BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 33 - 01 de abril de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos,

Hoje vou pedir uma oração especial pelo Papa João Paulo II, que está
passando por momentos muito difíceis, para que seja feita a vontade
de Deus.

Saudações em Cristo.

Luis Felipe


ÍNDICE

1 - Líder católico na Rússia pede por orações ao papa

2 - Foram abertas ao público para adoração as relíquias de Aleksi

3 - Patriarca russo entregou condecorações eclesiásticas

4 - Patriarca Aleksi II foi distinguido com a condecoração "Estrela
de Ouro pela Fidelidade à Rússia".

5 - Tribunal russo condena exposição de arte contemporânea em Moscou

6 - IGREJAS NA FRANÇA CONVIDAM A VOTAR PELO "SIM" NO REFERENDUM SOBRE
A CONSTITUIÇÃO EUROPÉIA

7 - Vaticanista revela crescimento de "cristãos invisíveis" em Terra
Santa

8 - Uma "Lâmpada de paz para a Terra Santa" une em oração os cristãos
de todo o mundo

9 - Páscoa sob toque de recolher: entre temores e preocupações, os
fiéis celebram os ritos da Semana Santa, mas sem celebrações
noturnas - "Pedimos ao Senhor harmonia, sereniddade e liberdade para
as nossas crianças"

10 - "Tememos a guerra civil por muitas razões, uma das quais é que
os cristãos seriam as primeiras vítimas": afirma uma religiosa
iraquiana das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

11 - A Herança dos Czares: obras dos museus do Kremlin de Moscou

12 - Rússia é tema de exposição em São Paulo

13 - Faap traz a mega exposição "A Herança dos Czares"

14 - PRESIDENTE PUTIN NA ARMÊNIA

15 - Os recentes atos de violência em Beirute preocupam a todos

16 - Bomba explode no leste de Beirute e pode ter feito vítimas

17 - Atentado a bomba atinge região cristã em Beirute


NOTÍCIAS


1 - Líder católico na Rússia pede por orações ao papa

da Folha Online 01/04/2005 - 11h03

O arcebispo Tadeysz Kondrusiewicz, líder da Igreja Católica na Rússia
pediu, durante a missa realizada nesta sexta-feira na catedral
católica da Imaculada Conceição, em Moscou [capital russa] que todos
os fiéis rezassem pela saúde do papa João Paulo 2º, que se encontra
em condição grave de saúde, segundo informações divulgadas pelo
Vaticano.

"A saúde do papa piorou dramaticamente nesta madrugada", afirmou o
arcebispo durante a cerimônia, de acordo com a agência de notícias
russa Itar-Tass.

Ele pediu aos católicos na Rússia para "oferecerem suas orações e
atos de caridade pela vida" de João Paulo 2º.

Apesar do apoio dos católicos russos, as tensões entre a Igreja
Ortodoxa e a Igreja Católica no país aumentaram desde o fim da União
Soviética, em 1991. As lideranças ortodoxas russas acusam os
católicos de tentar converter ortodoxos na Rússia e em outras regiões
da ex-União Soviética.

A disputa acabou por impedir que o papa João Paulo 2º fizesse uma
visita à Rússia.

O patriarca ortodoxo Alexy 2º, que foi hospitalizado em agosto último
por causa de uma arritmia cardíaca, desejou ao papa uma "delicada
recuperação" há um mês.

Nesta sexta-feira, o vice-diretor do departamento de Relações
Exteriores do Patriarcado ortodoxo, Vsevolod Chaplin, disse
que "nesses dias difíceis para a Igreja Católica, muitas pessoas na
Rússia e a Igreja Ortodoxa sentem o sofrimento de João Paulo 2º.
Desejamos a ele que melhore."

Há cerca de 600 mil católicos na Rússia. O resto da população russa,
que soma mais de 143 milhões atualmente, se divide entre ortodoxos e
muçulmanos.

Com agências internacionais


2 - Foram abertas ao público para adoração as relíquias de Aleksi

Voz da Rússia 30/03/2005

No Mosteiro Novo do Salvador, em Moscou, foram abertas ao público
para adoração as relíquias de Aleksi, um homem de Deus, trazidas na
segunda-feira da Grécia. Esse objeto de culto estará também exposto
na Sé de Cristo Redentor. A Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia recorda
esse santo em 30 de março. Sabe-se de vários testemunhos de curas
frequentes depois de preces rezadas junto das relíquias do reverendo
Aleksi.


3 - Patriarca russo entregou condecorações eclesiásticas

Voz da Rússia 29/03/2005

O patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, entregou
condecorações eclesiásticas a várias figuras sociais e políticas.
Este ano, o Patriarcado de Moscou conferiu seu prêmio ao primaz
ortodoxo Maksim, da Bulgária, ao presidente da Estônia, Arnold
Ruutel, ao presidente da Câmara da Indústria e do Comércio da Rússia,
Ievgheni Primakov, e à Sociedade Cristã Ortodoxa da Jordânia. Todos
mereceram essa honra por terem dado uma contribuição relevante para o
estreitamento da unidade entre os povos cristãos do rito oriental.


4 - Patriarca Aleksi II foi distinguido com a condecoração "Estrela
de Ouro pela Fidelidade à Rússia".

Voz da Rússia 01/04/2005

O patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, foi
distinguido com a condecoração não governamental "Estrela de Ouro
pela Fidelidade à Rússia". O primaz dessa Igreja foi assim premiado
pela contribuição dada para a firmação dos ideais espirituais e
patrióticos e para a reunificação dos compatriotas. Ao receber o alto
distintivo, o patriarca sublinhou que unir o povo da Rússia é um
objetivo comum da Igreja e do Estado e exortou a fazer decididamente
frente às forças empenhadas em desunir as pessoas por critérios
étnicos ou religiosos.


5 - Tribunal russo condena exposição de arte contemporânea em Moscou

The New York Times 28/03/05

Steven Lee Myers

MOSCOU - Em um caso jurídico verificando o limite do aceitável da
expressão artística russa, um tribunal condenou, nesta segunda-feira,
o diretor de um museu e uma curadora por incitarem o ódio à religião
ao organizarem uma exposição de pinturas e esculturas que a muitos
ridicularizava a Igreja Ortodoxa Russa.

O tribunal, no entanto, rejeitou o apelo do promotor público em
sentenciá-los à prisão e, ao invés disso, aplicou uma multa
equivalente a US$3.600 a cada um, decidindo que a exposição
era "abertamente insultante e blasfema".
O caso contra a exposição, intitulada Caution! Religion! ("Atenção!
Religião!") dividiu profundamente comunidades religiosas e artísticas
da Rússia, provocando agressões da censura e hostilidade a
religiosos. O veredicto de segunda-feira não satisfez nenhuma das
partes.
Yuri V. Samadurov, diretor do museu que foi chamado de dissidente
soviético, disse estar aliviado com a punição, apesar do veredicto do
tribunal. Ele afirmou ter ido à corte com a prescrição de seus
medicamentos, supondo não poder ser imediatamente encarcerado.
Ainda sim, disse, a decisão do tribunal insistiu no poder do estado
em ditar os limites da expressão artística. "Essencialmente", disse
em entrevista concedida pelo telefone, "o tribunal declarou um certo
tipo de arte inaceitável".
Aleksandr V. Chuyev, membro do Parlamento russo que exerceu o papel
de pressionar promotores a induzir acusações criminais contra o
museu, concordou que o veredicto determinou um precedente, mas um
precedente que considerava saudável.
Chuyev disse que o caso estabeleceu a base legal para o procedimento
em outras exposições, bem como aquelas que tratem da pornografia,
filmes e outros trabalhos que ofendam a fé. Ele citou uma exposição
realizada recentemente por um coletivo de artistas chamado Rússia 2,
que apresentava temas similares dentro da Primeira Bienal de Arte
Contemporânea de Moscou no mês passado, também provocando processos
legais promovidos por líderes da Igreja Ortodoxa.
"As pessoas e as autoridades agora entendem que a religião e os
sentimentos dos crentes não deveriam ser tocados", disse Chuyev em
entrevista telefônica. "Eles deveriam entender que seus direitos
terminam onde começam os direitos do outro".
A exposição foi aberta por apenas quatro dias antes de seis homens da
Igreja Ortodoxa de Moscou invadirem o museu, danificando e destruindo
muitos dos 45 trabalhos em exposição. Acusações legais contra quatro
dos homens foram abandonadas, enquanto os outros dois foram
absolvidos no ano passado em um processo que levou a novas acusações
contra Samodurov; a curadora do museu, Lyudmila V. Vasilovskaya, que
também foi condenada e multada na segunda-feira; e uma das artistas,
Anna Mikhalchuk.
Mikhalchuk, que assina suas obras com o nome Alchuk, foi absolvida de
culpa nesta segunda-feira. Ela disse que o veredicto apagou
efetivamente a separação entre a igreja e o estado na Rússia. "Temo
que a formulação da decisão do tribunal seja usada como um precedente
para as autoridades", disse. "Isto praticamente risca a Rússia da
lista das nações seculares".
As obras - algumas das quais ainda estão no web sitee do museu -
<http://www.sakharov-center.ru/> - expunham aspectos espirituais e
políticos da Igreja Ortodoxa, instituição cuja influência sobre
políticos, se não sobre a população em geral, tem crescido desde que
a União Soviética entrou em colapso.
Uma escultura apresentava uma igreja feita de garrafas de vodka,
sarcástica alusão à isenção de impostos que a igreja recebeu na
década de 90 na venda de bebidas alcoólicas. Um cartaz de Aleksandr
Kosolapov, nascido na Rússia e artista norte-americano, colocou Jesus
em uma propaganda da Coca-Cola. "Este é meu sangue", está escrito em
inglês.
O tribunal recusou um pedido feito pelos promotores para destruir as
obras de arte, ordenando apenas que elas fossem entregues aos
artistas responsáveis por suas respectivas criações.


6 - IGREJAS NA FRANÇA CONVIDAM A VOTAR PELO "SIM" NO REFERENDUM SOBRE
A CONSTITUIÇÃO EUROPÉIA

Paris, 29 mar (Rádio Vaticano) - As diversas confissões cristas
francesas expressaram-se hoje a favor do "sim" no referendum sobre a
Constituição da União Européia, que se realizará no dia 29 de maio na
França.
Líderes católicos, protestantes e ortodoxos exortaram os eleitores a
não transformar o voto num plebiscito sobre a possibilidade ou não de
a Turquia entrar na Comunidade Européia. "O referendum não tem outro
tema senão a aceitação ou o rechaço do tratado", escreveram os
líderes num apelo conjunto. "A decisão é sobre o tratado em si e não
há necessidade de desviar-se para questões puramente nacionais ou
temas marginais. O eventual ingresso da Turquia não depende, de forma
alguma, da aprovação ou rechaço do tratado."
As pesquisas feitas até agora na França demonstram uma crescente
maioria de eleitores disposta a votar pelo "não", reforçando
exatamente aqueles temas que os líderes religiosos consideram
estranhos ao referendum. A Constituição Européia _ sublinham eles _
merece ser aprovada porque reconhece o valor da dignidade humana e
reconhece a contribuição da religião para a construção de uma
sociedade moderna.
O documento foi firmado pelo metropolita Emmanuel Adamakis,
Presidente da Assembléia dos bispos ortodoxos da França; pelo Pastor
Jean-Arnold de Clermont, Presidente da Federação francesa
protestante; pelo Arcebispo Dom Jean-Pierre Ricard, Presidente da
Conferência Episcopal da França.
Os três líderes reconhecem que no preâmbulo da Constituição "falta" a
explícita referência às raízes cristãs da Europa, mas admitem que
toma conhecimento do presente e do futuro. É real, entretanto, o
perigo de uma instrumentalização do voto, temida pelas três igrejas
cristãs na França. (MZ)


7 - Vaticanista revela crescimento de "cristãos invisíveis" em Terra
Santa

ROMA, 29 Mar. 05 (ACI) .- Em um artigo publicado esta terça-feira, o
Vaticanista Sandro Magister dá conta de um fenômeno pouco conhecido,
mas muito importante para a sobrevivência do cristianismo em Terra
Santa, é a chegada dos cristãos "invisíveis".
Magister, vaticanista do semanário italiano L'Espresso, assinala que
o número dos cristãos das diversas comunidades tradicionais em Terra
Santa veio diminuindo segundo as estatísticas.
Entretanto, citando a obra de uma perita italiana em temas
religiosos, Magister observa que existe um número significativo de
cristãos não incluídos nas estatísticas, e que "se fossem
contagiados, revolucionariam" à comunidade cristã na Palestina.
Segundo a perita Elisa Pinna, citada pelo Magister, os "cristãos
invisíveis" são pessoas de origem judia mas que hoje são cristãos. A
maioria deles chegou com a maciça imigração de judeus da Rússia e
Ucrânia, que entre 1989 e 1993 atraiu ao Israel a mais de um milhão
de pessoas.
Mas um estudo realizado em 1999 demonstrou que entre 86 mil
imigrantes examinados, 53 por cento não podia ser considerado hebreu
diante da lei.
Líderes ortodoxos e católicos assinalaram que o número de cristãos
não registrado que provêm da última imigração poderiam ser 400 mil;
face aos esforços de assimilação do governo israelense.
A esta campanha, segundo a perita citada pelo vaticanista, respondeu
a comunidade cristã com uma campanha de "reevangelização".
Especificamente, a Igreja Católica enviou 10 sacerdotes capazes de
falar russo ou ucraniano.
O artigo de Magister inclui um revelador "quem é quem" dos cristãos
em Terra Santa.
O artigo pode ler-se em inglês esta terça-feira em:
http://www.chiesa.espressonline.it/index.jsp?eng=y
O artigo em italiano pode ser lido em:
http://www.chiesa.espressonline.it/dettaglio.jsp?id=26006


8 - Uma "Lâmpada de paz para a Terra Santa" une em oração os cristãos
de todo o mundo

Jerusalém (Agência Fides) - Unir os cristãos de todo o mundo na
oração pela paz na Terra Santa: este é o objetivo da
iniciativa "Lâmpada de paz para a Terra Santa", lançada por um
conjunto de entes e associações cristãs, como o Patriarcado Latino de
Jerusalém, a Arquidiocese de Florença, a Comissão do clero em Taybeh
(Palestina), a Caritas de Jerusalém, a associação
italiana "Cultivamos a Paz", a Fundação "Olive Branch" na Palestina.
A nova iniciativa consiste na produção e distribuição de lâmpadas a
óleo produzidas à mão no vilarejo palestino de Taybeh, que arderão e
acompanharão a oração dos cristãos pela paz na Terra Santa e para
pedir a Deus o dom da reconciliação no conflito do Oriente Médio.
Além de contribuir para a oração, que envolverá fiéis em todo o mundo
a partir da Terra Santa e da Itália, a iniciativa pretende ainda
estimular a produção e a venda das pequenas lâmpadas a óleo para
ajudar assim as comunidades cristãs da Terra Santa, que vivem
quotidianamente as dificuldades relacionadas à pobreza e ao
desemprego. A iniciativa assumiu um caráter ecumênico: além dos
católicos da Igreja Latina, participam sacerdotes greco-católicos e
greco-ortodoxos. (PA) (Agência Fides 31/3/2005)


9 - Páscoa sob toque de recolher: entre temores e preocupações, os
fiéis celebram os ritos da Semana Santa, mas sem celebrações
noturnas - "Pedimos ao Senhor harmonia, sereniddade e liberdade para
as nossas crianças"

Bagdá (Agência Fides) - Será a segunda Páscoa consecutiva celebrada
sob o cessar-fogo. Os fiéis católicos de Bagdá, de rito caldeu,
sírio, armênio e latino, se preparam para viver os Ritos da Semana
Santa em uma situação de calma aparente, mas em um estado de contínua
tensão e preocupação pelo temor de novas violências e atentados.
Um leigo católico de Bagdá deu à Fides o seu testemunho: "As nossas
celebrações serão todas realizadas durante a manhã: não viveremos a
Vigília de Páscoa porque o cessar-fogo nos impede de sair de casa. É
uma Páscoa na qual a festa será em tom menor, e muitas famílias não
irão à igreja por medo. A situação parece tranquila para nós, mas se
sente uma forte tensão entre os diversos grupos muçulmanos, e os
cristãos parecem que não estão envolvidos. Mas a violência e os
atentados atingem a todos, sem distinção, e geram forte medo. Muitas
vezes, no norte do Iraque, as comunidades católicas locais tinham a
tradição de visitar os antigos conventos dos monges caldeus ou sírios
e celebrar lá as liturgias da Semana Santa. Mas hoje, poucos fiéis
têm a coragem de sair de suas casas. Os pais não deixam seus filhos
saírem sozinhos: a participação nas celebrações da Quinta-feira e da
Sexta-feira Santa será, portanto, menor. Estamos sempre em constante
perigo de vida e esta situação, com o passar do tempo, cria
desconforto. Também os nossos Bispos não moram mais nas igrejas ou
nos episcopados, mas preferem outros alojamentos, com medo de
possíveis atentados. As nossas esperanças vêm dos sorrisos e dos
rostos das crianças, que no Domingo de Ramos rezaram nas igrejas de
Bagdá. Esperamos que o nosso país possa garantir a elas uma vida
feita de democracia, serenidade, harmonia social, liberdade de
expressão e de religião. Esta é a oração que dirigimos ao Senhor
nesta Páscoa". (Agência Fides 22/03/2005)


10 - "Tememos a guerra civil por muitas razões, uma das quais é que
os cristãos seriam as primeiras vítimas": afirma uma religiosa
iraquiana das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

Bagdá (Agência Fides)- "Nasci em Karakoch, na província de Nineveh, e
trabalhei como professora e diretora de uma escola secundária antes
de me tornar superiora-geral por doze anos. Pertenço ao rito sírio",
assim se apresenta Ir. Marie Therese Hanna, das Irmãs Dominicanas de
Santa Catarina de Sena, no Iraque. A Irmã Marie traça um quadro da
obra das Dominicanas e dos Dominicanos no Iraque: "A minha
congregação começou no Iraque em 1877, quando três leigos dominicanos
decidiram, em estreita colaboração com um frei, iniciar uma nova
congregação para a promoção das mulheres através da educação. Hoje,
existem 142 membros na minha congregação. Há um outra congregação
dominicana no Iraque, as Irmãs da Apresentação, e contam cerca de 30
irmãs no Iraque. Nós temos também nove freis dominicanos e mais de
500 leigos dominicanos no Iraque".
No que diz respeito à situação dos cristãos iraquianos, a religiosa
afirma: "É terrível o abandono de tantos bons cristãos, a maior parte
dos quais são profissionais, especialistas e professores. Alguns
destes foram mortos e outros foram obrigados a partir. É
compreensível que as pessoas devem partir por razões políticas,
porque não poderiam sobreviver no Iraque. Suas vidas são ameaçadas
pelos terroristas, que não querem que o Iraque seja democrático ou
autônomo. Suas vidas são ameaçadas também pelas bombas. Portanto, em
um certo sentido, é como se tivéssemos sido abandonados pela nossa
própria gente".
"As eleições foram um coisa boa para o Iraque - nos darão um governo
legítimo", afirma a Ir. Marie. "Muitos cristãos, cerca de 150.000,
não votaram porque era muito perigoso, especialmente em Mossul.
Nenhuma de nossas irmãs pôde votar em Mossul. Em Bagdá, ao invés, as
nossas irmãs votaram. O que esperamos, uma vez que tivermos um novo
governo com um primeiro-ministro, é ter um pouco de segurança."
"Sempre fomos uma minoria", continua a religiosa. "No regime
precedente, éramos entre 700 mil e 900 mil, mas agora eu não sei.
Ficamos sabendo que depois dos atentados contra as igrejas em agosto,
cerca de 50 mil cristãos fugiram para a Síria e a Turquia. Todos os
dias, ouvimos uma história de morte ou partida ou as duas coisas. Por
exemplo, um engenheiro cristão foi assassinado e a sua família teve
que fugir porque não poderia ficar."
A religiosa lança, porém, um alarme para o perigo da guerra
civil: "Agora os curdos reivindicam a autonomia da região de Kirkuk,
rica em petróleo, e isso poderia ter efeitos para a unidade do
Iraque, causando uma guerra civil entre os curdos e os árabes ou
entre os sunitas e os grupos xiitas. Tememos a guerra civil por
muitas razões, uma das quais é que os cristãos seriam as primeiras
vítimas".
No que diz respeito às relações com o mundo islâmico, a Ir. Marie
afirma que "neste momento não há relações. De acordo com a
constituição iraquiana, é proibido unir-se à fé cristã. Se um membro
de uma família se torna cristão, todos são marginalizados. Uma vez
que a segurança for restabelecida e não nos deixarem sós, renovaremos
a nossa relação e começaremos a trabalhar juntos. A maioria dos
muçulmanos não está de acordo com o que acontece, como bombardear as
igrejas ou as ameaças aos iraquianos cristãos. Nós somos irmãs e
freis iraquianos, antes de mais nada, e prosseguiremos porque as
relações com os muçulmanos são naturais para nós. Os muçulmanos
apreciam especialmente o nosso trabalho nas escolas. (L.M.) (Agência
Fides 31/3/2005


11 - A Herança dos Czares: obras dos museus do Kremlin de Moscou

22/3/2005

A exposição A Herança dos Czares. Obras dos Museus do Kremlin de
Moscou apresenta, pela primeira vez no Brasil e na América Latina,
uma valiosa seleção de objetos escolhidos nos vários museus do
Kremlin de Moscou, alguns dentre os quais jamais exibidos além das
fronteiras da Rússia. Testemunhas da riqueza e do requinte das cortes
dos Czares russos, as peças expostas são símbolos do poder da
Dinastia dos Romanov, que liderou o Império Russo durante mais de
trezentos anos, do século XVII ao início do século XX: trajes da
corte bordados com elaborados desenhos em fios de ouro, prata e seda,
ornamentos e jóias com variedade de pedras preciosas e pérolas, assim
como objetos de uso diário como caixinhas para rapé enfeitadas com
pérolas e diamantes, baixelas em ouro e prata delicadamente gravadas,
ostentam o luxo e a opulência da Corte dos Romanov. Ao mesmo tempo,
ícones raros, suntuosas vestimentas sacertodais e objetos religiosos
rituais atestam do importante papel da Igreja Ortodoxa junto aos
Czares e à aristocracia russa. O terceiro poder, o do Exército,
também está representado na exposição por armas, uniformes ricamente
bordados, condecorações e adereços usados para decoração dos cavalos
reais nas paradas e procissões da Corte, de várias épocas e estilos -
obras que estão permanentemente expostas na Sala das Armas do Kremlin
e que raramente foram mostradas fora da Rússia.

A palavra kreml, em russo antigo, significa cidadela fortalecida. Os
muros do Kremlin e suas torres de vigia tinham por finalidade a
defesa do principado de Moscou contra as invasões dos Mongóis e dos
Tátaros. O Kremlin foi destruído e reconstruído várias vezes durante
a Idade Média e, dentro de seu recinto, catedrais e palácios foram
edificados ao longo de vários séculos. Quando Ivan IV acedeu ao
trono, adotou o título de Czar, sendo coroado em 1547 na catedral da
Dormição (o Adormecimento da Virgem), onde, a partir daquela época,
foram realizadas as mais importantes cerimônias do reinado dos
Czares, especialmente as coroações, casamentos e enterros. Aos
poucos, o Kremlin foi tornando-se num majestoso monumento, único na
história da arquitetura e das artes, que a UNESCO incluiu,
recentemente, na sua lista do Patrimônio Cultural da humanidade.

A peça mais importante e significativa da exposição é, sem dúvida, o
Ovo criado por Carl Faberge, oferecido pelo Czar Nicolau II à sua
esposa Alexandra para celebrar a Páscoa no ano de 1913, comemorando o
tricentenário do reinado contínuo da família Romanov. A Páscoa é a
festa mais importante no calendário da religião ortodoxa. A
Ressurreição do Cristo é comemorada com ofertas de ovos, desde os
mais simples, pintados com motivos tradicionais e folclóricos russos,
até os mais elaborados, verdadeiras jóias, trabalhados em ouro, prata
e outros materiais e pedras preciosas. São famosos os ovos de Páscoa
do joalheiro Fabergé, provedor oficial da corte russa a partir de
1885. O ovo criado em 1913 apresenta dezoito retratos em miniatura de
todos os membros reinantes da Dinastia Romanov; dentro do ovo gira um
globo terrestre de ouro, com um mapa mostrando as fronteiras da
Rússia quando da ascensão ao trono do primeiro Romanov, Mikhail
Fyodorovich, em 1613, e as fronteiras do Império russo durante o
reinado de Nicolau II. O ano de 1913 marcou o apogeu do poder
imperial na Rússia.

A exposição será inaugurada em 26 de abril de 2005. Participarão do
evento os Embaixadores do Brasil na Rússia e da Rússia no Brasil,
além de altas personalidades representantes dos dois países, entre as
quais destacam-se, pelo lado brasileiro, a Diretora-Geral dos Museus
do Kremlin de Moscou, Senhora Elena Gagarina, filha do famoso
cosmonauta russo Iuri Gagarin.

A exposição "A Herança dos Czares. Obras dos Museus do Kremlin de
Moscou" contribui para a promoção dos laços políticos, culturais e
econômicos, e para o fortalecimento da amizade e cooperação entre o
Brasil e a Rússia. Ela ocorre num momento de estreitamento
imprescedente das relações entre os dois países. O Presidente
Vladimir Putin visitou o Brasil em 2004 e o Presidente Lula visitará
a Rússia em meados 2005. O intercâmbio comercial atingiu saldos
importantes e estreitaram-se, nos últimos anos, as parcerias nos
campos técnico-tecnológico e científico.

Museu de Arte Brasileira
MAB - FAAP
Rua Alagoas, 903 - Higienópolis - São Paulo
Terça-feira a sexta-feira: das 10 às 21 horas (última entrada às 20
horas) Sábados, domingos e feriados: das 13 às 18 horas (última
entrada às 17)
horas) Tel- 3662-7198 email- [email protected]
Entrada Gratuita

Fonte: FAAP


12 - Rússia é tema de exposição em São Paulo

www.artenaescola.org.br 21/03/05

A Fundação Armando Álvares Penteado e o Museu de Arte brasileira/FAAP
apresentam, de 27 de abril a 26 de junho, a exposição "Herança dos
Czares - O Museu do Kremlin". Estarão expostos cerca de 200 objetos
do Museu do Kremlin datados do século XVI ao século XX. Neste
período, a Ação Educativa oferecerá visitas educativas gratuitas
abordando temas como a História da Rússia e o surgimento do folclore
naquele país e Visitas lúdicas com temáticas como a religiosidade. O
agendamento poderá ser feito a partir de 18 de abril. O Museu realiza
também o Projeto MAB Professor: durante 3h30, é feita a apresentação
das características da Ação Educativa do MAB/FAAP, do conteúdo da
exposição e a entrega de material de apoio ao professor. Já o Plantão
para Professor é uma conversa com uma hora de duração sobre as
possibilidades de uso do conteúdo da mostra em sala de aula. Mais
informações por e-mail <mailto:[email protected]> ou telefone
(11)3662-7200.


13 - Faap traz a mega exposição "A Herança dos Czares"

A exposição A Herança dos Czares - Obras dos Museus do Kremlin de
Moscou apresenta, pela primeira vez no Brasil e na América Latina,
uma valiosa seleção de objetos escolhidos nos vários museus do
Kremlin de Moscou, alguns dentre os quais jamais exibidos além das
fronteiras da Rússia. Testemunhas da riqueza e do requinte das
cortes dos Czares russos, as peças expostas são símbolos do poder da
Dinastia dos Romanov, que liderou o Império Russo durante mais de
trezentos anos. Ao mesmo tempo, ícones raros, suntuosas vestimentas
sacertodais e objetos religiosos rituais atestam do importante papel
da Igreja Ortodoxa junto aos Czares e à aristocracia russa. O
terceiro poder, o do Exército, também está representado na exposição
por armas, uniformes ricamente bordados, condecorações e adereços
usados para decoração dos cavalos reais nas paradas e procissões da
Corte, de várias épocas e estilos - obras que estão permanentemente
expostas na Sala das Armas do Kremlin e que raramente foram mostradas
fora da Rússia. A exposição é gratuita e ficará em cartaz no Museu
de Arte Brasileira (MAB) da FAAP (Fundação Armando Álvarez Penteado)
de 27 de abril a 26 de junho. Fonte : Tlach Notícias
(www.tlachnoticias.com.br)


14 - PRESIDENTE PUTIN NA ARMÊNIA

INFORMATIVO ARMÊNIA 1° de abril de 2005

Foi mais que uma visita meramente protocolar. Em apenas dois dias (24-
25 de março) na Armênia, o presidente russo Vlamidmir Putin tratou
com o presidente armênio Robert Kotcharian de longa lista de questões
bilaterais, regionais e internacionais. Desde o papel no cenário
mundial da CEI (da qual são membros os dois países, ainda que de peso
geopolítico assimétrico), até a questão do transporte ferroviário no
Cáucaso (vital para a Armênia), e da presença militar russa na região
(particularmente em Giumri, na Armênia), numerosos foram os temas
tratados pelos dois líderes. Obviamente, o contencioso do Karabagh e
a normalização das relações armeno-turcas foram objeto incontornável
de consideração, posto que o apoio russo, em ambos esses casos, é de
alto interesse para a Armênia. Ao final da visita, os dois
presidentes declararam-se satisfeitos e convencidos de que os
vínculos entre seus respectivos países foram reforçados. O encontro
foi "amigável e construtivo", nas palavras de Kotcharian. O
editorialista do jornal Hayotz Ashkhar (Mundo Armênio) exprimiu-se a
respeito escrevendo: "a visita de Putin contribuiu para dissipar
qualquer dúvida quanto à solidez das relações armeno-russas". Em
contraste, porém, um dos representantes da frente oposicionista, o
deputado Viktor Dallakian (do Partido da Justiça), que advoga o
distanciamento da Armênia em relação a Moscou, caracterizou as
convergências armeno-russas que a visita de Putin propiciou
como "mais um passo no caminho da submissão da Armênia frente ao seu
possante vizinho". Paralelamente às intensas negociações, os dois
presidentes, acompanhados de suas esposas, assistiram ao concerto de
gala, no Teatro Nacional de Erevan, que deu abertura ao "Ano da
Rússia na Armênia". Esse concerto foi o primeiro de uma longa série
de eventos (feiras, exposições festivais, concertos, etc.) que,
durante 2005, divulgarão a cultura, artes e tecnologia russas na
capital e cidades do interior (reciprocamente, 2006 será o "Ano da
Armênia na Rússia"). Além disso, os dois líderes visitaram o supremo
chefe espiritual da Igreja Apostólica Armênia, o catolicosse Karekin
II, em Etchmiadzin, o qual em sua fala destacou que "as igrejas das
duas nações estão na origem da velha amizade armeno-russa".


15 - Os recentes atos de violência em Beirute preocupam a todos

INFORMATIVO ARMÊNIA 1° de abril de 2005

LÍBANO - Os recentes atos de violência em Beirute preocupam a todos.
O catolicosse Aram I, chefe supremo do catolicossado apostólico
armênio de Antelias, nas cercanias da cidade, lançou apelo à
comunidade armênia do país, em 25 de março, para que permaneça fiel
às autoridades legitimamente constituídas, na defesa da unidade,
soberania e independência do Líbano. No mesmo dia, o líder religioso
avistou-se com o presidente libanês Emile Lahoud e outras
personalidades políticas.


16 - Bomba explode no leste de Beirute e pode ter feito vítimas

Reuters - Sexta, 1 de abril de 2005, 16h26

Uma bomba explodiu em um centro comercial de um vilarejo cristão no
leste de Beirute nesta sexta-feira, fazendo algumas vítimas e
causando grande destruição, disseram testemunhas e fontes de
segurança.
A explosão sacudiu o Rizk Plaza, na vila Broummana, e é o quarto
ataque a bomba em áreas cristãs em duas semanas. O ataque anterior
matou dois trabalhadores asiáticos e feriu 26 pessoas.
(Por Nadim Ladki)


17 - Atentado a bomba atinge região cristã em Beirute

Terra Notícias - Sexta, 1 de abril de 2005

Uma bomba explodiu nesta sexta-feira em um centro comercial do
vilarejo cristão de Metn, no leste de Beirute, no Líbano, fazendo
algumas vítimas e causando grande destruição, disseram testemunhas e
fontes de segurança.
O atentado ocorreu às 21h45min locais (15h45min de Brasília) no
centro comercial Rizk, na localidade de Brumana, que fica a cerca de
20 km de Beirute. Este centro comercial tem uma agência do banco
Méditerranée, propriedade da família do ex-primeiro-ministro Rafic
Hariri, assassinado em 14 de fevereiro em Beirute. Também abriga
escritórios e lojas.
Broumana é um dos lugares turísticos do Líbano e é freqüentado por
turistas árabes do Golfe no verão. O ataque é o quarto ataque a bomba
em áreas cristãs em duas semanas. O ataque anterior matou dois
trabalhadores asiáticos e feriu 26 pessoas.


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