BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 28 -
11 de março de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Voltamos
a apresentar notícias relacionadas com as Igrejas Orientais
no Brasil
neste número. Mais uma vez coloco este Boletim à disposição
para a
divulgação de notícias relcionadas com as Igrejas Orientais
aqui
presentes.
Conforme
já tinha sido adiantado pelo Boletim n. 6, os brasileiros
terão uma
grande oportunidade para conhecer os Tesouros do Kremlin,
muitos
deles diretamente relacionados com a Igreja Ortodoxa Russa,
como
ícones, objetos litúrgicos e paramentos (vide notícia 15).
Que Deus
nos abençoe.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
ÍNDICE
1 - João
Paulo II pede a colaboração de todos os crentes a favor da
paz. Em
particular entre católicos e ortodoxos
2 -
Católicos, ortodoxos, muçulmanos estão unidos no amor e na oração
pelo
Santo Padre
3 -
Patriarca russo Alexis II deseja recuperação rápida ao Papa
4 -
Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia comemora o chamado "Sábado dos
Pais",
5 - João
Paulo II pede que a Igreja Católica na Grécia tenha um
estatuto
jurídico. Em uma mensagem ao novo embaixador desse país ante
a Santa
Sé
6 -
Católicos ucranianos optimistas em relação ao futuro
7 -
Imigração favorece o diálogo ecuménico
8 - A
função dos jovens - Experiência da juventude ortodoxa na
Finlândia
9 -
CRISTÃOS VIVEM EM CLIMA DE MEDO NA GALILÉIA
10 -
«Também personalidades muçulmanas nos fazem saber que são
solidárias
neste momento particular da vida da Igreja», dizem fontes
do
Patriarcado de Antioquia dos Maronitas
11 - A
criminalidade no Iraque ataca a população iraquiana -
Seqüestros
cotidianos de pessoas comuns, com fins de resgate - As
famílias
pagam, e caem em ruína". Padre Nizar denuncia à Fides
12 -
CRISTÃOS IRAQUIANOS NO EXÍLIO NOS EUA QUEREM PROPOR ALI AL-
SISTANI
PARA O NOBEL DA PAZ
13 -
Shalom Television": nova TV católica lançada em Kerala, na Índia
meridional
14 -
Brasil: Coleta em favor da Terra Santa, na Sexta-Feira Santa
15 - A
HERANÇA DOS CZARES
16 -
União dedicada à preservação de tradições árabes
NOTÍCIAS
INTERNACIONAIS
1 - João
Paulo II pede a colaboração de todos os crentes a favor da
paz. Em
particular entre católicos e ortodoxos
CIDADE DO
VATICANO, quarta-feira, 9 de março de 2005 (ZENIT.org).-
João
Paulo II advogou esta quarta-feira a favor da colaboração entre
os
crentes, em particular entre católicos e ortodoxos, a favor da paz
e do
respeito aos direitos de toda pessoa.
A
proposta faz parte da mensagem que enviou desde o Hospital Gemelli,
em Roma,
à nova embaixadora da República da Geórgia ante a Santa Sé,
a
princesa Khétévane Bagration de Moukhrani, que apresentou suas
cartas
credenciais no Vaticano ante o cardeal Angelo Sodano,
Secretário
de Estado.
«Hoje
mais que nunca os crentes estão chamados a unir suas forças
para
sentar as bases sólidas de uma autêntica renovação social,
contribuindo
à formação das consciências pelos caminhos de paz e de
respeito
pela inviolável dignidade e pelos direitos de cada pessoa»,
explica.
Esta
cooperação, indica a mensagem pontifícia, implica «a eliminação
em sua
raiz de toda forma de hostilidade, de discriminação e de
discórdia».
Após
recordar que os católicos na Geórgia, país de menos de cinco
milhões
de habitantes, são uma minoria (não chegam a 2%), o bispo de
Roma se
faz porta-voz de seu desejo de colaborar com «seus irmãos e
irmãs
ortodoxos», que constituem a maioria da antiga República
soviética.
Este
diálogo, deseja o Papa, deve ampliar-se a «todos os homens de
boa
vontade para edificar um futuro de liberdade, de justiça e
harmonia
social».
A
princesa Khétévane, nascida no exílio, na França, ofereceu seus
serviços
como conselheira ao Patriarcado ortodoxo de Tbilissi quando
aconteceu
a visita a seu país de João Paulo II em 1999.
Naquela
viagem, o Papa rendeu homenagem ao «patrimônio cristão» da
Geórgia e
serviu para promover as boas relações entre católicos e
ortodoxos,
que experimentam dificuldades em algumas regiões após a
queda da
União Soviética.
Por
último, a mensagem do Papa pede «um diálogo construtivo entre a
Igreja
Católica e as autoridades do governo para que se assegure à
comunidade
católica a proteção legal no exercício de sua própria
missão».
«A Igreja
Católica na Geórgia deseja oferecer sua própria
contribuição
ao renascimento espiritual da nação e ao progresso do
bem
comum, não só cumprindo sua específica missão religiosa, mas
também
através de seu compromisso de obras de caridade, com a
promoção
de intercâmbios culturais e com oportunidades educativas a
favor dos
jovens, que são o futuro da Geórgia», afirma.
2 -
Católicos, ortodoxos, muçulmanos estão unidos no amor e na oração
pelo
Santo Padre
Damasco
(Agência Fides) - «Na Síria é ainda viva a lembrança da
visita do
Santo Padre à mesquita de Damasco. Católicos, ortodoxos e
muçulmanos
estão unidos no amor e na oração pelo Papa», disse em
colóquio
com a Agência Fides dom Isidore Battikha, arcebispo auxiliar
de
Damasco e vigário patriarcal dos greco-melquitas.
Mesmo em
uma situação de tensão que atualmente se vive no país por
questões
políticas, a população está unida no respeito e nos
sentimentos
de bondade e ternura em relação ao Papa. «É especial -
nota dom
Isidoro - o fato que no apreço e na estima pela figura do
Papa
estão de acordo todos os fiéis, de todas as religiões. Os
muçulmanos
lembram ainda com simpatia o belo gesto da visita do Papa
à
mesquita de Damasco. Recentemente alguns xeques muçulmanos vieram
nos
visitar para saber das condições de saúde do Santo Padre, fazendo
votos de
pronta recuperação e dizendo que também rezam por ele e o
confiam a
Deus».
Na Síria
também os cristãos de outras confissões estão unidos em
oração.
«Grande interesse, proximidade e oração - continua o
arcebispo
- foram expressas pelo patriarca ortodoxo IIgnácio IV, que
estima muito
o Papa e tem em seu escritório uma foto em que o abraça.
É um fato
muito educativo para toda a comunidade ortodoxa e que
facilita
as relações ecumênicas».
Dom
Battikha diz à Fides . «Naturalmente toda a comunidade católica
se
mobilizou na oração. O nosso patriarca dos greco-melquitas,
Gregório
II Laham, enviou uma carta a todas as paróquias pedindo que
rezassem
especialmente pela saúde do Santo Padre neste momento de
sofrimento
e de dor. O Santo Padre é o nosso pastor e a comunidade
católica
está em comunhão com ele na oração». (PA) (Agência Fides,
4/3/2005)
3 -
Patriarca russo Alexis II deseja recuperação rápida ao Papa
MOSCOU, 3
mar (AFP) - O patriarca da Igreja Ortodoxa russa Alexis II
enviou
nesta quinta-feira um telegrama ao Papa João Paulo II, que se
encontra
hospitalizado após sofrer uma traqueostomia, para lhe
desejar
uma recuperação rápida
"Desejo
que Sua Santidade se recupere rapidamente após a operação",
escreveu
o patriarca russo neste telegrama, publicado na página da
Internet
do Patriarcado de Moscou.
"Que
Deus o livre da enfermidade e o ponha de novo à frente da Igreja
Católica
Romana", destacou o chefe da Igreja Ortodoxa russa.
Desde a
quinta-feira passada, quando o Papa foi hospitalizado pela
segunda
vez em um mês, o Vaticano se esforça para tranqüilizar os
fiéis de
todo o mundo sobre o estado de saúde de João Paulo II.
Até
agora, não se sabe por quanto tempo o Santo Padre ficará
hospitalizado
e de que modo ele participará das celebrações da Semana
Santa.
4 -
Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia comemora o chamado "Sábado dos
Pais",
Voz da
Rússia 07/03/2005
Hoje, os
adeptos da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia comemoraram o
chamado
"Sábado dos Pais", quando são recordados os seres queridos
falecidos.
É sempre o penúltimo sábado antes da Quaresma. No "Sábado
dos
Pais" costuma-se visitar os cemitérios e relembrar os finados no
círculo
familiar. Nas igrejas celebra-se um serviço divino especial,
durante o
qual os crentes rezam coletivamente pelo descanso de todos
os
cristãos ortodoxos mortos. Nos pátios das igrejas são colocadas
umas
mesas em que os paroquianos depositam pratos com a
tradicional
"kutia", feita de arroz, passas e mel, trazida de casa
para
homenagear os entes queridos.
5 - João
Paulo II pede que a Igreja Católica na Grécia tenha um
estatuto
jurídico. Em uma mensagem ao novo embaixador desse país ante
a Santa
Sé
CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 7 de março de 2005 (ZENIT.org).-
João
Paulo II pediu esta segunda-feira que a Igreja Católica na
Grécia,
constituída por uma pequena minoria, possa contar com um
estatuto
jurídico nesse país, como sucede no restante da União
Européia.
O pedido
do Santo Padre fica expresso na mensagem que desde a
Policlínica
Gemelli enviou ao novo embaixador ante a Santa Sé,
Stavros
Lykidis.
No texto
escrito em francês, entregue ao diplomata de carreira pelo
cardeal
Angelo Sodano, secretário de Estado, o pontífice reconhece a
importância
que o governo grego atribui à presença católica no país.
«Seria
oportuno que a Igreja Católica, continuando um diálogo aberto
e
construtivo com todos os responsáveis implicados, pudesse ter o
estatuto
jurídico que lhe corresponde e que seria o sinal do
reconhecimento
de seus direitos», considera a mensagem pontifícia.
O bispo
de Roma declara que esta prática ocorre «no conjunto dos
países da
União Européia».
Os quase
onze milhões de gregos são (97%) ortodoxos, e a Igreja
Ortodoxa
é a religião oficial do Estado, segundo se reconhece no
artigo 3
da Constituição.
Atualmente
na Grécia há cerca de 200.000 católicos, segundo explica o
site da
Igreja Católica em Grécia (<http://www.cathecclesia.gr/>).
Aos
50.000 católicos gregos de origem acrescentam-se imigrantes ou
refugiados
procedentes em particular da Polônia (40.000), das
Filipinas
(45.000), do Iraque (14.000) e de outros países.
A carta
do Papa, após recordar que as raízes cristãs da Grécia se
fundem na
pregação do apóstolo São Paulo, reconhece que «não esquece
sua
herança de fé cristã, um dos elementos constitutivos da nação».
Por este
motivo, explica, «a Igreja Católica está comprometida em um
diálogo
fraterno com a Igreja Ortodoxa e sabe que seus fiéis que
vivem na
Grécia não têm outro desejo que o de viver cotidianamente
este
diálogo, com a preocupação de participar plenamente na vida
econômica,
política e social do país».
O
pontífice aproveita a oportunidade para enviar sua saudação ao
arcebispo
ortodoxo de Atenas, Christodoulos, que o acolheu
cordialmente
durante sua peregrinação às pegadas do apóstolo Paulo,
realizada
em maio de 2001 na Grécia, Síria e Malta.
6 -
Católicos ucranianos optimistas em relação ao futuro
AIS
09/03/05
Os
católicos ucranianos estão optimistas em relação ao futuro. Em
entrevista
à Fundação "Ajuda à Igreja que Sofre", dois sacerdotes
greco-católicos
ucranianos comentaram a nova realidade política e
religiosa
na Ucrânia. "Com o novo Governo do Presidente Viktor
Yushchenko
e da Primeiro-ministro Júlia Tymoshenko, os ucranianos
voltaram
a ser senhores na sua própria casa", comentava o Padre Vasyl
Kopychyn
durante uma entrevista à sede da Fundação. O sacerdote greco-
católico
da Diocese de Sambir-Drohobych (região ocidental do país)
mostra-se
optimista em relação ao futuro, após o controverso processo
eleitoral
de Novembro de 2004, do qual o partido de Viktor Yushchenko
acabaria
por sair vitorioso. As relações entre a Igreja e o Estado
registaram
já algumas evoluções mas, como refere o Pe. Kopychyn,
existem
ainda questões em aberto: "a Igreja Greco-Católica não está
reconhecida
em termos jurídicos e as propriedades da Igreja não foram
ainda
restituídas. Estas situações já foram ultrapassadas na maioria
dos
países da antiga União Soviética". Contudo, a Igreja Greco-
Católica
tem esperança que sejam encontradas soluções para estes
problemas.
"O novo Governo aboliu o Comité para os Assuntos
Religiosos
que era utilizado pelas administrações anteriores no
controle
das actividades da Igreja", refere o sacerdote que admite
que
levará algum tempo até que se registem progressos, dado que o
novo
executivo herdou "dificuldades económicas e sociais, bem como
uma
pesada máquina burocrática". A nova realidade política, social e
económica
da Ucrânia provocou também alterações de mentalidades.
Segundo o
reitor do Seminário do Espírito Santo, na cidade de Lviv,
houve
alteração de mentalidades e actualmente "são mais genuínos os
motivos
que levam os jovens a ingressar no seminário". O Pe. Bhdan
Prakh
explicou à Ajuda à Igreja que Sofre que as razões económicas
não têm o
peso que tinham no passado, uma vez que o sacerdócio já não
é
encarado como uma profissão. "Apesar de os padres continuarem a
pertencer
à elite intelectual do país, para os jovens licenciados
existem
hoje cargos mais lucrativos fora da Igreja", comentou o
sacerdote.
"Há 4 anos atrás abandonavam o seminário 20 a 25
estudantes
por ano, devido a óbvios «motivos ulteriores» na sua
vocação.
Este número decaiu para 1 a 2 seminaristas/ano", explicou o
reitor do
Seminário de Lviv. Actualmente este seminário alberga 226
estudantes
de várias eparquias (dioceses) ucranianas mas igualmente
de outros
países como a Arménia, Rússia e até dos Estados Unidos da
América.
O Seminário de Lviv, que reabriu as suas portas em 1989,
após a
queda do Muro de Berlim, passará a funcionar num novo edifício
que está
a ser construído com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre. A
inauguração
do novo seminário está prevista para este ano.
7 -
Imigração favorece o diálogo ecuménico
Agência
Ecclesia 10/03/2005
«Quando
os imigrantes da Europa de Leste chegaram a Portugal,
verificaram
que o acolhimento da Igreja Católica portuguesa foi
verdadeiramente
notável, apesar de uma rivalidade histórica entre
católicos
e ortodoxos. Recorde-se que, um dia, esses imigrantes
regressarão
aos seus países de origem e, aí, darão um grande
contributo
ao movimento ecuménico», referiu o padre António Vaz Pinto
numa
conferência que proferiu, na terça-feira, no Centro Académico de
Braga
(CAB), subordinada à "Imigração em Portugal: que desafios e
respostas".
O responsável pelo Alto Comissariado para a Imigração e
Minorias
Étnicas (ACIME), estrutura inter-departamental de apoio e
consulta
do Governo em matéria de imigração e minorias étnicas, não
deixou de
reconhecer os ganhos económicos do fenómeno. «Sobre os
benefícios
financeiros, o Observatório da Imigração, coordenado pelo
ex-ministro
Roberto Carneiro, concluiu, num documento sobre
o
"Impacto financeiro dos imigrantes em 2001", que, contabilizando os
gastos
com os imigrantes e tudo o que estes pagaram em termos de
impostos
e taxas, o Estado ganhou cerca de 65 milhões de contos»,
explicou
o sacerdote jesuíta, que acrescentou, igualmente, algumas
vantagens
culturais, «pois uma sociedade plural é mais rica, fecunda
e
criativa. Para desmistificar o «problema do excesso de
estrangeiros»,
o Alto Comissário referiu que «na Suíça existem cerca
de 159
mil imigrantes portugueses, em contraposição aos cerca de 70
mil
ucranianos residentes no nosso país». Por isso, o responsável
afirmou
que «ninguém se deve esquecer que os emigrantes vieram para
realizar
trabalhos que os portugueses não querem ou não sabem
fazer».
Nesse sentido, uma imigração controlada é possível e
desejável.
Apesar disso, e reportando-se ao artigo 13 da Constituição
da
República Portuguesa, o jesuíta salientou que «entre a teoria e a
prática
existe uma enorme distância, demonstrativa de má vontade e
ignorância.
Por exemplo, quando Luís Inácio Lula da Silva visitou
Portugal,
procedeu-se ao alargamento dos prazos de legalização dos
imigrantes
daquele país. Inscreveram-se 35 mil e, actualmente, foram
resolvidos
apenas 10 mil casos. Mais: após alguma pressão do ACIME,
suavizou-se
a Lei da Imigração em relação aos prazos de inscrição dos
imigrantes
ilegais: inscreveram-se 85 mil e foram resolvidos 15 mil
casos».
«Temos de alterar a Lei da Nacionalidade. Como fica a
situação
dos filhos dos imigrantes que nasceram em Portugal? Não são
portugueses,
nem cidadãos dos países dos seus progenitores... são
marginais!»,
desabafou o padre António Vaz Pinto, que recordou que
foi por
iniciativa do ACIME que os filhos de imigrantes ilegais
passaram
a ter «existência legal», num caso europeu único. Para o
sacerdote
também é necessário acelerar e facilitar os processos de
legalização.
«É inconcebível que seja permitido que um trabalhador
estrangeiro
com a sua situação devidamente regularizada traga a sua
esposa, e
esta não possa trabalhar legalmente no nosso país. Como é
que
conseguem sobreviver?», interpelou o jesuíta, que, a propósito,
contou
que «uma boa parte das Juntas de Freguesia portuguesas não
passam
atestados de residência aos estrangeiros quando estes
necessitam
desse documento para se legalizarem». Para além da
burocracia
e da inércia, o religioso também apontou o dedo ao
corporativismo
de algumas classes existente no país. Reportando-se ao
célebre
caso dos dentistas e médicos brasileiros, o padre Vaz Pinto
acabou
por referir que «os nossos médicos se esqueceram dos
profissionais
de saúde espanhóis que já começaram a "invadir" o Norte
de
Portugal...». Porém, reconheceu que o mais importante passa
por
«converter o coração» e «utilizar um olhar humano e cristão» em
relação
ao fenómeno da imigração. «A sensibilidade de todas as
comunidades
cristãs para que se defenda os direitos e as justas
aspirações
dos imigrantes é essencial», concluiu. [Alexandre
Gonzaga]
.
Diário do
Minho
8 - A
função dos jovens - Experiência da juventude ortodoxa na
Finlândia
www.focolare.org
24/01/05
A igreja
ortodoxa na província oriental da Finlândia, Carelia, possui
mil anos
de história. Por causa da segunda guerra mundial a Finlândia
perdeu
quase todas as terras tradicionalmente ortodoxas, a maior
parte dos
80 mil ortodoxos tornaram-se refugiados. Muitos movimentos
da
juventude ortodoxa tiveram início de modo espontâneo, e milagroso,
durante a
guerra ou imediatamente após o seu término. O Movimento da
Juventude
Ortodoxa da Finlândia teve um papel determinante para a
sobrevivência
desta igreja, como um ponto chave na ajuda para reunir
as
pessoas para a divina liturgia, para os grupos de estudo e os
acampamentos,
e ainda na formação de comunidades eucarísticas que -
em alguns
casos - tornaram-se as novas paróquias em todo o país. A
igreja
tornou-se o ponto central da vida e do serviço do Movimento da
Juventude.
A renovação evangélica da vida da igreja foi iniciada, com
vários
meios, pelo movimento da juventude ortodoxa. Alegria e
entusiasmo
na liturgia foram definidos com a expressão "santificar o
tempo".
Esta renovação litúrgica foi acompanhada por um interesse
pelos
escritos ascéticos dos Pais e Mães do deserto. Foi um convite a
uma
espiritualidade de amor ao bem e à beleza. E foi também uma
descoberta
da universalidade da fé cristã ortodoxa. A pequena minoria
ortodoxa
finlandesa não estava sozinha no mundo. Através dos
contatos
dentro do Syndesmos, que é a Fraternidade mundial dos 126
movimentos
da juventude ortodoxa redescobrimos a nossa fraternidade
em
Cristo. Desta forma foi reforçada a nossa identidade o que
permitiu,
a nós que éramos uma minoria, envolver-nos ecumenicamente:
entendemos
que aquilo que é um desafio para uma igreja é também para
as
outras, e o que é uma benção para uma igreja o é também para as
outras.
(Heikki Huttunen - Outi Vasko) Extraído de "Juntos pela
Europa"
- o grande encontro de Stuttgart entre moviimentos e
comunidades
de várias igrejas cristãs - suplemento da revista
italiana
Città Nuova N. 10/2004
9 -
CRISTÃOS VIVEM EM CLIMA DE MEDO NA GALILÉIA
Tel Aviv,
04 mar (Rádio Vaticano) - Os estudantes cristãos do
vilarejo
árabe de Maghar, na Galiléia, em Israel, retornarão à escola
na
próxima segunda-feira, graças a um acordo assinado ontem, pelo
Ministro
da Educação israelense, Michael Melchior, e representantes
das
comunidades drusa e cristã.
Persiste,
contudo, o medo entre os cristãos, que vêm sendo alvo, há
três
semanas, de uma série de ataques por parte da população drusa.
Os pais
dos estudantes têm receio de mandar seus filhos à escola.
O
vilarejo de Maghar, que conta 18 mil habitantes, está situado a
40km de
Nazaré, a mais importante cidade árabe em território
israelense.
A tensão permanece no vilarejo, onde drusos, muçulmanos e
cristãos
conviviam em paz, há décadas.
A origem
da repentina onda de violência está ligada a um boato,
segundo o
qual um jovem cristão teria divulgado na Internet, fotos de
garotas
drusas seminuas. A reação drusa foi violenta. Muitas famílias
cristãs
foram obrigadas a deixar suas casas, com medo dos ataques.
Cerca de
200 automóveis foram destruídos e aproximadamente 100 casas
e lojas
cristãs foram danificadas. (WM)
10 -
«Também personalidades muçulmanas nos fazem saber que são
solidárias
neste momento particular da vida da Igreja», dizem fontes
do
Patriarcado de Antioquia dos Maronitas
Beirute
(Agência Fides) - «A comunidade cristã libanesa segue com
afeto e
atenção a prova à qual se submete o Santo Padre e não lhe
deixam
faltar as nossas orações», dizem à Agência Fides do Líbano
fontes do
Patriarcado de Antioquia dos Maronitas. «Em todas as
paróquias
se reza incessantemente pela saúde de João Paulo II e pela
sua
cura», dizem as fontes da Fides. «Toda a comunidade cristã
libanesa
está unida na oração pelo Santo Padre e mesmo se
oficialmente
não houve mensagens particulares, também personalidades
muçulmanas
nos fazem saber que estão solidárias neste momento
particular
da vida da Igreja».
João
Paulo II tem uma particular atenção pelo Líbano, que nestes dias
está
atravessando um período de tensão em sua história. Dentre as
iniciativas
de João Paulo II a favor do «país dos cedros», recordamos
o sínodo
pelo Líbano que se realizou em Roma em 1995 e a sua visita
ao país
em 1997 para entregar a exortação apostólica «Uma esperança
nova para
o Líbano».
(Agência
Fides, 4/3/2005)
11 - A
criminalidade no Iraque ataca a população iraquiana -
Seqüestros
cotidianos de pessoas comuns, com fins de resgate - As
famílias
pagam, e caem em ruína". Padre Nizar denuncia à Fides
Bagdá
(Agência Fides) - "Justamente, a maior parte da imprensa
internacional
dedica atenção ao drama dos reféns estrangeiros,
prisioneiros
de grupos terroristas no Iraque" - diz Pe. Nizar. "Trata-
se de um
gesto importante para a defesa da vida humana. Mas gostaria
de
acrescentar que ao lado de atos tão ignóbeis, há outros, cometidos
por
bandos de criminosos, contra cidadãos comuns iraquianos. É um
verdadeiro
comércio, pago com a pele dos iraquianos".
"Trata-se
de seqüestros com fins extorsivos, realizados por bandos
criminosos,
que nada têm a ver com a política, mas que tornam a vida
de muitos
iraquianos insustentável" - recorda Pe. Nizar. "As vítimas
são
pequenos empresários, comerciantes ou simples trabalhadores".
"Geralmente,
os seqüestradores conhecem bem as condições econômicas
da
vítima. Se, por exemplo, uma pessoa é proprietária de uma pequena
fábrica,
eles sabem quanto ganha por mês, vamos supor, 10 mil
dólares.
Após o seqüestro, inicia-se a negociação com os familiares.
Pode-se
partir de um pedido de 50 mil dólares, e terminar com um
acordo de
20 mil" - diz Pe. Nizar.
"Por
culpa dos seqüestros, muitos iraquianos perderam suas poupanças.
Muitas
vezes, simples trabalhadores, em troca de suas vidas, devem
desembolsar
todas as suas economias" - continua Pe. Nizar.
"Não
passa um dia sem um seqüestro. A cada dia, morrem de 30 a 40
civis em
atentados. Quando terminará esta carnificina?" - pergunta o
sacerdote.
"A polícia está trabalhando para deter estes esquadrões,
como
demonstra um programa cotidiano da TV iraquiana, dedicado aos
progressos
das autoridades na prisão de criminosos, que apresenta até
entrevistas
com os bandidos capturados. Mas é preciso fazer mais".
"Esta
situação se criou também porque Saddam Hussein, pouco antes da
guerra,
decretou uma anistia, libertando milhares de detentos comuns.
Muitos
deles se organizaram em esquadrões" - recorda o sacerdote
iraquiano.
"À
preocupação pelos seqüestros, acrescenta-se a difusão das drogas,
que
chegam ao Iraque também graças ao fato que as fronteiras não são
muito
controladas. É preciso impor um controle severo nos confins,
para
impedir que armas, droga e terroristas estrangeiros cheguem ao
Iraque"
conclui Pe. Nizar.
(L.M.)
(Agência Fides 8/3/2005)
12 -
CRISTÃOS IRAQUIANOS NO EXÍLIO NOS EUA QUEREM PROPOR ALI AL-
SISTANI
PARA O NOBEL DA PAZ
Washington,
09 mar (Rádio Vaticano) - Um grupo de cristãos iraquianos
no exílio
nos Estados Unidos lançou uma petição, com sete mil
assinaturas,
para candidatar ao Nobel da Paz, o grande ayatollah
xiita
iraquiano Ali al-Sistani, de 75 anos.
Segundo
os cristãos no exílio, al-Sistani merece o premio por seu
comportamento
moderado em uma situação particularmente difícil.
O imame
xiita sempre se opôs a toda e qualquer violência contra os
americanos,
explica o grupo cristão, oferecendo aos muçulmanos de
todo o
mundo o bom exemplo a seguir, optando por meios pacíficos para
resolver
situações complexas, seja do ponto de vista social seja do
ponto de
vista político, condenando o terror e evidenciando o Estado
de
direito. (CM)
13 -
Shalom Television": nova Tv católica lançada em Kerala, na Índia
meridional
Cochin
(Agência Fides) - Chama-se "Shalom Television" a nova Tv
católica
que iniciou suas transmissões em Kerala, Estado da Índia
meridional,
em 26 de fevereiro passado. A Tv transmite em Malayalam,
língua
falada pela maior parte da população no Estado de Kerala, e
foi promovida
pela Conferência Episcopal da Igreja Sírio-malabarense,
uma das
três comunidades católicas presentes na Índia, ao lado dos
Bispos
latinos e dos Bispos sírio-malankareses.
Na
inauguração da Tv, estava presente o Arcebispo Dom Cyril Mar
Baselios,
Presidente dos Bispos sírio-malabarenses. O Arcebispo disse
que a
"Shalom Television" pretende contribuir para a difusão nos
meios de
comunicação de massa dos valores positivos e respeitosos do
homem,
fato que deveria ser um papel de toda a mídia: "Os meios de
comunicação
de massa têm um papel determinante na nossa sociedade.
Estes não
somente oferecem informação e entretenimento, mas
influenciam
também o modo de pensar e o comportamento das pessoas.
Têm um
impacto não indiferente sobre a sociedade e a opinião pública.
Neste
contexto, a Shalom Television propõe-se a oferecer programas de
boa
qualidade aos telespectadores. O canal é dedicado aos que aspiram
ao bem e
é promovido por pessoas que buscam a bondade e os valores
positivos".
Dom Baselios elogiou também a editora Shalom, pela
publicação
de duas revistas sobre temas espirituais, sem nenhuma
publicidade.
"O nascimento deste canal católico é o sinal do desejo
da
população de ter programas que difundam valores como a justiça, a
solidariedade,
a harmonia, e o respeito", disseram as autoridades
civis
presentes no encontro, fazendo votos de bom trabalho a Benny
Punnathara,
um leigo que será o diretor da Tv. A Shalom Television
estabeleceu
um acordo com EWTN, para transmitir os programas da
conhecida
rede católica norte-americana. A sua programação prevê
transmissões
de espiritualidade, sacramentos, instrução, arte,
música,
com um destaque para os valores cristãos.
(PA)
(Agência Fides 3/3/2005)
NOTÍCIAS
DO BRASIL
14 -
Brasil: Coleta em favor da Terra Santa, na Sexta-Feira Santa
BRASÍLIA,
domingo, 6 de março de 2005 (ZENIT.org ).- O cardeal
prefeito
da Congregação para as Igrejas Orientais, Ignace Moussa
Daoud,
enviou uma carta ao presidente da CNBB (Conferência Nacional
dos
Bispos do Brasil), Dom Geraldo Majella Agnelo, renovando o
apelo
"pro Terra Sancta", segundo informa o organismo episcopal.
Trata-se
da coleta pela Terra Santa, tradicionalmente recolhida na
Sexta-Feira
Santa em todo o mundo.
A coleta,
de acordo com o cardeal Daoud, «visa promover, nos fiéis
cristãos,
o amor pela Terra do Senhor, a fim de que a Igreja possa lá
sobreviver,
sentir-se amada e apoiada pela solidariedade de cada
cristão,
e continue a dar testemunho de fé n'Aquele que naquela Terra
nasceu,
pregou o Evangelho, morreu e ressuscitou».
15 - A
HERANÇA DOS CZARES
Fonte:
www.idademaior.com.br - Fevereiro de 2005
Não se
perde por esperar. Neste ano, a partir de 26 de abril a 26 de
junho
haverá uma mega Exposição "A Herança dos Czares" na Sala Annie
A.
Penteado e Salão Cultural do MBA-FAAP.
O Kremlin
durante cinco séculos foi a capital do império, sinônimo de
força e
fausto. Abrigava o czar, sua corte, dignitários do clero,
altas
patentes militares e todo o aparato necessário para produzir e
exaltar a
força e poder. Reunia templos e relíquias que constituíam a
sede do
Patriarcado e referência espiritual para os Cristãos
Ortodoxos.
Suas
oficinas produziam o que havia de melhor em ourivesaria,
cutelaria,
bordado, tecelagem e marcenaria, em trabalho constante
para
atender a demanda de um cerimonial majestoso.
Situado
no centro de Moscou, o prestígio do Kremlin era tanto que
continuou
sendo o local de coroação dos imperadores mesmo depois que
a capital
foi transferida para São Petersburgo, após o século XVIII.
Lá
estavam os símbolos nacionais e espirituais dos russos. Sua aura
resistiu
aos séculos e, emblema da própria Rússia, o Kremlin retomou
sua
antiga função, voltando na última década a ser sede das decisões
e coração
político do país.
Monumento
nacional e testemunho da história russa, o conjunto foi
incluído
pela UNESCO na listagem dos bens considerados Patrimônio da
Humanidade,
designando que seu significado vai além das fronteiras.
Hoje o
Kremlin também é um museu, ou melhor, um conjunto de museus,
todos
eles contendo coleções valiosas, reunidas durante quase um
milênio.
São objetos raros, belos, preciosos e repletos de
significados
que o tempo lhes conferiu. São legados dos tempos dos
czares,
com o poder de nos contar como as pessoas de então viviam, o
que
apreciavam e temiam, seu dia a dia e suas comemorações.
Um pouco
desse mundo está presente na exposição Herança dos Czares. O
Museu do
Kremlin que o Museu de Arte Brasileira traz a seu público.
São cerca
de 200 objetos que apresentam uma amostragem das diversas
coleções
do museu e estarão dispostos em conjuntos organizados a
partir da
figura de um czar.
Nela é
possível conhecer alguns dos costumes locais e verificar as
peculiaridades
de cada época. Apreciar a criação dos artistas e a
habilidade
dos artesãos, comparar seus estilos e as mudanças
ocasionadas
pelo tempo. Em cada um desses momentos, o visitante se
depara
com personagens tais como o soldado, o sacerdote, o cortesão e
o
príncipe. Encontra as armas e os uniformes das batalhas,
equipamento
com que os cavaleiros mostravam sua pompa, os ícones e os
objetos
preciosos que nas igrejas manifestavam a fé, as vestimentas
usadas
nos palácios e nas ruas.
O público
poderá admirar obras raras como um ovo assinado por Fabergé
ou uma
túnica de autoria de um mestre anônimo. Em ambas perceberá
igualmente
a alma da Rússia e apreciará os tesouros do Kremlin.
16 -
União dedicada à preservação de tradições árabes
O Globo -
Jornal de Bairros 10/03/2005
A
agitação política no Líbano está longe de terras tijucanas, mas
libaneses
e descendentes que vivem no bairro não se distanciam do
país de
seus ancestrais nas horas difíceis. Ao contrário, eles se
unem para
manter as tradições e a cultura. A principal referência
de
integrantes da colônia na Tijuca é a Igreja Maronita Nossa Senhora
do
Líbano, na Rua Conde de Bonfim. Ela é uma espécie de ponto de
encontro
na região, sobretudo de católicos maronitas. O padre
Antônios
Al Bazouny, responsável pela igreja, está no Brasil há três
anos e
cinco meses. - Eu trabalho basicamente com brasileiros,
atendendo
a brasileiros, mas é inegável o papel da paróquia na união
da
colônia libanesa. A cada 15 dias fazemos uma pequena
confraternização
com comida árabe e todo domingo, às 10h, há uma
missa em
árabe que os brasileiros também adoram - diz o padre
maronita.
Além da igreja, fica no bairro a Liga Libanesa do Brasil,
criada em
1958, para integrar os imigrantes libaneses que chegavam ao
Rio. Além
de sediar palestras e festividades nacionais, a diretoria
estuda
transformar o espaço em centro cultural e colégio bilíngüe
(árabe-português).
Festas
libanesas
DATA
CÍVICA: A principal data cívica festejada pela colônia libanesa
é a da
independência do Líbano, no dia 22 de novembro. A Liga
Libanesa
do Brasil (Avenida Mello Matos 29, Tijuca. Tel: (21)2264-
6095)
festeja a data todos os anos, assim como a Igreja Nossa Senhora
do
Líbano.
FESTAS
RELIGIOSAS: A Igreja Nossa Senhora do Líbano (Rua Conde de
Bonfim
638 - (21)2208-4846) comemora três datas religiosas maronitas:
Nossa
Senhora do Líbano (2 domingo de maio), São Maron (9/2) e São
Charbel
(12/10). A Semana Santa também tem um destaque especial.
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