BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 34 -
04 de abril de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos,
Como já
era esperado, o Papa João Paulo II faleceu no dia 02/04/05.
Este
número do Boletim mostra a reação de cristãos orientais,
católicos,
ortodoxos e não-calcedonianos aos momentos de sofrimento e
morte do
Papa.
Rezemos
pelo Papa em nossas orações e pelos Cardeais que escolherão o
próximo
Papa. Particularmente, rezo para que o sucessor do Papa João
Paulo II
trilhe com sucesso o caminho de aproximação com as demais
Igrejas e
Comunidades cristãs, especialmente com a Igreja Ortodoxa e
com as
Antigas Igrejas Orientais, para que um dia seja possível a
plena
Comunhão entre os cristãos.
Saudações
em Cristo,
Luis
Felipe
ÍNDICE
1 - RÚSSIA:
KIRILL REPRESENTARÁ OS ORTODOXOS NOS FUNERAIS DO PAPA
2 - MORTE
DO PAPA: MOSCOVO FALA DE RECONCILIAÇÃO
3 - MORTE
DO PAPA E PERSPECTIVAS DO CATOLICISMO NA RÚSSIA
4 -
Igreja russa envia comunicado ao Vaticano
5 -
Rússia lembra trajetória e papel histórico do papa
6 - Putin
e Patriarca russo expressam seu pesar e elogiam o papa
7- Russos
têm reações diversas à morte do papa
8 -
Rússia será representada por primeiro-ministro no enterro do papa
9 -
Presidente e primeiro-ministro da Romênia irão a funerais do papa
10 -
Marovic e Draskovic vão ao Vaticano para funeral de João Paulo
II
11 - Os
não-católicos prestam homenagem ao Papa morto
12 - TVS
ÁRABES ACOMPANHAM DRAMA DE JOÃO PAULO II
13-
Oriente Médio dá pouco destaque à saúde do papa
14 - TRISTEZA
DE CRISTÃOS NA TERRA SANTA POR SAÚDE DO PAPA
15 -
Milhares de cristãos rezam pelo papa no Santo Sepulcro
16 - Para
árabes Papa foi "campeão da paz e da liberdade"
17 - Os
cristãos no Iraque, mesmo com as dificuldades, ao lado do
Santo
Padre na oração- Fala com Fides o Patriarca Caldeu de Baghdad
Emmnuel
Delly
18 - O
Bispo Caldeu de Mosul: "Os meninos da Primeira Comunhão rezam
para o
Papa": para a Fides o depoimento de Mons. Paulos Faraj Rahoo
19 -
Rosário, Via Crúcis, Santa Missa para o Santo Padre no começo da
Quaresma
- Orações também por parte dos muçulmanos ppara o Papa,
símbolo
de paz e unidade - Para Fides, Mons. Youssef Sarraf, Bispo
Caldeo do
Cairo
20 -
Comoção dos católicos iraquianos, amanhã celebração unitária com
os
cristão Ortodoxos: fala com a Fides o Bispo Caldeo de Mosul
21 -
Muitas noticias e mais de 70 fotografias na agência dos
católicos
iraquianos: os testemunhos dos jovens católicos de Baghdad
22 -
HOMENAGEM DA ASSEMBLÉIA IRAQUIANA AO PAPA
23 - O
ortodoxo Alexander, Bispo de Baku, garante orações para o Papa
24 -
Oração intensa dos jovens sírios: para a Fides o testemunho do
Bispo
Sírio de Damasco
25 -
Paulistanos oram pelo papa na Sé e recebem mensagem de D.Cláudio
26 -
UCRÂNIA: Sem democracia não há liberdade religiosa
NOTÍCIAS
1 -
RÚSSIA: KIRILL REPRESENTARÁ OS ORTODOXOS NOS FUNERAIS DO PAPA
MOSCOU, 3
(ANSA) - O número dois da Igreja Ortodoxa representará o
patriarca
Alexis II nos funerais do papa João Paulo II, falecido no
sábado.
O anuncio
foi realizado por Svevolod Chaplin, que tem um cargo abaixo
de
Kirill, quem levou duas mensagens de condolências ao núncio
apostólico
de Moscou, monsenhor Antonio Mennini, das autoridades da
Igreja
Ortodoxa.
Kirill é
o número dois do patriarcado e chefe das relações com as
outras
igrejas, com funções de chanceler.
03/04/2005
2 - MORTE
DO PAPA: MOSCOVO FALA DE RECONCILIAÇÃO
Vladimir
Simonov, observador político da RIA "Novosti" 04/04/2005
João
Paulo II deixou este mundo. Velas pela sua alma são acendidas na
Rússia
tanto nas igrejas católicas como nos templos ortodoxos. Na
sua
mensagem de condolências, o Presidente Vladimir Putin qualifica
João
Paulo II como "destacada personalidade da época contemporânea" e
elogia o
seu serviço ao nobre objectivo de "formação da sociedade nos
princípios
do humanismo e da solidariedade". A política do Kremlin
mudou
muito desde o Outono de 1978 em que o arcebispo de Cracóvia foi
eleito
primaz dos católicos de todo o mundo. Os ideólogos de Leonid
Brejnev,
que naquela altura se encontravam no poder, começaram a
suspeitar
logo do representante da Polónia, vendo-o como um novo
instrumento
do imperialismo. Se não levarmos em consideração a
teoria da
conspiração, o intuição política não os enganou de facto.
Já numa
das suas primeiras homilias João Pa
ulo II
atacou com a cruz em riste a "cortina de ferro". Ele propôs à
humanidade
"abrir a porta para receber Cristo". "Abram à sua força
salvadora
as fronteiras dos Estados, sistemas políticos e económicos,
vastos
espaços das civilizações e culturas" - exortou o Sumo
Pontífice.
- Não tenham medo!". Pelo contrário, iisso infundia um
medo
ainda maior aos governantes totalitários da Rússia. O
catolicismo
tinha sido remetido à clandestinidade como se fosse uma
seita
ilegal. As paróquias da Igreja Católica, desmanteladas na
década de
20, só foram restabelecidas em Abril de 1991, no auge
da
"perestroika", quando a Rússia já tinha provado o sabor do outrora
proibido
fruto da democracia. Dois anos antes, logo depois da queda
do muro
de Berlim, o Papa deu a primeira audiência da história do
Vaticano
ao líder de um Partido Comunista. Este líder foi Mikhail
Gorbachev.
Muitos teólogos ocidentais apressaram-se então a
classificar
este encontro como capitulação do ateísmo científico
perante a
religião, na sua antiga rivalidade pelo direito de impor a
sua visão
do mundo como a principal via de desenvolvimento da
humanidade.
Claro que esta conclusão era errada em relação à Rússia.
As sete
décadas de regime comunista introduziram na população
o
"gene" do ateísmo. É interessante que, agora que o país mudou
irreconhecivelmente,
a concepção do mundo própria dos ateus seja
considerada
como mais um indício da liberdade de consciência. A
histórica
visita de Gorbachev ao Vaticano deu, na realidade, início
ao renascimento
da Igreja Católica na Rússia. Foi justamente nos anos
do
pontificado de João Paulo II que Moscovo estabeleceu relações
diplomáticas
oficiais com o Vaticano. Em Fevereiro de 2002 a Santa Sé
elevou o
estatuto das missões católicas na Rússia, tendo-as
transformado
de administrações apostólicas provisórias em verdadeiras
dioceses.
Sob os auspícios do bispo Iossif Vert, actual presidente
da
Conferência dos Bispos Católicos da Rússia, encontram-se 300
comunidades
que agrupam mais de meio milhão de crentes, inclusive o
católico
mais altamente colocado do país, Guerman Gref, ministro do
Desenvolvimento
Económico. Iossif Vert é hoje um visitante bem-vindo
ao
Kremlin, tal como o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Alexi II,
o mufti
Gainutdin, o rabino Lazar e o metropolita Adrian, líder dos
cristãos
ortodoxos de rito antigo. As autoridades russas consideram a
tolerância
mútua entre as confissões religiosas como garantia da
unidade
da Rússia e antídoto contra o extremismo religioso. "As
nossas
relações com o Estado melhoraram visivelmente graças ao
Presidente
da Rússia, Vladimir Putin, que protege não raro a Igreja
Católica
contra os ataques" - reconhece Iossif Vert. Os católicos
têm de se
defender, no fundamental, contra as recriminações da Igreja
Ortodoxa
Russa, confissão religiosa predominante no país. Esta última
acusa os
seus irmãos católicos de proselitismo, ou seja, de tentar
convencer
os adeptos da igreja local e, além disso, no seu território
tradicional,
a passar para a Igreja Católica. Outro pomo de
discórdia
entre o Vaticano e a Igreja Ortodoxa Russa é a tensão que
cresce ao
logo de décadas em torno dos greco-católicos da Ucrânia,
conhecidos
ainda por uniatas ou ortodoxos de rito católico. Os
uniatas
desejam criar o seu patriarcado em Kiev, capital da Ucrânia,
e
empreendem diligências junto de Roma para que dê o seu
beneplácito.
Estas divergências impediram João Paulo II de realizar
a sua
ideia de visitar a Rússia e encontrar-se com o Patriarca de
Moscovo e
de toda a Rússia, Alexi II. O chefe espiritual de 800
milhões
de católicos, que efectuou 250 viagens internacionais,
faleceu
sem rezar missa na Praça Vermelha de Moscovo. Porém, o lado
positivo
destes dias de mágoa é a aproximação entre as pessoas. O
falecimento
do Papa levou os hierarcas da Igreja Ortodoxa Russa a
encontrar
sentidas palavras de reconciliação. Na sua mensagem de
condolências,
Alexi II expressa a esperança de que "o novo período
que se
iniciou na vida da Igreja Católica Romana ajude a renovar as
relações
de respeito mútuo e de amor cristão fraternal entre as
nossas
igrejas". Em face dos novos males que ameaçam a humanidade,
as duas
maiores igrejas mundiais não têm direito de renunciar ao
diálogo,
à ideia da unidade do cristianismo. Este é um dos legados do
grande justo
que deixou o nosso mundo.
3 - MORTE
DO PAPA E PERSPECTIVAS DO CATOLICISMO NA RÚSSIA
Piotr
Romanov, observador político da RIA "Novosti" 04/04/2005
Parece
que Moscovo foi o único lugar que o Papa não pôde visitar,
embora o
tivesse desejado. A sua paciência era ilimitada, mas durante
a sua
vida não chegou a ver mudanças na Igreja Ortodoxa Russa (IOR).
Ele
próprio estava aberto a todo o mundo, inclusive aos russos. O
estabelecimento
de contactos com as autoridades da nova Rússia
verificou-se
muito mais simples do que com os hierarcas da IOR. Ele
chegou a
receber Gorbachev, Eltsin e Putin. Este último, aliás,
enviou ao
Vaticano uma mensagem de condolências algo diferente da
protocolar,
mensagem muito sincera e calorosa que evidencia
claramente
o enorme respeito por João Paulo II.
O polaco
Karol Wojtyla foi o primeiro papa a entrar numa sinagoga, a
qualificar
os judeus como irmãos mais velhos dos cristãos e a orar
junto do
Muro das Lamentações. O chefe da Igreja Católica, que
visitou
uma mesquita e esteve em quase todos os países do mundo,
inclusive
onde a maioria dos habitantes são cristãos ortodoxos, só
não
recebeu permissão de rezar em Moscovo. O Papa respeitava os
cânones
cristãos e esperava as mudanças na IOR. Esperou até à morte.
Não tenho
o direito de julgar as causas da intransigência dos
dirigentes
da IOR. No entanto, os pretextos formais por eles
apresentados
acerca da ocupação de templos da Igreja Ortodoxa por
católicos,
diga-se a verdade, não convencem. Pelo menos, porque
iguais
recriminações podem ser apresentadas em muitos casos também
pelo
Vaticano, pois conforme mostra a História do século XX, tal
como,
aliás, de alguns séculos anteriores, muitos templos mudaram
mais de
uma vez de donos, embora continuassem a servir o mesmo Deus.
A própria
vinda de João Paulo II a Moscovo ajudaria a eliminar metade
das
divergências que se acumularam entre as duas Igrejas.
Estou
quase certo de que a IOR não deixou entrar na Rússia o primeiro
Papa
eslavo devido ao mesmo motivo pelo qual o Bureau Político do
Comité
Central do Partido Comunista da União Soviética abafava as
transmissões
das emissoras de rádio ocidentais: pelo medo das
comparações.
Acontece
que a Igreja Católica teve, afinal, grande sorte, pois o seu
primaz
era um homem que gozava do máximo prestígio moral e tinha um
enorme
carisma, homem cuja influência ultrapassava em muitas vezes a
influência
da própria Igreja Católica. A doente Igreja Ortodoxa
Russa,
que ainda não se refez das décadas de perseguições no período
do poder
soviético, não podia promover por mais que quisesse uma
figura
igual a João Paulo II. Os hierarcas da IOR não podiam
simplesmente
imaginar que o Papa falasse numa praça de Moscovo cheia
de gente
e, menos ainda, no Templo de Cristo Salvador. Eles são
também
pessoas com todas as fraquezas inerentes.
Daí, a
sua reacção mórbida, não tanto religiosa como humana, a
quaisquer
acções da Igreja Católica na Rússia embora, ao fim e ao
cabo, a
concorrência se faça não em torno da extracção de petróleo ou
alumínio,
mas em torno das almas humanas que, como se pressupõe num
país
democrático, são livres na sua escolha. As palavras "pastor"
e
"rebanho" não passam de figuras de estilo, pois trata-se de pessoas
e não de
ovelhas. Pessoas que têm direito à escolha, ou seja, o
direito
de entrar no templo que lhes parece mais atraente.
Penso que
a Rússia perdeu a sua chance histórica de aproximação ao
catolicismo
e, por conseguinte, em medida considerável, à cultura
ocidental.
O último governante da Rússia que era a favor do
ecumenismo
e preconizou a aproximação entre os cristãos ortodoxos e
católicos
foi o czar Paulo I. O único Sumo Pontífice que conheceu tão
profundamente
a Rússia, as suas contradições e preocupações
espirituais
foi João Paulo II. Não era por acaso que, entre outras
imagens,
o Papa orava também em frente de um ícone russo.
Praticamente
não existem possibilidades de este homem, que quando
estudava
na universidade era qualificado, provavelmente com razão,
por
alguns brincalhões como "santo principiante", vir a ser
substituído
no trono papal por um vulto da mesma grandeza.
O mais
provável é que esta personalidade tão eminente, que não receou
proferir
palavras de perdão pelos velhos pecados da Igreja Católica,
seja
substituída por um cardeal católico comum, homem, sem dúvida,
bem
instruído e merecedor, mas sem os dotes de Karol Wojtyla. Há
pessoas
que não podem ser substituídas por ninguém.
E - o que
já é certo - o novo Papa não será eslavo e, por isso, as
relações
entre Moscovo e a Santa Sé voltarão a entrar na burocracia e
na
rotina. As delegações farão visitas mútuas, realizarão
conversações,
chegarão a alguns acordos e, ao mesmo tempo, não
avançarão
nas suas relações.
Por
outras palavras, o homem do século XXI como foi o saudoso João
Paulo II
será substituído por um homem do passado século XX, do qual
será
difícil esperar alguns progressos.
Em
consequência disso, perderão todos, ou seja, o próprio Vaticano
cuja
autoridade baixará inevitavelmente, o catolicismo em geral e os
católicos
da Rússia. E, como é natural, a Igreja Ortodoxa Russa que
perderá
um grande estímulo para o auto-aperfeiçoamento. E isso é
muito
lamentável, pois, como reconhecem também muitos sacerdotes da
IOR, o
caminho para o pleno restabelecimento não é curto.
Respondendo
um dia à pergunta "Sua Santidade, alguma vez chora?" João
Paulo II
disse: "Nunca abertamente".
Hoje
grande parte da humanidade, sem distinção de crenças, chora
abertamente,
embora cada qual à sua maneira. Em conjunto e sozinhos.
A sós
consigo mesmo. Karol Wojtyla mereceu isso.
4 -
Igreja russa envia comunicado ao Vaticano
da Folha
Online 03/04/2005
A igreja
ortodoxa russa, que manteve distantes relações com o
Vaticano
durante o papado de João Paulo 2º, divulgou, neste domingo,
um
comunicado ao Vaticano e disse esperar que "a memória do papa
sirva
para criar boas relações entre as duas igrejas".
"O
longo pontificado foi uma etapa importante para a história
contemporânea
da Igreja Católica Romana", disse o patriarca de Moscou.
"Espero
sinceramente que, no futuro, a memória do papa sirva para
instaurar
boas relações entre nossas igrejas, e que contribua para
superar
as dificuldade atuais".
A igreja
ortodoxa russa acusou a Igreja Católica de proselitismo
mediante
a presença de missionários católicos na Rússia. João Paulo
2º, que
desempenhou um papel importante na queda do comunismo na
Europa,
nunca visitou a Rússia durante seu pontificado.
Com
agências internacionais
5 -
Rússia lembra trajetória e papel histórico do papa
Moscou,
01/04/05 (EFE).- A lenta agonia do papa João Paulo II, sua
vida e
seu papel histórico à frente da Igreja Católica dominam as
manchetes
e noticiários da Rússia neste sábado.
"Hora
de rezar", "Longo caminho para o céu", "Abandonando o
trono",
"Estamos perdendo o papa", "O mundo se despede dele" e
"Os
católicos
rezam por um milagre" são algumas manchetes que destacam as
últimas
horas de Karol Wojtyla, nome de batismo do papa.
As redes
de televisão e as emissoras de rádio exibem os últimos
relatórios
sobre o estado crítico do Papa e reportagens sobre as
preces
dos católicos pelo mundo todo, enquanto a imprensa escrita
ressalta
o legado do "reformista conservador", segundo expressão do
principal
jornal russo de negócios, Kommersant.
O jornal
destacou que durante os 26 anos de papado, João Paulo II
visitou
129 países, desculpou-se pela crueldade da Inquisição na
Idade
Média e promoveu o diálogo com os judeus e muçulmanos.
A
reportagem também lembrou o papel do Papa na queda do comunismo,
que pode
ter sido o motivo do atentado que sofreu em 1981. Suspeita-
se que a
KGB - serviço secreto soviético - estivesse por trás do
ataque.
Outros
meios comentaram que o Papa polonês peregrinou pelos cinco
continentes,
mas não pôde pisar na Rússia e na China. Na primeira,
devido à
oposição do Patriarcado Ortodoxo de Moscou e na outra por
causa da
negativa das autoridades comunistas.
Centenas
de católicos compareceram neste sábado, pelo segundo dia
consecutivo,
à Catedral da Virgem da Imaculada Conceição de Moscou
para rezar
pela saúde de João Paulo II.
"Todos
estamos preocupados com a piora do estado de saúde do papa,
mas como
cristãos nos reunimos aqui, na 'Terceira Roma', para rezar
por
ele", declarou ontem o arcebispo de Moscou, Tadeusz
Kondrusiewicz,
antes de celebrar a missa.
O
arcebispo, que no dia 8 de março visitou o papa no hospital Gemelli
de Roma
para transmitir-lhe os melhores votos dos católicos da
Rússia,
louvou "o valor" que, apesar da gravidade de seu estado, o
Pontífice
vem demonstrando nestas últimas horas.
"Hoje,
nestas horas de dor e sofrimento, tão difíceis para Vossa
Santidade,
entrego seu destino às mãos da Divina Providência e peço
que
elevem suas orações, reforçadas por bons ofícios e atos de
misericórdia",
apontou Kondrusiewicz.
A Igreja
Ortodoxa Russa, a Federação das Comunidades Judaicas da
Rússia e
o Conselho dos Muftis, que dirige as organizações muçulmanas
do país,
expressaram sua solidariedade com a Igreja Católica.
"Nestas
dias tão difíceis para a Igreja Católico-Romana muitos na
Rússia e na
Igreja Russa se solidarizam com ela e desejam boa saúde à
Vossa
Santidade, o papa João Paulo II", declarou o padre Vsevolod
Chaplin,
chefe adjunto do departamento de relações exteriores do
Patriarcado
de Moscou.
Boruh
Gorin, porta-voz da Federação das Comunidades Judaicas,
expressou
"o enorme respeito e compaixão dos judeus da Rússia" em
função do
crítico estado de saúde do Papa.
"Não
houve, em toda a História, melhores relações entre as
comunidades
católicas e judaica que durante o pontificado de João
Paulo
II", declarou Gorin, segundo a agência russa Interfax.
O
porta-voz também lembrou que o Pontífice teve o valor de condenar e
desculpar-se
pela perseguição aos judeus nos tempos da Inquisição e
que foi o
primeiro papa da história a visitar uma sinagoga.
"Consideramos
João Paulo II uma das figuras religiosas mais
brilhantes
da história da humanidade", acrescentou.
Ravil
Gaynutdin, chefe do Conselho dos Muftis da Rússia, declarou que
os
muçulmanos do país "rezam pelo alívio do sofrimento do papa"
e "lembram
com palavras de respeito o primeiro chefe do Vaticano que
pediu
perdão pelas cruzadas".
"Graças
ao esforço pessoal do papa, o contato dos católicos com os
muçulmanos
durante este pontificado se multiplicou consideravelmente,
inclusive
na Rússia", afirmou o líder espiritual dos muçulmanos da
Federação
Russa.EFE
6 - Putin
e Patriarca russo expressam seu pesar e elogiam o papa
Moscou,
03/04/05 (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, o
Patriarca
de Moscou, Alexis II, e os líderes das principais
confissões
religiosas da Rússia expressaram neste domingo seu pesar
pela
morte do papa e destacaram o papel histórico de João Paulo II.
"Morreu
uma grande personalidade de nossos tempos, com cujo nome está
relacionada
toda uma época histórica", disse Putin em um comunicado
no qual
lembrou "o amor dos católicos do mundo inteiro e o respeito
de
milhões de pessoas de todas as confissões" merecido pelo "papa
eslavo".
Ele
também destacou "o polifacético serviço pastoral de João Paulo
II, que
visava a criar relações internacionais mais justas, a
inculcar
na sociedade os princípios do humanismo e da solidariedade e
a
reforçar os critérios morais na vida do homem" O chefe da Igreja
Ortodoxa
Russa, Alexis II, assinalou, por sua vez, que "o Pontificado
de Sua
Santidade o papa João Paulo II marcou uma época na vida da
Igreja
Católico-Romana e toda a história moderna".
Ele
acrescentou que João Paulo II se destacou por sua "fidelidade ao
caminho
escolhido", por "uma grande vontade de servir o cristão" e
pelo fato
de "sua personalidade, suas idéias e suas obras terem
exercido
uma grande influência sobre o andamento mundial".
Alexis
II, cuja oposição -por velhas e novas discrepâncias entre o
Patriarcado
e a Santa Sé- tornou impossível a visita que o papa
sempre
sonhou com fazer à Rússia, expressou a esperança de que "a
nova
etapa na vida da Igreja Católica permita renovar as relações de
respeito
mútuo e de amor cristão" entre ambas as igrejas.
"Compartilho
a dor de milhões de pessoas, católicos e de outras
religiões",
declarou o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachov, o
primeiro
líder comunista que se reuniu com o papa.
Segundo o
artífice da "perestroika", o papa "deu uma grande
contribuição
para o fim da Guerra Fria" ao não deixava passar
despercebido
nem um único conflito no mundo, ao lutar contra a ameaça
nuclear e
ao se ocupar tanto de "assuntos de segurança" como "de
pobreza".
O
arcebispo católico de Moscou, Tadeusz Kondrusiewicz, em mensagem
aos fiéis
destacou a contribuição do "papa polonês" para a queda
da
"cortina de ferro".
"Ele
se apresentou ao mundo como um reformador apoiado nos princípios
inamovíveis
do Evangelho e conseguiu fazer com que a Igreja Católica
se
abrisse ao mundo e começasse um frutífero diálogo com outras
confissões
e religiões", ressaltou.
Também
expressaram suas condolências por causa da morte do papa o
Grande
Rabino da Rússia, Adolf Shayevich, o Departamento Espiritual
Central
dos Muçulmanos da Rússia e a Igreja Budista deste país. EFE
7- Russos
têm reações diversas à morte do papa
Por Maria
Golovnina e Andrew Hurst 03/04/05
MOSCOU
(Reuters) - Atuais e antigos líderes da Rússia saudaram o papa
João
Paulo 2o como uma figura elevada, mas russos comuns disseram que
uma
chance foi desperdiçada para reparar as barreiras entre os
católicos
e a Igreja Ortodoxa Russa.
O
ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, que se encontrou com o papa
em
dezembro de 1989, dias antes de a queda do Muro de Berlim encerrar
a Guerra
Fria, foi enfático em seus elogios.
"Creio
que João Paulo 2o teve um grande impacto no fim da Guerra
Fria",
disse Gorbachev no domingo. "Hoje a humanidade se despede de
uma
grande figura, um homem excepcional."
"Ele
tomou um incessante interesse pela vida na União Soviética e na
Rússia e
apoiou as reformas democráticas que tiveram lugar no nosso
país",
acrescentou.
Muitos
russos reservaram palavras duras sobre as tensas relações
entre as
Igrejas Católica e Ortodoxa, um legado do grande Cisma de
1054
entre os ramos Oriental e Ocidental do Cristianismo.
João
Paulo 2o. visitou países de maioria ortodoxa como Grécia,
Bulgária,
Romêna, Geórgia e Ucrânia, mas nunca foi convidado para
visitar a
Rússia pelo patriarca orotodoxo Alexis 2o, que temia que
Roma
estava tentando "roubar" os fiéis ortodoxos.
"Na
minha opinião, o comportamento da hierarquia ortodoxa foi
escandaloso",
disse Andrei Piontkovsky, analista do Centro de Estudos
Estratéicos.
"O papa não queria se impor sem um acordo com a Igreja
Ortodoxa.
O comportamento deles foi muito miserável e sectário",
acrescentou.
Declarações
no domingo do presidente Vladimir Putin e de Alexis 2o
encobriram
qualquer tensão e expressaram tristeza pela morte do papa.
"Foi
com um sentimento de profunda tristeza que eu recebi as notícias
trágicas
da morte do papa João Paulo 2o", disse Putin em um telegrama
ao
cardeal Joseph Ratzinger no Vaticano.
Alexis 2o
disse que "a personalidade do papa e seus trabalhos e
idéias
tiveram um grande impacto no curso dos eventos mundiais".
Alguns
jovens profissionais russos disseram que a Igreja Ortodoxa
pode ter
motivo para se arrepender de nunca ter convidado o primeiro
pontífice
eslavo da história a visitar a Rússia.
"Ele
era um companheiro eslavo, um homem de espírito similar, e ele
provavelmente
tinha mais sentimentos positivos pela Rússia que
qualquer
outro possível sucessor, que não entenderia as sutilezas da
relação
entre o Vaticano e a Igreja Ortodoxa", disse Anna, professora
universitária
de filosofia, que não quis dar o sobrenome.
Mas para
Mikhail Kotomin, editor que vive em Moscou, muitos russos
têm boas
razões para ter sentimentos mistos sobre o papa por causa de
sua
associação com a era Gorbachev, a qual para muitas pessoas traz
de volta
as dolorosas memórias do colapso da União Soviética e a
caótica
transição para o capitalismo.
8 -
Rússia será representada por primeiro-ministro no enterro do papa
Agência
EFE 04/04/05
O
primeiro-ministro Mikhail Fradkov representará a Rússia no enterro
do papa
João Paulo II, na próxima sexta-feira, no Vaticano, informou
nesta
segunda-feira o ministério russo de Assuntos Exteriores.
A Igreja
Ortodoxa Russa será representada pelo metropolita de
Smolensk
e Kaliningrado, Cirilo, chefe do departamento de Relações
Exteriores
do Patriarcado de Moscou.
A
delegação dos católicos russos será liderada pelo arcebispo de
Moscou,
Tadeusz Kondrusiewicz.
9 -
Presidente e primeiro-ministro da Romênia irão a funerais do papa
Bucareste,
04/04/05 (EFE).- O presidente romeno, Traian Basescu, e o
primeiro-ministro
deste país balcânico, Calin Popescu Tariceanu,
representarão
a Romênia nos funerais do papa João Paulo II,
informaram
nesta segunda-feira fontes oficiais da presidência e do
governo.
Basescu e
Tariceanu assinaram nesta segunda-feira o livro de
condolências
da Nunciatura Apostólica da Santa Sé em Bucareste.
"Sua
Santidade foi um verdadeiro Athleta Christi e um criador da
História.
Foi o horizonte da liberdade, esperança e crença para os
reféns do
comunismo, da pobreza e dos abusos", declarou Tariceanu.
O chefe
do governo afirmou que os romenos nunca esquecerão a visita a
esta
terra feita em 1999 pelo Bispo de Roma, a primeira de um papa a
um país
de maioria religiosa ortodoxa.
O
patriarca Teoctist, de 90 anos, hierarca supremo da Igreja Ortodoxa
Romena,
confirmou nesta segunda-feira que dirigirá pessoalmente o
grupo de
altos prelados que estarão presentes no enterro do papa,
apesar
dos problemas de saúde que lhe afligem ultimamente.
Teoctist
fez uma homenagem a João Paulo II por seu desejo de
aproximar
as igrejas do oriente e do ocidente, assim como por ter
reconhecido
"o manancial apostólico do cristianismo na Romênia"
devido ao
apóstolo André.
Dezenas
de milhares de romenos devem assistir a missas em homenagem a
João
Paulo II nas igrejas católicas, ortodoxas e católicas de rito
bizantino
(unidas com Roma) de toda Romênia, .EFE
10 -
Marovic e Draskovic vão ao Vaticano para funeral de João Paulo
II
Belgrado,
04/04/05 (EFE).- O presidente e o ministro de Exteriores da
Sérvia e
Montenegro, Svetozar Marovic e Vuk Draskovic,
respectivamente,
vão ao Vaticano para assistir ao funeral de João
Paulo II,
de acordo com anúncio oficial feito nesta segunda-feira.
O livro
de condolências na embaixada do Vaticano em Belgrado foi
assinado
por altos funcionários de cargos estatais, representantes
diplomáticos
estrangeiros e líderes religiosos.
Entre os
primeiros que compareceram esta manhã à legação estava o
Patriarca
Pavle, da Igreja Ortodoxa Sérvia, que expressou suas
condolências
aos fiéis e sacerdotes católicos pela morte do papa.
EFE
11 - Os
não-católicos prestam homenagem ao Papa morto
AFP
03/04/05
PARIS, 3
abr (AFP) - Budistas, judeus, muçulmanos ou protestantes, os
líderes
anônimos de diferentes comunidades não-católicas prestaram
homenagem
no domingo à excepcional figura do Papa João Paulo II,
sublinhando
em particular seus esforços para aproximar os povos e as
confissões.
Em
Jerusalém, Cairo, Jacarta ou Pequim são inúmeros os depoimentos
provenientes
de diferentes igrejas, organizações oficiais ou
privadas,
bem como dos governos, apesar de serem países nos quais os
católicos
representam uma pequena minoria.
De seu
exílio em Dharamshala, na Índia, o chefe espiritual dos
budistas
tibetanos, o Dalai Lama, saudou o "grande líder espiritual"
que era
João Paulo II e expressou "profundo reconhecimento" com os
esforços
pela paz por parte do Papa, com quem se reuniu oito vezes.
A maioria
dos não-católicos destaca em suas homenagens o diálogo
intercomunitario,
a ação ecumênica e a aproximação entre os povos.
"Um
homem de paz, um amigo do povo judeu, que reconhecia sua
singularidade
e fazia de tudo pela reconciliação entre os povos",
sublinhou
o premier israelense Ariel Sharon, enquanto os dois grandes
rabinos
de Israel, o sefaradita Sholomo Amar e o "ashkenazi" Yona
Metzger,
bem como as comunidades judaicas dos Estados Unidos ou
Europa,
também lhe prestaram homenagem.
João
Paulo II era "um amigo do povo judeu" que "denunciava sem cessar
o
anti-semitismo e condenava o terrorismo", destacou o grande rabino
Metzger.
Os
israelenses observam uma emocionada recordação da visita em março
de 2000
feita pelo Papa a Jerusalém, estabelecendo relações
diplomáticas
com o Estado hebreu em 1993.
"Perdemos
uma figura religiosa muito importante que dedicou sua vida
à paz e à
justiça para todos", declarou o presidente da Autoridade
Palestina,
Mahmud Abbas.
Os dois
principais canais de televisão árabes, Al-Jazeera e Al-
Arabiya,
fizeram uma cobertura quase contínua da agonia e morte do
Papa,
provocando a ira dos islamitas.
Em
Jacarta, o presidente Bambang Yudhoyono, bem como os principais
líderes
religiosos da Indonésia, o maior país muçulmano do mundo,
lamentaram
a "imensa perda".
No
restante do mundo muçulmano, também se multiplicaram as mensagens,
vindas do
presidente afegão Hamid Karzai ao paquistanês Pervez
Musharraf.
Na Índia,
país que só conta com 2% de cristãos, o governo decretou
três dias
de luto nacional e o Japão budista e "shintoista" saudou os
esforços
do Papa pela paz.
Na
Alemanha, a Igreja protestante assegurou que compartilhava "a dor
com os
irmãos e irmãs católicos".
O chefe
da igreja ortodoxa grega, o patriarca Bartolomeu I, saudou
um
"visionário" que tudo fez pela aproximação das Igrejas.
As únicas
reservas vieram da China e da Rússia.
O governo
chinês apresentou suas condolências desejando que suas
relações
com o Vaticano melhorem no futuro.
China e o
Vaticano não mantêm relações diplomáticas, já que a Santa
Sé
reconhece Taiwan e apóia os católicos chineses fiéis ao Papa,
vítimas
de perseguições.
Saudando
a memória do Papa, a Igreja ortodoxa russa, que denuncia
o
"proselitismo" dos missionários católicos na Rússia, desejou uma
melhora
de suas relações com o Vaticano.
12 - TVS
ÁRABES ACOMPANHAM DRAMA DE JOÃO PAULO II
Por
Remigio Beni
CAIRO, 1
(ANSA) - As Tvs árabes, em especial a Al-Jazira do Qatar,
seguem
atentamente o que está acontecendo no Vaticano em um sinal de
respeito
e homenagem a figura de um líder religioso que trabalhou
para
aproximar cristãos e muçulmanos.
A Tv
Al-Jazira, por mais de 20 minutos, acompanhou a transmissão
italiana
da missa presidida pelo cardeal Camillo Ruini.
João
Paulo II foi amado e lembrado no mundo árabe, mesmo contrário à
guerra
contra o Iraque, e por ter defendido os direitos do povo
palestino.
Ele deixou um sinal nesta região do mundo com as suas
visitas
no Oriente Médio e, em particular, no Santo Sepulcro e no
Cairo,
onde esteve em fevereiro de 2000, depois de ter ficado muito
tempo sem
visitar o Egito.
"Aqui
no Cairo, os fiéis nas igrejas se prepararam e passamos a noite
passada
orando", disse à ANSA o sacerdote Gresh. "A lembrança de João
Paulo II
e do seu encontro no estádio do Cairo ainda está viva",
completou.
Em sua
visita, na época, o encontro reuniu mais de 20 mil pessoas,
entre
cristãos e católicos (os "coptos-ortodoxos", uma espécie de
patriarcado,
no Egito representam uma minoria religiosa, entre seis e
oito
milhões de pessoas). Já os fiéis da igreja "copto-católica" são
em menor
número, um pouco mais de 200 mil.
Vários
muçulmanos foram lembrados pela figura do Papa, porém não para
assistir
à missa, mas em um encontro que reuniu delegações de vários
países e
com os líderes religiosos do Islam, um deles o grande Imam
da
mesquita de Al Azhar, Sheikh Tantaui.
"Para
o Iraque, ele dizia sempre que a guerra era injusta e ameaçava
a relação
entre cristãos e islamitas. E quando o mundo começou a
atacar os
muçulmanos, o Papa disse, portanto, que não era possível
fazer
isso com os cristãos e, sobretudo, com os católicos", disse à
Tv
Al-Jazira Antoine Do, integrante da comissão episcopal para o
diálogo
islâmico-cristão.
01/04/2005
13-
Oriente Médio dá pouco destaque à saúde do papa
Paulo
Cabral, do Cairo - 02 de abril, 2005
O papa
João Paulo 2º é admirado no Oriente Médio como um incentivador
do
diálogo entre as religiões mas, numa região com forte
predominância
muçulmana e cristãos independentes da igreja de Roma, o
fim de um
papado não é um tema que consiga entrar no dia-a-dia das
pessoas.
A mídia
árabe não ignora o que acontece com o papa e os dois
principais
jornais distribuidos em toda a região - o Al-Hyatt e o Al-
Asharq
Al-Awsat - publicaram neste sábado uma página inteira cada um
sobre o
tema, mas fica claro que ele não tem a estatura de principal
assunto
do dia.
As
pequenas comunidades católicas romanas no Oriente Médio se uniram
aos
cristãos ocidentais em orações para o papa, mas não há notícias
sobre
cerimônias organizadas por outras denominações ou religiões
para
homenagear o pontífice.
É
esperado que os governos de países árabes emitam notas de
condolências
caso o papa venha mesmo a morrer, mas até agora estas
nações se
mantiveram silenciosas sobre o tema.
"Quando
o papa visitou os países árabes tivemos muitos diálogos
interessantes.
Sob o papado dele, conseguimos chegar a um acordo para
aumentar
os contatos entre nossas religiões", disse o presidente da
Comissão
de Diálogo Interreligioso da Universidade Islâmica de Al-
Azhar, no
Cairo, Ali Al-Samman.
Contatos
A
Universidade de Al-Azhar é considerada um dos principais centros de
teologia
muçulmana sunita do mundo árabe e as decisões emitidas pelos
líderes
da universidade tem influência bem além das fronteiras
egípcias.
Religiosos
concordam que os contatos entre muçulmanos e católicos se
ampliaram
nos últimos anos mas ainda há questões - não só
contemporâneas,
mas também históricas - influenciando o entendimento
entre as
duas religiões.
Recentemente,
a Universidade de Al-Azhar pediu que Vaticano emita uma
pedido de
desculpas pelos "crimes cometidos contra os muçulmanos
durante
as cruzadas", do século 11 aos século 13. O Vaticano ainda
não se
manifestou oficialmente sobre o pedido.
Em 2001,
o papa fez uma visita ao Oriente Médio - passando por Egito,
Síria,
Israel e Cisjordânia - que foi considerada um marco.
Na
capital síria, Damasco, João Paulo 2º se tornou o primeiro sumo
pontífice
católico a visitar uma mesquita, quando entrou no templo de
Ummayad.
Em toda a viagem, as aparições do papa foram acompanhadas
por
multidões, formadas tanto por cristãos quanto por fiéis de outras
religiões.
O xeque
Abdel Naser Khatib - um libanês-brasileiro que é um dos
líderes
religiosos no Vale do Bekaa, no leste do Líbano - diz que
João
Paulo 2º pode ser considerado um dos batalhadores pelo
entendimento
entre as religiões.
"O
importante é nossas religiões entenderem que temos apenas um Deus
e que uma
fé complementa a outra. O papa João Paulo 2º fez um grande
trabalho
nesse sentido e nossa esperança é que, depois do papado
dele,
este trabalho continue", disse.
O papa
também agradou a opinião pública árabe por sua posição
fortemente
contrária à guerra no Iraque e pelas declarações críticas
a
atitudes israelenses, emitidas pelo Vaticano durante seu papado.
Coptas
O Egito
tem uma minoria cristã (cerca de 5% da população de 76
milhões
de pessoas), mas os cristão egípcios são da denominação
copta,
que rompeu com a igreja de Roma no século 5.
Os coptas
têm o seu própria papa - atualmente Shenouda 3º - e a sede
da igreja
fica na cidade de Alexandria.
"Nós
coptas, nestes últimos anos, começamos a nos interessar mais a
respeito
do que acontece no cristianismo em todo o mundo e obviamente
em
Roma", disse o professor de francês Gammal Melek.
"Nós
vemos o papa João Paulo 2º como uma personalidade muito sábia.
Durante
séculos os coptas e católicos romanos viveram em isolamento
total e
isso só começou a mudar nos últimos anos", disse.
Católicos
A
comunidade católica romana no Cairo - como na maioria dos países do
Oriente
Médio - é formada praticamente apenas pelos estrangeiros que
vivem na
região.
"Nas
paróquias católicas aqui no Cairo as pessoas estão orando pelo
papa como
em vários outros lugares do mundo, mas minha impressão
pessoal é
de que existe uma distância ainda grande entre os coptas e
os
católicos", opinou a professora francesa Bernadette Lucelle, uma
católica
que mora há cinco anos no Egito.
O assunto
é considerado delicado pelos religiosos católicos no país.
Os padres
católicos procurados pela BBC Brasil preferiram não falar
sobre
como andam as relações entre a religião deles e as outras
existentes
no Egito.
14 -
TRISTEZA DE CRISTÃOS NA TERRA SANTA POR SAÚDE DO PAPA
JERUSALÉM,
1 (ANSA) - As igrejas de Jerusalém e Belém se encheram
hoje de
cristãos, tanto palestinos como peregrinos de todo o mundo,
que
oraram pelo papa João Paulo II, enquanto os fiéis da Terra Santa
seguiam
atentamente as notícias vindas do Vaticano.
O
Patriarcado Latino (Católico) de Jerusalém se tornou um centro
informativo
sobre a saúde do papa, para onde vão fiéis e sacerdotes
procurando
as últimas notícias e os eventuais rituais funerários,
caso o
Pontífice faleça.
"Nosso
objetivo é poder recitar orações por ele e por sua saúde, até
domingo,
em todas as igrejas católicas da Terra Santa", explicou o
padre
Shawki, porta-voz do Patriarco.
O premier
palestino, Mahmud Abbas (Abu Ala), respondendo hoje a
perguntas
da imprensa, disse palavras favoráveis ao Pontífice,
lembrando
sua visita ao campo de refugiados da Cisjordânia de
Deheishe,
perto de Belém, em março de 2000.
"O
Papa fez muito pelo diálogo entre católicos e ortodoxos e sempre
teve
muito respeito por ele. Rezo ao Senhor para que o devolva vivo
aos
fiéis", exprresou Markos, um dos sacerdotes ortodoxos gregos que
custodiam
o local onde, segundo a tradição, fica a pedra de mármore
onde foi
enterrado de Jesus.
O padre
Shawki acrescentou que, se o Papa falecer, será celebrada uma
missa
para todos os fiéis no Santo Sepulcro.
01/04/2005
15 -
Milhares de cristãos rezam pelo papa no Santo Sepulcro
Agência
EFE 02/04/05
Milhares
de cristãos concentram-se neste sábado para rezar pelo papa
João
Paulo II ante o Santo Sepulcro de Jerusalém, aberto aos fiéis
durante
todo o dia e parte da
Cristãos
palestinos, peregrinos, freis franciscanos e também gregos-
ortodoxos,
armênios e coptos oraram hoje pela alma do Pontífice, que
agoniza
em Roma.
Todos os
conventos da Terra Santa realizaram uma missa especial pelo
papa João
Paulo II, um dos pontífices mais comprometidos com a
presença
cristã e a paz na terra de Jesus.
Os
ofícios religiosos pelo papa se realizaram em todos os santuários,
entre
eles o Santo Sepulcro, o Cenáculo, a Getsêmani em Jerusalém; a
Natividade
de Belén; a Anunciação de Nazaré e a Igreja de Cafarnaum
em
Tiberíades.
João
Paulo II estava ligado intimamente à Terra Santa, como
demonstrou
na histórica visita que fez em 2000 e na qual seguiu os
passos de
Jesus com mais de 200.000 peregrinos.
Paralelamente
às orações para a recuperação do Pontífice, a Igreja
começou a
verificar o protocolo para o caso de ele morrer nas
próximas
horas.
Os funerais
de João Paulo II acontecerão no Santo Sepulcro, e as
principais
autoridades israelenses e palestinas serão convidadas,
além dos
hierarcas das diferentes confissões, judias, muçulmanas e
cristãs.
16 - Para
árabes Papa foi "campeão da paz e da liberdade"
EFE
Por Heba
Helmy Cairo, 03/04/05 (EFE).- O mundo árabe uniu-se neste
domingo
às mostras de pesar pela morte do Papa João Paulo II,
considerado
"campeão da paz e da liberdade" pelos Governos e
autoridades
religiosas da região.
Esse
sentimento foi refletido nas palavras do grande imã de Al Azhar
do Cairo
e líder espiritual do islã sunita, Mohammed Sayed Tantaui,
que
descreveu a morte do Pontífice como "uma grande perda, já que era
um ícone
da paz e do amor".
Tantaui
disse que a morte de João Paulo II é lamentada por todos os
egípcios
- tanto os integrados à igreja ortodoxa commo à fé de Maomé -
e
ressaltou a postura "moderada" do Pontífice diante das causas
palestina
e iraquiana e seus esforços para apoiar o amor e a amizade
entre
muçulmanos e cristãos.
Reação
semelhante teve o presidente egípcio, Hosni Mubarak, para quem
o Papa
era "um defensor das causas árabes", especialmente a
palestina.
Assim como Tantaui, Mubarak destacou que o papa era "um
ícone da
paz".
Neste
domingo, os templos cristãos celebraram missas em memória do
papa no
Cairo, onde o porta-voz da Igreja Católica Romana, Rafik
Greish,
afirmou que o Pontífice merece a admiração de todos por
trabalhar
durante 26 anos "para que o amor reinasse no mundo".
Greish
afirmou que o papa "sempre se alinhou com os palestinos em sua
causa e
se opôs à guerra do Iraque". Além disso, o porta-voz
ressaltou
o papel do Pontífice na queda do comunismo e
na
"restauração dos valores religiosos na Europa".
Em
comunicado assinado pelo papa da Igreja Copta, Shenuda III, e pelo
Comitê de
Igrejas de Oriente Medio, João Paulo II é considerado "um
homem que
serviu ao mundo para conseguir a paz, a segurança e a
liberdade".
O
secretário-geral da Liga Árabe, Amro Musa, destacou o empenho de
João
Paulo II - a quem considerou como "clérigo único" - em promover
o diálogo
entre as religiões.
Moussa,
como outros dirigentes árabes, ressaltou o interesse
particular
que o Papa mostrou pela pacificação do Oriente Médio e
seus
esforços para que essa paz se baseasse "nos princípios de
igualdade,
justiça e liberdade".
No
Líbano, país árabe com maior proporção de cristãos, o governo
decretou
neste domingo três dias de luto oficial.
Segundo o
presidente do Líbano, o pró-sírio Émile Lahoud, "apesar do
Líbano ser
um país pequeno, foi sempre especial para o Pontífice, que
em várias
ocasiões rezou por ele e pressionou a comunidade
internacional
a ajudar a preservar sua existência e sua coexistência".
João
Paulo II, que visitou o país em 1997, descreveu o Líbano
como
"uma nação com uma nobre missão e uma interação de diversas
culturas
e religiões".
O
primeiro-ministro, Omar Karami, e o chefe do Parlamento, Nabih
Berri,
renderam homenagem ao papa por seu trabalho em favor da paz no
Líbano e
no mundo.
O
presidente da vizinha Síria, Bachar al Assad, enviou uma mensagem
de
condolências ao Vaticano, em que expressou "profunda tristeza pela
morte de
quem dedicou sua vida à virtude, à paz e à justiça no mundo".
Na
Jordânia, um país de maioria muçulmana mas que conta com uma
importante
minoria de cristãos - em sua maioria de origem palestina -
, a
imprensa e os meios de comunicação oficiais renderam homenagem ao
papa.
A
televisão jordaniana o lembrou "como um grande homem que deixou
sinais
impressionantes com relação à paz e à estabilidade no mundo
inteiro".
As
manifestações de tristeza pela morte do papa João Paulo II não
aconteceram
somente nos países árabes com importantes comunidades
cristãs
mas também no Golfo Pérsico, onde a totalidade da população é
muçulmana.
O Chefe
de Estado dos Emirados Árabes Unidos, xeque califa Ben Zayed
Al-Nahyan,
destacou a contribuição do Pontífice a um maior
entendimento
entre o islã e o cristianismo.
"Estamos
muito tristes pela morte do papa João Paulo II e em nome do
governo e
do povo dos Emirados Árabes Unidos expressamos nosso pesar
aos
membros da Igreja Católica no mundo todo", disse o emir, segundo
a agência
local WAM.
Em um
editorial, o jornal saudita Arab News disse que os muçulmanos
do Oriente
Médio sentem particularmente o falecimento do papa.
"Sua
morte será lamentada não só por centenas de milhões de católicos
de todo o
mundo, mas também pelo resto das crenças cristãs e dos
seguidores
de outras religiões", diz o texto.
O jornal
kuwaitiano Arab Times ressaltou que o Pontífice era "uma
pessoa
afável, que contribuiu imensamente para promover a paz e a
harmonia
comum".
Todas as
reações sucedem à comoção que a morte do papa causou nas
televisões
árabes, que interromperam sua programação para emitir
documentários
sobre a vida de João Paulo II, onde destacaram que o
ele
sempre trabalhou pelo entendimento entre as diferentes
civilizações
e religiões do planeta. EFE jam jjt/ca
17 - Os
cristãos no Iraque, mesmo com as dificuldades, ao lado do
Santo
Padre na oração- Fala com Fides o Patriarca Caldeu de Baghdad
Emmnuel
Delly
Baghdad
(Agência Fides) - Todos os cristão iraquianos estão ao lado
do Santo
Padre. O Patriarca
Caldeu de
Baghdad Emmanuel Delly fez para Fides a seguinte
declaração:
"Estamos muito tristes com estas notícias sobre o Santo
Padre.
Participamos de seu sofrimento com a oração, o fizemos com as
laudas
desta manhã e com a Santa Missa. Oremos ao Senhor para que lhe
dê força.
Todos os fieis vivem esse momento e rezam fortemente: os
Bispos,
os sacerdotes, os religiosos e os leigos. Nós cristãos
iraquianos,
mesmo com nossas dificuldades, continuamos a rezar,
estamos
ao lado do Santo Padre". (AE) (Agência Fides 1/4/2005)
18 - O
Bispo Caldeu de Mosul: "Os meninos da Primeira Comunhão rezam
para o
Papa": para a Fides o depoimento de Mons. Paulos Faraj Rahoo
Mosul
(Agência Fides) - Mesmo na área de Mosul, no norte do Iraque, a
comunidade
cristã está em apreensão e em fervente oração para Santo
Padre .O
Bispo Caldeu de Mosul, Mons. Paulos Faraj Rahho, contou, num
colóquio
com a Fides: "Ontem celebrei a Primeira Comunhão de muitos
meninos
na cidade de Talkef, no norte de Mosul. Após a celebração
ouvi a
notícia do agravamento da saúde do Papa. Fiquei muito abalado.
Ficamos
com os fieis a rezar na Igreja e todos os meninos rezaram
para o
Papa.
Hoje pela
manhã celebramos a Oração das Laudas todos juntos, rezando
de modo
especial para a saúde do Santo Padre. Acompanhamos as
notícias
através dos mass media e toda a comunidade de Mosul está em
apreensão
e em oração. Já nos dias de Páscoa na zona de Mosul vieram
muitos
cristãos de todo o Iraque, principalmente de Baghdad, para
celebrar
a festividade da Ressurreição com tranquilidade. E a
comunidade
cristã sempre rezou para o Papa, com grande afecto.". (AE)
(Agência
Fides 1/4/2005)
19 -
Rosário, Via Crúcis, Santa Missa para o Santo Padre no começo da
Quaresma
- Orações também por parte dos muçulmanos ppara o Papa,
símbolo
de paz e unidade - Para Fides, Mons. Youssef Sarraf, Bispo
Caldeo do
Cairo
O Cairo
(Agência Fides) - A comunidade cristã no Egipto está vivendo
o começo
da Quaresma, visto que celebram a Páscoa nos primeiros dias
de maio,
em comunhão com a comunidade Copta ortodoxa, muito numerosa
no Egipto.
Mons. Youssef Sarraf, Bispo Caldeo do Cairo, declarou para
Fides:
"Os fieis cristãos no Egipto oferecem a oração do Rosário, a
Via
Crúcis e a Santa Missa para o Santo Padre. Vamos rezar para que
Deus o
acompanhe em seu sofrimento e não o abandone. Junto connosco
também
rezam os fieis muçulmanos que reconhecem o Papa como uma
grande
guia espiritual. No Egipto cristãos e muçulmanos rezam para o
Papa para
que seja feita a vontade de Deus para ele. Os fieis o amam.
Os
muçulmanos o respeitam e o admiram. João Paulo II conquistou o
coração
de todos, foi um símbolo de unidade e de paz. Nessa época de
Quaresma
que estamos vivendo vamos intensificar as vigílias de oração
para o
Papa" -
(AE)
(Agência Fides 2/4/2005)
20 -
Comoção dos católicos iraquianos, amanhã celebração unitária com
os
cristão Ortodoxos: fala com a Fides o Bispo Caldeo de Mosul
Mosul
(Agência Fides) - Os cristão iraquianos rezam e choram pelo
Papa, e
lembram seu grande empenho pela paz. Mons. Paulos Faraj
Rahho,
Bispo Caldeo de Mosul, disse para a Agência Fides "Os sinos da
catedral
Caldea de Mosul tocaram poucos minutos após o anúncio da
morte do
Santo Padre. Essa manhã após a Santa Missa dedicada ao Papa,
os sinos
tocaram de novo em todas as Igrejas de Mosul, em sinal de
luto,
conforme uma antiga tradição do nosso país, quando uma pessoa
querida e
importante morre. Amanhã haverá uma Santa Missa unitária em
sufrágio
do Santo Padre celebrada pela comunidade de católicos
Caldeus,
Assírios e Latinos e com a participação de representantes da
Igreja Ortodoxa,
no mosteiro de S. Jorge em Mosul às 4:30 hora local.
Os sinos
das nossas igrejas tocarão ainda no dia do enterro do Papa,
em
contemporânea com Roma para manifestar o sentido de unidade
profunda.
Ontem, ao celebrar algumas Primeiras Comunhões, disse aos
meninos
que o Santo Padre estará sempre entre nós e que ele continua
a rezar
para todos nós. Todos os fieis choraram por ele". (AE)
(Agência
Fides 3/4/2005)
21 -
Muitas noticias e mais de 70 fotografias na agência dos
católicos
iraquianos: os testemunhos dos jovens católicos de Baghdad
Mosul
(Agência Fides) - Grande relevo às noticias do Vaticano na
agência
dos católicos iraquianos que no web http://ankawa.com,
em
língua
árabe, relatam muitos artigos e intervenções sobre o Papa,
contam
suas últimas palavras, a grande multidão na Praça São Pedro,
os
aplausos e os silêncios dos numerosos fieis. O Portal também
publica
mais de 70 fotografias da noite em que o Papa voltou ao céu.
Lê-se
entre as notícias: "Os fieis iraquianos, ainda feridos pela
situação
no nosso país, acreditam que o Papa está junto connosco com
a sua
prece", são referidos comentários de católicos iraquianos que
estão a
rezar em Baghdad. Dallala, católica Caldea disse: "O Papa foi
um homem
de paz e estará sempre nas nossa memória". Moayad, um jovem,
compôs
uma poesia sobre o papa. Um outro jovem, Namir sabri, mostra
uma
fotografia do Papa e fala dele com carinho. Sammem yusf diz
que
"o Santo Padre amava os jovens e será sempre um jovem nas nossas
mentes".
Temos fé no Senhor e sabemos que também o novo Papa será
para nós
iraquianos um mensageiro de paz. (AE) (Agência Fides
3/4/2005)
22 -
HOMENAGEM DA ASSEMBLÉIA IRAQUIANA AO PAPA
BAGDÁ, 3
(ANSA) - A Assembléia Nacional iraquiana homenageou hoje o
papa João
Paulo II, que morreu sábado aos 84 anos de idade, enquanto
o governo
provisório analisa o envio de uma delegação para os
funerais
do Papa.
O
deputado Dari al Fiad pediu, quando estava para começar a sessão,
uma
homenagem ao Papa que, disse, "sempre acompanhou de perto os
grandes
sofrimentos do povo iraquiano".
Pascal
Warda, ministro dos Iraquianos no Exílio e Imigração, disse à
ANSA que
foi proposto envio de uma delegação aos funerais de Karol
Wojtyla.
"Tive
a sorte de ter me encontrado quatro vezes com ele e, em cada
uma
delas, tive a certeza dele ter sido enviado pelo Senhor para
salvar a
humanidade dos sofrimentos da guerra", disse.
Cristãos
e muçulmanos do Iraque se uniram em oração quando começou a
agonia do
Papa e na quinta-feira, dia sagrado para os islâmicos, João
Paulo II
foi homenageado nas mesquitas.
O
patriarca caldeu (natural da Caldeia, atual Curdistão) de Bagdá,
Emmanuel
Delly, manifestou hoje em uma conversa com a ANSA sua
tristeza
e lembrou o seu último encontro com o Pontífice.
"Me
perguntou sobre o Iraque, pelos pobres filhos da Mesopotâmia" (o
atual
Iraque), disse o patriarca que assegurou que continuará pedindo
a Karol
Wojtyla que "interceda diante do senhor" pelo destino de
Bagdá.
Delly
anunciou que na quinta-feira presidirá uma missa em memória do
Pontífice.
O Iraque
tem uma população católica de 750 mil pessoas, a maioria de
fé
caldeia, sobre um total de 24 milhões de habitantes.
03/04/2005
23 - O
ortodoxo Alexander, Bispo de Baku, garante orações para o Papa
Baku
(Agência Fides) - Padre Jan Kapla Superior da "Missio sui iuris"
de Baku
contou para a Fides que Alexander, o Bispo ortodoxo de Baku,
preocupou-se
de pedir informações sobre a sua saúde, manifestou-me
sua
proximidade e garantiu suas orações. "Jornalistas e simples
cidadãos,
fieis e não fieis pedem-me notícias sobre as condições de
saúde do
Papa. As autoridades civis e muitos fieis muçulmanos também
o
fizeram. O Papa está muito perto da figura dos idosos e dos
sofredores,
que na comunidade azerbaijana são numerosos : eles
compartilham
com o Santo Padre sua condição de sofrimento", concluiu
(PA)
(Agência Fides 2/4/2005)
24 -
Oração intensa dos jovens sírios: para a Fides o testemunho do
Bispo
Sírio de Damasco
Damasco
(Agência Fides) - Comoção na comunidade cristã de Damasco,
especialmente
entre os jovens. Mons. Goregorios Elias Tabè, Bispo de
Damasco
dos Sírios, disse para a Fides: "Estávamos a rezar para o
Papa
quando nos chegou a noticia de sua morte. A recebemos com dor
mas
também com a esperança de que o Senhor abriu para ele as portas
do Céu e
que certamente ele está com Jesus e Maria. Foi um santo
Papa, um
mestre que nos ensinou como poder estar perto dos doentes e
de todas
as pessoas que sofrem. Ontem celebramos a Santa Missa junto
com todos
os católicos de diferentes rituais, Siriacos, Caldeos,
Latinos,
com a presença do Núncio Apostólico Mons. Giovanbattista
Morandini.
Continuamos a rezar para ele durante as celebrações das
Laudas,
dos Vespros e da Santa Missa, mantendo viva a esperança da
Ressurreição.
Aqui todos os fieis, e mesmo os não cristãos,
acompanham
as noticias de Roma na TV e nos jornais. De modo especial
os jovens
sírios lembram quando o Papa visitou nosso país. Uma
presença
forte que deixou uma lembrança em todos, especialmente nos
jovens
que hoje rezam intensamente para ele"
(AE)
(Agência Fides 3/4/2005)
25 -
Paulistanos oram pelo papa na Sé e recebem mensagem de D.Cláudio
Por
Maurício Savarese 03/04/2005
SÃO PAULO
(Reuters) - Paulistanos lotaram a Catedral da Sé para orar
pela alma
do papa João Paulo 2o., morto no sábado. Representantes de
outras
religiões também expressaram palavras de afeto ao pontífice,
durante
cultos neste domingo.
O
arcebispo de São Paulo, cardeal dom Cláudio Hummes, considerado um
dos
principais sucessores de João Paulo 2o., não participou da missa.
O
substituto dele na cerimônia, o bispo auxiliar dom Benedito Beni
dos
Santos, afirmou que Hummes estafa afônico por causa de uma forte
gripe e
ficou em repouso por orientação médica.
Durante a
missa, à qual compareceram aproximadamente 1,2 mil pessoas,
a
participação de dom Cláudio ocorreu por meio de uma mensagem, lida
pelo
presidente da cerimônia.
"Louvamos
a Deus porque este papa foi dos maiores da história desta
Igreja",
dizia o texto do cardeal arcebispo. "João Paulo 2o. (...)
marcou
profundamente, de forma extraordinária e construtiva, a
história
da Igreja e do mundo em seu longo pontificado. Será sempre
lembrado
por seu dinamismo apostólico, sua sabedoria pastoral e seu
amor ao
povo, de quem sempre quis estar próximo."
Hummes
deve decidir nesta segunda-feira quando viajará para o
Vaticano
para comparecer ao funeral do pontífice, segundo a
assessoria
do arcebispo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
convidou
Hummes para viajar com ele no avião presidencial, mas não
está
certa uma data para a viagem. "Amanhã deveremos entrar em
contato
com Brasília para saber quando o presidente vai viajar para o
Vaticano.
Se ele (Lula) for na quinta-feira, d. Cláudio viajará
antes",
informou a assessoria.
Não se
sabe se o arcebispo retorna ao país antes do conclave que
elegerá o
novo papa, a ser realizado em até 20 dias após a morte de
João
Paulo 2o.
O
sentimento pela possibilidade de dom Cláudio ser escolhido novo
papa foi
misto entre os religiosos paulistanos presentes na Catedral
da Sé
neste domingo.
"Dom
Cláudio é muito conhecido na cúria romana. Ele tem 10 cargos lá.
É um
grande pastor em uma das maiores arquidioceses do mundo. Ele
fala
diversas línguas e é necessário que um papa fale muitos idiomas.
Na minha
opinião, ele é um dos melhores candidatos. O Brasil merece",
sacramentou
dom Benedito.
O
secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB),
dom Odílio Sherer, preferiu evitar o tom de campanha em favor
de
Hummes.
"As
fofocas correm, mas isso aí pode mudar tudo. A gente não se
orienta
por aí. Alguns foram colocados em grande evidência nesses
últimos
tempos, entre os quais o dom Cláudio. Mas isso não significa
muito no
conclave", minimizou o religioso.
"Não
adianta torcida. Torcida funciona ao contrário nesse caso."
ORTODOXOS
E EVANGÉLICOS
A
trajetória do papa também foi lembrada por membros de outras
religiões
em São Paulo. As diferenças entre a Igreja Católica Romana
e a
Ortodoxa Antioquina foram minimizadas pelo padre Valério Lopes,
substituto
do arcebispo Damaskinos Mansour.
Segundo
ele, para os fiéis das duas comunidades o que vale é a
maneira
como se vivencia a fé.
"Não
importa a sua religião, eu acho que você deve ter uma e viver
esta uma
tão intensamente e tão profundamente de tal maneira que você
não tenha
tempo para falar mal da fé do outro", disse o representante
da Igreja
Ortodoxa em São Paulo.
Sobre a
morte do papa João Paulo 2o., ele afirmou que "o povo (da
Igreja
Ortodoxa) sentiu muito, pois essa diferença entre as igrejas é
mais
vista pela hierarquia e pelos padres do que pelo povo, que serve
a Deus.
Se o líder é bom, ele segue esse líder. O papa foi um líder
mundial,
fazendo os dois pulmões da Igreja, o ocidental e o oriental,
respirarem
juntos".
No templo
da Igreja Universal do Reino de Deus na região de Santo
Amaro, a
maioria dos fiéis mostrou-se resistente em falar sobre a
morte do
papa.
Segundo o
pastor Paulo Franco, a "posição da igreja (sobre a morte) é
neutra".
Mas a
dona-de-casa Denise Cotardi, 45, expressou pesar pelo
ocorrido.
"Balança o ser humano. Não é porque eu sou evangélica que
eu vou
deixar de gostar dele. Acho que o próximo papa não será como o
João
Paulo 2o., ele viajou para outros países e foi completamente
diferente
dos outros", disse Cotardi.
"Há
atritos entre católicos e evangélicos, mas, como o assunto se
tratava
da saúde do papa, todos se reuniram em uma só fé em favor da
saúde
dele", observou o estudante Denis Marcel de Oliveira, 18, que
trabalha
para a Rádio Aleluia em Franca, no interior paulista.
Durante o
papado de João Paulo 2o. (1978-2005), o número de católicos
no Brasil
caiu de 89 por cento da população (Censo de 1980) para 73,8
por
cento. Nesse mesmo período, as religiões evangélicas passaram de
6,2 por
cento para 15,4 por cento.
(Reportagem
adicional de Alice Assunção e Denis Eduardo Serio)
26 -
UCRÂNIA: Sem democracia não há liberdade religiosa
Missão
Portas Abertas 03/04/05
Algumas
semanas depois de se tornar presidente no que se apelidou
de
"Revolução Laranja", Viktor Yushchenko proporcionou uma importante
mudança
nas relações igreja-estado. Surpreendendo seus ouvintes em
uma
visita a Zhytomyr na região central da Ucrânia em 8 de fevereiro,
ele
anunciou que dentre as agências governamentais que seriam
abolidas
estava o Comitê do Estado para Assuntos Religiosos,
incluindo
seu escritório local. Mais de 150 funcionários trabalhando
com
assuntos religiosos seriam então cortados. "O governo trabalhará
abertamente
com todas as religiões", garantiu Yushchenko, prometendo
igual
tratamento para todos os tipos de fé e o fim da interferência
do estado
na vida interna das comunidades religiosas. "Não é nosso
objetivo
criar deliberadamente obstáculos para uma ou outra fé ou
igreja".
Ele reforçou que cada indivíduo deve escolher por conta
própria a
fé que seguirá.
Yushchenko
destacou mais de uma vez sua opinião de que o estado deve
ser
neutro com relação às religiões. "Minha política de governo se
baseia no
fato de que ninguém neste recinto pode apontar o dedo para
você e
dizer que igreja você deve freqüentar," explicou ele para um
grupo de
pessoas na cidade de Donetsk no leste do país logo após
tomar
posse. "Eu estou falando acima de tudo de um estado secular.
Não temos
nada com isso - é um direito de cada pessoa escolher. Deve
ter
pessoas aqui que freqüentam sinagogas, outras vão a mesquitas,
outras a
uma igreja ortodoxa, outras a uma igreja católica. Nenhum
deles
deve ser privilegiado em relação aos outros."
Ampliando
isso, e citando explicitamente a autoridade de Yushchenko,
o
primeiro ministro Mykola Tomenko insistiu em março que os recursos
do estado
não poderiam mais ser usados para financiar a construção de
locais
para cultos de qualquer fé. "Se a comunidade quer uma nova
igreja em
sua vila, eles devem levantar os recursos para isso," disse
ele.
A decisão
de Yushchenko de acabar com a interferência do estado nos
assuntos
religiosos é um forte sinal para toda a região. Não se sabe
quão
longe estão outras antigas repúblicas soviéticas que continuam
usando o
estilo soviético das agências de governo para controlar as
religiões
de sucumbir aos ventos que vem da Ucrânia. Dois países
vizinhos,
Bielorússia e Moldávia, têm agências para assuntos
religiosos
que estão ansiosas para implementar uma política
discriminatória
que favorece o Patriarcado de Moscou, protegendo o
dos
grupos ortodoxos e não-ortodoxos rivais. Outros locais -
especialmente
no Azerbaijão, Usbequistão e Turcomenistão - comitês
para
assuntos religiosos poderosos procuram suprimir comunidades
religiosas
desfavorecidas. Poucas destas agências governamentais - e
a polícia
secreta que fica por trás delas - estão prestes a conseguir
controlar
as comunidades religiosas, ainda há esperança na Moldávia,
onde
ocorreram eleições livres.
Na
Ucrânia, o sentimento geral de que o antigo modelo comunista para
a relação
igreja-estado foi finalmente deixado de lado é o maior
ganho da
revolução laranja na área da religião. Tem se tornado claro
que não
só o estado deve ficar livre da influência da Igreja como a
Igreja
não deve se aliar aos interesses do governo ou dos partidos
políticos.
Algumas congregações religiosas - mesmo igrejas inteiras -
que não
perceberam isto antes do começo da revolução perderam muito
aos olhos
de seus próprios membros, enquanto aquelas que participaram
dos
protestos na Praça da Independência em Kiev contra a fraude nos
resultados
das eleições passaram no teste com triunfo.
A
diversidade de religiões e denominações presentes da Praça da
Independência
ilustrou como na Ucrânia de hoje o estado só pode ser
neutro
com relação às instituições religiosas. Logo irá se ver como é
mais
fácil falar sobre isso do que colocar em prática. Em 4 de
fevereiro,
dia em que o governo tomou posse, atritos ocorreram entre
partes em
conflito da Igreja Ortodoxa Autônoma da Ucrânia quando um
grupo
violentamente tomou locais em Kiev ocupados por um grupo rival.
Os órgãos
do governo, no entanto, não interviram, errando na
distinção
entre o dever do estado de ser neutro em conflitos internos
da igreja
e o dever de responder prontamente a atos violentos
cometidos
por qualquer cidadão.
O esforço
do novo presidente e de seu governo em manter a
neutralidade
parece ser sincero e mesmo nasceu do sofrimento (o clero
e os membros
da Igreja Ortodoxa da Ucrânia do Patriarcado de Moscou
abertamente
fizeram campanha contra Yushchenko durante as eleições).
Ainda
resta pelo menos um desafio para alcançar o objetivo: a cisão
dentro da
Igreja Ortodoxa da Ucrânia. Muitos dentro das diferentes
jurisdições
Ortodoxas têm pedido ao estado para intermediar a
unificação
de seus grupos. Como as diferentes comunidades têm
diferentes
idéias de como essa unidade pode ser alcançada, existe um
conflito
de conceitos o qual oficiais do governo - que geralmente não
conseguem
entender a natureza da igreja - terão dificuldade para
resolver.
Poucos
líderes religiosos da Ucrânia irão lamentar a extinção do
Comitê do
Estado para Assuntos Religiosos, o instrumento da antiga
tradição
comunista de controlar organizações religiosas. Por outro
lado,
muitos analistas estão preocupados com a ausência (mesmo que
temporária)
de um órgão que tenha uma função de coordenar e mediar as
relações
entre organizações religiosas e o estado. Se esta
preocupação
é resultado da inércia de formas antigas de pensamento ou
é uma
necessidade real que poderia ser alcançada por outras
estruturas
mediadoras será logo esclarecido.
Não é a
primeira vez que a Ucrânia tenta esquecer o modelo soviético
de
controle repressivo sobre a atividade de organizações religiosas.
A
primeira tentativa de acabar com o Comitê ocorreu logo depois da
independência
da Ucrânia em 1991, mas ele foi rapidamente
restabelecido.
Desde então seu trabalho tem mostrado um nível maior
de
liberdade religiosa comparado com o regime soviético e ao mesmo
tempo
mantendo a tradição de controle administrativo na esfera
religiosa
para o benefício do regime do então presidente Leonid
Kuchma.
No
entanto, o principal bastião destas tradições de controle
administrativo
não está em estruturas como estas, mas nas funções que
lhes são
dadas. A Rússia não tem no governo nenhum Conselho para
Assuntos
Religiosos, mas o grau de subordinação da Igreja Ortodoxa ao
estado e
o alcance da discriminação das leis são muito maiores do que
na
Ucrânia. Tudo depende não dos títulos formais das estruturas
mediadoras,
mas nas tarefas que o governo lhes concede.
Como os
quase 15 anos da independência da Ucrânia mostram, a melhor
garantia
de liberdade religiosa é o pluralismo religioso,
confessional
e denominacional do país e a paridade de força das
principais
comunidades religiosas. Estes fatores não permitem que
renasça o
antigo modelo onde a Igreja era um instrumento do estado.
No
entanto, a paridade de força e a ausência de uma religião que
exerça um
monopólio óbvio são características específicas da Ucrânia
em
contraste com outras ex-repúblicas soviéticas (não considerando as
repúblicas
do Báltico).
Então
enquanto o movimento da Ucrânia Laranja de abolir a agência
governamental
que controlava as comunidades religiosas é admirável e
um
exemplo para outros estados seguirem, implementar uma mudança como
esta está
longe de ser algo simples.
É
provável que o exemplo ucraniano de dar liberdade aos grupos
religiosos
encoraje toda a região pós -soviética não como um modelo a
ser
imitado diretamente, mas somente no sentido de encorajar a
democracia
geral. Um modelo como este não pode ser imposto
mecanicamente
em outros países. O exemplo ucraniano, se tiver
sucesso,
facilitará a procura de seus vizinhos por formas de
administração
do estado que não permitam os flagrantes de abusos dos
direitos
humanos que inflamaram revoluções não-violentas primeiro na
Geórgia e
depois na Ucrânia. Em outras palavras, estes países
ajudaram
a aumentar o nível de respeito pelo ser humano.
Eu devo
ser realista. A esperança por mudanças democráticas - que
tragam
mais liberdade para as comunidades religiosas e menos
interferência
do estado - é maior na Bielorússia e na Moldávia, que
compartilham
idéias parecidas com as da Ucrânia. Na Bielorússia, um
segmento
democrático da população olha para a Europa, enquanto para a
Moldávia
o exemplo da Romênia é encorajador. Infelizmente a esperança
por mais
democracia e liberdade genuína para as comunidades
religiosas
são provavelmente pouco realísticos na Ásia Central num
futuro
próximo - estes estados têm estilos de governo completamente
diferentes.
Porém
aquilo que se mostrou verdadeiro para a Ucrânia será para
todos:
sem um respeito amplo pelos direitos humanos e governos
confiáveis,
será pouco provável que comunidades religiosas possam
escapar
dos esforços do governo de controlá-las.
O
professor Myroslav Marynovych é vice-reitor da Universidade
Católica
da Ucrânia <http://www.ucu.edu.ua> em
Lviv e diretor do
Instituto
de Religião e Sociedade desta Universidade.
Tradução:
Cláudia Veloso
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