BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 40 -
10 de maio de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Depois de
duas semanas de ausência, em virtude de férias, o nosso
Boletim
está de volta com as principais notícias dessas semanas. Em
virtude
disso, este número possui o número recorde de 58 notícias.
A partir
de agora o Boletim volta a periodicidade normal de uma ou
duas
edições por semana, dependendo do número de notícias disponíveis.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 -
Representação Ortodoxa na Praça de São Pedro
2 - No
início solene de pontificado, Papa faz um chamado à unidade
entre os
cristãos
3 - BENTO
XVI REITERA SEU COMPROMISSO DE TRABALHAR PELA UNIDADE DOS
CRISTÃOS
4 - A
UNIDADE DOS CRISTÃOS: PRIORIDADE DO PONTIFICADO DE BENTO XVI
5 - Papa
confirma o compromisso ecumênico «irreversível» da Igreja
6 -
Discurso do Papa a representantes de outras confissões cristãs e
de outras
religiões
7 -
IGREJA ORTODOXA CONDICIONA VISITA DE BENTO XVI À RÚSSIA
8 -
Igreja Ortodoxa condiciona visita de Bento XVI à Rússia
9 - PAPA
INSISTE EM DESENVOLVER A COOPERAÇÃO COM ORTODOXOS RUSSOS
10 -
RÚSSIA: ALEXIS II DISPOSTO A SE REUNIR COM BENTO XVI
11 -
Igreja Ortodoxa Russa vê uma possível aproximação com Bento XVI
12 -
PATRIARCA ORTODOXO DE MOSCOU RETICENTE EM RELAÇÃO A UMA
APROXIMAÇÃO
AO PAPA
13 -
Patriarca Ortodoxo de Moscovo renitente em relação a uma
aproximação
ao Papa
14 -
CAUTELA DAS IGREJAS ORTODOXAS AO SAUDAREM A ELEIÇÃO DE BENTO XVI
15 -
Representante ortodoxo crê que Bento XVI poderá ser o Papa da
unidade
16 -
REPRESENTANTES DE TODAS AS IGREJAS CRISTÃS ESTARÃO PRESENTES NA
SANTA
MISSA DE INAUGURAÇÃO DO PONTIFICADO DE BENTO XVI
17 -
COMISSÃO PALESTINA CONDENA VENDA DE IMÓVEIS DO PATRIARCADO GRECO-
ORTODOXO
EM JERUSALÉM LESTE
18 -
BISPOS E ARQUIMANDRITAS GRECO-ORTODOXOS QUEREM DESTITUIR O
PATRIARCA
IRINEU I
19 -
Polícia enfrenta palestinos em protesto por terreno
20 -
Protesto tumultua ritual de Páscoa da Igreja Ortodoxa em
Jerusalém
21 -
Centenas de policias vigiam Jerusalém no final da Páscoa
ortodoxa
22 -
Patriarca grego ortodoxo de Jerusalém destituído por corrupção
23 -
PATRIARCA ORTODOXO GREGO DE JERUSALÉM DESTITUÍDO DE SEU CARGO
POR
SUSPEITA DE CORRUPÇÃO
24 - Novo
patriarca greco-ortodoxo será eleito na próxima semana
25 -
MUNDO ORTODOXO CELEBRA A PÁSCOA NESTE PRÓXIMO DOMINGO
26 -
CRISTÃOS LOTAM O SANTO SEPULCRO, PARA ASSISTIR AO RITUAL
DO
"FOGO SAGRADO"
27 -
FÉRIAS DE PÁSCOA NA RÚSSIA
28 -
KRISTOS VOSKRESE!
29 - Papa
felicita as Igrejas orientais pela Páscoa
30 -
Bento XVI: Páscoa oriental e dia de São José Operário
31 -
PATRIARCA IGNACE IV HAZIM FALA DA NECESSIDADE DE REFORÇAR OS
VÍNCULOS
COM A IGREJA CATÓLICA
32 -
Patriarca da Síria disponível para dialogar com o Papa
33 -
Custódio de Terra Santa antecipa que Bento XVI será construtor
da
reconciliação
34 -
RELÍQUIA DO SÉCULO XVII FOI RESTITUÍDA À IGREJA ORTODOXA
35 -
Sinos de templos ortodoxos russos soam no Dia da Vitória
36 -
Promover a educação cristã na Ucrânia
37 -
ORTODOXOS UCRANIANOS APOSTAM NO PATRIARCADO DE CONSTANTINOPLA
38 -
Projeção Luminosa de Ícones em Moscou
39 -
Igreja Ortodoxa da Rússia recorda São Jorge
40 -
Conselho Mundial reúne 340 igrejas cristãs em Atenas
41 -
EGITO: "Rezamos para que Bento XVI possa se tornar uma ponte
entre as
Igrejas Oriental e Ocidental", afirma à Fides o Bispo Caldeu
do Cairo
42 -
Sinos de todas as Igrejas do Iraque acolheram Bento XVI
43 -
IRAQUE: "Ainda não o conhecemos, mas aprenderemos a amá-lo" -
dizem os
cristãos iraquianos
44 -
LÍBANO: Os fiéis libaneses: "O rosto de Papa Bento XVI é
iluminado
pelo Espírito Santo"
45 -
CARITAS INTERNACIONAL PERDE SEU PRESIDENTE: FALECEU O ARCEBISPO
LIBANÊS,
DOM FOUAD EL-HAGE
46 -
Cristãos temem novas hostilidades no Líbano
47 -
Líbano: Dois mortos no atentado contra a rádio católica do
Patriarcado
Maronita
48 -
Bomba mata 1 e fere 7 em cidade cristã libanesa
49 -
Valência recorda genocídio de cristãos armênios
50 -
Milhares de armênios lembram genocídio de 1915
51 -
Armênios pedem reconhecimento de genocídio de 1915
52 -
Armênios lembram em Jerusalém 90 anos de genocídio
53 -
Armênios lembram 90 anos do genocídio na Turquia
54 -
PARÓQUIA ARMÊNIA CATÓLICA COMEMORARÁ 70 ANOS
55 - 90º
ANIVERSÁRIO DO GENOCÍDIO ARMÊNIO
56 -
Mostra revela o poder do império russo
57 - São
Paulo mergulha em 300 anos de Rússia czarista
58 -
Destaques da exposição Herança dos Czares
NOTÍCIAS
1 -
Representação Ortodoxa na Praça de São Pedro
Agência
Ecclesia 22/04/05
O
Patriarca Ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I, vai enviar uma
delegação
de alto nível à missa de inauguração do Pontificado de
Bento
XVI, que se celebra no próximo Domingo.
À cabeça
da delegação estará o metropolita Crisóstomo, de Éfeso,
presidente
da comissão para o diálogo com a Igreja Católica. Na
segunda-feira,
os enviados de Bartolomeu I terão um encontro com o
novo
Papa, "para uma troca de pontos de vista sobre as questões
comuns
que dizem respeito às duas Igrejas".
Bartolomeu
I foi uma das figuras do mundo Ortodoxo que mais trabalho
com João
Paulo II na promoção da plena unidade entre os Cristãos.
Também no
Domingo o Arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, marcará
presença
na Praça de São Pedro, num gesto histórico. Pela primeira
vez desde
o tempo da Reforma, o Primaz Anglicano estará presente
nesta
cerimónia.
Na sua
primeira mensagem, o novo Papa tinha assegurado que
assumia
"como compromisso primário o de trabalhar sem poupar energias
na
reconstituição da plena e visível unidade de todos os seguidores
de
Cristo".
"O
actual Sucessor de Pedro deixa-se interpelar na primeira pessoa
por esta
questão e está disposto a fazer tudo o que estiver em seu
poder
para promover a causa fundamental do ecumenismo. Sobre os
passos
dos seus Predecessores, ele está plenamente determinado a
cultivar
qualquer iniciativa que possa aparecer para promover os
contactos
e o encontro com representantes das diversas Igrejas e
Comunidades
eclesiais", referiu Bento XVI.
O
Arcebispo Rowan Williams levará o anel que foi oferecido ao seu
predecessor
por Paulo VI e uma cruz peitoral que lhe foi oferecida
pessoalmente
por João Paulo II. Após a eleição de Bento XVI, Rowan
Williams
referira estar disposto a "prosseguir o trabalho comum
iniciado
com João Paulo II".
Octávio
Carmo
2 - No
início solene de pontificado, Papa faz um chamado à unidade
entre os
cristãos
CIDADE DO
VATICANO, domingo, 24 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- Na
missa de
início de pontificado, este domingo, ressoou na praça de São
Pedro um
chamado à unidade perdida entre os cristãos, lançado por
Bento
XVI.
Ainda que
em sua primeira mensagem como Papa, no dia 20 de abril,
desde a
Capela Sistina, já havia ratificado seu compromisso
ecumênico,
o novo Papa voltou a dedicar uma passagem de sua homilia à
unidade.
«Ai de
mim, Senhor amado!», exclamou o Papa Joseph Ratzinger, «agora
a rede»
do cristianismo «se quebrou, queremos dizer entristecidos».
«Mas não,
não devemos estar tristes! --convidou-- Alegremo-nos por
tua
promessa que não defrauda e façamos todo o possível para
percorrer
o caminho para a unidade que tu prometeste».
«Façamos
memória dela na oração ao Senhor, como mendigos; sim,
Senhor,
lembra-te do que prometeste. Faz que sejamos um só pastor e
um só
rebanho! Não permitas que se rompa tua rede e ajuda-nos a ser
servidores
da unidade!», acrescentou.
Escutaram
as palavras do Papa representantes das Igrejas e
comunidades
cristãs que participaram na celebração eucarística.
Entre os
numerosos representantes das Igrejas ortodoxas se encontrava
o
metropolitano de Éfeso do Patriarcado de Constantinopla,
Chrysostomos,
e em representação do Patriarcado de Moscou o
metropolitano
de Smolensk e Kaliningrado, Kirill.
A
comunhão anglicana estava representada pelo primaz Rowan Williams,
arcebispo
de Canterbury. Havia também representantes metodistas,
luteranos,
pentecostais...
3 - BENTO
XVI REITERA SEU COMPROMISSO DE TRABALHAR PELA UNIDADE DOS
CRISTÃOS
Cidade do
Vaticano, 25 abr (Rádio Vaticano) - Sejamos juntos
artífices
de paz: foi o convite de Bento XVI aos delegados das
Igrejas
cristãs, comunidades eclesiais e outras tradições religiosas,
recebidos
em audiência esta manhã, na Sala Clementina, no Vaticano.
O Santo
Padre reiterou com veemência, o compromisso da Igreja
Católica
de trabalhar pela unidade dos cristãos.
A seguir,
agradeceu aos representantes das religiões que participaram
ontem, da
missa inaugural de seu ministério petrino, assim como dos
momentos
de despedida de seu saudoso predecessor, João Paulo II.
Nas
pegadas de meus predecessores, em particular Paulo VI e João
Paulo II,
sinto a necessidade de reafirmar com determinação, o
compromisso
irreversível assumido no Concílio Vaticano II, de
percorrer
a estrada rumo à unidade dos cristãos.
Foi o que
ressaltou Bento XVI, reiterando que "o caminho rumo à plena
comunhão
querida por Jesus para seus discípulos" comporta "uma
docilidade
concreta, a fim de que o Espírito dê às Igrejas coragem,
doçura,
firmeza e esperança para conquistar essa meta".
Por outro
lado, comporta também uma contínua oração, para obter do
Bom
Pastor, o dom da unidade de seu Povo: "Ao saudar os senhores,
gostaria
de render graças ao Senhor que nos abençoou com Sua
misericórdia
e infundiu em nós uma sincera disposição a fazer nossa a
Sua
oração: "ut unum sint" (que todos sejam um, ndr). Ele nos tornou,
assim,
sempre mais conscientes da importância de caminhar rumo à
plena
comunhão."
Muito
caminho foi feito durante os anos de pontificado de João Paulo
II,
evidenciou Bento XVI, acrescentando que a participação no luto da
Igreja
pelo falecimento de seu Pastor mostrou "quanto é verdadeira e
grande a
paixão comum pela unidade".
"O
nosso encontro, acrescentou em francês, é particularmente
significativo.
A presença de vocês _ "para além daquilo que nos
divide e
que lança sombras sobre nossa plena e visível comunhão" _ é
um sinal
de ajuda para o Bispo de Roma."
A seguir,
falando em inglês, Bento XVI dirigiu-se aos representantes
das
outras tradições religiosas, fazendo um agradecimento particular
à
comunidade muçulmana: Bento XVI felicitou-se pelo "crescimento do
diálogo
entre cristãos e muçulmanos, em nível local e internacional".
O novo
Sucessor de Pedro assegurou, desse modo, que a Igreja "quer
continuar
a construir pontos de amizade entre os seguidores de todas
as
religiões". "A promoção da paz _ frisou Bento XVI _ é um
compromisso
imprescindível para todos os fiéis."
"No
início de meu pontificado dirijo aos senhores e a todos os fiéis
das
tradições religiosas que representam, bem como àqueles que com
coração
sincero buscam a Verdade, um forte convite a sermos juntos,
artífices
de paz, num recíproco compromisso de compreensão, de
respeito
e de amor."
O mundo
no qual vivemos _ constatou o Papa _ é comumente "marcado por
conflitos,
violências e guerra, mas quer ardentemente a paz, uma paz
que é,
sobretudo, um dom de Deus, paz pela qual devemos rezar sem
cessar".
A paz é
um "dever a que todas as pessoas são chamadas, mas sobretudo
aquelas
que professam um credo religioso" _ foi a exortação de Bento
XVI.
Os nossos
esforços para "alimentar o diálogo _ concluiu _ são uma
válida
contribuição a construir a paz em sólidos fundamentos". É
necessário
então, "comprometer-se num sincero e autêntico diálogo,
construído
no respeito da dignidade de todo ser humano", criado à
imagem e
semelhança de Deus.
4 - A
UNIDADE DOS CRISTÃOS: PRIORIDADE DO PONTIFICADO DE BENTO XVI
Cidade do
Vaticano, 27 abr (Rádio Vaticano) - Nestes primeiros dias
de seu
pontificado, Bento XVI já afirmou claramente que um de seus
primeiros
compromissos será "trabalhar incansavelmente pela
reconstituição
da plena e visível unidade de todos os seguidores de
Cristo".
"Não
bastam as manifestações de bons sentimentos" _ disse o Papa, no
dia 20 de
abril passado. São necessários gestos que entrem nos ânimos
e movam
os consciências, solicitando de cada um, a conversão interior
que é
pressuposto de todo progresso no caminho do ecumenismo."
E nestes
dias, aproximaram-se do novo Pontífice, os representantes
das
várias confissões cristãs: dentre eles, o Primaz da Comunhão
Anglicana,
Arcebispo anglicano de Cantuária, Dr. Rowan Williams, que
nos falou
de suas expectativas em relação a este pontificado...
"Há
três fases na vida de Bento XVI: como teólogo, inicialmente na
Alemanha,
escreveu coisas extraordinárias, positivas e incrivelmente
frutuosas,
a respeito da natureza da Igreja, da natureza da fé
cristã.
Algumas coisas que o teólogo escreveu nos anos 70 ainda hoje
são
extraordinariamente significativas. Recentemente, tive o cuidado
de ler
novamente textos de 1976, onde ele descreve o modo como o
verdadeiro
Deus tem um nome e chama as pessoas pelo nome, enquanto
os
"falsos deuses" são números e tratam as pessoas como números. É
algo que
vale a pena ser retomado para ser meditado ainda por vários
anos."
"A
segunda fase é aquela de seu trabalho profissional no Vaticano,
encarregado
das definições doutrinárias. Ele sempre lutou pela
clareza
nas definições. Esta foi a sua tarefa, para isso ele foi
destacado."
"Agora,
lhe foi pedida uma terceira tarefa. Como ele irá realizá-la,
não
sabemos ainda, mas há sinais de que possa encontrar um caminho,
junto com
os outros, à luz da encíclica de João Paulo II "Ut unun
sint",
para este debate sobre o exercício do ministério petrino.
Parece
que os eventos das últimas semanas, da morte ao funeral do
Papa João
Paulo II, até a inauguração oficial do pontificado, no
domingo
passado, parecem ter sido uma espécie de antecipação de laços
de
amizade em nível mundial, e o mundo viu os homens se unindo para
adorar a
Deus e render-lhe glória. Pensando em algumas dificuldades
postas
pelas definições doutrinais se entrevê agora uma unidade em
outros
níveis. Creio que o Papa pretende trabalhar exatamente neste
plano.
Esta é a minha oração." (MZ)
5 - Papa
confirma o compromisso ecumênico «irreversível» da Igreja
Assim
como o diálogo com os crentes de outras religiões ao serviço da
paz
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 25 de abril de 2005 (ZENIT.org ).-
O novo
bispo de Roma, Bento XVI, confirmou esta segunda-feira o
compromisso
ecumênico «irreversível» da Igreja católica, e fez um
chamado para
que os crentes de todas as religiões convertam-se em
promotores
da paz.
As
palavras do Papa Joseph Ratzinger ressoaram na Sala Clementina do
Palácio
Apostólico Vaticano, onde recebeu os representantes das
confissões
cristãs e de outras religiões que este domingo
participaram
na missa de início solene de pontificado.
O
pontífice dividiu em duas partes independentes seu discurso. A
primeira
estava dirigida aos delegados das Igrejas ortodoxas, das
Igrejas
ortodoxas orientais e das comunidades eclesiais do Ocidente,
a segunda
aos representantes de outras religiões.
«Seguindo
as marcas de meus predecessores, começou dizendo, em
particular
de Paulo VI e João Paulo II, sinto a necessidade de
afirmar
novamente o compromisso irreversível assumido pelo Concílio
Vaticano
II» para percorrer o «caminho para a plena comunhão querida
por Jesus
para seus discípulos».
Este
objetivo, reconheceu, «implica uma docilidade concreta ao que o
Espírito
diz às Igrejas, valentia, doçura, firmeza e esperança para
chegar
até o final. Implica, antes de tudo, a oração insistente e com
um só
coração, para conseguir do Bom Pastor o dom da unidade para seu
rebanho».
«Nesta
ocasião tão particular, que nos reúne precisamente ao início
de meu
serviço eclesial acolhido com temor e confiada obediência ao
Senhor,
peço a todos vós que deis comigo exemplo desse ecumenismo
espiritual,
que na oração realiza sem obstáculos nossa comunhão»,
disse a
seus hóspedes.
Em
seguida, o Papa agradeceu em particular pela presença «de membros
da
comunidade muçulmana» e expressou seu apreço «pelo crescimento do
diálogo
entre muçulmanos e cristãos, tanto no âmbito local como no
internacional».
«Asseguro-vos
que a Igreja quer seguir construindo pontes de amizade
com os
seguidores de todas as religiões para buscar o bem verdadeiro
de todas
as pessoas e da sociedade inteira», assegurou.
«Ao
início de meu pontificado --concluiu-- dirijo a todos vós e aos
crentes
das tradições religiosas aqui representadas, assim como a
todos os
que buscam com coração sincero a Verdade, um intenso convite
a
converter-nos juntos em artífices da paz, em um recíproco
compromisso
de compreensão, de respeito e de amor».
6 -
Discurso do Papa a representantes de outras confissões cristãs e
de outras
religiões
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 25 de abril de 2005 (ZENIT.org ).-
Publicamos
o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu ao encontrar-se na
manhã
desta segunda-feira, na Sala Clementina do Palácio Apostólico
do
Vaticano, com os representantes das confissões cristãs e de outras
religiões
presentes em Roma para a eleição do sumo pontífice.
* * *
[Italiano]
Recebo-vos
com alegria, queridos delegados das Igrejas ortodoxas, das
Igrejas
ortodoxas orientais e das comunidades eclesiais do Ocidente,
poucos
dias depois de minha eleição. Vossa presença de ontem na praça
de São
Pedro foi particularmente grata, depois de ter vivido juntos
os
tristes momentos da despedida do Papa João Paulo II. O tributo de
simpatia
e afeto que haveis expressado a meu inesquecível predecessor
foi muito
mais que um simples ato de cortesia eclesial. Andou-se
muito
caminho durante os anos de seu pontificado e vossa participação
no luto
da Igreja católica por seu falecimento mostrou até que ponto
é
autêntica e grande a comum paixão pela unidade.
Ao
saudar-vos, quero agradecer ao Senhor que nos abençoou com sua
misericórdia
e infundiu em nós uma disposição para fazer própria sua
oração:
«ut unum sint». Fez-nos cada vez mais conscientes da
importância
de caminhar para a plena comunhão. Com amizade fraterna,
podemos
intercambiar-nos os dons recebidos pelo Espírito e nos
sentimos
alentados mutuamente porque anunciamos a Cristo e sua
mensagem
ao mundo, que hoje parece com freqüência turbado e inquieto,
inconsciente
e indiferente.
[Francês]
Nosso
encontro de hoje é particularmente significativo. Antes de
tudo,
permite ao novo bispo de Roma, pastor da Igreja católica,
repetir a
todos com simplicidade: «Duc in altum!». Rememos mar
adentro
na esperança. Seguindo as marcas de meus predecessores, em
particular
de Paulo VI e de João Paulo II, sinto intensamente a
necessidade
de afirmar novamente o compromisso irreversível assumido
pelo
Concílio Vaticano II e continuado através dos últimos anos,
graças
também à ação do Conselho Pontifício da Unidade dos Cristãos.
O caminho
para a plena comunhão querida por Jesus para seus
discípulos
implica uma docilidade concreta ao que lhes diz o Espírito
às
Igrejas, valentia, doçura, firmeza e esperança para chegar até o
fim.
Implica, antes de tudo, a oração insistente e com um só coração,
para
conseguir do Bom Pastor o dom da unidade para seu rebanho.
Como é
possível não reconhecer com espírito de agradecimento a Deus
que nosso
encontro tem também o significado de um dom que nos foi
concedido?
Cristo, príncipe da Paz, atuou entre nós, infundiu com
generosidade
sentimentos de amizade, atenuou as discórdias, ensinou-
nos a
viver com uma maior atitude de diálogo, em harmonia com os
compromissos
próprios de quem leva seu nome. Vossa presença, queridos
irmãos em
Cristo, mais além do que nos divide e do que obscurece
nossa
comunhão plena e visível, é um sinal de participação e apoio ao
bispo de
Roma, que pode contar convosco para continuar o caminho com
esperança
e para crescer para Ele, que é a Cabeça, Cristo.
[Italiano]
Nesta
ocasião tão particular, que nos reúne precisamente ao início de
meu
serviço eclesial acolhido com temor e confiada obediência ao
Senhor,
peço a todos vós que deis comigo exemplo desse ecumenismo
espiritual,
que na oração realiza sem obstáculo nossa comunhão.
Transmito
a todos vós estes desejos e estas reflexões junto a minha
cordial
saudação para que, através de vossas pessoas, possam ser
transmitidos
a vossas igrejas e comunidades eclesiais.
[Inglês]
Dirijo-me
agora a vós, queridos irmãos de diversas tradições
religiosas,
e vos agradeço sinceramente por vossa presença na solene
inauguração
de meu pontificado. Saúdo-vos cordialmente e aqueles que
pertencem
às religiões que representais. Estou particularmente
agradecido
pela presença entre vós de membros da comunidade muçulmana
e
expresso meu apreço pelo crescimento do diálogo entre muçulmanos e
cristãos,
tanto no âmbito local como no internacional. Asseguro-vos
que a
Igreja quer seguir construindo pontes de amizade com os
seguidores
de todas as religiões para buscar o bem verdadeiro de
todas as
pessoas e da sociedade inteira.
O mundo
em que vivemos está com freqüência caracterizado por
conflitos,
violência e guerra, mas anseia ardentemente a paz, a paz
que
sobretudo é um dom de Deus, a paz pela qual temos de rezar
incessantemente.
Agora, a paz é também uma tarefa na qual devem
comprometer-se
todos os povos, especialmente os que professam sua
pertença
às religiões tradicionais. Nossos esforços para superar as
diferenças
e fomentar o diálogo são uma valiosa contribuição para
construir
a paz sobre fundamentos sólidos.
O Papa
João Paulo II, meu venerado predecessor, escreveu ao início do
novo
milênio que «o nome do único Deus tem de ser cada vez mais, como
já é por
si só, um nome de paz e um imperativo de paz» («Novo
Millennio
Ineunte», 55). Por este motivo, é um dever comprometer-se
em um
autêntico e sincero diálogo, construído no respeito da
dignidade
de toda pessoa humana, criada, como cremos firmemente os
cristãos,
à imagem e semelhança de Deus (Cf. Gênesis 1, 26-27).
[Italiano]
Ao início
de meu pontificado, dirijo a todos vós e aos crentes das
tradições
religiosas aqui representadas, assim como a todos os que
buscam
com coração sincero a Verdade, um intenso convite a converter-
nos
juntos em artífices de paz, em um recíproco compromisso de
compreensão,
de respeito e de amor.
7 -
IGREJA ORTODOXA CONDICIONA VISITA DE BENTO XVI À RÚSSIA
Moscou,
25 abr (Rádio Vaticano) - O Patriarca da Igreja Ortodoxa
russa,
Aleksej II, afirmou nesta segunda-feira, que a visita do Papa
Bento XVI
à Rússia só será possível quando forem solucionados os
problemas
que a separam da Santa Sé.
"Uma
visita pura e simples não é possível, e também não haverá um
mero
encontro diante das câmaras de televisão" _ afirmou o Patriarca
ortodoxo,
em declarações à imprensa.
Aleksej
II disse que seu encontro com o Papa Bento XVI em Moscou deve
ser a
lógica continuação de uma melhora nas relações entre as duas
Igrejas,
ou seja, "a revisão dos problemas que atualmente preocupam a
Igreja
Ortodoxa russa".
Ao
enumerar esses problemas, Aleksej II lembrou que são os mesmos
apresentados
pelos ortodoxos russos a João Paulo II e que têm como
tema
central o "proselitismo" ou expansão do catolicismo no
território
russo.
A Igreja
Ortodoxa russa também acredita que a normalização das
relações
entre as duas Igrejas não será possível enquanto a Santa Sé
estiver
empenhada na propagação da Igreja Católica de rito grego nas
repúblicas
eslavas, especialmente na Ucrânia, onde surgiram sérias
disputas.
A Igreja
Católica de rito oriental ou grego nasceu em 1595, da União
de Brest,
e representou o regresso à Igreja Católica, da Igreja
Rutena, à
qual pertenciam os atuais ucranianos e bielo-russos.
Em 1946,
o regime de Stalin dissolveu os católicos de rito grego e
entregou
todos os seus bens ao Patriarcado Ortodoxo de Moscou.
Durante
45 anos, esses católicos viveram na clandestinidade, até que
em 1990,
as autoridades de Moscou os tornaram legais novamente e
aprovaram
uma lei para a restituição dos bens confiscados.
Ao comentar
as possibilidades de uma aproximação entre a Igreja
Ortodoxa
russa e a Santa Sé, sob o pontificado de Bento XVI, Aleksej
II
lembrou que, em suas primeiras declarações, o novo Papa falou em
ampliar o
diálogo com outras crenças. "Não sabemos, todavia, se ele
se
referia à Igreja Ortodoxa, mas com o tempo saberemos" _ ressaltou.
(MZ)
8 -
Igreja Ortodoxa condiciona visita de Bento XVI à Rússia
Moscou 25
abr (EFE).- O Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa Alexei II
afirmou
nesta segunda-feira que a visita do papa Bento XVI à Rússia
só será
possível quando solucionarem os problemas que separam o
Vaticano
desta seita, majoritária no país eslavo.
"Uma
visita por visitar não é possível, e também não haverá um mero
encontro
diante das câmaras de televisão", afirmou o chefe da Igreja
Ortodoxa
no país em declarações à imprensa.
Alexei II
disse que seu encontro com o papa Bento XVI em Moscou deve
ser a
lógica continuação de uma melhoria das relações entre as duas
religiões,
"ou seja, a revisão dos problemas que atualmente preocupam
a Igreja
Ortodoxa Russa".
Ao
enumerar estes problemas, Alexei II lembrou que são os mesmos que
os
ortodoxos russos apresentaram a João Paulo II e que têm como tema
central o
"proselitismo" ou expansão do catolicismo no território
russo.
A Igreja
Ortodoxa Russa também acredita que a normalização das
relações
entre as duas religiões não será possível enquanto o
Vaticano
estiver empenhado na propagação da Igreja Católica do rito
grego nas
repúblicas eslavas, especialmente na Ucrânia, onde surgiram
sérias
disputas.
A igreja
católica de rito oriental ou grego nasceu em 1595 da União
de Brest,
e representou o regresso à Igreja Católica da Igreja
Rutena, à
qual pertenciam os atuais ucranianos e bielo-russos.
Em 1946,
o regime de Stalin dissolveu os católicos de rito grego e
entregou
todos os seus bens ao Patriarcado Ortodoxo de Moscou.
Durante
45 anos estes católicos viveram na clandestinidade, até que
em 1990
as autoridades de Moscou os tornaram legais novamente e
aprovaram
uma lei para a restituição dos bens confiscados.
Ao
comentar as possibilidades de uma aproximação entre a Igreja
Ortodoxa
Russa e o Vaticano com Bento XVI, Alexei II lembrou que em
suas
primeiras declarações o novo papa falou em ampliar o diálogo com
outras
crenças, "não sabemos se se referia à Igreja Ortodoxa, mas com
o tempo
saberemos", ressaltou.
Ao mesmo
tempo, o hierarca ortodoxo acrescentou que certas posturas
do novo
Pontífice, como sua condenação ao casamento entre
homossexuais
e o sacerdócio entre as mulheres facilitarão a
aproximação
das duas igrejas.
"Estes
assuntos também são inadmissíveis para nós", ressaltou o
patriarca
russo. EFE
9 - PAPA
INSISTE EM DESENVOLVER A COOPERAÇÃO COM ORTODOXOS RUSSOS
MOSCOU,
26 (ANSA) - O papa Bento XVI insistiu sobre a necessidade de
desenvolver
a cooperação com o mundo ortodoxo russo, quando ontem
recebeu
no Vaticano o Metropolita Kirill, o número dois do
Patriarcado
de Moscou.
Foi
informado hoje em Moscou pelo escritório de imprensa do
Patriarcado,
segundo o qual, o novo Papa manifestou a convicção de
que as
duas igrejas devem difundir juntas "os valores comuns cristãos
na vida
da Europa moderna".
O
Pontífice ressaltou a importância de "superar as dificuldades
existentes
nas relações entre o Vaticano e a Igreja ortodoxa russa".
Bento XVI
destacou ainda a importância da "tradição teológica e
litúrgica
da ortodoxia oriental e expressou seu respeito pela missão
pastoral
da Igreja ortodoxa russa".
Por sua
parte, o Metropolita Krill transmitiu ao novo Pontífice as
saudações
do patriarca de Moscou Aléxis II por sua eleição.
"Entre
a Igreja ortodoxa russa e o Vaticano foram estabelecidas as
bases
para relações muito boas", declarou hoje em Roma o Metropolita
Krill à
agência Itar-Tass.
"Entre
as duas partes existe a disponibilidade para desenvolver o
diálogo",
acrescentou.
26/04/2005
10 -
RÚSSIA: ALEXIS II DISPOSTO A SE REUNIR COM BENTO XVI
MOSCOU,
27 ABR (ANSA) - O patriarca de Moscou, Alexis II, está
disposto
a permitir uma visita de Bento XVI à Rússia se o novo
Pontífice
mostrar "força de vontade, inteligência e tato" com a
Igreja
ortodoxa russa, permitindo assim que as atuais diferenças
sejam
superadas.
"Minha
reunião com o novo representante da Igreja Católica Romana
dependerá
de sua aproximação com a Igreja Ortodoxa Russa, de quanta
força de
vontade, inteligência e tato manifestar para resolver os
problemas
existentes nas relações entre as duas Igrejas", disse
Alexis II
em uma entrevista publicada hoje pelo periódico Kommersant.
"Nossa
reunião, se ocorrer, deverá mostrar à comunidade cristã e ao
mundo
todo que nossas relações mudaram para melhor, que as
dificuldades
dos últimos anos foram superadas", acrescentou o
patriarca
russo.
Alexis
II, que impediu o falecido João Paulo II de realizar uma
visita à
Rússia, elogiou o novo Papa por seu "grande intelecto" e
pela
defesa que faz dos "valores cristãos tradicionais".
"Todo
o mundo cristão, inclusive o ortodoxo, respeita o novo Papa.
Sem
dúvida existem diferenças teológicas", concluiu. (ANSA)
27/04/2005
11 -
Igreja Ortodoxa Russa vê uma possível aproximação com Bento XVI
Por
Ignacio Ortega Moscou, 27 abr (EFE).- A Igreja Ortodoxa Russa
(IOR) vê
no novo papa Bento XVI um interlocutor que pode tornar
possível
o início de "uma nova etapa" nas relações bilaterais, capaz
de
superar as asperezas que impediram a visita de João Paulo II à
Rússia.
"Nestes
momentos se dão todas as condições para a solução dos
problemas
que nos separaram nos últimos anos", declarou nesta quarta-
feira
Kiril, chefe do departamento de Relações Exteriores da Igreja
Ortodoxa,
majoritária na Rússia.
Kiril,
metropolita (arcebispo) de Smolensk e Kaliningrado, fez estas
declarações
ao retornar de Roma, onde se reuniu com o novo Pontífice,
ao que
conheceu pessoalmente há três décadas.
O
representante da IOR revelou que o tom das conversas com o novo
papa, que
substituiu João Paulo II, foi "positivo" e louvou
a
"altura" intelectual em termos teológicos do novo pontífice.
"Nossa
conversa sugere que Bento XVI está disposto a fazer tudo para
garantir
a solução de nossos problemas no menor tempo possível e
evitar
que surjam outros", acrescentou.
Segundo
seu testemunho, as posturas do novo papa e da IOR coincidem
na
importância de "manter os valores cristãos na Europa unificada".
O papa
compartilhou a necessidade de ambas as igrejas cooperarem para
defender
os valores cristãos na Europa, assim como sustentou em seu
discurso
ecumênico.
No
entanto, a possível visita de Bento XVI à Rússia não chegou a ser
abordada,
por ser considerada por ambas as partes algo
ainda
"prematuro".
O
Patriarca da IOR, Alexis II, descartou nesta semana a possibilidade
de uma
visita de Bento XVI à Rússia sem que sejam solucionados antes
os
problemas que afetam as relações entre ambos desde o Pontificado
anterior.
"A
visita deveria vir acompanhada de melhoras substanciais, por isso
antes
deveremos revisar os problemas que preocupam nossa Igreja",
insistiu.
Alexis II
aludiu ao "proselitismo agressivo" que, segundo ele, a
Igreja
católica pratica em território russo e de outros países
eslavos,
a expansão em direção ao leste europeu da Igreja católica de
rito
oriental (nascida em 1595) e a situação desigual de católicos e
ortodoxos
no oeste da Ucrânia.
Estes
assuntos impediram a esperada visita à Rússia de João Paulo II,
que foi
convidado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e por seu
antecessor,
Boris Yeltsin.
Para que
a visita aconteça, Alexis II tem que expedir um convite
formal ao
papa, algo que jamais ocorreu com o pontífice anterior.
Apesar
das "desavenças" e de Bento XVI "ter acabado de ser eleito"
Pontífice,
Alexis II acha que o rótulo de "conservador" augura uma
boa
sintonia em assuntos de moral religiosa.
"Acho
que poderemos encontrar tarefas e objetivos comuns. O papa
romano se
manifestou radicalmente contra o casamento homossexual e o
sacerdócio
feminino", assinalou.
O núncio
católico da Rússia, Antonio Mennini, manifestou nesta semana
que é o
desejo e o dever "premente" de Bento XVI "restabelecer a
unidade
de todos os seguidores de Cristo".
"Tenho
certeza de que Sua Santidade fará tudo o que puder e sua
consciência
lhe aconselhar para aumentar a confiança mútua e a
cooperação
entre ambas as igrejas", acrescentou.
O papa
anterior, de origem polonesa, transformou-se desde que assumiu
o cargo
em 1978 em um dos principais opositores do comunismo no
mundo, o
que lhe rendeu a hostilidade de alguns círculos na União
Soviética
e, depois, na Rússia.
Críticos
com seu antecessor, representantes ortodoxos classificaram
Bento XVI
como "um homem sábio e forte, um intelectual de alto nível.
Um homem
responsável e capaz de manter um diálogo com a Igreja
ortodoxa".
Ao
contrário de países como China, que também não foi visitado pelo
anterior
papa, a Rússia mantém relações diplomáticas com o Vaticano.
EFE
12 -
PATRIARCA ORTODOXO DE MOSCOU RETICENTE EM RELAÇÃO A UMA
APROXIMAÇÃO
AO PAPA
Moscou,
28 abr (Rádio Vaticano) - O Patriarca ortodoxo de Moscou e de
todas as
Rússias, Aleksej II, manifestou suas reservas, ontem, quanto
a uma
possível visita do Papa Bento XVI à Rússia. Ele disse que
estaria
disposto a aceitar tal visita, somente se o Pontífice
demonstrasse
"força de vontade, sabedoria e tato" na resolução dos
problemas
entre as duas Igrejas.
"Qualquer
encontro entre nós dois deve mostrar à comunidade cristã e
ao mundo
inteiro que nossas relações mudaram para melhor, e que foram
superadas
as dificuldades dos últimos anos" _ explicou o líder da
Igreja
Ortodoxa da Rússia em entrevista ao jornal "Kommersant".
Bento XVI
reafirmou a necessidade de desenvolver a cooperação com a
Igreja
Ortodoxa da Rússia, ao receber em audiência, nesta segunda-
feira, no
Vaticano, o Metropolita Kyrill, responsável pelo
Departamento
das Relações com o Exterior, do Patriarcado Ortodoxo de
Moscou.
Segundo a
Assessoria de Imprensa do Patriarcado moscovita, o Papa
manifestou-se
favorável a que as duas Igrejas defendam em
conjunto
"os valores cristãos comuns na vida da Europa moderna".
Aleksej
II sempre se opôs a uma visita de João Paulo II à Rússia: um
desejo
longamente acalentado pelo Papa Wojtyla. O Patriarca ortodoxo
tem
insistido na tese do "proselitismo católico" na Rússia e nas
outras
onze repúblicas da ex-União Soviética. (WM)
13 -
Patriarca Ortodoxo de Moscovo renitente em relação a uma
aproximação
ao Papa
Agência
Ecclesia 27/04/05
O
Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexis II, mostrou-se hoje renitente
em
relação a uma possível aproximação com a Igreja Católica,
explicando
que apenas estaria pronto a dar "luz verde" a uma visita
de Bento
XVI à Rússia se o Papa "mostrar força de vontade, sabedoria
e
tacto" nos problemas entre as duas Igrejas.
"Qualquer
encontro entre nós os dois, a acontecer, deve mostrar à
comunidade
cristã e ao mundo inteiro que as nossas relações mudaram
para
melhor e que foram superadas as dificuldades dos últimos anos",
explicou
o líder da Igreja Ortodoxa da Rússia em entrevista ao
jornal
"Kommersant".
Bento XVI
reafirmou a necessidade de desenvolver a cooperação com a
Igreja
Ortodoxa da Rússia ao receber esta segunda-feira no Vaticano o
metropolita
Kyrill, responsável pelo Departamento das Relações com o
Exterior
do Patriarcado Ortodoxo de Moscovo. Segundo o departamento
de
comunicação do Patriarcado moscovita, o Papa manifestou-se
favorável
a que as duas Igrejas defendam em conjunto "os valores
cristãos
comuns na vida da Europa moderna".
Alexis II
opôs-se sempre a uma visita de João Paulo II à Rússia, algo
que o
Papa polaco desejava profundamente fazer. O Patriarca Ortodoxo
tem
insistido na tese de "proselitismo católico" na Rússia e nas
outras
onze repúblicas da ex-União Soviética.
Acusando
católicos e protestantes de proselitismo, Alexis II pretende
que o
Cristianismo na Rússia seja sinónimo exclusivo de Igreja
Ortodoxa.
A acusação de proselitismo, de facto, apenas deveria ser
aplicado
a casos de conversão forçada ou recrutamento de fiéis
através
de fraude ou engano, o que não se aplica ao presente caso.
Octávio
Carmo
14 -
CAUTELA DAS IGREJAS ORTODOXAS AO SAUDAREM A ELEIÇÃO DE BENTO XVI
Moscou,
21 abr (Rádio Vaticano) - As Igrejas Ortodoxas reagiram com
cautela,
ontem, à eleição do Cardeal Joseph Ratzinger como novo Papa,
pedindo
que a Santa Sé dê continuidade ao diálogo, após a tensão das
relações
durante o pontificado de João Paulo II.
O
Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Aleksej II,
auspiciou
"um diálogo frutífero", apesar de, após o desmoronamento da
União
Soviética, a relação entre ortodoxos russos e católicos ter-se
tornado
muito difícil.
O
Patriarca de Constantinopla, autoridade espiritual mais importante
da Igreja
Ortodoxa, convidou o novo Papa a dar prosseguimento ao
diálogo
entre as Igrejas cristãs iniciado por João Paulo II.
A Igreja
Ortodoxa sérvia, que teve uma relação tensa com a Santa Sé,
durante o
pontificado de João Paulo II, também destacou a necessidade
de
diálogo.
Na
Romênia, primeiro país majoritariamente ortodoxo visitado por João
Paulo II,
a Igreja também destacou a necessidade de diálogo. O porta-
voz do
Patriarcado de Bucareste, Constantin Stoica, destacou que o
novo Papa
tem "amplos conhecimentos sobre as Igrejas Orientais".
A Igreja
Ortodoxa da Bélgica distinguiu-se pela reserva, citando o
medo de
que o debate ecumênico termine após a eleição do Cardeal
Ratzinger
à cátedra de Pedro.
Na
Grécia, país 98% ortodoxo, a Igreja não é separada do Estado e
ainda não
reagiu à eleição de Ratzinger. Muito rancorosa com o
papado, a
Igreja Ortodoxa grega havia iniciado um degelo nas relações
com o
Vaticano, com a visita histórica de João Paulo II a Atenas, em
maio de
2001. (SP)
15 -
Representante ortodoxo crê que Bento XVI poderá ser o Papa da
unidade
Mensagem
enviada a Zenit pelo bispo Hilarion Alfeyev
VIENA,quinta-feira,
21 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- O bispo
Hilarion
Alfeyev, representante da Igreja ortodoxa russa ante as
Instituições
Européias, considera, em uma mensagem enviada a Zenit,
que o
Papa Joseph Ratzinger poderá ser o Papa da unidade.
«Talvez
seja Bento XVI que cumpra com a histórica missão de unir
católicos
e ortodoxos em defesa do cristianismo ante o desafio do
secularismo
militante», reconhece.
O bispo
de Viena e da Áustria havia pronunciado na tarde da eleição
do novo
Papa uma conferência na Universidade Católica de Friburgo, na
Suíça, na
qual começou com uma colocação contra o relativismo.
Em sua
intervenção, insistiu «na necessidade de que católicos e
ortodoxos
na Europa formem uma frente comum e criem uma aliança pan-
européia
do cristianismo tradicional para defender os valores
espirituais.
Sua
surpresa foi enorme ao saber que o escolhido, o cardeal Joseph
Ratzinger,
é precisamente um defensor destas idéias.
Pessoalmente,
a primeira coisa que este bispo ortodoxo espera é «que
a Igreja
Católica siga preservando seu ensinamento tradicional
doutrinal
e moral sem render-se às pressões de grupos progressistas
que pedem
a ordenação das mulheres, a aprovação dos assim chamados
matrimônios
homossexuais, o aborto, a anticoncepção, eutanásia,
etc.».
«Em
segundo lugar --explica a Zenit--, espero que o novo pontificado
se
caracterize por um grande avanço nas relações entre a Igreja
católica
e as Igrejas ortodoxas russas e que aconteça o encontro do
Papa de
Roma com o Patriarca de Moscou».
No
patamar teológico, o bispo ortodoxo russo desejaria que se
debatessem
temas com os católicos acerca do «uniatismo» --os
católicos
de rito oriental que vivem em terras de maioria ortodoxa
fiéis a
Roma-- «o primado [do Papa] e outras questões teológicas e
eclesiológicas
que ainda nos dividem».
Por sua
parte, o patriarca Alexis II de Moscou e de todas as Rússias
enviou
uma mensagem a Bento XVI para felicitar-lhe e espera que em
seu
pontificado «experimente um desenvolvimento nas relações
amistosas
entre nossas Igrejas e um fecundo diálogo entre ortodoxos e
católicos».
«Creio
que é uma das tarefas mais cruciais da cristandade --
acrescenta--.
Nossas Igrejas, com sua autoridade e influência, devem
unir seus
esforços para pregar os valores cristãos à humanidade
moderna.
O mundo secular, ao perder seus pontos de referência
espirituais,
experimenta uma necessidade sem precedentes de nosso
testemunho
comum. Desejo que o serviço de Sua Santidade contribua a
cumprir
esta tarefa».
16 -
REPRESENTANTES DE TODAS AS IGREJAS CRISTÃS ESTARÃO PRESENTES NA
SANTA
MISSA DE INAUGURAÇÃO DO PONTIFICADO DE BENTO XVI
Cidade do
Vaticano, 23 abr (Rádio Vaticano) - O Metropolita de
Smolensk,
Kirill _ número dois do Patriarcado de Moscou _
representará
a Igreja Ortodoxa russa na santa missa de inauguração do
pontificado
de Bento XVI.
O
Patriarcado ecumênico de Constantinopla será representado, por sua
vez, pelo
Metropolita de Éfeso, Chrysostomos, e por Gennadios,
Arcebispo
da Itália e de Malta.
O
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos
divulgou
o rol das delegações cristãs que estarão presentes amanhã,
na Praça
São Pedro: do Patriarcado greco-ortodoxo de Alexandria e de
toda a
África à Igreja Ortodoxa ucraniana; do Patriarcado Ortodoxo da
Romênia à
Igreja Ortodoxa da Bulgária, além das delegações da Igreja
Ortodoxa
da Albânia e da Igreja Ortodoxa na América, entre outras.
A
Comunhão Anglicana será representada no mais alto nível, pelo
Arcebispo
de Cantuária, Dr. Rowan Williams.
Além
disso, também estarão presentes delegações da Federação Luterana
Mundial,
do Conselho Metodista Mundial, da Aliança Mundial das
Igrejas
Reformadas, da Igreja Pentecostal e do Exército da Salvação,
entre
outros. O Conselho Mundial das Igrejas e a Conferência das
Igrejas
Européias também se farão presentes, com suas delegações. (AF)
17 -
COMISSÃO PALESTINA CONDENA VENDA DE IMÓVEIS DO PATRIARCADO GRECO-
ORTODOXO
EM JERUSALÉM LESTE
Jerusalém,
28 abr (Rádio Vaticano) - Uma comissão palestina
responsabilizou
o líder máximo da Igreja Greco-ortodoxa, o Patriarca
Irineus
I, de autorizar a venda a cidadãos israelenses, de bens
imóveis
no valor de 130 milhões de dólares, em Jerusalém Leste.
A
imprensa israelense informa que o Patriarca ortodoxo autorizou o
monge
Papadamos a formalizar a venda de vários imóveis do
Patriarcado.
Entre os
edifícios vendidos, se encontra o centenário Hotel Imperial,
construído
no século XIX, para receber os peregrinos gregos em visita
à Terra
Santa.
O
Patriarcado também cedeu a empresários israelenses, dez
estabelecimentos
comerciais em Jerusalém Leste, território onde a
Autoridade
Nacional Palestina espera estabelecer a capital do futuro
Estado
independente. (WM)
18 -
BISPOS E ARQUIMANDRITAS GRECO-ORTODOXOS QUEREM DESTITUIR O
PATRIARCA
IRINEU I
Jerusalém,
05 mai (Rádio Vaticano) - 38 dignitários consideram o
Patriarca
greco-ortodoxo, Irineu I "persona non grata" à Igreja.
13 bispos
e 25 arquimandritas greco-ortodoxos decidiram hoje,
considerar
"persona non grata" à Igreja, o Patriarca Irineu I, devido
a uma
controvertida venda de imóveis em Jerusalém, a investidores
judeus.
Num
comunicado publicado em Jerusalém, os 38 dignitários anunciaram a
sua
decisão de "destituir Irineu I de suas funções de Patriarca greco-
ortodoxo
na Terra Santa, de não tratar mais com ele, e de considerá-
lo como
persona não grata à Igreja".
Os 13
bispos signatários do documento são membros do Santo Sínodo da
Igreja
Greco-ortodoxa, integrado por 17 membros _ explicou Dimitri
Diliani,
chefe da Coalizão Cristã Leiga, um grupo nacionalista de
cristãos
palestinos.
Uma
decisão formal de revogar o Patriarca só pode ser tomada pelo
Santo
Sínodo em reunião plenária, mas Irineu I, temendo as
conseqüências,
não quer convocar essa instância, segundo Diliani.
32 dos
signatários do comunicado de hoje, são dignitários gregos e os
restantes
são palestinos.
A
imprensa israelense destacou em março passado, a venda, por parte
do
Patriarcado greco-ortodoxo a investidores judeus, de dois prédios
nos quais
estão instalados hotéis, perto da porta de Jaffa, em
Jerusalém
Leste, anexada por Israel depois da Guerra dos Seis Dias,
de junho
de 1967.
Essa
transação suscitou a cólera dos palestinos e, em particular, dos
fiéis de
rito cristão-ortodoxo. O governo grego apelou
implicitamente,
em 30 de março, pela retirada do Patriarca, uma
demissão
já reclamada pela Autoridade Palestina. (PL)
19 -
Polícia enfrenta palestinos em protesto por terreno
Reuters -
29 de abril de 2005
Vários
manifestantes palestinos e um policial israelense ficaram
feridos
hoje durante um protesto contra um patriarca da Igreja
Ortodoxa
Grega perto do local mais sagrado para os cristãos em
Jerusalém,
segundo policiais e religiosos.
Portando
bandeiras palestinas, cerca de 500 manifestantes se
aproximaram
da igreja do Santo Sepulcro (o local onde Jesus teria
sido
sepultado e depois ressuscitado) para protestar contra o
patriarca
Irineos I, acusado pela imprensa de vender um terreno da
Igreja
Ortodoxa Grega em Jerusalém a judeus.
Irineos,
que nega as acusações, celebrava a missa de sexta-feira
dentro da
igreja, segundo Marwan Toubasi, presidente do Conselho
Ortodoxo
Grego nos territórios palestinos.
A polícia
israelense tentou dispersar a passeata para que ela não
chegasse
à igreja, o que provocou os confrontos que feriram 15
pessoas,
segundo Toubasi. Ele disse ter ouvido dos manifestantes que
a polícia
usou cassetetes para agredi-los. A polícia disse que um
agente
ficou ferido e que quatro manifestantes foram detidos para
interrogatórios.
A notícia
da suposta venda do terreno da Igreja Ortodoxa aos judeus
irritou
os palestinos, que vêem esse tipo de transação como uma
tentativa
de Israel de assumir o controle sobre áreas da parte leste
de
Jerusalém, habitada por árabes e reivindicada como capital do
eventual
Estado palestino.
A Igreja
Ortodoxa Grega, que é chefiada por clérigos gregos, é dona
de
milhares de metros quadrados em Jerusalém.
20 -
Protesto tumultua ritual de Páscoa da Igreja Ortodoxa em
Jerusalém
da Folha
Online 30/04/2005
Um
protesto de cristãos gregos e romenos provocou tumulto neste
sábado
nos arredores da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, onde
milhares
de peregrinos acompanhavam a celebração do ritual da Páscoa
da Igreja
Ortodoxa.
Os fiéis
protestavam contra o patriarca da Igreja Ortodoxa na Terra
Santa,
Irineos 1º, a quem acusam de ter vendido propriedades da
igreja
para empresários judeus americanos.
Há um mês,
palestinos cristãos provocaram tumulto durante as
celebrações
da Sexta-Feira Santa na cidade velha de Jerusalém, na
primeira
vez em que peregrinos lotaram o local após quatro anos de
temor
devido à situação de segurança.
Carregando
cartazes e aos gritos, eles protestaram também contra o
patriarca
da Igreja Ortodoxa.
A suposta
venda de imóveis na cidade antiga foi revelada no mês
passado
pela imprensa israelense. O patriarca negou a venda em
comunicado,
mas o caso irritou os palestinos, que desejam ter
Jerusalém
Oriental como capital de um futuro Estado.
No local
onde fica o Santo Sepulcro, segundo a tradição cristã, Jesus
foi
crucificado e sepultado.
Com
agências internacionais
21 -
Centenas de policias vigiam Jerusalém no final da Páscoa
ortodoxa
Jerusalém,
29 abr (EFE).- Centenas de policiais estão hoje, sexta-
feira, na
cidade velha de Jerusalém por medo de distúrbios amanhã
durante o
"Sábado da Luz" da Páscoa ortodoxa, na basílica do Santo
Sepulcro.
Uma
transação imobiliária feita pelo Patriarca da Igreja Greco-
ortodoxa,
Irineos I, que amanhã realizará uma solene cerimônia na
Basílica,
suscitou indignados protestos dos palestinos, que o
responsabilizam
pela venda a investidores israelenses de dois
edifícios
na antiga Jerusalém.
Nesse
setor de Jerusalém, onde ficam os principais santuários judeus,
cristãos
e muçulmanos, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) deseja
instalar
a capital de um futuro Estado.
O jornal
israelense Maariv, que revelou a existência da operação há
algumas
semanas, dá a conhecer hoje os termos do contrato, que
outorga
aos compradores a posse dos bens por 198 anos.
A
operação se refere a dois hotéis -o Imperial e o Petra- construídos
em terras
da Igreja junto à porta de Yafa, e de dez locais de
comércio
pela soma de 130 milhões de dólares.
Irineos I
negou categoricamente ter autorizado a venda desses bens,
parte das
ingentes propriedades da Igreja Ortodoxa na Terra Santa há
séculos,
mas uma comissão investigadora da ANP afirma que um um monge
o fez em
seu nome.
O
contrato, informa o jornal de Tel Aviv, foi assinado em 16 de
agosto do
ano passado entre o apoderado legal do Patriarcado de
Irineo I,
o monge Nikolas Papadimos.
A maioria
dos paroquianos da Igreja Grega, que possui 22% das terras
e
instalações na cidade antiga de Jerusalém, são membros da
comunidade
palestina.
A ANP,
que responsabiliza o patriarca Irineos, exigiu esta semana a
constituição
de uma comissão mista com representantes da Jordânia,
que faz
parte da Terra Santa, para investigar a transação que,
aparentemente,
cumpre com as exigências legais. EFE
22 -
Patriarca grego ortodoxo de Jerusalém destituído por corrupção
JERUSALÉM,
7 mai (AFP) - O patriarca Irineu I, líder da Igreja grega
ortodoxa
em Jerusalém, foi oficialmente afastado do cargo por
suspeitas
de corrupção, anunciou neste sábado um representante do
patriarcado.
"O
processo de afastamento de Irineu I foi concluído", declarou Aris
Tarchos,
secretário do patriarcado, em entrevista coletiva.
Irineu I,
65 anos, havia sido informado na sexta-feira de sua
destituição.
Os dois terços dos membros do Santo Sínodo assinaram um
documento
em virtude do qual aprovaram a medida.
O
afastamento se deve às revelações da imprensa israelense de março
passado,
segundo as quais Irineu I vendeu a investidores judeus por
vários
milhões de dólares dois hotéis da parte leste de Jerusalém que
pertenciam
à Igreja.
Irineu I
nega as acusações.
23 -
PATRIARCA ORTODOXO GREGO DE JERUSALÉM DESTITUÍDO DE SEU CARGO
POR
SUSPEITA DE CORRUPÇÃO
Jerusalém,
08 mai (Rádio Vaticano) - O Patriarca Irineu I, líder da
Igreja
Ortodoxa grega em Jerusalém, foi oficialmente afastado do
cargo,
por suspeitas de corrupção, anunciou ontem, sábado, um
representante
do Patriarcado.
"O
processo de afastamento de Irineu I foi concluído" _ declarou Aris
Tarchos,
Secretário do Patriarcado, em entrevista coletiva.
Irineu I,
de 65 anos de idade, havia sido informado na sexta-feira,
de sua
destituição. Dois terços dos membros do Santo Sínodo assinaram
um
documento com o qual aprovaram a medida.
O
afastamento se deve às revelações da imprensa israelense, em março
passado,
segundo as quais Irineu I teria vendido a investidores
judeus,
por vários milhões de dólares, dois hotéis localizados em
Jerusalém
Leste, pertencentes ao patrimônio da Igreja Ortodoxa grega.
O
Patriarca rejeita as acusações. (SP)
24 - Novo
patriarca greco-ortodoxo será eleito na próxima semana
Agência
EFE 07/05/05
A Igreja
greco-ortodoxa em Jerusalém elegerá seu novo Patriarca na
próxima
semana após a destituição ontem, sexta-feira, de Irineos I
por uma
suposta venda de terras a investidores judeus, disseram
fontes
eclesiásticas.
O Sínodo,
formado por 18 bispos, destituiu seu máximo guia na Terra
Santa
após o escândalo sobre a suposta venda de terrenos dentro da
cidadela
antiga de Jerusalém a investidores judeus.
Após a
decisão adotada ontem, Irineos desapareceu por algumas horas e
só voltou
de madrugada ao Patriarcado greco-ortodoxo com a ajuda da
Polícia.
Irineos
foi acusado há algumas semanas de vender a um grupo de
investidores
judeus por um prazo de 198 anos uma série de terrenos, e
entre
essas propriedades dois imóveis junto à famosa porta de Jafa,
um dos
principais acessos à cidade velha.
A suposta
venda, nunca provada e que foi desmentida ontem pelo
patriarca
no Sínodo, gerou os protestos do restante das Igrejas na
Terra
Santa e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que temem que
estenda o
exemplo e as propriedades dentro da cidadela passem pouco a
pouco
para mãos de judeus.
A
população local palestina também expressou seu repúdio a Irineos
mediante
manifestações junto ao Santo Sepulcro, enquanto os líderes
da Igreja
ortodoxa na Grécia e do governo de Atenas abriram uma
investigação
para esclarecer o escândalo.
A Igreja
greco-ortodoxa é a maior proprietária de terras na região de
Jerusalém
e em outros importantes locais da Terra Santa, o que lhe
outorga
um imenso poder em uma cidade disputada por israelenses e
palestinos.
As
primeiras sanções contra Irienos aconteceram na quinta-feira
passada
quando seus próprios subordinados, entre eles 13 bispos e 25
arquimandritas,
decidiram boicotá-lo por suspeitas de corrupção.
O boicote
estava destinado a convencer Irineos a apresentar sua
demissão,
mas após sua reticência de renunciar a seu cargo, foi
convocado
o Sínodo na sexta-feira e ele foi destituído.
25 -
MUNDO ORTODOXO CELEBRA A PÁSCOA NESTE PRÓXIMO DOMINGO
Moscou,
30 abr (Rádio Vaticano) - O mundo ortodoxo celebrará amanhã a
solenidade
da Páscoa, que o Cristianismo ocidental celebrou no dia 27
de março.
A Páscoa
é a primeira festa cristã em importância e antigüidade: de
fato, já
no Concílio de Nicéia, no ano 325, havia prescrições sobre o
prazo no
qual se devia celebrar a Páscoa, segundo os cálculos
astronômicos
(primeiro domingo depois da lua cheia que se segue o
equinócio
da primavera): de 22 de março a 25 de abril. Essas datas
têm como
referência, entre nós, o chamado "calendário gregoriano",
introduzido
em 1582, pelo Papa Gregório XIII.
As
Igrejas de rito bizantino, para a celebração da Páscoa, seguem até
hoje o
"calendário juliano", que apresenta um atraso de 13 dias em
relação
ao nosso calendário civil.
Os
ortodoxos seguem, contudo, outra indicação do Concílio de Nicéia:
a Páscoa
cristã nunca poderia ser celebrada antes da judaica
(Pessach,
passagem), que este ano foi celebrada no dia 23 de abril.
A
celebração da Páscoa, por parte dos cristãos, no mesmo dia, tem
sido uma
aspiração de vários líderes, ao longo dos séculos, mas só
caprichos
do calendário, como aconteceu em 2004, o tem permitido:
prevê-se
que no século XXI essa coincidência ocorra por 31 vezes.
Na sua
mensagem de Páscoa, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla,
Bartolomeu
I, condena "os terroristas, que matam para obrigar
populações
e governos a aceitar suas exigências" e as ideologias que
matam
para "facilitar a hegemonia das suas idéias". (MZ)
26 -
CRISTÃOS LOTAM O SANTO SEPULCRO, PARA ASSISTIR AO RITUAL
DO
"FOGO SAGRADO"
Jerusalém,
30 abr (Rádio Vaticano) - Milhares de cristãos, na maioria
greco-ortodoxos
e armênios, lotaram hoje, a Igreja do Santo Sepulcro,
em
Jerusalém, para assistir ao tradicional ritual do "fogo sagrado"
(*).
Dezenas
de policias israelenses foram à Cidade Velha de Jerusalém e
às áreas
próximas ao Santo Sepulcro, para impedir tumultos e
superlotação
do lugar sagrado.
Antes do
ritual, o Patriarca greco-ortodoxo, Ireneu I, foi novamente
contestado
por alguns fiéis ortodoxos, que o acusam de ter vendido
alguns
imóveis do Patriarcado a negociantes judeus. A venda também
foi
criticada por dirigentes da Autoridade Nacional Palestina.
O líder
ortodoxo rebateu as críticas negando a venda dos imóveis e
afirmando
que se tratava de uma notícia infundada, veiculada por
alguns
meios de comunicação. (WM)
(*) Há
mais de 1.200 anos, o ritual do "fogo sagrado" vem sendo
realizado
em Jerusalém, na época da Páscoa, com uma chama que
aparece
"milagrosamente" no escuro sepulcro de Jesus, simbolizando a
ressurreição.
A
"luz divina" surge e é usada para acender uma grande quantidade de
velas
sustentadas por milhares de peregrinos que se enfileiram ao
redor da
Igreja do Santo Sepulcro e nas estreitas ruas que conduzem à
Cidade
Velha.
Em
séculos passados, o "fogo sagrado" era carregado de Jerusalém e
percorria
todo o mundo ortodoxo. Ia até Odessa através do Mar Negro e
daí era
utilizado para acender lamparinas votivas na Rússia. Ia até
Damasco,
no lombo de uma mula, acompanhando os passos de São Paulo, e
chegava
aos Coptas, no Egito, conduzido por caravanas de camelos.
Na
verdade, não há nada de milagroso na geração desse "fogo sagrado".
A
cerimônia, coordenada pelas Igrejas Ortodoxas grega e armênia,
começa
com o apagar de todas as luzes do templo. A porta que conduz
ao
suposto local do sepultamento e ressurreição de Jesus é fechada e
lacrada
com cera. Os sacerdotes caminham ao redor do túmulo três
vezes e
depois tornam a entrar nele.
Após uma
tensa espera, a chama aparece, num gesto ritual, gerada
pelos
sacerdotes. O fogo da chama é usado para acender velas e
tochas.
Os fiéis, tomados por grande euforia, seguram e repassam
quantidades
de velas e se "abençoam" reciprocamente. Aos poucos, a
Igreja é
invadida pela intensa luminosidade de milhares de velas e
pela
grossa fumaça do incenso.
O armênio
Soukias Tchilingirian, de 53 anos, explicou que não existe
nada de
"milagroso" na aparição do fogo. Ele é um dos membros da
aristocracia
da comunidade armênia e tem o privilégio de conduzir a
chama até
o trono do Patriarca Ortodoxo. O fogo é produzido pelos
próprios
sacerdotes que administram o ritual, a partir da secular
lamparina
que, teoricamente, o mantém vivo através dos tempos. É um
belo
ritual que simboliza a força da fé de milhares de pessoas. (ndr)
27 -
FÉRIAS DE PÁSCOA NA RÚSSIA
Pravda
03/05/05
Dia 1 de
Maio foi o Dia da Páscoa para o mundo ortodoxo. No seu
discurso
à nação, Presidente Vladimir Putin declarou que a Igreja
Ortodoxa
da Rússia tem uma influência crescente na Rússia e que a
religião
pode desempenhar um papel importante na educação das futuras
gerações.
"Neste
dia alegre de Primavera, gostaria de realçar especialmente a
influência
positiva da Igreja Ortodoxa Russa e outras confissões
cristãs
na formação do clima espiritual e moral na sociedade russa,
na
educação da geração que cresce, a solução de problemas de hoje na
área de
cultura e educação", disse o Presidente.
Alexis
II, patriarca de Moscovo e Toda a Rússia, disse às pessoas
para
partilharem seu gáudio com os familiares e pessoas que as
rodeavam
e pediu para lembrar os que viviam com necessidades. Referiu
também
que daqui a poucos dias, no 9 de Maio, o mundo inteiro estaria
a
celebrar a vitória sobre os Fascistas no Segundo Guerra
Mundial/Grande
Guerra Patriótica.
"Que
a paz reina agora nos corações deles (que sofreram) e que a sua
terceira
idade seja digna", acrescentou Alexis II.
10.000
participaram numa missa na Igreja de Cristo Salvador, Moscovo
e
cristãos ortodoxos celebraram a Páscoa um pouco por todo o mundo.
Em
sondagens conduzidas para estudar as preferências dos cidadãos,
80%
disseram que iriam celebrar, embora 57% disseram que prefeririam
celebrar
o dia 1 de Maio, dia da primavera e do trabalhador. 29%
consideram
o dia 1 de Maio como Feriado Oficial do Estado, enquanto
outros
26% consideram esse dia como mais um dia de folga. 37% que se
declararam
ateus disseram que iriam celebrar a Páscoa.
Na
Rússia, fazem-se bolos de Páscoa chamados Kulich, Pashka, uma
espécie
de doce e dão-se ovos pintados coloridos, símbolo de
eternidade
e fertilidade/vida.
Dmitry
SUDAKOV
PRAVDA.Ru
28 -
KRISTOS VOSKRESE!
Pravda -
01/05/05
Todos os
anos, no Sábado da Páscoa (Ortodoxa), acontece um milagre no
Túmulo do
Sepulcro Santo em Jerusalém, onde foi colocado o corpo de
Cristo o
Salvador depois de ter saído da Cruz - aparece o Fogo
Sagrado.
Este
fenómeno acontece todos os anos no Sábado Sagrado Ortodoxo na
câmara do
túmulo - faíscas de luz aparecem na altura da oração pelo
Fogo
Sagrado e acende uma fogueira. O Patriarca de Jerusalém depois
sai da
câmara, com uma lâmpada iluminado pelo Fogo Sagrado e muitas
das velas
nas mãos dos fiéis se acendem misteriosamente.
Estas
velas são passadas de mão a mão e depois o Fogo Sagrado é
levado
por avião à Catedral de Cristo Salvador em Moscovo.
Na Rússia
se diz, "Cristo ressuscitou!" (Kristos Voskrese) e se
responde
"Realmente ressuscitou!" na Páscoa Ortodoxa.
A Páscoa
Ortodoxa é calculada do mesmo modo que a Páscoa Católica,
excepto
que a data que marca o ponto de partida é diferente. Na
Igreja
Católica, o Domingo da Páscoa é o Domingo a seguir à primeira
lua cheia
da primavera, dia 21 de Março. Isso no calendário
gregoriano.
Mas no
calendário juliano, seguido pela Igreja Ortodoxa (embora todos
os países
reconheçam a contagem secular do calendário gregoriano por
motivo de
convenção) dia 21 de Março corresponde ao dia 3 de Abril.
Por isso
o primeiro dia de Primavera para os Ortodoxos é 3 de Abril e
o Domingo
da Páscoa é o Domingo a seguir à primeira lua cheia depois
desta
data.
Por isso
quando a primeira lua cheia acontece depois do dia 3 de
Abril, as
duas Igrejas celebram a Páscoa no mesmo dia.
Olga
SELYANINA
PRAVDA.Ru
29 - Papa
felicita as Igrejas orientais pela Páscoa
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 2 de maio de 2005 (ZENIT.org .-
Bento XVI
felicitou este domingo as Igrejas orientais, em particular
as
ortodoxas, que nesse dia celebraram a Páscoa, segundo previa este
ano o
calendário Juliano.
«A estes
queridos irmãos nossos dirijo o tradicional anúncio de
alegria:
"Christós anesti". Sim, Cristo ressuscitou, verdadeiramente
ressuscitou»,
afirmou o Papa.
«Desejo
de coração que a celebração da Páscoa seja para eles uma
oração
conjunta de fé e de louvor Àquele eu é nosso Senhor comum e
que nos
chama a percorrer com decisão o caminho para a comunhão
plena»,
acrescentou.
O bispo
de Roma dirigiu sua saudação antes de rezar pela primeira vez
o «Regina
Caeli» ao meio-dia desde a janela de seu novo apartamento,
junto aos
milhares de peregrinos reunidos na praça de São Pedro.
Em sua
primeira mensagem de pontificado, em 20 de abril, Bento XVI
confirmou
seu compromisso a favor da busca da unidade plena entre os
cristãos.
No dia 25
de abril, encontrou-se com os representantes de Igrejas
ortodoxas
e de Igrejas ortodoxas orientais que haviam participado no
dia
anterior na missa de início solene de seu pontificado.
Nesse
encontro, explicou que o caminho «irreversível» «para a plena
comunhão
querida por Jesus para seus discípulos implica uma
docilidade
concreta ao que o Espírito diz às Igrejas, valentia,
doçura,
firmeza e esperança para chegar até o final» (Cf. (Zenit, 25
de abril
de 2005 ).
Em várias
ocasiões, João Paulo II havia expressado seu desejo de que
os
cristãos das diferentes confissões alcancem um acordo para
celebrar
no mesmo dia a Páscoa da Ressurreição, como sinal de busca
da
unidade plena.
A
diferença de datas na celebração da Páscoa surgiu por ocasião da
reforma
do calendário litúrgico realizada pelo Papa Gregório XIII, em
1582. Os
cristãos do Oriente, em sua maioria ortodoxos, contudo,
seguem
calculando a data da Páscoa segundo o antigo calendário
Juliano,
estabelecido por Júlio César, no ano 46 antes de Cristo.
30 -
Bento XVI: Páscoa oriental e dia de São José Operário
Intervenção
antes de rezar a oração mariana do «Regina Caeli»
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 2 de maio de 2005 (ZENIT.org ).-
Publicamos
a intervenção de Bento XVI antes e depois de rezar este
domingo a
oração mariana do Regina Caeli.
* * *
Queridos
irmãos e irmãs!
Dirijo-me
a vós pela primeira vez desde esta janela, que fez familiar
a
inumeráveis pessoas de todo o mundo a querida figura de meu
predecessor.
Domingo após domingo, João Paulo II, fiel a um encontro
convertido
em um costume entranhável, acompanhou durante mais de um
quarto de
século a história da Igreja e do mundo e nós seguimos
sentindo-o
mais próximo que nunca.
Meu
primeiro sentimento volta a ser de gratidão a quem me apoiou
nestes
dias com a oração e a quem desde todas as partes do mundo me
enviou
mensagens e felicitações.
Quero
saudar com particular afeto as Igrejas ortodoxas e as Igrejas
ortodoxas
orientais, que precisamente neste domingo celebram a
ressurreição
de Cristo. A estes queridos irmãos nossos dirijo o
tradicional
anúncio de alegria: "Christós anesti!". Sim, Cristo
ressuscitou,
verdadeiramente ressuscitou. Desejo de coração que a
celebração
da Páscoa seja para eles uma oração conjunta de fé e de
louvor
Àquele que é nosso Senhor comum e que nos chama a percorrer
com
decisão o caminho para a comunhão plena.
Hoje
começamos o mês de maio com uma memória sumamente querida pelo
povo
cristão, a de São José Operário. Foi instituída pelo Papa Pio
XII há
precisamente cinqüenta anos para sublinhar a importância do
trabalho
e a presença de Cristo e da Igreja no mundo operário. É
necessário
testemunhar também na sociedade atual o «Evangelho do
trabalho»,
do qual falava João Paulo II na encíclica «Laborem
exercens».
Desejo que não falte trabalho, especialmente aos jovens, e
que as
condições trabalhistas sejam cada vez mais respeitosas da
dignidade
da pessoa humana.
Penso com
carinho em todos os trabalhadores e saúdo os reunidos na
Praça de
São Pedro, pertencentes a numerosas associações. Saúdo, em
particular,
os amigos das Associações Cristãs de Trabalhadores
Italianos
(ACLI), que celebram este ano o sexagésimo aniversário de
sua
fundação, e lhes desejo que sigam vivendo a opção
da
«fraternidade cristã» como valor que há que encarnar no campo do
trabalho
e da vida social, para que a solidariedade, a justiça e a
paz sejam
pilares sobre os quais se construa a unidade da família
humana.
Dirijo,
por último, o pensamento a Maria, a quem está particularmente
dedicado
o mês de maio. Com a palavra e, mais ainda, com o exemplo, o
Papa João
Paulo II nos ensinou a contemplar Cristo com os olhos de
Maria,
valorizando especialmente a oração do santo Rosário. Com o
canto do
«Regina Caeli», confiamos à Virgem todas as necessidades da
Igreja e
da humanidade.
[Depois
do Regina Caeli]
Nestes
dias, penso com freqüência em todos os povos que sofrem por
causa das
guerras, enfermidades e pobreza. Em particular, hoje me
sinto
próximo das queridas populações de Togo, afligidas por
dolorosas
lutas internas. Imploro para todas estas nações o dom da
concórdia
e da paz.
31 -
PATRIARCA IGNACE IV HAZIM FALA DA NECESSIDADE DE REFORÇAR OS
VÍNCULOS
COM A IGREJA CATÓLICA
Damasco,
03 mai (Rádio Vaticano) - Durante a missa pascal em Damasco,
Síria, o
Patriarca greco-ortodoxo convidou os fiéis a renovarem a
confiança
no futuro, e fez votos de que se chegue a um único
calendário
para todos os cristãos.
"Queremos
renovar e reforçar o nosso compromisso ecumênico com a
Igreja
Católica, presidida pelo novo Papa, Bento XVI": com esse
propósito,
o Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia, Ignace IV Hazim,
iniciou
sua homilia, na santa missa por ocasião da Páscoa ortodoxa,
celebrada
no domingo passado, 1º de maio.
A missa
foi celebrada na Catedral Al Mariamieat em Bab Touma (Porta
de Tomé,
bairro cristão de Damasco) com a participação de milhares de
fiéis e
diversos representantes do governo sírio.
"Queremos
acreditar verdadeiramente na ressurreição do Senhor, e
acreditamos
com gestos de paz, concórdia e caridade" _ disse o
Patriarca,
exortando os fiéis ao "arrependimento do coração" e a
renovar,
cada um, a "confiança no futuro".
Ignace VI
Hazim recordou aos presentes, a importância única do papel
de cada
um, sem o qual não se pode reconstruir uma "verdadeira
identidade
cristã". Além disso, o Patriarca fez votos de que haja um
acordo
entre as Igrejas cristãs e se chegue a um "calendário fixo das
celebrações"
que ofereça a todo o povo cristão, onde quer que resida,
a
possibilidade de celebrar, num único momento, as mesmas
festividades.
O
Patriarca reiterou seu desejo de manter e reforçar os laços _
iniciados
pelo falecido Papa João Paulo II _ com a Igreja guiada por
Bento
XVI, a quem também enviou calorosas felicitações pelo seu
pontificado.
Ao final
da celebração Ignace IV Hazim pediu a intercessão de Maria,
Mãe de
Deus, para que o mundo moderno seja "mais pacífico e aberto ao
diálogo e
à comunicação recíproca". (MZ)
32 -
Patriarca da Síria disponível para dialogar com o Papa
Agência
Ecclesia 05/05/2005
O
Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia assegurou a sua
disponibilidade
para "renovar e reforçar o nosso compromisso
ecuménico
com a Igreja Católica, presidida pelo novo Papa, Bento XVI".
Ignace IV
Hazim assinalou que "queremos acreditar verdadeiramente na
ressurreição
do Senhor, e acreditamos com gestos de paz, concórdia e
caridade".
Após a
Igreja Ortodoxa ter celebrado a Páscoa no último Domingo, o
Patriarca
fez votos de que haja um acordo entre as Igrejas cristãs e
se chegue
a um "calendário fixo das celebrações" que ofereça a todos
os
cristãos a possibilidade de celebrar, num único momento, as mesmas
festividades.
33 -
Custódio de Terra Santa antecipa que Bento XVI será construtor
da
reconciliação
ROMA, 21
Abr. 05 (ACI ).- O Custódio franciscano de Terra Santa,
Padre
Pierbattista Pizzaballa OFM, assinalou que "não é só uma
esperança
mas sim uma certeza: Bento XVI será um Papa construtor de
pontes,
profeta de paz para Terra Santa". O Pe. Pizzaballa relatou à
agência
Fides que no dia de sua eleição "de repente os sinos de todos
os
santuários cristãos, católicos e ortodoxos, tocaram em festa.
Estava
fora e compreendi que acontecia algo especial: era a eleição
do novo
Papa. Estamos muito felizes, toda a comunidade cristã está em
festa".
Entrevistado
sobre as primeiras reações da comunidade israelense, o
Custódio
de Terra Santa assinalou que "certamente houve alguma
apreensão
no ambiente israelense; alguns me ligaram perguntando se um
Papa
alemão poderia mudar a atitude da Santa Sé para com Israel.
Respondi-lhes
tranqüilizando-os: Bento XVI atuará em continuidade com
seu
predecessor e também será ele artífice da paz".
"Por
minha parte estou seguro de que o novo Pontífice mostrará a
atenção,
a proximidade e a solicitude da Igreja e da Santa Sé para
Terra
Santa. Sei que pronunciará palavras de paz e construirá pontes
de
reconciliação", concluiu.
34 -
RELÍQUIA DO SÉCULO XVII FOI RESTITUÍDA À IGREJA ORTODOXA
Ria
Novosti 28/04/04
Boris
Kaimakov, comentador da RIA "Novosti"
Esta
história teve uma ampla ressonância na imprensa ainda no período
da
"perestroika". O antigo soldado da Wehrmacht, Herbert Lungwitz,
devolveu
então a um representante da Igreja Ortodoxa Russa uma
relíquia
do século XVII - o Manto do Sarcófago do Bispo Nikita de
Novgorod.
"No dia 22 de Agosto de 1941, depois de as nossas tropas
terem
entrado em Novgorod, fui ver a Catedral de Sofia, - recorda
Herbert,
- Naquela altura, ali encontrava-se um museeu de propaganda
ateísta.
No chão, por entre os fragmentos poeirentos da cúpula,
reparei
num pano aparentemente valioso e eu, sendo crente, decidi
guardá-lo.
Passado algum tempo, quando fui passar férias à Alemanha,
levei
também o pano, apesar de tal prática ser proibida sob a pena de
fuzilamento.
Nos anos seguintes, o pano ficou guardado em minha casa
e eu não
contei a história a ninguém"". À pergunta por que não
devolveu
o manto antes, disse: "Não queria que fosse parar de novo a
um museu
de ateísmo. Hoje, quando a Igreja Russa Ortodoxa voltou a
ressurgir
e na Catedral de Sofia se realizam cultos litúrgicos, tomei
a decisão
de entregar a relíquia. Por outro lado, até há algum tempo
eu não
sabia nada do autêntico valor do manto". Importa realçar que
o manto,
que tem grande valor artístico e religioso, foi feito nos
meados do
século XVII (1664-1672). Em baixo, no canto direito tem uma
inscrição
bordada "Este trabalho foi concluído no governo de Joaquim,
metropolita
de Grande Novgorod e Velikie Luki". O pano, com um
bordado
finíssimo, inclui uma imagem de Santo Nikita, orlado com
pérolas.
Note-se que o bispo de Novgorod Nikita tinha sido canonizado
ainda no
século XIII. O sarcófago com as suas relíquias encontra-se
agora numa
das igrejas de Novgorod. Segundo uma lenda, quando um
soldado
alemão as trespassava com a baioneta, na ferida apareceu um
líquido
semelhante a sangue. Herbert Lungwitz que no fim da vida
decidiu
devolver o pano compreendia que a história do manto teria
podido
causar emoções diversas e contraditórias - por um lado, ele
fez bem
por o ter entregado à Igreja, por outro, foi ele que o levou
para a
Alemanha. "Sim, eu fui um soldado alemão, mas eu também sou
pintor. E
como pintor era-me evidente que a guerra iria destruir o
manto,
como acontecera a muitas outras coisas de valor. Por isso,
estou com
a consciência tranquila. Sinto-me feliz por o ter feito".
35 -
Sinos de templos ortodoxos russos soam no Dia da Vitória
Agência
EFE 09/05/05
Os sinos
de mais de 300 igrejas repicaram nesta segunda-feira em
Moscou
para comemorar o 60º aniversário da vitória sobre a Alemanha
nazista
na II Guerra Mundial.
Por
disposição do Patriarcado de Moscou, os sinos das igrejas
ortodoxas
repicaram durante meia hora a partir do meio-dia local
(05.00,
de Brasília) para lembrar a vitória sobre o nazismo.
Igor
Konoválov, sineiro chefe das igrejas do Kremlin, disse à agência
Itar-Tass
que esta é a primeira vez nos últimos oitenta anos que
todos os
sinos das igrejas de Moscou batem para celebrar uma festa
laica.
Lembrou
que 60 anos atrás, em 9 de maio de 1945, em Moscou não houve
repiques
porque as poucas igrejas que funcionavam nesse tempo não
tinham
sinos.
Em uma
campanha ateísta promovida pelo regime bolchevique em 1930, a
maioria
dos grandes templos na Rússia foram assaltados e despojados
de seus
sinos, que foram destruídos.
36 -
Promover a educação cristã na Ucrânia
AIS
Notícias 27/04/05
"Se
a nossa sociedade é cristã, as nossas crianças devem ter o
direito
de rezar na escola", afirmou o Padre Ivan Hunya em entrevista
recente à
Ajuda à Igreja que Sofre. O sacerdote greco-católico de
Ternopil
(Ucrânia Ocidental) obteve recentemente a autorização
governamental
para fundar o Colégio Patriarca Josyf Slipyj na sua
paróquia,
S. Josaphat.
"As
autoridades locais cederam-nos uma parcela de terreno e agora
esperamos
que a Providência Divina nos ajude a erguer o edifício da
escola
para aumentar a nossa capacidade", acrescentou o Padre Hunya.
Este
colégio será dedicado à memória do Patriarca Josyf Slipyj (1892-
1984) que
entre os anos quarenta e os anos sessenta foi detido várias
vezes,
passando por vários campos de concentração na Sibéria, sendo
elevado a
Cardeal em 1965. Como recordou o Pe. Hunya, o antigo
Arcebispo
de Lviv atribuía grande importância à formação cristã.
O novo
colégio conta já com 18 professores e 32 alunos e oferece,
desde
Setembro do ano passado, formação na área científica e
humanista.
Este
projecto conta com o apoio do Bispo de Ternopil-Zboriv, D. Vasyl
Semeniuk,
que defende que para o desenvolvimento de uma sociedade
civil na
Ucrânia são necessários elevados padrões morais. O prelado
dá como
exemplo a introdução da disciplina de Ética Cristã no ensino
público
na zona ocidental do país, facto que contribui, na sua
opinião,
para que os jovens desta região tenham uma consciência moral
mais
aprofundada do que os jovens em Odessa ou em Donetsk, onde têm
surgido
mais problemas com a toxicodependência ou o crime.
"Estamos
confiantes que o tema da educação cristã será discutido
brevemente
com o Presidente Yushshenko, que abordou esta questão
durante a
sua campanha", concluiu D. Vasyl Semeniuk.
37 -
ORTODOXOS UCRANIANOS APOSTAM NO PATRIARCADO DE CONSTANTINOPLA
Ria
Novosti 26/04/05
Aleksei
Makarkin, vice-director-geral do Centro de Tecnologias
Políticas,
para a RIA "Novosti"
A
situação da ortodoxia na Ucrânia apresenta-se muito heterogénea e
caracteriza-se
pela colisão de diversas tendências religiosas, como
são a
Igreja Ortodoxa Ucraniana, subordinada ao Patriarcado de
Moscovo,
o Patriarcado de Kiev (PK) dirigido pelo antigo metropolita
Filaret,
anatemizado pela Igreja Ortodoxa Russa (IOR), a Igreja
Ortodoxa
Autocéfala Ucraniana (IOAU), sucessora dos "independistas"
da década
de 40. Este conflito entre as Igrejas ortodoxas é bem
conhecido,
tendo uma longa história. Agora emergiu mais um aspecto
que é a
atenção por parte do Patriarcado de Constantinopla, que
pretende
intervir como mediador nesta contenda entre as Igrejas, o
que
evidentemente não agrada ao Patriarcado de Moscovo, que considera
a Ucrânia
como parte do seu "território canónico". A propósito, os
adversários
da influência de Moscovo sobre a Igreja Ortodoxa
Ucraniana
tinham apelado há muito a Constantinopla, mas os hierarcas
deste
Patriarcado revelavam o máximo cuidado, reconhecendo a
autoridade
da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo
como a
única igreja canónica no território ucraniano. Depois da
vitória
de Viktor Yuschenko nas eleições presidenciais, a situação
mudou
radicalmente. Acontece que o novo Presidente da Ucrânia se
posiciona
como adepto de uma Igreja ortodoxa ucraniana unida que,
conforme
defende, não pode continuar a ser parte do Patriarcado de
Moscovo.
Não é de surpreender que um certo segmento ucraniano
subordinado
ao Patriarcado de Constantinopla se sentisse estimulado
com tais
ideias e intensificasse a sua actividade nesta área. Já em
Março
deste ano uma figura de destaque deste Patriarcado, o arcebispo
Vsevolod
Maydanovski, deslocou-se à Ucrânia para explicar a Viktor
Yuschenko
que em 1686 a Metrópole de Kiev foi subordinada à Igreja de
Moscovo
por decisão pessoal do então Patriarca de Constantinopla,
Dionísio,
sem o consentimento do Sínodo e, subsequentemente,
Constantinopla
reconhece a autocefalia da Igreja Ortodoxa Russa só
nos
limites do Reino de Moscovo, sem a Ucrânia. É bem manifesto que
deste
modo Constantinopla quis tirar a desforra pelos seus inúmeros
fracassos
históricos. Durante séculos, os territórios influenciados e
controlados
pela "cátedra mais respeitada e honrosa" da ortodoxia
foram-se
reduzindo. No século XIX abandonaram o Patriarcado de
Constantinopla
a Sérvia, a Roménia, a Bulgária e em parte a Grécia,
onde foi
criada a Igreja Ortodoxa Helénica (embora o Patriarcado de
Constantinopla
seja historicamente grego). Para ser objectivo,
importa
aqui constatar que neste século aumentou significativamente a
actividade
missionária de Constantinopla nos Estados Unidos, mas lá
a
"cátedra mais respeitada e honrosa" tampouco é monopolista. A
Igreja
Ortodoxa Russa concedeu a autocefalia à Igreja Ortodoxa da
América
do Norte, criada com base nas dioceses russas no Novo Mundo.
E nos
anos 90 na pequena Estónia os interesses de Moscovo e
Constantinopla
colidiram novamente, coexistindo actualmente neste
país as
duas jurisdições, que concorrem entre si. O Patriarcado de
Constantinopla
tem agora a possibilidade de desalojar o Patriarcado
de
Moscovo da Ucrânia, ao intervir como patrocinador do processo de
criação
da igreja ucraniana local, conferindo-lhe a legalidade
canónica
com base nos referidos factos de 1686. É evidente terem já
sido
dados alguns passos neste sentido. Ao mesmo tempo, é digno de
nota que
até agora o Patriarca Bartolomeu não tenha comentado até
agora as
declarações do arcebispo no que respeita à delicada matéria
das
relações entre as igrejas. Pelos vistos, assistimos neste momento
ao
"reconhecimento do terreno" e não à tomada de decisões radicais. E
há razões
de peso para tal. Primeiro, o caso da Ucrânia não pode ser
equiparado
ao da Estónia. A intervenção directa de Constantinopla nos
assuntos
da Igreja Ortodoxa na Ucrânia pode acabar na degradação
total das
relações entre as duas jurisdições por muito tempo. É
oportuno
lembrar aqui que devido ao conflito estoniano o diálogo
canónico
entre Moscovo e Constantinopla foi suspenso durante meses. E
as
consequências da actual controvérsia relacionada com a Ucrânia
podem ser
ainda piores. No contexto das crises sucessivas na
comunidade
ortodoxa grega - os recentes escândalos de corrupção nas
igrejas
ortodoxas grega e de Jerusalém - este conflito pode resultar
na perda
total da imagem e prestígio da ortodoxia em todo o mundo. E
o culpado
desta situação dramática será o Patriarcado de
Constantinopla.
Segundo, é muito nebulosa a estabilidade do novo
poder
ucraniano, cheio de contradições. Talvez Viktor Yuschenko seja
capaz de
corrigir a situação, mas o cenário contrário não pode ser
descartado.
Ou seja, uma igreja tão antiga como é a de Constantinopla
não pode
dar-se ao luxo de ficar dependente de uma conjuntura
política
tão instável como é a da Ucrânia. Terceiro, a Igreja de
Constantinopla
tem o problema dos interlocutores na Ucrânia. A Igreja
Ortodoxa
Ucraniana (IOU) subordinada ao Patriarcado de Moscovo não
pode ser,
evidentemente, um interlocutor. Mas é precisamente esta
Igreja
que reúne a maioria absoluta das paróquias ortodoxas
ucranianas
- ou seja mais de 10 mil.
38 -
Projeção Luminosa de Ícones em Moscou
Voz da
Russia 29/04/05
Na noite
pascal, o perímetro exterior da Catedral de Cristo Redentor,
em
Moscou, será adornado com imagens luminosas de vários ícones e
afrescos
dos séculos VI a XVIII. A demonstração dessas obras-primas
da arte
religiosa russa e bizantina irá acompanhada de cânticos da
Igreja
Cristã Ortodoxa Russa tradicionais durante a Semana Santa, os
quais
serão executados pelo Coro do Mosteiro de São André, o
Estratego.
A idéia de projeção luminosa pascal foi abençoada por
Aleksi
II, patriarca de Moscou e de toda a Rússia. Este ano, a Páscoa
entre os
Cristãos Ortodoxos da Rússia cai no 1 de maio.
39 -
Igreja Ortodoxa da Rússia recorda São Jorge
Voz da
Rússia 06/05/05
Hoje, a
Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia recorda São Jorge Guerreiro,
um dos
santos mais adorados na Rússia. Ele é considerado protetor das
Forças
Armadas nacionais. No Exército da época czarista, a "Cruz de
São
Jorge" era a condecoração mais honrosa. Durante a Segunda Guerra
Mundial,
renasceu com o nome da "Ordem da Glória". A "fita de São
Jorge"
é um símbolo das presentes solenidades por ocasião do 60o
aniversário
da vitória sobre o nazi-fascismo.
40 -
Conselho Mundial reúne 340 igrejas cristãs em Atenas
da France
Presse, em Atenas 09/05/2005
Cerca de
600 representantes de 340 igrejas cristãs de diferentes
países
participarão a partir desta terça-feira da 13ª Conferência do
Conselho
Mundial de Igrejas (WCC, da sigla em inglês), que acontecerá
pela
primeira vez na Grécia, sob patrocínio da Igreja Ortodoxa grega.
"É
um sinal da abertura da igreja da Grécia", disse Alexander
Belopopsky,
porta-voz do WCC, uma instituição que busca promover "a
unidade
das igrejas cristãs".
"A
realização inédita desta conferência na Grécia, um entorno
dominado
majoritariamente pelos ortodoxos, é significativo já que
permitirá
aprofundar as relações entre os ortodoxos e as outras
igrejas e
compreender mutuamente nossas divergências", afirmou a
coordenadora
do evento, Ruth Bottans, em uma entrevista coletiva.
Apesar
disso, um grupo de ortodoxos gregos convocou um protesto para
a tarde
desta segunda-feira no centro de Atenas contra o WCC, que
consideram
uma "amálgama de heresias".
Criado
por iniciativa de ortodoxos e protestantes no início do século
20, o WCC
também inclui anglicanos e metodistas, enquanto a Igreja
Católica
participa apenas como observadora.
41 -
EGITO: "Rezamos para que Bento XVI possa se tornar uma ponte
entre as
Igrejas Oriental e Ocidental", afirma à Fides o Bispo Caldeu
do Cairo
Cairo
(Agência Fides) - "No momento da fumaça branca estávamos
celebrando
a Santa Missa. Deram-me a notícia e anunciei imediatamente
aos fiéis
o nome do novo Papa, Bento XVI. Vi a felicidade no rosto de
todos os
fiéis", declara à Fides o Bispo Caldeu Youssef Sarraf, da
Basílica
de Nossa Senhora de Fátima no Cairo. "Dei aos fiéis
informações
sobre a sua vida e a sua obra", continuou o Bispo. "Com
todos os
fiéis rezamos e continuamos a rezar para que o Senhor
assista o
novo Papa e o ajude na sua missão que não será fácil.
Fazemos
votos para que possa se tornar uma ponte entre as Igrejas
Oriental
e Ocidental."
Hoje, o
jornal egípcio Al-ahram publicou meia página sobre o Papa
Bento
XVI, enquanto as Tvs e os satélites árabes estavam conectados
para
entender quem era o novo Papa. (AE) (Agência Fides 20/4/2005)
42 -
Sinos de todas as Igrejas do Iraque acolheram Bento XVI
BAGDÁ,
quinta-feira, 21 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- As igrejas
católicas
do Iraque entraram em festa quando foi anunciada a eleição
de Bento
XVI, revelou o núncio apostólico em Bagdá, o arcebispo
Fernando
Filón.
«Não
parecia um país islâmico, mas estávamos na Praça de São Pedro,
no
Vaticano», afirma.
«Todos os
cristãos tiveram a possibilidade de saber imediatamente que
havia
sido eleito um novo Papa e deste modo manifestaram sua
alegria»,
declara em declarações a «Rádio Vaticano».
Dom
Filoni declara que no Iraque o nome assumido pelo Papa «não era
totalmente
desconhecido, ao menos para quem tem algo de memória
histórica.
Recordam que Bento XV quisera criar precisamente na sede
da
delegação apostólica de Mosul um orfanato no qual se mantinham
crianças
que eram filhas de mártires, de pessoas que haviam sido
assassinadas,
cristãos, precisamente durante a Primeira Guerra
Mundial e
que haviam sido vítimas das atrocidades dos turcos».
«Isto
recordou naturalmente que há um laço entre este nome de Bento
XV e o
novo Papa, Bento XVI. O Iraque, portanto, vê neste nome uma
benção»,
conclui.
43 -
IRAQUE: "Ainda não o conhecemos, mas aprenderemos a amá-lo" -
dizem os
cristãos iraquianos
Mosul
(Agência Fides)- "Apenas viram a fumaça branca na televisão, as
pessoas
se reuniram nas principais ruas da cidade, e iniciaram a
festejar
o nosso Papa" - diz á Agência Fides Pe. Nizar Semaan,
sacerdote
siríaco de Karakosh, norte do Iraque. Quando as imagens de
Bento XVI
no balcão da Basílica de São Pedro foram transmitidas pela
televisão,
explodiu a alegria: as pessoas faziam o sinal da cruz, e
começaram
a rezar pelo novo Pontífice" - conta Pe. Nizar. "As pessoas
diziam:
'ainda não o conhecemos, mas aprenderemos a amá-lo. O mais
importante
agora é que temos um novo Papa".
Os
festejos em Karakosh prosseguiram por toda a noite. "Os sinos das
igrejas
repicaram em festa por mais de uma hora, os jovens
atravessaram
as ruas de carro, tocando as buzinas, as pessoas
cantaram
e dançaram nas ruas: foi uma verdadeira festa popular. Para
os
católicos no Iraque, o Papa é motivo de orgulho" - conclui o
sacerdote
iraquiano. (L.M.) (Agência Fides 20/4/2005)
Links:
Fotos dos
cristãos iraquianos em festa pelo novo Papa
http://tinyurl.com/e2qs2
44 -
LÍBANO: Os fiéis libaneses: "O rosto de Papa Bento XVI é
iluminado
pelo Espírito Santo"
Beirute
(Agência Fides) - "É um Pontífice que saberá agir para guiar
a Igreja
hoje para margens seguras" - declara à Fides Dom Raboula
Antoine
Beylouni, Bispo da Igreja católica siríaca no Líbano,
dependente
do Patriarcado Siríaco de Antioquia. "Todos os fiéis
cristãos
de Beirute estão felizes. Sabemos que Bento XVI será um Papa
forte em
doutrina e espiritualidade. Acredito que o Conclave o tenha
escolhido
porque é uma pessoa de idéias claras, que infunde
segurança.
Os fiéis do Líbano, que receberam a notícia de sua eleição
pela
mídia, me disseram que seu rosto é iluminado pelo Espírito
Santo.
Pedimos ao Senhor Jesus e sua Mãe que o protejam para que
possa
sempre caminhar à luz do Evangelho, neste mundo que muda tão
rapidamente.
Creio que Papa Bento XVI é o líder certo no momento
certo:
sabemos que será um homem de seu tempo, que atuará novidades,
mas na
linha de João Paulo II".
(AE)
(Agência Fides 21/4/2005)
45 -
CARITAS INTERNACIONAL PERDE SEU PRESIDENTE: FALECEU O ARCEBISPO
LIBANÊS,
DOM FOUAD EL-HAGE
Beirute,
05 mai (Rádio Vaticano) - Após longa doença, faleceu o
Presidente
da Caritas Internacional, o Arcebispo libanês Dom Fouad El-
Hage.
"Dom
Fouad não era só o Presidente de nossa confederação, mas um bom
amigo _
afirmou o Secretário-geral da Caritas Internacional, Duncan
MacLaren.
Durante os numerosos anos de serviço na Caritas, em escala
nacional,
regional e internacional, dirigiu esta organização com
sabedoria,
intuição e grande senso de humor."
"No
Líbano, era conhecido como o "Bispo dos pobres" e era muito
respeitado
tanto pela comunidade muçulmana quanto pela cristã" _
acrescentou.
Dom Fouad
El-Hage foi confirmado como Presidente da Caritas
Internacional
para um segundo mandato, na assembléia geral de 1999,
realizada
no Vaticano.
Nasceu em
Zahlé (Líbano), em 1939, estudou em Roma, EUA e Beirute, e
foi
ordenado sacerdote em 1968. Foi nomeado Arcebispo maronita de
Trípoli
em junho de 1998. Esteve a serviço da Caritas como Presidente
da
Caritas- Líbano e da Caritas-Oriente Médio/Norte da África. (PL)
46 -
Cristãos temem novas hostilidades no Líbano
AIS
Notícias 05/05/05
Os
cristãos libaneses receiam ser alvo de atentados e sequestros em
caso de
vitória nas próximas eleições das forças políticas aliadas da
Síria.
Em
declarações à Ajuda à Igreja que Sofre, Nahmatallah Naser, um
parlamentar
cristão, informou que os cristãos libaneses estão
preocupados
com o facto das tropas sírias em retirada estarem a
fornecer
armas a grupos palestinianos.
Segundo
este deputado, os soldados sírios entregaram armamento pesado
(peças de
artilharia e blindados) a grupos de combatentes
palestinianos
no Vale de Bekka, bem como a outras unidades em dois
bairros a
sul de Beirute.
"Nesta
região, como em muitas outras áreas controladas pelos xiitas
do
Hezbollah, existem cerca de 5 mil paramilitares que se crê
pertencerem
aos serviços secretos sírios. As Nações Unidas e os
Estados
Unidos já foram informados sobre isto", explicou Naser.
Com base
nestes acontecimentos, os cristãos libaneses temem ser alvo
de um
novo surto de hostilidades, como atentados e raptos, se os
resultados
das próximas eleições (marcadas para dia 20 de Maio) forem
favoráveis
à Síria e seus aliados.
Entrevistado
pela agência AsiaNews em França, o Patriarca Maronita,
D.
Nasrallah Sfeir, lamentou que as próximas eleições se realizem
ainda de
acordo com a lei eleitoral criada e aprovada pelos sírios no
ano 2000.
Na
opinião de D. Nasrallah Sfeir a lei eleitoral "não está de acordo
com os
interesses dos libaneses" e apela a que a Assembleia
Nacional
"reflicta fielmente as aspirações do povo".
A
legislação em vigor divide o Líbano em grandes círculos eleitorais
e tanto o
Patriarca como a oposição cristã preferem o regresso aos
círculos
mais pequenos. "Os eleitores devem conhecer os candidatos
que vão
eleger e isto só é possível com círculos eleitorais mais
pequenos",
defende o Patriarca.
A
coligação formada após a retirada das forças sírias está agora
divida.
Os cristãos querem a aprovação de uma nova lei eleitoral, o
que é
rejeitado tanto pelos sunitas como pelos drusos. Mesmo os
movimentos
xiitas se separam neste aspecto: o Hezbollah é a favor, o
Amal é
contra.
47 -
Líbano: Dois mortos no atentado contra a rádio católica do
Patriarcado
Maronita. O bispo de Jbeil denuncia a internacionalidade
da ação
BEIRUTE,
segunda-feira, 9 de maio de 2005 (ZENIT.org).- Dois mortos e
cerca de
trinta feridos foram resultado na sexta-feira pela tarde na
cidade de
Jounieh --de maioria cristã, está a 20 quilômetros ao norte
de
Beirute (Líbano)-- da explosão que destruiu a sede da rádio
católica
do Patriarcado dos Maronitas («A Voz da Caridade») e a
antiga
igreja de São João Apóstolo.
«Penso
que foi atacada direta e intencionalmente porque» durante toda
a
sexta-feira «"A Voz da Caridade" foi solidária com os familiares
dos
detidos nos cárceres sírios em Damasco», expressou em «Rádio
Vaticano»
o bispo de Jbeil dos Maronitas, Dom Béchara Raï.
Os
«familiares denunciaram as atrocidades das prisões damascenas»
e «o que
viram»; «penso que os que foram prejudicados na Síria ou no
Líbano e
seus aliados organizaram este atentado para destruir esta
voz não
só da caridade, mas também da verdade e do homem», explicou.
Para o
diretor-geral de «A Voz da Caridade» --o padre Fadi Tabt,
missionário
maronita--, «este crime é uma ofensa a Deus, ao homem e à
sociedade
libanesa. Pura manifestação de ódio», cita «AsiaNews».
O
artefato explosivo foi colocado em uma casa abandonada perto da
única rádio
cristã do Líbano. Mas, pouco depois de sua destruição,
foram
reiniciadas as transmissões desde outra sede. A Igreja de São
João
Apóstolo ficou devastada quase por completo; seu histórico altar
e o
quadro do Apóstolo eram obras de valor artístico nacional.
Desde que
em 14 de fevereiro passado foi assassinado o ex-primeiro-
ministro
Rafiq Hariri, quatro bombas explodiram nas zonas cristãs do
Líbano,
matando três pessoas e ferindo umas quarenta.
Desde
essa data, as forças de oposição cristãs, sunitas e drusas se
uniram
para pedir o afastamento da presença militar síria e a queda
do
governo, considerado próximo a Damasco. Com a pressão do Conselho
de
Segurança da ONU, os últimos soldados regressaram à Síria em 30 de
abril.
Acrescenta
a agência do Pontifício Instituto de Missões Estrangeiras
que a
população libanesa condenou a uma voz este ataque, também
porque a
rádio nunca havia sido tachada de fanatismo; e mais, de
acordo
com muçulmanos do país, é um instrumento de diálogo inter-
religioso.
Os danos foram avaliados em 15 milhões de dólares
americanos.
Como
explicou Dom Raï à «Rádio Vaticano», em «A Voz da Caridade» se
produzem
programas em árabe, assim como em inglês e francês para os
asiáticos
que trabalham no Líbano.
A rádio
atacada oferece não só «notícias relativas a todas as Igrejas
e a toda
a vida do país e do mundo árabe, mas também está aberta às
demais
religiões e às outras comunidades», sublinhou o prelado.
Todas as
tardes desde a emissora no Líbano se pode ouvir também o
noticiário
da emissora pontifícia e se transmitem todas as
celebrações
pontifícias.
«Todo o
povo é solidário com esta rádio», reconheceu. E confirmou que
a
comunidade católica fez um chamado ao presidente da República e ao
primeiro-ministro
para iniciar a reconstrução.
«Em
qualquer caso, se eles não o fazem, haverá muitos particulares
para
fazê-lo. Os libaneses estão acostumados. Destrói-se hoje, amanhã
se
reconstrói», apontou. O país sofreu quinze devastadores anos de
guerra
civil até 1991.
Em torno
de 40% dos menos de quatro milhões de habitantes do Líbano
são
cristãos, em sua maioria católicos de rito maronita. A maioria da
população
é muçulmana.
48 -
Bomba mata 1 e fere 7 em cidade cristã libanesa
Reuters
06/05/05
JOUNIEH,
Líbano (Reuters) - Uma bomba matou uma mulher de Sri Lanka e
feriu
sete pessoas, além de danificar lojas e casas, na sexta-feira
na cidade
portuária libanesa de Jounieh, de população cristã, segundo
uma fonte
de segurança.
Foi o
quinto atentado contra regiões cristãs do país em dois meses.
Ele
ocorre na véspera do retorno ao país do líder anti-sírio Michel
Aoun,
exilado há 15 anos.
A fonte
disse que a bomba foi colocada dentro de uma velha casa
abandonada,
provocando um pequeno incêndio e estilhaçando vidraças de
prédios
vizinhos.
A
explosão ocorreu perto de uma igreja e de uma emissora de rádio e a
cerca de
150 metros do novo comitê eleitoral dos seguidores de Aoun.
O
presidente Emile Lahoud, aliado da Síria, condenou veementemente a
explosão.
Uma nota do seu gabinete se referiu ao atentado como "uma
tentativa
desesperada de restaurar o clima de terror e medo entre os
libaneses".
"Eu
estava defronte à minha loja, senti uma grande pressão e me vi
caído no
chão do lado de dentro. Tudo o que eu vi foi fumaça", disse
Joseph
Barsomian, dono de uma loja de material esportivo, à Reuters.
Os
bombeiros combateram as chamas e ambulâncias levaram as vítimas
para um
hospital das redondezas. As forças de segurança isolaram a
área, e
os investigadores começaram a vistoriar o local.
Quatro
bombas mataram três pessoas e feriram cerca de 40 em áreas
cristãs
do Líbano desde o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik
al-Hariri,
em 14 de fevereiro, que mergulhou o país na sua pior crise
política
desde o final da guerra civil (1975-90).
Muitos
libaneses culparam a Síria, que tem grande influência no país,
pela
morte de Hariri. Damasco negou participação, mas desde então
retirou
suas tropas e serviços de inteligência do Líbano, encerrando
29 anos
de presença.
Nesta
semana, um tribunal suspendeu o mandado de prisão que havia
contra o
cristão maronita Aoun, o que abriu caminho para seu regresso
ainda
antes das eleições gerais marcadas para dia 29.
Um
simpatizante do ex-general negou que o novo comitê eleitoral fosse
o alvo do
ataque.
"Eles
só querem criar o caos entre os libaneses", disse Toufic Saloum
no
escritório. "Não vamos permitir que esses atos ofusquem nossos
avanços
em direção à liberdade, à soberania e à independência."
(Reportagem
adicional de Mariam Karouny)
49 -
Valência recorda genocídio de cristãos armênios
VALÊNCIA,
06 Mai. 05 (ACI).- Quase um milhar de armênios e
valencianos
se reuniram na celebração religiosa que recordou ao
milhão e
meio de cristãos armênios mortos na Turquia em 1915.
O ato
comemorou os 90 anos do primeiro genocídio do século XX e foi
organizado
pela Igreja Apostólica Armênia na igreja Santa Mónica.
Contou
com a participação de numerosos armênios e do Cônsul Geral
Honorário
de Armênia, Luis Barberá Zapatero, máximo representante
desta
comunidade na Espanha.
Na
Comunidade Valenciana residem uns oito mil armênios,.
As
amostras de solidariedade com o povo armênio se repetiram em todo
mundo. No
monte do Tsitsernakaberd do Yerevan, capital da Armênia, se
reuniram
centenares de milhares de armênios para comemorar o
genocídio
de 1915.
Genocídio
armênio
Em 24 de
abril de 1915 a Turquia prendeu e executou a centenas de
líderes
armênios iniciando o que muitos chamam o holocausto de pelo
menos um
milhão e meio dos dois milhões de armênios que viviam sob
seu
império.
Armênia
foi o primeiro povo em abraçar o cristianismo, entretanto,
seus
habitantes viviam como cidadãos de segunda categoria no califado
turco.
Entre 1884 e 1897, 100 a 300 mil deles foram massacrados.
Entre
1915 e 1917, muitos foram deportados e possivelmente até 1,5
milhão
deles foram executados.
50 -
Milhares de armênios lembram genocídio de 1915
AFP 24 de
abril de 2005
Milhares
de armênios se reuniram hoje em Erevan na frente do
monumento
às vítimas do genocídio de 1915 por ocasião do 90º
aniversário
dos massacres cometidos pelos turcos.
Aos
prantos ou em silêncio, eles depositaram flores na frente do
monumento
às vítimas, sobre uma colina da capital armênia, ritual
seguido
pelo presidente Robert Kotcharian, enquanto uma prece era
feita pelo
chefe da Igreja apostólica do país, Karekine II.
"Já
faz 30 anos que, nesse dia, venho cedo de manhã ao memorial.
Deposito
aqui seis tulipas, o mesmo número de mortos na minha família
no tempo
do genocídio", afirma, em meio à multidão, Mikhitar
Haroutounian,
aproximando-se do monumento sobre o qual foi colocado
um grande
cartaz com as fotos de 90 sobreviventes.
Este
senhor de 74 anos diz ter comparecido para "lembrar ao mundo
este
crime pelo qual ninguém até hoje respondeu ou se desculpou". O
Governo
de Ancara se nega a reconhecer o termo genocídio, apesar dos
reiterados
apelos de Erevan.
"Quem
hoje se lembra do genocídio dos armênios?", pergunta Achot
Arevian,
que foi ao local com sua mulher Asmik. "Se, na época, o
genocídio
armênio tivesse sido condenado, não teria tido o Holocausto
dos
judeus durante a Segunda Guerra Mundial", acrescenta.
Em todo o
país, fez-se neste domingo, às 19h (11h de Brasília), um
minuto de
silêncio após uma missa ecumênica realizada na catedral de
São
Gregório de Erevan, com as preces recitadas por representantes
das
Igrejas católica, anglicana, grega e ortodoxa russa.
Em 24 de
abril de 1915, em plena Primeira Guerra Mundial, as
autoridades
turcas prenderam 200 líderes da comunidade armênia, dando
o sinal
do que este país considera o início de um genocídio
planejado.
"Há
90 anos, foi cometido um crime sem precedentes na História de
nosso
povo e de toda a Humanidade", declarou o presidente Kotcharian,
em um
pronunciamento à Nação.
Ele fez,
porém, um gesto em direção à Turquia, garantindo que a
Armênia
está "prestes a construir relações naturais com a
Turquia".
"A negação, entretanto, da Turquia suscita não apenas nossa
perplexidade,
mas da comunidade internacional como um todo",
completou.
Ancara
rejeita categoricamente a tese de um genocídio, estimando que
se tratou
de uma repressão no contexto de uma guerra civil e limita
sua
estimativa de vítimas armênias a algo em torno de 300.000 a
500.000
mortos.
O 90º
aniversário do genocídio armênio acontece em meio a fortes
pressões
para que a Turquia reconheça o episódio como tal. O
Parlamento
polonês e outros 15 países, europeus em sua maioria,
acabam de
classificar o massacre como genocídio e um debate foi
aberto
sobre o tema no Parlamento alemão.
Além
disso, o presidente do partido de centro direita francês UDF,
François
Bayrou, que está em Erevan, anunciou a apresentação de uma
resolução
no Parlamento europeu para que o termo "genocídio armênio"
seja
reconhecido, evocando seu reconhecimento por parte da Turquia
como uma
condição para seu eventual ingresso na União Européia. à
51 -
Armênios pedem reconhecimento de genocídio de 1915
Agência
Estado 24 Abr 05
Milhares
de habitantes da Armênia celebram neste domingo o 90º
aniversário
da matança massiva de armênios durante o Império Otomano
e
prometeram seguir pressionando para que a Turquia e o mundo admitam
que houve
um genocídio.
Com
flores e bandeiras nas mãos, as pessoas caminharam pelas ruas da
capital
armênia até chegar ao monumento do monte Tsitsernakaberd,
onde está
sendo realizada a homenagem aos mortos. Ainda hoje deve
acontecer
uma cerimônia ecumênica na Catedral de São Jorge de
Ierevan,
que será oficiada por representantes das igrejas ortodoxas
de
Assíria, Geórgia, Grécia, Rússia e Romênia, da Igreja Anglicana e
da
Confederação Européia de Igrejas.
Além da
homenagem aos mortos, os armênios protestam para que seja
reconhecido
e condenado o genocídio perpetrado há 90 anos. "O
reconhecimento
e a condenação internacional do genocídio é uma meta
que não
apenas a Armênia deve alcançar", afirmou o presidente Robert
Kocharian.
"A
Armênia está pronta para manter relações normais com a Turquia.
Entretanto,
a política encorajada por Ankara está surpreendendo não
apenas à
Armênia, mas sim a todo o mundo", completou.
As
autoridades otomanas começaram a perseguir intelectuais
diplomáticos
e outros armênios influentes de Istambul em 24 de abril
de 1915,
enquanto crescia a violência, especialmente nas regiões
orientais
do país.
Segundo o
governo de Ierevan, 1,5 milhões de armênios morreram ou
foram
assassinados durante vários anos, como parte de uma campanha
genocida
para forçá-los a sair do leste da Turquia. "As graves
conseqüências
do genocídio são sentidas até hoje na vida do povo da
Armênia e
de toda a diáspora", sustentou Kocharian.
Ankara
reconhece que muitos armênios morreram, mas sustenta que o
número é
exagerado e que, na realidade, eles faleceram devido à onda
de
violência durante o colapso do Império Otomano.
52 -
Armênios lembram em Jerusalém 90 anos de genocídio
Agência
EFE 25/04/05
Os
armênios de Jerusalém lembram nesta segunda-feira o genocídio que
sua etnia
sofreu nas mãos do império turco-otomano entre 1915 e 1917
com uma
procissão pela Cidade Velha que terminará em seu cemitério.
Trata-se
de uma comunidade pequena, composta por duas mil pessoas que
residem
dentro dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, onde os
armênios
ostentam uma presença destacada - um dos quatro bairros leva
seu nome.
Outros três mil vivem na Cisjordânia e em Israel.
Nas ruas
do bairro armênio de Jerusalém freqüentemente se encontram
cartazes
com informações sobre o genocídio armênio ilustrado com
mapas.
Os
armênios da Terra Santa, onde existe uma comunidade desde o século
5,
sentem-se indignados porque Israel não reconhece o genocídio que
eles
sofreram há noventa anos.
A aliança
estratégica com a Turquia, que o governo de Israel cultivou
quase
desde sua criação em 1948 e que se formalizou em 1996, é
considerada
um dos principais fatores que dificultam o reconhecimento
por parte
do Estado judeu deste genocídio, em que cerca de um milhão
e meio de
armênios morreram, segundo estes.
O
genocídio armênio também não foi reconhecido pelos EUA, mas é
reconhecido
por França, Canadá e Suíça.
53 -
Armênios lembram 90 anos do genocídio na Turquia
Reuters
24/04/05
YEREVAN
(Reuters) - Centenas de milhares de pessoas segurando
tulipas,
cravos e narcisos escalaram uma montanha na capital da
Armênia
no domingo para lembrar as cerca de 1,5 milhão de pessoas que
eles
dizem ter sido assassinadas há 90 anos na Turquia Otomana.
Como
cenário, ao fundo da multidão, era possível ver o topo do monte
Ararat,
agora na parte oriental da Turquia, região onde os armênios
dizem que
seu povo foi brutalmente assassinado em um genocídio
deliberado
durante o caos que se seguiu à desintegração do Império
Turco-Otomano.
A
montanha, apesar de estar em território turco, é um símbolo
importante
para o país predominantemente cristão.
Famílias
da região se misturavam a membros da diáspora armênia, que
viajaram
da Europa ou Estados Unidos para lembrar amigos ou parentes
mortos
entre 1915 e 1923.
"Estou
feliz de que eu, meu marido e meus dois filhos estamos aqui
hoje em
Yerevan. Uma grande parte da família de meu marido morreu no
genocídio",
disse a professora de Los Angeles Rubina Peroomian, 66
anos.
A Armênia
quer que a Turquia e o mundo admitam que o genocídio de
fato
aconteceu. A Turquia nega o fato, dizendo que os armênios
estavam
entre as muitas vítimas de uma guerra que também deixou
muitos
muçulmanos turcos mortos.
Cerca de
50 mil armênios-americanos participaram de cerimônias em Los
Angeles.
Um carro levando uma bandeira da Armênia trazia os
dizeres
"Turquia é culpada pelo genocídio".
Milhões
de norte-americanos têm descendentes na Armênia, o que levou
o presidente
George W. Bush a declarar suas condolências oficialmente.
(Por
Hasmik Mkrtchyan)
54 -
PARÓQUIA ARMÊNIA CATÓLICA COMEMORARÁ 70 ANOS
www.armenia.com.br
04/05/05
Dentro
das celebrações do 70.o aniversário da Comunidade Armênia
Católica
do Brasil, a Paróqioa Armênia Católica São Gregório
Iluminador
promoverá um concerto com o renomado Coral "Audi Coelum"
do
Maestro Roberto Rodrigues, cujo repertório incluirá músicas
litúrgicas
armênias. O evento terá lugar no dia 06 de maio ed 2005,
sexta-feira,
às 20h30, na Catedral São Gregório Iluminador. Entrada
franca.
Maiores
informações na Secretaria da Paróquia, pelos telefones 3227-
6703 e
3228-4084.
55 - 90º
ANIVERSÁRIO DO GENOCÍDIO ARMÊNIO
PROGRAMAÇÃO
- CONVITE - II
www.armenia.com.br
04/05/05
10 DE
MAIO (3ª FEIRA)
→
10h Apresentação do documentário "Armênia traída, genocídio negado".
→
Exposição "90 anos do Genocídio Armênio"Faculdade de Filosofia,
Letras e
Ciências Humanas da USP (FFLCH),sala 261Av. Prof. Luciano
Gualberto,403.
10 DE
MAIO (3ª FEIRA)
→
Entrevista ao vivo (on-line) através do programa "Fala Sério" do
site
www.alltv.com.br que pode ser assistido por todos com a
participação
on-line.Serão entrevistados os Srs. Edouard Mekhalian e
Garó
Aharonian, membros da Comissão Brasileira para Evocação dos 90
anos do
Genocídio Armênio sobre o tema "Genocídio Armênio" das 17:00
às 18:00
horas
16 DE
MAIO (2ª FEIRA)
→
19h30min A Câmara Municipal de São Paulo homenageará em Sessão
Solene os
Mártires Armênios do Genocídio de 1915, e apresentará a
Moção do
Vereador Gilberto Natalini (PSDB-SP), reconhecendo o
Genocídio
Armênio e através do envio de cópia da Moção ao Exmo. Sr.
Presidente
da República, sejam adotadas providências junto ao
Congresso
Nacional, visando o Reconhecimento do Genocídio pelo
governo
do Brasil. Orador convidado Riskalla Tuma.
→
Apresentação do Coral das Igrejas Armênias.
→
Lançamento póstumo do livro "Poesias, Contos e Crônicas" de Annayd
Kerimian
Sarkissian. Viaduto Jacareí, 100.
24 DE
MAIO (3ª FEIRA)
→
10h Mesa redonda sobre o tema "Aspectos Jurídicos e Históricos do
Genocídio
Armênio" Participação de aluno, convidados e professores de
diferentes
áreas.Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
USP
(FFLCH)
Av. Prof.
Luciano Gualberto, 403
→
19h30min Sessão Solene da Câmara Municipal de Osasco no Auditório
19 de
fevereiro - Sede do Jornal "Diário da Região",em memória às
vítimas
do Genocídio de 1915.
Rua Ester
Rombenso, 349 - Centro - Osasco.
Livreto -
Para marcar os eventos evocativos ao 90° Aniversário do
Genocídio
Armênio, foi editado um livreto, que está à disposição de
todos nos
endereços abaixo.
Cartelas
- As cartelas seladas e obliteradas pelo Coorreio estão à
disposição
de todos nos endereços abaixo:
- Igreja
Apostólica Armênia do Brasil - Av. Santos Dumont, 55 - 3226-
0758
- Igreja
Central Evangélica - Av. do Estado, 1191- 3227-6969
-
Paróquia Armênia Católica S.Gregório "O Iluminador" - Av.
Tiradentes,
718 - 3227-6703
- União
Geral Armênia de Beneficência - Rua Natingui, 1545 - 3814-9299
-
Comunidade Armênia de Osasco - R. Carlos da Costa Ramalho Jr. 498 -
Osasco -
3683-1464
- Igreja
Evangélica Irmãos Armênios - Rua Maria Curupati, 117 - 6977-
1856
- Clube
Armênio - R. Prof. Ascendino Reis, 1450 - 5579-6034
-
Sociedade Beneficente de Damas Brasil-Armênia - Filial Arpi - R.
Dr. David
Iampolsky, 65 - 3229.6134
-
Consulado Geral da República da Armênia - Av. São Luiz, 192 conj.
1301 -
3255.7707
A
Comissão Brasileira Para Evocação Do 90° Aniversário do Genocídio,
permanecerá
ativa, com um número menor de componentes, conforme
resolução
em reunião do dia 27 de abril e terá a incumbência de
acompanhar
todos os eventos vindouros referentes ao Genocídio assim
como a
Exposição "90 anos do Genocídio Armênio" que passa a ser
itinerante,
e terá os endereços divulgados nos próximos boletins.
A
COMISSÃO
56 -
Mostra revela o poder do império russo
O Estado
de São Paulo - 26/04/05
A Herança
dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou traz
aproximadamente
200 objetos, alguns jamais expostos fora da Rússia
São Paulo
- Com um enfoque mais histórico do que artíístico, a
exposição
A Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de
Moscou
será aberta esta noite para convidados na Faap e amanhã para o
público.
A mostra permite que o público conheça um pouco mais dessa
estranha
e fascinante cultura por meio de uma seleção de
aproximadamente
200 objetos, alguns deles jamais expostos fora da
Rússia,
reunidos no museu-fortaleza que constitui o símbolo do
poderio
russo. De imagens sagradas (iconografias) a peças de uso
comum,
como roupas e utensílios de mesa, a mostra passa em revista os
mais de
três séculos em que a família Romanov governou a Rússia,
desde que
o czar Mikhail I assumiu, em 1613, até a derrocada de
Nicolau
II com a Revolução de 1917.
A
montagem das peças segue uma cronologia precisa, com núcleos
dedicados
a cada um dos czares ou czarinas que governaram o país.
Mas, além
dessa divisão de caráter histórico mais didático, há em
cada um
dos blocos uma atenção mais precisa aos três elementos
centrais
do poderio do Império: o Estado, a Igreja e o Exército.
A
diretora do museu da Faap, Maria Izabel Branco Ribeiro ressalta que
todas as
peças selecionadas para a exposição são inéditas no Brasil.
Há
inclusive objetos nunca antes mostrados numa exposição, como o
conjunto
de vestes litúrgicas usado no início do século 19 por Moscou
Filaret,
canonizado posteriormente pela Igreja Ortodoxa.
Outro
aspecto destacado por ela é a relação ambígua, de proximidade e
estranhamento,
provocada por elementos dessa cultura que combina de
maneira
curiosa elementos da tradição oriental da qual conhecemos tão
pouco com
referências muito precisas da cultura ocidental. Há, por
exemplo,
entre as peças selecionadas, um conjunto significativo de
objetos
doados aos Romanovs por líderes europeus. Ou então peças
adquiridas
de importantes artesãos ocidentais, como o célebre ovo
Fabergé
encomendado por Nicolau II para presentear sua mulher no
aniversário
de 300 anos dos Romanovs no poder e que contém o retrato
de todos
os governantes dessa dinastia. Mas também há preciosidades
da
cultura russa, como os bordados ricamente elaborados e com tamanha
precisão
de detalhes que ganharam o nome de "pintura com agulha". O
luxo,
contrastante com a grande miséria da maioria do povo russo, era
impressionante.
Até os arreios de cavalos eram exuberantes em ouro e
pedras
preciosas, como mostra o exemplar do século 17 selecionado
para a
exposição brasileira.
A Herança
dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou - Museu
de Arte
Brasileira da Faap. R. Alagoas, 903, Higienópolis, 3662-7198.
10h/21h
(sáb., dom. e fer., até 18h; fecha 2.ª). Grátis. Até 26/6.
Abertura
hoje, às 20h, para convidados
57 - São
Paulo mergulha em 300 anos de Rússia czarista
FABIO
CYPRIANO
da Folha
de S.Paulo 26/04/2005
Pela
segunda vez, em três anos, São Paulo recebe uma abrangente
mostra da
produção visual russa. Primeiro foi a exposição "500 Anos
de Arte
Russa", na Oca, com o acervo do Museu Russo de São
Petersburgo,
que traçou um panorama bastante amplo dos ícones
religiosos,
do século 16 até a produção contemporânea.
Agora, um
recorte mais específico pode ser visto em "Herança dos
Czares -
Obras dos Museus do Kremlin de Moscou", que apresenta cerca
de 200
peças da dinastia dos Romanov (1613 a 1917), basicamente obras
que
retratam os poderes político e religioso da época dos czares.
"Há
dois anos trabalhamos nessa exposição, cada peça tem um
significado
especial", conta Elizabeth-Sophie M. di Bosco Balsa,
curadora da
exposição.
Divididas
em quatro salas, a mostra reproduz cenograficamente a
Armaria,
um dos museus no Kremlin, de onde foi selecionada a maioria
das peças
da exposição, segundo leitura do decorador Jorge Elias.
Nas
primeiras três salas, a divisão é por séculos. Começa com o
século
17, quando tem início a dinastia Romanov, que sucedeu a
dinastia
Ryurik, de Ivan, o Terrível, morto em 1584. Seu filho,
Feodor,
reinou por pouco tempo. Morreu em 1598, possibilitando a
ascensão
de uma nova família ao império russo.
Por 15
anos, a Rússia atravessou várias crises institucionais, até
que
Mikhael Feodorovich (1596-1645), filho de Feodor Romanov, daí o
nome do
novo império, chega ao poder, consagrado como czar em 1613.
Será a
última dinastia russa, até a revolução bolchevique de 1917.
"Grande
parte das obras expostas aqui são armas, pois o czar era o
chefe
militar do império", disse à Folha Victoria V. Pavlenko,
diretora
de exposições dos Museus do Kremlin, que ontem montava a
mostra na
Faap.
Também há
grande quantidade de presentes oferecidos aos czares, que
eram
expostos no Kremlin, também como símbolo de poder. Algumas
peças,
como uma caneca de prata, por exemplo, presente do rei inglês
James 1º,
em 1604, é a única peça remanescente desse período, pois
todas as
demais foram derretidas na Inglaterra para a fabricação de
moedas no
fim do século 17. "Temos a maior coleção de prata na
Europa",
conta Pavlenko.
Outro
destaque da exposição são as vestimentas, seja de autoridades
da Igreja
Ortodoxa Russa, seja dos czares. "A roupa é um dos símbolos
do poder
na Rússia, quanto mais roupas uma pessoa vestia, mais
importante
ela era", diz Pavlenko.
Na
segunda sala, dedicada ao século 18, o czar que ganha maior espaço
é Pedro,
o Grande (1672-1725), já que em seu curto reinado (1721-
1725)
realizou grandes reformas: criou o Exército e a Marinha,
subjugou
a igreja ao Estado e introduziu novas divisões territoriais.
Ele foi o
responsável pela transferência administrativa de Moscou
para São
Petersburgo.
Já na terceira
sala, o esplendor dos Romanov alcança seu apogeu.
Objetos
religiosos são ricamente adornados com ouro, rubis e
esmeraldas,
há ícones construídos totalmente com pérolas, como uma
imagem de
Nossa Senhora de Modena, de 1846.
Impacto
maior
Entretanto,
é na última sala, a menor aliás, que se encontra a peça
mais
impactante da mostra, um ovo de Páscoa, de 1913, com um globo
dentro,
fabricado pela mais famosa joalheria russa, a Fabergé, então
mundialmente
reconhecida.
Entre
1885 e 1917 foram produzidos 56 ovos pela joalheria de Carl
Fabergé,
todos considerados obras-primas, pois para sua elaboração
era
necessário um ano de trabalho. Atualmente, o Museu do Kremlin
possui
apenas dez ovos, os demais foram dados como presente pelos
czares ou
mesmo vendidos após a Revolução de 1917.
Com a
mostra, é impossível não perceber a importância da
religiosidade
russa, tema em ascensão desde o fim do período
comunista.
"Sem dúvida, os russos são um povo de fé, e a nova onda
religiosa
é fruto do que se vê nessa exposição", conta Pavlenko.
Como
forma de buscar criar uma aproximação com o Brasil, a curadora
selecionou
o ícone "Milagre de São Jorge e o Dragão", do final do
século
18: "São Jorge, um dos santos mais populares do Brasil, é o
protetor
de Moscou e, por isso, também fruto de grande devoção".
Assim,
amanhã deve começar mais uma romaria da era das grandes
mostras.
Herança
dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de MoscouQuando:
abertura,
hoje, às 20h, para convidados. De ter. a sex., das 10h às
21h; sáb.
e dom., das 10h às 18h; até 26/6 Onde: Museu de Arte
Brasileira
da Faap (r. Alagoas, 903, tel. 0/xx/11/ 3662-7198) Quanto:
entrada
franca
58 -
Destaques da exposição Herança dos Czares
da Folha
de S.Paulo 26/04/2005
1. Casaco
do século 17
As roupas
eram sinal de poder na Rússia e, por isso, estão presentes
de forma
significativa na exposição. Quanto mais roupas, mais poder.
Dessa
forma, o manto era uma peça importante, pois representava a
última
camada. Este casaco, da segunda metade do século 17, feito com
veludo
italiano, apresenta mangas muito largas, para proteção das
mãos
contra o frio e foi usado pelo patriarca Nikon, responsável pela
reforma
da Igreja Ortodoxa Russa.
2. Taça
Esta peça
pertenceu aos czares Ivan 5º e Pedro 1º, coroados juntos em
1682, que
reinaram em conjunto até a morte de Ivan, em 1698. A taça
de prata
era usada para o consumo de "myod", bebida feita de mel e
frutas. O
formato dessa taça, chamada de "charkas" na Rússia, caiu em
desuso no
século 18, sendo substituída por taças com formas
inspiradas
no estilo europeu. Nela, está marcado o símbolo do Rússia,
uma águia
com duas cabeças.
3.
Uniforme do Imperador Pedro 2º
Coroado
aos 12 anos como Imperador, em 1727, Pedro 2 foi czar apenas
três
anos, pois morreu prematuramente em 1730. A peça em exposição,
um
uniforme para parada militar, é ricamente bordada em prata e tem
as
dimensões de um adolescente.
4. Urna
para relíquias sagradas
Pela
primeira vez esta peça sai dos depósitos do Museu do Kremlin
para ser
exposta. A urna, decorada em estilo rococó, encontrava-se no
altar da
principal igreja do Mosteiro do Miguel Arcângelo, e foi
criada,
por um dos mais sofisticados artesãos russos, no século 18.
5.
Uniforme do Mestre de Cerimônias
Esta
vestimenta foi utilizada pelo Mestre de Cerimônias durante a
coroação
do czar Nicolau 2º e da imperatriz Alexandra Feodorovna, que
ocorreu
em 14 de maio de 1896, no Kremlin, dois anos após a morte de
seu pai.
6.
Conjunto de Vestimentas de Autoridades Ortodoxas
Com
bordados em ouro, pérolas e lantejoulas, a casula era usada pelas
autoridades
da Igreja Ortodoxa Russa em cerimônias solenes. Até 1705,
era usada
apenas pelo Patriarca, o chefe da igreja. Depois dessa
data, por
decreto de Pedro, o Grande, a casula passou a ser utilizada
por todas
as autoridades, como bispos e arcebispos.
7. Ovo de
Páscoa Fabergé
É a peça
mais importante da exposição, nela estão retratados os 18
czares da
dinastia Romanov (1613 - 1917), representado 300 anos desse
império.
Trata-se de um ovo de páscoa, oferecido pelo czar Nicolau 2º
à czarina
Alexandra Feodorovna, em 1913. Fabricado pela mais famosa
joalheria
russa, a Fabergé, então mundialmente reconhecida, o ovo
como
presente dos czares era uma tradição que teve início em 1885,
quando o
czar Alexandre 3º entregou um ovo à sua mulher. Entre 1885 e
1917
foram produzidos 56 ovos pela Fabergé, todos considerados obras-
primas,
pois para sua elaboração era necessário um ano.
-------------------------------------------------------------------
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