BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 28 - 11 de março de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Voltamos a apresentar notícias relacionadas com as Igrejas Orientais
no Brasil neste número. Mais uma vez coloco este Boletim à disposição
para a divulgação de notícias relcionadas com as Igrejas Orientais
aqui presentes.

Conforme já tinha sido adiantado pelo Boletim n. 6, os brasileiros
terão uma grande oportunidade para conhecer os Tesouros do Kremlin,
muitos deles diretamente relacionados com a Igreja Ortodoxa Russa,
como ícones, objetos litúrgicos e paramentos (vide notícia 15).

Que Deus nos abençoe.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe


ÍNDICE

1 - João Paulo II pede a colaboração de todos os crentes a favor da
paz. Em particular entre católicos e ortodoxos

2 - Católicos, ortodoxos, muçulmanos estão unidos no amor e na oração
pelo Santo Padre

3 - Patriarca russo Alexis II deseja recuperação rápida ao Papa

4 - Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia comemora o chamado "Sábado dos
Pais",

5 - João Paulo II pede que a Igreja Católica na Grécia tenha um
estatuto jurídico. Em uma mensagem ao novo embaixador desse país ante
a Santa Sé

6 - Católicos ucranianos optimistas em relação ao futuro

7 - Imigração favorece o diálogo ecuménico

8 - A função dos jovens - Experiência da juventude ortodoxa na
Finlândia

9 - CRISTÃOS VIVEM EM CLIMA DE MEDO NA GALILÉIA

10 - «Também personalidades muçulmanas nos fazem saber que são
solidárias neste momento particular da vida da Igreja», dizem fontes
do Patriarcado de Antioquia dos Maronitas

11 - A criminalidade no Iraque ataca a população iraquiana -
Seqüestros cotidianos de pessoas comuns, com fins de resgate - As
famílias pagam, e caem em ruína". Padre Nizar denuncia à Fides

12 - CRISTÃOS IRAQUIANOS NO EXÍLIO NOS EUA QUEREM PROPOR ALI AL-
SISTANI PARA O NOBEL DA PAZ

13 - Shalom Television": nova TV católica lançada em Kerala, na Índia
meridional

14 - Brasil: Coleta em favor da Terra Santa, na Sexta-Feira Santa

15 - A HERANÇA DOS CZARES

16 - União dedicada à preservação de tradições árabes


NOTÍCIAS INTERNACIONAIS


1 - João Paulo II pede a colaboração de todos os crentes a favor da
paz. Em particular entre católicos e ortodoxos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de março de 2005 (ZENIT.org).-
João Paulo II advogou esta quarta-feira a favor da colaboração entre
os crentes, em particular entre católicos e ortodoxos, a favor da paz
e do respeito aos direitos de toda pessoa.

A proposta faz parte da mensagem que enviou desde o Hospital Gemelli,
em Roma, à nova embaixadora da República da Geórgia ante a Santa Sé,
a princesa Khétévane Bagration de Moukhrani, que apresentou suas
cartas credenciais no Vaticano ante o cardeal Angelo Sodano,
Secretário de Estado.

«Hoje mais que nunca os crentes estão chamados a unir suas forças
para sentar as bases sólidas de uma autêntica renovação social,
contribuindo à formação das consciências pelos caminhos de paz e de
respeito pela inviolável dignidade e pelos direitos de cada pessoa»,
explica.

Esta cooperação, indica a mensagem pontifícia, implica «a eliminação
em sua raiz de toda forma de hostilidade, de discriminação e de
discórdia».

Após recordar que os católicos na Geórgia, país de menos de cinco
milhões de habitantes, são uma minoria (não chegam a 2%), o bispo de
Roma se faz porta-voz de seu desejo de colaborar com «seus irmãos e
irmãs ortodoxos», que constituem a maioria da antiga República
soviética.

Este diálogo, deseja o Papa, deve ampliar-se a «todos os homens de
boa vontade para edificar um futuro de liberdade, de justiça e
harmonia social».

A princesa Khétévane, nascida no exílio, na França, ofereceu seus
serviços como conselheira ao Patriarcado ortodoxo de Tbilissi quando
aconteceu a visita a seu país de João Paulo II em 1999.

Naquela viagem, o Papa rendeu homenagem ao «patrimônio cristão» da
Geórgia e serviu para promover as boas relações entre católicos e
ortodoxos, que experimentam dificuldades em algumas regiões após a
queda da União Soviética.

Por último, a mensagem do Papa pede «um diálogo construtivo entre a
Igreja Católica e as autoridades do governo para que se assegure à
comunidade católica a proteção legal no exercício de sua própria
missão».

«A Igreja Católica na Geórgia deseja oferecer sua própria
contribuição ao renascimento espiritual da nação e ao progresso do
bem comum, não só cumprindo sua específica missão religiosa, mas
também através de seu compromisso de obras de caridade, com a
promoção de intercâmbios culturais e com oportunidades educativas a
favor dos jovens, que são o futuro da Geórgia», afirma.


2 - Católicos, ortodoxos, muçulmanos estão unidos no amor e na oração
pelo Santo Padre

Damasco (Agência Fides) - «Na Síria é ainda viva a lembrança da
visita do Santo Padre à mesquita de Damasco. Católicos, ortodoxos e
muçulmanos estão unidos no amor e na oração pelo Papa», disse em
colóquio com a Agência Fides dom Isidore Battikha, arcebispo auxiliar
de Damasco e vigário patriarcal dos greco-melquitas.
Mesmo em uma situação de tensão que atualmente se vive no país por
questões políticas, a população está unida no respeito e nos
sentimentos de bondade e ternura em relação ao Papa. «É especial -
nota dom Isidoro - o fato que no apreço e na estima pela figura do
Papa estão de acordo todos os fiéis, de todas as religiões. Os
muçulmanos lembram ainda com simpatia o belo gesto da visita do Papa
à mesquita de Damasco. Recentemente alguns xeques muçulmanos vieram
nos visitar para saber das condições de saúde do Santo Padre, fazendo
votos de pronta recuperação e dizendo que também rezam por ele e o
confiam a Deus».
Na Síria também os cristãos de outras confissões estão unidos em
oração. «Grande interesse, proximidade e oração - continua o
arcebispo - foram expressas pelo patriarca ortodoxo IIgnácio IV, que
estima muito o Papa e tem em seu escritório uma foto em que o abraça.
É um fato muito educativo para toda a comunidade ortodoxa e que
facilita as relações ecumênicas».
Dom Battikha diz à Fides . «Naturalmente toda a comunidade católica
se mobilizou na oração. O nosso patriarca dos greco-melquitas,
Gregório II Laham, enviou uma carta a todas as paróquias pedindo que
rezassem especialmente pela saúde do Santo Padre neste momento de
sofrimento e de dor. O Santo Padre é o nosso pastor e a comunidade
católica está em comunhão com ele na oração». (PA) (Agência Fides,
4/3/2005)


3 - Patriarca russo Alexis II deseja recuperação rápida ao Papa

MOSCOU, 3 mar (AFP) - O patriarca da Igreja Ortodoxa russa Alexis II
enviou nesta quinta-feira um telegrama ao Papa João Paulo II, que se
encontra hospitalizado após sofrer uma traqueostomia, para lhe
desejar uma recuperação rápida
"Desejo que Sua Santidade se recupere rapidamente após a operação",
escreveu o patriarca russo neste telegrama, publicado na página da
Internet do Patriarcado de Moscou.

"Que Deus o livre da enfermidade e o ponha de novo à frente da Igreja
Católica Romana", destacou o chefe da Igreja Ortodoxa russa.

Desde a quinta-feira passada, quando o Papa foi hospitalizado pela
segunda vez em um mês, o Vaticano se esforça para tranqüilizar os
fiéis de todo o mundo sobre o estado de saúde de João Paulo II.

Até agora, não se sabe por quanto tempo o Santo Padre ficará
hospitalizado e de que modo ele participará das celebrações da Semana
Santa.


4 - Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia comemora o chamado "Sábado dos
Pais",

Voz da Rússia 07/03/2005

Hoje, os adeptos da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia comemoraram o
chamado "Sábado dos Pais", quando são recordados os seres queridos
falecidos. É sempre o penúltimo sábado antes da Quaresma. No "Sábado
dos Pais" costuma-se visitar os cemitérios e relembrar os finados no
círculo familiar. Nas igrejas celebra-se um serviço divino especial,
durante o qual os crentes rezam coletivamente pelo descanso de todos
os cristãos ortodoxos mortos. Nos pátios das igrejas são colocadas
umas mesas em que os paroquianos depositam pratos com a
tradicional "kutia", feita de arroz, passas e mel, trazida de casa
para homenagear os entes queridos.


5 - João Paulo II pede que a Igreja Católica na Grécia tenha um
estatuto jurídico. Em uma mensagem ao novo embaixador desse país ante
a Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de março de 2005 (ZENIT.org).-
João Paulo II pediu esta segunda-feira que a Igreja Católica na
Grécia, constituída por uma pequena minoria, possa contar com um
estatuto jurídico nesse país, como sucede no restante da União
Européia.

O pedido do Santo Padre fica expresso na mensagem que desde a
Policlínica Gemelli enviou ao novo embaixador ante a Santa Sé,
Stavros Lykidis.

No texto escrito em francês, entregue ao diplomata de carreira pelo
cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado, o pontífice reconhece a
importância que o governo grego atribui à presença católica no país.

«Seria oportuno que a Igreja Católica, continuando um diálogo aberto
e construtivo com todos os responsáveis implicados, pudesse ter o
estatuto jurídico que lhe corresponde e que seria o sinal do
reconhecimento de seus direitos», considera a mensagem pontifícia.

O bispo de Roma declara que esta prática ocorre «no conjunto dos
países da União Européia».

Os quase onze milhões de gregos são (97%) ortodoxos, e a Igreja
Ortodoxa é a religião oficial do Estado, segundo se reconhece no
artigo 3 da Constituição.

Atualmente na Grécia há cerca de 200.000 católicos, segundo explica o
site da Igreja Católica em Grécia (<http://www.cathecclesia.gr/>).

Aos 50.000 católicos gregos de origem acrescentam-se imigrantes ou
refugiados procedentes em particular da Polônia (40.000), das
Filipinas (45.000), do Iraque (14.000) e de outros países.

A carta do Papa, após recordar que as raízes cristãs da Grécia se
fundem na pregação do apóstolo São Paulo, reconhece que «não esquece
sua herança de fé cristã, um dos elementos constitutivos da nação».

Por este motivo, explica, «a Igreja Católica está comprometida em um
diálogo fraterno com a Igreja Ortodoxa e sabe que seus fiéis que
vivem na Grécia não têm outro desejo que o de viver cotidianamente
este diálogo, com a preocupação de participar plenamente na vida
econômica, política e social do país».

O pontífice aproveita a oportunidade para enviar sua saudação ao
arcebispo ortodoxo de Atenas, Christodoulos, que o acolheu
cordialmente durante sua peregrinação às pegadas do apóstolo Paulo,
realizada em maio de 2001 na Grécia, Síria e Malta.


6 - Católicos ucranianos optimistas em relação ao futuro

AIS 09/03/05

Os católicos ucranianos estão optimistas em relação ao futuro. Em
entrevista à Fundação "Ajuda à Igreja que Sofre", dois sacerdotes
greco-católicos ucranianos comentaram a nova realidade política e
religiosa na Ucrânia. "Com o novo Governo do Presidente Viktor
Yushchenko e da Primeiro-ministro Júlia Tymoshenko, os ucranianos
voltaram a ser senhores na sua própria casa", comentava o Padre Vasyl
Kopychyn durante uma entrevista à sede da Fundação. O sacerdote greco-
católico da Diocese de Sambir-Drohobych (região ocidental do país)
mostra-se optimista em relação ao futuro, após o controverso processo
eleitoral de Novembro de 2004, do qual o partido de Viktor Yushchenko
acabaria por sair vitorioso. As relações entre a Igreja e o Estado
registaram já algumas evoluções mas, como refere o Pe. Kopychyn,
existem ainda questões em aberto: "a Igreja Greco-Católica não está
reconhecida em termos jurídicos e as propriedades da Igreja não foram
ainda restituídas. Estas situações já foram ultrapassadas na maioria
dos países da antiga União Soviética". Contudo, a Igreja Greco-
Católica tem esperança que sejam encontradas soluções para estes
problemas. "O novo Governo aboliu o Comité para os Assuntos
Religiosos que era utilizado pelas administrações anteriores no
controle das actividades da Igreja", refere o sacerdote que admite
que levará algum tempo até que se registem progressos, dado que o
novo executivo herdou "dificuldades económicas e sociais, bem como
uma pesada máquina burocrática". A nova realidade política, social e
económica da Ucrânia provocou também alterações de mentalidades.
Segundo o reitor do Seminário do Espírito Santo, na cidade de Lviv,
houve alteração de mentalidades e actualmente "são mais genuínos os
motivos que levam os jovens a ingressar no seminário". O Pe. Bhdan
Prakh explicou à Ajuda à Igreja que Sofre que as razões económicas
não têm o peso que tinham no passado, uma vez que o sacerdócio já não
é encarado como uma profissão. "Apesar de os padres continuarem a
pertencer à elite intelectual do país, para os jovens licenciados
existem hoje cargos mais lucrativos fora da Igreja", comentou o
sacerdote. "Há 4 anos atrás abandonavam o seminário 20 a 25
estudantes por ano, devido a óbvios «motivos ulteriores» na sua
vocação. Este número decaiu para 1 a 2 seminaristas/ano", explicou o
reitor do Seminário de Lviv. Actualmente este seminário alberga 226
estudantes de várias eparquias (dioceses) ucranianas mas igualmente
de outros países como a Arménia, Rússia e até dos Estados Unidos da
América. O Seminário de Lviv, que reabriu as suas portas em 1989,
após a queda do Muro de Berlim, passará a funcionar num novo edifício
que está a ser construído com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre. A
inauguração do novo seminário está prevista para este ano.


7 - Imigração favorece o diálogo ecuménico

Agência Ecclesia 10/03/2005

«Quando os imigrantes da Europa de Leste chegaram a Portugal,
verificaram que o acolhimento da Igreja Católica portuguesa foi
verdadeiramente notável, apesar de uma rivalidade histórica entre
católicos e ortodoxos. Recorde-se que, um dia, esses imigrantes
regressarão aos seus países de origem e, aí, darão um grande
contributo ao movimento ecuménico», referiu o padre António Vaz Pinto
numa conferência que proferiu, na terça-feira, no Centro Académico de
Braga (CAB), subordinada à "Imigração em Portugal: que desafios e
respostas". O responsável pelo Alto Comissariado para a Imigração e
Minorias Étnicas (ACIME), estrutura inter-departamental de apoio e
consulta do Governo em matéria de imigração e minorias étnicas, não
deixou de reconhecer os ganhos económicos do fenómeno. «Sobre os
benefícios financeiros, o Observatório da Imigração, coordenado pelo
ex-ministro Roberto Carneiro, concluiu, num documento sobre
o "Impacto financeiro dos imigrantes em 2001", que, contabilizando os
gastos com os imigrantes e tudo o que estes pagaram em termos de
impostos e taxas, o Estado ganhou cerca de 65 milhões de contos»,
explicou o sacerdote jesuíta, que acrescentou, igualmente, algumas
vantagens culturais, «pois uma sociedade plural é mais rica, fecunda
e criativa. Para desmistificar o «problema do excesso de
estrangeiros», o Alto Comissário referiu que «na Suíça existem cerca
de 159 mil imigrantes portugueses, em contraposição aos cerca de 70
mil ucranianos residentes no nosso país». Por isso, o responsável
afirmou que «ninguém se deve esquecer que os emigrantes vieram para
realizar trabalhos que os portugueses não querem ou não sabem
fazer». Nesse sentido, uma imigração controlada é possível e
desejável. Apesar disso, e reportando-se ao artigo 13 da Constituição
da República Portuguesa, o jesuíta salientou que «entre a teoria e a
prática existe uma enorme distância, demonstrativa de má vontade e
ignorância. Por exemplo, quando Luís Inácio Lula da Silva visitou
Portugal, procedeu-se ao alargamento dos prazos de legalização dos
imigrantes daquele país. Inscreveram-se 35 mil e, actualmente, foram
resolvidos apenas 10 mil casos. Mais: após alguma pressão do ACIME,
suavizou-se a Lei da Imigração em relação aos prazos de inscrição dos
imigrantes ilegais: inscreveram-se 85 mil e foram resolvidos 15 mil
casos». «Temos de alterar a Lei da Nacionalidade. Como fica a
situação dos filhos dos imigrantes que nasceram em Portugal? Não são
portugueses, nem cidadãos dos países dos seus progenitores... são
marginais!», desabafou o padre António Vaz Pinto, que recordou que
foi por iniciativa do ACIME que os filhos de imigrantes ilegais
passaram a ter «existência legal», num caso europeu único. Para o
sacerdote também é necessário acelerar e facilitar os processos de
legalização. «É inconcebível que seja permitido que um trabalhador
estrangeiro com a sua situação devidamente regularizada traga a sua
esposa, e esta não possa trabalhar legalmente no nosso país. Como é
que conseguem sobreviver?», interpelou o jesuíta, que, a propósito,
contou que «uma boa parte das Juntas de Freguesia portuguesas não
passam atestados de residência aos estrangeiros quando estes
necessitam desse documento para se legalizarem». Para além da
burocracia e da inércia, o religioso também apontou o dedo ao
corporativismo de algumas classes existente no país. Reportando-se ao
célebre caso dos dentistas e médicos brasileiros, o padre Vaz Pinto
acabou por referir que «os nossos médicos se esqueceram dos
profissionais de saúde espanhóis que já começaram a "invadir" o Norte
de Portugal...». Porém, reconheceu que o mais importante passa
por «converter o coração» e «utilizar um olhar humano e cristão» em
relação ao fenómeno da imigração. «A sensibilidade de todas as
comunidades cristãs para que se defenda os direitos e as justas
aspirações dos imigrantes é essencial», concluiu. [Alexandre
Gonzaga] .
Diário do Minho


8 - A função dos jovens - Experiência da juventude ortodoxa na
Finlândia

www.focolare.org 24/01/05

A igreja ortodoxa na província oriental da Finlândia, Carelia, possui
mil anos de história. Por causa da segunda guerra mundial a Finlândia
perdeu quase todas as terras tradicionalmente ortodoxas, a maior
parte dos 80 mil ortodoxos tornaram-se refugiados. Muitos movimentos
da juventude ortodoxa tiveram início de modo espontâneo, e milagroso,
durante a guerra ou imediatamente após o seu término. O Movimento da
Juventude Ortodoxa da Finlândia teve um papel determinante para a
sobrevivência desta igreja, como um ponto chave na ajuda para reunir
as pessoas para a divina liturgia, para os grupos de estudo e os
acampamentos, e ainda na formação de comunidades eucarísticas que -
em alguns casos - tornaram-se as novas paróquias em todo o país. A
igreja tornou-se o ponto central da vida e do serviço do Movimento da
Juventude. A renovação evangélica da vida da igreja foi iniciada, com
vários meios, pelo movimento da juventude ortodoxa. Alegria e
entusiasmo na liturgia foram definidos com a expressão "santificar o
tempo". Esta renovação litúrgica foi acompanhada por um interesse
pelos escritos ascéticos dos Pais e Mães do deserto. Foi um convite a
uma espiritualidade de amor ao bem e à beleza. E foi também uma
descoberta da universalidade da fé cristã ortodoxa. A pequena minoria
ortodoxa finlandesa não estava sozinha no mundo. Através dos
contatos dentro do Syndesmos, que é a Fraternidade mundial dos 126
movimentos da juventude ortodoxa redescobrimos a nossa fraternidade
em Cristo. Desta forma foi reforçada a nossa identidade o que
permitiu, a nós que éramos uma minoria, envolver-nos ecumenicamente:
entendemos que aquilo que é um desafio para uma igreja é também para
as outras, e o que é uma benção para uma igreja o é também para as
outras. (Heikki Huttunen - Outi Vasko) Extraído de "Juntos pela
Europa" - o grande encontro de Stuttgart entre moviimentos e
comunidades de várias igrejas cristãs - suplemento da revista
italiana Città Nuova N. 10/2004


9 - CRISTÃOS VIVEM EM CLIMA DE MEDO NA GALILÉIA

Tel Aviv, 04 mar (Rádio Vaticano) - Os estudantes cristãos do
vilarejo árabe de Maghar, na Galiléia, em Israel, retornarão à escola
na próxima segunda-feira, graças a um acordo assinado ontem, pelo
Ministro da Educação israelense, Michael Melchior, e representantes
das comunidades drusa e cristã.
Persiste, contudo, o medo entre os cristãos, que vêm sendo alvo, há
três semanas, de uma série de ataques por parte da população drusa.
Os pais dos estudantes têm receio de mandar seus filhos à escola.
O vilarejo de Maghar, que conta 18 mil habitantes, está situado a
40km de Nazaré, a mais importante cidade árabe em território
israelense. A tensão permanece no vilarejo, onde drusos, muçulmanos e
cristãos conviviam em paz, há décadas.
A origem da repentina onda de violência está ligada a um boato,
segundo o qual um jovem cristão teria divulgado na Internet, fotos de
garotas drusas seminuas. A reação drusa foi violenta. Muitas famílias
cristãs foram obrigadas a deixar suas casas, com medo dos ataques.
Cerca de 200 automóveis foram destruídos e aproximadamente 100 casas
e lojas cristãs foram danificadas. (WM)


10 - «Também personalidades muçulmanas nos fazem saber que são
solidárias neste momento particular da vida da Igreja», dizem fontes
do Patriarcado de Antioquia dos Maronitas

Beirute (Agência Fides) - «A comunidade cristã libanesa segue com
afeto e atenção a prova à qual se submete o Santo Padre e não lhe
deixam faltar as nossas orações», dizem à Agência Fides do Líbano
fontes do Patriarcado de Antioquia dos Maronitas. «Em todas as
paróquias se reza incessantemente pela saúde de João Paulo II e pela
sua cura», dizem as fontes da Fides. «Toda a comunidade cristã
libanesa está unida na oração pelo Santo Padre e mesmo se
oficialmente não houve mensagens particulares, também personalidades
muçulmanas nos fazem saber que estão solidárias neste momento
particular da vida da Igreja».
João Paulo II tem uma particular atenção pelo Líbano, que nestes dias
está atravessando um período de tensão em sua história. Dentre as
iniciativas de João Paulo II a favor do «país dos cedros», recordamos
o sínodo pelo Líbano que se realizou em Roma em 1995 e a sua visita
ao país em 1997 para entregar a exortação apostólica «Uma esperança
nova para o Líbano».
(Agência Fides, 4/3/2005)


11 - A criminalidade no Iraque ataca a população iraquiana -
Seqüestros cotidianos de pessoas comuns, com fins de resgate - As
famílias pagam, e caem em ruína". Padre Nizar denuncia à Fides

Bagdá (Agência Fides) - "Justamente, a maior parte da imprensa
internacional dedica atenção ao drama dos reféns estrangeiros,
prisioneiros de grupos terroristas no Iraque" - diz Pe. Nizar. "Trata-
se de um gesto importante para a defesa da vida humana. Mas gostaria
de acrescentar que ao lado de atos tão ignóbeis, há outros, cometidos
por bandos de criminosos, contra cidadãos comuns iraquianos. É um
verdadeiro comércio, pago com a pele dos iraquianos".
"Trata-se de seqüestros com fins extorsivos, realizados por bandos
criminosos, que nada têm a ver com a política, mas que tornam a vida
de muitos iraquianos insustentável" - recorda Pe. Nizar. "As vítimas
são pequenos empresários, comerciantes ou simples trabalhadores".
"Geralmente, os seqüestradores conhecem bem as condições econômicas
da vítima. Se, por exemplo, uma pessoa é proprietária de uma pequena
fábrica, eles sabem quanto ganha por mês, vamos supor, 10 mil
dólares. Após o seqüestro, inicia-se a negociação com os familiares.
Pode-se partir de um pedido de 50 mil dólares, e terminar com um
acordo de 20 mil" - diz Pe. Nizar.
"Por culpa dos seqüestros, muitos iraquianos perderam suas poupanças.
Muitas vezes, simples trabalhadores, em troca de suas vidas, devem
desembolsar todas as suas economias" - continua Pe. Nizar.
"Não passa um dia sem um seqüestro. A cada dia, morrem de 30 a 40
civis em atentados. Quando terminará esta carnificina?" - pergunta o
sacerdote. "A polícia está trabalhando para deter estes esquadrões,
como demonstra um programa cotidiano da TV iraquiana, dedicado aos
progressos das autoridades na prisão de criminosos, que apresenta até
entrevistas com os bandidos capturados. Mas é preciso fazer mais".
"Esta situação se criou também porque Saddam Hussein, pouco antes da
guerra, decretou uma anistia, libertando milhares de detentos comuns.
Muitos deles se organizaram em esquadrões" - recorda o sacerdote
iraquiano.
"À preocupação pelos seqüestros, acrescenta-se a difusão das drogas,
que chegam ao Iraque também graças ao fato que as fronteiras não são
muito controladas. É preciso impor um controle severo nos confins,
para impedir que armas, droga e terroristas estrangeiros cheguem ao
Iraque" conclui Pe. Nizar.
(L.M.) (Agência Fides 8/3/2005)


12 - CRISTÃOS IRAQUIANOS NO EXÍLIO NOS EUA QUEREM PROPOR ALI AL-
SISTANI PARA O NOBEL DA PAZ

Washington, 09 mar (Rádio Vaticano) - Um grupo de cristãos iraquianos
no exílio nos Estados Unidos lançou uma petição, com sete mil
assinaturas, para candidatar ao Nobel da Paz, o grande ayatollah
xiita iraquiano Ali al-Sistani, de 75 anos.
Segundo os cristãos no exílio, al-Sistani merece o premio por seu
comportamento moderado em uma situação particularmente difícil.
O imame xiita sempre se opôs a toda e qualquer violência contra os
americanos, explica o grupo cristão, oferecendo aos muçulmanos de
todo o mundo o bom exemplo a seguir, optando por meios pacíficos para
resolver situações complexas, seja do ponto de vista social seja do
ponto de vista político, condenando o terror e evidenciando o Estado
de direito. (CM)


13 - Shalom Television": nova Tv católica lançada em Kerala, na Índia
meridional

Cochin (Agência Fides) - Chama-se "Shalom Television" a nova Tv
católica que iniciou suas transmissões em Kerala, Estado da Índia
meridional, em 26 de fevereiro passado. A Tv transmite em Malayalam,
língua falada pela maior parte da população no Estado de Kerala, e
foi promovida pela Conferência Episcopal da Igreja Sírio-malabarense,
uma das três comunidades católicas presentes na Índia, ao lado dos
Bispos latinos e dos Bispos sírio-malankareses.
Na inauguração da Tv, estava presente o Arcebispo Dom Cyril Mar
Baselios, Presidente dos Bispos sírio-malabarenses. O Arcebispo disse
que a "Shalom Television" pretende contribuir para a difusão nos
meios de comunicação de massa dos valores positivos e respeitosos do
homem, fato que deveria ser um papel de toda a mídia: "Os meios de
comunicação de massa têm um papel determinante na nossa sociedade.
Estes não somente oferecem informação e entretenimento, mas
influenciam também o modo de pensar e o comportamento das pessoas.
Têm um impacto não indiferente sobre a sociedade e a opinião pública.
Neste contexto, a Shalom Television propõe-se a oferecer programas de
boa qualidade aos telespectadores. O canal é dedicado aos que aspiram
ao bem e é promovido por pessoas que buscam a bondade e os valores
positivos". Dom Baselios elogiou também a editora Shalom, pela
publicação de duas revistas sobre temas espirituais, sem nenhuma
publicidade. "O nascimento deste canal católico é o sinal do desejo
da população de ter programas que difundam valores como a justiça, a
solidariedade, a harmonia, e o respeito", disseram as autoridades
civis presentes no encontro, fazendo votos de bom trabalho a Benny
Punnathara, um leigo que será o diretor da Tv. A Shalom Television
estabeleceu um acordo com EWTN, para transmitir os programas da
conhecida rede católica norte-americana. A sua programação prevê
transmissões de espiritualidade, sacramentos, instrução, arte,
música, com um destaque para os valores cristãos.
(PA) (Agência Fides 3/3/2005)


NOTÍCIAS DO BRASIL


14 - Brasil: Coleta em favor da Terra Santa, na Sexta-Feira Santa

BRASÍLIA, domingo, 6 de março de 2005 (ZENIT.org ).- O cardeal
prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Ignace Moussa
Daoud, enviou uma carta ao presidente da CNBB (Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Majella Agnelo, renovando o
apelo "pro Terra Sancta", segundo informa o organismo episcopal.

Trata-se da coleta pela Terra Santa, tradicionalmente recolhida na
Sexta-Feira Santa em todo o mundo.

A coleta, de acordo com o cardeal Daoud, «visa promover, nos fiéis
cristãos, o amor pela Terra do Senhor, a fim de que a Igreja possa lá
sobreviver, sentir-se amada e apoiada pela solidariedade de cada
cristão, e continue a dar testemunho de fé n'Aquele que naquela Terra
nasceu, pregou o Evangelho, morreu e ressuscitou».

15 - A HERANÇA DOS CZARES

Fonte: www.idademaior.com.br - Fevereiro de 2005

Não se perde por esperar. Neste ano, a partir de 26 de abril a 26 de
junho haverá uma mega Exposição "A Herança dos Czares" na Sala Annie
A. Penteado e Salão Cultural do MBA-FAAP.
O Kremlin durante cinco séculos foi a capital do império, sinônimo de
força e fausto. Abrigava o czar, sua corte, dignitários do clero,
altas patentes militares e todo o aparato necessário para produzir e
exaltar a força e poder. Reunia templos e relíquias que constituíam a
sede do Patriarcado e referência espiritual para os Cristãos
Ortodoxos.
Suas oficinas produziam o que havia de melhor em ourivesaria,
cutelaria, bordado, tecelagem e marcenaria, em trabalho constante
para atender a demanda de um cerimonial majestoso.
Situado no centro de Moscou, o prestígio do Kremlin era tanto que
continuou sendo o local de coroação dos imperadores mesmo depois que
a capital foi transferida para São Petersburgo, após o século XVIII.
Lá estavam os símbolos nacionais e espirituais dos russos. Sua aura
resistiu aos séculos e, emblema da própria Rússia, o Kremlin retomou
sua antiga função, voltando na última década a ser sede das decisões
e coração político do país.
Monumento nacional e testemunho da história russa, o conjunto foi
incluído pela UNESCO na listagem dos bens considerados Patrimônio da
Humanidade, designando que seu significado vai além das fronteiras.
Hoje o Kremlin também é um museu, ou melhor, um conjunto de museus,
todos eles contendo coleções valiosas, reunidas durante quase um
milênio. São objetos raros, belos, preciosos e repletos de
significados que o tempo lhes conferiu. São legados dos tempos dos
czares, com o poder de nos contar como as pessoas de então viviam, o
que apreciavam e temiam, seu dia a dia e suas comemorações.
Um pouco desse mundo está presente na exposição Herança dos Czares. O
Museu do Kremlin que o Museu de Arte Brasileira traz a seu público.
São cerca de 200 objetos que apresentam uma amostragem das diversas
coleções do museu e estarão dispostos em conjuntos organizados a
partir da figura de um czar.
Nela é possível conhecer alguns dos costumes locais e verificar as
peculiaridades de cada época. Apreciar a criação dos artistas e a
habilidade dos artesãos, comparar seus estilos e as mudanças
ocasionadas pelo tempo. Em cada um desses momentos, o visitante se
depara com personagens tais como o soldado, o sacerdote, o cortesão e
o príncipe. Encontra as armas e os uniformes das batalhas,
equipamento com que os cavaleiros mostravam sua pompa, os ícones e os
objetos preciosos que nas igrejas manifestavam a fé, as vestimentas
usadas nos palácios e nas ruas.
O público poderá admirar obras raras como um ovo assinado por Fabergé
ou uma túnica de autoria de um mestre anônimo. Em ambas perceberá
igualmente a alma da Rússia e apreciará os tesouros do Kremlin.


16 - União dedicada à preservação de tradições árabes

O Globo - Jornal de Bairros 10/03/2005

A agitação política no Líbano está longe de terras tijucanas, mas
libaneses e descendentes que vivem no bairro não se distanciam do
país de seus ancestrais nas horas difíceis. Ao contrário, eles se
unem para manter as tradições e a cultura. A principal referência
de integrantes da colônia na Tijuca é a Igreja Maronita Nossa Senhora
do Líbano, na Rua Conde de Bonfim. Ela é uma espécie de ponto de
encontro na região, sobretudo de católicos maronitas. O padre
Antônios Al Bazouny, responsável pela igreja, está no Brasil há três
anos e cinco meses. - Eu trabalho basicamente com brasileiros,
atendendo a brasileiros, mas é inegável o papel da paróquia na união
da colônia libanesa. A cada 15 dias fazemos uma pequena
confraternização com comida árabe e todo domingo, às 10h, há uma
missa em árabe que os brasileiros também adoram - diz o padre
maronita. Além da igreja, fica no bairro a Liga Libanesa do Brasil,
criada em 1958, para integrar os imigrantes libaneses que chegavam ao
Rio. Além de sediar palestras e festividades nacionais, a diretoria
estuda transformar o espaço em centro cultural e colégio bilíngüe
(árabe-português).

Festas libanesas

DATA CÍVICA: A principal data cívica festejada pela colônia libanesa
é a da independência do Líbano, no dia 22 de novembro. A Liga
Libanesa do Brasil (Avenida Mello Matos 29, Tijuca. Tel: (21)2264-
6095) festeja a data todos os anos, assim como a Igreja Nossa Senhora
do Líbano.

FESTAS RELIGIOSAS: A Igreja Nossa Senhora do Líbano (Rua Conde de
Bonfim 638 - (21)2208-4846) comemora três datas religiosas maronitas:
Nossa Senhora do Líbano (2 domingo de maio), São Maron (9/2) e São
Charbel (12/10). A Semana Santa também tem um destaque especial.

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