BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 32 -
29 de março de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos,
Conforme
está mencionado na matéria nº 15 deste número, há quem
queira
uma nova guerra civil no Líbano, o que pode ser comprovado
pelo
terceiro atentado em regiões cristãs em um curto espaço de tempo.
Rezemos
para que a paz prevaleça no Líbano.
Saudações
em Cristo, que ressuscitou verdadeiramente!
Luis
Felipe
ÍNDICE
1 -
DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS CONTRA A IGREJA
2 - Organizadores
da exposição "Cuidado, religião!" foram
reconhecidos
culpados
3 - Museu
russo é multado por controvertida mostra com tema religioso
4 -
"Fiéis ortodoxos" pedem fim de organizações judaicas na Rússia
5 -
Igreja Romena Ortodoxa ameaçada de demolição
6 -
Israel aprova construção de 3.500 casas na Cisjordânia
(Patriarcado
Greco Ortodoxo vendeu a companhias israelenses dois
enormes
edifícios situados na entrada da Porta de Jaffa)
7 -
Jerusalém recebeu pela primeira vez em três anos uma grande
quantidade
de cristãos para a comemoração da Semana Santa. (Dois
hotéis
que pertenciam à Igreja Greco Ortodoxa foram adquiridos por
US$ 155
milhões)
8 -
Jordânia investiga venda de terras pela Igreja Ortodoxa Grega
9 -
Milhares de peregrinos chegam a Jerusalém para a Semana Santa
(Procissão
passa por Igrejas Orientais)
10 -
Milhares de cristãos celebram a Páscoa em Jerusalém
11 -
Páscoa sob toque de recolher no Iraque
12 - A
PÁSCOA NO MUNDO...
13 -
Explosão retoma medo da violência durante Páscoa em Beirute
14 -
Libaneses esperam demissões após atentado de sábado
15 - Há
quem queira a guerra civil no Líbano
16 -
Lahoud pede união para salvar país
17 -
Arménia: "Partilhamos os ideais cristãos europeus", afirma
especialista
religioso
18 -
COMUNIDADE ARMÊNIA EVOCARÁ DEVIDAMENTE OS 1,5 MILHÃO DE VÍTIMAS
DO
GENOCÍDIO ARMÊNIO
NOTÍCIAS
1 -
DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS CONTRA A IGREJA
Agência
Novosti 25/03/2005
Vladimir
Simonov, observador político da RIA "Novosti"
Na
próxima segunda-feira um dos tribunais de Moscovo irá pronunciar o
seu
veredicto sobre um processo que dividiu os intelectuais russos em
dois
grupos hostis. Para muitos trata-se do "processo do século". Da
decisão
do Tribunal vai depender, conforme afirma uma das partes, se
a Rússia
continuará a existir como Estado laico ou se com o tempo
deslizará
para a voragem do obscurantismo clerical. Os partidários do
grupo
oposto consideram que nenhum intelectual tem o direito de
afrontar
impunemente os sentimentos das pessoas que acreditam em
Deus.
A causa
de tão acesa polémica foi o processo movido contra os
organizadores
da exposição "Cuidado, religião!", realizada em Janeiro
de 2003
em Moscovo no Centro Andrei Sakharov, conhecido defensor dos
direitos
humanos. O tríptico apresentando Cristo crucificado numa
cruz,
numa estrela vermelha e numa suástica era, talvez, a obra menos
provocante.
Um outro trabalho mostrava uma imagem do Salvador
inserida
num anúncio da Coca-Cola. Num ícone em tamanho humano, os
visitantes
podiam ainda meter a cabeça no buraco aberto no lugar da
face do
santo.
Por mais
chocantes que fossem as obras expostos, a intenção não era
ofender
os sentimentos dos crentes - afirma o director do Centro
Andrei
Sakharov, Yuri Samodurov, o principal dos três arguidos.
Segundo
ele, o próprio lema da exposição "Cuidado, religião!" encerra
uma
determinada dualidade. Por um lado, pode ser interpretado como um
apelo a
uma atitude de maior respeito pela fé e pelos crentes. Mas
por
outro, pode encerrar uma advertência sobre o perigo do
fundamentalismo
religioso, independentemente da forma que se revista -
quer
ortodoxo, quer muçulmano, o perigo da fusão entre a Religião e
o Estado,
o perigo do obscurantismo clerical.
O autor
do tríptico da crucificação de Cristo na cruz, na estrela e
na
suástica insurge-se precisamente contra o fundamentalismo
religioso
- sustenta o director do Centro Andrei Sakhharov.
Do ponto
de vista da maioria, os raciocínios de Yuri Samodurov
apresentam-se
bastante oportunos, tendo em consideração a influência
crescente
da religião na vida actual da Rússia. Depois de setenta
anos de
perseguições violentas contra a Igreja, quando os templos
eram
feitos explodir ou transformados em cavalariças, a religião
ortodoxa
vive hoje uma espécie de Renascença. Os hierarcas da Igreja
participam
activamente nos eventos mais importantes do país e os
políticos
de todos os escalões vão à igreja nas festividades
religiosas.
À parte disso, face à inexistência de uma ideologia
nacional,
à erosão dos princípios morais motivada pelas mudanças
bruscas
sociais, a Igreja começa a intervir mais activamente como
guardião
nacional dos valores da família e da moral cristã e, no
final das
contas, como a força que cimenta a Nação.
Tudo isto
só poderia merecer aplausos se a influência da Igreja não
se
aproximasse do limite perigoso para um Estado laico - dizem
numerosos
partidários de Yuri Samodurov. É sobre este perigo que
adverte a
declaração "Pela Liberdade de Consciência", aprovada há
dias como
resposta à acção contra Yuri Samodurov intentada pelas
organizações
de defesa dos direitos humanos. Entre os adeptos do
director
do Centro Andrei Sakharov, o processo contra Samodurov já é
qualificado
como "processo de macaco", por analogia com as
perseguições
judiciais dos adeptos da teoria da evolução de Charles
Darwin,
registadas na Grã-Bretanha no século XIX. Defendendo o
carácter
laico do Estado, os autores do documento invocam que "a
Religião
é um assunto particular de cada pessoa", condenam os planos
de
introduzir nas escolas aulas facultativas de ensino do Catecismo e
exigem
até excluir do texto do hino nacional a palavra "Deus".
É
compreensível esta reacção dos defensores dos direitos humanos.
Tudo o
que se passa agora deve provocar neles uma grave sensação
de
"dejá vu". As perseguições contra os artistas que desafiavam a
ideologia
dominante eram um fenómeno característico dos tempos
comunistas.
Vêm aqui à memória os anos de Nikita Khruschev: o ataque
de
bulldozeres contra a exposição de arte vanguardista em Moscovo, a
perseguição
a Boris Pasternak, autor de "O Doutor Jivago", que
publicou
o seu romance "anti-soviético" no estrangeiro. Agora o
paradoxo
consiste em que no processo judicial da exposição "Cuidado,
religião!"
a força que procura restringir a liberdade de expressão
artística
não é o comunismo, mas sim o seu antagonista, ou seja, a
Igreja.
Para muitos intelectuais russos isto é um sinal preocupante
do
crescente poder e influência da religião ortodoxa num Estado
laico,
tal como a Constituição o estabelece.
Por outro
lado, a fantasia criativa dos artistas também não deve
ultrapassar
o limite a partir do qual já estão em questão os direitos
de outras
pessoas, nomeadamente dos crentes. Uma liberdade que
espezinhe
a liberdade de outrem deixa de ser liberdade. Portanto, o
Tribunal
de Moscovo encontra-se perante um problema
extraordinariamente
complicado, mas frequente na actual realidade
russa que
é: encontrar um equilíbrio entre os interesses dos
defensores
da liberdade de expressão e dos defensores da liberdade de
religião.
Dá-se a
impressão que nesta contenda o Estado gravita mais para o
lado da
Igreja. A Procuradora de Estado - uma mulher jovem de mini-
saia e
botas de salto alto, a nova imagem da Témis russa - insistiu
em que os
arguidos fossem reconhecidos culpados da "instigação da
discórdia
nacional e religiosa". O projecto de veredicto que ela
sugeriu
impressiona pela sua crueldade. A acusação exigiu três anos
de prisão
para Yuri Samodurov e dois anos para cada um dos dois
outros
acusados: a funcionária do Centro Andrei Sakharov, Liudmila
Vassilovskaia,
e a pintora Anna Mikhaltchuk. Algo sinistro encerra
também a
outra exigência da Procuradora - isto é, depois do processo,
destruir
todos os quadros exibidos na controversa exposição.
Queimar
tudo aquilo que constitui, na opinião da acusação,
precisamente
o corpo de provas? Isto é algo novo - afirmam com
indignação
conhecidos defensores russos dos direitos humanos. Para
além
disso, se Yuri Samodurov for reconhecido culpado, terá de se
despedir
do cargo de director do Centro Andrei Sakharov. Acontece que
ele
exerce este cargo com a benção da viúva do académico Sakharov,
Elena
Bonner, também ela uma figura de destaque no movimento russo de
defesa
dos direitos humanos.
Ao
ponderar sobre as peripécias do processo judicial, Elena Bonner
citou as
palavras do seu marido: "Para mim a liberdade de religião
faz parte
da liberdade geral de convicções. Se eu vivesse num Estado
clerical,
seguramente interviria em defesa do ateísmo, dos hereges e
dos
representantes de outras religiões".
A elite
intelectual da Rússia, apesar de dividida, está na
expectativa
da decisão judicial, que deverá ser pronunciada a 28 de
Março. O
veredicto pode vir a ser um importante indicador dos ânimos
sociais
que prevalecem hoje no antigo país do ateísmo generalizado.
2 -
Organizadores da exposição "Cuidado, religião!" foram
reconhecidos
culpados
Agência
Novosti 29/03/2005
"KOMMERSANT"
Ontem o
Tribunal de Moscovo tomou uma decisão sem precedentes ao
reconhecer
culpados os organizadores da exposição "Cuidado,
religião!"
de "incitação à discórdia religiosa e étnica", escreve o
jornal
"Kommersant".
O
tribunal condenou o director do Museu e Centro Social Sakharov,
Yuri
Samodurov, e uma técnica do centro, Liudmila Vassilopvskaia à
multa de
100 mil rublos cada (1 dólar equivale a 27,83 rublos). A
terceira
pessoa envolvida, a pintora Anna Mikhaltchuk, foi absolvida
por falta
de provas.
A
exposição "Cuidado, religião!" foi inaugurada no Museu e Centro
Sakharov
a 14 de Janeiro de 2003, apresentando trabalhos de 40
pintores
sobre temas religiosos. Entre as obras patentes encontrava-
se por
exemplo um anúncio da Coca-Cola com a imagem de Jesus Cristo
por cima,
um trabalho acompanhado da legenda "Não adores outros
deuses",
mostrando um ícone de Cristo em tamanho natural com uma
abertura
no local do rosto para que cada pessoa pudesse introduzir a
cabeça e
fazer-se fotografar. Algum tempo depois, a Procuradoria
Geral
iniciou um processo penal contra os organizadores da exposição,
tendo o
procurador pedido três anos de prisão para Samodurov e dois
anos de
prisão para Vassilovskaia e Mikhaltchuk.
O
tribunal aplicou a pena de multa por ter levado em consideração
a
"participação activa dos arguidos na actividade cultural e de
defesa de
direitos humanos".
Os
representantes da Igreja consideram justa a decisão do tribunal.
Segundo
declarou o vice-presidente do Departamento de Relações
Exteriores
do Patriarca, arcipreste Vsevolod Tchaplin, "não vale a
pena de
pôr estas pessoas na cadeia, fazendo delas mártires, mas por
outro
lado é muito importante que tenham sido processadas". Isto deve
fazer com
que de futuro "não sejam organizadas exposições que
ultrajem
os sentimentos dos crentes".
Terminado
o julgamento, Samodurov disse que considera o processo
puramente
político e irá apresentar recurso.
3 - Museu
russo é multado por controvertida mostra com tema religioso
BBC
28/03/2005
Um
tribunal de Moscou decidiu que os organizadores de uma exposição
de arte
são culpados de incitar ódio religioso e impôs como pena uma
multa de
cerca de US$ 3,6 mil.
A mostra
"Cuidado! Religião" foi montada em janeiro de 2003 pelo
Museu
Sakharov - nome em homenagem ao dissidente da era soviética,
Andrei
Sakharov.
A Igreja
Ortodoxa Russa condenou o diretor do museu, Yuri Samodurov,
e sua
colega, Lyudmila Vasilovskaya.
O
tribunal considerou a mostra "abertamente insultuosa e blasfema".
"Insulto"
Entre as
peças em exposição estava uma imagem de um santo com um
buraco no
lugar da cabeça, onde os visitantes poderiam colocar seu
próprio
rosto.
Também
havia um logotipo da Coca-Cola com a face de Jesus ao lado,
com as
palavras: "Este é o meu sangue".
Uma
escultura de uma igreja feita com garrafas de vodca também fazia
parte da
exposição.
As peças
foram alvo de vandalismo poucos dias depois de aberta a
mostra,
mas as acusações contra os autores da depredação acabaram
sendo
abandonadas.
Samodurov,
um destacado ativista pelos direitos humanos na Rússia,
insistiu
que não tinha a intenção de insultar os fiéis. Ele afirmou
que o
caso contra ele foi absurdo e um desafio direto à liberdade de
consciência
e expressão.
Seus
partidários disseram que o caso destacou também o crescente
poder e
influência da Igreja Ortodoxa na Rússia que é, em termos
constitucionais,
um Estado laico.
Um
terceiro réu - um artista que contribuiu para a mostra - foi
absolvido
no julgamento.
Os
advogados dos outros réus disseram que vão apelar da sentença,
recorrendo
à Corte Européia para Direitos Humanos se necessário.
4 -
"Fiéis ortodoxos" pedem fim de organizações judaicas na Rússia
Agência
EFE 25/03/2005
Generais,
acadêmicos, deputados e até um ex-campeão de xadrez, entre
5.000
"fiéis ortodoxos", querem a proibição das organizações judaicas
na
Rússia, em um claro desafio ao presidente do país, Vladimir Putin,
que
prometeu combater o anti-semitismo.
Esta nova
solicitação à Procuradoria Geral é na verdade uma cópia
modificada
e ampliada de uma mensagem semelhante, assinada por 20
deputados
dos grupos parlamentares comunista e nacionalista (Ródina)
em
dezembro passado.
Essa
primeira cobrança foi feita às vésperas da viagem do presidente
Putin
para as comemorações dos 60 anos da libertação do campo nazista
de
Auschwitz, onde centenas de milhares de judeus foram exterminados.
O
judaísmo, alegaram na ocasião, é uma religião que "incentiva entre
os judeus
o ódio em relação ao resto da população do país", de modo
que o
grupo exige a proibição tanto da religião como das organizações
judaicas.
Em seu
discurso em Auschwitz, o presidente russo admitiu que na na
Rússia,
"país que tanto fez para a derrota do fascismo", há focos de
anti-semitismo
e xenofobia.
"A
Rússia sempre vai combater casos semelhantes com toda a força da
lei",
disse Putin na ocasião.
Quase
imediatamente, a Duma (câmara baixa do Parlamento) aprovou uma
resolução
condenando "focos anti-semitas", sem mencionar os autores
da
polêmica mensagem à Procuradoria, que se apressou em revogá-la.
Apesar de
as organizações judaicas terem pedido medidas contra os
signatérios
do documento, a Justiça não fez nada para cumprir a
promessa
de Putin de "combater casos semelhantes com toda a força da
lei".
Conseqüentemente,
o pedido revisado, modificado e ampliado em sua
forma,
mas não no conteúdo, apareceu novamente classificando as
organizações
judaicas de "extremistas" e as acusando de "semear o
ódio e a
hostilidade" e de "humilhar as pessoas por suas crenças
religiosas".
Entre as
5.000 assinaturas daqueles que se chamam de "fiéis
ortodoxos",
destacam-se as do escritor Vasyl Belov, do pintor
Viacheslav
Klikov, do acadêmico Igor Shafarevich, do general Leonid
Ivashov e
do ex-campeão mundial de xadrez Boris Spasski.
Desta
vez, o grupo tenta se apresentar como vítima e, após dizer que
a Rússia
vive um "conflito étnico", pede que a Procuradoria
esclareça
"qual parte o iniciou".
Quanto ao
anti-semitismo, "fiéis ortodoxos" pede que se esclareça
se
"as ações dos acusados (de atos contra judeus) não são uma
autodefesa
diante da agressão daqueles que os acusam".
"Apesar
das declarações de líderes do país condenando este horrível
fenômeno,
o anti-semitismo beligerante contagia facilmente a
consciência
das pessoas", disse o rabino da Rússia, Adolf Shaevich.
O rabino
afirmou que "a doença do anti-semitismo não tem nada a ver
com o
comportamento dos judeus".
Shaevich
lembrou as freqüentes referências na imprensa em relação ao
grande
número de judeus que fizeram grandes fortunas depois da queda
do
comunismo.
Além
disso, em uma declaração especial, chamou todas as organizações
judaicas
a enfrentarem o anti-semitismo.
"O
silêncio nesta situação é mais que uma covardia, é um crime em
relação
às centenas de milhares de médicos, professores, cientistas e
engenheiros
que são a maioria absoluta da população judaica da Rússia
e que
sacrificam seu trabalho e talento para este país que amam",
disse.
Por
enquanto, a Procuradoria Geral não quer comentar o pedido e as
medidas
que poderá tomar.
O Kremlin
também matém silêncio, e se limita a dizer que a
Constituição
proíbe que a presidência e o governo intervenham nos
assuntos
da Justiça.
Segundo o
jornal digital Grani.ru, em 9 de maio, quando os líderes de
mais de
60 países se reunirão em Moscou para comemorar os 60 anos da
derrota
do nazismo, Putin terá uma boa oportunidade de "mostrar ao
mundo
inteiro o respeito da Rússia pelas vítimas do Holocausto e de
afastar
os neonazistas ortodoxos".
EFE
5 -
Igreja Romena Ortodoxa ameaçada de demolição
Missão
Portas Abertas - 29/03/2005
As
autoridades locais insistiram que um diácono deve demolir uma
Igreja
Romena Ortodoxa construída por ele em sua vila natal de
Malajnica,
no leste da Sérvia. Eles argumentam que são necessárias a
permissão
de planejamento e a permissão separada da Igreja Ortodoxa
Sérvia,
apesar de nenhumas das duas serem requisitadas pela lei. A
polícia
também tem questionado o diácono sobre suas atividades
religiosas.
"Eu fui convidado para ir à delegacia para responder
perguntas
sobre onde e quando eu realizava serviços religiosos", o
sub-diácono
Bojan Aleksandrovic disse ao Forum 18 News Service de
Malajnica
no dia 5 de março. "Todas as perguntadas eram relacionadas
às regras
e jurisdição da Igreja Ortodoxa, ao invés de se
relacionarem
à lei civil".
Aleksandrovic
disse que ele recebera uma promessa pessoal do ministro
da
Religião da Sérvia, Milan Radulovic, em uma reunião no começo de
fevereiro,
de que a igreja não seria demolida. "Desde então eu não
recebi
nenhum documento escrito a respeito disso", Aleksandrovic
acrescentou,
"e o caso está agora na Suprem Corte da Sérvia".
Complicando
a situação está a contínua recusa do governo sérvio em
reconhecer
a diocese da Igreja Ortodoxa Romena na Sérvia - a qual tem
agora 39
paróquias. O estado a reconhece apenas como um vicariato, o
status
que ela tinha até fevereiro de 1997, quando o Santo Sínodo
Ortodoxo
Romeno a elevou ao status de diocese, e a observa como sendo
confinada
aos romenos étnicos, na região de Banat no norte da
província
de Vojvodina, um pouco distante de Malajnica.
Aleksandrovic
construiu a pequena igreja e adicionou uma casa
paroquial
no ano passado, em sua propriedade particular e começou a
usá-la
para cultos no outono. No dia 4 de dezembro de 2004, o bispo
Daniil
(Stoenescu) - que lidera a diocese romena na Sérvia - doou os
sinos da
igreja.
Aleksandrovic
foi obrigado a construir sem permissão de planejamento,
porque
essa área é definida por lei como sendo rural e não urbana e
as
autoridades não podem dar nenhuma permissão de planejamento; desta
forma
todas as casas na vila foram construídas sem qualquer
permissão.
Ainda no dia 20 de janeiro de 2005, o conselho de Negotin
(a quem a
jurisdição da vila pertence) emitiu a Aleksandrovic uma
ordem de
demolir a igreja, o campanário e a casa paroquial dentro de
15 dias,
Ele teve permissão de contestar a ordem no tribunal.
Aleksandrovic
inicialmente tentou procurar permissão de construção,
aproximando-se
do conselho de Negotin em novembro de 2003 (que não
respondeu
por diversos meses). Rajko Korica, vice-ministro de
Investimentos
Financeiros, finalmente escreveu a Aleksandrovic em
abril de
2004 informando-o de que ele deveria entrar em contato com o
Ministério
da Religião para obter a permissão de construção.
Entretanto,
o Ministério da Religião respondeu que não poderia
autorizar
a emissão de tal permissão, e que ela deve vir das
autoridades
locais (neste caso o conselho de Negotin). De qualquer
forma, a
aprovação deveria ser primeiro obtida com a diocese ortodoxa
sérvia,
dentro da qual o local de templo está para ser construído.
Uma vez
que Malajnica está na diocese sérvia de Timok, Aleksandrovic
precisaria
da permissão do bispo sérvio Justin (Stefanovic).
No dia 16
de junho de 2004, o conselho de Negotin enviou a
Aleksandrovic,
por um emissário, a conclusão da administração do
conselho
de casos públicos e de construção, datada do dia 30 de abril
de 2004,
de que o procedimento havia sido repensado. A conclusão
anotou
que o conselho havia escrito ao bispo Justin, pedindo sua
aprovação
para a construção da igreja. "Eles receberam uma resposta,
o
documento nº 4 de 14 de janeiro de 2004, com a informação de que
Bojan
Aleksandrovic não é um clérigo da diocese de Timok e, por causa
disso,
ele tem o direito de pedir para construir uma igreja. Uma vez
que
[Aleksandrovic] questiona a ordem da igreja, ele não recebe a
bênção do
bispo Justin." O conselho deu a Aleksandrovic 30 dias para
encontrar
uma solução com o ministro da Religião para o conflito com
a diocese
sérvia e seu padre local, que é descrito como sendo "o
único
representante legal da diocese de Timok e, portanto, o único
que pode
decidir sobre a igreja proposta".
Aleksandrovic
contestou a rejeição do conselho de seu direito de
construir,
mas o distrito de Zajecar rejeitou sua apelação no dia 7
de
dezembro de 2004, como sendo infundada. Ele apresentou um apelo
contra
isso na Suprema Corte no dia 5 de janeiro.
Em um
caso separado, e porque apenas organizações e não indivíduos
podem
apresentar tais apelos, a Associação para Cultura de
Romenos/Vlachs
dos Romenos Ortodoxos Sérvios, em Malajnica, recorreu
à
conclusão do conselho de Negotin na corte constitucional. Mas no
dia 13 de
janeiro a corte rejeitou o pedido, declarando que a
conclusão
não era um ato público (era uma conclusão, e não uma
decisão),
e portanto não estava dentro das competências da corte.
Até se a
vila tivesse status urbano (o que não é o caso) a procura do
conselho
de Negotin pela permissão do ministro da Religião para
aprovar o
novo lugar de culto é estranha. Aleksandra Rackov, do
Ministério
de Investimentos Financeiros disse ao Forum 18, no dia 4
de março
em Belgrado, que a Lei de Planejamento e Construção não
requer
nenhuma permissão especial da liderança ortodoxa sérvia, ou do
ministro
da Religião, para qualquer edifício, incluindo lugares de
culto.
Se as
autoridades sérvias decidirem demolir o edifício, será dada a
mesma
explicação que o governo macedônio usou em outubro de 2004 para
demolir o
monastério ortodoxo sérvio de São João Cristóvão.
A doação
dos sinos à igreja de Malajnica em dezembro provocou
imediatamente
uma resposta da rival Igreja Ortodoxa Sérvia. "Ninguém
me
informou do que poderia acontecer", o bispo sérvio Justin foi
citado
pela imprensa local como tendo declarado isso. "Eu considero
isso como
um chamado ao separatismo, o que poderia interromper a vida
em
conjunta de vários séculos entre vlachs e sérvios nesta área". O
bispo
reclamou ao Ministério de Relações Exteriores da União da
Sérvia e
Montenegro, já que o bispo Daniil tem um passaporte
diplomático
romeno.
O
ministro da Religião Radulovic põe a culpa do problema de Malajnica
na
"relação indefinida" entre as igrejas sérvias e romenas. Ele
acredita
que a ordem de demolição foi decretada sem a permissão do
bispo
Justin.
A Igreja
Ortodoxa Romena tem estada presente na Sérvia por vários
séculos.
Quando o Santo Sínodo Romeno elevou o vicariato ao estado de
diocese
em 1997, o bispo Daniil foi instalado como bispo com sua
cadeira
em Vrsac (cidade da Sérvia). Os governos sérvios e iugoslavos
nunca
reconheceram a diocese, já que ela não foi criada em acordo com
a Igreja
Ortodoxa Sérvia e com os cânones da igreja. O estado deixou
que as
igrejas sérvias e romenas encontrassem a solução do problema,
e ele
seguirá qualquer decisão tomada.
De acordo
com o censo de 2002, 34.576 romenos étnicos e 40.046 vlachs
vivem na
Sérvia. Muitos vlachs se consideram etnicamente romenos. A
maioria
dos romenos e vlachs da Sérvia pertence à Igreja Ortodoxa
Romena.
Além dos romenos na região de Banat, outro centro de romenos
e vlachs
está na região de Timok, perto da fronteira oriental da
Sérvia
com a Romênia e a Bulgária. Os romenos em Banat podem
pertencer
livremente à Igreja Ortodoxa Romena, mas apenas a igreja
sérvia
existe em Timok, com cultos na velha igreja Slanovic, o que
romenos -
e até muitos sérvios - não conseguem entender.
Nos
últimos oito anos, o bispo romeno Daniil tem visitado a área de
Timok sem
pedir permissão ou informas o bispo sérvio Justin, como é
de
costume entre igrejas ortodoxas irmãs. Como resultado dessas
visitas,
alguns romenos étnicos querem cuidados pastorais da igreja
romena,
ao invés da sérvia. Apesar de ser primariamente uma questão
canônica,
isso tem levantado várias questões políticas.
Em 2002 o
governo sérvio introduziu Educação Religiosa nas escolas
primárias
e secundárias. A igreja Ortodoxa Sérvia foi especificamente
mencionada
nas regulamentações estabelecendo a matéria, mas não as
igrejas
ortodoxas russas, romenas e búlgaras, que também têm
paróquias
na Sérvia. O vigário ortodoxo romeno Mojse Janosh disse ao
Forum 18
que se os ortodoxos romenos estivessem preparados para
trabalhar
como um vicariato e não como uma diocese, eles poderiam
trabalhar
nas escolas e o governo sérvio iria pagar os salários aos
professores
como fazem aos professores e padres ortodoxos sérvios.
Ele
acrescentou que a igreja continua a usar o vicariato para regular
o seguro
de saúde e pensão de seus clérigos porque o governo sérvio
se recusa
a reconhecer a diocese.
O
ministro romeno de Relações Exteriores expressou várias vezes
preocupação
com o tratamento da Igreja Ortodoxa Romena na Sérvia,
notando
no dia 10 de janeiro que sua embaixada em Belgrado tem
mantido
constante contato com Aleksandrovic desde o mês anterior
sobre o
caso de sua igreja em Malajnica.
No dia 21
de janeiro, um dia depois que a ordem de demolição foi
emitida -
o ministro romeno de Relações Exteriores expressou
um
"profundo pesar" sobre a maneira como as autoridades têm se
comportado,
especialmente porque a permissão de planejamento não é
requerida
na vila, e fez representações através de canais
diplomáticos.
"O Ministério de Relações Exteriores expressa sua
convicção
de que a situação será classificada de acordo com a lei e
com as
aspirações justas de uma parte da comunidade local", foi
declarado.
Tradução:
Daila Fanny
6 -
Israel aprova construção de 3.500 casas na Cisjordânia
(Patriarcado
Greco Ortodoxo vendeu a companhias israelenses dois
enormes
edifícios situados na entrada da Porta de Jaffa)
Agência
EFE 21/03/2005
O
primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, aprovou a construção de
3.500
casas na Cisjordânia para sustentar a criação da Grande
Jerusalém,
segundo publica nesta segunda-feira o jornal israelense
Yediot
Aharonot.
Esse
projeto imobiliário viola o estabelecido no Mapa do Caminho, que
estipula
a suspensão de assentamentos em terras palestinas. O
assentamento
judaico de Maaleh Adumim seria unido à parte palestina
de
Jerusalém.
O plano
de paz elaborado pelo Quarteto de Madri exige que Israel
suspenda
a construção de assentamentos em terras palestinas nas quais
será
estabelecido o futuro Estado da Palestina.
Em
fevereiro, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP),
Mahmoud
Abbas, advertiu o premier israelense que queria Jerusalém
Oriental
como capital do futuro Estado palestino, por isso pediu ao
Estado
judeu que contivesse sua política de anexar terras ao redor da
cidade
santa.
O
negociador palestino, Saeb Erekat, denunciou o projeto e disse que
ele
"tenta determinar o futuro de Jerusalém com assentamentos e não
mediante
negociações".
"Mediante
a expansão de assentamentos na Cisjordânia, surge a
impressão
de que ele tenta trocar a retirada de Gaza por Grande
Israel,
afirmou o ministro de Planejamento, Gasan Al Hatib.
Na Cidade
Velha de Jerusalém, Israel também vai ganhando terreno com
a compra
de praticamente toda porta de Jaffa por 155 milhões de
dólares.
O
ambiente na Cidade Velha está agitado após divulgada a notícia de
que o
Patriarcado Greco Ortodoxo vendeu a companhias israelenses os
hotéis
Imperial e Petra, dois enormes edifícios situados na entrada
da Porta
de Jaffa, até agora povoada por palestinos cristãos.
Os
palestinos temem que o estabelecimento dos judeus na Porta de
Jaffa
seja acompanhado da aquisição da rua de David, que leva
diretamente
ao Muro das Lamentações, e os palestinos cristãos sejam
retirados
de seu bairro.
EFE
7 -
Jerusalém recebeu pela primeira vez em três anos uma grande
quantidade
de cristãos para a comemoração da Semana Santa. (Dois
hotéis
que pertenciam à Igreja Greco Ortodoxa foram adquiridos por
US$ 155
milhões)
Agência
EFE 26/03/2005
Cerca de
15 mil peregrinos cristãos de todo o mundo e a comunidade
palestina
católica tomaram conta durante sete dias da cidade velha de
Jerusalém,
animada como não se via desde o início da Intifada em 2000
pela
multidão que lotava suas ruas.
Os
mercadores árabes decidiram expor seus artigos no exterior de suas
lojas
diante da avalanche de visitantes, num número superior a 1999,
ano
anterior ao levante palestino contra a ocupação israelense.
A cidade
velha de Jerusalém é dividida em quatro bairros: muçulmano,
judeu,
cristão e armênio. Os dois últimos estão ficando cada vez
menores,
por causa do êxodo da minoria cristã e da compra das
propriedades
por judeus e muçulmanos.
Os preços
dispararam, como demonstra a última aquisição pelos
israelenses
da palestina Porta de Jaffa, que pertencia à Igreja greco-
ortodoxa.
São dois hotéis que foram adquiridos por 155 milhões de
dólares e
provocaram um escândalo fenomenal que ainda não se
encerrou.
Os
maometanos investem em Jerusalém com a ajuda inestimável da Arábia
Saudita e
da própria União Européia, que destina importantes fundos a
organismos
da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
A
expansão e os conflitos entre muçulmanos e judeus pela posse da
cidade
velha encurralaram durante estes últimos três anos a
comunidade
cristã local e inclusive os freis franciscanos,
transformados
em meros guardiães dos lugares santos que estão sob sua
custódia
desde o século XIII.
A chegada
em massa a Jerusalém de cristãos em procissão no último
Domingo
de Ramos foi contemplada por judeus e muçulmanos como um
fenômeno
que acreditavam estar enterrado e cuja existência puderam
ratificar
ao longo de toda a Semana Santa, sobretudo nas celebrações
da Quinta
e da Sexta-Feira Santas.
Os
muçulmanos consideram a Mesquita de Omar como o terceiro lugar
sagrado
do Islã, após Meca e Medina. Para os judeus, toda a cidade é
o centro
da religião, com seu ponto principal no Muro das
Lamentações,
a única parede que restou do antigo Templo, destruído
pelos
romanos há cerca de 2 mil anos.
Onde na
época de Jesus ficava o Templo, que muitos judeus ultra-
ortodoxos
planejam reconstruir, foram construídas pelos omíadas (660-
750) as
mesquitas de Al Aqsa e Omar numa planície conhecida como
a
"Esplanada dos Mesquitas", mas que para os muçulmanos é o "Nobre
Santuário".
Em
Jerusalém também fica a Basílica do Santo Sepulcro, construída no
lugar
onde se acredita que ocorreram a crucificação, o enterro e a
ressurreição
de Jesus. É o templo mais sagrado do cristianismo e
atualmente
abriga os ofícios religiosos dos cristãos.
As
Igrejas consideram como locais santos a Via Dolorosa - que Jesus
percorreu
antes de ser crucificado e que hoje fica entre o mercado e
as ruelas
da cidade amuralhada -, e o Jardim do Getsêmani, na ladeira
do Monte
das Oliveiras, onde Jesus orou antes de ser preso.
A
presença de peregrinos em Jerusalém, além de animar os cristãos
palestinos,
é uma importante fonte de renda para israelenses e
palestinos
e reforça o ambiente de calma que reina na região desde a
cúpula de
Sharm el-Sheikh, na península do Sinai, no dia 8 de
fevereiro.
O padre
Artemio Vitores, Vigário da Custódia dos Santos Lugares,
lembrou à
EFE: "A Terra Santa é um patrimônio das três religiões
monoteístas
e os cristãos têm direitos porque Jerusalém é também
nossa
raiz e nossa essência".
8 -
Jordânia investiga venda de terras pela Igreja Ortodoxa Grega
Por
Suleiman al-Khalidi 28/03/2005
AMÃ
(Reuters) - Autoridades jordanianas interrogaram o chefe da
Igreja
Ortodoxa Grega na segunda-feira, por causa de uma venda de
terras em
Jerusalém que irritou fiéis árabes.
O
patriarca Irineos I foi convocado a depor em Amã por pressão do
Parlamento
jordaniano e de líderes cristãos. Jornais afirmaram
recentemente
que o patriarca vendeu terras da igreja em Jerusalém
Oriental,
porção árabe da cidade, a um investidor judeu, e que
realizou
outras vendas multimilionárias de propriedades da igreja.
Ele foi
interrogado pelo ministro do Interior, Samir Habashneh, em
Amã.
"O patriarca foi interrogado pelo ministro do Interior sobre a
venda de
terra que consolida o domínio de colonos judeus em Jerusalém
e colabora
para a 'judaização' da cidade sagrada", disse Audeh
Quawas,
um influente deputado cristão ortodoxo.
A
Jordânia aprova a nomeação do patriarca ortodoxo grego, de acordo
com uma
lei de 1958, que lhe dá grande poder sobre a eleição da
principal
autoridade da igreja.
Num
acordo de paz com Israel, em 1994, a Jordânia manteve o controle
de
templos muçulmanos e cristãos, mesmo tendo perdido a Cisjordânia e
Jerusalém
Oriental para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
"Há
apelos populares e religiosos para anular as vendas de terras e
revogar o
reconhecimento dado ao patriarca pela Jordânia", disse
Quawas,
que integra o recém-criado comitê chefiado pelo ministro da
Justiça
para investigar o caso.
O
patriarca acusou aqueles que o criticam de tentar dividir a Igreja.
Seu
porta-voz atribuiu o escândalo a adversários que tentam derrubar
o
patriarca.
Há mais
palestinos cristãos na Jordânia que na Cisjordânia e em Gaza.
Na
sexta-feira, centenas de cristãos ortodoxos jordanianos fizeram
manifestações
contra a suposta venda de terras e pressionaram o
governo a
defender os direitos de propriedade árabes.
O governo
sinalizou disposição em tomar providências contra o
patriarca
se as acusações se comprovarem verdadeiras.
"A
Jordânia sustenta a posição de que essa questão deve ser resolvida
de forma
a garantir os direitos árabes e a evitar vendas ilegais de
terras da
igreja", disse o porta-voz do governo Asma Khader.
A
Jordânia encara as compras de terras por judeus como uma tentativa
de Israel
de controlar Jerusalém Oriental, que os palestinos querem
como
capital de seu futuro Estado.
A Igreja
Ortodoxa Grega é dona de grandes áreas de terras em
Jerusalém.
Reportagem
adicional de Dina al-Wakeel)
9 -
Milhares de peregrinos chegam a Jerusalém para a Semana Santa
(Procissão
passa por Igrejas Orientais)
Agência
EFE 24/03/2005
Cerca de
15 mil peregrinos do mundo inteiro estão na cidade velha de
Jerusalém
para as cerimônias da quinta-feira Santa, que não poderão
ser
assistidas pelos cristãos palestinos de Gaza e da Cisjordânia.
O
ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, ordenou na última terça-
feira o
fechamento total desses territórios durante as festas
judaicas
do Purim. Por isso, os cristãos de Belém, Nablus, Jericó e
de outras
cidades palestinas não poderão participar das procissões.
O
ambiente tranqüilo vivido neste ano na Terra Santa favoreceu, no
entanto,
que milhares de peregrinos cristãos chegassem à cidade,
situação
diferente da dos últimos três anos, quando a Semana Santa
ficou
reduzida a procissões de freis, freiras e de palestinos
cristãos
de Jerusalém.
A ordem
franciscana é a responsável por lembrar hoje a última ceia de
Jesus
Cristo no Cenáculo.
No início
da manhã, o Patriarca Latino, monsenhor Michel Sabah,
lavará os
pés de doze pessoas no Santo Sepulcro, como fez Jesus com
seus
discípulos antes da ceia.
Durante a
tarde, uma procissão de freis franciscanos se dirigirá ao
Cenáculo,
hoje propriedade do Estado de Israel, onde Jesus realizou a
última
ceia junto com os doze apóstolos.
Esta é a
única vez no ano em que os franciscanos podem entrar no
Cenáculo,
de onde foram expulsos por Solimão, o Magnífico, em 1550.
No
Cenáculo, localizado em pleno coração da cidade velha de
Jerusalém,
serão lidas passagens do Evangelho em diferentes línguas.
Depois, a
procissão seguirá para a igreja armênia de Santiago, onde a
tradição
lembra o martírio de Santiago, o Maior, cuja cabeça é
venerada
nesse templo e seu corpo em Santiago de Compostela (Espanha).
Em
seguida, a procissão chegará à casa do máximo sacerdote Anás, no
bairro
armênio da cidade antiga de Jerusalém, para depois se dirigir
à Igreja
síria de São Marcos.
No final
do dia, será lembrada a "Oração do Horto" ou "Hora Santa",
em
Getsêmani.
Como é
tradição, na Igreja das Nações acontecerá uma belíssima
cerimônia
com cânticos polifônicos de palestinos cristãos.
A Igreja
foi erguida junto ao Horto de Getsêmani, onde ainda há
oliveiras
da época, que são protegidas por cercas do fervor dos
peregrinos,
já que as provas do carbono 14 certificaram sua
existência
milenar.
Os
ofícios da Quinta-feira Santa recriam a ceia de Páscoa, feita por
Jesus
como judeu - conhecida como Seder, em hebreu -, na qual ele
tomou o
pão e o cálice e instituiu a Eucaristia com as
palavras:
"Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do
novo
testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos
pecados".
Depois da
ceia, Jesus e os apóstolos foram orar no horto de
Getsêmani,
ao pé do Monte das Oliveiras, onde Judas tinha combinado
um sinal
com os soldados: "O que eu beijar é esse; prendei-o".
Nesse
local acontece a chamada Agonia de Getsêmani, na qual Jesus
pede:
"Afasta de mim este cálice".
O ato
mais importante das celebrações da Semana Santa é a Via Crucis
da
Sexta-feira Santa, procissão que reproduz o trajeto que Jesus
Cristo
percorreu pela Via Dolorosa até o local de sua Crucificação,
no Santo
Sepulcro.
10 -
Milhares de cristãos celebram a Páscoa em Jerusalém
27/03/2005
- Agência Estado
Jerusalém
- Milhares de cristãos de todo o mundo se rreuniram nos
locais
sagrados de Jerusalém para celebrar com orações e cânticos o
Domingo
de Páscoa. O patriarca latino de Jerusalém, Michel Sabbah, o
máximo
representante católico na chamada Terra Santa, celebrou a
missa na
Igreja do Santo Sepulcro, construída no monte onde, segundo
a
tradição cristã, Jesus teria sido crucificado.
Cerca de
20 sacerdotes armênios cobertos com batas pretas
acompanhavam
o cura católico, que emergiu do sepulcro com uma chama e
acendeu
várias velas levadas por fiéis, que iluminaram por algum
momento o
teto pintado da cúpula, da era dos cruzados.
A
cerimônia de Páscoa põe em evidência as diferença das doutrinas
cristãs:
os católicos acreditam que Jesus Cristo foi enterrado no
local
onde hoje ocupa o Santo Sepulcro, enquanto que muitos
protestantes
afirmam que ele foi sepultado no Tumba do Jardim de
Getsêmani.
A recente
calma no conflito entre israelenses e palestinos atraiu
muito
mais peregrinos estrangeiros a Jerusalém para a Semana Santa de
2005 que
em anos anteriores. Mesmo assim, nada parecido com os vários
milhares
que vinham antes do início da intifada de 2000.
Os
católicos que chegavam em grupos, muitos deles missionários da
Espanha e
França, disseram que haviam incluído o papa em suas orações
de
domingo.
Como
parte dos atuais esforços de aliviar as restrições aos turistas
impostas
à população palestina, o Exército anunciou hoje que cerca de
8.200
palestinos da Cisjordânia e 250 da Faixa de Gaza poderão obter
permissão
diária para ingressar em Jerusalém ou Nazaré durante as
celebrações
de Páscoa.
No entanto,
já que este ano a Páscoa coincide com o festival judaico
do Purim,
os militares israelenses impuseram restrições de viagens
gerais
aos palestinos entre quarta-feira e domingo.
AE-AP
11 -
Páscoa sob toque de recolher no Iraque
BAGDÁ,
domingo, 27 de março de 2005 (ZENIT.org ).- Os cristãos do
Iraque
viveram ou se preparam para viver (dependendo do rito ao que
pertencem)
a Páscoa pelo segundo ano consecutivo sob toque de
recolher.
Por este
motivo, dado que se impede de sair de casa à noite,
privilegiaram-se
as celebrações durante a manhã ou à luz do dia.
Algumas
famílias não foram às igrejas por medo, pois os atentados
atingem
todos, sem distinção.
O bispo
auxiliar caldeu de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, em declarações
a «Rádio
Vaticano», confessou: «Pedimos ao Senhor ressuscitado que
nos dê
verdadeiramente essa paz e essa segurança que deu aos
discípulos
quando não sabiam o que fazer».
«Muitas
vezes nós tampouco sabemos o que fazer, mas nos dirigimos a
Ele, na
cruz, e Ele nos dá alento --acrescenta o prelado--. Estamos
seguros
de que ressuscitaremos com Ele, e nos deu a força para viver
estas
festas em união com todos vós, com os cristãos de todo o mundo».
«Sem esta
esperança nós já estaríamos acabados».
12 - A
PÁSCOA NO MUNDO...
Roma, 26
março (Rádio Vaticano) - A Páscoa no mundo... Na região
senegalesa
de Casamance, os fiéis vivem a Páscoa sob o signo da
esperança.
As igrejas estão sempre repletas de fiéis, demonstrando
assim, o
clima de paz que vem se difundindo na região, como
testemunha
Dom Maixent-Coly, Bispo de Ziguinchor, capital da Baixa
Casamance,
região do sudeste do Senegal, palco de um conflito que se
arrasta
por duas décadas e que agora, parece finalmente ter sido
superado.
No Sudão,
a semana santa transcorre entre momentos de medo e de
esperança.
Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU decidiu
enviar
uma missão de 10 mil homens ao território sudanês, para
garantir
o respeito do acordo de paz assinado em janeiro, entre o
governo
de Cartum e os rebeldes do sul desse país africano.
Ainda na
África, Dom John Baptiste Odama, Bispo de Gulu, principal
cidade do
norte de Uganda, lançou _ em sua mensagem pascal _ um
fervoroso
apelo aos comandantes da rebelião, para que façam um
esforço
para negociar um fim pacífico para a guerra em curso. A
população
do norte de Uganda sofre, há 18 anos, os ataques dos
rebeldes
do Exército de Resistência do Senhor.
Por
último, o Iraque, onde os fiéis vivem a segunda Páscoa
consecutiva,
em regime de "toque de recolher". Os católicos celebram
os ritos
da semana santa numa situação de calma aparente, mas na
verdade,
num estado de contínua tensão e preocupação, pelo temor de
novas
violências e atentados. (AF)
13 -
Explosão retoma medo da violência durante Páscoa em Beirute
Por Lin
Noueihed 27/03/2005
BEIRUTE
(Reuters) - Uma explosão em um subúrbio cristão no leste de
Beirute
ofuscou as celebrações da Páscoa neste domingo e provocou
temores
da volta do passado violento do Líbano.
Forças de
segurança libanesas retiraram destroços e metal retorcido
deixados pela
explosão de sábado, a terceira em oito dias no centro
cristão
do país, onde o ressentimento contra a Síria ainda é alto.
O
patriarca Nasrallah Butrous Sfeir, líder espiritual dos cristãos
maronitas
do Líbano e crítico do domínio da Síria sobre o país, disse
aos fiéis
na missa de Páscoa que os libaneses devem escolher agora
entre a
liberdade e a violência.
"O
feriado neste ano não é animador", disse. "Os incidentes...colocam
(as
pessoas) em encruzilhadas: ou a independência, soberania e
liberdade
-- e é isso o que a maioria dos libaneses qqueira isso -- ou
tumultos
e dificuldades."
A
explosão feriu oito pessoas, disseram fontes de agências de
segurança,
a maioria trabalhadores do sul da Ásia.
As fontes
disseram que 25 quilos de material altamente explosivo
foram
detonados entre um carro e uma mecânica de automóveis na zona
industrial
de Sad al-Boushrieh.
Figuras
da oposição contra a Síria culparam as agências de segurança
libanesas
apoiadas por Damasco. Isso recuperou memórias da guerra
civil
libanesa (1975-1990). Eles disseram que os ataques não vão
impedir
sua campanha contra a Síria.
A
oposição libanesa exortou no sábado os chefes da segurança do país
a
renunciarem para permitir uma investigação internacional sobre a
morte do
ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri em uma explosão em 14
de
fevereiro. A oposição acusa a Síria de envolvimento no episódio.
Um
relatório da ONU afirma que a investigação libanesa tem muitas
falhas e
pede um inquérito internacional. Na manhã de domingo ainda
havia fumaça
preta saindo das janelas e água escorrendo pelas paredes
do prédio
atingido pela explosão. Bombeiros trabalharam durante toda
a noite
para combater o fogo em quatro edifícios.
Moradores
culparam a Síria, dizendo o país quer mostrar que o Líbano
está entrando
no caos depois da retirada de suas tropas.
"Os
inimigos do Líbano fizeram isso, os que não querem a
independência
do Líbano", disse Ohaness Melketessian, nos escombros
de sua
carpintaria destruída. "Vamos ver mais disso", disse.
Na
terça-feira, uma explosão matou três pessoas em uma cidade cristã
ao norte
de Beirute, dias depois que outro ataque feriu 11 em um
bairro
cristão a leste da capital.
O
presidente do Líbano pró-Síria, Emile Lahoud, disse no domingo, ao
deixar
uma missa de Páscoa, para os libaneses permanecerem unidos.
14 -
Libaneses esperam demissões após atentado de sábado
EFE
27/03/2005
Por Kathy
Seleme Beirute, 27 mar (EFE).- Os libaneses estão à espera
da
demissão dos chefes da Segurança do país, exigida pela oposição
após o
atentado de ontem em Beirute, o terceiro em menos de duas
semanas.
Membros
da segurança viajaram neste domingo para a região de Sad
Bauchrie,
no cinturão industrial de Beirute, onde ontem à noite um
carro-bomba
explodiu, deixando seis pessoas feridas, segundo os
últimos
números do juiz encarregado das investigações, Jean Fahd.
O
magistrado disse também que a carga dos explosivos era de 30
quilos, e
não de 50, como a polícia assegurou em um primeiro momento,
quando
também elevava para oito o número de feridos.
Nesta
manhã, o local do ataque continuava interditado e se
assemelhava
a um campo batalha, com vários prédios e casas destruídos.
A polícia
só permitiu a passagem dos donos das empresas danificadas
pelo fogo
para que pudessem avaliar seus danos.
O
atentado deste sábado à noite é o terceiro contra um bairro cristão
em menos
de duas semanas.
Os dois
anteriores, ocorridos em New Yeide e em Kaslik, causaram três
mortes e
deixaram 15 feridos.
"Estes
fatos repercutem e nos colocam diante de duas alternativas. Ou
nos
encaminhamos em direção à liberdade, à independência e à
soberania,
que é o que deseja a maioria dos libaneses, ou em direção
aos
distúrbios, provocados por aqueles que não querem o bem do
Líbano",
disse neste domingo o patriarca maronita Nasrallah Sfeir.
Poucos
minutos após o atentado, a oposição acusou a Síria e os
serviços
de segurança sírio-libaneses de estarem por trás do ataque.
"Esperávamos
estes atentados uma vez iniciada a retirada dos soldados
sírios",
afirmou o general exilado Michel Aun à rádio Oriente.
"A
libertação do Líbano é irreversível e a unidade nacional é
intocável.
Esperamos que muito em breve se descubram quem são os
defensores
da ocupação síria e as pessoas que dependem dos serviços"
sírio-libaneses,
acrescentou Aun.
Neste
ambiente de crescente tensão e violência, os meios de
comunicação
locais acreditam que em breve serão divulgadas as
primeiras
demissões.
A rede de
televisão NTV, considerada próxima ao presidente Émile
Lahoud,
mudou sua linha editorial e há 48 horas iniciou uma violenta
campanha
contra o procurador do Estado e ministro da Justiça, Adnan
Adum, e
os chefes dos serviços de Segurança, acusando-os
de
"corrupção e negligência".
O jornal
Al Mustaqbal assegurou neste domingo que o presidente
começou a
preparar o terreno para a demissão destes e de outras
autoridades.
Por sua
vez, o jornal Ad Diyar ressaltou que estas demissões são a
melhor
forma de debilitar o poder que a Síria exerce sobre o Líbano.
"Damasco
perderá a influência após a destituição dos chefes de
segurança,
e também com as investigações internacionais relativas ao
assassinato
de Hariri", escrevia o jornal.
A ONU
divulgou nesta quinta-feira um relatório em que culpou a Síria
pela
instabilidade que o Líbano começou a viver nos meses anteriores
ao
atentado a Hariri.
Em meio à
crise, o Exército sírio prosseguiu com sua retirada gradual
e
desocupou neste sábado à noite outra importante posição em
Majdalun,
a cinco quilômetros da cidade de Baalbeck, no vale de Bekaa.
Quinze
caminhões sírios e três reboques de canhões de artilharia
deslocaram-se
em direção à cidade síria de Homs e saíram de Bekaa,
onde
permanecem 10 mil soldados sírios.
A posição
foi tomada pouco depois pelos libaneses, que içaram a
bandeira
nacional e fotos de Hariri, enquanto dançavam e cantavam de
alegria.
EFE alg dgr/sc
15 - Há
quem queira a guerra civil no Líbano
Último
Segundo 27/03/05
Nahum
Sirotsky, correspondente iG em Israel
([email protected]
)
O
patriarca Sfeir, maior autoridade da seita cristã maronita do
Líbano,
foi ouvido fazendo um apelo ao seu "rebanho" e ao povo em
geral
para que resistam às provocações visando lançar o país na
guerra
civil. Sfeir deu a maior divulgação a um encontro com a
liderança
do Hizbolá, grupo xiita que domina o sul libanês, numa
primeira
vez em anos. O Hizbolá defende a presença síria, contra a
qual se
opõem os cristãos e os drusos.
O
patriarca se referia a ataques terroristas no bairro maronita de
Beirute,
a capital. Vários deles em dias recentes. Ele colocou as
opções diante
de seu povo entre construir um país livre e democrático
ou recair
na guerra que se estendeu durante cerca de 20 anos com
grande
destruição de bens e vidas. O conflito entre os seguidores da
fé
muçulmana e a cristã resultou em saída maciça de maronitas.
As
tensões entre os grupos se acentuaram com o assassinato por homem-
bomba do
líder político e muçulmano secular Hariri, um bilionário que
vinha
promovendo a reconstrução de Beirute, cidade conhecida como a
Paris do
Mediterrâneo pela sua beleza e rica vida noturna, muito
destruída
na guerra civil.
Ele
deixara a função de chefe do governo para a qual pretendia
concorrer
novamente em eleições marcadas para maio próximo. Era
contrário
à continuação da presença de tropas e serviço secreto sírio
no país.
Os sírios
haviam entrado há décadas sob a justificativa de contribuir
para a
pacificação. E foram ficando. Os maronitas acusam os sírios da
autoria.
Americanos e israelenses concordam. As Nações Unidas
investigaram
o crime e saíram em apoio às pressões sobre Damasco para
retirar
suas tropas. Ao que se informa, os sírios estão saindo. Mas
não
suficientemente rápido nem se sabe qual será o destino dos
serviços
secretos que sabem de tudo e são os principais suspeitos em
tudo.
O
patriarca, mais do que cardeal, tem, claro, alto prestígio por sua
coerente
posição anti-Síria. Mas só os próximos dias dirão se basta
para
evitar que os atos terroristas contra alvos cristãos escalem num
conflito
que seria o pior para o país.
16 -
Lahoud pede união para salvar país
EFE 27 de
Março de 2005
O
presidente do Líbano, Émile Lahoud, pró-Síria, pediu aos libaneses
neste
domingo que se unam para salvar o país, enquanto o patriarca
maronita
(católico do Oriente) Nasrallah Sfeir pediu à população que
não perca
a confiança, apesar dos recentes atentados contra bairros
cristãos.
"Devemos ficar todos unidos, porque a união faz milagres",
declarou
Lahoud, cristão, após ter assistido à missa de Páscoa e ter
se
reunido com o prelado.
O
presidente condenou o atentado com carro-bomba de sábado à noite em
Sad
Bauchrie, bairro da periferia de Beirute, em que oito pessoas
ficaram
feridas e disse estar aliviado porque o atentado não ocorreu
durante o
dia, momento em que haveria "um número maior de vítimas".
Foi o
terceiro atentado contra um bairro cristão em menos de duas
semanas.
O primeiro ocorreu em Nova Yeide e deixou três mortos, e o
segundo
foi em Kaslik, onde 11 pessoas ficaram feridas.
Em tom de
desabafo, Sfeir disse que a Páscoa da Ressurreição "não
trouxe
alegria aos fiéis, que precisam que seu presente e futuro
sejam
garantidos". E completou dizendo que "estes eventos repercutem
sobre
todos e nos põe ante duas alternativas: ou caminhamos em
direção à
liberdade, à independência e à soberania, que é o que a
maioria
dos libaneses deseja, ou em direção aos distúrbios,
provocados
por aqueles que não querem o bem do Líbano", disse o
patriarca.
Sfeir também pediu que sejam mantidas as relações
de
"irmandade" com Síria, país que a oposição acusa de estar por trás
dos
atentados
17 -
Arménia: "Partilhamos os ideais cristãos europeus", afirma
especialista
religioso
Ais
Notícias 28-03-2005
Vahram
Soghomonyan, que integra uma organização não-governamental
armena
para a promoção da tolerância religiosa, defende a integração
do seu
país na União Europeia e a partilha dos valores cristãos na
Europa.
Vahram
Soghomonyan trabalha numa ONG dedicada à cooperação
democrática
e é também especialista em assuntos religiosos.
Participou
recentemente no curso "Relações Públicas em Instituições
da
Igreja", promovido pela Ajuda à Igreja que Sofre, que reuniu cerca
de duas
dezenas de jornalistas e relações públicas vindos de países
da antiga
União Soviética como a Rússia, Ucrânia, Bielorrússia ou a
Arménia,
permitindo a partilha de experiências entre profissionais da
comunicação
da Igreja
"Este
curso permitiu-me conhecer a experiência de outros países, que
pelo seu
passado socialista, se depararam com problemas de liberdade
religiosa",
referiu Soghomonyan em entrevista à Ajuda à Igreja que
Sofre.
"A organização de que faço parte, que é financiada pela Open
Society,
tem-se ocupado de um projecto para a promoção da tolerância
religiosa
na Arménia. Organizamos mesas-redondas entre várias
organizações
religiosas e a Igreja Apostólica", acrescentou.
Sobre a
cooperação entre a Igreja Apostólica Arménia e a Igreja
Católica,
Soghomonyan recordou a experiência ecuménica da visita de
João
Paulo II à Arménia em 2001, por ocasião do 1700º aniversário da
adopção
do cristianismo como religião oficial. Segundo este
especialista,
"existem tradicionalmente boas relações com a Igreja
Católica
e a Igreja Apostólica armena, que tem costumes próprios e se
identifica
com a própria identidade nacional, é bastante aberta e
liberal".
A Igreja
Apostólica Armena deve a sua designação aos apóstolos
Bartolomeu
e Tadeu, que evangelizaram a Arménia nos primeiros séculos
do
cristianismo. No ano 301, a Arménia - então governada pelo Rei
Tiridates
- seria a primeira nação a declarar-se crisstã. Desde o ano
451 até
1996, a Igreja armena esteve separada da Igreja Católica, até
a
assinatura, por parte de João Paulo II e Karekin I, de um acordo
teológico
indicando a partilha de crença.
Actualmente
as relações entre o Estado e a Igreja, estão novamente
normalizadas
após décadas de perseguição ao clero por parte do regime
soviético,
que terminou com a independência do país em 1991.
"A
Igreja está numa fase de renascimento, após o colapso da União
Soviética.
As pessoas estão a aproximar-se da Igreja, mas tivemos um
problema
em relação ao reduzido número de sacerdotes, que está a ser
ultrapassado
pela formação. Foi permitido que a Igreja Apostólica
educasse
as crianças na escola", referiu Vahram Soghomonyan,
recordando
que esta posição é defendida pela maioria dos arménios
apostólicos
(que hoje representam cerca de 90% da população).
Quanto
aos principais desafios que se deparam actualmente aos jovens
cristãos
armenos, Soghomonyan destacou a questão da integração da
Arménia
na União Europeia que, defendeu, "assenta nos mesmos ideais
cristãos
que são defendidos pela maioria dos armenos".
Soghomonyan
sublinhou ainda que existe na Arménia "uma espécie de
vazio
espiritual nos países do pós-socialismo", aproveitado por
pequenos
grupos religiosos, na sua maioria estrangeiros, que fazem a
sua
propaganda junto da sociedade. "O nosso objectivo principal é
fazer com
que esta «competição» seja mais aberta, que todos sejam
tolerados
e que as comunidades religiosas não se confrontem entre
si",
concluiu.
18 -
COMUNIDADE ARMÊNIA EVOCARÁ DEVIDAMENTE OS 1,5 MILHÃO DE VÍTIMAS
DO
GENOCÍDIO ARMÊNIO
www.armenia.com.br
28/03/2005
A
Comunidade Armênia do Brasil irá homenagear os 1,5 milhão de
vítimas
do Genocídio Armênio, por ocasião do 90.o aniversário dos
nefastos
acontecimentos organizados e perpetrados pelas autoridades
turco-otomanas
entre 1915 e 1923.
Com essa
finalidade, foi criada uma Comissão especial da Comunidade,
que reúne
as instituições, organizações e denominações religiosas da
coletividade
armênia de São Paulo, para que sejam planejados e
estruturados
todos os eventos solenes que se desenrolarão durante o
mês de
abril vindouro.
Apresentamos,
a seguir, algumas das atividades que já estão
confirmadas
pela Comissão Organizadora:
23 de
abril, sábado, 20h00: Ato ecumênico na Igreja Católica Armênia
São
Gregório, o Iluminador, que terá a participação das Igrejas
Armênias
e outras Igrejas co-irmãs, com o auspício do Cardeal
Arcebispo
de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.
24 de
abril, domingo, 12h30: Após as Missas e Cultos nas Igrejas
Armênias,
procissão dos fiéis até o Monumento dos Mártires Armênios,
onde
serão depositadas as coroas de flores das instituições e
organizações
das comunidades, assim como será realizado Réquiem em
memória
das vítimas do Genocídio e a seguir, ato popular.
25 de
abril, segunda-feira, 19h00: Concentração popular diante da
Cruz de
Pedra (Khatchkar) erguida na pátio da Assembléia Legislativa
do Estado
de São Paulo, no Ibirapuera. A seguir, será realizada uma
Sessão
Solene no Plenário da Assembléia Legislativa, que contará com
a
presença de altas autoridades civis e eclesiásticas. Orador do dia:
Prof. Dr.
Dalmo Dallari. Durante a Sessão Solene, será realizada a
cerimônia
de lançamento de um carimbo especial pelos Correios (EBCT).
Oportunamente,
informaremos aos nossos leitores o calendário de
outros
eventos alusivos aos 90 anos do Genocídio Armênio. Aguardem.
ERRATA:
Na mensagem do Boletim Oriente Cristão nº 30 foi informado
que o 90º
Aniversário do Genocício Armênio seria lembrado naquela
semana,
quando na verdade ele será lembrado no dia 24 de abril,
conforme
matéria acima.
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