BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 41 -
12 de maio de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Neste
Boletim ressalto a notícia sobre o incêndio na Paróquia
Ortodoxa
Ucraniana da Proteção da Santa Mãe de Deus, em São Caetano
do Sul -
SP, que foi enviada pelo Pe. Miguel, seu pároco. Quem quiser
ajudar a
paróquia deve entrar em contato diretamente com pároco nos
telefones
ou e-mails informados na nota.
Peço uma
oração pelos cristãos do Líbano, que estão passando por
momentos
difíceis, conforme mostram as notícias divulgadas neste
Boletim e
nos anteriores.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 - Nota
sobre Incêndio na Paróquia Ortodoxa Ucraniana da Proteção da
Santa Mãe
de Deus, em São Caetano do Sul - SP
2 -
IGREJA ORTODOXA GREGA PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE MISSÃO E
EVANGELIZAÇÃO
EM ATENAS
3 -
GRÉCIA: Com uma sugestiva cerimônia de acolhimento de uma Cruz de
madeira
enviada de Jerusalém, abre-se hoje, em Atenas, a Conferência
Mundial
sobre Missão e Evangelização do século XXI, promovida pelo
Conselho
Mundial das Igrejas (CMI)
4 -
GRÉCIA: "Os cristãos não devem calar diante da tendência de
alguns
Países modernos, que tentam impor a seus cidadãos normas e
valores
que lhes são estranhos, e não devem deixar de dar testemunho
do
Evangelho" afirma a máxima autoridade da Igreja Ortodoxa Grega,
Sua
Beatitude Christodoulos, na Conferência de Atenas
5 -
Igrejas Católica e Ortodoxa devem se unir, diz arcebispo
6 - O
desejo dos nossos beatíssimos predecessores
7 -
Mensagem de S. Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I por
ocasião
da celebração da Páscoa - 2005
8 -
Arcebispo Antônio envia mensagem de congratulações a Sua
Santidade
Bento XVI
9 -
Mensagem da Conferência Permanente
dos
Bispos Ortodoxos Ucranianos além-fronteiras da Ucrânia por
ocasião
da Páscoa de 2005
10 -
SCHROEDER CRITICA A DEMOCRACIA TURCA
11 -
Páscoa ortodoxa na matriz de Albergaria
12 -
Arcebispo Eparca: escolha do Papa é benção
13 -
PATRIARCA MARONITA DE BEIRUTE AFIRMA QUE LIBANESES NÃO MAIS
TOLERAM
"INGERÊNCIAS EXTERNAS"
14 -
Fundada a Comunidade Zgharta do Brasil - Uma agregação de
Zgharta
Zawie
15 -
Comunidade Maronita comovida com a eleição do Papa Bento XVI
16 -
Cedros em Homenagem à João Paulo II
17 -
Comunidade Zgharta comemora o novo Papa Bento XVI
18 -
Bispos libaneses exigem modificações à lei eleitoral antes do
próximo
sufrágio
19 -
Bispos maronitas contra lei eleitoral no Líbano
20 -
Bispos libaneses temem que eleições enfraqueçam cristãos
NOTÍCIAS
1 - Nota
sobre Incêndio na Paróquia Ortodoxa Ucraniana da Proteção da
Santa Mãe
de Deus, em São Caetano do Sul - SP
No fim de
semana da Páscoa (01/05 último) a Paróquia Proteção da
Santa Mãe
de Deus, pertencente à Igreja Ortodoxa Autocefálica
Ucraniana
- Eparquia Sul-Americana - Patriarcado Ecummênico de
Constantinopla,
foi vitimada por um incêndio (de pequenas proporções,
com a
graça de Deus). Nesse evento, perdemos o nosso Altar-mor e
objetos
litúrgicos nele presentes (castiçais, velas, Artofório, um
conjunto
de paramentos sacerdotais, dois Evangeliários - um em
português
e outro em ucraniano), além da Cruz e de nossa
Plachtchanetsa
- Epitáfios. As causas do incêndio são descconhecidas -
provavelmente
uma pane elétrica. Já estamos no empenho de levantar
fundos
para a reposição de nossos prejuízos, mas por se tratar de uma
comunidade
pequena e de poucos recursos, vimo-nos na situação de
buscar
auxílio (financeiro ou não) para a recuperação de nosso altar.
Peço aos
organizadores do boletim que, por favor, divulguem essa
notícia
ajudando-nos assim a arrecadar fundos e auxílio. Contando com
a vossa
colaboração, em nome da Paróquia, agradeço desde já.
Rezem por
mim, irmãos.
Rev. Pe.
Miguel (Marcos) Ramos Penteado, hieromonge - Pároco
Contatos:
[email protected]
/ [email protected]
/ tel.:
(xx11)61614605
/ 94676629
2 -
IGREJA ORTODOXA GREGA PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE MISSÃO E
EVANGELIZAÇÃO
EM ATENAS
Atenas,
09 mai (Rádio Vaticano) - Inicia-se hoje, em Atenas, na
Grécia, a
Conferência sobre Missão e Evangelização, organizada pelo
Conselho
Mundial das Igrejas: será uma reunião internacional de
grande
relevo, com a adesão de mais de 500 participantes, de todos os
continentes,
igrejas e confissões. O encontro é promovido pela Igreja
Ortodoxa
grega.
O
principal objetivo da conferência é oferecer um espaço para que
cristãos
e Igrejas troquem experiências e reflitam juntos, sobre as
prioridades
da missão e sobre o futuro do testemunho cristão. Espera-
se que o
encontro ajude os participantes a continuar a promover as
comunidades,
em espírito de celebração e testemunho, reconciliação e
perdão.
Os
participantes, provenientes das Igrejas-membros do CMI, e da
Igreja
Católica, assim como de Igrejas e organizações pentecostais e
evangélicas,
são jovens _ mulheres e homens _ que trabalham nas
fronteiras
do testemunho cristão, líderes de Igrejas e obras
missionárias,
teólogos e especialistas em missão.
Esta é a
sétima conferência desse tipo desde 1910. E é a primeira vez
que se
realiza num contexto predominantemente ortodoxo. Esta será
também a
primeira vez na história que os debates serão transmitidos
ao vivo,
pela Internet. A agenda das transmissões previstas está no
website
www.mission2005.org (CM)
3 -
GRÉCIA: Com uma sugestiva cerimônia de acolhimento de uma Cruz de
madeira
enviada de Jerusalém, abre-se hoje, em Atenas, a Conferência
Mundial
sobre Missão e Evangelização do século XXI, promovida pelo
Conselho
Mundial das Igrejas (CMI)
Atenas
(Agência Fides) - De 9 a 16 de maio, em Atenas, no Centro
recreativo
Agios Andrea (Atenas), realiza-se a Conferência Mundial
sobre
Missão e Evangelização do século XXI, promovida pelo Conselho
Mundial
das Igrejas (CMI), com o tema "Venha Espírito Santo, cure e
reconcilie"
e o subtítulo "Chamados em Cristo a ser comunidade de
reconciliação
e de cura". A Conferência segue a precedente, realizada
em 1996
em São Salvador da Bahia (Brasil), sobre o tema: "Called to
One Hope
- the Gospel in Diverse Cultures". Pella primeira vez, tal
evento se
realiza em um país de maioria ortodoxa.
A
Delegação católica, guiada pelo Bispo Brian Farrell, Secretário do
Pontifício
Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, compõe-
se de 26
membros, entre os quais os Representantes do "Grupo Misto de
Trabalho"
entre a Igreja católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas,
os
Representantes da Cúria Romana, a Federação dos Institutos de Vida
consagrada
e das Sociedades de Vida Apostólica, as Ordens
Missionárias,
os Movimentos Leigos vinculados às Ordens Missionárias
e os
Movimentos empenhados na unidade dos cristãos.
A
Conferência abre-se hoje com uma sugestiva cerimônia de acolhimento
de uma
Cruz de madeira de oliveira, enviada de Jerusalém, como
símbolo
de reconciliação, de cura e de solidariedade para com os
cristãos
do Oriente Médio. A cerimônia de acolhimento da Cruz terá
lugar na
praia onde os mais de 500 participantes, mais de cem
representantes
locais, convidados e colaboradores, vão se reunir
convocados
pelo som dos tambores africanos. Depois do acolhimento da
Cruz, que
chegará via mar, seguirá um momento de oração. Esta mesma
Cruz, no
domingo, 15 de maio, estará presente na conclusão da
Conferência.
De fato, "esta mesma Cruz guiará os participantes e os
membros
das congregações gregas em procissão até chegar ao Areópago,
e ali,
onde cerca de 2000 mil anos atrás o apóstolo Paulo pregou aos
atenienses,
se realizará uma cerimônia litúrgica ao ar livre, que
concluirá
a Conferência e enviará os participantes ao mundo, a
realizar
o mandato de Jesus, de pregar a Boa Nova do Reino de Deus a
todas as
nações", afirma Juan Michel, assessor de imprensa do CMI.
Entre os
primeiros frutos ecumênicos da Conferência em nível local,
está a
criação de um Comitê de acolhimento, no qual uniram-se à
Igreja
Ortodoxa grega a Igreja Católica Romana, a Igreja Evangélica
da
Grécia, Evangélica Armênia e Apostólica Armênia. Sua Beatitude
Christodoulus,
Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, na sua
mensagem
de boas-vindas aos participantes manifestou a sua
esperança
"de que a Conferência contribua para melhorar o
entendimento
entre os participantes na resposta a ser dada ao chamado
de Cristo
para ser comunidade de cura e de reconciliação".
(R.Z.)
(Agência Fides 10/5/2005)
Links:
Para mais
informações: <http://www.mission2005.org>
4 -
GRÉCIA: "Os cristãos não devem calar diante da tendência de
alguns
Países modernos, que tentam impor a seus cidadãos normas e
valores
que lhes são estranhos, e não devem deixar de dar testemunho
do
Evangelho" afirma a máxima autoridade da Igreja Ortodoxa Grega,
Sua
Beatitude Christodoulos, na Conferência de Atenas
Atenas
(Agência Fides) - Em seu discurso de boas-vindas aos mais de
700
participantes da Conferência Mundial sobre Missão e
Evangelização,
em andamento em Atenas (9/16 de maio), a máxima
autoridade
da Igreja Ortodoxa grega, Sua Beatitude Christodoulos,
Arcebispo
de Atenas e de toda a Grécia, relevou a determinação da
Igreja
ortodoxa grega em unir suas forças às dos outros cristãos no
diálogo e
no testemunho comum, especialmente em nossos dias, quando
de um
extremo ao outro do mundo, o ser humano é torturado em nível
social e
político.
Prosseguindo
sua reflexão, Sua Beatitude Christodoulos especificou
que o
crescente impacto da globalização, a abertura das fronteiras
nacionais
e o aumento os movimentos populacionais, colocam o
testemunho
cristão em uma situação totalmente diversa do passado: "As
sociedades
que eram tradicional e historicamente mono-religiosas
estão se
tornando pluri-religiosas, os fiéis cristãos vivem ao lado
de
pessoas de outras crenças, raças, tradições e linguagens,
compartilham
as alegrias e os dramas de uma mesma sociedade, contraem
matrimônios
mistos e freqüentam novos eventos sociais e familiares".
Diante de
situações como estas, "devemos nos esforçar para preservar
os nossos
valores cristãos tradicionais, a nossa identidade
espiritual,
a nossa fé". Christodoulos reiterou que em uma época em
que os
Estados seculares, 'perturbados' pelos valores do Evangelho,
tentam
isolar a fé e seus valores morais e sociais na esfera pessoal,
a Igreja
é chamada a dar testemunho dos valores do Reino. Ao mesmo
tempo,
disse, os cristãos, que são também cidadãos de sociedades
modernas,
não devem deixar de dar testemunho ao Evangelho, e não
devem se
calar diante da tendência de alguns Estados modernos
secularizados,
que tentam impor aos próprios cidadãos normas e
valores
que nos são estranhos.
Nesta
perspectiva, Christodoulos destacou que o comportamento
missionário
deve fundar-se e alimentar-se sempre no amor: Cristo
venceu o
mundo, destruiu as portas do inferno com o amor, o mesmo
amor que
o levou a morrer na Cruz. Portanto, é o amor a arma secreta,
que
conduz à cura da memória e à reconciliação entre pessoas
distantes.
Enfim, acrescentou: "a chave e o caminho para a cura e a
reconciliação
são a humildade e o amor a Deus e aos homens".
A sessão
plenária de hoje será centralizada no tema "Chamados em
Cristo
para ser comunidade de reconciliação e de cura". A conferência
central
será de Athanasios N. Papathanasiou, que oferecerá uma
contribuição
ortodoxa ao diálogo missiológico, sobre o
tema
"Reconciliação: o maior conflito da pós-modernidade".
(R.Z.)
(Agência Fides 11/5/2005)
5 -
Igrejas Católica e Ortodoxa devem se unir, diz arcebispo
da BBC
Brasil 10/05/2005
Há uma
urgência ainda maior agora para que as igrejas Católica e
Ortodoxa
se reconciliem, declarou o líder da Igreja Ortodoxa grega,
arcebispo
Christodoulos, no discurso de abertura da conferência
Conselho
Mundial das Igrejas, realizado na Grécia.
Segundo o
arcebispo, a situação global após os ataques de 11 de
setembro
de 2001, nos Estados Unidos, representaram um divisor de
águas.
"Os
cristãos precisam responder aos desafios da globalização, da
migração,
do terrorismo e da guerra contra o terror", disse.
"Isso
significa que a igreja precisa redescobrir sua voz profética e
ficar do
lado da paz, dos pobres, dos marginalizados e fracos."
Aids
Cerca de
500 líderes católicos e teólogos de vários países participam
do evento
--o primeiro em nove anos.
Essa
também é a primeira vez que a conferência é feita em um país
ortodoxo.
Na
abertura, o secretário-geral do Conselho Mundial das Igrejas,
reverendo
Samuel Kobia, enfatizou como o "centro da gravidade do
Cristianismo
tem mudado da Europa para o hemisfério sul,
especialmente,
África, onde houve um crescimento altíssimo em
congregações".
"A
igreja precisa se adaptar a essa mudança", disse.
O evento,
que dura uma semana, abordará ainda outros assuntos como a
epidemia
de Aids, o diálogo com os muçulmanos e a liberdade de culto
em países
como a China.
6 - O
desejo dos nossos beatíssimos predecessores
O
Patriarca Ecumênico de Constantinopla recorda Papa Wojtyla
de
Bartolomeu I
Revista
30 Dias - 10/05/05
Nestes
dias não é possível deixar de falar do falecimento de Sua
Santidade
o Papa João Paulo II, que terminou sua vida e passou para a
morada
eterna, depois de ter pago a dívida comum da existência humana.
Encontrei
o beatíssimo Papa por quatro vezes na última década, de
1995 a
hoje, e assim como todo o mundo também tive a oportunidade de
constatar
e apreciar o seu grande carisma. Realmente era uma
personalidade
carismática. Viajou mais do que qualquer outro seu
predecessor
para levar a mensagem do Evangelho, da paz, da justiça,
do amor,
da fraternidade e da colaboração entre os homens e entre os
povos.
Enfrentou muitas provações no decorrer da sua vida,
especialmente
nos 26 anos do seu pontificado.
Nós, aqui
no Patriarcado ecumênico somos particularmente gratos ao
Papa pela
visita que nos fez logo depois de um ano da sua eleição
para
demonstrar a sua disponibilidade e a sua prontidão em agir pela
unidade
dos cristãos divididos e em particular os católicos e os
ortodoxos;
unidade que é necessidade dos nossos tempos, vontade do
Senhor e
cumprimento da oração d'Ele ao Seu Pai celeste no horto do
Getsêmani
pouco antes da Sua paixão, "para que todos sejam uma só
coisa".
Por isso, ele veio até nós e anunciou junto com meu venerando
predecessor,
o patriarca Dimitrios, em novembro de 1979, no dia nossa
festa do
Trono, a constituição da Comissão mista que em pouco tempo
teria
iniciado o processo de diálogo teológico entre as igrejas
Ortodoxa
e Católica Romana.
Também,
somos muito gratos pelo seu recente grande gesto com o qual
nos
restituiu, respondendo ao nosso pedido e oração, as sagradas
relíquias
dos grandes santos patriarcas de Constantinopla e mestres
ecumênicos
Gregório o Teólogo e João Crisóstomo.
Os nossos
beatíssimos predecessores, o Papa Paulo VI e o patriarca
Atenágoras
também queriam a unidade de todos, e o simbólico abraço
entre
eles, nos Lugares Santos, 40 anos atrás, abriu uma nova página
na
história da cristandade. Tudo o que aconteceu nos últimos 40-50
anos no
campo do diálogo ecumênico, da aproximação e da colaboração
entre as
Igrejas, começou em Jerusalém, em janeiro de 1964. Também o
Papa João
Paulo II falecido recentemente, assim como seu direto
predecessor
[de Paulo VI] João XXIII, continuaram na mesma linha,
assim
como seguiu nesta linha meu beatíssimo predecessor Dimitrios, e
eu também
sigo com as minhas pobres forças, pois acredito firmemente
na
necessidade da paz, da unidade, da colaboração e do testemunho
conjunto
de todos os cristãos no mundo contemporâneo.
7 -
Mensagem de S. Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I por
ocasião
da celebração da Páscoa - 2005
Tradução
do espanhol: Pe. Pavlos, hieromonge
Fonte:
www.ecclesia.com.br
BARTOLOMEU
Pela
graça de Deus, Arcebispo de Constantinopla,
Nova
Roma, Patriarca Ecumênico.
A toda a
Santa Igreja, Graça, Paz, e a Misericórdia de Cristo o
Salvador
que
ressuscitou em glória!
Irmãos
concelebrantes, fiéis amados de Deus e filhos da Igreja.
Novamente
com muita alegria, vos dirijo com a saudação
Pascal:
"Cristo Ressuscitou". Esta saudação materializa e proclama, o
conteúdo
essencial de nossa fé cristã: "festejamos a morte da morte".
Continua
sendo original e audaz este anúncio, porque em nossa época,
apesar de
dois mil anos que transcorreu o nascimento de Jesus
Ressuscitado
até o presente, a humanidade não tem amado a vida tanto
como a
honrou nosso Deus encarnado. Infelizmente, a disposição
homicida
está amplamente divulgada.
Os
indivíduos aniquilam seus adversários para dominar. Delinqüentes
matam
para assaltar ou para fazer desaparecer as provas que o
condenam.
Terroristas matam para forçar povos e governos a que
aceitem
suas pretensões. Ideólogos matam para facilitar o domínio de
suas
ideologias. Povos se colidem por causa da raça e milhares de
cidadãos
de ambos os lados são eliminados, porque não predomina o
espírito
de conciliação e negociação pacífica. Fanáticos matam a quem
não têm o
mesmo fanatismo. Seguidores de uma religião matam a quem
segue
outra crença. Assassinos matam para satisfazer seus instintos
homicidas.
Por outra parte, alguns se suicidam, considerando
insuportável
para eles o dom divino da vida. Em geral, o homicídio,
que é
condenado por toda a humanidade e por Deus, tende a ser aceito
como meio
lícito para alcançar determinados objetivos, colocando-se
indevidamente
acima da vida humana.
Em meio a
este cenário de sangue, aparece Ressuscitado o Príncipe e
Doador da
Vida, que fora assassinado por homens, proclamando a todos
que o homicídio
não tem êxito, que existe a ressurreição e Juízo, que
a vida é
mais poderosa que a morte e que em vão trabalham os que
baseiam
seus projetos na morte de seus semelhantes.
Nosso
Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, confirmou com sua
Ressurreição
a palavra de que, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Contudo,
confirmou também, que Deus não fez a morte e nem se regozija
com o
desaparecimento dos viventes (Sl 1,13). Pois Deus criou todas
as coisas
para que existissem eternamente, e a morte entrou no mundo
por causa
da falta de fé dos seres humanos. Mas o amor de Deus não
tolera o
domínio da morte sobre o ser humano e restabeleceu as
conseqüências
do erro humano. Encarnou-se, se revestiu de corpo
mortal e
recebeu voluntariamente a morte das mãos dos homens, sobre a
Cruz;
contudo, ressuscitou por sua própria força, pois era superior à
morte,
transformando todos aqueles que com Ele querem ressuscitar.
Primogênito
dos mortos, primeiro entre os ressuscitados, Doador da
Vida e da
Ressurreição, aboliu quem tinha o poder da morte.
Familiarizado
o ser humano contemporâneo com a morte e com a maldade
destrutiva
dos ser humano, nem sempre percebe a alegria e a
profundidade
da Ressurreição, da renovação e da vida eterna que nos
oferece
Nosso Senhor Jesus Cristo. Não obstante, quem saboreia e
conhece a
alegria da Ressurreição, enche sua boca de alegria
dizendo:
"Ressuscitou o Senhor". Junto a estes que vivenciam esta
alegria,
festejamos hoje solenemente, todos nós, cristãos ortodoxos,
a
Ressurreição do Senhor e intercambiamos a vitoriosa
saudação:
"Cristo ressuscitou".
Santa
Páscoa do ano do Senhor de 2005.
Bartolomeu
de Constantinopla,
Fervoroso
suplicante a Cristo Ressuscitado,
por todos
vós.
8 -
Arcebispo Antônio envia mensagem de congratulações a Sua
Santidade
Bento XVI
Escritório
de Relações Públicas da UOC - Igreja Ortodoxa Ucraniana
dos EUA
S.
Eminência, Arcebispo Antônio
Fonte:
www.ecclesia.com.br
Sua
Eminência, Arcebispo Antônio, presidente do Consistório da Igreja
Ortodoxa
Ucraniana dos EUA envia mensagem de congratulações em nome
dos
hierarcas, clero e fiéis, a Sua Santidade Bento XVI, por ocasião
de sua
eleição como bispo do santo Trono da Velha Roma e Patriarca do
Ocidente.
O texto
da mensagem, datado de 19 de abril de 2005, lê-se como segue.
"Como
membros da comunidade cristã Ortodoxa do mundo, os cristãos
ortodoxos
ucranianos acompanharam com suas orações os eventos que
culminaram
com a eleição de Sua Santidade como bispo do santo Trono
da Sé de
Roma e Patriarca do Ocidente.
Sua
beatitude Metropolita Constantino, primaz da Igreja Ortodoxa
Ucraniana
dos Estados Unidos da América, S. Eminência Arcebispo
Vsevolod,
da Eparquia de Chicago e este, que abaixo assina, Arcebispo
de New
York e Washington - DC e da Eparquia Oriental, asseguramos
nossas
preces pessoais, do nosso venerável clero e fiéis devotos sob
nosso
cuidado pastoral e administrativo. Que a Graça do Santíssimo
Espírito,
Doador da Vida, guie Sua Santidade no labor que ora inicia,
o mesmo
Espírito Santo, que o chamou a realizar.
Num tempo
em que a onda do secularismo lança-se de encontro à Santa
Igreja,
buscando configurá-la aos padrões de uma sociedade
secularizada,
nós, os bispos, clero e fiéis da Igreja Ortodoxa
Ucraniana
dos Estados Unidos da América, rezamos para que, como o
santo
apóstolo Pedro, Sua Santidade possa confirmar seus irmãos da
Santa
Igreja de Roma na fé, cooperando com o Santíssimo Espírito na
restauração
da unidade, do que, seu predecessor, de santa memória,
chamou os
'dois pulmões' da Igreja de Cristo".
Antonio -
Arcebispo, Igreja Ortodoxa Ucraniana dos EUA.
Trad. Pe.
André
9 -
Mensagem da Conferência Permanente
dos
Bispos Ortodoxos Ucranianos além-fronteiras da Ucrânia por
ocasião
da Páscoa de 2005
Trad.:
Natalia Waszczynskyi
Fonte:
www.ecclesia.com.br
Ao Clero
e Fiéis da nossa Santa Igreja Ortodoxa Ucraniana e para todo
o mundo.
Que a Paz
oferecida por nosso Jesus Cristo Ressuscitado a seus santos
discípulos,
após sua Ressurreição, seja convosco, em todo o tempo e
lugar.
Cristo
Ressuscitou! Em verdade ressuscitou!
O
Apóstolo Paulo escreveu na sua Primeira Carta aos Corintios: "Se é
só para
esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens
os mais
dignos de lástima. Mas na realidade Cristo foi ressuscitado
dentre os
mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Porque,
assim
como por um homem veio a morte, também por um homem veio a
ressurreição
dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo
modo em
Cristo todos serão vivificados". [...] "Mas, quando isto que
é
corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal
se
revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está
escrito:
Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua
vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o
pecado, e
a força do pecado é a lei. Mas graça a Deus que nos dá a
vitória
por nosso Senhor Jesus Cristo.". (1Cor 15, 19-22; 54-57).
Nossa
missão - que é a de todo cristão ortodoxo ucraniano - é
espalhar
a Boa Nova que a vitória foi alcançada - que o tempo da paz
foi
estabelecido - que o tempo da reconciliação está disponível - que
o mundo
não tem nada a perder, mas tudo a ganhar através do
acolhimento
da nova ordem da vida estabelecida por Cristo
Ressuscitado.
Nossa missão é dizer a nossos irmãos e irmãs que ainda
estão fazendo
alianças com as forças do mal - da ganância, ódio,
guerra,
intolerância, competição feroz e exploração, que os seus
aliados
já estão derrotados - que o julgamento foi entregue - que
Cristo é
o Senhor! Nossa missão é introduzi-los na Boa
Nova: "Verdadeiramente,
Ele Ressuscitou!"
Algumas
pessoas querem uma explicação científica para tudo isso. Mas
a ciência
pode apenas analisar um evento comparando-o com outros
eventos.
A Ressurreição de Jesus não pode ser comparada com mais
nada! O
que o Evangelho da Páscoa proclama, ainda não havia aconteceu
até
então, e não mais aconteceu. Algumas pessoas mortas haviam
retornado
da morte - mesmo a Sagrada Escritura nos dá exemplos disso -
mas
retornaram para morrer novamente. Cristo ressuscitou para não
morrer jamais.
Ele ressuscitou para a Nova Vida , onde a morte foi
abolida,
o caminho para o Reino de Deus e da Salvação para todos nós
foi
aberto.
A morte
de Nosso Senhor não foi uma morte simbólica, mas uma morte
real,
despida de artifícios cosméticos, flores e doce música. Também
a
Ressurreição de Cristo, não foi uma ressurreição simbólica, mas
Ressurreição
real - o retorno real de Jesus de Nazaré na plenitude de
sua
divindade e de sua humanidade. Os Pais da Igreja jamais ousaram
desviarem-se
deste fato surpreendente, afirmando: "Seu Espírito vive
nas vidas
daqueles que crêem". Não! Jesus cristo, Nosso Senhor e
Salvador,
realmente vive!
Enquanto
nós cristão ortodoxos, festejamos este fato na grande festa
da
Páscoa, nós, vossos pastores, nos perguntamos e também a cada um
de vocês,
confiados ao nosso cuidado espiritual: - Tendo proclamado a
cada um
de nós e a todo mundo "Cristo ressuscitou! Em verdade
ressuscitou!"
durante as santas e maravilhosas celebrações litúrgicas
desta
Festa das Festas, estamos nós realmente preparados para cumprir
nossa
missão? Ao proclamar "Cristo Ressuscitou!" Que diferença fará
para
nossas vidas, ao nos levantarmos na Segunda-feira após o Domingo
de
Páscoa? Ao proclamarmos na Páscoa "Cristo Ressuscitou!", que
diferença
fará no relacionamento com nossos familiares, com nossos
colaboradores,
com nossos vizinhos, com nossos inimigos? Ao
proclamarmos
"Cristo ressuscitou!" que diferença isto fará no que
concerne
à justiça, paz e serviço em nossas comunidades locais e no
mundo em
geral?
Carregamos
o nome de Nosso Senhor - CRISTÃOS, e precisamos nos
posicionar
e refletir sobre a brilhante LUZ vinda da tumba vazia para
o mundo,
para nossas comunidades e para as vidas de todos aqueles que
encontramos
enquanto estamos à caminho, neste mundo. Somos criados
para
refletir o amor de Cristo, a compaixão de Cristo, a paz de
Cristo
para nosso mundo. Estamos preparados espiritualmente para
cumprir
esta missão? Através de uma sólida preparação que a Grande
Quaresma
nos propicia e pela freqüente participação na Divina
Eucaristia
- recebendo o Corpo e o Sangue de nosso Sennhor e Salvador
Jesus
Cristo - então sim, estaremos sempre preparados.
Na Páscoa
- Domingo da Ressurreição - celebramos a maaravilhosa
manifestação
do Poder de Deus que se revelou naquele tempo, como
agora se
revela. A Páscoa não é apenas um evento histórico, do
passado,
mas é uma eterna realidade, sempre presente. O Poder de Deus
manifestado
na Ressurreição está se revelando a nós e, todos os
problemas
que nem sequer podemos imaginar já estão resolvidos. Aquela
Força
está atuando profundamente em nosso interior para nos sustentar
em nossa
missão e em nossa jornada para a vida abundante, para nos
dar força
para atingi-la. Temos testemunhado esta força na recente
transição
pacífica de governo em nossa amada Ucrânia. Temos
testemunhado
a atuação desta força nas pessoas reunidas em paz e
simplicidade
de pensamento, mudando para sempre a face de uma Nação .
E, é esta
a Força que pode transformar o mundo.
Asseguramos
a vós, nossos queridos e amados filhos espirituais,
nossas
incessantes orações por todos e cada um de vós, enquanto, de
vossa
parte, esperamos que contribuam com seus esforços para cumprir
sua parte
de nossa missão. Pedimos, outrossim, para que sejamos
lembrados
em vossas orações.
- Cristo
Ressuscitou! - Em verdade Ressuscitou!
CONSTANTINO,
Metropolita da Igreja Ortodoxa Ucraniana nos Estados
Unidos e
na Diáspora.
JOHN -
Arcebispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana no Canadá.
ANTONIO -
Arcebispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana nos Estados Unidos
da
América.
JOÃO,
Arcebispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Canadá
VSEVOLOD
- Arcebispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana noos Estados Unidos
da
América.
JOAN -
Arcebispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana na Diáspora.
YURIJ -
Arcebispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana no Canadá.
JEREMIAS
- Eparquia Ortodoxa Ucraniana na América doo Sul (UOC of
USA).
10 -
SCHROEDER CRITICA A DEMOCRACIA TURCA
www.armenia.com.br
09/05/2005
Glendale,
CA., EE.UU. (Asbarez e Deutsche Welle) - O Chanceler alemão
Gerhard
Schroeder criticou, em 04/05 a TUrquia por uma série de
deficiências
na sua democracia, pedindo que o país as corrigisse se
tem a
intenção de se juntar à União Européia. "Os abusos das forças
de
segurança, a limitação da liberdade de expressão e a discriminação
contra as
mulheres são incompatíveis com nossos valores comuns",
disse
Schroeder durante um discurso proferido na Universidade de
Marmara,
após manter conversações oficiais em Ancara. O líder alemão
também
referiu-se sobre a "necessidade de reforma" na liberdade de
religião
neste país de maioria muçulmana, mencionando em especial o
seu
encontro na manhã do mesmo dia com o líder espiritual da Igreja
Ortodoxa
Grega, Patriarca Bartolomeu I, em Istambul. A Turquia está
sob
pressão para remover os obstáculos legais nas instituições não-
muçulmanas,
assim como possibilitar-lhes os direitos de propriedade e
autorizar
a reabertura do Seminário Greco-ortodoxa em Istambul,
fechada
há mais de 30 anos.
11 -
Páscoa ortodoxa na matriz de Albergaria
Agência
Ecclesia 11/05/2005
Na noite
de 30 de Abril para 1 de Maio, uma significativa Comunidade
Ortodoxa
celebrou a sua Páscoa na igreja Matriz de Albergaria-a-
Velha,
cedida pelo senhor Bispo da Diocese, num gesto ecuménico de
cooperação
fraterna.
Foi a
iniciativa de alguns imigrantes ucranianos que desencadeou o
processo.
Presidida pelo Rev.mo Pe. Yevhen Kolosok, uma numerosa
assembleia,
proveniente do norte, do centro, do interior do país,
cedo se
começou a congregar no referido templo. Após a preparação do
espaço,
seguida da preparação interior com a celebração da
penitência,
foi o tempo da noite pascal, cheia de luz, de cor, de
canto,
alternando momentos de intensa espiritualidade com outros mais
distendidos.
Alguns
católicos presenciaram a celebração, referindo o empenho de
participação
de todos os membros da assembleia, a alegria espelhada
no seu
rosto, a sua educação. No final, manifestaram o desejo de
poderem
encontrar-se para celebrar a sua Eucaristia, com alguma
regularidade.
A possibilidade de utilização do mesmo templo será
dialogada
entre os responsáveis pastorais ortodoxos e o senhor Bispo.
12 -
Arcebispo Eparca: escolha do Papa é benção
Jovem Pan
20/04/2005
O
arcebispo Eparca dos Greco-Melquitas recebeu a notícia da escolha
do Papa
como uma benção de Deus. Dom Fares Maakaroun destacou que
Joseph
Ratzinger é o maior teólogo do nosso tempo e explica o
significado
do novo Papa para os greco-melquitas.
13 -
PATRIARCA MARONITA DE BEIRUTE AFIRMA QUE LIBANESES NÃO MAIS
TOLERAM
"INGERÊNCIAS EXTERNAS"
Beirute,
10 mai (Rádio Vaticano) - Em Beirute, o Cardeal Nasrallah
Pierre
Sfeir expressou sua confiança em que os libaneses estejam
marchando
para a unidade e a democracia, e que, por isso, não toleram
mais
"ingerências externas".
Em sua
homilia na santa missa celebrada em Bkerke, o Patriarca
maronita
disse que embora as barreiras externas tenham caído _
referindo-se
à recente retirada militar síria do Líbano _ as
barreiras
internas permanecem. "Cada um de nós deve trabalhar, a
partir da
própria realidade, para que o Líbano alcance a
prosperidade,
a liberdade e a independência. Nós _ acrescentou o
Cardeal _
somos pela liberdade absoluta: cada pessoa deve ser
responsável
por seus gestos."
Cerca de
40% dos menos de quatro milhões de habitantes do Líbano são
cristãos,
em sua maioria católicos de rito maronita. A maioria da
população
é muçulmana. (CM)
14 -
Fundada a Comunidade Zgharta do Brasil - Uma agregação de
Zgharta
Zawie
www.igrejamaronita.com.br
21/04/2005
Fundada
em 9 de Fevereiro de 2005, sob as benções do Arcebispo
Maronita
do Brasil, Dom Joseph Mahfouz, a Comunidade Zgharta do
Brasil
representa uma nova agregação de cidadãos brasileiros que tem
ascendência
direta ou indireta de familiares de Zgharta-Zawie, em
torno de
atividades culturais, sociais e beneficentes e que enaltecem
a
solidariedade, a fraternidade e a lealdade.
Uma nova
parceria foi logo iniciada. As notícias mais recentes de
Zgharta -
Zewie podem ser lidas em português neste endereço
www.brazil.zgharta.com
já que foi firmada uma parceria com a equipe
que
administra o site www.zgharta.com. Além das notícias brasileiras
serem
traduzidas e publicadas em Inglês no referido endereço, o
objetivo
desta parceria é ampliar a comunicação e formar uma rede de
relacionamento
sem fronteira e baseada nos valores éticos e morais
que
caracterizaram nossos ancestrais há centenas de anos.
15 -
Comunidade Maronita comovida com a eleição do Papa Bento XVI
www.igrejamaronita.com.br
21/04/2005
Dezenas
de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro do
Vaticano
receberam no último dia 13 com gritos e aplausos
entusiasmados
a eleição do novo papa, anunciada com a tradicional
fumaça
branca. De acordo com o site do jornal La Repubblica, cerca de
cem mil
pessoas se dirigiram para o local após badalo dos sinos,
anunciado
a eleição.
Os
aplausos sucederam-se de forma entrecortada em meio à grande
incerteza
até que a fumaça adquiriu um tom decididamente branco,
momento
no qual surgiu uma onda de júbilo na praça. Os gritos,
abraços e
o ondear de bandeiras aumentaram e se transformaram em uma
estrondosa
ovação quando os sinos da Basílica de São Pedro começaram
a dobrar
para anunciar ao mundo que há um novo papa.
Milhares
de peregrinos começaram a chegar ao local em um fluxo cada
vez mais
intenso, enquanto os sinos de São Pedro se somavam ao dos
das
igrejas da capital italiana para anunciar o êxito do Conclave, do
qual
participaram 115 cardeais. Alguns grupos carregam bandeiras que
os
identificam como cidadãos de países, e outros chegaram equipados
com
binóculos para poder identificar melhor a cor da fumaça.
Os
purpurados elegeram com apenas quatro votações o sucessor de João
Paulo II.
Nós,
Maronitas no Brasil e no Mundo, estamos comovidos com a eleição
de Bento
XVI para a liderança da Igreja Católica e que Deus o proteja
por
longos anos.
16 -
Cedros em Homenagem à João Paulo II
www.brazil.zgharta.com/brazil
No morro
inclinado de Saydet Al Hosn in Ehden, foram plantados 250
cedros e
84 Lizzabes, em memória honrosa do Papa João Paulo II. As
árvores
foram doadas pelos "Amigos de Horsh Ehden" e plantadas pelo
ambientalista
Sayed Doueihy. O Lizzab é um tipo de árvore que apenas
vive em
altitudes acima de 2000 metros. Sua madeira é muito sólida e
forte,
duas características que muitos diriam, que o Papa João Paulo
II os
tinham em abundância. A combinação do Cedro do Líbano, que
representa
o amor do Papa para o Líbano e o Lizzab, são nada mais que
um
pequeno tributo ao Santo Padre.
Esta nova
área será denominada de Floresta João Paulo II. Numa fase
posterior,
o conselho municipal de Zgharta-Ehden criará ruelas para
passeios
e canais de irrigação. Os 84 Lizzabes representam a idade do
Papa
quando faleceu. Sayed prometeu mantê-los através dos anos
assegurando
a forte lembrança ao trabalho e vida do último Pontífice.
17 -
Comunidade Zgharta comemora o novo Papa Bento XVI
www.brazil.zgharta.com/brazil
Assim
como em Zgharta, os brasileiros e as Igrejas Católicas
anunciaram
a notícia de escolha do cardinal Joseph Ratzinger como o
265º
Papa, com muita alegria e felicidades.
Bento XVI
ou em árabe Benedictus XVI
18 -
Bispos libaneses exigem modificações à lei eleitoral antes do
próximo
sufrágio
Agência
Ecclesia 11/05/05
Os Bispos
do Líbano exigiram hoje que a lei eleitoral seja modificada
antes do
próximo sufrágio de 29 de Maio, sob pena de a população
cristã
vir a sofrer "consequências danosas que não queremos".
Num
comunicado publicado hoje pelo Conselho dos prelados maronitas,
presidido
pelo Patriarca Nasrallah Sfeir, os representantes católicos
no país
contestam a lei eleitoral de 2000, que classificam
como
"injusta" por determinar que os 128 lugares da Assembleia sejam
divididos
igualmente entre cristãos e muçulmanos. Esta é uma
consequência
dos acordos de paz de Taif, que colocaram um ponto final
à guerra
civil de 1975-90.
Segundo o
episcopado libanês, esta norma prejudica os representantes
cristãos
em favor da comunidade muçulmana, "modificando os
equilíbrios
entre os diversos componentes político-sociais do país".
Os
cristãos libaneses já manifestaram por várias vezes o receio de
serem
alvo de atentados e sequestros, se os resultados das próximas
eleições
forem favoráveis à Síria e seus aliados. No passado mês de
Abril, a
Síria ter dado por terminada a retirada dos seus militares
do
Líbano, cumprindo uma exigência feita pela comunidade
internacional.
Nos
últimos meses, o Líbano tem tentado distanciar-se de Damasco após
as
manifestações populares que se sucederam ao assassinato do antigo
primeiro-ministro
Rafik Hariri, a 14 de Fevereiro. Esta delicada fase
de
transição prevê, agora, a eleição de um novo Parlamento.
Octávio
Carmo
19 -
Bispos maronitas contra lei eleitoral no Líbano
Agência
EFE 11/05/05
Os bispos
maronitas (católicos do Oriente) reunidos hoje, quarta-
feira,
sob a presidência do Patriarca Nasrala Sfeir condenaram a lei
eleitoral
libanesa que regerá as próximas legislativas, por "violar a
coexistência
islamo-cristã".
De acordo
com os prelados, "não pode haver eleições justas com esta
lei, por
isso instamos os responsáveis a atuarem para prevenir seus
efeitos
nocivos", entre os que destacam as dificuldades impostas para
a
coexistência religiosa, base do acordo de Taif (1989) que pôs fim à
guerra
civil (1975-1990).
Os
religiosos assinalam, em comunicado, que com a lei eleitoral das
próximas
legislativas "só 15 dos 64 deputados que correspondem aos
cristãos
são escolhidos pelo eleitorado desta comunidade" e que
os
"outros 49 dependem do voto dos muçulmanos".
Desde o
acordo de Taif, o Parlamento libanês está composto, a partes
iguais,
por muçulmanos e cristãos.
"É
igual a quando o país vivia sob a tutela síria", agregaram os
prelados,
que asseguraram que são conscientes de que não há tempo
para
elaborar uma nova lei.
Uma
advertência similar foi realizada ontem pelo ex-ministro do
Interior,
o pró-sirio Suleiman Franyie, que pediu "união dos
cristãos,
não por sua confissão, mas porque está em jogo sua
representação
política".
Franyie
advertiu que, se não ocorrer a união dos cristãos "sua
situação
após a eleição será pior que a atual".
As
eleições legislativas no Líbano acontecem entre 29 de maio e 19 de
junho, e
serão as primeiras sem a presença de militares sírios no
país.
Uma
delegação de especialistas da ONU e outra da União Européia (UE)
já estão
no Líbano para ajudar nos preparativos do pleito.
20 -
Bispos libaneses temem que eleições enfraqueçam cristãos
Reuters
11/05/05
BEIRUTE
(Reuters) - Os bispos cristãos maronitas do Líbano alertaram
na
quarta-feira que as eleições de maio e junho vão deixar a
comunidade
sub-representada, em detrimento dos muçulmanos,
prejudicando
o frágil equilíbrio religioso do país.
"Insistir
em realizar eleições parlamentares sob esta lei injusta
terá
consequências nocivas que não desejamos", disse o Conselho dos
Bispos
Maronitas em nota após reunião de emergência.
"Pedimos
a todas as autoridades cristãs e muçulmanas que olhem para
essa
delicada situação e coloquem os interesses nacionais à frente,
mantendo
a coexistência que une muçulmanos e cristãos em pé de
igualdade",
disse o texto.
O sistema
político libanês distribui cuidadosamente os cargos
públicos
entre os vários grupos religiosos que travaram uma guerra
civil de
15 anos (1975-1990), que dividiu o país em encraves cristãos
e
muçulmanos.
Pelo
acordo de Taif, que encerrou a guerra civil, metade do
Parlamento
é reservada aos cristãos e metade aos muçulmanos.
Mas os
bispos consideram que a lei que organiza as eleições, a serem
realizadas
em quatro turnos, entre 29 de maio e 19 de junho, vai
penalizar
os cristãos e deixá-los com menos poder parlamentar.
A lei
divide o Líbano em uma mistura de distritos grandes e pequenos,
sempre
favorecendo aliados da Síria, país que, apesar de encerrar sua
presença
militar no país, mantém grande influência.
Os
cristãos preferiam distritos eleitorais menores, para que seus
candidatos
não se diluam nas áreas de grande população muçulmana.
Deputados
cristãos protestaram contra a lei, mas não tiveram os votos
necessários
para derrubá-la.
Os
preparativos para as eleições estão a todo vapor. Na quarta-feira,
chegaram
a Beirute 90 observadores eleitorais da União Européia. Dois
funcionários
da ONU já estão no Líbano discutindo os preparativos
para o
pleito.
Os
cristãos, que formam cerca de 40 por cento da população, estão
divididos
em quatro campos: os que são leais à Síria, uma bancada de
deputados
anti-Damasco, os seguidores do ex-general Michel Aoun,
contrário
à Síria, e os seguidores das Forças Libanesas, uma antiga
milícia
de direita.
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