BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 29 - 17 de março de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Neste número do Boletim ressalto a matéria dos "Lixeiros do Cairo"
(n. 14), da Revista Terra, que relata a impressionante história de
uma comunidade copta que conseguiu sobreviver e manter as tradições
cristãs catando lixo no Egito.

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe


ÍNDICE

1 - Começa a quaresma para os cristãos ortodoxos

2 - Festival Pascal de Moscou será dedicado ao 60o aniversário da
vitória sobre a Alemanha hitlerista

3 - Aniversário do ícone da Mãe de Deus "Derjavnaia",

4 - Mais de 60 ícones ortodoxos de todo o mundo em mostra em Hong
Kong, para ajudar os fiéis e meditar sobre os mistérios da fé

5 - Arcebispo católico em Moscou: "Irmã Lúcia me pediu orações pela
unidade dos cristãos"

6 - Biblioteca britânica digitalizará manuscrito bíblico do século IV

7 - Novo presidente grego jura cargo no Parlamento

8 - Representante do Vaticano em Moscovo

9 - Dom Foley ditará conferências sobre comunicações em Ucrânia e
Rússia

10 - Líbano: Mais de um milhão de libaneses manifestou-se
pela "verdade, liberdade e independência"

11 - Patriarca libanês espera pacificação do país após a retirada da
Síria

12 - Bush e Sfeir pedem liberdade política e religiosa no Líbano

13 - Iraque: Arcebispo de Bassorá reafirma esperança no futuro do
país

14 - LIXEIROS DO CAIRO

15 - COMUNIDADE ARMÊNIA EVOCARRÁ DEVIDAMENTE OS 1,5 MILHÃO DE VÍTIMAS
DO GENOCÍDIO ARMÊNIO

16 - COMPORTAMENTO "INESPERADO" DE UM VALENTE RELIGIOSO ARMÊNIO NUMA
PROGRAMAÇÃO DE TV DA TURQUIA CAUSANDO GRANDE TRANSTORNO


NOTÍCIAS


1 - Começa a quaresma para os cristãos ortodoxos

Voz da Rússia 14/03/2005

Na segunda-feira começou a quaresma para os cristãos ortodoxos. No
templo do Cristo Salvador o Patriarca de Moscou e toda a Rússia,
Aleksi II realizou o ofício religioso tradicional dos primeiros dias
da quaresma. O grande jejum de 40 dias é considerado o principal dos
quatro jejuns de muitos dias e está relacionado com a tradição
evangélica segundo a qual Cristo jejuou no deserto durante 40 dias.
Logo após a quaresma começa a Semana da Paixão, em memória dos
últimos dias de vida terrena de Jesus Cristo e de seus sofrimentos.


2 - Festival Pascal de Moscou será dedicado ao 60o aniversário da
vitória sobre a Alemanha hitlerista

Voz da Rússia 17/03/2005

Nesta primavera, o tradicional Festival Pascal de Moscou será
dedicado ao 60o aniversário da vitória sobre a Alemanha hitlerista –
anunciou Valeri Gherghiev, um maestro russo mundialmente famoso e
promotor desse evento. No dia 9 de maio, uma orquestra reunida dos
países combatentes na Segunda Guerra Mundial executará em Moscou
a "Sétima Sinfonia" ("Sinfonia de Leningrado") de Dmitri
Chostakovitch. A companhia do Teatro "Mariinski", de São Petersburgo,
oferecerá a ópera "Guerra e Paz", de Serghei Prokofiev. A agenda do
Festival traz também um concurso de sineiros e apresentações de coros
de cânticos espirituais da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia.


3 - Aniversário do ícone da Mãe de Deus "Derjavnaia",

Voz da Rússia 17/03/2005

Por motivo do 88o aniversário do ícone da Mãe de Deus "Derjavnaia",
no centro de Moscou decorreu uma procissão da Santa Cruz. Essa imagem
foi encontrada na aldeia de Kolomenskoie, nas imediações de Moscou,
em 15 de março de 1917, no segundo dia depois da abdicação do último
imperador russo Nicolau II. A Celeste Rainha foi pintada com todos os
atributos do poder real, isto é, vestida de manto púrpura de monarca
e com o cetro e uma esfera dourada coroada por uma cruz nas mãos. Foi
porque esse ícone foi logo cognominado de "Derjavnaia", que
significa "Régio". Atualmente, é um dos objetos sagrados mais
adorados na Igreja Cristã Ortodoxa. Em 1995, o renascimento do Templo
de Cristo Redentor, a igreja principal dessa confissão cristã, havia
começado justamente pela construção de uma igreja de madeira em
homenagem ao ícone "Derjavnaia".


4 - Mais de 60 ícones ortodoxos de todo o mundo em mostra em Hong
Kong, para ajudar os fiéis e meditar sobre os mistérios da fé

Hong Kong (Agência Fides) - O ícone "catequese ilustrada", obra de
arte que acompanha o visitador em uma viagem mística ao
transcendente, abrindo a mente do homem ao mistério de Deus: é a
mensagem da mostra de Ícones ortodoxas, aberta recentemente em Hong
Kong, e intitulada "Retrato da Teologia". A exposição obteve um
grande sucesso entre o público cristão e não-cristão.
Durante as duas semanas da mostra, de 18 de fevereiro a 4 de março
passado, os cidadãos da ex-colônia puderam visitar mais de 60 obras
de arte da pintura religiosa ortodoxa, provenientes de todo o mundo,
especialmente da Grécia e Romênia, mas também da Índia e Indonésia.
Segundo o boletim diocesano em língua chinesa Kong Ko Bao, os
visitadores reconheceram o grande significado espiritual e ecumênico
da mostra, além do grande valor artístico das obras expostas.
Na inauguração da mostra, os Bispos presentes, entre os quais o
católico Dom Joseph Zen, assim como protestantes e ortodoxos,
relevaram o sentido espiritual da iniciativa, destacando seu valor
teológico, ecumênico e artístico. Segundo a líder Liang, da Igreja
anglicana de Hong Kong, "os ícones são obras de arte, mas servem
principalmente para meditar, rezar e refletir sobre a vida de fé. O
ícone demonstra que a teologia pode ser expressa também através de
modalidades diversas do ideograma". (Agência Fides 11/03/2005)


5 - Arcebispo católico em Moscou: "Irmã Lúcia me pediu orações pela
unidade dos cristãos"

Entrevista com Dom Tadeusz Kondrusiewicz

CIDADE DO VATICANO, domingo, 13 de março de 2005 (ZENIT.org ).- O
arcebispo católico de Moscou, Dom Tadeusz Kondrusiewicz, revela
detalhes de seus encontros com Irmã Lúcia, a testemunha das aparições
de Fátima, falecida em 13 de fevereiro, e da visita que fez a João
Paulo II em 8 de março.

Justo horas antes de regressar a Moscou, o arcebispo aceitou revelar
a Zenit sua visão do ecumenismo e da liberdade religiosa na Rússia,
assegurando que «não temos nenhuma política proselitista».

Dom Kondrusiewicz foi nomeado bispo por João Paulo II em 10 de maio
de 1989. Desde 11 de fevereiro de 2002 é o arcebispo metropolitano da
diocese da Mãe de Deus em Moscou. Até este ano foi presidente da
Conferência Episcopal Católica na Rússia.

--Parece que o Papa está se recuperando rápido, surpreendeu-o?

--Dom Kondrusiewicz: Muito. Fui ao Gemelli para vê-lo, e primeiro o
esperei fora porque o Papa orava em seu quarto. Quando entrei lhe
falei em polonês: "Louvado seja Jesus Cristo", e ele sorriu muito e
em alta voz disse também em polonês: "Como estão as coisas em
Moscou?". Fiquei surpreso por sua voz, não esperava. Disse-lhe que
nós na Rússia oramos dia e noite pelo Santo Padre, seja nas igrejas
como nas casas. Eu fiz um apelo aos fiéis para que orassem por ele. O
Santo Padre me disse que sempre ora pela Igreja na Rússia, depois me
abençoou e me permitiu abençoar em seu nome o nosso povo.

--O famoso ícone da Virgem de Kazan é realmente um enlace entre
católicos e ortodoxos?

--Dom Kondrusiewicz: Durante a cerimônia de entrega do ícone de Kazan
na catedral do Kremlin, o cardeal Walter Kasper disse algumas
palavras ao patriarca de Moscou e a todos os russos.

Recordou que a oração a Nossa Senhora trás todos, cristãos do Oriente
e do Ocidente, aos tempos da Igreja indivisa. Maria é mãe de todo o
povo de Deus, ela é a nossa advogada.

--As iniciativas conjuntas com os ortodoxos em Moscou indicam que o
ecumenismo está em um bom momento?

--Dom Kondrusiewicz: Eu sempre vejo as coisas positivas. Antes do
Concílio Vaticano II, nós católicos falávamos dos ortodoxos e
protestantes como separatistas. Agora falamos deles como nossos
irmãos. A relação da Igreja Católica com tantas Igrejas Ortodoxas são
difíceis, mas são boas. Pensamos na visita duas vezes em um ano do
cardeal Kasper a Moscou, os intercâmbios de delegações dos convidados
do Vaticano e da Igreja Ortodoxa, os intercâmbios públicos,
universitários, etc.

Daqui um mês, em 13 de abril, teremos na Academia de Ciências de
Moscou um encontro onde participarão também professores de Roma e se
apresentará o segundo volume da Enciclopédia Católica. No dia
seguinte, em 14 de abril, haverá uma grande conferência sobre o
Concílio Vaticano II organizada pela Igreja Católica com o Instituto
Bíblico Teológico de Sant'Andrea Apóstolo, ortodoxo.

--Pensa que as acusações aos católicos de ser proselitistas foram
sempre infundadas?

--Dom Kondrusiewicz: Não têm nenhum fundamento. Nós não temos nenhuma
política proselitista. Depois do Concílio Vaticano II proclamaram-se
as Igrejas Ortodoxas como irmãs, com o mesmo meio de salvação --
sacramentos-- de nós, não há nenhuma necessidade de se fazer
proselitismo.

Devemos reconhecer a vontade das pessoas que querem ser católicas.
Isto não é proselitismo. Eu vejo uma única solução, que as Igrejas
façam uma definição de proselitismo.

Depois da primeira visita do cardeal Walter Kasper a Moscou, criou-se
uma comissão mista composta de três pessoas ortodoxas e de três
pessoas católicas, inclusive eu. Já fizemos dois encontros, o
primeiro sobre casos práticos: se há alguns casos de acusação da
parte do Patriarca Ortodoxo queremos responder. Devemos também
trabalhar pelas coisas mais teológicas e sobre liberdade religiosa.

Se há obstáculos, sobretudo as acusações invasões do território
canônico. Há sempre o que fazer, e construir é sempre mais longo que
destruir, como diz um provérbio russo.

A fruta deve ser muito madura, requer-se muito tempo. Tudo está nas
mãos de Deus, também nós somos instrumentos nas mãos de Deus.

--Em sua formação a tradição ortodoxa contou muito?

--Dom Kondrusiewicz: Sim, muito, devemos ter em conta também na obra
pastoral. Nas igrejas católicas no Ocidente nos últimos tempos os
ícones se perderam e as imagens foram tiradas de muitas igrejas.

Mas não é só um discurso sobre ícones, mas também sobre liturgia:
celebrações dominicais de trinta ou quarenta minutos... é pouco! O
povo quer liturgia de uma hora e meia ou mais.

--A vida da Igreja Católica é dinâmica em Moscou?

--Dom Kondrusiewicz: Veja, em Moscou, 15 anos atrás, durante o
domingo havia somente 2 missas, em São Luigi dos Franceses e na
Embaixada Americana. Hoje são 27 missas em 12 línguas. Muitos dos
participantes são jovens, cidadãos russos e estrangeiros. Temos
apenas duas Igrejas, por isso precisamos celebrar a missa nas
embaixadas (alemã, americana, etc).

Os jovens são muito dinâmicos, é fácil organizar as coisas, oferecem-
se como voluntários sem problemas.

--É difícil para os religiosos estabelecer-se na Rússia?

--Dom Kondrusiewicz: Os religiosos já estão, mas é difícil conseguir
pessoa jurídica. A lei russa não faz diferença entre paróquias ou
comunidade religiosa, e para registrar-se é preciso ter no mínimo dez
pessoas russas. Isto significa que para uma comunidade monástica
devemos ser ao menos dez russos a viver na cidade. Isso se resolverá
com vocações russas. A lei reconhece outros modos de existência, como
os grupos de oração. Mas não são pessoas jurídicas.

Alem dos religiosos há muitos grupos e comunidades em Moscou, São
Petersburgo e outras cidades: Neocatecumenato, Focolares, Comunhão e
Libertação... a propósito, na segunda-feira de Páscoa celebraremos em
Moscou uma santa missa especial por Dom Giussani, que eu descobri que
aqui na Itália é chamado de "Dom Giuss".

--Se pronuncio a palavra «Fátima», que lhe sugere como russo e
católico?

--Dom Kondrusiewicz: Ó, muito, muito. Agora, depois da morte de Irmã
Lúcia, temos celebrado uma missa especial. Eu a encontrei três vezes.
A primeira vez em 1991, em Coimbra, ela não podia acreditar que havia
um arcebispo em Moscou. Isso para ela era sinal de que a promessa de
Fátima estava se realizando. Estava realmente emocionada. Disse-me
que orava para todos os russos, por todos os cristãos. Deu-me um
Rosário feito por ela, e uma figura da Senhora de Fátima encarregando-
me de levá-la a Roma ao Patriarca de Moscou. Fiz isso e o patriarca a
aceitou.

Depois, em 1996, iniciamos uma peregrinação por toda a Rússia com a
Senhora de Fátima. A última vez que encontrei Irmã Lúcia foi em 1997.
Disse-me para orar pela unidade dos cristãos. Na Rússia, hoje, dia 13
de cada mês se faz uma procissão com velas e se ora.

Para nós católicos a mensagem de Fátima em tempos soviéticos era uma
esperança. Tudo era escuro, mas ela disse "o meu coração imaculado
triunfará e a Rússia se converterá". Talvez os cabeças que assinaram
o fim da União Soviética em 8 de dezembro de 1991 não soubessem muito
bem o significado daquele dia: o própria dia da festa da Imaculada.


6 - Biblioteca britânica digitalizará manuscrito bíblico do século IV

LONDRES, 14 Mar. 05 (ACI ) .- A Biblioteca Britânica de Londres
anunciou a assinatura de um acordo para digitalizar e reunificar o
Codex Sinaiticus, um códice da Bíblia do século IV cujas parte se
encontram em bibliotecas do Egito, Alemanha, Rússia e Reino Unido.
O manuscrito está escrito em grego e data de quando o cristianismo se
expandia por territorios dominados por Constantino.
Durante séculos esteve no mosteiro de Santa Catarina no Monte do
Sinai, até que no século 19 foi dividido e os textos do Antigo e Novo
Testamento foram repartidos entre a Biblioteca da Universidade do
Leipzig, na Alemanha; a Biblioteca Nacional da Rússia, em São
Petersburgo; a Biblioteca Britânica e o mesmo mosteiro. Agora, graças
ao convênio, o manuscrito será reunificado em tecnologia digital.
O acordo foi assinado pelo Arcebispo Damianos, em representação do
Mosteiro de Santa Catarina do Sinaí; assim como por Ekkehard
Henschke, Alexander Bukreyev e Lynne Brindley, diretores de cada uma
das bibliotecas. O Prelado expressou o desejo dos monges de
reunificar o manuscrito.
informou-se que o projeto durará quatro anos e seu custo ultrapassa o
milhão de euros. Além disso, o Codex Sinaiticus, escrito por três
escribas e que possui também textos do século I, poderá ser melhor
conservado.


7 - Novo presidente grego jura cargo no Parlamento

Atenas, 12/03/2005 (EFE).- O novo presidente da Grécia, o socialista
Carolos Papulias, jurou seu cargo hoje, sábado, diante da presidente
do Parlamento, Ana Psaruda-Benaki; do primeiro-ministro do país,
Costas Caramanlis; e do arcebispo ortodoxo Jristodulos, em uma ato
marcado por um clima de tensão para a Igreja.

A cerimônia foi realizada sob um forte esquema de segurança, na
presença do governo conservador e de deputados de todos os partidos.

Durante o ato, os seis parlamentares da Coalizão de Esquerda (SYN) se
retiraram da sala quando o arcebispo ortodoxo e primaz da Grécia
Jristodulos fez Papulias jurar sobre a bíblia.

Os deputados da SYN tinham advertido que se retirariam nesse momento
porque, na opinião deles, o presidente deve jurar ante a presidente
do Parlamento, já que, segundo a Constituição, são os deputados que
representam o desejo do povo.

A postura da SYN está relacionada com a onda de escândalos econômicos
e sexuais envolvendo a Igreja Ortodoxa grega.

Papulias é o sexto presidente da história da Grécia desde a
restauração da democracia em 1974.

O socialista foi eleito em 8 de fevereiro depois de obter o apoio de
279 dos 296 deputados conservadores e socialistas que participaram da
sessão de votação.

O resto da esquerda, a SYN e o Partido Comunista da Grécia (KKE), se
abstiveram na ocasião para expressar sua oposição, não à pessoa de
Papulias, mas ao sistema de escolha do presidente, que não é por voto
universal.


8 - Representante do Vaticano em Moscovo

Agência Ecclesia 15/03/2005|

João Paulo II parece manter vivo o sonho de uma aproximação à Igreja
Ortodoxa Russa, cujas relações com o Vaticano têm sido marcadas por
uma fria distância e mesmo alguma animosidade.
Após os encontros do Cardeal Paul Poupard, responsável pela área da
cultura no Vaticano, com o Patriarca Ortodoxo de Moscovo, Alexis II,
e o Metropolita Kyrill, responsável pelo Departamento das Relações
com o Exterior do Patriarcado Ortodoxo de Moscovo, que tiveram lugar
no final de 2004, é agora a vez do Arcebispo John P. Foley se
deslocar à Rússia.
O presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais irá
proferir em Moscovo uma conferência sobre o tema "Religião e Igreja
na sociedade de informação", a 17 de Março, no âmbito de um encontro
de responsáveis religiosos e do governo.
Antes da chegada à Rússia, o Arcebispo Foley tem participado em
algumas iniciativas na Ucrânia, incluindo a apresentação em Kiev da
tradução para ucraniano dos documentos da Igreja sobre a Comunicação.
Em recente entrevista à agência Zenit, o arcebispo católico de
Moscovo, D. Tadeusz Kondrusiewicz, referiu que os problemas entre as
duas Igrejas estão a ser discutidos por uma comissão mista composta
de três pessoas ortodoxas e de três pessoas católicas, na qual ele
marca presença. No dia 14 de Abril haverá uma grande conferência
sobre o Concílio Vaticano II. organizada pela Igreja Católica com o
Instituto Bíblico Teológico Ortodoxo de Santo André Apóstolo.

Octávio Carmo


9 - Dom Foley ditará conferências sobre comunicações em Ucrânia e
Rússia

VATICANO, 15 Mar. 05 (ACI) .- O Arcebispo John Foley, Presidente do
Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais iniciou esta semana
uma excursão por Ucrânia e Rússia para participar de importantes
eventos referidos à comunicação e a fé.
Nos dias 10 e 11 de março Dom Foley interveio em Kiev (Ucrânia)
durante a Sétima Conferência Ministerial Européia sobre Políticas de
Meios de comunicação.
Nos dia 13, na academia Mohyla de Kiev, falou sobre "Comunicação como
meio de vida ", e nesta terça-feira participou de uma reunião
celebrada no Instituto de Jornalistas com motivo da apresentação da
tradução em ucraniano de documentos da Igreja sobre comunicação, a
qual assistiu o Cardeal Lubomyr Husar, Arcebispo maior de Lviv dos
Ucranianos.
Em 17 de março, Dom Foley falará sobre "Religião e Igreja na
sociedade da informação", durante uma conferência de representantes
religiosos e chefes de governo que acontecerá no "Hotel Presidente"
de Moscou (Rússia).


10 - Líbano: Mais de um milhão de libaneses manifestou-se
pela "verdade, liberdade e independência"

Ais Notícias 15-03-2005

Uma enorme multidão encheu as ruas de Beirute, respondendo a um apelo
da oposição anti-síria. Cristãos, drusos, sunitas e xiitas pediram
que fosse apurada a verdade sobre o assassínio do antigo primeiro-
ministro Rafic Hariri e entoaram cânticos de apoio à "independência,
liberdade e soberania". Os partidos cristãos rejeitam a formação de
um executivo pró-sírio.
O Líbano viveu ontem, durante todo o dia, a sua maior manifestação de
sempre que juntou cerca de 1,5 milhões de pessoas nas ruas de
Beirute. Para os representantes dos cristãos evangélicos libaneses,
entrevistados pelo jornal Christianity Today, este protesto, mais do
que um explícito compromisso da oposição contra a Síria, foi "um
pronunciamento a favor da importância de liberdade, da democracia e
da preservação da liberdade religiosa no país".
A contestação à Síria e ao poder político libanês tem vindo a
aumentar após a morte a 14 de Fevereiro do antigo primeiro-ministro,
Rafic Hariri, num violento atentado bombista. A oposição acusou os
serviços secretos e o Governo sírio de terem responsabilidades neste
atentado, que está actualmente a ser investigado por uma comissão de
inquérito da ONU.
O primeiro-ministro indigitado, Omar Karami - visto como pró-sírio
pela oposição - vai consultar os grupos parlamentares libaneses para
tentar formar um novo executivo, após ter sido forçado a demitir-se
na sequência de manifestações populares que exigiram a retirada das
tropas sírias do Líbano. No início de Março, Karami foi reconduzido
no cargo pelo Presidente Émile Lahoud, mas continua a ser alvo de
grande contestação pelas forças de oposição que já anunciaram que não
irão apoiar o novo Governo, caso não seja garantida a formação de um
executivo "imparcial" e se os responsáveis dos serviços secretos se
mantenham em funções.
Os partidos cristãos e sunitas consideram que a recondução no cargo
de Karami corresponde a "um segundo assassinato de Rafic Hariri" e
anunciaram recentemente que não vão participar na formação do novo
executivo.
No início de Março, os bispos maronitas e melquitas do Líbano
apelaram à formação de um Governo de unidade nacional que conduzisse
o país até às próximas eleições legislativas, que estão marcadas para
o mês de Maio. Os prelados libaneses apoiaram a chegada da equipa de
investigação da ONU para investigar o atentado de 14 de Fevereiro.


11 - Patriarca libanês espera pacificação do país após a retirada da
Síria

Agência Ecclesia 17/03/2005

O Patriarca maronita do Líbano, Cardeal Nasrallah P. Sfeir, considera
que a partida das tropas sírias irá remover o maior factor de divisão
da população libanesa, visível nas recentes marchas rivais relativas
à presença da Síria no território.
"Como a Síria está a sair do Líbano - movimento que começou a 10 de
Março -, o nosso país não tem razões para estar dividido. O problema
não é que os libaneses estejam divididos, mas que alguém tenha
provocado essa situação" disse à agência CNS no decorrer da visita
que está a realizar aos EUA.
O Patriarca dos católicos maronitas está a manter uma ronda de
conversações com a Igreja Católica nos EUA, bem como com o presidente
norte-amerciano George W. Bush e o secretário-geral da ONU, Kofi
Annan.
Tendo em vista as eleições previstas para Maio, o Cardeal-Patriarca
Nasrallah P. Sfeir considera que a alteração constitucional que
permitiu ao presidente Lahoud permanecer no poder "foi feita contra a
vontade do povo libanês, apenas porque a Síria assim o quis".
Sobre as relações entre Cristãos e Muçulmanos, o Cardeal deixou a
certeza de que "as tensões existentes no país não constituem um
problema" para a maioria dos crentes.

Octávio Carmo


12 - Bush e Sfeir pedem liberdade política e religiosa no Líbano

Agência EFE 16 de março de 2005

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, expressou nesta
quarta-feira seu "profundo desejo" de que o Líbano alcance a
liberdade política e religiosa, durante uma reunião com o patriarca
maronita libanês, monsenhor Nasralá Sfeir.
Numa breve declaração, Bush disse que durante a reunião garantiu a
Sfeir - um grande crítico da presença síria em território libanês -
que os EUA colaboram com seus aliados para conseguir que Damasco
retire totalmente seus soldados e agentes secretos e sejam realizadas
eleições "livres e justas" no Líbano.
"Sua eminência e eu analisamos, claro, o Líbano e nosso profundo
desejo de que o Líbano seja um país verdadeiramente livre, onde a
população possa rezar como quiser, onde a população possa dizer o que
pensa, onde os partidos políticos possam florescer", acrescentou
Bush.
"Como libaneses, esperamos que com este esforço de nossos amigos no
mundo todo poderemos criar um futuro melhor em um Líbano livre,
independente, pluralista e soberano", disse Sfeir.
Sfeir é partidário da integração no processo político libanês do
grupo radical xiita Hisbolá, incluído na lista de organizações
terroristas do Departamento de Estado americano.
Bush afirmou que estaria disposto a aceitar o Hisbolá como partido
político caso o grupo deponha as armas.
Em entrevista coletiva, horas antes de sua reunião com o patriarca
maronita, o presidente dos EUA afirmou que, nas eleições libanesas
previstas para maio, seria melhor que houvesse uma pluralidade
partidária o maior possível.
"Pode ser que alguém se apresente com o programa 'Vote em mim e farei
os americanos voarem pelos ares', mas acho que não será assim.
Acho que se apresentarão com o programa 'Vote por mim e taparei os
buracos das estradas'", afirmou Bush.


13 - Iraque: Arcebispo de Bassorá reafirma esperança no futuro do
país

Ais Notícias 16-03-2005

D. Gabriel Kassab tem esperança no futuro do Iraque e considera que
os cristãos serão "o fermento" numa sociedade iraquiana em profunda
mudança.
Para o Arcebispo caldeu de Bassorá, as comunidades cristãs irão
desempenhar um papel fulcral na nova sociedade iraquiana saída das
eleições de Janeiro, onde a coligação xiita apoiada pelo Ayatollah
Ali al-Sistani saiu vencedora.
"O Iraque é o berço da cristandade e, apesar de os cristãos
representarem apenas 3% da população, a influência da elite cristã é
largamente reconhecida e apreciada", comentou D. Gabriel Kassab em
entrevista à secção inglesa da Ajuda à Igreja que Sofre.
"Verificamos que o cristianismo se torna mais reconhecido através das
suas acções concretas", afirma o Arcebispo de Bassorá, dando o
exemplo dos 14 projectos que estão a ser dinamizados actualmente pela
arquidiocese.
Estes projectos, nas áreas da assistência médica, da ajuda alimentar,
na gestão de jardins infantis e na assistência pastoral, são exemplos
de uma "cooperação na adversidade, através da caridade e da
compreensão mútua" em relação às outras comunidades religiosas. D.
Gabriel Kassab, esclarece que nos 3 jardins infantis da Igreja em
Bassorá, a larga maioria dos alunos é muçulmana. As boas relações com
os muçulmanos e, nomeadamente, com o clérigo xiita de Bassorá, Sayd
Ali, levam o prelado a equacionar de forma optimista o futuro.
"Graças aos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre e de outras
organizações, podemos continuar a oferecer esperança. Digam a todos
estes amigos anónimos que foram verdadeiros anjos de misericórdia em
momentos de necessidade", agradeceu D. Gabriel Kassab.
O prelado caldeu recorda que os representantes da Ajuda à Igreja que
Sofre foram os primeiros a visitá-lo após os bombardeamentos da força
da coligação internacional ao Iraque em 2003. Nessa altura, afirmou
ironicamente durante uma entrevista: "Recebi um presente de Bush, que
aterrou no meu quarto - parte de uma bomba!".
Actualmente, D. Gabriel Kassab estima que existam cerca de mil
famílias cristã em Bassorá. Muitas destas famílias haviam fugido para
países vizinhos com receio do terrorismo, mas estão lentamente a
regressar. O prelado pede o apoio do Ocidente para garantir a
continuidade da presença cristã no Médio Oriente, de forma a que os
cristãos "possam vir ser o fermento no interior da sociedade que
agora está a nascer".
A construção desta nova sociedade depende, em larga medida, da
definição das leis fundamentais do país. Em vésperas da primeira
sessão parlamentar da nova Assembleia Nacional, os representantes
políticos xiitas e curdos estão em conversações com a comunidade
sunita (que boicotaram as eleições de Janeiro), para que os sunitas
possam participar na discussão da nova Constituição iraquiana.


14 - LIXEIROS DO CAIRO

No Cairo, uma comunidade de cristãos sobrevive coletando os detritos
da maior metrópole muçulmana do mundo

texto e fotos: Luiz Humberto Maximiano, do Cairo
Revista Terra: Edição 154

Histórias de gente que vive da coleta de lixo não são novidade. Basta
ir aos aterros sanitários das grandes cidades brasileiras para se
deparar com a cena chocante de homens, mulheres e crianças garimpando
a sobrevivência em montanhas de detritos. Mas, no Egito, um fenômeno
desse tipo ganhou contornos socioculturais inéditos. Em Moqattam, um
subúrbio do Cairo, vive uma comunidade cristã que é protagonista de
uma das mais fascinantes histórias de sobrevivência urbana e exclusão
social de que se tem notícia. Todos os dias e de porta em porta, essa
minoria religiosa coleta cerca de 3 mil toneladas do lixo da maior
cidade majoritariamente muçulmana do planeta. Desprezados e até mesmo
ignorados pela maioria dos 16 milhões de habitantes da capital
egípcia, eles são conhecidos como zebaleen. A palavra, ao pé da
letra, significa "catadores de lixo". Mas hoje evoca algo além de uma
atividade. É sinônimo de um povo.
A vida dos zebaleen é árdua ­ e não apenas por serem uma minoria
religiosa (veja quadro no fim da reportagem). Diariamente, os homens,
pais e filhos, saem de casa logo cedo, por volta das 4 da manhã, em
carroças puxadas por jegues e vão coletar todo o lixo que podem levar
para suas casas. No lar, as mulheres, mães e filhas, separam o que é
reciclável de tudo que foi coletado no dia anterior. O lixo orgânico
não aproveitável é dado a porcos que são criados por ali também. Esse
trabalho é feito dentro e fora das casas. Cada centímetro das ruelas
de Moqattam é usado para armazenar dejetos, o que lhe conferiu a
bizarra alcunha de "cidade do lixo". E é isso que se encontra por
toda parte, assim como o mau cheiro que inevitavelmente se instalou
em toda a região.
Ao longo de mais de 50 anos, os zebaleen criaram o que é, sem dúvida,
um dos mais eficientes sistemas de processamento de recursos
degradáveis do mundo, reciclando mais de 80% de todo o lixo coletado.
Mas, mesmo assim, a continuação desse relacionamento entre
comunidade, geração de renda e proteção ao meio ambiente está longe
de ser assegurada para o futuro.
Os zebaleen chegaram ao Cairo no fim dos anos 40, vindos de áreas
rurais do sul do país, onde deixaram suas terras e a miséria da
agricultura de subsistência. Na cidade grande, não encontraram muita
sorte e logo se acomodaram à margem social, econômica e física da
geografia metropolitana. Coletar o lixo foi a melhor saída encontrada
até que as autoridades municipais os obrigaram a alojar-se em
Moqattam, distante da capital e ao redor das colinas rochosas onde já
havia um monastério copta, o de São Simão Sapateiro. Depois, outras
quatro comunidades se formaram na cidade, totalizando 40 mil
zebaleen, mas a de Moqattam ainda é a principal, com cerca de 25 mil
habitantes sobrevivendo com ganhos em média de um dólar por dia e sem
nenhuma assistência oficial ou remuneração do governo local.

São 40mil cristãos recolhendo e reciclando
diariamente mais de 3 toneladas de lixo

O trabalho dos zebaleen é visto como o mais desprezível possível na
sociedade egípcia, especialmente por causa da criação de porcos ­
animal considerado impuro no islamismo. Ainda assim, eles vivem
debaixo de um rígido senso de comunidade e família. Os casamentos são
arranjados e a tradição cristã é protegida. Sua expressão de fé é
ainda mais admirável. Cada um, entre homens e mulheres, tem uma cruz
tatuada no pulso. Segundo eles, é uma referência ao verso da Bíblia
no qual Paulo escreve que carrega as marcas de Cristo em seu corpo.
Além disso, demarcam cada parede das ruas de Moqattam com motivos
cristãos e, em seu gesto de fé mais dramático, ampliaram o Monastério
de São Simão e o transformaram num complexo de igrejas e capelas bem
no centro da comunidade, como um oásis de paz e beleza em meio a
tanta miséria.
A maior igreja copta tem capacidade de abrigar até 20 mil pessoas
numa impressionante estrutura esculpida na rocha. Isso, por si só, já
lhe dá o título de maior templo cristão construído em países
muçulmanos. As missas, sempre lotadas, são presididas por sacerdotes
coptas e passariam facilmente por cultos evangélicos no Brasil,
tamanho o carisma e o fervor das reuniões.
Gerando em média sete a oito empregos para cada tonelada de lixo
processado, os zebaleen provam que é possível uma comunidade se
organizar e se reinventar mesmo nas piores adversidades.

O trabalho dos zebaleen é considerado o mais
desprezível na sociedade egípcia

Com a ajuda de uma ONG local, eles construíram escolas para resolver
o problema crônico de analfabetismo, principalmente entre as
mulheres. Há ainda um programa de geração de renda para as meninas da
comunidade, que aproveitam retalhos para fazer tapetes e bolsas. Os
zebaleen também conseguiram reduzir a taxa de mortalidade infantil
para a mais baixa em todo o país.
Mas o reconhecimento tarda em vir. Nos anos 90, o governo exigiu que
trocassem as carroças por caminhões. Não ofereceu, porém, subsídio
nem financiamento para o investimento. Assim, os zebaleen são
forçados a se adaptar a exigências cada vez mais difíceis.
Recentemente, as autoridades ameaçaram deslocar toda a comunidade
para um local a mais de 30 quilômetros da cidade, praticamente no
deserto, em nome do saneamento público. Isso seria um duro golpe,
tornando impossível a coleta diária devido a distância a ser vencida
com as carroças, que ainda compõem a maioria da frota.
Pergunte a qualquer um por que a vida deles não é mais fácil e você
ouvirá a mesma resposta: "Porque somos cristãos". Mas há outras
questões em jogo além da religião. A cada dia, os zebaleen perdem
mais espaço e empregos para multinacionais da coleta de lixo. A
prefeitura do Cairo justifica os contratos milionários e os
privilégios dados às companhias européias dizendo que é
necessário "profissionalizar" a atividade. "Mas a gente crê e não
desiste", diz Nur, um jovem zebaleen que sonha um dia conhecer outros
países, inclusive o Brasil. Talvez seja a saída para ele.

Estranhos no ninho

Enquanto para a maioria das pessoas do Ocidente prevalece a idéia de
que todo árabe é muçulmano, o número de cristãos no Oriente Médio
fica em torno de 20 milhões de fiéis ­ metade apenas no Egito ­,
representados por diferentes denominações. A maior delas, a Igreja
Copta, é uma das mais antigas igrejas cristãs e a única que
sobreviveu no norte da África após séculos de invasões e perseguições
que varreram do mapa a maior parte da chamada "igreja primitiva",
registrada nos escritos de historiadores da Antiguidade,
principalmente Eusébio, em História Eclesiástica. Segundo a tradição
copta, o ensino de Jesus Cristo chegou ao Egito ainda no primeiro
século trazido por São Marcos, autor de um dos quatro evangelhos,
que, depois de acompanhar o apóstolo Paulo em algumas de suas viagens
missionárias, estabeleceu-se em Alexandria e deu início ao que foi
uma das mais influentes igrejas dos primórdios do cristianismo, ao
lado de Jerusalém e Antioquia. Até hoje os coptas se ressentem de que
os restos mortais de São Marcos teriam sido roubados na Idade Média e
levados para Veneza a fim de sacramentar a construção da belíssima
Basílica de São Marcos, outorgando precioso valor de relíquia
religiosa a ser visitada pelos peregrinos ávidos por alguns anos a
menos no purgatório.

Veja matéria com fotos:

http://www2.uol.com.br/caminhosdaterra/reportagens/154_cairo.shtml


15 - COMUNIDADE ARMÊNIA EVOCARRÁ DEVIDAMENTE OS 1,5 MILHÃO DE VÍTIMAS
DO GENOCÍDIO ARMÊNIO

www.armenia.com.br 14/03/2005

A Comunidade Armênia do Brasil irá homenagear os 1,5 milhão de
vítimas do Genocídio Armênio, por ocasião do 90.o aniversário dos
nefastos acontecimentos organizados e perpetrados pelas autoridades
turco-otomanas entre 1915 e 1923.
Com essa finalidade, foi criada uma Comissão especial da Comunidade,
que reúne as instituições, organizações e denominações religiosas da
coletividade armênia de São Paulo, para que sejam planejados e
estruturados todos os eventos solenes que se desenrolarão durante o
mês de abril vindouro. Oportunamente, informaremos aos nossos
leitores o calendário dos eventos dessas atividades.


16 - COMPORTAMENTO "INESPERADO" DE UM VALENTE RELIGIOSO ARMÊNIO NUMA
PROGRAMAÇÃO DE TV DA TURQUIA CAUSANDO GRANDE TRANSTORNO

www.armenia.com.br 14/03/2005

Paris, França (Por Jean Eckian) - Os armênios que estavam assistindo
uma transmissão especial da emissora Flash TV, da Turquia, sobre o
Genocídio Armênio no sábado, 12/03 que teve uma duração de 5 horas,
evidentemente ficaram surpresos. O programa havia juntado militares
aposentados, diplomatas e jornalistas. O objetivo: negar o Genocídio
dos armênios. Entre os presentes convidados estaria, também, o
Patriarca Armênio de Constantinopla que, no entanto, no último minuto
não pôde comparecer. Substituído pelo Pastor Krikor Aghabaloglu
(Aghababian), os participantes do programa tiveram uma das maiores
surpresas de suas vidas, quando, ao responder a uma pergunta, o
religioso armênio declarou entaficamete: "Senhores, o Genocídio é
real, queiram aceitá-lo ou não". Aghabaloglu continou dizendo: "Sei
perfeitamente que a minha vida será ameaçada depois desta
transmissão, mas os armênios não desaparecerão, graças à operação do
Espírito Santo". Alguns dos convidados ameaçaram até abandonar
prontamente o programa, se os responsáveis da TV não interviessem
imediatamente.

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