BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 40 - 10 de maio de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Depois de duas semanas de ausência, em virtude de férias, o nosso
Boletim está de volta com as principais notícias dessas semanas. Em
virtude disso, este número possui o número recorde de 58 notícias.

A partir de agora o Boletim volta a periodicidade normal de uma ou
duas edições por semana, dependendo do número de notícias disponíveis.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]

ÍNDICE

1 - Representação Ortodoxa na Praça de São Pedro

2 - No início solene de pontificado, Papa faz um chamado à unidade
entre os cristãos

3 - BENTO XVI REITERA SEU COMPROMISSO DE TRABALHAR PELA UNIDADE DOS
CRISTÃOS

4 - A UNIDADE DOS CRISTÃOS: PRIORIDADE DO PONTIFICADO DE BENTO XVI

5 - Papa confirma o compromisso ecumênico «irreversível» da Igreja

6 - Discurso do Papa a representantes de outras confissões cristãs e
de outras religiões

7 - IGREJA ORTODOXA CONDICIONA VISITA DE BENTO XVI À RÚSSIA

8 - Igreja Ortodoxa condiciona visita de Bento XVI à Rússia

9 - PAPA INSISTE EM DESENVOLVER A COOPERAÇÃO COM ORTODOXOS RUSSOS

10 - RÚSSIA: ALEXIS II DISPOSTO A SE REUNIR COM BENTO XVI

11 - Igreja Ortodoxa Russa vê uma possível aproximação com Bento XVI

12 - PATRIARCA ORTODOXO DE MOSCOU RETICENTE EM RELAÇÃO A UMA
APROXIMAÇÃO AO PAPA

13 - Patriarca Ortodoxo de Moscovo renitente em relação a uma
aproximação ao Papa

14 - CAUTELA DAS IGREJAS ORTODOXAS AO SAUDAREM A ELEIÇÃO DE BENTO XVI

15 - Representante ortodoxo crê que Bento XVI poderá ser o Papa da
unidade

16 - REPRESENTANTES DE TODAS AS IGREJAS CRISTÃS ESTARÃO PRESENTES NA
SANTA MISSA DE INAUGURAÇÃO DO PONTIFICADO DE BENTO XVI

17 - COMISSÃO PALESTINA CONDENA VENDA DE IMÓVEIS DO PATRIARCADO GRECO-
ORTODOXO EM JERUSALÉM LESTE

18 - BISPOS E ARQUIMANDRITAS GRECO-ORTODOXOS QUEREM DESTITUIR O
PATRIARCA IRINEU I

19 - Polícia enfrenta palestinos em protesto por terreno

20 - Protesto tumultua ritual de Páscoa da Igreja Ortodoxa em
Jerusalém

21 - Centenas de policias vigiam Jerusalém no final da Páscoa
ortodoxa

22 - Patriarca grego ortodoxo de Jerusalém destituído por corrupção

23 - PATRIARCA ORTODOXO GREGO DE JERUSALÉM DESTITUÍDO DE SEU CARGO
POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

24 - Novo patriarca greco-ortodoxo será eleito na próxima semana

25 - MUNDO ORTODOXO CELEBRA A PÁSCOA NESTE PRÓXIMO DOMINGO

26 - CRISTÃOS LOTAM O SANTO SEPULCRO, PARA ASSISTIR AO RITUAL
DO "FOGO SAGRADO"

27 - FÉRIAS DE PÁSCOA NA RÚSSIA

28 - KRISTOS VOSKRESE!

29 - Papa felicita as Igrejas orientais pela Páscoa

30 - Bento XVI: Páscoa oriental e dia de São José Operário

31 - PATRIARCA IGNACE IV HAZIM FALA DA NECESSIDADE DE REFORÇAR OS
VÍNCULOS COM A IGREJA CATÓLICA

32 - Patriarca da Síria disponível para dialogar com o Papa

33 - Custódio de Terra Santa antecipa que Bento XVI será construtor
da reconciliação

34 - RELÍQUIA DO SÉCULO XVII FOI RESTITUÍDA À IGREJA ORTODOXA

35 - Sinos de templos ortodoxos russos soam no Dia da Vitória

36 - Promover a educação cristã na Ucrânia

37 - ORTODOXOS UCRANIANOS APOSTAM NO PATRIARCADO DE CONSTANTINOPLA

38 - Projeção Luminosa de Ícones em Moscou

39 - Igreja Ortodoxa da Rússia recorda São Jorge

40 - Conselho Mundial reúne 340 igrejas cristãs em Atenas

41 - EGITO: "Rezamos para que Bento XVI possa se tornar uma ponte
entre as Igrejas Oriental e Ocidental", afirma à Fides o Bispo Caldeu
do Cairo

42 - Sinos de todas as Igrejas do Iraque acolheram Bento XVI

43 - IRAQUE: "Ainda não o conhecemos, mas aprenderemos a amá-lo" -
dizem os cristãos iraquianos

44 - LÍBANO: Os fiéis libaneses: "O rosto de Papa Bento XVI é
iluminado pelo Espírito Santo"

45 - CARITAS INTERNACIONAL PERDE SEU PRESIDENTE: FALECEU O ARCEBISPO
LIBANÊS, DOM FOUAD EL-HAGE

46 - Cristãos temem novas hostilidades no Líbano

47 - Líbano: Dois mortos no atentado contra a rádio católica do
Patriarcado Maronita

48 - Bomba mata 1 e fere 7 em cidade cristã libanesa

49 - Valência recorda genocídio de cristãos armênios

50 - Milhares de armênios lembram genocídio de 1915

51 - Armênios pedem reconhecimento de genocídio de 1915

52 - Armênios lembram em Jerusalém 90 anos de genocídio

53 - Armênios lembram 90 anos do genocídio na Turquia

54 - PARÓQUIA ARMÊNIA CATÓLICA COMEMORARÁ 70 ANOS

55 - 90º ANIVERSÁRIO DO GENOCÍDIO ARMÊNIO

56 - Mostra revela o poder do império russo

57 - São Paulo mergulha em 300 anos de Rússia czarista

58 - Destaques da exposição Herança dos Czares


NOTÍCIAS

1 - Representação Ortodoxa na Praça de São Pedro

Agência Ecclesia 22/04/05

O Patriarca Ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I, vai enviar uma
delegação de alto nível à missa de inauguração do Pontificado de
Bento XVI, que se celebra no próximo Domingo.
À cabeça da delegação estará o metropolita Crisóstomo, de Éfeso,
presidente da comissão para o diálogo com a Igreja Católica. Na
segunda-feira, os enviados de Bartolomeu I terão um encontro com o
novo Papa, "para uma troca de pontos de vista sobre as questões
comuns que dizem respeito às duas Igrejas".
Bartolomeu I foi uma das figuras do mundo Ortodoxo que mais trabalho
com João Paulo II na promoção da plena unidade entre os Cristãos.
Também no Domingo o Arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, marcará
presença na Praça de São Pedro, num gesto histórico. Pela primeira
vez desde o tempo da Reforma, o Primaz Anglicano estará presente
nesta cerimónia.
Na sua primeira mensagem, o novo Papa tinha assegurado que
assumia "como compromisso primário o de trabalhar sem poupar energias
na reconstituição da plena e visível unidade de todos os seguidores
de Cristo".
"O actual Sucessor de Pedro deixa-se interpelar na primeira pessoa
por esta questão e está disposto a fazer tudo o que estiver em seu
poder para promover a causa fundamental do ecumenismo. Sobre os
passos dos seus Predecessores, ele está plenamente determinado a
cultivar qualquer iniciativa que possa aparecer para promover os
contactos e o encontro com representantes das diversas Igrejas e
Comunidades eclesiais", referiu Bento XVI.
O Arcebispo Rowan Williams levará o anel que foi oferecido ao seu
predecessor por Paulo VI e uma cruz peitoral que lhe foi oferecida
pessoalmente por João Paulo II. Após a eleição de Bento XVI, Rowan
Williams referira estar disposto a "prosseguir o trabalho comum
iniciado com João Paulo II".

Octávio Carmo


2 - No início solene de pontificado, Papa faz um chamado à unidade
entre os cristãos

CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- Na
missa de início de pontificado, este domingo, ressoou na praça de São
Pedro um chamado à unidade perdida entre os cristãos, lançado por
Bento XVI.

Ainda que em sua primeira mensagem como Papa, no dia 20 de abril,
desde a Capela Sistina, já havia ratificado seu compromisso
ecumênico, o novo Papa voltou a dedicar uma passagem de sua homilia à
unidade.

«Ai de mim, Senhor amado!», exclamou o Papa Joseph Ratzinger, «agora
a rede» do cristianismo «se quebrou, queremos dizer entristecidos».

«Mas não, não devemos estar tristes! --convidou-- Alegremo-nos por
tua promessa que não defrauda e façamos todo o possível para
percorrer o caminho para a unidade que tu prometeste».

«Façamos memória dela na oração ao Senhor, como mendigos; sim,
Senhor, lembra-te do que prometeste. Faz que sejamos um só pastor e
um só rebanho! Não permitas que se rompa tua rede e ajuda-nos a ser
servidores da unidade!», acrescentou.

Escutaram as palavras do Papa representantes das Igrejas e
comunidades cristãs que participaram na celebração eucarística.

Entre os numerosos representantes das Igrejas ortodoxas se encontrava
o metropolitano de Éfeso do Patriarcado de Constantinopla,
Chrysostomos, e em representação do Patriarcado de Moscou o
metropolitano de Smolensk e Kaliningrado, Kirill.

A comunhão anglicana estava representada pelo primaz Rowan Williams,
arcebispo de Canterbury. Havia também representantes metodistas,
luteranos, pentecostais...


3 - BENTO XVI REITERA SEU COMPROMISSO DE TRABALHAR PELA UNIDADE DOS
CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 25 abr (Rádio Vaticano) - Sejamos juntos
artífices de paz: foi o convite de Bento XVI aos delegados das
Igrejas cristãs, comunidades eclesiais e outras tradições religiosas,
recebidos em audiência esta manhã, na Sala Clementina, no Vaticano.
O Santo Padre reiterou com veemência, o compromisso da Igreja
Católica de trabalhar pela unidade dos cristãos.
A seguir, agradeceu aos representantes das religiões que participaram
ontem, da missa inaugural de seu ministério petrino, assim como dos
momentos de despedida de seu saudoso predecessor, João Paulo II.
Nas pegadas de meus predecessores, em particular Paulo VI e João
Paulo II, sinto a necessidade de reafirmar com determinação, o
compromisso irreversível assumido no Concílio Vaticano II, de
percorrer a estrada rumo à unidade dos cristãos.
Foi o que ressaltou Bento XVI, reiterando que "o caminho rumo à plena
comunhão querida por Jesus para seus discípulos" comporta "uma
docilidade concreta, a fim de que o Espírito dê às Igrejas coragem,
doçura, firmeza e esperança para conquistar essa meta".
Por outro lado, comporta também uma contínua oração, para obter do
Bom Pastor, o dom da unidade de seu Povo: "Ao saudar os senhores,
gostaria de render graças ao Senhor que nos abençoou com Sua
misericórdia e infundiu em nós uma sincera disposição a fazer nossa a
Sua oração: "ut unum sint" (que todos sejam um, ndr). Ele nos tornou,
assim, sempre mais conscientes da importância de caminhar rumo à
plena comunhão."
Muito caminho foi feito durante os anos de pontificado de João Paulo
II, evidenciou Bento XVI, acrescentando que a participação no luto da
Igreja pelo falecimento de seu Pastor mostrou "quanto é verdadeira e
grande a paixão comum pela unidade".
"O nosso encontro, acrescentou em francês, é particularmente
significativo. A presença de vocês _ "para além daquilo que nos
divide e que lança sombras sobre nossa plena e visível comunhão" _ é
um sinal de ajuda para o Bispo de Roma."
A seguir, falando em inglês, Bento XVI dirigiu-se aos representantes
das outras tradições religiosas, fazendo um agradecimento particular
à comunidade muçulmana: Bento XVI felicitou-se pelo "crescimento do
diálogo entre cristãos e muçulmanos, em nível local e internacional".
O novo Sucessor de Pedro assegurou, desse modo, que a Igreja "quer
continuar a construir pontos de amizade entre os seguidores de todas
as religiões". "A promoção da paz _ frisou Bento XVI _ é um
compromisso imprescindível para todos os fiéis."
"No início de meu pontificado dirijo aos senhores e a todos os fiéis
das tradições religiosas que representam, bem como àqueles que com
coração sincero buscam a Verdade, um forte convite a sermos juntos,
artífices de paz, num recíproco compromisso de compreensão, de
respeito e de amor."
O mundo no qual vivemos _ constatou o Papa _ é comumente "marcado por
conflitos, violências e guerra, mas quer ardentemente a paz, uma paz
que é, sobretudo, um dom de Deus, paz pela qual devemos rezar sem
cessar".
A paz é um "dever a que todas as pessoas são chamadas, mas sobretudo
aquelas que professam um credo religioso" _ foi a exortação de Bento
XVI.
Os nossos esforços para "alimentar o diálogo _ concluiu _ são uma
válida contribuição a construir a paz em sólidos fundamentos". É
necessário então, "comprometer-se num sincero e autêntico diálogo,
construído no respeito da dignidade de todo ser humano", criado à
imagem e semelhança de Deus.


4 - A UNIDADE DOS CRISTÃOS: PRIORIDADE DO PONTIFICADO DE BENTO XVI

Cidade do Vaticano, 27 abr (Rádio Vaticano) - Nestes primeiros dias
de seu pontificado, Bento XVI já afirmou claramente que um de seus
primeiros compromissos será "trabalhar incansavelmente pela
reconstituição da plena e visível unidade de todos os seguidores de
Cristo".
"Não bastam as manifestações de bons sentimentos" _ disse o Papa, no
dia 20 de abril passado. São necessários gestos que entrem nos ânimos
e movam os consciências, solicitando de cada um, a conversão interior
que é pressuposto de todo progresso no caminho do ecumenismo."
E nestes dias, aproximaram-se do novo Pontífice, os representantes
das várias confissões cristãs: dentre eles, o Primaz da Comunhão
Anglicana, Arcebispo anglicano de Cantuária, Dr. Rowan Williams, que
nos falou de suas expectativas em relação a este pontificado...
"Há três fases na vida de Bento XVI: como teólogo, inicialmente na
Alemanha, escreveu coisas extraordinárias, positivas e incrivelmente
frutuosas, a respeito da natureza da Igreja, da natureza da fé
cristã. Algumas coisas que o teólogo escreveu nos anos 70 ainda hoje
são extraordinariamente significativas. Recentemente, tive o cuidado
de ler novamente textos de 1976, onde ele descreve o modo como o
verdadeiro Deus tem um nome e chama as pessoas pelo nome, enquanto
os "falsos deuses" são números e tratam as pessoas como números. É
algo que vale a pena ser retomado para ser meditado ainda por vários
anos."
"A segunda fase é aquela de seu trabalho profissional no Vaticano,
encarregado das definições doutrinárias. Ele sempre lutou pela
clareza nas definições. Esta foi a sua tarefa, para isso ele foi
destacado."
"Agora, lhe foi pedida uma terceira tarefa. Como ele irá realizá-la,
não sabemos ainda, mas há sinais de que possa encontrar um caminho,
junto com os outros, à luz da encíclica de João Paulo II "Ut unun
sint", para este debate sobre o exercício do ministério petrino.
Parece que os eventos das últimas semanas, da morte ao funeral do
Papa João Paulo II, até a inauguração oficial do pontificado, no
domingo passado, parecem ter sido uma espécie de antecipação de laços
de amizade em nível mundial, e o mundo viu os homens se unindo para
adorar a Deus e render-lhe glória. Pensando em algumas dificuldades
postas pelas definições doutrinais se entrevê agora uma unidade em
outros níveis. Creio que o Papa pretende trabalhar exatamente neste
plano. Esta é a minha oração." (MZ)


5 - Papa confirma o compromisso ecumênico «irreversível» da Igreja
Assim como o diálogo com os crentes de outras religiões ao serviço da
paz

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 25 de abril de 2005 (ZENIT.org ).-
O novo bispo de Roma, Bento XVI, confirmou esta segunda-feira o
compromisso ecumênico «irreversível» da Igreja católica, e fez um
chamado para que os crentes de todas as religiões convertam-se em
promotores da paz.

As palavras do Papa Joseph Ratzinger ressoaram na Sala Clementina do
Palácio Apostólico Vaticano, onde recebeu os representantes das
confissões cristãs e de outras religiões que este domingo
participaram na missa de início solene de pontificado.

O pontífice dividiu em duas partes independentes seu discurso. A
primeira estava dirigida aos delegados das Igrejas ortodoxas, das
Igrejas ortodoxas orientais e das comunidades eclesiais do Ocidente,
a segunda aos representantes de outras religiões.

«Seguindo as marcas de meus predecessores, começou dizendo, em
particular de Paulo VI e João Paulo II, sinto a necessidade de
afirmar novamente o compromisso irreversível assumido pelo Concílio
Vaticano II» para percorrer o «caminho para a plena comunhão querida
por Jesus para seus discípulos».

Este objetivo, reconheceu, «implica uma docilidade concreta ao que o
Espírito diz às Igrejas, valentia, doçura, firmeza e esperança para
chegar até o final. Implica, antes de tudo, a oração insistente e com
um só coração, para conseguir do Bom Pastor o dom da unidade para seu
rebanho».

«Nesta ocasião tão particular, que nos reúne precisamente ao início
de meu serviço eclesial acolhido com temor e confiada obediência ao
Senhor, peço a todos vós que deis comigo exemplo desse ecumenismo
espiritual, que na oração realiza sem obstáculos nossa comunhão»,
disse a seus hóspedes.

Em seguida, o Papa agradeceu em particular pela presença «de membros
da comunidade muçulmana» e expressou seu apreço «pelo crescimento do
diálogo entre muçulmanos e cristãos, tanto no âmbito local como no
internacional».

«Asseguro-vos que a Igreja quer seguir construindo pontes de amizade
com os seguidores de todas as religiões para buscar o bem verdadeiro
de todas as pessoas e da sociedade inteira», assegurou.

«Ao início de meu pontificado --concluiu-- dirijo a todos vós e aos
crentes das tradições religiosas aqui representadas, assim como a
todos os que buscam com coração sincero a Verdade, um intenso convite
a converter-nos juntos em artífices da paz, em um recíproco
compromisso de compreensão, de respeito e de amor».


6 - Discurso do Papa a representantes de outras confissões cristãs e
de outras religiões

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 25 de abril de 2005 (ZENIT.org ).-
Publicamos o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu ao encontrar-se na
manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina do Palácio Apostólico
do Vaticano, com os representantes das confissões cristãs e de outras
religiões presentes em Roma para a eleição do sumo pontífice.

* * *

[Italiano]
Recebo-vos com alegria, queridos delegados das Igrejas ortodoxas, das
Igrejas ortodoxas orientais e das comunidades eclesiais do Ocidente,
poucos dias depois de minha eleição. Vossa presença de ontem na praça
de São Pedro foi particularmente grata, depois de ter vivido juntos
os tristes momentos da despedida do Papa João Paulo II. O tributo de
simpatia e afeto que haveis expressado a meu inesquecível predecessor
foi muito mais que um simples ato de cortesia eclesial. Andou-se
muito caminho durante os anos de seu pontificado e vossa participação
no luto da Igreja católica por seu falecimento mostrou até que ponto
é autêntica e grande a comum paixão pela unidade.

Ao saudar-vos, quero agradecer ao Senhor que nos abençoou com sua
misericórdia e infundiu em nós uma disposição para fazer própria sua
oração: «ut unum sint». Fez-nos cada vez mais conscientes da
importância de caminhar para a plena comunhão. Com amizade fraterna,
podemos intercambiar-nos os dons recebidos pelo Espírito e nos
sentimos alentados mutuamente porque anunciamos a Cristo e sua
mensagem ao mundo, que hoje parece com freqüência turbado e inquieto,
inconsciente e indiferente.

[Francês]
Nosso encontro de hoje é particularmente significativo. Antes de
tudo, permite ao novo bispo de Roma, pastor da Igreja católica,
repetir a todos com simplicidade: «Duc in altum!». Rememos mar
adentro na esperança. Seguindo as marcas de meus predecessores, em
particular de Paulo VI e de João Paulo II, sinto intensamente a
necessidade de afirmar novamente o compromisso irreversível assumido
pelo Concílio Vaticano II e continuado através dos últimos anos,
graças também à ação do Conselho Pontifício da Unidade dos Cristãos.
O caminho para a plena comunhão querida por Jesus para seus
discípulos implica uma docilidade concreta ao que lhes diz o Espírito
às Igrejas, valentia, doçura, firmeza e esperança para chegar até o
fim. Implica, antes de tudo, a oração insistente e com um só coração,
para conseguir do Bom Pastor o dom da unidade para seu rebanho.

Como é possível não reconhecer com espírito de agradecimento a Deus
que nosso encontro tem também o significado de um dom que nos foi
concedido? Cristo, príncipe da Paz, atuou entre nós, infundiu com
generosidade sentimentos de amizade, atenuou as discórdias, ensinou-
nos a viver com uma maior atitude de diálogo, em harmonia com os
compromissos próprios de quem leva seu nome. Vossa presença, queridos
irmãos em Cristo, mais além do que nos divide e do que obscurece
nossa comunhão plena e visível, é um sinal de participação e apoio ao
bispo de Roma, que pode contar convosco para continuar o caminho com
esperança e para crescer para Ele, que é a Cabeça, Cristo.

[Italiano]
Nesta ocasião tão particular, que nos reúne precisamente ao início de
meu serviço eclesial acolhido com temor e confiada obediência ao
Senhor, peço a todos vós que deis comigo exemplo desse ecumenismo
espiritual, que na oração realiza sem obstáculo nossa comunhão.

Transmito a todos vós estes desejos e estas reflexões junto a minha
cordial saudação para que, através de vossas pessoas, possam ser
transmitidos a vossas igrejas e comunidades eclesiais.


[Inglês]
Dirijo-me agora a vós, queridos irmãos de diversas tradições
religiosas, e vos agradeço sinceramente por vossa presença na solene
inauguração de meu pontificado. Saúdo-vos cordialmente e aqueles que
pertencem às religiões que representais. Estou particularmente
agradecido pela presença entre vós de membros da comunidade muçulmana
e expresso meu apreço pelo crescimento do diálogo entre muçulmanos e
cristãos, tanto no âmbito local como no internacional. Asseguro-vos
que a Igreja quer seguir construindo pontes de amizade com os
seguidores de todas as religiões para buscar o bem verdadeiro de
todas as pessoas e da sociedade inteira.

O mundo em que vivemos está com freqüência caracterizado por
conflitos, violência e guerra, mas anseia ardentemente a paz, a paz
que sobretudo é um dom de Deus, a paz pela qual temos de rezar
incessantemente. Agora, a paz é também uma tarefa na qual devem
comprometer-se todos os povos, especialmente os que professam sua
pertença às religiões tradicionais. Nossos esforços para superar as
diferenças e fomentar o diálogo são uma valiosa contribuição para
construir a paz sobre fundamentos sólidos.

O Papa João Paulo II, meu venerado predecessor, escreveu ao início do
novo milênio que «o nome do único Deus tem de ser cada vez mais, como
já é por si só, um nome de paz e um imperativo de paz» («Novo
Millennio Ineunte», 55). Por este motivo, é um dever comprometer-se
em um autêntico e sincero diálogo, construído no respeito da
dignidade de toda pessoa humana, criada, como cremos firmemente os
cristãos, à imagem e semelhança de Deus (Cf. Gênesis 1, 26-27).

[Italiano]
Ao início de meu pontificado, dirijo a todos vós e aos crentes das
tradições religiosas aqui representadas, assim como a todos os que
buscam com coração sincero a Verdade, um intenso convite a converter-
nos juntos em artífices de paz, em um recíproco compromisso de
compreensão, de respeito e de amor.


7 - IGREJA ORTODOXA CONDICIONA VISITA DE BENTO XVI À RÚSSIA

Moscou, 25 abr (Rádio Vaticano) - O Patriarca da Igreja Ortodoxa
russa, Aleksej II, afirmou nesta segunda-feira, que a visita do Papa
Bento XVI à Rússia só será possível quando forem solucionados os
problemas que a separam da Santa Sé.
"Uma visita pura e simples não é possível, e também não haverá um
mero encontro diante das câmaras de televisão" _ afirmou o Patriarca
ortodoxo, em declarações à imprensa.
Aleksej II disse que seu encontro com o Papa Bento XVI em Moscou deve
ser a lógica continuação de uma melhora nas relações entre as duas
Igrejas, ou seja, "a revisão dos problemas que atualmente preocupam a
Igreja Ortodoxa russa".

Ao enumerar esses problemas, Aleksej II lembrou que são os mesmos
apresentados pelos ortodoxos russos a João Paulo II e que têm como
tema central o "proselitismo" ou expansão do catolicismo no
território russo.
A Igreja Ortodoxa russa também acredita que a normalização das
relações entre as duas Igrejas não será possível enquanto a Santa Sé
estiver empenhada na propagação da Igreja Católica de rito grego nas
repúblicas eslavas, especialmente na Ucrânia, onde surgiram sérias
disputas.
A Igreja Católica de rito oriental ou grego nasceu em 1595, da União
de Brest, e representou o regresso à Igreja Católica, da Igreja
Rutena, à qual pertenciam os atuais ucranianos e bielo-russos.
Em 1946, o regime de Stalin dissolveu os católicos de rito grego e
entregou todos os seus bens ao Patriarcado Ortodoxo de Moscou.
Durante 45 anos, esses católicos viveram na clandestinidade, até que
em 1990, as autoridades de Moscou os tornaram legais novamente e
aprovaram uma lei para a restituição dos bens confiscados.
Ao comentar as possibilidades de uma aproximação entre a Igreja
Ortodoxa russa e a Santa Sé, sob o pontificado de Bento XVI, Aleksej
II lembrou que, em suas primeiras declarações, o novo Papa falou em
ampliar o diálogo com outras crenças. "Não sabemos, todavia, se ele
se referia à Igreja Ortodoxa, mas com o tempo saberemos" _ ressaltou.
(MZ)


8 - Igreja Ortodoxa condiciona visita de Bento XVI à Rússia

Moscou 25 abr (EFE).- O Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa Alexei II
afirmou nesta segunda-feira que a visita do papa Bento XVI à Rússia
só será possível quando solucionarem os problemas que separam o
Vaticano desta seita, majoritária no país eslavo.
"Uma visita por visitar não é possível, e também não haverá um mero
encontro diante das câmaras de televisão", afirmou o chefe da Igreja
Ortodoxa no país em declarações à imprensa.

Alexei II disse que seu encontro com o papa Bento XVI em Moscou deve
ser a lógica continuação de uma melhoria das relações entre as duas
religiões, "ou seja, a revisão dos problemas que atualmente preocupam
a Igreja Ortodoxa Russa".

Ao enumerar estes problemas, Alexei II lembrou que são os mesmos que
os ortodoxos russos apresentaram a João Paulo II e que têm como tema
central o "proselitismo" ou expansão do catolicismo no território
russo.

A Igreja Ortodoxa Russa também acredita que a normalização das
relações entre as duas religiões não será possível enquanto o
Vaticano estiver empenhado na propagação da Igreja Católica do rito
grego nas repúblicas eslavas, especialmente na Ucrânia, onde surgiram
sérias disputas.

A igreja católica de rito oriental ou grego nasceu em 1595 da União
de Brest, e representou o regresso à Igreja Católica da Igreja
Rutena, à qual pertenciam os atuais ucranianos e bielo-russos.

Em 1946, o regime de Stalin dissolveu os católicos de rito grego e
entregou todos os seus bens ao Patriarcado Ortodoxo de Moscou.

Durante 45 anos estes católicos viveram na clandestinidade, até que
em 1990 as autoridades de Moscou os tornaram legais novamente e
aprovaram uma lei para a restituição dos bens confiscados.

Ao comentar as possibilidades de uma aproximação entre a Igreja
Ortodoxa Russa e o Vaticano com Bento XVI, Alexei II lembrou que em
suas primeiras declarações o novo papa falou em ampliar o diálogo com
outras crenças, "não sabemos se se referia à Igreja Ortodoxa, mas com
o tempo saberemos", ressaltou.

Ao mesmo tempo, o hierarca ortodoxo acrescentou que certas posturas
do novo Pontífice, como sua condenação ao casamento entre
homossexuais e o sacerdócio entre as mulheres facilitarão a
aproximação das duas igrejas.

"Estes assuntos também são inadmissíveis para nós", ressaltou o
patriarca russo. EFE


9 - PAPA INSISTE EM DESENVOLVER A COOPERAÇÃO COM ORTODOXOS RUSSOS

MOSCOU, 26 (ANSA) - O papa Bento XVI insistiu sobre a necessidade de
desenvolver a cooperação com o mundo ortodoxo russo, quando ontem
recebeu no Vaticano o Metropolita Kirill, o número dois do
Patriarcado de Moscou.
Foi informado hoje em Moscou pelo escritório de imprensa do
Patriarcado, segundo o qual, o novo Papa manifestou a convicção de
que as duas igrejas devem difundir juntas "os valores comuns cristãos
na vida da Europa moderna".
O Pontífice ressaltou a importância de "superar as dificuldades
existentes nas relações entre o Vaticano e a Igreja ortodoxa russa".
Bento XVI destacou ainda a importância da "tradição teológica e
litúrgica da ortodoxia oriental e expressou seu respeito pela missão
pastoral da Igreja ortodoxa russa".
Por sua parte, o Metropolita Krill transmitiu ao novo Pontífice as
saudações do patriarca de Moscou Aléxis II por sua eleição.
"Entre a Igreja ortodoxa russa e o Vaticano foram estabelecidas as
bases para relações muito boas", declarou hoje em Roma o Metropolita
Krill à agência Itar-Tass.
"Entre as duas partes existe a disponibilidade para desenvolver o
diálogo", acrescentou.
26/04/2005


10 - RÚSSIA: ALEXIS II DISPOSTO A SE REUNIR COM BENTO XVI

MOSCOU, 27 ABR (ANSA) - O patriarca de Moscou, Alexis II, está
disposto a permitir uma visita de Bento XVI à Rússia se o novo
Pontífice mostrar "força de vontade, inteligência e tato" com a
Igreja ortodoxa russa, permitindo assim que as atuais diferenças
sejam superadas.
"Minha reunião com o novo representante da Igreja Católica Romana
dependerá de sua aproximação com a Igreja Ortodoxa Russa, de quanta
força de vontade, inteligência e tato manifestar para resolver os
problemas existentes nas relações entre as duas Igrejas", disse
Alexis II em uma entrevista publicada hoje pelo periódico Kommersant.
"Nossa reunião, se ocorrer, deverá mostrar à comunidade cristã e ao
mundo todo que nossas relações mudaram para melhor, que as
dificuldades dos últimos anos foram superadas", acrescentou o
patriarca russo.
Alexis II, que impediu o falecido João Paulo II de realizar uma
visita à Rússia, elogiou o novo Papa por seu "grande intelecto" e
pela defesa que faz dos "valores cristãos tradicionais".
"Todo o mundo cristão, inclusive o ortodoxo, respeita o novo Papa.
Sem dúvida existem diferenças teológicas", concluiu. (ANSA)
27/04/2005


11 - Igreja Ortodoxa Russa vê uma possível aproximação com Bento XVI

Por Ignacio Ortega Moscou, 27 abr (EFE).- A Igreja Ortodoxa Russa
(IOR) vê no novo papa Bento XVI um interlocutor que pode tornar
possível o início de "uma nova etapa" nas relações bilaterais, capaz
de superar as asperezas que impediram a visita de João Paulo II à
Rússia.

"Nestes momentos se dão todas as condições para a solução dos
problemas que nos separaram nos últimos anos", declarou nesta quarta-
feira Kiril, chefe do departamento de Relações Exteriores da Igreja
Ortodoxa, majoritária na Rússia.

Kiril, metropolita (arcebispo) de Smolensk e Kaliningrado, fez estas
declarações ao retornar de Roma, onde se reuniu com o novo Pontífice,
ao que conheceu pessoalmente há três décadas.

O representante da IOR revelou que o tom das conversas com o novo
papa, que substituiu João Paulo II, foi "positivo" e louvou
a "altura" intelectual em termos teológicos do novo pontífice.

"Nossa conversa sugere que Bento XVI está disposto a fazer tudo para
garantir a solução de nossos problemas no menor tempo possível e
evitar que surjam outros", acrescentou.

Segundo seu testemunho, as posturas do novo papa e da IOR coincidem
na importância de "manter os valores cristãos na Europa unificada".

O papa compartilhou a necessidade de ambas as igrejas cooperarem para
defender os valores cristãos na Europa, assim como sustentou em seu
discurso ecumênico.

No entanto, a possível visita de Bento XVI à Rússia não chegou a ser
abordada, por ser considerada por ambas as partes algo
ainda "prematuro".

O Patriarca da IOR, Alexis II, descartou nesta semana a possibilidade
de uma visita de Bento XVI à Rússia sem que sejam solucionados antes
os problemas que afetam as relações entre ambos desde o Pontificado
anterior.

"A visita deveria vir acompanhada de melhoras substanciais, por isso
antes deveremos revisar os problemas que preocupam nossa Igreja",
insistiu.

Alexis II aludiu ao "proselitismo agressivo" que, segundo ele, a
Igreja católica pratica em território russo e de outros países
eslavos, a expansão em direção ao leste europeu da Igreja católica de
rito oriental (nascida em 1595) e a situação desigual de católicos e
ortodoxos no oeste da Ucrânia.

Estes assuntos impediram a esperada visita à Rússia de João Paulo II,
que foi convidado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e por seu
antecessor, Boris Yeltsin.

Para que a visita aconteça, Alexis II tem que expedir um convite
formal ao papa, algo que jamais ocorreu com o pontífice anterior.

Apesar das "desavenças" e de Bento XVI "ter acabado de ser eleito"
Pontífice, Alexis II acha que o rótulo de "conservador" augura uma
boa sintonia em assuntos de moral religiosa.

"Acho que poderemos encontrar tarefas e objetivos comuns. O papa
romano se manifestou radicalmente contra o casamento homossexual e o
sacerdócio feminino", assinalou.

O núncio católico da Rússia, Antonio Mennini, manifestou nesta semana
que é o desejo e o dever "premente" de Bento XVI "restabelecer a
unidade de todos os seguidores de Cristo".

"Tenho certeza de que Sua Santidade fará tudo o que puder e sua
consciência lhe aconselhar para aumentar a confiança mútua e a
cooperação entre ambas as igrejas", acrescentou.

O papa anterior, de origem polonesa, transformou-se desde que assumiu
o cargo em 1978 em um dos principais opositores do comunismo no
mundo, o que lhe rendeu a hostilidade de alguns círculos na União
Soviética e, depois, na Rússia.

Críticos com seu antecessor, representantes ortodoxos classificaram
Bento XVI como "um homem sábio e forte, um intelectual de alto nível.
Um homem responsável e capaz de manter um diálogo com a Igreja
ortodoxa".

Ao contrário de países como China, que também não foi visitado pelo
anterior papa, a Rússia mantém relações diplomáticas com o Vaticano.
EFE


12 - PATRIARCA ORTODOXO DE MOSCOU RETICENTE EM RELAÇÃO A UMA
APROXIMAÇÃO AO PAPA

Moscou, 28 abr (Rádio Vaticano) - O Patriarca ortodoxo de Moscou e de
todas as Rússias, Aleksej II, manifestou suas reservas, ontem, quanto
a uma possível visita do Papa Bento XVI à Rússia. Ele disse que
estaria disposto a aceitar tal visita, somente se o Pontífice
demonstrasse "força de vontade, sabedoria e tato" na resolução dos
problemas entre as duas Igrejas.
"Qualquer encontro entre nós dois deve mostrar à comunidade cristã e
ao mundo inteiro que nossas relações mudaram para melhor, e que foram
superadas as dificuldades dos últimos anos" _ explicou o líder da
Igreja Ortodoxa da Rússia em entrevista ao jornal "Kommersant".
Bento XVI reafirmou a necessidade de desenvolver a cooperação com a
Igreja Ortodoxa da Rússia, ao receber em audiência, nesta segunda-
feira, no Vaticano, o Metropolita Kyrill, responsável pelo
Departamento das Relações com o Exterior, do Patriarcado Ortodoxo de
Moscou.
Segundo a Assessoria de Imprensa do Patriarcado moscovita, o Papa
manifestou-se favorável a que as duas Igrejas defendam em
conjunto "os valores cristãos comuns na vida da Europa moderna".
Aleksej II sempre se opôs a uma visita de João Paulo II à Rússia: um
desejo longamente acalentado pelo Papa Wojtyla. O Patriarca ortodoxo
tem insistido na tese do "proselitismo católico" na Rússia e nas
outras onze repúblicas da ex-União Soviética. (WM)


13 - Patriarca Ortodoxo de Moscovo renitente em relação a uma
aproximação ao Papa

Agência Ecclesia 27/04/05

O Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexis II, mostrou-se hoje renitente
em relação a uma possível aproximação com a Igreja Católica,
explicando que apenas estaria pronto a dar "luz verde" a uma visita
de Bento XVI à Rússia se o Papa "mostrar força de vontade, sabedoria
e tacto" nos problemas entre as duas Igrejas.
"Qualquer encontro entre nós os dois, a acontecer, deve mostrar à
comunidade cristã e ao mundo inteiro que as nossas relações mudaram
para melhor e que foram superadas as dificuldades dos últimos anos",
explicou o líder da Igreja Ortodoxa da Rússia em entrevista ao
jornal "Kommersant".
Bento XVI reafirmou a necessidade de desenvolver a cooperação com a
Igreja Ortodoxa da Rússia ao receber esta segunda-feira no Vaticano o
metropolita Kyrill, responsável pelo Departamento das Relações com o
Exterior do Patriarcado Ortodoxo de Moscovo. Segundo o departamento
de comunicação do Patriarcado moscovita, o Papa manifestou-se
favorável a que as duas Igrejas defendam em conjunto "os valores
cristãos comuns na vida da Europa moderna".
Alexis II opôs-se sempre a uma visita de João Paulo II à Rússia, algo
que o Papa polaco desejava profundamente fazer. O Patriarca Ortodoxo
tem insistido na tese de "proselitismo católico" na Rússia e nas
outras onze repúblicas da ex-União Soviética.
Acusando católicos e protestantes de proselitismo, Alexis II pretende
que o Cristianismo na Rússia seja sinónimo exclusivo de Igreja
Ortodoxa. A acusação de proselitismo, de facto, apenas deveria ser
aplicado a casos de conversão forçada ou recrutamento de fiéis
através de fraude ou engano, o que não se aplica ao presente caso.

Octávio Carmo


14 - CAUTELA DAS IGREJAS ORTODOXAS AO SAUDAREM A ELEIÇÃO DE BENTO XVI

Moscou, 21 abr (Rádio Vaticano) - As Igrejas Ortodoxas reagiram com
cautela, ontem, à eleição do Cardeal Joseph Ratzinger como novo Papa,
pedindo que a Santa Sé dê continuidade ao diálogo, após a tensão das
relações durante o pontificado de João Paulo II.

O Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Aleksej II,
auspiciou "um diálogo frutífero", apesar de, após o desmoronamento da
União Soviética, a relação entre ortodoxos russos e católicos ter-se
tornado muito difícil.
O Patriarca de Constantinopla, autoridade espiritual mais importante
da Igreja Ortodoxa, convidou o novo Papa a dar prosseguimento ao
diálogo entre as Igrejas cristãs iniciado por João Paulo II.
A Igreja Ortodoxa sérvia, que teve uma relação tensa com a Santa Sé,
durante o pontificado de João Paulo II, também destacou a necessidade
de diálogo.
Na Romênia, primeiro país majoritariamente ortodoxo visitado por João
Paulo II, a Igreja também destacou a necessidade de diálogo. O porta-
voz do Patriarcado de Bucareste, Constantin Stoica, destacou que o
novo Papa tem "amplos conhecimentos sobre as Igrejas Orientais".
A Igreja Ortodoxa da Bélgica distinguiu-se pela reserva, citando o
medo de que o debate ecumênico termine após a eleição do Cardeal
Ratzinger à cátedra de Pedro.
Na Grécia, país 98% ortodoxo, a Igreja não é separada do Estado e
ainda não reagiu à eleição de Ratzinger. Muito rancorosa com o
papado, a Igreja Ortodoxa grega havia iniciado um degelo nas relações
com o Vaticano, com a visita histórica de João Paulo II a Atenas, em
maio de 2001. (SP)


15 - Representante ortodoxo crê que Bento XVI poderá ser o Papa da
unidade
Mensagem enviada a Zenit pelo bispo Hilarion Alfeyev

VIENA,quinta-feira, 21 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- O bispo
Hilarion Alfeyev, representante da Igreja ortodoxa russa ante as
Instituições Européias, considera, em uma mensagem enviada a Zenit,
que o Papa Joseph Ratzinger poderá ser o Papa da unidade.

«Talvez seja Bento XVI que cumpra com a histórica missão de unir
católicos e ortodoxos em defesa do cristianismo ante o desafio do
secularismo militante», reconhece.

O bispo de Viena e da Áustria havia pronunciado na tarde da eleição
do novo Papa uma conferência na Universidade Católica de Friburgo, na
Suíça, na qual começou com uma colocação contra o relativismo.

Em sua intervenção, insistiu «na necessidade de que católicos e
ortodoxos na Europa formem uma frente comum e criem uma aliança pan-
européia do cristianismo tradicional para defender os valores
espirituais.

Sua surpresa foi enorme ao saber que o escolhido, o cardeal Joseph
Ratzinger, é precisamente um defensor destas idéias.

Pessoalmente, a primeira coisa que este bispo ortodoxo espera é «que
a Igreja Católica siga preservando seu ensinamento tradicional
doutrinal e moral sem render-se às pressões de grupos progressistas
que pedem a ordenação das mulheres, a aprovação dos assim chamados
matrimônios homossexuais, o aborto, a anticoncepção, eutanásia,
etc.».

«Em segundo lugar --explica a Zenit--, espero que o novo pontificado
se caracterize por um grande avanço nas relações entre a Igreja
católica e as Igrejas ortodoxas russas e que aconteça o encontro do
Papa de Roma com o Patriarca de Moscou».

No patamar teológico, o bispo ortodoxo russo desejaria que se
debatessem temas com os católicos acerca do «uniatismo» --os
católicos de rito oriental que vivem em terras de maioria ortodoxa
fiéis a Roma-- «o primado [do Papa] e outras questões teológicas e
eclesiológicas que ainda nos dividem».

Por sua parte, o patriarca Alexis II de Moscou e de todas as Rússias
enviou uma mensagem a Bento XVI para felicitar-lhe e espera que em
seu pontificado «experimente um desenvolvimento nas relações
amistosas entre nossas Igrejas e um fecundo diálogo entre ortodoxos e
católicos».

«Creio que é uma das tarefas mais cruciais da cristandade --
acrescenta--. Nossas Igrejas, com sua autoridade e influência, devem
unir seus esforços para pregar os valores cristãos à humanidade
moderna. O mundo secular, ao perder seus pontos de referência
espirituais, experimenta uma necessidade sem precedentes de nosso
testemunho comum. Desejo que o serviço de Sua Santidade contribua a
cumprir esta tarefa».


16 - REPRESENTANTES DE TODAS AS IGREJAS CRISTÃS ESTARÃO PRESENTES NA
SANTA MISSA DE INAUGURAÇÃO DO PONTIFICADO DE BENTO XVI

Cidade do Vaticano, 23 abr (Rádio Vaticano) - O Metropolita de
Smolensk, Kirill _ número dois do Patriarcado de Moscou _
representará a Igreja Ortodoxa russa na santa missa de inauguração do
pontificado de Bento XVI.
O Patriarcado ecumênico de Constantinopla será representado, por sua
vez, pelo Metropolita de Éfeso, Chrysostomos, e por Gennadios,
Arcebispo da Itália e de Malta.

O Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos
divulgou o rol das delegações cristãs que estarão presentes amanhã,
na Praça São Pedro: do Patriarcado greco-ortodoxo de Alexandria e de
toda a África à Igreja Ortodoxa ucraniana; do Patriarcado Ortodoxo da
Romênia à Igreja Ortodoxa da Bulgária, além das delegações da Igreja
Ortodoxa da Albânia e da Igreja Ortodoxa na América, entre outras.
A Comunhão Anglicana será representada no mais alto nível, pelo
Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams.
Além disso, também estarão presentes delegações da Federação Luterana
Mundial, do Conselho Metodista Mundial, da Aliança Mundial das
Igrejas Reformadas, da Igreja Pentecostal e do Exército da Salvação,
entre outros. O Conselho Mundial das Igrejas e a Conferência das
Igrejas Européias também se farão presentes, com suas delegações. (AF)


17 - COMISSÃO PALESTINA CONDENA VENDA DE IMÓVEIS DO PATRIARCADO GRECO-
ORTODOXO EM JERUSALÉM LESTE

Jerusalém, 28 abr (Rádio Vaticano) - Uma comissão palestina
responsabilizou o líder máximo da Igreja Greco-ortodoxa, o Patriarca
Irineus I, de autorizar a venda a cidadãos israelenses, de bens
imóveis no valor de 130 milhões de dólares, em Jerusalém Leste.
A imprensa israelense informa que o Patriarca ortodoxo autorizou o
monge Papadamos a formalizar a venda de vários imóveis do
Patriarcado.
Entre os edifícios vendidos, se encontra o centenário Hotel Imperial,
construído no século XIX, para receber os peregrinos gregos em visita
à Terra Santa.
O Patriarcado também cedeu a empresários israelenses, dez
estabelecimentos comerciais em Jerusalém Leste, território onde a
Autoridade Nacional Palestina espera estabelecer a capital do futuro
Estado independente. (WM)


18 - BISPOS E ARQUIMANDRITAS GRECO-ORTODOXOS QUEREM DESTITUIR O
PATRIARCA IRINEU I

Jerusalém, 05 mai (Rádio Vaticano) - 38 dignitários consideram o
Patriarca greco-ortodoxo, Irineu I "persona non grata" à Igreja.
13 bispos e 25 arquimandritas greco-ortodoxos decidiram hoje,
considerar "persona non grata" à Igreja, o Patriarca Irineu I, devido
a uma controvertida venda de imóveis em Jerusalém, a investidores
judeus.
Num comunicado publicado em Jerusalém, os 38 dignitários anunciaram a
sua decisão de "destituir Irineu I de suas funções de Patriarca greco-
ortodoxo na Terra Santa, de não tratar mais com ele, e de considerá-
lo como persona não grata à Igreja".
Os 13 bispos signatários do documento são membros do Santo Sínodo da
Igreja Greco-ortodoxa, integrado por 17 membros _ explicou Dimitri
Diliani, chefe da Coalizão Cristã Leiga, um grupo nacionalista de
cristãos palestinos.
Uma decisão formal de revogar o Patriarca só pode ser tomada pelo
Santo Sínodo em reunião plenária, mas Irineu I, temendo as
conseqüências, não quer convocar essa instância, segundo Diliani.
32 dos signatários do comunicado de hoje, são dignitários gregos e os
restantes são palestinos.
A imprensa israelense destacou em março passado, a venda, por parte
do Patriarcado greco-ortodoxo a investidores judeus, de dois prédios
nos quais estão instalados hotéis, perto da porta de Jaffa, em
Jerusalém Leste, anexada por Israel depois da Guerra dos Seis Dias,
de junho de 1967.
Essa transação suscitou a cólera dos palestinos e, em particular, dos
fiéis de rito cristão-ortodoxo. O governo grego apelou
implicitamente, em 30 de março, pela retirada do Patriarca, uma
demissão já reclamada pela Autoridade Palestina. (PL)


19 - Polícia enfrenta palestinos em protesto por terreno

Reuters - 29 de abril de 2005

Vários manifestantes palestinos e um policial israelense ficaram
feridos hoje durante um protesto contra um patriarca da Igreja
Ortodoxa Grega perto do local mais sagrado para os cristãos em
Jerusalém, segundo policiais e religiosos.
Portando bandeiras palestinas, cerca de 500 manifestantes se
aproximaram da igreja do Santo Sepulcro (o local onde Jesus teria
sido sepultado e depois ressuscitado) para protestar contra o
patriarca Irineos I, acusado pela imprensa de vender um terreno da
Igreja Ortodoxa Grega em Jerusalém a judeus.
Irineos, que nega as acusações, celebrava a missa de sexta-feira
dentro da igreja, segundo Marwan Toubasi, presidente do Conselho
Ortodoxo Grego nos territórios palestinos.
A polícia israelense tentou dispersar a passeata para que ela não
chegasse à igreja, o que provocou os confrontos que feriram 15
pessoas, segundo Toubasi. Ele disse ter ouvido dos manifestantes que
a polícia usou cassetetes para agredi-los. A polícia disse que um
agente ficou ferido e que quatro manifestantes foram detidos para
interrogatórios.
A notícia da suposta venda do terreno da Igreja Ortodoxa aos judeus
irritou os palestinos, que vêem esse tipo de transação como uma
tentativa de Israel de assumir o controle sobre áreas da parte leste
de Jerusalém, habitada por árabes e reivindicada como capital do
eventual Estado palestino.
A Igreja Ortodoxa Grega, que é chefiada por clérigos gregos, é dona
de milhares de metros quadrados em Jerusalém.


20 - Protesto tumultua ritual de Páscoa da Igreja Ortodoxa em
Jerusalém

da Folha Online 30/04/2005

Um protesto de cristãos gregos e romenos provocou tumulto neste
sábado nos arredores da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, onde
milhares de peregrinos acompanhavam a celebração do ritual da Páscoa
da Igreja Ortodoxa.

Os fiéis protestavam contra o patriarca da Igreja Ortodoxa na Terra
Santa, Irineos 1º, a quem acusam de ter vendido propriedades da
igreja para empresários judeus americanos.

Há um mês, palestinos cristãos provocaram tumulto durante as
celebrações da Sexta-Feira Santa na cidade velha de Jerusalém, na
primeira vez em que peregrinos lotaram o local após quatro anos de
temor devido à situação de segurança.

Carregando cartazes e aos gritos, eles protestaram também contra o
patriarca da Igreja Ortodoxa.

A suposta venda de imóveis na cidade antiga foi revelada no mês
passado pela imprensa israelense. O patriarca negou a venda em
comunicado, mas o caso irritou os palestinos, que desejam ter
Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado.

No local onde fica o Santo Sepulcro, segundo a tradição cristã, Jesus
foi crucificado e sepultado.

Com agências internacionais


21 - Centenas de policias vigiam Jerusalém no final da Páscoa
ortodoxa

Jerusalém, 29 abr (EFE).- Centenas de policiais estão hoje, sexta-
feira, na cidade velha de Jerusalém por medo de distúrbios amanhã
durante o "Sábado da Luz" da Páscoa ortodoxa, na basílica do Santo
Sepulcro.

Uma transação imobiliária feita pelo Patriarca da Igreja Greco-
ortodoxa, Irineos I, que amanhã realizará uma solene cerimônia na
Basílica, suscitou indignados protestos dos palestinos, que o
responsabilizam pela venda a investidores israelenses de dois
edifícios na antiga Jerusalém.

Nesse setor de Jerusalém, onde ficam os principais santuários judeus,
cristãos e muçulmanos, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) deseja
instalar a capital de um futuro Estado.

O jornal israelense Maariv, que revelou a existência da operação há
algumas semanas, dá a conhecer hoje os termos do contrato, que
outorga aos compradores a posse dos bens por 198 anos.

A operação se refere a dois hotéis -o Imperial e o Petra- construídos
em terras da Igreja junto à porta de Yafa, e de dez locais de
comércio pela soma de 130 milhões de dólares.

Irineos I negou categoricamente ter autorizado a venda desses bens,
parte das ingentes propriedades da Igreja Ortodoxa na Terra Santa há
séculos, mas uma comissão investigadora da ANP afirma que um um monge
o fez em seu nome.

O contrato, informa o jornal de Tel Aviv, foi assinado em 16 de
agosto do ano passado entre o apoderado legal do Patriarcado de
Irineo I, o monge Nikolas Papadimos.

A maioria dos paroquianos da Igreja Grega, que possui 22% das terras
e instalações na cidade antiga de Jerusalém, são membros da
comunidade palestina.

A ANP, que responsabiliza o patriarca Irineos, exigiu esta semana a
constituição de uma comissão mista com representantes da Jordânia,
que faz parte da Terra Santa, para investigar a transação que,
aparentemente, cumpre com as exigências legais. EFE


22 - Patriarca grego ortodoxo de Jerusalém destituído por corrupção

JERUSALÉM, 7 mai (AFP) - O patriarca Irineu I, líder da Igreja grega
ortodoxa em Jerusalém, foi oficialmente afastado do cargo por
suspeitas de corrupção, anunciou neste sábado um representante do
patriarcado.

"O processo de afastamento de Irineu I foi concluído", declarou Aris
Tarchos, secretário do patriarcado, em entrevista coletiva.

Irineu I, 65 anos, havia sido informado na sexta-feira de sua
destituição. Os dois terços dos membros do Santo Sínodo assinaram um
documento em virtude do qual aprovaram a medida.

O afastamento se deve às revelações da imprensa israelense de março
passado, segundo as quais Irineu I vendeu a investidores judeus por
vários milhões de dólares dois hotéis da parte leste de Jerusalém que
pertenciam à Igreja.

Irineu I nega as acusações.


23 - PATRIARCA ORTODOXO GREGO DE JERUSALÉM DESTITUÍDO DE SEU CARGO
POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

Jerusalém, 08 mai (Rádio Vaticano) - O Patriarca Irineu I, líder da
Igreja Ortodoxa grega em Jerusalém, foi oficialmente afastado do
cargo, por suspeitas de corrupção, anunciou ontem, sábado, um
representante do Patriarcado.
"O processo de afastamento de Irineu I foi concluído" _ declarou Aris
Tarchos, Secretário do Patriarcado, em entrevista coletiva.
Irineu I, de 65 anos de idade, havia sido informado na sexta-feira,
de sua destituição. Dois terços dos membros do Santo Sínodo assinaram
um documento com o qual aprovaram a medida.
O afastamento se deve às revelações da imprensa israelense, em março
passado, segundo as quais Irineu I teria vendido a investidores
judeus, por vários milhões de dólares, dois hotéis localizados em
Jerusalém Leste, pertencentes ao patrimônio da Igreja Ortodoxa grega.
O Patriarca rejeita as acusações. (SP)


24 - Novo patriarca greco-ortodoxo será eleito na próxima semana

Agência EFE 07/05/05

A Igreja greco-ortodoxa em Jerusalém elegerá seu novo Patriarca na
próxima semana após a destituição ontem, sexta-feira, de Irineos I
por uma suposta venda de terras a investidores judeus, disseram
fontes eclesiásticas.

O Sínodo, formado por 18 bispos, destituiu seu máximo guia na Terra
Santa após o escândalo sobre a suposta venda de terrenos dentro da
cidadela antiga de Jerusalém a investidores judeus.

Após a decisão adotada ontem, Irineos desapareceu por algumas horas e
só voltou de madrugada ao Patriarcado greco-ortodoxo com a ajuda da
Polícia.

Irineos foi acusado há algumas semanas de vender a um grupo de
investidores judeus por um prazo de 198 anos uma série de terrenos, e
entre essas propriedades dois imóveis junto à famosa porta de Jafa,
um dos principais acessos à cidade velha.

A suposta venda, nunca provada e que foi desmentida ontem pelo
patriarca no Sínodo, gerou os protestos do restante das Igrejas na
Terra Santa e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que temem que
estenda o exemplo e as propriedades dentro da cidadela passem pouco a
pouco para mãos de judeus.

A população local palestina também expressou seu repúdio a Irineos
mediante manifestações junto ao Santo Sepulcro, enquanto os líderes
da Igreja ortodoxa na Grécia e do governo de Atenas abriram uma
investigação para esclarecer o escândalo.

A Igreja greco-ortodoxa é a maior proprietária de terras na região de
Jerusalém e em outros importantes locais da Terra Santa, o que lhe
outorga um imenso poder em uma cidade disputada por israelenses e
palestinos.

As primeiras sanções contra Irienos aconteceram na quinta-feira
passada quando seus próprios subordinados, entre eles 13 bispos e 25
arquimandritas, decidiram boicotá-lo por suspeitas de corrupção.

O boicote estava destinado a convencer Irineos a apresentar sua
demissão, mas após sua reticência de renunciar a seu cargo, foi
convocado o Sínodo na sexta-feira e ele foi destituído.


25 - MUNDO ORTODOXO CELEBRA A PÁSCOA NESTE PRÓXIMO DOMINGO

Moscou, 30 abr (Rádio Vaticano) - O mundo ortodoxo celebrará amanhã a
solenidade da Páscoa, que o Cristianismo ocidental celebrou no dia 27
de março.
A Páscoa é a primeira festa cristã em importância e antigüidade: de
fato, já no Concílio de Nicéia, no ano 325, havia prescrições sobre o
prazo no qual se devia celebrar a Páscoa, segundo os cálculos
astronômicos (primeiro domingo depois da lua cheia que se segue o
equinócio da primavera): de 22 de março a 25 de abril. Essas datas
têm como referência, entre nós, o chamado "calendário gregoriano",
introduzido em 1582, pelo Papa Gregório XIII.
As Igrejas de rito bizantino, para a celebração da Páscoa, seguem até
hoje o "calendário juliano", que apresenta um atraso de 13 dias em
relação ao nosso calendário civil.
Os ortodoxos seguem, contudo, outra indicação do Concílio de Nicéia:
a Páscoa cristã nunca poderia ser celebrada antes da judaica
(Pessach, passagem), que este ano foi celebrada no dia 23 de abril.
A celebração da Páscoa, por parte dos cristãos, no mesmo dia, tem
sido uma aspiração de vários líderes, ao longo dos séculos, mas só
caprichos do calendário, como aconteceu em 2004, o tem permitido:
prevê-se que no século XXI essa coincidência ocorra por 31 vezes.
Na sua mensagem de Páscoa, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla,
Bartolomeu I, condena "os terroristas, que matam para obrigar
populações e governos a aceitar suas exigências" e as ideologias que
matam para "facilitar a hegemonia das suas idéias". (MZ)


26 - CRISTÃOS LOTAM O SANTO SEPULCRO, PARA ASSISTIR AO RITUAL
DO "FOGO SAGRADO"

Jerusalém, 30 abr (Rádio Vaticano) - Milhares de cristãos, na maioria
greco-ortodoxos e armênios, lotaram hoje, a Igreja do Santo Sepulcro,
em Jerusalém, para assistir ao tradicional ritual do "fogo sagrado"
(*).
Dezenas de policias israelenses foram à Cidade Velha de Jerusalém e
às áreas próximas ao Santo Sepulcro, para impedir tumultos e
superlotação do lugar sagrado.
Antes do ritual, o Patriarca greco-ortodoxo, Ireneu I, foi novamente
contestado por alguns fiéis ortodoxos, que o acusam de ter vendido
alguns imóveis do Patriarcado a negociantes judeus. A venda também
foi criticada por dirigentes da Autoridade Nacional Palestina.

O líder ortodoxo rebateu as críticas negando a venda dos imóveis e
afirmando que se tratava de uma notícia infundada, veiculada por
alguns meios de comunicação. (WM)
(*) Há mais de 1.200 anos, o ritual do "fogo sagrado" vem sendo
realizado em Jerusalém, na época da Páscoa, com uma chama que
aparece "milagrosamente" no escuro sepulcro de Jesus, simbolizando a
ressurreição.
A "luz divina" surge e é usada para acender uma grande quantidade de
velas sustentadas por milhares de peregrinos que se enfileiram ao
redor da Igreja do Santo Sepulcro e nas estreitas ruas que conduzem à
Cidade Velha.
Em séculos passados, o "fogo sagrado" era carregado de Jerusalém e
percorria todo o mundo ortodoxo. Ia até Odessa através do Mar Negro e
daí era utilizado para acender lamparinas votivas na Rússia. Ia até
Damasco, no lombo de uma mula, acompanhando os passos de São Paulo, e
chegava aos Coptas, no Egito, conduzido por caravanas de camelos.
Na verdade, não há nada de milagroso na geração desse "fogo sagrado".
A cerimônia, coordenada pelas Igrejas Ortodoxas grega e armênia,
começa com o apagar de todas as luzes do templo. A porta que conduz
ao suposto local do sepultamento e ressurreição de Jesus é fechada e
lacrada com cera. Os sacerdotes caminham ao redor do túmulo três
vezes e depois tornam a entrar nele.
Após uma tensa espera, a chama aparece, num gesto ritual, gerada
pelos sacerdotes. O fogo da chama é usado para acender velas e
tochas. Os fiéis, tomados por grande euforia, seguram e repassam
quantidades de velas e se "abençoam" reciprocamente. Aos poucos, a
Igreja é invadida pela intensa luminosidade de milhares de velas e
pela grossa fumaça do incenso.
O armênio Soukias Tchilingirian, de 53 anos, explicou que não existe
nada de "milagroso" na aparição do fogo. Ele é um dos membros da
aristocracia da comunidade armênia e tem o privilégio de conduzir a
chama até o trono do Patriarca Ortodoxo. O fogo é produzido pelos
próprios sacerdotes que administram o ritual, a partir da secular
lamparina que, teoricamente, o mantém vivo através dos tempos. É um
belo ritual que simboliza a força da fé de milhares de pessoas. (ndr)


27 - FÉRIAS DE PÁSCOA NA RÚSSIA

Pravda 03/05/05

Dia 1 de Maio foi o Dia da Páscoa para o mundo ortodoxo. No seu
discurso à nação, Presidente Vladimir Putin declarou que a Igreja
Ortodoxa da Rússia tem uma influência crescente na Rússia e que a
religião pode desempenhar um papel importante na educação das futuras
gerações.

"Neste dia alegre de Primavera, gostaria de realçar especialmente a
influência positiva da Igreja Ortodoxa Russa e outras confissões
cristãs na formação do clima espiritual e moral na sociedade russa,
na educação da geração que cresce, a solução de problemas de hoje na
área de cultura e educação", disse o Presidente.

Alexis II, patriarca de Moscovo e Toda a Rússia, disse às pessoas
para partilharem seu gáudio com os familiares e pessoas que as
rodeavam e pediu para lembrar os que viviam com necessidades. Referiu
também que daqui a poucos dias, no 9 de Maio, o mundo inteiro estaria
a celebrar a vitória sobre os Fascistas no Segundo Guerra
Mundial/Grande Guerra Patriótica.

"Que a paz reina agora nos corações deles (que sofreram) e que a sua
terceira idade seja digna", acrescentou Alexis II.

10.000 participaram numa missa na Igreja de Cristo Salvador, Moscovo
e cristãos ortodoxos celebraram a Páscoa um pouco por todo o mundo.

Em sondagens conduzidas para estudar as preferências dos cidadãos,
80% disseram que iriam celebrar, embora 57% disseram que prefeririam
celebrar o dia 1 de Maio, dia da primavera e do trabalhador. 29%
consideram o dia 1 de Maio como Feriado Oficial do Estado, enquanto
outros 26% consideram esse dia como mais um dia de folga. 37% que se
declararam ateus disseram que iriam celebrar a Páscoa.

Na Rússia, fazem-se bolos de Páscoa chamados Kulich, Pashka, uma
espécie de doce e dão-se ovos pintados coloridos, símbolo de
eternidade e fertilidade/vida.

Dmitry SUDAKOV
PRAVDA.Ru


28 - KRISTOS VOSKRESE!

Pravda - 01/05/05

Todos os anos, no Sábado da Páscoa (Ortodoxa), acontece um milagre no
Túmulo do Sepulcro Santo em Jerusalém, onde foi colocado o corpo de
Cristo o Salvador depois de ter saído da Cruz - aparece o Fogo
Sagrado.

Este fenómeno acontece todos os anos no Sábado Sagrado Ortodoxo na
câmara do túmulo - faíscas de luz aparecem na altura da oração pelo
Fogo Sagrado e acende uma fogueira. O Patriarca de Jerusalém depois
sai da câmara, com uma lâmpada iluminado pelo Fogo Sagrado e muitas
das velas nas mãos dos fiéis se acendem misteriosamente.

Estas velas são passadas de mão a mão e depois o Fogo Sagrado é
levado por avião à Catedral de Cristo Salvador em Moscovo.

Na Rússia se diz, "Cristo ressuscitou!" (Kristos Voskrese) e se
responde "Realmente ressuscitou!" na Páscoa Ortodoxa.

A Páscoa Ortodoxa é calculada do mesmo modo que a Páscoa Católica,
excepto que a data que marca o ponto de partida é diferente. Na
Igreja Católica, o Domingo da Páscoa é o Domingo a seguir à primeira
lua cheia da primavera, dia 21 de Março. Isso no calendário
gregoriano.

Mas no calendário juliano, seguido pela Igreja Ortodoxa (embora todos
os países reconheçam a contagem secular do calendário gregoriano por
motivo de convenção) dia 21 de Março corresponde ao dia 3 de Abril.
Por isso o primeiro dia de Primavera para os Ortodoxos é 3 de Abril e
o Domingo da Páscoa é o Domingo a seguir à primeira lua cheia depois
desta data.

Por isso quando a primeira lua cheia acontece depois do dia 3 de
Abril, as duas Igrejas celebram a Páscoa no mesmo dia.

Olga SELYANINA
PRAVDA.Ru


29 - Papa felicita as Igrejas orientais pela Páscoa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 2 de maio de 2005 (ZENIT.org .-
Bento XVI felicitou este domingo as Igrejas orientais, em particular
as ortodoxas, que nesse dia celebraram a Páscoa, segundo previa este
ano o calendário Juliano.

«A estes queridos irmãos nossos dirijo o tradicional anúncio de
alegria: "Christós anesti". Sim, Cristo ressuscitou, verdadeiramente
ressuscitou», afirmou o Papa.

«Desejo de coração que a celebração da Páscoa seja para eles uma
oração conjunta de fé e de louvor Àquele eu é nosso Senhor comum e
que nos chama a percorrer com decisão o caminho para a comunhão
plena», acrescentou.

O bispo de Roma dirigiu sua saudação antes de rezar pela primeira vez
o «Regina Caeli» ao meio-dia desde a janela de seu novo apartamento,
junto aos milhares de peregrinos reunidos na praça de São Pedro.

Em sua primeira mensagem de pontificado, em 20 de abril, Bento XVI
confirmou seu compromisso a favor da busca da unidade plena entre os
cristãos.

No dia 25 de abril, encontrou-se com os representantes de Igrejas
ortodoxas e de Igrejas ortodoxas orientais que haviam participado no
dia anterior na missa de início solene de seu pontificado.

Nesse encontro, explicou que o caminho «irreversível» «para a plena
comunhão querida por Jesus para seus discípulos implica uma
docilidade concreta ao que o Espírito diz às Igrejas, valentia,
doçura, firmeza e esperança para chegar até o final» (Cf. (Zenit, 25
de abril de 2005 ).

Em várias ocasiões, João Paulo II havia expressado seu desejo de que
os cristãos das diferentes confissões alcancem um acordo para
celebrar no mesmo dia a Páscoa da Ressurreição, como sinal de busca
da unidade plena.

A diferença de datas na celebração da Páscoa surgiu por ocasião da
reforma do calendário litúrgico realizada pelo Papa Gregório XIII, em
1582. Os cristãos do Oriente, em sua maioria ortodoxos, contudo,
seguem calculando a data da Páscoa segundo o antigo calendário
Juliano, estabelecido por Júlio César, no ano 46 antes de Cristo.


30 - Bento XVI: Páscoa oriental e dia de São José Operário
Intervenção antes de rezar a oração mariana do «Regina Caeli»

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 2 de maio de 2005 (ZENIT.org ).-
Publicamos a intervenção de Bento XVI antes e depois de rezar este
domingo a oração mariana do Regina Caeli.
* * *
Queridos irmãos e irmãs!
Dirijo-me a vós pela primeira vez desde esta janela, que fez familiar
a inumeráveis pessoas de todo o mundo a querida figura de meu
predecessor. Domingo após domingo, João Paulo II, fiel a um encontro
convertido em um costume entranhável, acompanhou durante mais de um
quarto de século a história da Igreja e do mundo e nós seguimos
sentindo-o mais próximo que nunca.

Meu primeiro sentimento volta a ser de gratidão a quem me apoiou
nestes dias com a oração e a quem desde todas as partes do mundo me
enviou mensagens e felicitações.

Quero saudar com particular afeto as Igrejas ortodoxas e as Igrejas
ortodoxas orientais, que precisamente neste domingo celebram a
ressurreição de Cristo. A estes queridos irmãos nossos dirijo o
tradicional anúncio de alegria: "Christós anesti!". Sim, Cristo
ressuscitou, verdadeiramente ressuscitou. Desejo de coração que a
celebração da Páscoa seja para eles uma oração conjunta de fé e de
louvor Àquele que é nosso Senhor comum e que nos chama a percorrer
com decisão o caminho para a comunhão plena.

Hoje começamos o mês de maio com uma memória sumamente querida pelo
povo cristão, a de São José Operário. Foi instituída pelo Papa Pio
XII há precisamente cinqüenta anos para sublinhar a importância do
trabalho e a presença de Cristo e da Igreja no mundo operário. É
necessário testemunhar também na sociedade atual o «Evangelho do
trabalho», do qual falava João Paulo II na encíclica «Laborem
exercens». Desejo que não falte trabalho, especialmente aos jovens, e
que as condições trabalhistas sejam cada vez mais respeitosas da
dignidade da pessoa humana.

Penso com carinho em todos os trabalhadores e saúdo os reunidos na
Praça de São Pedro, pertencentes a numerosas associações. Saúdo, em
particular, os amigos das Associações Cristãs de Trabalhadores
Italianos (ACLI), que celebram este ano o sexagésimo aniversário de
sua fundação, e lhes desejo que sigam vivendo a opção
da «fraternidade cristã» como valor que há que encarnar no campo do
trabalho e da vida social, para que a solidariedade, a justiça e a
paz sejam pilares sobre os quais se construa a unidade da família
humana.

Dirijo, por último, o pensamento a Maria, a quem está particularmente
dedicado o mês de maio. Com a palavra e, mais ainda, com o exemplo, o
Papa João Paulo II nos ensinou a contemplar Cristo com os olhos de
Maria, valorizando especialmente a oração do santo Rosário. Com o
canto do «Regina Caeli», confiamos à Virgem todas as necessidades da
Igreja e da humanidade.

[Depois do Regina Caeli]

Nestes dias, penso com freqüência em todos os povos que sofrem por
causa das guerras, enfermidades e pobreza. Em particular, hoje me
sinto próximo das queridas populações de Togo, afligidas por
dolorosas lutas internas. Imploro para todas estas nações o dom da
concórdia e da paz.


31 - PATRIARCA IGNACE IV HAZIM FALA DA NECESSIDADE DE REFORÇAR OS
VÍNCULOS COM A IGREJA CATÓLICA

Damasco, 03 mai (Rádio Vaticano) - Durante a missa pascal em Damasco,
Síria, o Patriarca greco-ortodoxo convidou os fiéis a renovarem a
confiança no futuro, e fez votos de que se chegue a um único
calendário para todos os cristãos.
"Queremos renovar e reforçar o nosso compromisso ecumênico com a
Igreja Católica, presidida pelo novo Papa, Bento XVI": com esse
propósito, o Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia, Ignace IV Hazim,
iniciou sua homilia, na santa missa por ocasião da Páscoa ortodoxa,
celebrada no domingo passado, 1º de maio.
A missa foi celebrada na Catedral Al Mariamieat em Bab Touma (Porta
de Tomé, bairro cristão de Damasco) com a participação de milhares de
fiéis e diversos representantes do governo sírio.
"Queremos acreditar verdadeiramente na ressurreição do Senhor, e
acreditamos com gestos de paz, concórdia e caridade" _ disse o
Patriarca, exortando os fiéis ao "arrependimento do coração" e a
renovar, cada um, a "confiança no futuro".
Ignace VI Hazim recordou aos presentes, a importância única do papel
de cada um, sem o qual não se pode reconstruir uma "verdadeira
identidade cristã". Além disso, o Patriarca fez votos de que haja um
acordo entre as Igrejas cristãs e se chegue a um "calendário fixo das
celebrações" que ofereça a todo o povo cristão, onde quer que resida,
a possibilidade de celebrar, num único momento, as mesmas
festividades.
O Patriarca reiterou seu desejo de manter e reforçar os laços _
iniciados pelo falecido Papa João Paulo II _ com a Igreja guiada por
Bento XVI, a quem também enviou calorosas felicitações pelo seu
pontificado.
Ao final da celebração Ignace IV Hazim pediu a intercessão de Maria,
Mãe de Deus, para que o mundo moderno seja "mais pacífico e aberto ao
diálogo e à comunicação recíproca". (MZ)


32 - Patriarca da Síria disponível para dialogar com o Papa

Agência Ecclesia 05/05/2005

O Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia assegurou a sua
disponibilidade para "renovar e reforçar o nosso compromisso
ecuménico com a Igreja Católica, presidida pelo novo Papa, Bento XVI".
Ignace IV Hazim assinalou que "queremos acreditar verdadeiramente na
ressurreição do Senhor, e acreditamos com gestos de paz, concórdia e
caridade".
Após a Igreja Ortodoxa ter celebrado a Páscoa no último Domingo, o
Patriarca fez votos de que haja um acordo entre as Igrejas cristãs e
se chegue a um "calendário fixo das celebrações" que ofereça a todos
os cristãos a possibilidade de celebrar, num único momento, as mesmas
festividades.


33 - Custódio de Terra Santa antecipa que Bento XVI será construtor
da reconciliação

ROMA, 21 Abr. 05 (ACI ).- O Custódio franciscano de Terra Santa,
Padre Pierbattista Pizzaballa OFM, assinalou que "não é só uma
esperança mas sim uma certeza: Bento XVI será um Papa construtor de
pontes, profeta de paz para Terra Santa". O Pe. Pizzaballa relatou à
agência Fides que no dia de sua eleição "de repente os sinos de todos
os santuários cristãos, católicos e ortodoxos, tocaram em festa.
Estava fora e compreendi que acontecia algo especial: era a eleição
do novo Papa. Estamos muito felizes, toda a comunidade cristã está em
festa".
Entrevistado sobre as primeiras reações da comunidade israelense, o
Custódio de Terra Santa assinalou que "certamente houve alguma
apreensão no ambiente israelense; alguns me ligaram perguntando se um
Papa alemão poderia mudar a atitude da Santa Sé para com Israel.
Respondi-lhes tranqüilizando-os: Bento XVI atuará em continuidade com
seu predecessor e também será ele artífice da paz".
"Por minha parte estou seguro de que o novo Pontífice mostrará a
atenção, a proximidade e a solicitude da Igreja e da Santa Sé para
Terra Santa. Sei que pronunciará palavras de paz e construirá pontes
de reconciliação", concluiu.


34 - RELÍQUIA DO SÉCULO XVII FOI RESTITUÍDA À IGREJA ORTODOXA

Ria Novosti 28/04/04

Boris Kaimakov, comentador da RIA "Novosti"

Esta história teve uma ampla ressonância na imprensa ainda no período
da "perestroika". O antigo soldado da Wehrmacht, Herbert Lungwitz,
devolveu então a um representante da Igreja Ortodoxa Russa uma
relíquia do século XVII - o Manto do Sarcófago do Bispo Nikita de
Novgorod. "No dia 22 de Agosto de 1941, depois de as nossas tropas
terem entrado em Novgorod, fui ver a Catedral de Sofia, - recorda
Herbert, - Naquela altura, ali encontrava-se um museeu de propaganda
ateísta. No chão, por entre os fragmentos poeirentos da cúpula,
reparei num pano aparentemente valioso e eu, sendo crente, decidi
guardá-lo. Passado algum tempo, quando fui passar férias à Alemanha,
levei também o pano, apesar de tal prática ser proibida sob a pena de
fuzilamento. Nos anos seguintes, o pano ficou guardado em minha casa
e eu não contei a história a ninguém"". À pergunta por que não
devolveu o manto antes, disse: "Não queria que fosse parar de novo a
um museu de ateísmo. Hoje, quando a Igreja Russa Ortodoxa voltou a
ressurgir e na Catedral de Sofia se realizam cultos litúrgicos, tomei
a decisão de entregar a relíquia. Por outro lado, até há algum tempo
eu não sabia nada do autêntico valor do manto". Importa realçar que
o manto, que tem grande valor artístico e religioso, foi feito nos
meados do século XVII (1664-1672). Em baixo, no canto direito tem uma
inscrição bordada "Este trabalho foi concluído no governo de Joaquim,
metropolita de Grande Novgorod e Velikie Luki". O pano, com um
bordado finíssimo, inclui uma imagem de Santo Nikita, orlado com
pérolas. Note-se que o bispo de Novgorod Nikita tinha sido canonizado
ainda no século XIII. O sarcófago com as suas relíquias encontra-se
agora numa das igrejas de Novgorod. Segundo uma lenda, quando um
soldado alemão as trespassava com a baioneta, na ferida apareceu um
líquido semelhante a sangue. Herbert Lungwitz que no fim da vida
decidiu devolver o pano compreendia que a história do manto teria
podido causar emoções diversas e contraditórias - por um lado, ele
fez bem por o ter entregado à Igreja, por outro, foi ele que o levou
para a Alemanha. "Sim, eu fui um soldado alemão, mas eu também sou
pintor. E como pintor era-me evidente que a guerra iria destruir o
manto, como acontecera a muitas outras coisas de valor. Por isso,
estou com a consciência tranquila. Sinto-me feliz por o ter feito".


35 - Sinos de templos ortodoxos russos soam no Dia da Vitória

Agência EFE 09/05/05

Os sinos de mais de 300 igrejas repicaram nesta segunda-feira em
Moscou para comemorar o 60º aniversário da vitória sobre a Alemanha
nazista na II Guerra Mundial.
Por disposição do Patriarcado de Moscou, os sinos das igrejas
ortodoxas repicaram durante meia hora a partir do meio-dia local
(05.00, de Brasília) para lembrar a vitória sobre o nazismo.

Igor Konoválov, sineiro chefe das igrejas do Kremlin, disse à agência
Itar-Tass que esta é a primeira vez nos últimos oitenta anos que
todos os sinos das igrejas de Moscou batem para celebrar uma festa
laica.

Lembrou que 60 anos atrás, em 9 de maio de 1945, em Moscou não houve
repiques porque as poucas igrejas que funcionavam nesse tempo não
tinham sinos.

Em uma campanha ateísta promovida pelo regime bolchevique em 1930, a
maioria dos grandes templos na Rússia foram assaltados e despojados
de seus sinos, que foram destruídos.


36 - Promover a educação cristã na Ucrânia

AIS Notícias 27/04/05

"Se a nossa sociedade é cristã, as nossas crianças devem ter o
direito de rezar na escola", afirmou o Padre Ivan Hunya em entrevista
recente à Ajuda à Igreja que Sofre. O sacerdote greco-católico de
Ternopil (Ucrânia Ocidental) obteve recentemente a autorização
governamental para fundar o Colégio Patriarca Josyf Slipyj na sua
paróquia, S. Josaphat.
"As autoridades locais cederam-nos uma parcela de terreno e agora
esperamos que a Providência Divina nos ajude a erguer o edifício da
escola para aumentar a nossa capacidade", acrescentou o Padre Hunya.
Este colégio será dedicado à memória do Patriarca Josyf Slipyj (1892-
1984) que entre os anos quarenta e os anos sessenta foi detido várias
vezes, passando por vários campos de concentração na Sibéria, sendo
elevado a Cardeal em 1965. Como recordou o Pe. Hunya, o antigo
Arcebispo de Lviv atribuía grande importância à formação cristã.
O novo colégio conta já com 18 professores e 32 alunos e oferece,
desde Setembro do ano passado, formação na área científica e
humanista.
Este projecto conta com o apoio do Bispo de Ternopil-Zboriv, D. Vasyl
Semeniuk, que defende que para o desenvolvimento de uma sociedade
civil na Ucrânia são necessários elevados padrões morais. O prelado
dá como exemplo a introdução da disciplina de Ética Cristã no ensino
público na zona ocidental do país, facto que contribui, na sua
opinião, para que os jovens desta região tenham uma consciência moral
mais aprofundada do que os jovens em Odessa ou em Donetsk, onde têm
surgido mais problemas com a toxicodependência ou o crime.
"Estamos confiantes que o tema da educação cristã será discutido
brevemente com o Presidente Yushshenko, que abordou esta questão
durante a sua campanha", concluiu D. Vasyl Semeniuk.


37 - ORTODOXOS UCRANIANOS APOSTAM NO PATRIARCADO DE CONSTANTINOPLA

Ria Novosti 26/04/05

Aleksei Makarkin, vice-director-geral do Centro de Tecnologias
Políticas, para a RIA "Novosti"

A situação da ortodoxia na Ucrânia apresenta-se muito heterogénea e
caracteriza-se pela colisão de diversas tendências religiosas, como
são a Igreja Ortodoxa Ucraniana, subordinada ao Patriarcado de
Moscovo, o Patriarcado de Kiev (PK) dirigido pelo antigo metropolita
Filaret, anatemizado pela Igreja Ortodoxa Russa (IOR), a Igreja
Ortodoxa Autocéfala Ucraniana (IOAU), sucessora dos "independistas"
da década de 40. Este conflito entre as Igrejas ortodoxas é bem
conhecido, tendo uma longa história. Agora emergiu mais um aspecto
que é a atenção por parte do Patriarcado de Constantinopla, que
pretende intervir como mediador nesta contenda entre as Igrejas, o
que evidentemente não agrada ao Patriarcado de Moscovo, que considera
a Ucrânia como parte do seu "território canónico". A propósito, os
adversários da influência de Moscovo sobre a Igreja Ortodoxa
Ucraniana tinham apelado há muito a Constantinopla, mas os hierarcas
deste Patriarcado revelavam o máximo cuidado, reconhecendo a
autoridade da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo
como a única igreja canónica no território ucraniano. Depois da
vitória de Viktor Yuschenko nas eleições presidenciais, a situação
mudou radicalmente. Acontece que o novo Presidente da Ucrânia se
posiciona como adepto de uma Igreja ortodoxa ucraniana unida que,
conforme defende, não pode continuar a ser parte do Patriarcado de
Moscovo. Não é de surpreender que um certo segmento ucraniano
subordinado ao Patriarcado de Constantinopla se sentisse estimulado
com tais ideias e intensificasse a sua actividade nesta área. Já em
Março deste ano uma figura de destaque deste Patriarcado, o arcebispo
Vsevolod Maydanovski, deslocou-se à Ucrânia para explicar a Viktor
Yuschenko que em 1686 a Metrópole de Kiev foi subordinada à Igreja de
Moscovo por decisão pessoal do então Patriarca de Constantinopla,
Dionísio, sem o consentimento do Sínodo e, subsequentemente,
Constantinopla reconhece a autocefalia da Igreja Ortodoxa Russa só
nos limites do Reino de Moscovo, sem a Ucrânia. É bem manifesto que
deste modo Constantinopla quis tirar a desforra pelos seus inúmeros
fracassos históricos. Durante séculos, os territórios influenciados e
controlados pela "cátedra mais respeitada e honrosa" da ortodoxia
foram-se reduzindo. No século XIX abandonaram o Patriarcado de
Constantinopla a Sérvia, a Roménia, a Bulgária e em parte a Grécia,
onde foi criada a Igreja Ortodoxa Helénica (embora o Patriarcado de
Constantinopla seja historicamente grego). Para ser objectivo,
importa aqui constatar que neste século aumentou significativamente a
actividade missionária de Constantinopla nos Estados Unidos, mas lá
a "cátedra mais respeitada e honrosa" tampouco é monopolista. A
Igreja Ortodoxa Russa concedeu a autocefalia à Igreja Ortodoxa da
América do Norte, criada com base nas dioceses russas no Novo Mundo.
E nos anos 90 na pequena Estónia os interesses de Moscovo e
Constantinopla colidiram novamente, coexistindo actualmente neste
país as duas jurisdições, que concorrem entre si. O Patriarcado de
Constantinopla tem agora a possibilidade de desalojar o Patriarcado
de Moscovo da Ucrânia, ao intervir como patrocinador do processo de
criação da igreja ucraniana local, conferindo-lhe a legalidade
canónica com base nos referidos factos de 1686. É evidente terem já
sido dados alguns passos neste sentido. Ao mesmo tempo, é digno de
nota que até agora o Patriarca Bartolomeu não tenha comentado até
agora as declarações do arcebispo no que respeita à delicada matéria
das relações entre as igrejas. Pelos vistos, assistimos neste momento
ao "reconhecimento do terreno" e não à tomada de decisões radicais. E
há razões de peso para tal. Primeiro, o caso da Ucrânia não pode ser
equiparado ao da Estónia. A intervenção directa de Constantinopla nos
assuntos da Igreja Ortodoxa na Ucrânia pode acabar na degradação
total das relações entre as duas jurisdições por muito tempo. É
oportuno lembrar aqui que devido ao conflito estoniano o diálogo
canónico entre Moscovo e Constantinopla foi suspenso durante meses. E
as consequências da actual controvérsia relacionada com a Ucrânia
podem ser ainda piores. No contexto das crises sucessivas na
comunidade ortodoxa grega - os recentes escândalos de corrupção nas
igrejas ortodoxas grega e de Jerusalém - este conflito pode resultar
na perda total da imagem e prestígio da ortodoxia em todo o mundo. E
o culpado desta situação dramática será o Patriarcado de
Constantinopla. Segundo, é muito nebulosa a estabilidade do novo
poder ucraniano, cheio de contradições. Talvez Viktor Yuschenko seja
capaz de corrigir a situação, mas o cenário contrário não pode ser
descartado. Ou seja, uma igreja tão antiga como é a de Constantinopla
não pode dar-se ao luxo de ficar dependente de uma conjuntura
política tão instável como é a da Ucrânia. Terceiro, a Igreja de
Constantinopla tem o problema dos interlocutores na Ucrânia. A Igreja
Ortodoxa Ucraniana (IOU) subordinada ao Patriarcado de Moscovo não
pode ser, evidentemente, um interlocutor. Mas é precisamente esta
Igreja que reúne a maioria absoluta das paróquias ortodoxas
ucranianas - ou seja mais de 10 mil.


38 - Projeção Luminosa de Ícones em Moscou

Voz da Russia 29/04/05

Na noite pascal, o perímetro exterior da Catedral de Cristo Redentor,
em Moscou, será adornado com imagens luminosas de vários ícones e
afrescos dos séculos VI a XVIII. A demonstração dessas obras-primas
da arte religiosa russa e bizantina irá acompanhada de cânticos da
Igreja Cristã Ortodoxa Russa tradicionais durante a Semana Santa, os
quais serão executados pelo Coro do Mosteiro de São André, o
Estratego. A idéia de projeção luminosa pascal foi abençoada por
Aleksi II, patriarca de Moscou e de toda a Rússia. Este ano, a Páscoa
entre os Cristãos Ortodoxos da Rússia cai no 1 de maio.


39 - Igreja Ortodoxa da Rússia recorda São Jorge

Voz da Rússia 06/05/05

Hoje, a Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia recorda São Jorge Guerreiro,
um dos santos mais adorados na Rússia. Ele é considerado protetor das
Forças Armadas nacionais. No Exército da época czarista, a "Cruz de
São Jorge" era a condecoração mais honrosa. Durante a Segunda Guerra
Mundial, renasceu com o nome da "Ordem da Glória". A "fita de São
Jorge" é um símbolo das presentes solenidades por ocasião do 60o
aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo.


40 - Conselho Mundial reúne 340 igrejas cristãs em Atenas
da France Presse, em Atenas 09/05/2005

Cerca de 600 representantes de 340 igrejas cristãs de diferentes
países participarão a partir desta terça-feira da 13ª Conferência do
Conselho Mundial de Igrejas (WCC, da sigla em inglês), que acontecerá
pela primeira vez na Grécia, sob patrocínio da Igreja Ortodoxa grega.

"É um sinal da abertura da igreja da Grécia", disse Alexander
Belopopsky, porta-voz do WCC, uma instituição que busca promover "a
unidade das igrejas cristãs".

"A realização inédita desta conferência na Grécia, um entorno
dominado majoritariamente pelos ortodoxos, é significativo já que
permitirá aprofundar as relações entre os ortodoxos e as outras
igrejas e compreender mutuamente nossas divergências", afirmou a
coordenadora do evento, Ruth Bottans, em uma entrevista coletiva.

Apesar disso, um grupo de ortodoxos gregos convocou um protesto para
a tarde desta segunda-feira no centro de Atenas contra o WCC, que
consideram uma "amálgama de heresias".

Criado por iniciativa de ortodoxos e protestantes no início do século
20, o WCC também inclui anglicanos e metodistas, enquanto a Igreja
Católica participa apenas como observadora.


41 - EGITO: "Rezamos para que Bento XVI possa se tornar uma ponte
entre as Igrejas Oriental e Ocidental", afirma à Fides o Bispo Caldeu
do Cairo

Cairo (Agência Fides) - "No momento da fumaça branca estávamos
celebrando a Santa Missa. Deram-me a notícia e anunciei imediatamente
aos fiéis o nome do novo Papa, Bento XVI. Vi a felicidade no rosto de
todos os fiéis", declara à Fides o Bispo Caldeu Youssef Sarraf, da
Basílica de Nossa Senhora de Fátima no Cairo. "Dei aos fiéis
informações sobre a sua vida e a sua obra", continuou o Bispo. "Com
todos os fiéis rezamos e continuamos a rezar para que o Senhor
assista o novo Papa e o ajude na sua missão que não será fácil.
Fazemos votos para que possa se tornar uma ponte entre as Igrejas
Oriental e Ocidental."
Hoje, o jornal egípcio Al-ahram publicou meia página sobre o Papa
Bento XVI, enquanto as Tvs e os satélites árabes estavam conectados
para entender quem era o novo Papa. (AE) (Agência Fides 20/4/2005)


42 - Sinos de todas as Igrejas do Iraque acolheram Bento XVI

BAGDÁ, quinta-feira, 21 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- As igrejas
católicas do Iraque entraram em festa quando foi anunciada a eleição
de Bento XVI, revelou o núncio apostólico em Bagdá, o arcebispo
Fernando Filón.

«Não parecia um país islâmico, mas estávamos na Praça de São Pedro,
no Vaticano», afirma.

«Todos os cristãos tiveram a possibilidade de saber imediatamente que
havia sido eleito um novo Papa e deste modo manifestaram sua
alegria», declara em declarações a «Rádio Vaticano».

Dom Filoni declara que no Iraque o nome assumido pelo Papa «não era
totalmente desconhecido, ao menos para quem tem algo de memória
histórica. Recordam que Bento XV quisera criar precisamente na sede
da delegação apostólica de Mosul um orfanato no qual se mantinham
crianças que eram filhas de mártires, de pessoas que haviam sido
assassinadas, cristãos, precisamente durante a Primeira Guerra
Mundial e que haviam sido vítimas das atrocidades dos turcos».

«Isto recordou naturalmente que há um laço entre este nome de Bento
XV e o novo Papa, Bento XVI. O Iraque, portanto, vê neste nome uma
benção», conclui.


43 - IRAQUE: "Ainda não o conhecemos, mas aprenderemos a amá-lo" -
dizem os cristãos iraquianos

Mosul (Agência Fides)- "Apenas viram a fumaça branca na televisão, as
pessoas se reuniram nas principais ruas da cidade, e iniciaram a
festejar o nosso Papa" - diz á Agência Fides Pe. Nizar Semaan,
sacerdote siríaco de Karakosh, norte do Iraque. Quando as imagens de
Bento XVI no balcão da Basílica de São Pedro foram transmitidas pela
televisão, explodiu a alegria: as pessoas faziam o sinal da cruz, e
começaram a rezar pelo novo Pontífice" - conta Pe. Nizar. "As pessoas
diziam: 'ainda não o conhecemos, mas aprenderemos a amá-lo. O mais
importante agora é que temos um novo Papa".
Os festejos em Karakosh prosseguiram por toda a noite. "Os sinos das
igrejas repicaram em festa por mais de uma hora, os jovens
atravessaram as ruas de carro, tocando as buzinas, as pessoas
cantaram e dançaram nas ruas: foi uma verdadeira festa popular. Para
os católicos no Iraque, o Papa é motivo de orgulho" - conclui o
sacerdote iraquiano. (L.M.) (Agência Fides 20/4/2005)
Links:

Fotos dos cristãos iraquianos em festa pelo novo Papa

http://tinyurl.com/e2qs2


44 - LÍBANO: Os fiéis libaneses: "O rosto de Papa Bento XVI é
iluminado pelo Espírito Santo"

Beirute (Agência Fides) - "É um Pontífice que saberá agir para guiar
a Igreja hoje para margens seguras" - declara à Fides Dom Raboula
Antoine Beylouni, Bispo da Igreja católica siríaca no Líbano,
dependente do Patriarcado Siríaco de Antioquia. "Todos os fiéis
cristãos de Beirute estão felizes. Sabemos que Bento XVI será um Papa
forte em doutrina e espiritualidade. Acredito que o Conclave o tenha
escolhido porque é uma pessoa de idéias claras, que infunde
segurança. Os fiéis do Líbano, que receberam a notícia de sua eleição
pela mídia, me disseram que seu rosto é iluminado pelo Espírito
Santo. Pedimos ao Senhor Jesus e sua Mãe que o protejam para que
possa sempre caminhar à luz do Evangelho, neste mundo que muda tão
rapidamente. Creio que Papa Bento XVI é o líder certo no momento
certo: sabemos que será um homem de seu tempo, que atuará novidades,
mas na linha de João Paulo II".
(AE) (Agência Fides 21/4/2005)


45 - CARITAS INTERNACIONAL PERDE SEU PRESIDENTE: FALECEU O ARCEBISPO
LIBANÊS, DOM FOUAD EL-HAGE

Beirute, 05 mai (Rádio Vaticano) - Após longa doença, faleceu o
Presidente da Caritas Internacional, o Arcebispo libanês Dom Fouad El-
Hage.
"Dom Fouad não era só o Presidente de nossa confederação, mas um bom
amigo _ afirmou o Secretário-geral da Caritas Internacional, Duncan
MacLaren. Durante os numerosos anos de serviço na Caritas, em escala
nacional, regional e internacional, dirigiu esta organização com
sabedoria, intuição e grande senso de humor."
"No Líbano, era conhecido como o "Bispo dos pobres" e era muito
respeitado tanto pela comunidade muçulmana quanto pela cristã" _
acrescentou.
Dom Fouad El-Hage foi confirmado como Presidente da Caritas
Internacional para um segundo mandato, na assembléia geral de 1999,
realizada no Vaticano.
Nasceu em Zahlé (Líbano), em 1939, estudou em Roma, EUA e Beirute, e
foi ordenado sacerdote em 1968. Foi nomeado Arcebispo maronita de
Trípoli em junho de 1998. Esteve a serviço da Caritas como Presidente
da Caritas- Líbano e da Caritas-Oriente Médio/Norte da África. (PL)


46 - Cristãos temem novas hostilidades no Líbano

AIS Notícias 05/05/05

Os cristãos libaneses receiam ser alvo de atentados e sequestros em
caso de vitória nas próximas eleições das forças políticas aliadas da
Síria.
Em declarações à Ajuda à Igreja que Sofre, Nahmatallah Naser, um
parlamentar cristão, informou que os cristãos libaneses estão
preocupados com o facto das tropas sírias em retirada estarem a
fornecer armas a grupos palestinianos.
Segundo este deputado, os soldados sírios entregaram armamento pesado
(peças de artilharia e blindados) a grupos de combatentes
palestinianos no Vale de Bekka, bem como a outras unidades em dois
bairros a sul de Beirute.
"Nesta região, como em muitas outras áreas controladas pelos xiitas
do Hezbollah, existem cerca de 5 mil paramilitares que se crê
pertencerem aos serviços secretos sírios. As Nações Unidas e os
Estados Unidos já foram informados sobre isto", explicou Naser.
Com base nestes acontecimentos, os cristãos libaneses temem ser alvo
de um novo surto de hostilidades, como atentados e raptos, se os
resultados das próximas eleições (marcadas para dia 20 de Maio) forem
favoráveis à Síria e seus aliados.
Entrevistado pela agência AsiaNews em França, o Patriarca Maronita,
D. Nasrallah Sfeir, lamentou que as próximas eleições se realizem
ainda de acordo com a lei eleitoral criada e aprovada pelos sírios no
ano 2000.
Na opinião de D. Nasrallah Sfeir a lei eleitoral "não está de acordo
com os interesses dos libaneses" e apela a que a Assembleia
Nacional "reflicta fielmente as aspirações do povo".
A legislação em vigor divide o Líbano em grandes círculos eleitorais
e tanto o Patriarca como a oposição cristã preferem o regresso aos
círculos mais pequenos. "Os eleitores devem conhecer os candidatos
que vão eleger e isto só é possível com círculos eleitorais mais
pequenos", defende o Patriarca.
A coligação formada após a retirada das forças sírias está agora
divida. Os cristãos querem a aprovação de uma nova lei eleitoral, o
que é rejeitado tanto pelos sunitas como pelos drusos. Mesmo os
movimentos xiitas se separam neste aspecto: o Hezbollah é a favor, o
Amal é contra.


47 - Líbano: Dois mortos no atentado contra a rádio católica do
Patriarcado Maronita. O bispo de Jbeil denuncia a internacionalidade
da ação

BEIRUTE, segunda-feira, 9 de maio de 2005 (ZENIT.org).- Dois mortos e
cerca de trinta feridos foram resultado na sexta-feira pela tarde na
cidade de Jounieh --de maioria cristã, está a 20 quilômetros ao norte
de Beirute (Líbano)-- da explosão que destruiu a sede da rádio
católica do Patriarcado dos Maronitas («A Voz da Caridade») e a
antiga igreja de São João Apóstolo.

«Penso que foi atacada direta e intencionalmente porque» durante toda
a sexta-feira «"A Voz da Caridade" foi solidária com os familiares
dos detidos nos cárceres sírios em Damasco», expressou em «Rádio
Vaticano» o bispo de Jbeil dos Maronitas, Dom Béchara Raï.

Os «familiares denunciaram as atrocidades das prisões damascenas»
e «o que viram»; «penso que os que foram prejudicados na Síria ou no
Líbano e seus aliados organizaram este atentado para destruir esta
voz não só da caridade, mas também da verdade e do homem», explicou.

Para o diretor-geral de «A Voz da Caridade» --o padre Fadi Tabt,
missionário maronita--, «este crime é uma ofensa a Deus, ao homem e à
sociedade libanesa. Pura manifestação de ódio», cita «AsiaNews».

O artefato explosivo foi colocado em uma casa abandonada perto da
única rádio cristã do Líbano. Mas, pouco depois de sua destruição,
foram reiniciadas as transmissões desde outra sede. A Igreja de São
João Apóstolo ficou devastada quase por completo; seu histórico altar
e o quadro do Apóstolo eram obras de valor artístico nacional.

Desde que em 14 de fevereiro passado foi assassinado o ex-primeiro-
ministro Rafiq Hariri, quatro bombas explodiram nas zonas cristãs do
Líbano, matando três pessoas e ferindo umas quarenta.

Desde essa data, as forças de oposição cristãs, sunitas e drusas se
uniram para pedir o afastamento da presença militar síria e a queda
do governo, considerado próximo a Damasco. Com a pressão do Conselho
de Segurança da ONU, os últimos soldados regressaram à Síria em 30 de
abril.

Acrescenta a agência do Pontifício Instituto de Missões Estrangeiras
que a população libanesa condenou a uma voz este ataque, também
porque a rádio nunca havia sido tachada de fanatismo; e mais, de
acordo com muçulmanos do país, é um instrumento de diálogo inter-
religioso. Os danos foram avaliados em 15 milhões de dólares
americanos.

Como explicou Dom Raï à «Rádio Vaticano», em «A Voz da Caridade» se
produzem programas em árabe, assim como em inglês e francês para os
asiáticos que trabalham no Líbano.

A rádio atacada oferece não só «notícias relativas a todas as Igrejas
e a toda a vida do país e do mundo árabe, mas também está aberta às
demais religiões e às outras comunidades», sublinhou o prelado.

Todas as tardes desde a emissora no Líbano se pode ouvir também o
noticiário da emissora pontifícia e se transmitem todas as
celebrações pontifícias.

«Todo o povo é solidário com esta rádio», reconheceu. E confirmou que
a comunidade católica fez um chamado ao presidente da República e ao
primeiro-ministro para iniciar a reconstrução.

«Em qualquer caso, se eles não o fazem, haverá muitos particulares
para fazê-lo. Os libaneses estão acostumados. Destrói-se hoje, amanhã
se reconstrói», apontou. O país sofreu quinze devastadores anos de
guerra civil até 1991.

Em torno de 40% dos menos de quatro milhões de habitantes do Líbano
são cristãos, em sua maioria católicos de rito maronita. A maioria da
população é muçulmana.


48 - Bomba mata 1 e fere 7 em cidade cristã libanesa

Reuters 06/05/05

JOUNIEH, Líbano (Reuters) - Uma bomba matou uma mulher de Sri Lanka e
feriu sete pessoas, além de danificar lojas e casas, na sexta-feira
na cidade portuária libanesa de Jounieh, de população cristã, segundo
uma fonte de segurança.

Foi o quinto atentado contra regiões cristãs do país em dois meses.
Ele ocorre na véspera do retorno ao país do líder anti-sírio Michel
Aoun, exilado há 15 anos.
A fonte disse que a bomba foi colocada dentro de uma velha casa
abandonada, provocando um pequeno incêndio e estilhaçando vidraças de
prédios vizinhos.
A explosão ocorreu perto de uma igreja e de uma emissora de rádio e a
cerca de 150 metros do novo comitê eleitoral dos seguidores de Aoun.
O presidente Emile Lahoud, aliado da Síria, condenou veementemente a
explosão. Uma nota do seu gabinete se referiu ao atentado como "uma
tentativa desesperada de restaurar o clima de terror e medo entre os
libaneses".
"Eu estava defronte à minha loja, senti uma grande pressão e me vi
caído no chão do lado de dentro. Tudo o que eu vi foi fumaça", disse
Joseph Barsomian, dono de uma loja de material esportivo, à Reuters.
Os bombeiros combateram as chamas e ambulâncias levaram as vítimas
para um hospital das redondezas. As forças de segurança isolaram a
área, e os investigadores começaram a vistoriar o local.
Quatro bombas mataram três pessoas e feriram cerca de 40 em áreas
cristãs do Líbano desde o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik
al-Hariri, em 14 de fevereiro, que mergulhou o país na sua pior crise
política desde o final da guerra civil (1975-90).
Muitos libaneses culparam a Síria, que tem grande influência no país,
pela morte de Hariri. Damasco negou participação, mas desde então
retirou suas tropas e serviços de inteligência do Líbano, encerrando
29 anos de presença.
Nesta semana, um tribunal suspendeu o mandado de prisão que havia
contra o cristão maronita Aoun, o que abriu caminho para seu regresso
ainda antes das eleições gerais marcadas para dia 29.
Um simpatizante do ex-general negou que o novo comitê eleitoral fosse
o alvo do ataque.
"Eles só querem criar o caos entre os libaneses", disse Toufic Saloum
no escritório. "Não vamos permitir que esses atos ofusquem nossos
avanços em direção à liberdade, à soberania e à independência."
(Reportagem adicional de Mariam Karouny)


49 - Valência recorda genocídio de cristãos armênios

VALÊNCIA, 06 Mai. 05 (ACI).- Quase um milhar de armênios e
valencianos se reuniram na celebração religiosa que recordou ao
milhão e meio de cristãos armênios mortos na Turquia em 1915.
O ato comemorou os 90 anos do primeiro genocídio do século XX e foi
organizado pela Igreja Apostólica Armênia na igreja Santa Mónica.
Contou com a participação de numerosos armênios e do Cônsul Geral
Honorário de Armênia, Luis Barberá Zapatero, máximo representante
desta comunidade na Espanha.
Na Comunidade Valenciana residem uns oito mil armênios,.
As amostras de solidariedade com o povo armênio se repetiram em todo
mundo. No monte do Tsitsernakaberd do Yerevan, capital da Armênia, se
reuniram centenares de milhares de armênios para comemorar o
genocídio de 1915.
Genocídio armênio
Em 24 de abril de 1915 a Turquia prendeu e executou a centenas de
líderes armênios iniciando o que muitos chamam o holocausto de pelo
menos um milhão e meio dos dois milhões de armênios que viviam sob
seu império.
Armênia foi o primeiro povo em abraçar o cristianismo, entretanto,
seus habitantes viviam como cidadãos de segunda categoria no califado
turco. Entre 1884 e 1897, 100 a 300 mil deles foram massacrados.
Entre 1915 e 1917, muitos foram deportados e possivelmente até 1,5
milhão deles foram executados.


50 - Milhares de armênios lembram genocídio de 1915

AFP 24 de abril de 2005

Milhares de armênios se reuniram hoje em Erevan na frente do
monumento às vítimas do genocídio de 1915 por ocasião do 90º
aniversário dos massacres cometidos pelos turcos.
Aos prantos ou em silêncio, eles depositaram flores na frente do
monumento às vítimas, sobre uma colina da capital armênia, ritual
seguido pelo presidente Robert Kotcharian, enquanto uma prece era
feita pelo chefe da Igreja apostólica do país, Karekine II.
"Já faz 30 anos que, nesse dia, venho cedo de manhã ao memorial.
Deposito aqui seis tulipas, o mesmo número de mortos na minha família
no tempo do genocídio", afirma, em meio à multidão, Mikhitar
Haroutounian, aproximando-se do monumento sobre o qual foi colocado
um grande cartaz com as fotos de 90 sobreviventes.
Este senhor de 74 anos diz ter comparecido para "lembrar ao mundo
este crime pelo qual ninguém até hoje respondeu ou se desculpou". O
Governo de Ancara se nega a reconhecer o termo genocídio, apesar dos
reiterados apelos de Erevan.
"Quem hoje se lembra do genocídio dos armênios?", pergunta Achot
Arevian, que foi ao local com sua mulher Asmik. "Se, na época, o
genocídio armênio tivesse sido condenado, não teria tido o Holocausto
dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial", acrescenta.
Em todo o país, fez-se neste domingo, às 19h (11h de Brasília), um
minuto de silêncio após uma missa ecumênica realizada na catedral de
São Gregório de Erevan, com as preces recitadas por representantes
das Igrejas católica, anglicana, grega e ortodoxa russa.
Em 24 de abril de 1915, em plena Primeira Guerra Mundial, as
autoridades turcas prenderam 200 líderes da comunidade armênia, dando
o sinal do que este país considera o início de um genocídio
planejado.
"Há 90 anos, foi cometido um crime sem precedentes na História de
nosso povo e de toda a Humanidade", declarou o presidente Kotcharian,
em um pronunciamento à Nação.
Ele fez, porém, um gesto em direção à Turquia, garantindo que a
Armênia está "prestes a construir relações naturais com a
Turquia". "A negação, entretanto, da Turquia suscita não apenas nossa
perplexidade, mas da comunidade internacional como um todo",
completou.
Ancara rejeita categoricamente a tese de um genocídio, estimando que
se tratou de uma repressão no contexto de uma guerra civil e limita
sua estimativa de vítimas armênias a algo em torno de 300.000 a
500.000 mortos.
O 90º aniversário do genocídio armênio acontece em meio a fortes
pressões para que a Turquia reconheça o episódio como tal. O
Parlamento polonês e outros 15 países, europeus em sua maioria,
acabam de classificar o massacre como genocídio e um debate foi
aberto sobre o tema no Parlamento alemão.
Além disso, o presidente do partido de centro direita francês UDF,
François Bayrou, que está em Erevan, anunciou a apresentação de uma
resolução no Parlamento europeu para que o termo "genocídio armênio"
seja reconhecido, evocando seu reconhecimento por parte da Turquia
como uma condição para seu eventual ingresso na União Européia. à


51 - Armênios pedem reconhecimento de genocídio de 1915

Agência Estado 24 Abr 05

Milhares de habitantes da Armênia celebram neste domingo o 90º
aniversário da matança massiva de armênios durante o Império Otomano
e prometeram seguir pressionando para que a Turquia e o mundo admitam
que houve um genocídio.
Com flores e bandeiras nas mãos, as pessoas caminharam pelas ruas da
capital armênia até chegar ao monumento do monte Tsitsernakaberd,
onde está sendo realizada a homenagem aos mortos. Ainda hoje deve
acontecer uma cerimônia ecumênica na Catedral de São Jorge de
Ierevan, que será oficiada por representantes das igrejas ortodoxas
de Assíria, Geórgia, Grécia, Rússia e Romênia, da Igreja Anglicana e
da Confederação Européia de Igrejas.
Além da homenagem aos mortos, os armênios protestam para que seja
reconhecido e condenado o genocídio perpetrado há 90 anos. "O
reconhecimento e a condenação internacional do genocídio é uma meta
que não apenas a Armênia deve alcançar", afirmou o presidente Robert
Kocharian.
"A Armênia está pronta para manter relações normais com a Turquia.
Entretanto, a política encorajada por Ankara está surpreendendo não
apenas à Armênia, mas sim a todo o mundo", completou.
As autoridades otomanas começaram a perseguir intelectuais
diplomáticos e outros armênios influentes de Istambul em 24 de abril
de 1915, enquanto crescia a violência, especialmente nas regiões
orientais do país.
Segundo o governo de Ierevan, 1,5 milhões de armênios morreram ou
foram assassinados durante vários anos, como parte de uma campanha
genocida para forçá-los a sair do leste da Turquia. "As graves
conseqüências do genocídio são sentidas até hoje na vida do povo da
Armênia e de toda a diáspora", sustentou Kocharian.
Ankara reconhece que muitos armênios morreram, mas sustenta que o
número é exagerado e que, na realidade, eles faleceram devido à onda
de violência durante o colapso do Império Otomano.


52 - Armênios lembram em Jerusalém 90 anos de genocídio

Agência EFE 25/04/05

Os armênios de Jerusalém lembram nesta segunda-feira o genocídio que
sua etnia sofreu nas mãos do império turco-otomano entre 1915 e 1917
com uma procissão pela Cidade Velha que terminará em seu cemitério.

Trata-se de uma comunidade pequena, composta por duas mil pessoas que
residem dentro dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, onde os
armênios ostentam uma presença destacada - um dos quatro bairros leva
seu nome. Outros três mil vivem na Cisjordânia e em Israel.

Nas ruas do bairro armênio de Jerusalém freqüentemente se encontram
cartazes com informações sobre o genocídio armênio ilustrado com
mapas.

Os armênios da Terra Santa, onde existe uma comunidade desde o século
5, sentem-se indignados porque Israel não reconhece o genocídio que
eles sofreram há noventa anos.

A aliança estratégica com a Turquia, que o governo de Israel cultivou
quase desde sua criação em 1948 e que se formalizou em 1996, é
considerada um dos principais fatores que dificultam o reconhecimento
por parte do Estado judeu deste genocídio, em que cerca de um milhão
e meio de armênios morreram, segundo estes.

O genocídio armênio também não foi reconhecido pelos EUA, mas é
reconhecido por França, Canadá e Suíça.


53 - Armênios lembram 90 anos do genocídio na Turquia

Reuters 24/04/05

YEREVAN (Reuters) - Centenas de milhares de pessoas segurando
tulipas, cravos e narcisos escalaram uma montanha na capital da
Armênia no domingo para lembrar as cerca de 1,5 milhão de pessoas que
eles dizem ter sido assassinadas há 90 anos na Turquia Otomana.
Como cenário, ao fundo da multidão, era possível ver o topo do monte
Ararat, agora na parte oriental da Turquia, região onde os armênios
dizem que seu povo foi brutalmente assassinado em um genocídio
deliberado durante o caos que se seguiu à desintegração do Império
Turco-Otomano.
A montanha, apesar de estar em território turco, é um símbolo
importante para o país predominantemente cristão.
Famílias da região se misturavam a membros da diáspora armênia, que
viajaram da Europa ou Estados Unidos para lembrar amigos ou parentes
mortos entre 1915 e 1923.
"Estou feliz de que eu, meu marido e meus dois filhos estamos aqui
hoje em Yerevan. Uma grande parte da família de meu marido morreu no
genocídio", disse a professora de Los Angeles Rubina Peroomian, 66
anos.
A Armênia quer que a Turquia e o mundo admitam que o genocídio de
fato aconteceu. A Turquia nega o fato, dizendo que os armênios
estavam entre as muitas vítimas de uma guerra que também deixou
muitos muçulmanos turcos mortos.
Cerca de 50 mil armênios-americanos participaram de cerimônias em Los
Angeles. Um carro levando uma bandeira da Armênia trazia os
dizeres "Turquia é culpada pelo genocídio".
Milhões de norte-americanos têm descendentes na Armênia, o que levou
o presidente George W. Bush a declarar suas condolências oficialmente.
(Por Hasmik Mkrtchyan)


54 - PARÓQUIA ARMÊNIA CATÓLICA COMEMORARÁ 70 ANOS

www.armenia.com.br 04/05/05

Dentro das celebrações do 70.o aniversário da Comunidade Armênia
Católica do Brasil, a Paróqioa Armênia Católica São Gregório
Iluminador promoverá um concerto com o renomado Coral "Audi Coelum"
do Maestro Roberto Rodrigues, cujo repertório incluirá músicas
litúrgicas armênias. O evento terá lugar no dia 06 de maio ed 2005,
sexta-feira, às 20h30, na Catedral São Gregório Iluminador. Entrada
franca.
Maiores informações na Secretaria da Paróquia, pelos telefones 3227-
6703 e 3228-4084.


55 - 90º ANIVERSÁRIO DO GENOCÍDIO ARMÊNIO

PROGRAMAÇÃO - CONVITE - II

www.armenia.com.br 04/05/05

10 DE MAIO (3ª FEIRA)
→ 10h Apresentação do documentário "Armênia traída, genocídio negado".
→ Exposição "90 anos do Genocídio Armênio"Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH),sala 261Av. Prof. Luciano
Gualberto,403.
10 DE MAIO (3ª FEIRA)
→ Entrevista ao vivo (on-line) através do programa "Fala Sério" do
site www.alltv.com.br que pode ser assistido por todos com a
participação on-line.Serão entrevistados os Srs. Edouard Mekhalian e
Garó Aharonian, membros da Comissão Brasileira para Evocação dos 90
anos do Genocídio Armênio sobre o tema "Genocídio Armênio" das 17:00
às 18:00 horas
16 DE MAIO (2ª FEIRA)
→ 19h30min A Câmara Municipal de São Paulo homenageará em Sessão
Solene os Mártires Armênios do Genocídio de 1915, e apresentará a
Moção do Vereador Gilberto Natalini (PSDB-SP), reconhecendo o
Genocídio Armênio e através do envio de cópia da Moção ao Exmo. Sr.
Presidente da República, sejam adotadas providências junto ao
Congresso Nacional, visando o Reconhecimento do Genocídio pelo
governo do Brasil. Orador convidado Riskalla Tuma.
→ Apresentação do Coral das Igrejas Armênias.
→ Lançamento póstumo do livro "Poesias, Contos e Crônicas" de Annayd
Kerimian Sarkissian. Viaduto Jacareí, 100.
24 DE MAIO (3ª FEIRA)
→ 10h Mesa redonda sobre o tema "Aspectos Jurídicos e Históricos do
Genocídio Armênio" Participação de aluno, convidados e professores de
diferentes áreas.Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
USP (FFLCH)
Av. Prof. Luciano Gualberto, 403
→ 19h30min Sessão Solene da Câmara Municipal de Osasco no Auditório
19 de fevereiro - Sede do Jornal "Diário da Região",em memória às
vítimas do Genocídio de 1915.
Rua Ester Rombenso, 349 - Centro - Osasco.
Livreto - Para marcar os eventos evocativos ao 90° Aniversário do
Genocídio Armênio, foi editado um livreto, que está à disposição de
todos nos endereços abaixo.
Cartelas - As cartelas seladas e obliteradas pelo Coorreio estão à
disposição de todos nos endereços abaixo:
- Igreja Apostólica Armênia do Brasil - Av. Santos Dumont, 55 - 3226-
0758
- Igreja Central Evangélica - Av. do Estado, 1191- 3227-6969
- Paróquia Armênia Católica S.Gregório "O Iluminador" - Av.
Tiradentes, 718 - 3227-6703
- União Geral Armênia de Beneficência - Rua Natingui, 1545 - 3814-9299
- Comunidade Armênia de Osasco - R. Carlos da Costa Ramalho Jr. 498 -
Osasco - 3683-1464
- Igreja Evangélica Irmãos Armênios - Rua Maria Curupati, 117 - 6977-
1856
- Clube Armênio - R. Prof. Ascendino Reis, 1450 - 5579-6034
- Sociedade Beneficente de Damas Brasil-Armênia - Filial Arpi - R.
Dr. David Iampolsky, 65 - 3229.6134
- Consulado Geral da República da Armênia - Av. São Luiz, 192 conj.
1301 - 3255.7707
A Comissão Brasileira Para Evocação Do 90° Aniversário do Genocídio,
permanecerá ativa, com um número menor de componentes, conforme
resolução em reunião do dia 27 de abril e terá a incumbência de
acompanhar todos os eventos vindouros referentes ao Genocídio assim
como a Exposição "90 anos do Genocídio Armênio" que passa a ser
itinerante, e terá os endereços divulgados nos próximos boletins.
A COMISSÃO


56 - Mostra revela o poder do império russo

O Estado de São Paulo - 26/04/05

A Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou traz
aproximadamente 200 objetos, alguns jamais expostos fora da Rússia
São Paulo - Com um enfoque mais histórico do que artíístico, a
exposição A Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de
Moscou será aberta esta noite para convidados na Faap e amanhã para o
público. A mostra permite que o público conheça um pouco mais dessa
estranha e fascinante cultura por meio de uma seleção de
aproximadamente 200 objetos, alguns deles jamais expostos fora da
Rússia, reunidos no museu-fortaleza que constitui o símbolo do
poderio russo. De imagens sagradas (iconografias) a peças de uso
comum, como roupas e utensílios de mesa, a mostra passa em revista os
mais de três séculos em que a família Romanov governou a Rússia,
desde que o czar Mikhail I assumiu, em 1613, até a derrocada de
Nicolau II com a Revolução de 1917.
A montagem das peças segue uma cronologia precisa, com núcleos
dedicados a cada um dos czares ou czarinas que governaram o país.
Mas, além dessa divisão de caráter histórico mais didático, há em
cada um dos blocos uma atenção mais precisa aos três elementos
centrais do poderio do Império: o Estado, a Igreja e o Exército.
A diretora do museu da Faap, Maria Izabel Branco Ribeiro ressalta que
todas as peças selecionadas para a exposição são inéditas no Brasil.
Há inclusive objetos nunca antes mostrados numa exposição, como o
conjunto de vestes litúrgicas usado no início do século 19 por Moscou
Filaret, canonizado posteriormente pela Igreja Ortodoxa.
Outro aspecto destacado por ela é a relação ambígua, de proximidade e
estranhamento, provocada por elementos dessa cultura que combina de
maneira curiosa elementos da tradição oriental da qual conhecemos tão
pouco com referências muito precisas da cultura ocidental. Há, por
exemplo, entre as peças selecionadas, um conjunto significativo de
objetos doados aos Romanovs por líderes europeus. Ou então peças
adquiridas de importantes artesãos ocidentais, como o célebre ovo
Fabergé encomendado por Nicolau II para presentear sua mulher no
aniversário de 300 anos dos Romanovs no poder e que contém o retrato
de todos os governantes dessa dinastia. Mas também há preciosidades
da cultura russa, como os bordados ricamente elaborados e com tamanha
precisão de detalhes que ganharam o nome de "pintura com agulha". O
luxo, contrastante com a grande miséria da maioria do povo russo, era
impressionante. Até os arreios de cavalos eram exuberantes em ouro e
pedras preciosas, como mostra o exemplar do século 17 selecionado
para a exposição brasileira.
A Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou - Museu
de Arte Brasileira da Faap. R. Alagoas, 903, Higienópolis, 3662-7198.
10h/21h (sáb., dom. e fer., até 18h; fecha 2.ª). Grátis. Até 26/6.
Abertura hoje, às 20h, para convidados


57 - São Paulo mergulha em 300 anos de Rússia czarista

FABIO CYPRIANO

da Folha de S.Paulo 26/04/2005

Pela segunda vez, em três anos, São Paulo recebe uma abrangente
mostra da produção visual russa. Primeiro foi a exposição "500 Anos
de Arte Russa", na Oca, com o acervo do Museu Russo de São
Petersburgo, que traçou um panorama bastante amplo dos ícones
religiosos, do século 16 até a produção contemporânea.

Agora, um recorte mais específico pode ser visto em "Herança dos
Czares - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou", que apresenta cerca
de 200 peças da dinastia dos Romanov (1613 a 1917), basicamente obras
que retratam os poderes político e religioso da época dos czares.
"Há dois anos trabalhamos nessa exposição, cada peça tem um
significado especial", conta Elizabeth-Sophie M. di Bosco Balsa,
curadora da exposição.

Divididas em quatro salas, a mostra reproduz cenograficamente a
Armaria, um dos museus no Kremlin, de onde foi selecionada a maioria
das peças da exposição, segundo leitura do decorador Jorge Elias.

Nas primeiras três salas, a divisão é por séculos. Começa com o
século 17, quando tem início a dinastia Romanov, que sucedeu a
dinastia Ryurik, de Ivan, o Terrível, morto em 1584. Seu filho,
Feodor, reinou por pouco tempo. Morreu em 1598, possibilitando a
ascensão de uma nova família ao império russo.

Por 15 anos, a Rússia atravessou várias crises institucionais, até
que Mikhael Feodorovich (1596-1645), filho de Feodor Romanov, daí o
nome do novo império, chega ao poder, consagrado como czar em 1613.
Será a última dinastia russa, até a revolução bolchevique de 1917.
"Grande parte das obras expostas aqui são armas, pois o czar era o
chefe militar do império", disse à Folha Victoria V. Pavlenko,
diretora de exposições dos Museus do Kremlin, que ontem montava a
mostra na Faap.

Também há grande quantidade de presentes oferecidos aos czares, que
eram expostos no Kremlin, também como símbolo de poder. Algumas
peças, como uma caneca de prata, por exemplo, presente do rei inglês
James 1º, em 1604, é a única peça remanescente desse período, pois
todas as demais foram derretidas na Inglaterra para a fabricação de
moedas no fim do século 17. "Temos a maior coleção de prata na
Europa", conta Pavlenko.
Outro destaque da exposição são as vestimentas, seja de autoridades
da Igreja Ortodoxa Russa, seja dos czares. "A roupa é um dos símbolos
do poder na Rússia, quanto mais roupas uma pessoa vestia, mais
importante ela era", diz Pavlenko.

Na segunda sala, dedicada ao século 18, o czar que ganha maior espaço
é Pedro, o Grande (1672-1725), já que em seu curto reinado (1721-
1725) realizou grandes reformas: criou o Exército e a Marinha,
subjugou a igreja ao Estado e introduziu novas divisões territoriais.
Ele foi o responsável pela transferência administrativa de Moscou
para São Petersburgo.

Já na terceira sala, o esplendor dos Romanov alcança seu apogeu.
Objetos religiosos são ricamente adornados com ouro, rubis e
esmeraldas, há ícones construídos totalmente com pérolas, como uma
imagem de Nossa Senhora de Modena, de 1846.

Impacto maior

Entretanto, é na última sala, a menor aliás, que se encontra a peça
mais impactante da mostra, um ovo de Páscoa, de 1913, com um globo
dentro, fabricado pela mais famosa joalheria russa, a Fabergé, então
mundialmente reconhecida.

Entre 1885 e 1917 foram produzidos 56 ovos pela joalheria de Carl
Fabergé, todos considerados obras-primas, pois para sua elaboração
era necessário um ano de trabalho. Atualmente, o Museu do Kremlin
possui apenas dez ovos, os demais foram dados como presente pelos
czares ou mesmo vendidos após a Revolução de 1917.

Com a mostra, é impossível não perceber a importância da
religiosidade russa, tema em ascensão desde o fim do período
comunista. "Sem dúvida, os russos são um povo de fé, e a nova onda
religiosa é fruto do que se vê nessa exposição", conta Pavlenko.

Como forma de buscar criar uma aproximação com o Brasil, a curadora
selecionou o ícone "Milagre de São Jorge e o Dragão", do final do
século 18: "São Jorge, um dos santos mais populares do Brasil, é o
protetor de Moscou e, por isso, também fruto de grande devoção".
Assim, amanhã deve começar mais uma romaria da era das grandes
mostras.

Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de MoscouQuando:
abertura, hoje, às 20h, para convidados. De ter. a sex., das 10h às
21h; sáb. e dom., das 10h às 18h; até 26/6 Onde: Museu de Arte
Brasileira da Faap (r. Alagoas, 903, tel. 0/xx/11/ 3662-7198) Quanto:
entrada franca


58 - Destaques da exposição Herança dos Czares

da Folha de S.Paulo 26/04/2005

1. Casaco do século 17
As roupas eram sinal de poder na Rússia e, por isso, estão presentes
de forma significativa na exposição. Quanto mais roupas, mais poder.
Dessa forma, o manto era uma peça importante, pois representava a
última camada. Este casaco, da segunda metade do século 17, feito com
veludo italiano, apresenta mangas muito largas, para proteção das
mãos contra o frio e foi usado pelo patriarca Nikon, responsável pela
reforma da Igreja Ortodoxa Russa.

2. Taça
Esta peça pertenceu aos czares Ivan 5º e Pedro 1º, coroados juntos em
1682, que reinaram em conjunto até a morte de Ivan, em 1698. A taça
de prata era usada para o consumo de "myod", bebida feita de mel e
frutas. O formato dessa taça, chamada de "charkas" na Rússia, caiu em
desuso no século 18, sendo substituída por taças com formas
inspiradas no estilo europeu. Nela, está marcado o símbolo do Rússia,
uma águia com duas cabeças.

3. Uniforme do Imperador Pedro 2º
Coroado aos 12 anos como Imperador, em 1727, Pedro 2 foi czar apenas
três anos, pois morreu prematuramente em 1730. A peça em exposição,
um uniforme para parada militar, é ricamente bordada em prata e tem
as dimensões de um adolescente.

4. Urna para relíquias sagradas
Pela primeira vez esta peça sai dos depósitos do Museu do Kremlin
para ser exposta. A urna, decorada em estilo rococó, encontrava-se no
altar da principal igreja do Mosteiro do Miguel Arcângelo, e foi
criada, por um dos mais sofisticados artesãos russos, no século 18.

5. Uniforme do Mestre de Cerimônias
Esta vestimenta foi utilizada pelo Mestre de Cerimônias durante a
coroação do czar Nicolau 2º e da imperatriz Alexandra Feodorovna, que
ocorreu em 14 de maio de 1896, no Kremlin, dois anos após a morte de
seu pai.

6. Conjunto de Vestimentas de Autoridades Ortodoxas
Com bordados em ouro, pérolas e lantejoulas, a casula era usada pelas
autoridades da Igreja Ortodoxa Russa em cerimônias solenes. Até 1705,
era usada apenas pelo Patriarca, o chefe da igreja. Depois dessa
data, por decreto de Pedro, o Grande, a casula passou a ser utilizada
por todas as autoridades, como bispos e arcebispos.

7. Ovo de Páscoa Fabergé
É a peça mais importante da exposição, nela estão retratados os 18
czares da dinastia Romanov (1613 - 1917), representado 300 anos desse
império. Trata-se de um ovo de páscoa, oferecido pelo czar Nicolau 2º
à czarina Alexandra Feodorovna, em 1913. Fabricado pela mais famosa
joalheria russa, a Fabergé, então mundialmente reconhecida, o ovo
como presente dos czares era uma tradição que teve início em 1885,
quando o czar Alexandre 3º entregou um ovo à sua mulher. Entre 1885 e
1917 foram produzidos 56 ovos pela Fabergé, todos considerados obras-
primas, pois para sua elaboração era necessário um ano.


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