BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 35 -
06 de abril de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos,
Este
número do Boletim continua mostrando a repercussão entre os
cristãos
orientais da morte de Sua Santidade, o Papa Jão Palo II, e a
expectativa
sobre a escolha de seu sucessor.
Rezemos
para que o Espirito Santo ilumine os Cardeiais que
participarão
do Conclave, para que sempre seja feita a vontade de
Deus.
Saudações
em Cristo,
Luis
Felipe
ÍNDICE
1 - NOVO
PAPA PROCURARÁ MELHORAR O DIÁLOGO COM ORTODOXOS
2 -
IGREJA ORTODOXA ESPERA QUE SUCESSOR DE JOÃO PAULO II INAUGURE
NOVA
"IDADE DE OURO" NA RELAÇÃO ENTRE AMBAS AS IGREJAS
3 -
Patriarca ortodoxo lamenta morte de 'Papa visionário'
4 - Representante
do patriarcado russo espera que João Paulo II seja
canonizado
5 -
Deputado russo critica cobertura de morte do Papa
6 - João
Paulo II deu voz aos católicos da ex-União Soviética
7 -
Governo romeno declara luto nacional pelo Papa
8 -
LÍBANO: PRESIDENTE IRÁ A ROMA VER FUNERAIS DE PAPA
9 -
LÍBANO: Troca de pêsames nas ruas, gestos expontâneos de
consolação
entre cristão e muçulmanos
10 - Os
cristão iraquianos arriscam a vida para ir às celebrações em
memória
do Santo Padre: para a Fides o depoimento de Mons. Pyoss
Qasha, da
Igreja São José de Baghdad - O enterro do Papa em directo
TV via
satélite
11 -
FRANÇA: Fieis da diáspora Caldea na Europa peregrinos em Roma
para
homenagear o Santo Padre
12 - Irã
espera grande comparecimento nas missas pelo Papa em Teerã
13 - O
PATRIARCA SUPREMO E CATHOLICÓS DE TODOS OS ARMÊNIOS
KAREKIN
II ENVIA MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS AO VATICANO
14 -
CATHOLICÓS ARAM I: "PAPA JOÃO PAULO II PERMANECERÁ COMO
PERSONALIDADE
ÚNICA NA HISTÓRIA DA CRISTANDADE"
15 -
Congresso Mundial das Igrejas solicita que a cerimônia em
memória
do genocídio armênio ocorra em todas as igrejas.
NOTÍCIAS
1 - NOVO
PAPA PROCURARÁ MELHORAR O DIÁLOGO COM ORTODOXOS
MOSCOU, 5
(ANSA) - O arcebispo de Moscou, Tadeusz Kondrusiewicz,
assegurou
hoje que o sucessor de João Paulo II buscará desenvolver um
melhor
diálogo com a Igreja Ortodoxa russa.
"Ambas
as partes devem desenvolver o diálogo. Os desafios de nosso
tempo
pedem (o diálogo) e todos nós esperamos".
O prelado
recusou em uma coletiva de imprensa as acusações
de
"proselitismo" na Rússia realizadas pelo patriarcado ortodoxo que,
assegurou,
impediram o Papa de realizar uma visita a Moscou.
"Somos
contrário ao proselitismo porque não tem sentido. Não posso
estar de
acordo com que nossa Igreja busque se expandir na Russa",
defendeu
o arcebispo.
05/04/2005
2 -
IGREJA ORTODOXA ESPERA QUE SUCESSOR DE JOÃO PAULO II INAUGURE
NOVA
"IDADE DE OURO" NA RELAÇÃO ENTRE AMBAS AS IGREJAS
Moscou,
06 abr (Rádio Vaticano) - A Igreja Ortodoxa russa espera que
o
sucessor de João Paulo II inaugure uma nova "idade de ouro" nas
relações
entre as duas confissões. "Espero que venha logo o dia em
que as
relações entre as Igrejas Católica e Ortodoxa retornem à fase
de ouro,
como aconteceu de 1960 e 1970" _ disse Vsevolod Chaplin,
porta-voz
do Patriarcado de Moscou.
Naquela
época, a reconciliação foi promovida pelo então Cardeal
Secretário
de Estado, Agostino Casaroli. "Espero que o novo líder da
Igreja
Católica seja aberto ao diálogo" _ acrescentou o porta-voz.
As
relações entre as duas Igrejas esfriaram quando, em 2002, João
Paulo II
elevou a dioceses, as quatro administrações apostólicas
existentes
na Federação Russa. A medida desencadeou ásperas críticas
e a
Igreja Católica foi alvo de acusações de proselitismo. (CM)
3 -
Patriarca ortodoxo lamenta morte de 'Papa visionário'
O Globo -
Reuters 04/04/2005
ROMA - O
líder espiritual dos 300 milhões de cristãos ortodoxos do
mundo
expressou "profundo pesar" pela morte do Papa João Paulo II e
classificou
seu falecimento como "uma grande perda para todos os
cristãos".
Em nota divulgada no domingo, o patriarca ecumênico
Bartolomew
I enalteceu os esforços do Papa de reunir os cristãos
separados
pelo cisma do século XI. "O Papa João Paulo II se voltou
à
restauração da unidade cristã e trabalhou por sua realização",
disse
Bartolomeu, que vive em Istambul, na Turquia. "Sua morte é uma
perda não
apenas para sua Igreja, mas para todos os cristãos e a
comunidade
internacional em geral, que deseja paz e justiça".
4 -
Representante do patriarcado russo espera que João Paulo II seja
canonizado.
Mensagem
do bispo Hilarion (Alfeyev) enviada a Zenit
VIENA,
terça-feira, 5 de abril de 2005 (ZENIT.org ).- O bispo
Hilarion
(Alfeyev) de Viena (Áustria), representante da Igreja
ortodoxa
russa ante as Instituições Européias, quis comentar com
Zenit o
falecimento de João Paulo II: «Foi um grande Papa, talvez um
dos
maiores de toda a história da Igreja católica romana. Não há
dúvida de
que logo será beatificado e canonizado pela Igreja à qual
dedicou
toda sua vida».
«Foi um
dos líderes mais influentes de nossos tempos e deixou marca
em toda a
civilização humana --acrescenta o prelado ortodoxo--. Sua
influência
foi mais além das fronteiras da Igreja católica romana, a
qual
guiou durante mais de um quarto de século. Sua mensagem foi
escutada
e apreciada por milhões de pessoas em todo o mundo, não só
pelos
católicos, mas pelos ortodoxos, protestantes, anglicanos,
hebreus,
muçulmanos, pessoas de outras confissões e inclusive não-
crentes».
«Em um
período no qual os políticos leigos de grande parte dos países
ocidentais
tratam de eliminar a religião da esfera pública, relegando-
a à
devoção privada unicamente, desterrando-a das escolas, das
universidades,
e dos meios de comunicação, João Paulo II foi uma
personalidade
pública de um calibre tal que cada uma de suas viagens
recebia
uma ampla cobertura informativa, e suas declarações eram
retomadas
e comentadas pelos meios de comunicação de todo o mundo».
«Foi um
Papa "ortodoxo", no sentido de que quis preservar a tradição
de sua
Igreja em matéria de dogma e de moral».
«Sua
posição sobre questões morais como o matrimônio e a família, o
aborto e
a anticoncepção, a eutanásia e outras suscitou com
freqüência
críticas de quem quer substituir os valores tradicionais
com os
seculares, e de quem quer opor o humanismo à religião».
«Contudo,
apesar de ser tradicional, o Papa não deixou nem muito
menos de
ser humano, tendo desenvolvido um humanismo universal
fundado
nos valores espirituais, que se opõe a uma visão humanista
atéia»,
assinala.
«Durante
muitos anos, enfrentou o ateísmo em seu próprio país,
Polônia,
e desempenhou um papel na queda dos regimes totalitários da
Europa oriental,
mas também contribuiu enormemente ao redescobrimento
da fé por
parte daqueles que a haviam perdido por causa do
liberalismo
e do relativismo que assediam as sociedades democráticas
do
Ocidente».
«Sua vida
coincidiu com enormes mudanças geopolíticas que alteraram
para
sempre o rosto da Europa. Estas mudanças, infelizmente, não
levaram
só à introdução da liberdade religiosa, em alguns países da
Europa
oriental nos que era violada, mas que levou também a aguçar as
tensões
entre confissões em algumas regiões».
«Surgiu
uma série de problemas, em particular entre os ortodoxos e os
católicos
na Rússia e Ucrânia, que impediram o encontro dos chefes da
Igreja
ortodoxa nesses dois países com o Papa. Problemas que ainda
estão
esperando uma solução».
«Pude encontrar-me
com o Papa em duas ocasiões, em ambas levei uma
mensagem
do patriarca de Moscou, Aléxis II. Em 21 de janeiro de 2003,
no último
de nossos encontros, foi-me encomendada a tarefa sumamente
delicada
de explicar ao Papa as condições necessárias para poder ter
um
encontro com o primaz da Igreja ortodoxa russa».
«Ele era
sumamente consciente destas condições, que nunca tinham sido
segredo.
Entre estas, encontrava-se o explícito rechaço de toda forma
de
proselitismo no território do patriarcado de Moscou e o
reconhecimento
de que o uniatismo [católicos que mantêm a tradição
oriental
dos ortodoxos, mas que são fiéis a Roma] já não constitui um
caminho
para a unidade dos cristãos»
«Espero
que estes princípios possam ser retomados em uma declaração
conjunta
dos primados das Igrejas católica romana e russo-ortodoxa,
quando
tenha lugar um encontro entre si. Um encontro assim poderia
abrir uma
nova página nas relações entre estas Igrejas tradicionais,
cujo
testemunho comum e conjunto ao mundo seria sumamente importante
e
oportuno».
«A
enfermidade e a morte do Papa foram extraordinárias como sua vida
e seu
serviço. Inclusive quando jazia em seu leito de morte, João
Paulo II
foi capaz de difundir uma mensagem cristã de esperança na
ressurreição».
«Que sua
alma descanse em paz e sua memória permaneça eternamente»,
conclui o
bispo ortodoxo.
5 -
Deputado russo critica cobertura de morte do Papa
Agência
EFE - 6 de abril de 2005
A Duma de
Estado ou Câmara dos Deputados da Rússia estudará
a
"excessiva" cobertura nos meios de informação russos do falecimento
de João
Paulo II, segundo um pedido apresentado nesta quarta-feira
pelo
deputado Alexai Mitrofanov.
Segundo
Mitrofanov, "número dois" do ultranacionalista Partido
Liberal
Democrático, liderado por Vladimir Jirinovski, os meios de
comunicação
russos e sobretudo as rádios e as televisões concedem
uma
"injustificada importância aos funerais no Vaticano".
"Somos
um país ortodoxo e é incorreto dar tão ampla cobertura a
semelhante
acontecimento", disse Mitrofanov, sustentando que "em
semelhantes
questões é preciso ser mais cautelosos". Também
classificou
de "injustificadamente alto" o nível de representação da
Rússia
nos funerais, que correrá a cargo do primeiro-ministro Mikhail
Fradkov.
A
proposta de Mitrofanov será submetida à votação no final desta
quarta-feira.
Enquanto isso, na Ucrânia, outro país ortodoxo, e que
envia aos
funerais o presidente Viktor Yushchenko, o dia do enterro
do Máximo
Pontífice será declarado luto nacional, informou a agência
Interfax
Ucrânia.
6 - João
Paulo II deu voz aos católicos da ex-União Soviética
Declarações
a Zenit do metropolita Tadeusz Kondrusiewicz
MOSCOU,
terça-feira, 5 de abril de 2005 (ZENIT.org).- João Paulo II
converteu-se
na voz dos católicos da ex-União Soviética que não
tinham
voz, constata o arcebispo católico de Moscou em uma entrevista
concedida
a Zenit, na qual analisa a marca do Papa na Rússia, país
que nunca
chegou a visitar.
«Recordar-lhe-emos
com o Papa que nos dirigiu sua palavra, mas, ao
mesmo
tempo, como o pontífice que se expressou de nossa parte, em
nosso
nome, quando não tínhamos a possibilidade de fazê-lo», expõe.
Dom
Tadeusz Kondrusiewicz, arcebispo da arquidiocese da Mãe de Deus
em
Moscou, irá a Roma ao funeral do Papa --esta sexta-feira-- e
regressará
em seguida à Rússia para continuar com a celebração de
missas em
sufrágio pelo falecido pontífice.
Como
manifestou em sua homilia no domingo passado em Moscou, «os
católicos
da Rússia sentem por ele um reconhecimento particular. Não
podemos
deixar de recordar o amor do primeiro Papa eslavo pela
Rússia. O
mundo inteiro foi testemunha de seu desejo incessante de
desenvolver
o diálogo e a colaboração com a Igreja ortodoxa russa.
João
Paulo II dirigiu-se em mais de uma ocasião ao povo russo e aos
irmãos
ortodoxos».
«João
Paulo II reconstruiu e renovou as igrejas católicas que
existiam
antes de 1917 e amou muito a Rússia. Era eslavo e queria
muito os
ortodoxos», assegura.
«Segue em
pé o clima de esperança e de diálogo com os ortodoxos --
afirma--.
Estamos condenados ao diálogo, e esta direção tomada pelo
Papa deve
seguir adiante. Certamente o Espírito Santo guia a Igreja,
mas nós
somos instrumentos e depende também de nós que este clima
continue
e se desenvolva».
Entre os
gestos de proximidade do Papa para com a Rússia, o prelado
sublinha
a entrega do ícone da Mãe de Deus de Kazán, levado em seu
nome ao
patriarca ortodoxo de Moscou, Alexis II, pelo cardeal Walter
Kasper,
sublinha.
«O povo o
queria bem: no domingo passado, todas as missas de Moscou
estavam
cheias como o dia de Páscoa», comenta o prelado.
«O Papa
era próximo, aberto, escutava, sugeria e queria muito o
povo»,
conclui este arcebispo que visitou o Papa no Hospital Gemelli
dias
antes de sua morte.
7 -
Governo romeno declara luto nacional pelo Papa
Agência
EFE - 6 de abril de 2005
O governo
da Romênia declarou o próximo 8 de abril dia de luto
nacional
em memória do papa João Paulo II, anunciou hoje, quarta-
feira, um
porta-voz oficial.
Na
próxima sexta-feira todas as instituições e as autoridades
públicas
centrais e locais têm a obrigação de colocar a bandeira a
meio-mastro,
segundo o texto do decreto emitido pelo governo.
A mesma
obrigação será respeitada nas sedes dos partidos políticos,
sindicatos,
patronatos, instituições de ensino, cultura, nas missões
diplomáticas
da Romênia, nos pontos fronteiriços, nos aeroportos e
nas
estações de ferrovia. Emissoras nacionais de rádio e televisão e
as
instituições de cultura adaptarão seu programa de modo
correspondente.
Um
réquiem solene se realizará esta tarde na Catedral Católica de São
José de
Bucareste, em honra a João Paulo II, enquanto todas as
igrejas
ortodoxas rendem homenagem ao Bispo de Roma com missas
específicas.
Os altos
prelados romenos ressaltam a viagem que João Paulo II fez em
maio de
1999 à Romênia, primeiro país de maioria ortodoxa visitado
pelo
Santo Padre em seu afã por reconciliar as igrejas cristãs do
Oriente e
do Ocidente depois da grande cisma de 1054.
O presidente
da Romênia, Traian Basescu, o primeiro-ministro, Calin
Popescu
Tariceanu, o Rei Miguel, o patriarca da Igreja Ortodoxa
Rumana,
Teoctist, e líderes romenos católicos e de outros cultos irão
sexta-feira
ao Vaticano no enterro do papa.
8 -
LÍBANO: PRESIDENTE IRÁ A ROMA VER FUNERAIS DE PAPA
BEIRUTE,
5 (ANSA) - O Líbano enviará a Roma, para assistir aos
funerais
do Papa João Paulo II, uma delegação liderada pelo
presidente
Emile Lahoud, informou hoje a imprensa de Beirute.
Além do
chefe de Estado, que é cristão maronita, partirão para Roma o
premier
Omar Karame, o presidente do Parlamento, Nabih Berri, e o
vice-presidente,
Issam Fares.
O
patriarca maronita Nasrallah Butros Sfeir assistirá aos funerais,
mas não
poderá participar da eleição do sucessor do Papa Wojtyla, já
que tem
mais de 80 anos.
Em todo o
Líbano, onde 40% da população é cristã e onde o governo
proclamou
três dias de luto nacional, várias cerimônias vêm sendo
realizadas
em memória de Karol Wojtyla.
05/04/2005
9 -
LÍBANO: Troca de pêsames nas ruas, gestos expontâneos de
consolação
entre cristão e muçulmanos
Beirute
(Agência Fides) - "Pelas ruas de Beirute as pessoas, mesmo as
que não
se conhecem, dão-se os pêsames pelo falecimento do Papa e se
vêem
gestos de consolação entre muçulmanos e cristãos: "neste momento
somos
todos como uma única família que perdeu seu amado pai" diz para
Fides
Padre Hani Abd Al ahdd, do Episcopado Caldeo de Beirute.
"Os
fieis - continua - acompanharam com grande atenção nos mass media
as
noticias sobre o Papa e acolheram com profunda dor o anúncio de
sua
morte. Segundo os católicos libaneses, ele era um símbolo de paz
e amor.
Ele amou muito o Líbano e deu-nos uma parte de seu coração
quando
esteve no nosso país. Todos os fieis lembram suas palavras
exortando-nos
a ser autênticos missionários. Todas as diferentes
componentes
do país, muçulmanos, judeus e cristãos estavam presentes
ontem
noite na Santa Missa celebrada em Beirute, e às 12, hora local,
todas as
Igrejas católicas e ortodoxas tocaram seus sinos em sinal de
luto. As
pessoas estão tristes mas também cheias de esperança, porque
o Santo
Padre ressuscitou a mensagem de Cristo sobre a terra, para
toda a
humanidade.
(AE)
(Agência Fides 4/4/2005)
10 - Os
cristão iraquianos arriscam a vida para ir às celebrações em
memória
do Santo Padre: para a Fides o depoimento de Mons. Pyoss
Qasha, da
Igreja São José de Baghdad - O enterro do Papa em directo
TV via
satélite
Baghdad
(Agência Fides) - Colocaram suas vidas em risco, desafiando o
perigo
dos atentados, mas quiseram alcançar as igrejas para celebrar
a
liturgia em memória e em agradecimento do Santo Padre: os cristão
iraquianos
conservam dele uma lembrança de homem e guia espiritual
fortemente
empenhado pela paz. Conta para a Fides Mons. Pyoss Qasha,
pároco do
ritual siriaco da Igreja de São José de Baghdad.
"As
pessoas - diz para a Fides o sacerdote - mesmo no meio de mil
perigos e
dificuldades, lotam as igrejas. Todos lembram quanto o
Santo
Padre fez pelo Iraque e por nós cristãos iraquianos. Ele teria
gostado
de visitar nosso país e fazer uma peregrinação na terra de Ur
dos
Caldeos, na rota de Abraham, pai de todos nós. Ontem os fieis
católicos
choraram longamente durante a Santa Missa na nossa igreja,
que havia
começado com uma comovente procissão na qual os fieis
carregavam
uma vela acesa entre as mãos, ao som triste dos sinos. O
Santo
Padre amou e defendeu o Iraque, com gestos muito fortes e
simbólicos,
com seus vibrantes discursos, e teve a coragem de dizer
não à
guerra. Agora está sempre entre nós, mesmo se está no Céu".
No
próximo domingo, na mesma igreja haverá uma celebração fúnebre
rica de
gestos significativos, na presença do Núncio Apostólico Mons.
Filoni.
Mons. Qasha explica para a Fides: "Procuraremos lembrar como
o Papa
estava perto de todos nós, a todas as gerações e condições de
vida:
duas crianças levarão para o altar, onde será colocada uma foto
do Papa,
a mensagem do Santo Padre sobre as crianças e serão lidos
alguns
trechos; dois idosos levarão um discurso por ele escrito para
os idosos;
duas mulheres levarão a carta sobre as mulheres; dois
leigos a
"Christifideles Laici"; dois jovens uma mensagem para a
Jornada
Mundial da Juventude. O Papa não esqueceu de ninguém mesmo".
A solene
celebração será transmitida em directo via satélite na TV
iraquiana
pelo canal satelitar Al Dyar que também transmitirá o
enterro
do Santo Padre em directo do Vaticano. (PA) (Agência Fides
4/4/2005)
11 -
FRANÇA: Fieis da diáspora Caldea na Europa peregrinos em Roma
para
homenagear o Santo Padre
Paris
(Agência Fides) - "Queremos testemunhar o nosso amor por João
Paulo II
e homenagea-lo. Somos gratos por quanto fez pelos cristãos
Caldeos e
por todo o Iraque": estão a chegar em Roma numerosos fieis
cristãos
Caldeos da diáspora, estabelecidos em Paris e em outras
localidades
da França. Ficaremos na capital de amanhã até depois do
enterro
do Santo Padre.
A
comunidade Caldea está presente na França ha mais de meio século e
hoje é
guiada Mons. Petrus Yousif. E' muito activa a nível pastoral e
cultural
e tem diversas Igrejas entre Paris, Marselha e outras
localidades
do país, onde operam sacerdotes, religiosos e irmãs
Caldeos,
entra as quais a Congregação das Filhas do Sagrado Coração,
que
chegou do Iraque recentemente. Partes da liturgia ainda são
celebradas
em língua aramaica, enquanto os fieis caldeos na França
são cerca
de 18.000.
(PA)
(Agência Fides 5/04/2005)
12 - Irã
espera grande comparecimento nas missas pelo Papa em Teerã
04/04/2005
- Globo.com
No Irã,
onde a antiga comunidade católica de rito caldeu é pequena
diante da
maioria muçulmana, o líder da igreja de Teerã espera um
grande
comparecimento de fiéis às cerimônias em homenagem a João
Paulo II
na sexta-feira, dia em que o Papa será enterrado.
A
comunidade católica de rito caldeu tem apenas oito mil fiéis no
Irã. O
arcebispo Ramzi Garmou diz que tem sido difícil levar seu
pequeno
rebanho às missas de domingo, dia normal de trabalho no Irã.
Mas
acredita que nesta sexta-feira, quando João Paulo II estiver
sendo
enterrado na Cidade do Vaticano, a situação será diferente na
Igreja de
São José, em Teerã.
- As
pessoas o conheciam mais do que a qualquer outro papa anterior.
Recebi
vários telefonemas de pessoas oferecendo suas condolências e
perguntando
pela missa - contou.
13 - O
PATRIARCA SUPREMO E CATHOLICÓS DE TODOS OS ARMÊNIOS
KAREKIN
II ENVIA MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS AO VATICANO
www.armenia.com.br
04/04/05
Yerevan
(Yerkir) - No dia 03/04, o Patriarca Supremo da Igreja
Apostólica
Armênia e Catholicós de Todos os Armênios, Sua Santidade
Karekin
II enviou uma mensagem de condolências ao Vaticano, por
ocasião
do passamento do Papa João Paulo II. A seguir, alguns trechos
da
mensagem do Catholicós de Todos os Armênios: "Lembramos com muito
afeto e
carinho o nosso encontro com Sua Santidade no Vaticano, assim
como Sua
histórica visita à Armênia, em 2001".
".....Durante
os últimos anos de Sua enfermidade, nós testemunhamos o
espírito
forte e corajoso que foi exposto pelo nosso irmão
espiritual,
como o melhor exemplo da fé, confiança e esperança à
vontade
Divina de Deus. Durante seu entronamento de 26 anos, Sua
Santidade
João Paulo II foi o zeloso defensor da vida e valente
lutador
pela justiça. Os apelos de Sua Santidade para o
estabelecimento
da paz e harmonia entre as nações sempre foram
atracados
solidamente sobre Suas convicções morais e no amor pela
humanidade.
Graças aos Seus esforços e também às atividades dos
nossos
saudosos antecessores, o amor fraternal e o espírito de
cooperação
entre nossas duas Igrejas foram amplamente solidificadas.
O Papa
João Paulo II foi o primeiro Pontífice Romano que, a convite
do
Catholicós de Todos os Armênios, realizou uma visita fraternal à
Armênia.
Ele foi, também, o primeiro Pastor da Igreja Católica que
reconheceu
e condenou o terrível crime do Genocídio Armênio de 1915".
No mesmo
dia, após a Missa realizada na Catedral de Etchmiadzin sob a
Presidência
do Catholicós de Todos os Armênios, realizu-se uma
cerimônia
especial de Réquiem para o descanso eterno do Papa João
Paulo II.
14 -
CATHOLICÓS ARAM I: "PAPA JOÃO PAULO II PERMANECERÁ COMO
PERSONALIDADE
ÚNICA NA HISTÓRIA DA CRISTANDADE"
www.armenia.com.br
04/04/05
Yerevan
(PanArmenianNet/Yerkir) - O Catholicós da Grande Casa da
Cilícia,
Aram I, que é membro do Conselho Mundial das Igrejas (CMI),
ao
lamentar o falecimento do Papa João Paulo II, disse: "O Papa João
Paulo II
efetivamente acreditava na importância do relacionamento
entre as
Igrejas e inter-religiosas, realizando significativas
transformações
nesta área". "O Papa João Paulo II foi um valente
apóstolo
do amor, paz e justiça num mundo cheio de violências e
desrespeito.
Estou profundamente convicto de que Ele permanecerá como
uma
Personalidade única na história da Cristandade", declarou o
Catholicós
Aram I.
15 -
Congresso Mundial das Igrejas solicita que a cerimônia em
memória
do genocídio armênio ocorra em todas as igrejas.
Hay Tert
- Edição n. 9 - Abril de 2005
Durante a
sessão do Conselho Central do Congresso Mundial das Igrejas
o
arcebispo da diocese austríaca da igreja ortodoxa russa Illarion
Alfeyev
ofereceu um apelo a todos os membros eclesiásticos do
congresso
a celebrarem uma cerimônia em memória das vítimas do
genocídio
armênio. A sugestão foi aceita, "Um modo de se fazer
justiça e
reconciliação através da confissão dos crimes cometidos à
cura das
recordações e do perdão", disse o discurso.
Fonte:
Pan Armenian
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