BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 43 - 23 de maio de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Rezemos para todas as pessoas se sintam mais responsáveis por
edificar juntos uma humanidade mais livre, mais pacífica e mais
solidária.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - Edificar uma humanidade mais livre e pacífica, dever comum de
católicos e ortodoxos. Segundo propõe Bento XVI ao presidente da
Bulgária

2 - PAPA: VALORES CRISTÃOS INDISPENSÁVEIS PARA A EUROPA

3 - Papa elogia proximidade de Bulgária com o Vaticano

4 - O Papa elogia papel de Santos Cirilo e Metódio na evangelização
da Europa

5 - BENTO XVI SUSTENTOU QUE A "EUROPA NECESSITA DOS BÁLCÃS"

6 - O diálogo entre culturas é indispensável para a paz, constata
Bento XVI

7 - SÍRIA - Reflexões e experiências ecumênicas em Alleppo: quando a
Páscoa será celebrada na mesma data?

8 - AIN afirma que na Síria os cristãos não são discriminados

9 - BANCO CENTRAL DA ROMÊNIA DEVOLVE OBJETOS DE CULTO CONFISCADOS ÀS
IGREJAS PELO REGIME COMUNISTA

10 - Católicos de Moscovo sonham com viagem de Bento XVI à Rússia

11 - Bento XVI expressou a esperança de uma melhoria das relações com
a Igreja Ortodoxa Russa

12 - Patriarca Russo fala sobre o renascimento espiritual e o futuro
do País

13 - Rússia comemora Escrita e Cultura Eslavas

14 - Rússia: Secretária-geral da AIS recebe condecoração da Igreja
Ortodoxa

15 - Condecoração do patriarca ortodoxo de Moscou a «Ajuda à Igreja
que Sofre»

16 - Seqüestro de jovem provoca protestos de cristãos

17 - Israel/Terra Santa: Cristianismo em risco

18 - Israel/Terra Santa: Belém tornou-se um local "muito difícil"
para cristãos

19 - ÍNDIA: Mais de 50 mil fiéis na celebração de investidura de Dom
Cyril Mar Baselios, arcebispo de Trivandrum, como «Arcebispo-Mor» da
Igreja Sírio-malankarese

20 - Religioso diz que iraquianos têm mais medo agora do que na época
de Saddam

21 - CHEFE DA IGREJA CALDÉIA NO IRAQUE CONDENA PSEUDO-MISSIONÁRIOS
QUE CHEGAM AO PAÍS EM COMPANHIA DAS TROPAS INVASORAS

22 - NOVO LÍDER ESPIRITUAL DOS CATÓLICOS DA ARMÊNIA

23 - NOVA IGREJA RUSSA EM EREVAN

24 - LÍBANO - Catolicosse Aram I esteve no Irã em visita pastoral

25 - 500 tochas iluminam Yerevan

26 - Memorial às vitimas do genocídio inaugurado na Alemanha causando
protesto pelos turcos

27 - Culto Ecumênico na Igreja Católica Armênia de São Gregório
Iluminador

28 - Procissão ao Memorial aos Mártires Armênio

29 - Atentado no Monumento do Genocídio Armênio

30 - Missas nas Igrejas Armênias

31 - Reinauguraçao do Memorial Armênia do Metrô



1 - Edificar uma humanidade mais livre e pacífica, dever comum de
católicos e ortodoxos. Segundo propõe Bento XVI ao presidente da
Bulgária

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 23 de maio de 2005 (ZENIT.org ).-
Católicos e ortodoxos têm um dever comum, considera Bento
XVI: «edificar juntos uma humanidade mais livre, mais pacífica e mais
solidária».

Esta é a proposta que fez o Papa esta segunda-feira ao receber em
audiência Georgi Parvanov, presidente da Bulgária, país que definiu
como «uma das pontes entre Ocidente e Oriente».

O Santo Padre acolheu seu hóspede saudando-o cordialmente em
italiano. Após um encontro privado de dez minutos, na Biblioteca do
Palácio Apostólico, pronunciou em francês um discurso no qual
recordou Cirilo e Metódio, co-patronos da Europa, e a contribuição
que ofereceram à espiritualidade búlgara.

A visita do presidente, que veio acompanhado por sua esposa e um
séqüito, celebrava a festa litúrgica ortodoxa dos dois santos de
Salônica (Grécia), evangelizadores dos povos eslavos, criadores do
alfabeto cirílico, no século IX.

Após pedir ao presidente que saudasse de sua parte o patriarca da
Igreja ortodoxa búlgara, Sua Santidade Maxime, o bispo de Roma
reconheceu que nós, ortodoxos e católicos, «temos ante nós um dever
comum: estamos chamados a construir juntos uma humanidade mais livre,
mais pacífica e mais solidária».

«Nesta perspectiva, quero formular o desejo fervoroso de que vossa
nação saiba promover continuamente na Europa os valores culturais e
espirituais que constituem sua identidade», disse o Papa.

O Santo Padre sublinhou as boas relações que a Bulgária mantém com a
Santa Sé após a queda do comunismo e que viram seus momentos mais
importantes na visita de João Paulo II ao país há três anos e com a
proximidade do presidente, o Governo e o Parlamento nas exéquias do
pontífice e na missa de início do pontificado do novo Papa.

Segundo algumas estatísticas, na Bulgária, país de 7 milhões e meio
de habitantes, 82,6% da população são ortodoxos, 12,2% muçulmanos,
1,7% católico, 0,1% judeu, enquanto que 3,4% estão compostos por
outras confissões cristãs, como protestantes e armênios.


2 - PAPA: VALORES CRISTÃOS INDISPENSÁVEIS PARA A EUROPA

CIDADE DO VATICANO, 23 MAI (ANSA) - O papa Bento XVI lembrou hoje os
valores de paz e fraternidade difundidos na Europa pelo cristianismo
e que deram identidade à Bulgária e à Macedônia, ao receber hoje no
Vaticano, em audiências separadas, o presidente da Bulgária e o
premier macedônio.
"Os valores de paz e fraternidade difundidos na Europa pelo
cristianismo, pelos santos Cirilo e Metodio, continuam sendo
indispensáveis para construir comunidades solidárias, abertas ao
progresso humano integral, que respeitem a dignidade de todo ser
humano e de toda a humanidade", lembrou o Pontífice.
O presidente búlgaro Georgi Parvanov e o premier macedônio Vlado
Buckovski, cujos povos são de maioria ortodoxa, foram participar das
celebrações anuais em memória dos santos Cirilo e Metodio,
evangelizadores da Europa Central.
Estes dois santos do século IX, venerados por todos os cristãos da
Europa Central, estão enterrados na Basílica de São Clemente, perto
do Coliseu romano.
Graças à ação evangelizadora de Cirilo e Metodio, "a Europa que se
formou é essa Europa na qual a Bulgária se sente importante", disse o
Papa ao receber Parvanov.
A Bulgária é "uma ponte entre o oriente e o ocidente", afirmou Joseph
Ratzinger, e, neste sentido, "espero que sua nação possa promover na
Europa os valores culturais e espirituais que constituem sua
identidade".
Recebendo o premier da Macedônia, Bento XVI afirmou que "espero
sinceramente que essa peregrinação contribua para manter vivos entre
as nações os altos ideais humanos e cristãos e rezo para que seu país
esteja aberto para a Europa, contribuindo para construir o próprio
futuro, inspirado pela vossa inestimável gerência religiosa e
cultural". (ANSA)


3 - Papa elogia proximidade de Bulgária com o Vaticano

VATICANO, 23 Mai. 05 (ACI ) .- Ao receber Georgi Parvanov, Presidente
da República búlgaro que de visita Roma com ocasião da comemoração
anual à tumba dos Santos Cirilo e Metódio, o Papa Bento XVI destacou
a proximidade da Bulgária à a Santa Sé. Depois de lembrar que a
Bulgária se formou graças à ação evangelizadora de ambos os Santos, o
Pontífice assinalou que o país "tem um dever particular com outros
povos: ser uma das pontes entre o Oriente e Ocidente".
Referindo-se a seguir às boas relações entre a Santa Sé e Bulgária",
o Papa disse: "Como não dar graças à Divina Providência por esta
capacidade reencontrada de ter um diálogo amistoso e construtivo,
depois da longa e difícil etapa do regime comunista?".
Ao final de seu discurso, Bento XVI agradeceu a esse país e a seus
habitantes "a proximidade que mostraram à Santa Sé durante os últimos
dois meses. Tanto o senhor, como o governo, o parlamento e tantos
cidadãos manifestaram à Igreja Católica seus sentimentos sinceros,
com motivo da morte de João Paulo II e de minha eleição como seu
sucessor".


4 - O Papa elogia papel de Santos Cirilo e Metódio na evangelização
da Europa

VATICANO, 23 Mai. 05 (ACI ) .- Ao receber Vlado Buchovski, primeiro-
ministro da antiga república iugoslava da Macedônia, o Papa Bento
XVI recalcou o papel dos Santos Cirilo e Metódio na constituição da
identidade européia. Buchovski visita o Vaticano com ocasião da festa
dos Santos Cirilo e Metódio, apóstolos dos eslavos, que se celebra no
Oriente no dia 11 de maio e no Ocidente em 14 de fevereiro.
O Pontífice destacou que os irmãos Cirilo e Metódio, como apóstolos
dos eslavos, contribuíram significativamente para a formação da
Macedônia, já que "sua atividade humana e cristã deixou rastros
indeléveis na história de seu país. A peregrinação à tumba de São
Cirilo que todos os anos realizam é uma boa oportunidade para
retornar às raízes de sua história".
"Estou convencido –acrescentou o Santo Padre- de que o modo de dar
vida a uma sociedade verdadeiramente atenta ao bem comum é procurar
no Evangelho as raízes dos valores compartilhados, como demonstra a
experiência dos Santos Cirilo e Metódio".
Este, acrescentou Bento XVI, "é o desejo fervoroso da Igreja Católica
cujo interesse não é outro que o de difundir e dar testemunho das
palavras de esperança e amor de Jesus Cristo, palavras de vida que ao
longo dos séculos inspiraram aos mártires e confessores da fé".
"Espero sinceramente que sua peregrinação contribua a que esses altos
ideais humanos e cristãos sigam vibrando em sua nação. Rezo também
para que a Macedônia se abra com confiança a Europa, contribuindo
assim significativamente a construir seu futuro, inspirado por seu
incalculável patrimônio religioso e cultural", concluiu o Papa.


5 - BENTO XVI SUSTENTOU QUE A "EUROPA NECESSITA DOS BÁLCÃS"

CIDADE DO VATICANO, 19 MAI (ANSA) - O papa Bento XVI sustentou hoje
que a "Europa necessita das nações balcânicas e estas necessitam da
Europa", recordando também a "decisiva contribuição do cristianismo
na alma européia".
O Pontífice fez estas considerações na audiência ao embaixador da ex-
república iugoslava da Macedônia ante a Santa Sé, Bartolemj Kajtazi,
recebido para a apresentação das cartas credenciais.
Joseph Ratzinger recordou a contribuição dos irmãos eslavos, Cirilo e
Metodio, patrões da Europa, à cultura européia, citando entre outras
coisas o alfabeto que permitiu a Cirilo "transpor corretamente noções
bíblicas e conceitos teológicos gregos em um contexto diferente de
pensamento e de experiência histórica".
O Papa apreciou o compromisso da república da Macedônia "para forjar
um caminho de paz e de reconciliação".
"Tragicamente diferentes culturas com freqüência deram lugar a
incompreensões entre os povos e também causaram conflitos sem
sentidos e guerras", acrescentou.
"Peço a vocês e a seus compatriotas que afirmem os fundamentais
valores comuns de todas as culturas, comuns porque encontram suas
fontes na verdadeira natureza da pessoa humana", disse o embaixador.
Se os países balcânicos e a Europa precisam uns dos outros, "entrar
na União Européia não pode ser entendido somente como uma panacéia
aos opressores problemas econômicos".
Citando a "Eclesia na Europa" de João Paulo II, o Papa sublinhou que
o "processo da União Européia, a expansão é da capital importância
para recordar que se perderá substância se forem reduzidas as meras
dimensões geográficas e econômicas".
A alma da Europa exige "criatividade e a decisiva contribuição do
cristianismo, que afirma a transcendência e a dignidade da pessoa
humana e dos valores de razão, liberdade, democracia e estado
constitucional".
Entre os direitos humanos, advertiu também, o Papa,
necessita "incluir os das minorias étnicas e religiosas".
Bento XVI pediu também ao embaixador que o governo
macedônico "permita o ensino da religião nas escolas primárias".
(ANSA)


6 - O diálogo entre culturas é indispensável para a paz, constata
Bento XVI. Ao receber o embaixador da antiga república iugoslava de
Macedônia

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 19 de maio de 2005 (ZENIT.org).- O
diálogo entre culturas é indispensável para a paz, considerou esta
quinta-feira Bento XVI ao receber o novo embaixador da antiga
república iugoslava da Macedônia.

Esta é a grande lição que deixa o conflito que durante os anos
noventa sangrou os Bálcãs, acrescentou o pontífice no discurso que
dirigiu em inglês ao senhor Bartolomej Kajtazi (Skopje, 1966).

Ao dirigir-se ao representante deste país de dois milhões de
habitantes, 79% ortodoxos e 29% muçulmanos, independente da
Iugoslávia desde 1991 (quando Slobodan Milosevic era presidente da
Sérvia), o Papa agradeceu que esta nação «reafirmou seu compromisso
de traçar uma senda de paz e de reconciliação».

«Deste modo, pode converter-se em exemplo para os demais países na
região dos Bálcãs --reconheceu--. Tragicamente, as diferenças
culturais foram com freqüência motivo de mal-entendidos entre povos e
inclusive causa de conflitos e guerras sem sentidos».

O bispo de Roma considerou que «o diálogo entre povos e culturas é
uma pedra angular indispensável da civilização universal de amor para
com a que aspira cada homem e mulher».

Por este motivo, alentou os macedônios a «afirmar os valores
fundamentais comuns a todas as culturas; comuns pois encontram seu
manancial na autêntica natureza da pessoa humana», explicou.

«Deste modo, consolida-se a busca da paz, permitindo que dediqueis
todos os recursos humanos e espirituais ao progresso material e moral
de vosso povo, com um espírito de fecunda colaboração com vossos
países vizinhos», assegurou o Santo Padre.

O Papa recordou junto ao diplomata o exemplo que neste sentido
deixaram os santos Cirilo e Metódio, evangelizadores dos povos
eslavos. Com motivo de sua festa, todos os anos vem a Roma uma
delegação da Macedônia.

Os co-patronos da Europa, assinalou o Papa, «reconheceram a aguda
necessidade de transpassar corretamente as noções bíblicas e os
conceitos teológicos gregos em um contexto muito diferente de
pensamento e de experiência histórica. A primeira tarefa que
enfrentam hoje os cristãos na Europa é a de projetar a luz da
Revelação em tudo o que é bom, verdadeiro e belo».

«Neste sentido, todos os povos e nações estão orientados para essa
paz e liberdade que Deus, o Criador, quer para cada um», assegurou.

Na antiga república iugoslava da Macedônia há cerca de 15.000
católicos, distribuídos em sete paróquias.


7 - SÍRIA - Reflexões e experiências ecumênicas em Alleppo: quando a
Páscoa será celebrada na mesma data?

Aleppo (Agência Fides) - Respira-se clima de ecumenismo e
fraternidade na Síria: nos últimos dias, o Bispo greco-ortodoxo de
Aleppo convidou Dom Luigi Padovese, Vigário Apostólico de Anatolia, a
oferecer uma palestra sobre Ecumenismo para um grupo de sua igreja
que trabalha pela unidade dos cristãos.
"Foram dois dias muito intensos e de alto significado ecumênico para
as relações entre as várias igrejas. Fomos hóspedes do Arcebispo, Dom
Pol Yazici, que lidera uma numerosa comunidade greco-ortodoxa de
língua árabe. Visitamos também o Bispo greco-católico e sírio-
católico. Participaram da conferência representantes Caldeus,
Armênios e Melquitas", diz à Agência Fides o missionário franciscano
Pe. Domenico Bertogli, que vive em Antioquia, e estava presente em
Aleppo.
"Os leigos - continua Pe. Bertogli - perguntavam por que não era
possível estabelecer rapidamente uma única data para todos os
cristãos celebrarem a Páscoa: é certamente um problema urgente e
muito sentido pelos cristãos das diversas confissões que convivem
juntos. Em Aleppo, são quase meio milhão, com nove Bispos".
Em um clima de concórdia e amizade, o Arcebispo ortodoxo acompanhou
em seguida Dom Padovese e Pe. Bertogli a Cirro, ao norte de Aleppo,
hoje área dos curdos da Síria. A cidade é o local do martírio de
Cosmo e Damião, ocorrido na época de Diocleciano (303 d.C.). A viagem
foi uma ocasião preciosa para um Bispo católico e um greco-ortodoxo
de realizar uma peregrinação comum e transcorrer dias de fraternidade
e compartilha, em um clima de autêntico diálogo ecumênico. (PA)
(Agência Fides 18/5/2005)


8 - AIN afirma que na Síria os cristãos não são discriminados

KONIGSTEIN, 23 Mai. 05 (ACI ) .- Marie-Ange Siebrecht, chefe da Seção
de Oriente Meio da fundação Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), afirmou
que durante sua última viagem a Síria, verificou que "os cristãos não
são objeto de discriminação". Siebrecht comparou sua experiência com
a do ano de 2001 e indicou que "o país está agora muito mais
desenvolvido" e que "os representantes eclesiásticos estão
satisfeitos com a situação atual".
"Os cristãos são considerados um `ativo' e bons amigos", assinalou. A
funcionária acrescentou que "a coexistência da maioria dos
habitantes, que são muçulmanos sunitas (80 por cento) com a minoria
cristã (9 por cento) é mais ou menos pacífica".
Entretanto, enfatizou que "os cristãos sírios continuam necessitando
de ajuda do exterior", sobretudo para ajudar aos refugiados
iraquianos, "muitos dos quais perderam os familiares e vivem na
pobreza".
"O compromisso social da Igreja é especialmente importante no âmbito
dos projetos que geram ganhos para os casais recém casados e as
famílias jovens", destacou Siebrecht.


9 - BANCO CENTRAL DA ROMÊNIA DEVOLVE OBJETOS DE CULTO CONFISCADOS ÀS
IGREJAS PELO REGIME COMUNISTA

Bucareste, 18 mai (Rádio Vaticano) - O Banco Central da Romênia (BNR)
restituiu às igrejas e mosteiros ortodoxos do país, as imagens e
outros objetos de culto _ de ouro e de prata _ que haviam sido
confiscados pelo passado regime comunista, informaram hoje, os meios
de comunicação locais.
O Presidente do Banco Central, Mugur Isarescu, assinou um protocolo,
ontem, no Palácio Metropolitano de Bucareste, com o Patriarca da
Igreja Ortodoxa romena, Teoctist, após a aprovação unânime, por parte
do Conselho de Administração do Banco, da decisão de restituir os
objetos confiscados.
Sob o ex-regime comunista, as paróquias e conventos foram obrigados
a "entregar à custódia" do Banco Central, milhares de objetos de
culto, metade dos quais, de ouro e muito antigos, em virtude de uma
lei que regulamentava a detenção de metais preciosos.
Isarescu manifestou sua alegria por poder contribuir com "esta
reparação histórica" e restituir esses bens "de valor inestimável", a
seus legítimos proprietários.
O Presidente do Banco Central acrescentou que sua satisfação é
grande, sobretudo pelo fato de ele ser neto do Patriarca Justinian,
que "tanto sofreu quando esses bens foram confiscados às Igrejas".
"É um ato de grande importância e uma grande felicidade para a Igreja
Ortodoxa romena" _ disse, por sua vez, o Patriarca Teoctist.

Os cofres do Banco Central da Romênia conservam os objetos de culto
confiscados às igrejas e mosteiros, provenientes, em sua maioria, à
histórica província de Moldávia, hoje uma Nação soberana. (AF)


10 - Católicos de Moscovo sonham com viagem de Bento XVI à Rússia

Agência Ecclesia 20/05/2005

Os católicos da arquidiocese de Moscovo sonham com uma viagem de
Bento XVI à Rússia e comunicaram isso mesmo ao Papa. O arcebispo
Tadeusz Kondrusiewicz foi recebido esta semana em audiência privada,
no Vaticano, e mostrou-se esperançado na melhoria de relações entre o
Vaticano e o Patriarcado Orotodoxo de Moscovo.
"O Papa disse-me que Católicos e Ortodoxos devem ser testemunhas
comuns dos valores morais face aos desafios da sociedade", explicou o
prelado numa conferência de imprensa na capital russa. D. Tadeusz
Kondrusiewicz desmentiu, contudo, que tivesse convidado formalmente
Bento XVI a visitar a Rússia, assinalando que "um convite destes é
uma coisa séria".
Apesar de ter visitado centenas de países, João Paulo II nunca se
pôde deslocar à Rússia, por oposição da Igreja Ortodoxa. O seu
sucessor encontra um clima de tensão, criado após o desaparecimento
da União Soviética: Moscovo acusa os católicos de proselitismo em
terras tradicionalmente ortodoxas, particularmente a Bielorússia e a
Ucrânia.
Em 2000, a situação agravou-se após a criação de quatro dioceses
católicas na Rússia. Uma comissão mista foi criada em 2004, após uma
visita do Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício
para a promoção da Unidade dos Cristãos, mas ainda não nenhum tipo de
acordo sobre os diferendos entre as duas Igrejas.
Logo após o início do seu pontificado, Bento XVI reafirmou a
necessidade de desenvolver a cooperação com a Igreja Ortodoxa da
Rússia ao receber no Vaticano o metropolita Kyrill, responsável pelo
Departamento das Relações com o Exterior do Patriarcado Ortodoxo de
Moscovo.
O Patriarca Ortodoxo da Rússia, Alexis II, felicitara o novo Papa
Bento XVI, aquando da sua eleição, revelando esperar um "diálogo
frutuoso" entre as duas Igrejas. O Patriarcado de Moscovo acolheu, de
facto, de uma forma muito optimista a eleição do Cardeal Joseph
Ratzinger, esperando melhorias substanciais no relacionamento mútuo
através da diminuição da "acção missionária católica" nos territórios
da antiga URSS.
A solução deste problema, contudo, não se afigura fácil: o Patriarca
Ortodoxo tem insistido na tese de "proselitismo católico" na Rússia e
nas outras onze repúblicas da ex-União Soviética. Acusando católicos
e protestantes de proselitismo, Alexis II pretende que o Cristianismo
na Rússia seja sinónimo exclusivo de Igreja Ortodoxa.
A acusação de proselitismo, de facto, deveria ser aplicado apenas a
casos de conversão forçada ou recrutamento de fiéis através de fraude
ou engano, o que não é o caso na Rússia de hoje.

Octávio Carmo


11 - Bento XVI expressou a esperança de uma melhoria das relações com
a Igreja Ortodoxa Russa

Voz da Rússia 23/05/2005

O papa Bento XVI expressou a esperança de uma melhoria das relações
com a Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia. Num encontro com o chefe da
metropolia católica na Rússia, Tadeucz Kondrusiewich, ele também
acentuou a necessidade de uma pregação conjunta sobre os valores
morais diante dos desafios do mundo contemporâneo. No mesmo encontro,
o sumo pontífice disse ao metropolita visitante que começou a estudar
a língua russa. Tadeucz Kondrusiewich esteve em Roma com um grupo de
peregrinos da Rússia.


12 - Patriarca Russo fala sobre o renascimento espiritual e o futuro
do País

Voz da Rússia 23/05/2005

O patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, considera
que o renascimento espiritual do povo e a recuperação dos seus
santuários são a condição decisiva para o futuro do País. O chefe
religioso supremo declarou-o domingo numa cerimônia solene de
recordação de São Nicolau, o Milagreiro, um dos santos mais venerados
entre os Cristãos Ortodoxos.


13 - Rússia comemora Escrita e Cultura Eslavas

Voz da Rússia 19/05/2005

De 19 de maio ao 1 de junho decorrerão em Moscou vários eventos por
motivo dos Dias da Escrita e Cultura Eslavas. Um ponto da agenda das
festividades vai ser uma peregrinação de mais de 800 crianças de
diversas cidades da Rússia. Está também programada a décima quinta
edição da Conferência Sócio-Pedagógica, a qual este ano está dedicada
ao 60o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. Ao meio-dia, vai
se iniciar uma procissão da Santa Cruz, a qual sairá do Kremlin e
subirá pela Rua Varvarka até a Praça Slavianskaia, onde terminará com
uma missa ao pé do monumento ao São Cirilo e São Metódio, os pais do
alfabeto cirílico.


14 - Rússia: Secretária-geral da AIS recebe condecoração da Igreja
Ortodoxa

AIS Notícias 18/05/05

O Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexei II distinguiu recentemente a
secretaria-geral da organização com a Ordem de Santa Olga, em
reconhecimento do auxílio concedido pela Ajuda à Igreja que Sofre à
Igreja Ortodoxa Russa.
A ordem de Santa Olga (de 3º grau) é uma condecoração concedida a
mulheres como reconhecimento de mérito em actividades sociais e
caritativas. Esta condecoração recorda a figura da Princesa Olga
(morta no ano 969), uma das primeiras pessoas a proclamar o Evangelho
ao antigo povo Russo, abrindo caminho à conversão do país ao
cristianismo, o que aconteceria dois anos após a sua morte, no
reinado do seu neto, São Vladimir.
Em carta enviada no dia do 65º aniversário de Antonia Willemsen, o
Patriarca de Moscovo refere: "Muito apreciamos a ajuda que a sua
organização tem concedido à Igreja Ortodoxa Russa, nomeadamente na
reconstrução de igrejas e mosteiros, em projectos de âmbito social e
caritativo e no renascimento da formação teológica".


15 - Condecoração do patriarca ortodoxo de Moscou a «Ajuda à Igreja
que Sofre». Entregue à secretária-geral da obra pontifícia

KÖNIGSTEIN, quinta-feira, 19 de maio de 2005 (ZENIT.org ).- A Igreja
ortodoxa russa, das mãos do patriarca Alexis II de Moscou, condecorou
a secretária-geral de «Ajuda à Igreja que Sofre» (AIS), Antonia
Willemsen, com a ordem de Santa Olga Igual aos Apóstolos em seu
terceiro grau.

Foi o que divulgou na quarta-feira a obra de Direito Pontifício,
fazendo-se também eco de uma carta de felicitação que por ocasião do
65º aniversário de Willemsen (em 11 de maio), o patriarca ortodoxo
lhe enviou.

«Apreciamos profundamente a ajuda que vossa associação está prestando
à Igreja russo-ortodoxa --escreve Alexis II à secretária-geral de AIS-
-, em particular, para a reconstrução de igrejas e mosteiros,
projetos sociais e benéficos e para o renascimento da formação
teológica».

A ordem de Santa Olga Igual aos Apóstolos é uma condecoração para
mulheres. Recorda a Princesa Olga, falecida no ano 969, uma das
primeiras pessoas que proclamaram o Evangelho entre a população da
antiga Rússia.

Desta forma, a princesa Olga aplainou o caminho para a conversão do
país ao cristianismo, que aconteceu em 998 sob o reinado de seu neto,
São Vladimiro Igual aos Apóstolos.

O padre Werenfried Van Straaten (1913-2003) fundou em 1947 a
associação católica internacional «Ajuda à Igreja que Sofre».

A origem desta obra de Direito Pontifício, surgida pouco depois do
final da Segunda Guerra Mundial, foi destinar fundos e alimentos na
Holanda e Bélgica para os desabrigados alemães e pregar a favor da
reconciliação com os que haviam sido inimigos durante a guerra.

Desde princípios dos anos cinqüenta, AIS se esforçou por ajudar a
Igreja perseguida na Europa comunista. Em 1962, a pedido de João
XXIII, a Associação estendeu sua ajuda à América Latina e, mais
tarde, à África e Ásia.

Além das iniciativas encaminhadas a paliar necessidades alimentares,
de saúde e de desenvolvimento em geral, «Ajuda à Igreja que Sofre»
tem por objetivo principal apoiar o trabalho pastoral da Igreja
ameaçada destas regiões.

Após a queda da Cortina de Aço e por expresso desejo de João Paulo
II, «Ajuda à Igreja que Sofre» começou a estabelecer contato com a
Igreja ortodoxa russa para ajudar também esta Igreja gravemente
afetada pelo comunismo.

O objetivo principal de seus projetos ecumênicos é propiciar uma
aproximação entre ortodoxos e católicos, como prova de amor
desinteressado e caminho à reconciliação de ambas Igrejas irmãs.

Esta associação católica internacional dependente da Santa Sé conta
hoje com filiais em dezessete países. Em sua sede internacional de
Königstein (Alemanha), tramitam anualmente uns dez mil projetos
apresentados por sacerdotes, religiosos e bispos de mais de 130
países do mundo.

Mais informação em www.kirche-in-not.org <http://www.kirche-in-
not.org/index.html>.

16 - Seqüestro de jovem provoca protestos de cristãos
Missão Portas Abertas -19/5/2005
ISRAEL E PALESTINA - Tensões sectárias transbordam em Belém depois
que membros de uma família cristã local acusaram um muçulmano de
seqüestrar sua filha de 16 anos.

A garota, que possui cidadania americana, foi resgatada com a ajuda
de diplomatas americanos, durante o fim de semana, em uma casa
afastada, que pertencia a um grande clã muçulmano em Hebron e voou
com sua mãe para os Estados Unidos.

O jornal Jerusalém Post noticiou que pelos menos 35 cristãos foram
feridos pelos policiais da Autoridade Palestina durante os protestos
que se seguiram em frente à casa do seqüestrador muçulmano em Belém.

A polícia palestina ignorou os apelos cristãos pela prisão e
julgamento do acusado, dizendo que a garota queria casar-se com ele e
converter-se ao Islã.

"Desde que a Autoridade Palestina assumiu o controle de Belém, em
1995, a minoria cristã local reclama que suas filhas são seqüestradas
e forçadas a se casar com muçulmanos, e, que muçulmanos e até os
oficiais da Autoridade Palestina roubam as terras dos cristãos, entre
outras práticas discriminatórias que a Autoridade Palestina ignora"
diz o ICEJ News.

As famílias cristãs estão preocupadas com o contínuo êxodo dos
cristão de Belém e com o alvo deliberado de garotas cristãs pelos
muçulmanos.

"Não temos nada contra os muçulmanos, mas estamos preocupados por
estarmos nos tornando uma pequena minoria na terra em que Jesus
nasceu", disse um empresário cristão citado na matéria do jornal.

O incidente em Belém aconteceu apenas alguns dias depois que um
cristão de Ramallah assassinou brutalmente sua filha de 20 anos
porque ela expressou seu desejo de se casar com um muçulmano - um
caso raro e chocante de "defesa da honra". Ela foi assassinada no
mesmo dia que um árabe de Jerusalém estrangulou suas duas irmãs em um
incidente similar.

Tradução: Cristina Ignacio

Fonte: Open Doors UK


17 - Israel/Terra Santa: Cristianismo em risco

AIS Notícias 20/05/2005

A Ajuda à Igreja que Sofre visitou a Terra Santa no intuito de
avaliar a dimensão da crise que está a atingir as comunidades cristãs
e de verificar o que poderá ser feito para ajudar os cristãos em
dificuldades neste país.
A presença cristã na sociedade israelita está em risco de
desaparecer. No espaço de 40 anos, o número de crentes baixou de 20
por cento para menos de 2 por cento. Actualmente, existem pouco mais
de 150 mil cristãos que têm de enfrentar quotidianamente
discriminação no emprego, na escola, no próprio bairro. As razões
desta discriminação prendem-se com a religião que professam, com o
seu estatuto social e com a origem étnica (na sua maioria são árabes
palestinianos).
A tensão degenera frequentemente em violência: as comunidades cristãs
são alvo de tiroteios esporádicos, ofensas verbais, ameaças anónimas
e, por vezes, as pessoas são forçadas a abandonar as suas casas.
Simultaneamente, o custo de vida e o desemprego, especialmente nos
territórios palestinianos, têm vindo a aumentar.
O Padre franciscano Pierbattista Pizzaballa comenta: "Parece-me que
as pessoas no Ocidente não têm a noção que existem ainda cristãos a
viver aqui, que necessitam da nossa ajuda". Também os académicos
alertam para a hipótese de que o cristianismo venha a desaparecer da
Terra Santa se a taxa de emigração entre os cristãos não diminuir.
Recentemente, a Ajuda à Igreja que Sofre esteve na cidade de Mughar,
onde a comunidade estava ainda em choque, três meses após 5 mil
cristãos terem abandonado a cidade depois de um ataque de fanáticos
drusos.
Em Bethlehem - uma cidade que está a desaparecer atrás da gigantesca
muralha que está a ser construída pelas autoridades israelitas, no
contexto da contínua luta pelo domínio dos territórios na Cijordânia -
o turismo, as peregrinações e o comércio de artigos religiosos vive
dias difíceis. As famílias cristãs lutem para manter as suas lojas de
artigos religiosos, mas os turistas são cada vez menos em Bethlehem
devido às dificuldades em ultrapassar os postos de controlo do
exército e da polícia israelita.
Em Ramallah, na cidade quartel-general da Autoridade Palestiniana, o
Padre Nazaih salienta o sentimento anti-cristão existente: "Todos os
muçulmanos gostam de vir para esta cidade. Pouco a pouco, os cristãos
partem porque não podem viver com os muçulmanos. Existem alguns
fanáticos que não gostam do facto de existirmos". O aumento do
extremismo muçulmano está a causar um êxodo massivo numa cidade que
antes da criação do Estado de Israel era inteiramente cristã.
Entretanto, organizações como o Conselho de Jerusalém para Relações
entre Judeus e Cristãos trabalham para quebrar as barreiras entre
estas duas religiões. O director da organização, Daniel Rossing,
descreveu que estes encontros entre judeus e cristãos estão a começar
lentamente de forma a ultrapassar os preconceitos mútuos mas confessa
que ainda existe "um longo caminho a percorrer".


18 - Israel/Terra Santa: Belém tornou-se um local "muito difícil"
para cristãos

AIS Notícias 23/05/2005

Regressada recentemente de uma viagem à região berço do cristianismo,
a directora do Departamento do Médio Oriente da Ajuda à Igreja que
Sofre, descreve a situação da comunidade cristã em Belém como "muito
difícil".
Marie-Ange Siebrecht, que entrevistou sacerdotes e famílias cristãs
em Belém, informa que "a situação na Terra Santa é muito deprimente,
especialmente por causa da terrível muralha que separa e isola
totalmente os territórios palestinianos de Israel".
A situação das famílias cristãs tem vindo a agravar-se desde o início
de segunda "Intifada" no ano 2000 e complicou-se ainda mais com
quando as autoridades israelitas decidiram construir um enorme muro
que separa os territórios palestinianos de Israel. Para os 60 mil
cristãos de Belém, este muro irá dar o golpe final no comércio de
artigos religiosos e artesanatos (que constitui a principal fonte de
emprego e de receitas para a maioria destas famílias), afastando os
turistas e os peregrinos da cidade.
"Em locais como Belém, virtualmente já não existem turistas ou
peregrinos devido ao clima de tensão que se vive nestas regiões",
refere Marie-Ange Siebrecht.
Para além deste facto, os cristãos que trabalham em zonas israelitas
viram as suas deslocações diárias ser severamente restringidas. Uma
viagem de automóvel entre Jerusalém e Belém costumava demorar cerca
de 5 minutos mas agora, com a passagem nos postos de controlo e com
as revistas que são efectuadas pelas autoridades, pode levar mais de
3 horas.
Em 25 anos, a percentagem de cristãos em Belém diminuiu de 50 para
apenas 10 por cento. A comunidade cristã da cidade sente-se
prisioneira da muralha de segurança erguida pelos israelitas e a
emigração tem vindo a aumentar.
"Como podem os cristãos ficar na sua terra se não têm trabalho nem
perspectivas de futuro? Mais: que significado têm os locais sagrados
do cristianismo sem que tenham uma presença cristã?", pergunta Marie-
Ange Siebrecht.
Aos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre, a directora pede orações
pela Terra Santa e que os cristãos continuem a visitar Belém. No
entanto recomenda que o façam integrados em visitas ou peregrinações
promovidas por organizações cristãs.


19 - ÍNDIA: Mais de 50 mil fiéis na celebração de investidura de Dom
Cyril Mar Baselios, arcebispo de Trivandrum, como «Arcebispo-Mor» da
Igreja Sírio-malankarese

Nova Délhi (Agência Fides) - Mais de 50 mil fiéis, dentre os quais
diversos cardeais, arcebispos, bispos, sacerdotes, religiosos,
autoridades civis, participaram da solene cerimônia de investidura na
qual dom Cyril Mar Baselios, líder da Igreja Sírio-malankarese (rito
oriental de tradição antioquena presente na Índia), foi
proclamado «Arcebispo-Mor». A celebração eucarística realizada 14 de
maio na catedral de St. Mary em Trivandrum, em Kerala, foi presidida
pelo Cardeal Ignace Moussa Daoud, Prefeito da Congregação para as
Igrejas Orientais, enquanto a bula papal de nomeação de Mar Baselios
como «Arcebispo-Mor», promulgada em fevereiro pelo Papa João Paulo
II, foi lida publicamente por Dom Lopez Quintana, Núncio apostólico
na Índia.
Mar Baselios nasceu em Kerala, ordenado sacerdote em 1960, bispo em
1978. Em 1995 foi nomeado arcebispo de Trivandrum e líder da Igreja
Sírio-malankarese. O estado de «Arcebispado Maior» permite a esta
Igreja ter um sínodo próprio e, de acordo com o Código de Direito
Canônico das Igrejas Orientais, assegura-lhe em comunhão com a Igreja
de Roma uma adequada autonomia no cuidado pastoral dos fiéis em seu
próprio território.
A Igreja Sírio-malankarese nasceu quando um grupo de cristãos da
Igreja Síria-ortodoxa, guiados pelo bispo Mar Ivanios, se uniu em
1930 à Igreja católica. De rito antioqueno, a Sírio-malankarese é uma
das três comunidades católicas presentes na Índia, ao lado da Latina
e a de rito Sírio-malabarense. Cada comunidade é dotada de seus
próprios organismos colegiais episcopais e todos os bispos se reúnem
em uma única Conferência Episcopal Inter-ritual indiana. Na Índia, a
Igreja Sírio-malankarese é composta de cinco dioceses, com
aproximadamente 350 mil fiéis. Centros pastorais sírio-malankareses
podem ser encontrados em outras dioceses indianas e nos Estados
Unidos, reunindo outros 250 mil fiéis. A Igreja se empenha no
movimento ecumênico local. (PA) (Agência Fides, 21/5/2005)


20 - Religioso diz que iraquianos têm mais medo agora do que na época
de Saddam

PARIS, 19 mai (AFP) - Os iraquianos têm mais medo hoje em dia do que
durante o regime de Saddam Hussein e a falta de segurança afeta todos
sem distinção entre etnia ou religião, explicou em Paris Emmanuel
Delly patriarca da Igreja Católica Caldéia em Bagdá.
"Um carro-bomba mata sem distinguir religião. Como todos os
iraquianos, desejamos a segurança e a paz. Quando as tivermos,
poderemos voltar a trabalhar e a vida recuperará seu ritmo normal",
afirmou o responsável pela Igreja, que conta com mais de 400 mil
membros, ou seja, 3% da população.

A esta comunidade católica pertence, ente outros, o vice-presidente
iraquiano Tarek Aziz, atualmente prisioneiro das forças americanas.

Durante sua visita pastoral a Paris, o líder religioso pediu pelo fim
do caos e da violência no Iraque através do diálogo, mas admitiu que
pessoalmente prefere não cruzar com os americanos presentes em seu
país.

"Na medida do possível, prefiro não me reunir com eles. São
ocupantes: é normal que os invadidos não queiram os ocupantes",
assegurou.

Por outro lado, o responsável destacou que a futura Constituição
iraquiana não deve se basear unicamente no Alcorão, apesar de a
maioria da população (95%) ser de origem muçulmana.

"Pelo menos 95% do povo iraquiano é muçulmano. O Governo deve,
portanto ser muçulmano, mas a Constituição não ser regida unicamente
pelo Alcorão", declarou Delly.

O patriarca já conversou a respeito com o grande aiatolá Alí Sistani,
o mais influente líder religioso iraquiano, que garantiu que o
Governo não será exclusivamente xiita e sunita.

"A Constituição deve dar liberdade religiosa a todos os habitantes do
Iraque, mas também garantir a liberdade individual", sustentou Delly,
de 77 anos.


21 - CHEFE DA IGREJA CALDÉIA NO IRAQUE CONDENA PSEUDO-MISSIONÁRIOS
QUE CHEGAM AO PAÍS EM COMPANHIA DAS TROPAS INVASORAS

Bagdá, 20 mai (Rádio Vaticano) - O chefe da mais numerosa comunidade
cristã iraquiana _ Patriarca Emanuel III Delly _ denunciou
os "missionários" evangelistas norte-americanos em seu país,
pela "miserável tentativa de converter muçulmanos pobres, comprando-
os com dinheiro e automóveis modernos".

O Patriarca Delly, chefe da Igreja Católica Caldéia, declarou que
centenas de evangelistas chegaram ao Iraque, acompanhando as tropas
de ocupação, e abriram alguns locais para atrair prosélitos. Ele
declarou que o Iraque não tem necessidade dessas pessoas porque as
Igrejas cristãs têm raízes de 1.900 anos nesse país árabe.

Os cristãos representam 3% da população iraquiana e a comunidade
maior é a caldéia: católicos de rito oriental ligados à Santa Sé.

"Os evangelistas não são verdadeiros missionários: eles atraem jovens
pobres, usando dinheiro e carros velozes. Depois, tiram fotos e as
enviam aos Estados Unidos para dizer: "Vejam como os muçulmanos estão-
se tornando cristãos" _ declarou o Patriarca, uma das vozes que mais
se elevam contra a invasão norte-americana ao país árabe. (MZ)


22 - NOVO LÍDER ESPIRITUAL DOS CATÓLICOS DA ARMÊNIA

Informativo Armênia Maio/2005

Em cerimônia religiosa realizada em 8 de maio na Igreja Católica de
São Gregório Iluminador, em Arevik, província de Shirak, na Armênia,
o arcebispo Nishan Garakeheian foi sagrado chefe espiritual dos
armênios católicos da Armênia, Geórgia e Europa Oriental. No seu
discurso de posse, o arcebispo Nishan anunciou: "Venho para servir ao
Senhor, ao nosso povo armênio e à nossa amada pátria". Sabe-se que
cerca de 200 mil armênios católicos vivem na Armênia, a maioria deles
na província de Shirak.


23 - NOVA IGREJA RUSSA EM EREVAN

Informativo Armênia Maio/2005

Uma nova igreja ortodoxa russa será construída na capital da Armênia,
em terreno de cinco hectares, nas imediações da embaixada russa, na
prestigiosa avenida Almirante Isakov. O local foi cedido pelo governo
em gesto de gratidão ao recente apoio do Kremlin na construção da
igreja apostólica armênia em Moscou. Estima-se que a diocese ortodoxa
russa da Armênia tenha cerca de mil membros ativos.


24 - LÍBANO - Catolicosse Aram I esteve no Irã em visita pastoral

Informativo Armênia Maio/2005

O catolicosse Aram I, supremo líder espiritual do catolicossado
armênio apostólico de Antelias, Beirute, esteve no Irã durante 12-20
de maio em visita pastoral à numerosa comunidade armênia desse país.
A diocese armênia apostólica do Irã, com 180 mil membros, encontra-se
sob a jurisdição do catolicossado de Antelias. Durante sua estada na
capital Teerã, Aram I teve encontros com o presidente iraniano
Mohamet Khatami e com o supremo líder espiritual muçulmano Aiatolá
Ali Khamenei.


25 - 500 tochas iluminam Yerevan

Hay Tert Maio/2005

Mil e quinhentas tochas foram acessas na noite de 23 de abril na
praça da republica, centro de Yerevan, em comemoração ao 90º
aniversário do genocídio armênio. A procissão à luz das tochas,
organizada pela Armênia Youth Federation (Federação Jovem Armênia) e
pela Federação Revolucionaria Armênia da União dos Estudantes de
Nikol Aghbalian, iniciou sua marcha anual ao Memorial do Genocídio
Armênio. Clérigos armênios, portando cruzes, seguiram a dianteira da
procissão que foi acompanhada por batidas de tambor. Dezenas de
milhares de jovens conduziram centenas de bandeiras nacionais ao lado
de uma tricolor de 30 metros, entoando musicas patrióticas e
cantando "Reconhecimento". Após a chegada na Memorial no Parque
Tsitsenakabert, um grupo de cantores, incluindo o americano Daniel
Decker, o alemão Kye Augaten, o búlgaro Tsveten Tsvetkov, o finlandês
Inka e o moldoviano Vitali Dani, cantaram a canção "Adana" escrita
por Decker em 8 línguas.

Fotos de Yerevan - Genocídio Armênio 90 Anos

http://www.armeniadiaspora.com/gallery/marching/frameset.html

Fonte: Pan Armenian


26 - Memorial às vitimas do genocídio inaugurado na Alemanha causando
protesto pelos turcos

Hay Tert Maio/2005

Por ocasião dos numerosos planos por toda a parte do mundo, uma
Khachkar (cruz de pedra), monumento medindo 2 metros, dedicado à
memória das inocentes vitimas de 1915 foi inaugurado no centro de
Berlim. "A verdade sempre deve vencer", disse o padre Serob
Isakhanian após consagrar o memorial. Ele tambem pediu para os turco-
alemães, que ficaram a poucos metros e tentaram impedir a celebração
do evento, que não tomassem nenhuma ação provocadora. O prefeito de
Bremen, Henning Scherf, recebeu muito bem o convite da comunidade
armênia do nordeste da Alemanha, dizendo que milhões de armênios
tornaram-se vitimas inocentes do genocídio. "Eu devo rememorar as
vitimas inocentes entre nossa sociedade. Nós, os alemães, temos nossa
parte de ação nesse crime. Essa é a melhor hora para compreender
isso e aceitar nossos erros no passado. Nós devíamos de respeitar uns
aos outros.", declarou o prefeito de Bermen.
Fonte: Azg


27 - Culto Ecumênico na Igreja Católica Armênia de São Gregório
Iluminador

Hay Tert Maio/2005

Na noite de 23 de abril, ás 20:30 horas realizou-se um culto
ecumênico na Igreja Católica Armênia de São Gregório Iluminador.
Estiveram presentes os corpos religiosos das igrejas armênias,
católica, apostólica e evangélica, bem como, seus respectivos fiéis.
Por convite do ato participaram ainda autoridades religiosas
das demais religiões cristãs orientais.
A ausência do arcebispo foi justificada devido a sua estada
no vaticano participando da eleição do novo papa.
Vale ressaltar a participação no ato pelos líderes da Igreja
Apostólica Armênia, Dom Datev Karibian; da Igreja Católica Armênia,
Dom Vartan Boghossian e da Igreja Evangélica Armênia, Reverendo Roy
Abrahamian. Juntos, os corais das igrejas, conduziram os cânticos dos
missais.
Um belo e digno culto religioso celebrou-se em memória das vitimas do
genocídio. Emocionante ver a união das igrejas por uma só causa. Por
essas e mais razões que o editorial do Hay Tert, bem como esteve
presente na celebração, vem por meio desse espaço reverenciar a todos
que viabilizaram o evento e congratular aqueles que participaram e
envolveram-se na espiritualidade do ato. Ações como essa deviam de
ser mais freqüentes, uma vez que, a intolerância e preconceitos estão
cada vez mais presentes nos dias de hoje, atitudes como essas são
singulares.


28 - Procissão ao Memorial aos Mártires Armênio

Hay Tert Maio/2005

Ao termino do culto religiosos os participantes, em
procissão, seguiram até o Memorial aos Mártires Armênio, portando
velas acessas em suas mãos, os fieis cruzaram a avenida Tiradentes
rumo ao monumento. O Grupo de Escoteiros Sardarabad já se localizava
no local desde para garantir a organização e dar inicio a celebração
da vigília. As velas foram depositadas ao pé do memorial e em seguida
ouve um breve cerimonial.


29 - Atentado no Monumento do Genocídio Armênio

Hay Tert Maio/2005

Por volta da noite de 22 para 23 de abril, segundo
testemunhas, vândalos que passavam pela Avenida Tiradentes,
dispararam 5 tiros em direção ao Memorial do Genocídio Armênio. Após
o ocorrido e contatada as autoridades competentes deu se inicio à
averiguação do caso. A policia cientifica esteve no local onde fez os
devidos laudos e perícias, para que a ocorrência fosse feita. Não se
sabe ainda precisamente quais as razões e porque o ato de depredação
e desrespeito ao monumento público da cidade foi ocasionado. Porem
nenhuma possibilidade é nula, uma vez que, seria de muita
coincidência essa atitude em plenas comemorações do genocídio.


30 - Missas nas Igrejas Armênias

Hay Tert Maio/2005

No dia 24 de abril, os sinos das igrejas armênias logo pela
manha soavam anunciando o inicio das celebrações. Bem como, começaram
a chegar os primeiros fieis, as coroas de flores enviadas pelas
diversas entidades armênias já tomavam conta da fachada das igrejas.
Então se deu inicio ás celebrações religiosas em todas igrejas
armênias.
Ao termino das celebrações religiosas os fieis encontraram-se
na igreja católica armênia e de lá, seguiram em procissão com
cartazes, coroas de flores e faixas até o monumento dos mártires
armênios. Foi ainda feita uma panfletagem aos veículos que cruzavam a
avenida e não entendiam as causas da manifestação.
A Policia Militar mais uma vez esteve presente para organizar
a passeata e garantir o bom transito na avenida. No memorial foram
depositadas as coroas de flores e em seguida foi feita mais uma
celebração religiosa. Ao termino da celebração a passeata seguiu até
a estação do Metro Armênia.


31 - Reinauguraçao do Memorial Armênia do Metrô

Hay Tert Maio/2005

Às 13:30 horas, o Memorial Armênia foi reaberto à visitação
pública, na estação Armênia do Metrô, com a presença de autoridades e
representantes da comunidade, do diretor de Planejamento e Expansão
da Companhia do Metrô, Renato Viégas, e da artista plástica Josely
Carvalho, criadora da obra. O Memorial é um tributo às vítimas do
genocídio armênio de 1915. A reabertura do Memorial Armênia, que
passou por recente restauro, como limpeza e inserção de uma proteção
de vidro e re-funcionamento de sua fonte, que faz parte das
atividades do 90º aniversário do genocídio armênio, ocorrido durante
a Primeira Guerra Mundial.
No acesso Sul da estação Armênia, com a presença de todas as
autoridades da comunidade, ocorreu a solenidade de reabertura do
Memorial Armênia, com a execução do Hino Nacional Brasileiro e
Armênio, e celebração do ato religioso pelo arcebispo da Igreja
Apostólica Armênia do Brasil, Datev Karibian.
A estação Armênia do Metrô, que inicialmente recebeu o nome
de Ponte Pequena e teve a denominação alterada a pedido da comunidade
armênia, localiza-se na rua Pedro Vicente, 47, e foi inaugurada em 26
de setembro de 1975, quando da entrega do trecho de Liberdade a
Santana, da linha azul, que interliga o Jabaquara ao Tucuruvi.

Memorial Armênia
http://www.metro.sp.gov.br/cultura/armenia/images/fgmemorial.jpg

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