a sua fé. Morreram, mas
venceram", referiu ontem o Papa.
"Espiritualmente, o mundo em que vivemos, marcado pelo consumismo
desenfreado, pela indiferença religiosa, pelo secularismo fechado à
transcendência, pode parecer um deserto", disse ainda.
Bento XVI defendeu que "participar na Missa dominical e alimentar-se
do pão eucarístico é uma necessidade para o cristão, que pode assim
encontrar a energia necessária para o caminho a percorrer". O Papa
deixou votos de que os cristãos encontrem na participação na
Eucaristia a motivação necessária para um "novo compromisso no
anúncio de Cristo ao mundo, fonte de Paz".

Octávio Carmo


7 - PAPA-RELIGIÃO: COMPROMISSO ECUMÊNICO EM BARI

BARI, 29 (ANSA) O papa Bento XVI, na sua primeira viagem como
Pontífice, esteve hoje em Bari (sul da Itália) para participar do
encerramento do XXIV Congresso Eucarístico Nacional, onde convidou a
resgatar neste momento de consumismo desenfreado o significado da
festa cristã do domingo e renovou o seu compromisso em favor da
unidade dos cristãos.
"Resgatemos o significado do domingo, da festa cristã que dá sentido
ao viver, em uma época de consumismo desenfreado, de indiferença
religiosa e secularismo fechado à transcendência, uma época que pode
nos dar a sensação de viver no deserto", disse o Pontífice na homilia
de sua primeira missa no interior da Itália, para mais de 150 mil
peregrinos, que acompanharam o rito sob um sol abrasador na esplanada
marítima de Marisabella.
Na homilia que preparou para esta celebração, Joseph Ratzinger não
fez qualquer menção ao tema da inseminação artificial, sobre a qual
se fará um referendo na Itália em 12 e 13 de junho. Em troca, fez uma
reflexão sobre o lema do congresso "Sem o domingo não podemos viver"
e uma declaração de intenções muito forte sobre o ecumenismo.
Esta declaração confirma as palavras do cardeal Walter Kasper,
presidente do Conselho Pontifício para a unidade dos cristãos, na
última quarta-feira, durante um debate do qual também participou o
arcebispo Kirill, número Dois do patriarcado ortodoxo de Moscou, com
o qual o diálogo nos últimos anos foi particularmente difícil.
O texto preparado hoje pelo Papa confirma que este assunto oficial do
congresso eucarístico é prioritário para o Pontífice, preocupado pela
secularização da sociedade moderna e com a perspectiva de uma
humanidade concentrada somente em si mesma, em suas próprias
necessidades e em sua suposta onipotência. (ANSA)
29/05/2005


8 - Cardeal Kasper propõe aos ortodoxos um Sínodo de reconciliação. E
junto aos filhos da Reforma, uma aliança para defender as raízes
cristãs

BARI, quinta-feira, 26 de maio de 2005 (ZENIT.org ).- O representante
vaticano para o ecumenismo propôs aos ortodoxos um sínodo de
reconciliação e, junto aos filhos da Reforma protestante, uma aliança
a favor do redescobrimento das raízes cristãs.

O cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a
Promoção da Unidade dos Cristãos, fez estas propostas na quarta-feira
ao intervir no Congresso Eucarístico Nacional Italiano.

No ato, participaram junto a ele o arcebispo do Patriarcado de
Moscou, Kirill de Jaroslavl e Rostov, e o reverendo Eero Huovinen,
bispo luterano de Helsinki.

Ao começar sua intervenção, o cardeal alemão recordou que em Bari --
«cidade ponte entre Ocidente e Oriente, lugar do túmulo de São
Nicolas, o santo da caridade reconciliadora, venerado tanto no
Oriente como no Ocidente», aconteceu em 1098 um sínodo de bispos
gregos e latinos».

«Por que não esperar que aqui, em Bari, mil anos depois do sínodo de
1098, em 2098 (e por que não antes?), possamos celebrar de novo um
sínodo de bispos gregos e latinos, um sínodo de reconciliação?»,
perguntou.

O novo pontificado de Bento XVI, assegurou, «deu-nos a esperança de
que estas expectativas não são utopias».

«Esperamos de coração, e eu estou profundamente convencido, que
depois dos grandes esforços e dos importantes passos de João Paulo
II, o novo Papa Bento XVI aplaine e abra o caminho para uma
perspectiva assim», acrescentou.

Kasper reconheceu que ortodoxos e católicos «somos os herdeiros da
cultura européia comum e temos os mesmos valores éticos que são
fundamentais para o bem de nossas sociedades e para seus homens».

«Mas esses valores estão seriamente ameaçados tanto pelo secularismo
na Europa ocidental como pelas profundas lacerações que provocaram na
Europa oriental quarenta ou setenta anos de propaganda e de educação
atéia», declarou.

«Que pode ter de mais urgente que como próximo passo no largo caminho
para a plena comunhão formemos uma aliança a favor do redescobrimento
das raízes cristãs da Europa?», perguntou.

«Uma aliança --indicou-- para ajudarmos mutuamente a favor dos
valores comuns e de uma cultura da vida, da dignidade da pessoa, da
solidariedade e da justiça social, pela paz e pela salvaguarda da
criação».

O cardeal também apresentou esta «aliança» aos «irmãos protestantes»,
que enfrentam este mesmo desafio.

O purpurado enfrentou também a questão do ministério petrino (do
bispo de Roma), que constitui uma das dificuldades para o avanço para
a unidade plena.

Neste sentido, fez-se eco da proposta de João Paulo II, lançada em 25
de maio de 1995 com a encíclica «Ut unum sint» (número 95) «de
encontrar uma forma de exercício do primado que, sem renunciar de
nenhum modo ao essencial de sua missão, abra-se a uma situação nova».

«Que impede de começar já hoje, aqui em Bari, a discutir sobre esta
proposta?», perguntou aos presentes o cardeal. «Por que não refletir
juntos sobre uma osmose entre o princípio de sinodalidade e o de
colegialidade e o princípio petrino, que precisamente nas semanas
passadas mostrou sua força espiritual?».



9 - Vaticano propõe sínodo de reconciliação entre os Cristãos

Agência Ecclesia 30/05/2005

O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos
Cristãos propôs aos Ortodoxos um sínodo de reconciliação e,
juntamente com aos filhos da Reforma protestante, uma aliança a favor
da redescoberta das raízes cristãs. O Cardeal Walter Kasper, fez
estas propostas no Congresso Eucarístico Nacional Italiano que
decorreu em Bari.
No inicio da sua intervenção, o Cardeal alemão recordou que em Bari -
"cidade ponte entre Ocidente e Oriente, lugar do túmulo de São
Nicolau, o santo da caridade reconciliadora, venerado tanto no
Oriente como no Ocidente", teve lugar em 1098 um sínodo de bispos
gregos e latinos. "Por que não esperar que aqui, em Bari, mil anos
depois do sínodo de 1098, em 2098 (e por que não antes?), possamos
celebrar de novo um sínodo de bispos gregos e latinos, um sínodo de
reconciliação?", perguntou.
O novo pontificado de Bento XVI, assegurou, "deu-nos a esperança de
que estas expectativas não são utopias".
"Esperamos de coração, e eu estou profundamente convencido, que
depois dos grandes esforços e dos importantes passos de João Paulo
II, o novo Papa Bento XVI aplane e abra o caminho para uma
perspectiva assim", acrescentou.
O Cardeal Kasper reconheceu que ortodoxos e católicos "são herdeiros
da cultura europeia comum e têm os mesmos valores éticos que são
fundamentais para o bem das nossas sociedades e para os seus homens".
Nesse sentido, apontou como próximo passo rumo à plena comunhão a
formação de "uma aliança a favor da redescoberta das raízes cristãs
da Europa". "Uma aliança -indicou - para ajudarmos mutuamente a favor
dos valores comuns e de uma cultura da vida, da dignidade da pessoa,
da solidariedade e da justiça social, pela paz e pela salvaguarda da
criação".
O Cardeal Kasper abordou ainda a questão do ministério petrino (do
bispo de Roma), que constitui uma das dificuldades para o avanço do
ecumenismo. "Por que não reflectir juntos sobre uma osmose entre o
princípio de sinodalidade e o de colegialidade e o princípio petrino,
que precisamente nas semanas passadas mostrou a sua força
espiritual?", desafiou.


10 - CARDEAL KASPER PROPÕE TRABALHO CONJUNTO, A ORTODOXOS E
PROTESTANTES, EM PROL DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 31 mai (Rádio Vaticano) - O Presidente do
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal
Walter Kasper, propôs aos ortodoxos, um sínodo de reconciliação e,
juntamente com os filhos da reforma protestante, uma aliança em favor
da redescoberta das raízes cristãs.

A proposta do Cardeal Kasper foi lançada na semana passada, em Bari,
Itália, no contexto do Congresso Eucarístico Nacional italiano.
O Cardeal recordou que justamente em Bari _ "cidade ponte entre
Ocidente e Oriente, teve lugar, em 1098, um sínodo de bispos gregos e
latinos".
"Por que não esperar que aqui, em Bari, possamos celebrar de novo, um
sínodo de bispos gregos e latinos, um sínodo de reconciliação?" _
perguntou. O novo pontificado de Bento XVI, assegurou, "deu-nos a
esperança de que essas expectativas não sejam utopias".
"Esperamos de coração que, depois dos grandes esforços e dos
importantes passos de João Paulo II, o novo Papa Bento XVI consiga
aplainar e abrir o caminho para a realização dessa perspectiva" _
acrescentou.
O Cardeal Kasper reconheceu que ortodoxos e católicos "são herdeiros
da cultura européia comum e têm os mesmos valores éticos que são
fundamentais para o bem das nossas sociedades e para seus homens".
(CM)


11 - IGREJA ORTODOXA RUSSA ABERTA AO DIÁLOGO COM O VATICANO

Moscou, 1º jun (Rádio Vaticano) - A Igreja Ortodoxa russa reagiu de
imediato ao apelo lançado por Bento XVI em favor do diálogo entre os
cristãos, durante sua breve visita a Bari, no último fim de semana,
para o encerramento do Congresso Eucarístico. O Patriarca Aleksej II
disse que os ortodoxos estão "abertos ao diálogo, para a solução dos
problemas que têm impedido a melhora das relações entre a Igreja
Ortodoxa e a Católica".
Bento XVI reafirmou neste domingo, uma das idéias-chave de seu
pontificado: o compromisso em favor da plena unidade dos cristãos.
Bento XVI falou da Eucaristia como "sacramento de unidade" perante
milhares de fiéis reunidos na cidade italiana de Bari, para o
encerramento do Congresso Eucarístico Nacional italiano.
O Patriarca Ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias tem respondido
com cordialidade às posições do novo Papa, embora o Patriarcado viva
um clima de tensão, criado após a transformação em dioceses, em
fevereiro de 2003, por decisão de João Paulo II, das quatro
Administrações Apostólicas existentes no território russo.
A hierarquia ortodoxa acusa os sacerdotes católicos
de "expansionismo" e "proselitismo" em terras tradicionalmente
ortodoxas, particularmente a Belarus e a Ucrânia.
O Patriarca ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias, Aleksej II,
felicitou o novo Papa, quando de sua eleição, revelando esperar
um "diálogo frutuoso" entre as duas Igrejas. De fato, o Patriarcado
de Moscou acolheu de muito bom grado a eleição do Cardeal Joseph
Ratzinger, esperando melhoras substanciais no relacionamento mútuo.
(MZ)


12 - Igreja Ortodoxa russa aberta ao diálogo com o Vaticano

Agência Ecclesia 31/05/2005

A Igreja Ortodoxa russa reagiu de imediato ao apelo lançado por Bento
XVI em favor do diálogo entre os cristãos, durante a sua visita a
Bari, com o Patriarca Alexis II a referir que "estamos abertos ao
diálogo para a solução dos problemas que têm impedido a melhoria das
relações entre a Igreja Ortodoxa e a Católica".
Bento XVI reafirmou este Domingo uma das ideias-chave do seu
pontificado: o compromisso em favor da plena unidade dos Cristãos. Na
primeira viagem do Papa fora do Vaticano, Bento XVI falou da
Eucaristia como "sacramento de unidade" perante milhares de fiéis
reunidos na cidade italiana de Bari, para o encerramento do Congresso
Eucarístico Nacional italiano.
"Infelizmente os cristãos estão divididos. É por isso que aqui em
Bari - cidade que guarda as relíquias de S. Nicolau, terra de
encontro e diálogo com os irmãos cristãos do Oriente - gostaria de
reafirmar a minha vontade de assumir como empenho fundamental o de
trabalhar com todas as energias, a favor da reconstituição da unidade
plena e visível de todos os seguidores de Cristo", afirmou.
O Patriarca Ortodoxo de Moscovo tem respondido com cordialidade às
tomadas de posição do novo Papa, algo que não acontecia com João
Paulo II: apesar de ter visitado centenas de países, João Paulo II
nunca se pôde deslocar à Rússia, por oposição da Igreja Ortodoxa.
O seu sucessor encontra um clima de tensão, criado após o
desaparecimento da União Soviética: Moscovo acusa os católicos de
proselitismo em terras tradicionalmente ortodoxas, particularmente a
Bielorússia e a Ucrânia. Em 2000, a situação agravou-se após a
criação de quatro dioceses católicas na Rússia. Uma comissão mista
foi criada em 2004, após uma visita do Cardeal Walter Kasper,
presidente do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos
Cristãos, mas ainda não nenhum tipo de acordo sobre os diferendos
entre as duas Igrejas.
Logo após o início do seu pontificado, Bento XVI reafirmou a
necessidade de desenvolver a cooperação com a Igreja Ortodoxa da
Rússia ao receber no Vaticano o metropolita Kyrill, responsável pelo
Departamento das Relações com o Exterior do Patriarcado Ortodoxo de
Moscovo.
O Patriarca Ortodoxo da Rússia, Alexis II, felicitara o novo Papa
Bento XVI, aquando da sua eleição, revelando esperar um "diálogo
frutuoso" entre as duas Igrejas. O Patriarcado de Moscovo acolheu, de
facto, de uma forma muito optimista a eleição do Cardeal Joseph
Ratzinger, esperando melhorias substanciais no relacionamento mútuo
através da diminuição da "acção missionária católica" nos territórios
da antiga URSS.
A solução deste problema, contudo, não se afigura fácil: o Patriarca
Ortodoxo tem insistido na tese de "proselitismo católico" na Rússia e
nas outras onze repúblicas da ex-União Soviética. Acusando católicos
e protestantes de proselitismo, Alexis II pretende que o Cristianismo
na Rússia seja sinónimo exclusivo de Igreja Ortodoxa.
A acusação de proselitismo, de facto, deveria ser aplicado apenas a
casos de conversão forçada ou recrutamento de fiéis através de fraude
ou engano, o que não é o caso na Rússia de hoje.

Octávio Carmo


13 - Falha mecânica provocou queda de helicóptero do Patriarca Petros

EFE 01/06/05

Uma falha mecânica provocou a queda do helicóptero militar em que
viajavam, em direção a monte Atos, o Patriarca ortodoxo de
Alexandria, Petros, e outros 16 ocupantes, que resultaram mortos, de
acordo com uma investigação do tribunal militar grego.
Segundo a imprensa grega, depois dos oito meses de prazo para
investigar o acidente, ocorrido em setembro no litoral do nordeste da
Grécia, o tribunal iniciou um processo contra todos os possíveis
responsáveis pelas falhas mecânicas no helicóptero.
Os destroços do aparelho Chinook, no entanto, ainda serão enviados
aos EUA para serem examinados pela companhia Boeing, que poderá
constatar os problemas que levaram à queda do helicóptero.
Segundo a investigação realizada até agora, todos os ocupantes
morreram por causa dos impactos durante a queda.


14 - CHEFES DA IGREJA ORTODOXA GREGA REUNIDOS EM ISTAMBUL, DISCUTEM
SOBRE IRINEU I

Istambul, 24 mai (Rádio Vaticano) - Representantes das igrejas
ortodoxas do mundo inteiro estão reunidos esta semana, na sede do
Patriarcado Ecumênico, para elaborar um decreto de destituição de
Irineu I, Patriarca Ortodoxo de Jerusalém.
O controvertido Patriarca é acusado de ter vendido imóveis de
propriedade da Igreja Ortodoxa de Jerusalém a alguns empresários
judeus. Os imóveis fazem parte de algumas construções que estão
dentro dos muros da cidade velha, a poucos passos da elegante porta
de Jaffa, e são usadas como hotel para os peregrinos.
O encontro de Istambul está sendo presidido pelo Patriarca Ecumênico
Bartolomeu I, máxima autoridade da ortodoxia. Desse encontro
participam 42 representantes de 14 Igrejas ortodoxas, dentre os quais
os patriarcas de Alexandria, Antioquia, Moscou, Sérvia, Grécia,
Chipre e Polônia. Participa também Irineu I, que chegou ontem a
Istambul, acompanhado de dois guarda-costas.
O Patriarca de Jerusalém já foi destituído de sua Igreja no dia 7 do
corrente. Um comunicado do Sínodo Ortodoxo de Jerusalém já decretou
que Sua Beatitude Irineu I fosse removido "de sua posição de
Patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém e não tem agora nenhum poder ou
autoridade para agir em nome do Patriarcado".
A venda dos imóveis na cidade velha desencadeou a ira da comunidade
ortodoxa. Os fiéis se sentem ofendidos, sobretudo porque o ex-
patriarca teria "embolsado" uma significativa soma (vozes em
Jerusalém falam de 150 milhões de dólares americanos). Em segundo
lugar, porque em Jerusalém há uma pressão do governo israelense para
afastar os cristãos da cidade velha, substituindo-os por famílias
judaicas. Os ortodoxos julgam a venda uma grande traição contra a
presença da Igreja na cidade.
Semanas atrás, os ortodoxos receberam Irineu I com injúrias,
definindo-o "traidor como Judas". O governo israelense retardou por
anos, o reconhecimento de Irineu. Segundo personalidades da Igreja
greco-ortodoxa, a venda dos imóveis foi o preço pago pelo Patriarca
para obter seu reconhecimento.
Do dia 7 do corrente maio até sua partida para Jerusalém, Irineu I
permaneceu fechado em seu apartamento no Patriarcado, vigiado por
soldados israelenses armados até os dentes, e em companhia de guarda-
costas, temendo reações violentas por parte da comunidade.
Do ponto de vista canônico o Sínodo Ortodoxo de Jerusalém não tem
poder para afastar o Patriarca, mas a rejeição em reconhecê-lo pode
provocar maiores problemas e tensões.
O Secretário-geral do Patriarcado Ortodoxo de Jerusalém, o Arcebispo
Aristarco, declarou que o Sínodo tomou uma "decisão justa", ao
afastar Irineu I.
Em todo caso, todos os fiéis estão prontos a obedecer à decisão final
do Sínodo de Istambul. (MZ)


15 - Ortodoxos substituem Patriarca de Jerusalém, acusado de
corrupção

Agência Ecclesia 31/05/2005

A Igreja Ortodoxa Grega na Terra Santa nomeou ontem um Patriarca "ad
interim" (provisório) de Jerusalém Petro Cornelios, em substituição
do Patriarca Irineu I; acusado de corrupção devido a um escândalo na
venda de imóveis.
"Elegemos o Metropolita Petra Cornelios, que assumiu suas funções
hoje (segunda-feira) até que um novo Patriarca seja eleito", declarou
Aristarchos, Secretário do Patriarcado
O Metropolita Petra Cornelios tem uma posição superior à de Arcebispo
e agora dirigirá a Escola Ortodoxa grega da cidade antiga de
Jerusalém.
Irineu I foi destituído a 24 de Maio, pelos líderes das Igrejas
Ortodoxas reunidos em Sínodo, em Istambul, depois de ter sido acusado
de ter vendido secretamente a comerciantes judeus dois edifícios que
pertenciam ao Patriarcado e que eram utilizados como hotéis na cidade
velha.

Octávio Carmo


16 - Nomeado substituto temporário de patriarca ordotoxo grego de
Jerusalém

JERUSALÉM, 30 mai (AFP) - O patriarcado ortodoxo grego de Jerusalém
nomeou um substituto para Irineu I, destituído por sua própria
hierarquia devido a um escândalo de venda de imóveis, informou nesta
segunda-feira à AFP Aristarchos, secretário do patriarcado.
"Elegemos o metropolita Petra Cornelios e (ele) assumiu suas funções
hoje (segunda-feira) até que um novo patriarca seja eleito", declarou.

O metropolita Petra Cornelios tem uma posição superior à do arcebispo
e agora dirigirá a escola ortodoxa grega da cidade histórica de
Jerusalém.

Irineu I foi destituído em 24 de maio pelos líderes das igrejas
ortodoxas reunidos em um sínodo em Istambul (Turquia), depois de ser
acusado de ter vendido secretamente a homens de negócios judeus dois
edifícios que pertenciam ao patriarcado e que eram utilizados como
hotéis na cidade histórica.


17 - Comemoração do Dia de São Cirilo e São Metódio na Rússia

Voz da Rússia 24/05/2005

Hoje é homenageada na Rússia a memória de São Cirilo e São Metódio,
os pais do alfabeto cirílico. Os historiadores entendem que a escrita
eslava nasceu no ano 863. Em sua mensagem de saudação aos
participantes nas festividades, o presidente Vladimir Putin apontou
que as homenagens prestadas aos grandes iluminadores dos povos
eslavos se tornaram uma tradição deveras nacional. Em Moscou, o
patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, encabeçaou
a procissão da Santa Cruz desde o Kremlin até o monumento a São
Cirilo e São Metódio.


18 - Aleksi II julga que a vida religiosa vai se desenvolvendo de uma
maneira estável e positiva na Rússia

Voz da Rússia 27/05/05

O patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, julga que
a vida religiosa no País vai se desenvolvendo de uma maneira estável
e positiva. Entretanto, num encontro com o comissário dos Direitos
Humanos do Conselho da Europa, Álvaro Gil-Robles, em Moscou, Aleksi
II disse estar preocupado com a ação das seitas religiosas
destrutivas na Rússia, porque essas seitas exercem um efeito
desmoralizante sobre as pessoas e praticam negociatas financeiras. O
patriarca sublinhou que a Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia mantém
diálogo e cooperação com as organizações religiosas não destrutivas.


19 - Igreja Ortodoxa não quer que o Slipnot toque na Grécia

www.ofuxico.com.br 01/06/2005

O grupo Slipknot manteve seus planos de se apresentar em um show na
Grécia apesar do pedido especial feito pela Igreja Ortodoxa do país
para que não o fizessem por considerar as letras do grupo ofensivas.
A Igreja repudiou a letra da banda de heavy metal "I Am Hated" por
ser violenta e fazer menção ao demônio.
Os religiosos temem que as letras desta e das demais músicas
incentivem os jovens gregos a atos violentos e irresponsáveis.
Por: LM


20 - Igreja Ortodoxa tenta banir Slipknot da Grécia - e falha

Por Daniel Setti MTV Brasil 31.05.2005

Apesar da pressão contrária da Igreja Ortodoxa da Grécia, o Slipknot
fez ontem (30.05) à noite a sua primeira apresentação no país, mais
precisamente no teatro Likavitos, em Atenas. Os religiosos tentaram
impedir o show alegando que a banda americana de nu-metal promove o
satanismo em sua música.
"As instituições públicas devem cumprir seu papel e proteger os
cidadãos gregos de qualquer evento público que promova o satanismo",
diz mensagem emitida em nome da igreja, divulgada antes da
performance. "Os membros da banda têm uma aparência chocante, usando
uniformes negros e máscaras que se parecem com caveiras".
Após o concerto de Atenas, o Slipknot segue em turnê por diversos
países europeus. A banda deve passar pelo Japão em agosto.


21 - Ucrânia: A primeira Igreja greco-católica na segunda maior
cidade do país

AIS Notícias 24/05/2005

O Padre Mykola Semenovych, um sacerdote greco-católico da Ucrânia
Ocidental que trabalha na região leste do país, na cidade
universitária de Kharkiv, informou a Ajuda à Igreja que Sofre que a
Igreja greco-católica planeia construir o primeiro templo católico de
rito oriental nesta região.
"Presentemente, estamos a tentar construir a primeira igreja greco-
católica em Kharkhiv, que é a segunda maior cidade da Ucrânia com
cerca de 1 milhão e meio de habitantes", indicou o sacerdote.
O sacerdote explicou que as missas em Kharkhiv são habitualmente
celebradas "ao ar livre". Mas este facto não constitui um obstáculo à
participação dos fiéis: "Em média, cerca de 120 pessoas vêm assistir
à Missa de Domingo e este ano na Missa Pascal foi possível juntar
cerca um milhar de católicos", informou o Pe. Semenovych.
Os católicos oriundos da Ucrânia Ocidental são, segundo o sacerdote,
a "espinha dorsal desta paróquia". Contudo, acrescenta, "existem
muitas pessoas, naturais da região, que ainda não foram baptizadas
mas que se interessam pela Fé e que procuram Deus".
Em relação à situação política na Ucrânia, o Pe. Semenovych considera
inquestionável que se verificou uma mudança nas mentalidades: "Hoje,
muitas pessoas acreditam que o Presidente Yushchenko poderá mudar a
nossa sociedade. Os ucranianos crêem agora que, lentamente, se
poderão mudar as coisas para melhor".


22 - Presença dos cristãos no Iraque é mais necessária que nunca.
Testemunho desde Bagdá de um carmelita descalço

BAGDÁ, terça-feira, 31 de maio de 2005 (ZENIT.org ).- O carmelita
descalço Manuel Hernández Estévez vive em um convento muito perto da
conflituosa «zona verde» de Bagdá, cenário habitual de atentados nos
últimos meses.

Manuel Hernández, segundo explicou a Veritas, quase não pode sair do
convento porque é «muito arriscado». Na medida de suas
possibilidades, tenta ajudar as famílias iraquianas com dificuldades,
especialmente aquelas que apresentam enfermidades que requerem
intervenções médicas na Europa, para o que o missionário pede ajuda.

«Estou aqui há um ano e meio, e a verdade é que não muda nada. São
problemas tão grandes os que este país tem, de todo tipo, que passará
tempo até que volte uma certa normalidade», reconhece.

«Melhorou o clima, o estado de ânimo do povo, que foi muito valente
ao ir às urnas, apesar dos riscos e das ameaças --declara--. Mas
depois de dois meses daquelas eleições, segue havendo mortos e
mortos, e vítimas, e feridos, e gente mutilada, e gente com dor. Isto
está desesperando o povo».

Pelo que se refere à situação dos cristãos, o religioso explica
que «não está acontecendo, contrariamente ao que se diz e se tenta
demonstrar, uma perseguição direta aos cristãos por parte dos
muçulmanos, à raiz dos atentados terroristas contra igrejas, etc. Os
terroristas, como sabemos, atentam onde podem, o que querem é matar
gente, causar dano, semear o terror».

«Não se pode falar de um confronto entre o Islã e o cristianismo --
assegura--. Simplesmente os terroristas buscam fazer estrago.
Obviamente os cristãos iraquianos vivem em uma sociedade muçulmana
(95%), e isso tem muita repercussão na vida social, no acesso ao
trabalho, às universidades, aos colégios, etc. Estão marginalizados
porque são uma minoria, mas não se pode falar propriamente de
confronto».

A quem lhe pergunta se deixará o Iraque, o carmelita explica que sua
presença é necessária. «Nós cristãos temos de ficar aqui, não vamos
partir agora que necessitam de nós, e quando a situação melhorar,
voltar e dizer: e aí, como estão? É de sentido comum. Nós que estamos
em missões toda a vida nos guiamos por outros parâmetros, temos de
dar testemunho do amor de Jesus a este povo, estando com ele para o
bem e para o mal».


23 - O FUTURO FOI NEGADO ÀS CRIANÇAS DO IRAQUE", AFIRMA JORNAL DO
VATICANO

CIDADE DO VATICANO, 24 MAI (ANSA) - A ferocidade do conflito no
Iraque nega o futuro às crianças do país, escreveu hoje o jornal
vaticano, L'Osservatore Romano, em um artigo de primeira página
acompanhado da fotografia de um menino de quatro anos ferido ontem em
um atentado em Bagdá.
"Entre os horrores de toda a guerra está a violação da infância
inocente, o ultrage contra um futuro que deveria ser cheio de
esperanças e de aspirações", afirmou o jornal. "Um porvir que, às
crianças de Bagdá, foi negado pela ferocidade do conflito", concluiu.
(ANSA)
24/05/2005


24 - "L'OSSERVATORE ROMANO" RESSALTA CRUÉIS ATENTADOS QUE CONTINUAM A
ENSANGÜENTAR IRAQUE

Cidade do Vaticano, 24 mai (Rádio Vaticano) - O diário
vaticano "L'Osservatore Romano" abre hoje sua edição destacando os
cruéis atentados que continuam a ensangüentar o Iraque.
Um artigo intitulado "Uma criança de Bagdá" refere-se aos horrores de
uma guerra que viola a infância inocente. O diário também dedica duas
páginas ao próximo XX Dia Mundial da Juventude, em Colônia.
Na editoria internacional, o jornal vaticano destaca a abertura dos
trabalhos da Comissão de Segurança Alimentar no mundo, da FAO,
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura,
notificando o crescimento da fome nos países mais pobres. (WM)


25 - Eucaristia, força dos católicos sob o perigo no Iraque. Segundo
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do Patriarcado Caldeu de Bagdá

BARI, sexta-feira, 27 de maio de 2005 (ZENIT.org ).- Dom Shlemon
Warduni, bispo auxiliar do Patriarcado Caldeu de Bagdá, constata que
a Eucaristia é a força dos católicos no meio da violência que
enfrentam há anos.

Ao oferecer seu testemunho no Congresso Eucarístico Nacional
Italiano, o prelado constatou que ser cristão no Iraque não é
fácil, «mas não só hoje, há décadas nosso povo vive no sofrimento».

«A guerra não fez mais que piorar as coisas --sublinha--. Rezamos
todos os dias pedindo paz. Despedimo-nos dizendo: a paz seja contigo.
Anunciar Cristo quer dizer anunciar o Evangelho da paz. A Eucaristia
neste anúncio nos dá força».

No Iraque, os católicos caldeus são uma minoria que conta com pouco
mais de 700 mil fiéis em um país de mais de 26 milhões de habitantes,
97% muçulmanos.

«A guerra destrói tudo --exclamou o bispo de Bagdá ao oferecer seu
testemunho ante o Congresso--. Nós o experimentamos cada dia: a
guerra não resolve nenhum problema. E mais, traz outros: fome,
mortos, órfãos, famílias destruídas, imoralidade».

«A meu redor vejo cotidianamente artefatos que matam inocentes. Para
quê? Que Deus dê luz a esses dirigentes do mundo responsáveis disto.
Que busquem antes de tudo o bem dos iraquianos, antes de decidir se
fazem a guerra no Iraque ou em outras partes», pediu.

«Nossa evangelização consiste em visitar os pobres, em dar
medicamentos aos enfermos muçulmanos, em visitar os necessitados.
Seria um absurdo ou desperdício pensar que se pode evangelizar
segundo as categorias européias --reconhece--. Com os muçulmanos, não
falamos da Eucaristia, vivemo-la».

«A todos que ajudamos! --exclama-- E os muçulmanos vêem, compreendem,
ficam impressionados. Íamos às paróquias quando caíam os mísseis. E
isto os impressionou».

Também, conclui Warduni, anunciamos o «Evangelho da paz. Este é o
anúncio de Cristo: pregar a paz, o amor, sem vinganças, sem
hostilidade. Isto toca o coração dos muçulmanos muito mais que muitas
palavras».


26 - Belém é "lugar muito difícil" para cristãos, assinala
especialista

KONIGSTEIN, 2005-05-25 (ACI).- A Diretora do departamento de Oriente
Médio da instituição Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), com sede na
Alemanha, assinalou que a vida dos cristãos em Belém , lugar do
nascimento de Jesus, está sendo cada vez mais difícil. "A situação na
Terra Santa é realmente deprimente, principalmente devido ao terrível
muro que separa totalmente os territórios palestinos de Israel. Belém
se tornou um lugar muito, muito difícil para os cristãos", assinalou
Marie-Ange Siebrecht, ao retornar de sua última viagem ao berço da
Cristandade.
A especialista explicou que os cristãos "estão muito afetados pela
situação atual, porque já não podem ir a seus lugares de trabalho em
Israel. Em lugares como Belém, praticalmente já não há peregrinos nem
turistas, devido à tensa situação que atravessa a região".
Siebrecht se perguntou: "Como vão ficar os cristãos em seu país natal
sem trabalho nem futuro? E que significado têm os lugares Santos
cristãos sem uma presença cristã?"
"É nossa obrigação informar ao mundo em nome destes cristãos", disse
a dirigente de AIN, que pediu "acima de tudo, rezar pela Terra Santa
e visitá-la; isso sim, deveriam viajar com organizações cristãs".


27 - ÍNDIA: Apelo de um Bispo ao governo para a proteção da liberdade
religiosa

Nova Déli (Agência Fides) - A liberdade religiosa é um dos direitos
fundamentais de todo ser humano, está estabelecida na Constituição
indiana e está na base de uma nação pluralista como a Índia; por
isso, é um bem supremo que o governo indiano tem que tutelar e
defender com todos os meios, enfrentando de modo eficaz as tentativas
de grupos integralistas, quaisquer que sejam, de atacar ou eliminar
esta prerrogativa de qualquer cidadão. É o que afirma em depoimento
enviado à Fides Dom Joseph Powathil, Arcebispo de Changanasserry, no
Estado de Kerala, no sul da Índia. A diocese pertence à Igreja sírio-
malabarense, uma das três comunidades católicas presentes na Índia,
ao lado das de rito latino e sírio-malankarese.
O arcebispo destacou a grande contribuição que a comunidade católica
deu no passado - e que continua a dar hoje - para a construção da
nação indiana, especialmente no setor de educação, lembrando que
todos os institutos de educação católicos foram pioneiros em dar
acesso à cultura às camadas menos favorecidas da sociedade.
O Papa, disse o Arcebispo, também lembrou de como "a Igreja Católica
na Índia promoveu, de maneira constante, a dignidade de toda pessoa
humana e o respectivo direito de todos os povos à liberdade
religiosa".
Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1999, o Santo Padre,
falando abertamente da liberdade religiosa, destacou: "A religião
exprime as aspirações mais profundas da pessoa humana, determina a
sua visão de mundo, orienta o seu relacionamento com os outros;
oferece, no fundo, a resposta para a questão do verdadeiro
significado da existência, não só no âmbito pessoal, mas também no
social. A liberdade religiosa constitui-se, portanto, no próprio
coração dos direitos humanos. Ela é, de tal modo, inviolável, a ponto
de exigir o reconhecimento da liberdade que tem uma pessoa de trocar
de religião, se é isso que pede a sua consciência".
Em alguns Estados da Índia existem leis que realmente ofendem o
direito à liberdade religiosa. Estas leis, enquanto oficialmente
proíbem as conversões religiosas pela força, por fraude ou mediante
retribuições, trazem também dificuldades para as pessoas que queiram
se converter e para os religiosos envolvidos com a conversão como,
por exemplo, a autorização prévia das autoridades civis, prova da
vontade autêntica de converter-se etc. Freqüentemente, a aplicação da
lei pelo povo é que cria problemas; alguns funcionários usam a lei
com freqüência para oprimir as pessoas, saldar dívidas antigas, criar
dificuldades para a Igreja. A educação aos direitos humanos e à
liberdade religiosa fornecida pela Igreja - concluiu o Arcebispo -
deve tornar-se uma prioridade e parte de sua missão evangelizadora.
(PA) (Agência Fides 27/5/2005)".


28 - CATHOLICÓS DE TODOS OS ARMÊNIOS VISITARÁ OS EE.UU.

www.armenia.com.br

Los Angeles, CA., EE.UU. (Asbarez) - A segunda visita Pontifical de
Karekin II, Patriarca Supremo e Catholicós de Todos os Armênios para
a Diocese Oeste da Igreja Apostólica Armênia será realizada entre os
dias 1 a 20 de junho próximo. Esta visita tem um significado
particular, uma vez que serão abençeados os novos alicerces da nova
Catedral da Diocese de 107 anos. Durante sua estada na Califórnia, o
Catholicós celebrará a Divina Liturgia, visitará as Igrejas da
Diocese, conduzirá serviços religiosos, manterá encontros com
organizações comunitárias e juvenis, bem como visitará os hospitais
da região.

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