BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 31 -
24 de março de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Desejo a
todos os cristãos que vão comemorar a ressurreição de Cristo
neste
Domingo uma Santa e Feliz Páscoa.
Peço uma
oração pelos cristãos que vivem em países da maioria não
cristã,
especialmente para os que vivem no Iraque, Líbano e na Terra
Santa,
para que eles possam celebrar a Páscoa em paz.
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
ÍNDICE
1 -
Rússia: "Barco-capela" é sinal importante de cooperação ecuménica
2 - Todo
o mundo poderá acompanhar as obras de restauro da Igreja da
Transfiguração
3 -
Igreja Ortodoxa Russa celebra a festa do Triunfo do Cristianismo
Ortodoxo
4 -
PATRIARCADO RUSSO PROTESTA POR PROSELITISMO CATÓLICO
5 - O
codex sinaiticus muda evangelhos?
6 -
Chamado da Santa Sé a favor dos cristãos da Terra Santa
7 -
Coleta em favor da Terra Santa, na Sexta-feira Santa
8 -
Soberania do Líbano é necessária para a liberdade dos cristãos
9 - Bomba
mata 3 em região cristã do Líbano e aumenta tensões
10 - NO
DOMINGO DE RAMOS, PATRIARCA DE BAGDÁ FAZ APELO PARA QUE SE
VENÇA O
MEDO
NOTÍCIAS
1 -
Rússia: "Barco-capela" é sinal importante de cooperação ecuménica
Ais
Notícias 22-03-2005
Em
Outubro de 2004 foi inaugurado o terceiro "barco-capela",
o
"Werenfried", que, tal como os seus antecessores, irá
disponibilizar
serviços religiosos às populações localizadas junto ao
rio
Volga. Para Peter Humeniuk, da Ajuda à Igreja que Sofre, este é
um
importante sinal de cooperação entre a organização e a Igreja
Ortodoxa
Russa.
Peter
Humeniuk, responsável pela relações ecuménicas da Ajuda à
Igreja
que Sofre, esteve recentemente na Rússia e considera que a
inauguração
deste terceiro "barco-capela" em Volgogrado "é sinal
importante
de boa cooperação entre a nossa organização e a Igreja
Ortodoxa
Russa".
"Milhares
de fiéis celebraram a Festa da Epifania dentro do próprio
barco e
no ancoradouro", referiu Peter Humeniuk que informou que a
primeira
viagem do "Werenfried" deverá acontecer proximamente,
durante a
Primavera ou no início do Verão, quando as condições
climatéricas
permitirem a navegação no Rio Volga.
Sobre
outros projectos de colaboração entre a Igreja Ortodoxa e a
Ajuda à
Igreja que Sofre, Humeniuk indicou o auxílio à formação de
sacerdotes
e o financiamento de um sanatório para crianças em fase
terminal
em São Petersburgo.
Quanto à
situação actual da Igreja Ortodoxa na Rússia, o responsável
da
organização considera que "desde a década de noventa, a Igreja
Ortodoxa
teve um desenvolvimento considerável e é agora uma
instituição
forte que tem dado maior relevância à sua presença nos
meios de
comunicação social que, na sua maioria e tal como acontece
no
Ocidente, são seculares e orientados para o lucro".
2 - Todo
o mundo poderá acompanhar as obras de restauro da Igreja da
Transfiguração
Voz da
Rússia 22/03/2005
Todo o
mundo poderá acompanhar as obras de restauro da Igreja da
Transfiguração,
de 22 cúpulas, que se ergue na ilha de Kiji, no lago
Ónega.
Esse espécime único da arquitetura em madeira, construído sem
um único
prego, foi incluído pela UNESCO em sua "Lista de Herança
Mundial".
Daqui a pouco, será instalada em frente dessa igreja uma
câmera
WEB, para todos os interessados poderem acompanhar os
trabalhos
ao vivo. Para não desmontar aquele milagre arquitetônico,
foi
decidido dividir a construção em vários segmentos. Depois, cada
um será
levantado por macacos especiais, devendo nesse meio tempo as
toras
apodrecidas ser substituídas por novas. Em 2014, a Igreja da
Transfiguração
completará 300 anos.
3 -
Igreja Ortodoxa Russa celebra a festa do Triunfo do Cristianismo
Ortodoxo
Voz da
Rússia 21/03/2005
Na Sé de
Cristo Redentor, em Moscou, o patriarca da Igreja Cristã
Ortodoxa
da Rússia, Aleksi II, celebrou um ofício divino em homenagem
à festa
do Triunfo do Cristianismo Ortodoxo. À cerimônia assistiram
diplomatas
de vários países, entre os quais os embaixadores da Grécia
e Chipre.
No Dia do Triunfo do Cristianismo Ortodoxo, comemorado no
primeiro
domingo da Quaresma, um preito de honra especial é rendido
aos que
tenham prestado os mais relevantes serviços à propagação da
fé em
Cristo pela Terra afora.
4 -
PATRIARCADO RUSSO PROTESTA POR PROSELITISMO CATÓLICO
MOSCA, 23
(ANSA) - O patriarcado ortodoxo de Mosca protestou hoje com
o
Vaticano por causa da "atividade missionária dos católicos do rito
grego no
sul da Ucrânia".
Em uma
carta enviada ao cardeal Walter Kasper, o metropolita Kirill -
número
dois da igreja ortodoxa russa - exprime "angústia" para o fato
de,
durante uma recente reunião em Leopoli uma ordem religiosa grego-
católica
- os "Redentores" -, ter sido dadda como prioridade "a
atividade
missionária nas regiões tradicionalmente ortodoxas do sul
da
Ucrânia".
"Esta
intenção expressada pela ordem suscita a nossa inquietude",
sublinha
o metropolita na carta - endereçada ao presidente do
Conselho
pontifício para a unidade do cristianismo -, divulgada pela
agência
de notícias Itar- tass.
"A
Igreja ortodoxa russa - afirma o número dois do patriarcado -
considera
esta atividade uma forma de proselitismo que representa uma
nova
fonte de tensão no contato entre as duas igrejas e
conseqüentemente
de eliminar algumas tendências positivas no
desenvolvimento
dessas relações".
O suposto
proselitismo católico nos países da ex-URSS e a situação na
Ucrânia
ocidental, onde vive uma massiva comunidade católica,
atrapalharam
por anos as relações entre o Patriarcado ortodoxo e o
Vaticano
e até agora impediram o Papa de fazer uma desejada visita à
Rússia.
23/03/2005
5 - O
codex sinaiticus muda evangelhos?
Último
Segundo 08:36 21/03
Nahum
Sirotsky, correspondente iG em Israel
JERUSALÉM
- Certas notícias são como folhas ao vento que chamam
atenção,
mas não se sabe o que significam. Não se pode dar uma
informação
sobre o Codex Sinaiticus sem o respeito de ser mais
completa
possível. O Codex pode conter dados que mudarão a visão
atual do
judaísmo e do cristianismo.
É a mais
velha Bíblia conhecida em existência. O mais importante
manuscrito.
Ele está em grego. Foi escrito no quarto século, por
volta do
ano 310, por determinação do imperador Constantino, o Grande.
Imperador
romano por herança, foi quem construiu a nova capital,
Constantinópolis,
dedicada à Virgem Maria. Criou o império cristão
com sua
fé e comando. Mas só foi batizado ao morrer. Dos seus dias
ainda se
pode ver a igreja de Hagia Sofia, em Istambul.
Filho de
Helena, que seu pai, imperador, divorciara para casar com
Teodora,
fez de sua mãe monarca, com todos os poderes. E ela se
tornou cristã
devota a quem se atribui a construção da primeira
Igreja da
Natividade, em Belém, hoje, cidade palestina, e igreja na
colina da
Ascensão, a Igreja de Santo Sepulcro, em Jerusalém, séculos
depois
dos eventos narrados nos Evangelhos.
O nome do
Codex deriva do local onde é conservado, o mosteiro de Sta.
Catarina,
no Egito, no deserto do Sinai. Um dos mais antigos
existentes
com milenar ordem monástica, ele foi construído entre os
anos 527
e 565 na base do que a sua tradição diz ser o Monte Sinai,
aquele onde
Moisés teria visto o fogo queimando um arbusto, sinal de
Elohim,
Deus.
E
recebido os Mandamentos onde uma capela marca o local. Em outro
canto
estão os ossos de Catarina, santa e mártir cristã. É um lugar
santo sob
a guarda de monges grego-ortodoxos há mais de mil e
quinhentos
anos. Visitá-lo foi inesquecível.
É verdade
que não existe consenso sobre qual seria o Monte Sinai da
Revelação.
Mas não se discute a tradição registrada na Bíblia. Fé é
crença. A
crença ainda é a de que os Mandamentos foram revelados no
Monte
Sinai e deram a base moral e ética das fés monoteísticas.
Foi um
erudito alemão, Constantine Tischendorff, que descobriu, em
meados do
século 19, que existia o manuscrito no Mosteiro. Ele se
apropriou
de partes que levou para a Alemanha e Rússia. Nunca foi bem
explicado.
O Codex ficou dividido em quatro segmentos: Sta.
Catharina;
biblioteca da Universidade de Leipzig, Alemanha;
Biblioteca
Nacional Russa e Biblioteca Britânica de Londres.
A
Biblioteca de Leipzig está na universidade do mesmo nome, cuja
inauguração
foi no ano de 1543. A Biblioteca Nacional Russa fica em
São
Petersburgo que já foi Leningrado, salva de ameaças de
revolucionários
em 1917. E conta com 33 milhões de itens. A
Biblioteca
de Londres guarda 150 milhões de itens. É das mais
completas
e universais em existência.
O projeto
Codex visa a uma interpretação atualizada do conteúdo. E
colocá-lo
no web para ser visto por qualquer conectado ao internet.
Especialistas
da Europa, Grã-Bretanha, Rússia e Estados Unidos já
começaram
a trabalhar. Recorrerão a tantos outros quanto necessários
para
desvendar todo os seus mistérios. As partes serão, óbvio,
reunidas
num só volume, porém, virtual. Haverá traduções para línguas
correntes.
E comentários interpretativos e explicativos.
O Codex é
uma versão das principais escritas sagradas. É a mais
antiga a
ter preservado num só volume o que viria a ser o Novo
Testamento.
Sua riqueza em conteúdos é incomparável. E deve abrir
novos
conhecimentos sobre a história do cristianismo. Explicar a
estrutura
do Velho e do Novo Testamento.
Manuscrito
por três escribas que fizeram correções que agora, com as
novas
possibilidades de leitura, poderão ser identificadas em
abrangência
e significado. A reunião das partes será feita sem tocar
em
nenhuma. Seria perigoso. Poderá transformar páginas em poeira. A
idéia é a
de se aplicar tecnologias para conservá-las intactas, como
ainda
estão. Mas existe grande ansiedade nos meios diretamente
interessados,
os científicos como os teológicos, do muito que
aprenderão.
6 -
Chamado da Santa Sé a favor dos cristãos da Terra Santa
Por
ocasião da coleta de Sexta-Feira da Paixão
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 21 de março de 2005 (ZENIT.org).-
A
Congregação para as Igrejas Orientais lançou um chamado a todos os
católicos
do mundo para que ajudem concretamente os cristãos na Terra
Santa.
O
prefeito da instituição vaticana, o cardeal Ignace Moussa I Daoud,
recordou
esta segunda-feira que os Papas «estabeleceram que na Sexta-
feira
Santa, enquanto toda a Igreja contempla o rosto de Cristo que
sofre,
não faltará a lembrança da oração e uma "coleta de caridade"
para
apoiar as "pedras vivas" que nos lugares santos continuam
celebrando
e vivendo a fé cristã».
«Todos os
anos --explicou em declarações a «Rádio Vaticano»--, dirijo
ao início
da Quaresma uma carta a todos os bispos da Igreja Católica
e aos
núncios apostólicos de todo o mundo para que, com generosidade
espiritual
e material, aproximem-se de seus irmãos católicos e dos
que
pertencem a outras Igrejas e comunidades cristãs [da Terra Santa,
ndr.],
que sofrem seriamente por sua fidelidade a Cristo e à Igreja,
e sentem
a tentação de abandonar sua terra natal por causa da falta
de paz».
Em sua
mensagem escrita no ano 2005, Sua Beatitude Ignace Moussa I
Daoud
recorda a visita que depois de Páscoa do ano passado realizou à
Terra
Santa e declara que esta região «tem de experimentar que o Papa
está
sempre perto e abarca toda a Igreja neste abraço de
solidariedade».
O cardeal
lança desta forma um chamado «para que cristãos, judeus e
muçulmanos,
no recíproco respeito, demonstrem ao mundo inteiro que a
fé no
único Deus não só é possível, mas traz paz e prosperidade».
7- Coleta
em favor da Terra Santa, na Sexta-feira Santa
Carta do
Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais
BRASÍLIA,
segunda-feira, 21 de março de 2005 (ZENIT.org ).-
Publicamos
a seguir a carta recebida pelo cardeal Geraldo Majella
Agnelo,
arcebispo de Salvador (BA) e presidente da CNBB (Conferência
Nacional
dos Bispos do Brasil), enviada pelo cardeal Prefeito da
Congregação
para as Igrejas Orientais, Ignace Moussa Daoud. O texto
foi
divulgado pela CNBB esta segunda-feira.
* * *
CONGREGATIO
PRO
ECCLESIIS
ORIENTALIBUS
Eminentíssimo
e Reverendíssimo Senhor
Cardeal
Geraldo Majella AGNELO
Arcebispo
de São Salvador da Bahia
Eminência
Reverendíssima,
Desejo
uma vez mais dirigir-me ao senhor em favor da Terra Santa, que
ocupa
hodiernamente amplo espaço nos meios de comunicação social, e
no
coração de toda a Igreja, em razão da triste situação em que se
encontram
os seus habitantes. Este Dicastério acompanha com especial
atenção o
drama da Comunidade cristã que está diminuindo
continuamente
pela falta de paz e de estabilidade. Tal Comunidade tem
necessidade
cada vez maior de ajuda por parte de todas as dioceses e
instituições
eclesiásticas.
A Coleta
da «Sexta-Feira Santa», como bem sabe o senhor, visa
promover,
nos fiéis cristãos, o amor pela Terra do Senhor, a fim de
que a
Igreja possa lá sobreviver, sentir-se amada e apoiada pela
solidariedade
de cada cristão, e continue a dar testemunho de fé
n'Aquele
que naquela Terra nasceu, pregou o Evangelho, morreu e
ressuscitou.
O Santo
Padre João Paulo II manifesta constantemente a Sua paterna
proximidade
aos cristãos da Terra Santa. Na audiência aos
participantes
na Assembléia da «Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas
Orientais»
(R.O.A.C.O.), dia 24 de junho de 2004, ressaltou a
importância
de tal Coleta: «A comunhão solidária, que une todos os
crentes
em Cristo, é a Coleta pela Terra Santa", tradicionalmente
recolhida
na Sexta-Feira Santa em todo o mundo. Os meus veneráveis
Predecessores
sempre recomendaram a todas as Comunidades cristãs
cuidar
com atenção da Igreja Mãe de Jerusalém. É necessário
perseverar,
rezando intensamente pela paz dos Povos que vivem na
Terra de
Jesus. Aos cristãos tão provados pela incessante violência e
por
outros inúmeros problemas que produzem empobrecimento econômico,
conflito
social, desalento humano e cultural, não venha a faltar o
apoio de
toda a Igreja Católica».
A
Congregação para as Igrejas Orientais, fazendo eco às palavras de
Sua
Santidade, renova o apelo «pro Terra Sancta», que tive a alegria
de
visitar pessoalmente, nos dias 13 a 19 de abril de 2004. Fiz-me
peregrino
em Jerusalém, Belém e nos Santuários da Galiléia, detendo-
me em
oração nos lugares da nossa redenção. Encontrei a Hierarquia, o
clero, os
religiosos e os fiéis das Igrejas católicas e ortodoxas que
lá
desempenham a sua missão. Na inesquecível peregrinação tive
ocasião
de «receber e dar esperança», e de oferecer um sinal de
fraterna
proximidade aos nossos irmãos tão provados pelo conflito que
aflige
toda aquela região. A paz no mundo passa por Jerusalém «Cidade
da Paz»,
aquela «Cidade Santa» e «Capital do monoteísmo», como a
chamou o
Papa Paulo VI na «Nobis in animo» (25 de março de 1974). Por
isso,
cabe a cada cristão atuar em prol daquela paz desejada, dom
especial
de Deus que deve empenhar as nossas orações, os nossos
esforços
e a nossa solidariedade.
Apraz-me,
enfim, expressar ao senhor e a seus diretos Colaboradores o
cordial
agradecimento de Sua Santidade, juntamente com os sentimentos
do mais
vivo reconhecimento meu e desta Congregação, que entende
representar
a gratidão da Igreja universal e daquela porção do Povo
de Deus
que vive na Terra de nosso Salvador.
Expressando
de meus sentimentos de fraterna comunhão, subscrevo-me
devotadamente
no Senhor
† Ignace
Moussa Card. Daoud
Patriarca
emérito de Antioquia dos Siros, Prefeito
† Antonio
Maria Vegliò
Secretário
8 -
Soberania do Líbano é necessária para a liberdade dos cristãos
Segundo
se constata em uma coletiva de imprensa na Câmara dos
Deputados
da Itália
ROMA,
quarta-feira, 23 de março de 2005 (ZENIT.org ).- A liberdade de
todos os
libaneses, e em particular dos cristãos, assim como sua
sobrevivência,
depende do regresso da soberania e da independência,
afirmaram
esta quarta-feira especialistas em uma coletiva de imprensa
celebrada
na Câmara dos Deputados da Itália.
No
encontro, no qual participaram expoentes de diferentes partidos
italianos,
organizado a pedido do jornal «L'opinione», advogou pela
libertação
dos prisioneiros políticos libaneses, encerrados nas
prisões
do Líbano e Síria.
Roger Bou
Chaine, representante de «Forças Libanesas», interveio para
explicar
que desde o assassinato do antigo primeiro-ministro, Rafiq
Hariri,
em 14 de fevereiro de 2005, «parece que uma revolução» se
estendeu
pelo país para pedir de forma pacífica o fim dos trinta anos
de
ocupação síria do Líbano.
Em 2 de
setembro de 2004, aprovou-se a Resolução da ONU 1559 que pede
o
respeito da soberania e da integridade territorial, da unidade e da
independência
política do Líbano, e a imediata retirada de todas as
forças
estrangeiras que ainda se encontram no país.
O
expoente libanês declarou que este despertar tem suas origens nos
apelos
dos bispos maronitas, sob a presidência do patriarca
Nassrallah
Sfeir, lançados a partir de 20 de setembro de 2001».
Os bispos
maronitas reagiram em particular ante o fenômeno
da
«emigração massiva da juventude libanesa em geral e da cristã em
particular,
pois uns 10.000 jovens, em sua maioria cristãos, em uma
população
de 3,5 milhões de pessoas, deixavam o país cada mês ao
final dos
anos noventa».
«Israel
saiu do sul do Líbano... não chegou talvez o momento de o
Líbano
ampliar efetivamente sua própria soberania a seus
territórios?
--perguntavam os bispos-- Não chegou a horaa de o
exército
sírio empreender o deslocamento de soldados em preparação de
um
retorno definitivo, em conformidade com os acordos de Taef?».
Em
declarações a Zenit, Tony Assaf, pesquisador do Observatório
Geopolítico
Médio-Oriente, com sede em Roma, explica que «para a
liberdade
e a sobrevivência dos libaneses em geral, e de todas as
religiões,
em particular da cristã, é necessário o regresso da
soberania
e independência».
«O apelo
de 2001 dos bispos foi a faísca de todo este despertar que
suscitou
uma oposição política no Líbano», segue declarando.
Assaf
reconhece que, ainda que não existam dados estatísticos, a
emigração
de libaneses, em particular de cristãos, continua. «Se
retornar
a soberania e a situação do Líbano se normalizar, muitos
voltarão
--acrescenta--. Pode-se voltar à situação dde antes da
guerra,
de convivência entre cristãos, muçulmanos, drusos, etc.».
A guerra
neste país concluiu em 1991 depois de quinze devastadores
anos de
conflito civil. Em torno a 40% dos menos de quatro milhões de
habitantes
do Líbano são cristãos, em sua maioria católicos de rito
maronita.
A maioria da população é muçulmana.
9 - Bomba
mata 3 em região cristã do Líbano e aumenta tensões
Por Nadim
Ladki Qua, 23 Mar - 10h00
BEIRUTE
(Reuters) - Uma violenta explosão atingiu na quarta-feira um
shopping
center de uma região do Líbano que é reduto da oposição à
Síria,
matando três pessoas e levando o país mais perto de uma
situação
caótica poucas semanas antes das eleições gerais.
A bomba,
a segunda a atingir uma área comercial cristã do país nos
últimos
cinco dias, também parecia ter por objetivo alimentar as
desavenças
surgidas depois do assassinato, no mês passado, do ex-
primeiro-ministro
Rafik al-Hariri.
Líderes
da oposição cristã acusaram agências de segurança ligadas à
Síria
pela explosão. Os oposicionistas vêm exigindo a renúncia dos
chefes da
área de segurança do Líbano e uma investigação
internacional
sobre a morte de Hariri.
"Ficou
claro para todos que o regime de segurança e seus
colaboradores
foram os responsáveis por aterrorizar as pessoas que se
uniram em
apoio às demandas da oposição", disse em um comunicado a
oposição
cristã.
O teto do
shopping, localizado na área costeira de Kaslik, 20
quilômetros
ao norte de Beirute, ruiu e as paredes ficaram
danificadas
na violenta explosão. Equipes de emergência vasculhavam o
local em
busca de outras vítimas.
Janelas
de lojas e prédios próximos ficaram destruídas e vidro
quebrado
cobria a rua em que há butiques, joalherias e boates.
Membros
das forças de segurança disseram que a explosão foi provocada
por uma
poderosa bomba colocada dentro do shopping e detonada quando
o
estabelecimento estava fechado.
Segundo a
polícia, duas pessoas mortas eram de origem asiática e a
terceira
foi localizada nos escombros do local 12 horas após a
explosão.
Membros
da oposição cristão que correram ao local do atentado
disseram
que a explosão visava desestabilizar o país e conclamaram
seus
simpatizantes a não alimentarem o sectarismo.
Pressões
internacionais lideradas pelos EUA e manifestações
encabeçadas
pela oposição obrigaram a Síria a anunciar a retirada de
seus
soldados do Líbano. O país já diminuiu o número de militares
estacionados
ali e enviou muitos deles para o leste libanês.
A crise
atual é a pior desde que o Líbano colocou fim a sua guerra
civil
(1975-1990).
Em um
incidente anterior, um carro-bomba explodiu em um bairro
cristão
de Beirute na manhã de sábado, ferindo 11 pessoas.
"Temos
medo de que isso continue acontecendo. O país está fora de
controle.
Ninguém sabe quem entra no Líbano e quem sai do país",
disse
George Aki, um libanês que ajudava o filho a varrer os vidros
quebrados
da calçada em frente a seu salão de beleza.
A
explosão, ocorrida à 1h30 (hora local), aconteceu em meio a um
acirramento
das tensões detonado pelo assassinato, em 14 de abril, de
Hariri,
em um outro atentado a bomba.
(Com
reportagem de Lin Nueihed)
10 - NO
DOMINGO DE RAMOS, PATRIARCA DE BAGDÁ FAZ APELO PARA QUE SE
VENÇA O
MEDO
Bagdá, 21
mar (Rádio Vaticano) - Grande participação do povo, ontem,
nas
igrejas de Bagdá e em todo o Iraque, para a cerimônia do Domingo
de Ramos.
Foi o que informou ao Sir (Serviço de Informações
Religiosas)
o Patriarca caldeu da cidade, Dom Emmanuel III Delly.
"As
igrejas estavam lotadas", diz o Patriarca. O povo foi às
paróquias
e participou da procissão dos ramos. As procissões foram
feitas
dentro das igrejas e nos pátios, por motivo de segurança, mas
também
por respeito àqueles que não crêem e para evitar eventuais
agressões
aos símbolos da fé católica. O Patriarca recordou que as
procissões
pelas ruas da cidade não se realizam desde o ano 1918.
O
Patriarca Delly destaca, entre outras coisas, que ''é uma
comunidade
cheia de fé que está se preparando para a Páscoa. Os
nossos
fiéis, apesar de tudo, não têm medo. Lotaram suas igrejas mais
do que
nos anos passados, dando um grande testemunho de fé. Esta
afluência
e participação dos fiéis_ concluiu Dom Delly _ é "um sinal,
pequeno,
mas progressivo da normalização no Iraque''. (MZ)
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