BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 27 - 03 de março de 2005

ÍNDICE

1 - O hino Akathistos - A doce vitoria de Maria (Entrevista com o
Patriarca Bartolomeu I)

2 - PATRIARCA RUSSO DESEJA MELHORAS AO PAPA

3 - Embaixadores de seis países ortodoxos entregam ao Papa um ícone
de Maria. Nas igrejas ortodoxas se reza por sua saúde, assegura um
diplomata

4 - Igreja Ortodoxa da Rússia se despede das relíquias de Ielizaveta
e Varvara

5 - O problema do património continua a ser um entrave à unificação
da Igreja Ortodoxa

6 - ORTODOXOS RUSSOS NEGAM TRADIÇÃO DE PAPAI NOEL

7 - Kasper e a fé indivisível do Oriente e do Ocidente

8 - Tradição e pragmatismo. A análise do reitor da Universidade de
Ciências Humanas de Moscou

9 - Moldávia: Liberdade religiosa em jogo nas próximas eleições

10 - Bispos libaneses alertam para crise política no país

12 - Bispo iraquiano considera que o medo dos cristãos está
desaparecendo. Confia em que a democracia se instaure finalmente

13- Cristãos iraquianos recuperam a confiança

14 - Os cristãos iraquianos: "Não queremos que falte a nossa oração
pelo Santo Padre"

15 - CRISTÃOS PROTESTAM, EM IGREJA NO CAIRO, CONTRA CONVERSÃO FORÇADA
AO ISLAMISMO

16 - INICIA-SE HOJE, EM BEIRUTE, O SÍNODO EXTRAORDINÁRIO DOS BISPOS
ARMÊNIOS CATÓLICOS


NOTÍCIAS


1 - O hino Akathistos - A doce vitoria de Maria (Entrevista com o
Patriarca Bartolomeu I)

Revista 30Dias – Dezembro de 2004

É considerado o mais belo hino mariano de todos os tempos. Há quinze
séculos, os cristãos das Igrejas de tradição bizantina o repetem para
agradecer à Virgem e pedir que sejam preservados na fé dos Apóstolos.
30Dias pediu a Bartolomeu I, patriarca ecumênico de Constantinopla,
que comentasse o Akathistos. Entrevista de Gianni Valente

A ti, como a General
invencível, elevo cantos de vitória,
eu, que sou tua Cidade,
ó Mãe de Deus.
E como possuis a força irresistível,
liberta-me dos perigos de toda
espécie, a fim de que te
proclame: Ave, Virgem e Esposa!
Jamais cessaremos de celebrar-te
com os devidos hinos,
ó Mãe de Deus,
e de dizer: Ave, Virgem e Esposa!
O Incorpóreo, assim que conheceu
a ordem que lhe foi dada,
dirigiu-se com solicitude à
morada de José e disse àquela
que não conhecia matrimônio:
"Aquele que em sua descida
inclina os céus
é todo e imutavelmente encerrado em teu seio.
Eu, contemplando-o feito escravo em teu ventre,
fico estático e exclamo:
Ave, Virgem e Esposa!".

PARTE NARRATIVA

1. O mais excelso dos Anjos foi enviado do Céu
para dizer "Ave" à Mãe de Deus.
À sua incorpórea saudação
vendo-te nEla feito homem,
Senhor,
em êxtase ficou,
aclamando a Mãe assim:

"Ave, por Ti a alegria resplandece;
Ave, por Ti a dor se extingue.
Ave, salvação de Adão decaído;
Ave, resgate do pranto de Eva.
Ave, cume sublime para o intelecto humano;
Ave, abismo profundo aos olhos dos Anjos.
Ave, em Ti foi elevado o trono do Rei;
Ave, Tu carregas Aquele que o todo sustenta.
Ave, ó estrela que o Sol antecipa;
Ave, ó ventre do Deus que se encarna.
Ave, por Ti se renova a criação;
Ave, por Ti o Criador é criança.
Ave, Esposa não desposada!".

2. Bem sabia Maria
que era Virgem consagrada e assim
a Gabriel dizia:
"A tua singular mensagem
parece incompreensível à minha alma:
do ventre de virgem
um parto prediz, exclamando:
'Aleluia!'"
3. Desejava a Virgem
entender o mistério
e ao núncio divino perguntava:
"Poderá o virginal seio meu
dar à luz um menino?
Dize-me!"
E Aquele, reverente,
aclamando-a disse assim:

"Ave, guia para o superno conselho;
Ave, prova de arcano mistério.
Ave, primeiro prodígio de Cristo;
Ave, compêndio de suas verdades.
Ave, ó escada celeste que desce do Eterno;
Ave, ó ponte que carregas os homens ao céu.
Ave, dos coros dos Anjos cantado portento;
Ave, das hordas dos demônios odiado flagelo.
Ave, que deste a Luz inefável;
Ave, que o 'modo' a ninguém revelaste.
Ave, que transcendes a ciência dos doutos;
Ave, que resplandeces ao coração dos que
crêem.
Ave, Esposa não desposada!".

4. A Virtude do Altíssimo
ofuscou e fez Mãe
a Virgem que não conhecera núpcias:
esse seio, fecundado pelo alto,
tornou-se como campo fértil para todos,
que querem colher salvação
cantando assim:
"Aleluia!".

5. Com o Senhor em seu ventre,
apressada, Maria
subiu e falou a Isabel.
O pequeno no seio da mãe
ouviu a virginal saudação,
exultou, e pulando de alegria
cantava à Mãe de Deus:

"Ave, ó galho de santo Rebento;
Ave, ó ramo de Fruto ilibado.
Ave, que cultivas o divino Cultor;
Ave, que dás vida ao Autor da vida.
Ave, campo que frutificas riquíssimas graças;
Ave, altar que carregas plenitude de dons.
Ave, um pasto ameno Tu fazes germinar;
Ave, um pronto refúgio preparas para os fiéis.
Ave, de súplicas incenso acolhido;
Ave, perdão suave do mundo.
Ave, clemência de Deus pelo homem;
Ave, confiança do homem com Deus.
Ave, Esposa não desposada!".

6. Com o coração tumultuado
entre pensamentos contrários
o sábio José oscilava:
até agora mirando-te intacta
suspeita segredos esponsais, ó ilibada!
Quando Mãe te soube
do Espírito Santo, exclamou:
"Aleluia!".

7. Os pastores ouviram
os coro dos Anjos
ao Cristo descido entre nós.
Correndo para ver o Pastor,
vêem-no como cordeirinho inocente
alimentar-se no seio da Virgem,
à qual elevam o canto:

"Ave, ó Mãe do Cordeiro Pastor,
Ave, ó recinto de rebanho fiel.
Ave, que defendes das feras malignas,
Ave, Tu que abres as portas do céu.
Ave, por Ti com a terra exultam os céus,
Ave, por Ti com os céus tripudia a terra.
Ave, Tu és dos Apóstolos a voz perene,
Ave, dos Mártires és a coragem indômita.
Ave, poderoso sustento de fé,
Ave, estandarte resplandecente de graça.
Ave, por Ti foi despojado o inferno,
Ave, por Ti nos vestimos de glória.
Ave, Virgem e Esposa!".

8. Observando a estrela
que guiava ao Eterno,
seguiram-lhe os Magos o fulgor.
Foi para eles segura lucerna
indo encontrar o Poderoso,
o Senhor.
Ao Deus inalcançável chegando,
o aclamam bem-aventurados:
"Aleluia!".

9. Contemplaram os Magos
nos braços maternos
o Artífice sumo do homem.
Sabendo que Ele era o Senhor
mesmo sob o aspecto de servo,
pressurosos entregaram-lhe os dons,
dizendo à Mãe bem-aventurada:

"Ave, ó Mãe do Astro perene,
Ave, ó aurora de místico dia.
Ave, a forja dos erros Tu apagas,
Ave, resplandecendo conduzes ao
Deus verdadeiro.
Ave, o odioso tirano derrubaste do trono,
Ave, o Cristo nos doas clemente Senhor.
Ave, és aquela que resgata dos ritos cruéis,
Ave, és Tu quem nos salva das obras de fogo.
Ave, destróis o culto do fogo,
Ave, extingues a chama dos vícios.
Ave, guia de ciência aos que crêem,
Ave, alegria de todos os povos.
Ave, Virgem e Esposa!".

10. Pregoeiros de Deus
se tornaram os Magos
no caminho de volta.
Cumpriram o teu vaticínio
e Te pregavam, ó Cristo,
a todos, não preocupados com Herodes,
o estulto, incapaz de cantar:
"Aleluia!".

11. Irradiando ao Egito
o esplendor da verdade,
as trevas do erro esmagaste:
que os ídolos então, ó Senhor,
enfraquecidos por força divina caíram;
e os homens, salvos,
aclamavam a Mãe de Deus:

"Ave, desforra do gênero humano,
Ave, derrota do reino do inferno.
Ave, que pisar o engano e o erro,
Ave, que revelas a fraude dos ídolos.
Ave, mar que engoles o grande Faraó,
Ave, rocha que derramas as Águas de Vida.
Ave, coluna de fogo que guias na escuridão,
Ave, defesa do mundo mais ampla
que nuvens.
Ave, doadora de maná celeste,
Ave, ministra de santas delícias.
Ave, mística terra prometida,
Ave, fonte de leite e de mel.
Ave, Virgem e Esposa!".

12. Estava já para deixar
este mundo falaz
Simão, inspirado ancião.
Como criança a ele foste dado,
mas em Ti reconheceu o Senhor perfeito,
e admirando surpreso
a eterna sabedoria exclamou:
"Aleluia!".


PARTE TEMÁTICA

13. De natureza as leis
inovou o Criador,
aparecendo entre nós, seus filhinhos:
florescido do ventre de Virgem,
conserva-o como era desde sempre, inviolado:
e nós que admiramos o prodígio
cantamos à Santa:

"Ave, ó flor de vida ilibada,
Ave, coroa de casta conduta.
Ave, que mostras a sorte futura,
Ave, que revelas a vida dos Anjos.
Ave, magnífica planta que alimentas os fiéis,
Ave, bela árvore umbrosa que a
todos proteges.
Ave, que no ventre carregas o
Guia dos errantes,
Ave, que despertas para a luz Quem
liberta os escravos.
Ave, que suplicas ao Juiz justo,
Ave, perdão para todos os transviados.
Ave, veste para os despidos de graça,
Ave, Amor que vences todo anseio.
Ave, Virgem e Esposa!".

14. Esse parto admirando,
nos distanciamos do mundo
e ao céu voltamos a mente.
Surgiu por ele entre nós,
em humilde humano semblante o Altíssimo,
para conduzir ao cume
aqueles que alegres o aclamam:
"Aleluia!".

15. Era tudo aqui na terra,
e de si todos os céus
enchia o Deus Verbo infinito:
não já uma troca de lugares,
mas um doce rebaixar-se de Deus para o homem
foi nascer de Virgem,
Mãe que todos aclamamos:

"Ave, sede de Deus, o Infinito,
Ave, porta de sacro mistério.
Ave, doutrina incerta para os ímpios,
Ave, dos pios certíssimo orgulho.
Ave, ó trono mais santo que o trono querúbico,
Ave, ó cátedra mais bela que a cátedra seráfica.
Ave, que conjugas grandezas opostas,
Ave, que és Virgem e Mãe numa só.
Ave, por Ti foi perdoada a culpa,
Ave, por Ti foi aberto o paraíso.
Ave, ó chave do reino de Cristo,
Ave, esperança de eternos tesouros.
Ave, Virgem e Esposa!".

16. Admiraram-se os Anjos
pelo evento sublime
da tua Encarnação divina:
pois o Deus inacessível a todos
viam feito acessível, homem,
habitar entre nós
e por cada um ouvir-se aclamar:
"Aleluia!".

17. Os oradores brilhantes
como peixes estão mudos
por Ti, Mãe de Deus:
de todo incapazes de dizer
a maneira pela qual Virgem e Mãe Tu és.
Mas nós, que admiramos o mistério
cantamos com fé:

"Ave, sacrário de eterna Sabedoria,
Ave, tesouro de sua Providência.
Ave, que os doutos revelas ignorantes,
Ave, que aos oradores impões o silêncio.
Ave, por Ti são estultos doutores sutis,
Ave, por Ti desfalecem autores de mitos.
Ave, que despedaças as tramas de todos
os sofistas.
Ave, que nos elevas de funda ignorância,
Ave, para todos és farol de ciência.
Ave, barca de quem ama salvar-se,
Ave, porto a quem zarpa para a Vida.
Ave, Virgem e Esposa!".

18. Para salvar a criação,
o Senhor do mundo
de bom grado desceu a este mundo.
Como Deus era nosso Pastor,
mas quis aparecer entre nós como Cordeiro:
com o humano atraía os humanos,
como Deus o aclamamos:
"Aleluia!".

19. Tu, defesa de virgens,
Mãe Virgem és,
e de todos os que recorrem a Ti:
que tal te fez o Senhor
de toda a terra e do céu, ó ilibada,
habitando teu ventre
e convidando-nos todos a cantar:

"Ave, coluna de sacra pureza,
Ave, porta de eterna salvação.
Ave, início de nova progênie,
Ave, doadora de bens divinos.
Ave, que deste vida aos nascidos na vergonha,
Ave, deste sabedoria aos sem juízo.
Ave, ó Tu, que aniquilaste o grande sedutor,
Ave, ó Tu, que dos castos nos doas o Autor.
Ave, Tu, ventre de núpcias divinas,
Ave, que unes os fiéis ao Senhor.
Ave, de virgens alma nutriz,
Ave, que as almas levas ao Esposo.
Ave, Virgem e Esposa!".

20. Cede em verdade todo canto
que presuma igualar
tuas inúmeras graças.
Mesmo que te oferecêssemos hinos
por cada grãozinho de areia, Senhor,
nunca estaríamos à altura de teus dons
que deste a quem canta:
"Aleluia!".

21. Como tocha ardente
para quem jaz nas sombras
contemplamos a Virgem santa,
que acendeu a luz divina
e guia à ciência de Deus todos,
resplandecendo às mentes
e por cada um é louvada com o canto:

"Ave, ó raio de Sol divino,
Ave, ó facho de Luz perene.
Ave, clareias como relâmpago as mentes,
Ave, como trovão os inimigos espantas.
Ave, para nós és a fonte dos sacros Mistérios,
Ave, que és a fonte das Águas abundantes.
Ave, em Ti representas a antiga piscina,
Ave, que limpas as manchas de nossos pecados.
Ave, ó fonte que as almas purifica,
Ave, ó cálice que derramas letícia.
Ave, ó fragrância do crisma de Cristo,
Ave, vida do sacro banquete.
Ave, Virgem e Esposa!".

22. Anular querendo
toda dívida antiga,
entre nós, o Redentor do homem
desceu e habitou em pessoa:
entre nós que havíamos perdido a graça.
Destruiu o escrito da dívida,
e todos o aclamam:
"Aleluia!".

23. Com hinos a teu parto
o universo te canta
como templo vivo, ó Rainha!
Pondo em teu ventre morada
Quem tudo em sua mão contém, o Senhor,
toda santa te fez e gloriosa
e nos ensina a louvar-te:

"Ave, ó 'tenda' do Verbo de Deus,
Ave, maior do que o 'Santo dos Santos'.
Ave, 'Arca' de Espírito dourada,
Ave, 'tesouro' inesgotável de vida.
Ave, diadema precioso dos santos soberanos,
Ave, dos pios sacerdotes nobre orgulho.
Ave, Tu és para a Igreja como torre poderosa,
Ave, Tu és para o Império como forte muralha.
Ave, por Ti elevamos troféus,
Ave, por Ti caem vencidos os inimigos.
Ave, remédio de meus membros,
Ave, salvação de minha alma.
Ave, Virgem e Esposa!".

24. Grande e ínclita Mãe,
Genitora do sumo entre os Santos,
Santíssimo Verbo,
dignai-te acolher o canto!
Preserva-nos, todos, de toda desventura!
Do castigo que paira
Tu libertas a nós que gritamos:
"Aleluia!"

Quando os bárbaros assediavam Constantinopla, seus cidadãos
invocavam a ajuda de Maria, à qual a cidade era consagrada. E depois
de experimentarem sua proteção, agradeciam a ela com cantos e
vigílias em seu nome. Durante toda a noite, o povo cantava de pé o
Akathistos, grande hino à mãe de Deus, de autoria desconhecida.
Quando o Império Bizantino ruiu, o patriarca Jorge Scholarios dirigiu-
se a Maria dizendo que os fiéis não a importunariam mais para que
salvasse a cidade, mas continuariam a invocá-la para que os
preservasse sempre na fé dos Padres.

Ainda hoje, os cristãos das Igrejas do Oriente pertencentes à
tradição bizantina dirigem suas súplicas e seus agradecimentos a
Maria por meio do Akathistos. Durante quinze séculos, a recitação
individual e comunitária do hino funcionou como instrumento precioso
para preservá-los na fé simples dos apóstolos: o único tesouro que
vale, ainda hoje, quando já não existem impérios cristãos.

Na entrevista a seguir, 30Dias pediu a Bartolomeu I, patriarca
ecumênico de Constantinopla, que comentasse aquele que muitos
consideram o mais belo hino de todos os tempos. Um hino no qual são
contemplados também todos os mistérios que a liturgia reapresenta no
tempo de Natal.

GIANNI VALENTE: Sua Santidade, o que é para o senhor o
Akathistos?

BARTOLOMEU I: É um dos hinos mais belos e mais usados da Igreja
Ortodoxa, que comove profundamente a alma de todo fiel. Nos santos
mosteiros, ele é lido todos os dias durante o ofício das completas, e
a maior parte dos monges e muitos leigos devotos o conhecem de cor e
o recitam intimamente, nas circunstâncias felizes ou dolorosas da
vida. É, sobretudo, uma oração de louvor, que exprime com força os
sentimentos de maravilhamento, devoção, esperança, confiança e
caridade de cada alma pela Toda Santa Mãe de Deus.
Aquilo que o hino Akathistos é para todo fiel ortodoxo é também
para nós, pessoalmente. Seu caráter não está limitado no tempo. É
verdade que, segundo a tradição, foi composto e cantado pela primeira
vez num momento histórico concreto, durante uma vigília, pelo povo de
Constantinopla de pé (akathistos significa, precisamente, "não
sentado"), como ato de agradecimento pelo fato de que a cidade -
então soberana - havia sido salva da invasão dos inimigos. Mas o
coração devoto de cada fiel percebe que essa oração vale em todas as
circunstâncias, felizes ou tristes, tanto pessoais quanto
comunitárias. E é recitado todos os dias, com um sentimento claro de
sua atualidade. Para a alma do fiel, que põe toda a sua confiança no
socorro da Toda Santa Mãe de Deus, não importa a conjuntura histórica
graças à qual o hino foi escrito, mas tão-somente a fé na ajuda que
vem da Sempre Virgem Maria e a esperança segura de que, como
aconteceu naquela época, hoje também a mesma ajuda é concedida a
todos os que a invocam. Efetivamente, na última estrofe do
Akathistos, os fiéis rezam fortemente à Toda Santa que os liberte a
todos de qualquer mal. Dessa forma, expressa-se claramente a
confiança em sua eficácia que têm os fiéis de todos os tempos.

GIANNI VALENTE: O que foi que inspirou o hino Akathistos?

BARTOLOMEU I: O Akathistos pertence à categoria de hinos
chamados "Kontakia". É composto, como se sabe, por vinte e quatro
unidades, que se chamam "Oikoi" (estrofes), formando um acróstico
alfabético. Metade delas - as ímpares, segundo a numeração - começam
com uma exposição poética, que descreve um acontecimento, seguida por
seis ações de graças à Toda Santa Mãe de Deus, cheias de admiração e
louvor por ela, que se concluem com a exclamação doxológica: "Ave,
Virgem e Esposa!".
A outra metade das estrofes - as pares, segundo a numeração -
são compostas por um conjunto de versos que termina com a exclamação
de louvor "Aleluia!".
Cada estrofe é inspirada por um acontecimento da vida da Toda
Santa Mãe de Deus ou até, algumas vezes, pelos fatos da vida de Jesus
Cristo, por ela gerado, ou de outros personagens ligados a eles, para
exaltar a participação dela ou a de Jesus Cristo em determinado
episódio e sua importância para a salvação dos homens.
Tudo começa com a Anunciação à Mãe de Deus por parte do Arcanjo.
Depois se descreve o maravilhamento da Toda Santa e seu diálogo com
ele. Anuncia-se a concepção do embrião em seu ventre por obra do
Espírito Santo. Depois se conta a visita de Maria a Isabel, a dúvida
de José, a adoração dos pastores, a visita dos Magos, a oferta dos
dons e o louvor dos magos à Virgem Maria, sua fuga de Herodes...

GIANNI VALENTE: Os pastores e os Magos são as primeiras
testemunhas do nascimento de Jesus do seio daquela menina judia. Como
é contada a história deles?

BARTOLOMEU I: A sétima estrofe nos introduz no evento que se deu
com o nascimento de Cristo na gruta de Belém, testemunhado pelo hino
dos anjos que maravilhou os pastores. Os pastores, segundo o
hinógrafo, pensando de modo humano, acorreram para ver o Deus
encarnado como um pastor majestoso, mas, em vez do semblante de
pastor, eles o vêem como Cordeiro imaculado alimentado pelo seio de
Maria, e exaltam a ela com estas palavras: "Ave, por ti o inferno foi
despojado".
A oitava e a nona estrofes se referem ao caminho dos Magos
conduzidos pela estrela e à oferta de dons reais que fazem ao Verbo
de Deus que assumiu a forma de servo. O hinógrafo põe nos lábios dos
Magos palavras de grande admiração pela Mãe de Deus: "Ave, Mãe da
estrela que não se põe"; "Ave, tu és aquela que resgata dos ritos
cruéis"; "Ave, tu fizeste cessar o culto do fogo". Na décima estrofe
conta-se que os Magos, não dando atenção ao vaniloqüente Herodes,
voltaram à Babilônia e ali começaram a anunciar Jesus Cristo.

GIANNI VALENTE: "Com o humano atraía os humanos." É o que se lê
na décima oitava estrofe do hino. Como se descreve no Akathistos essa
atração despertada pela humanidade de Jesus Cristo?

BARTOLOMEU I: Há duas referências a isso no Akathistos. A
primeira se encontra na décima quarta estrofe, e diz que o altíssimo
Deus se manifestou neste mundo como humilde homem, querendo puxar
para o alto "aqueles que alegres o aclamam: 'Aleluia!'". A segunda se
encontra na décima oitava estrofe, e diz assim: "Para salvar a
criação, o Senhor do mundo de bom grado desceu a este mundo. Como
Deus, era nosso Pastor, mas quis aparecer entre nós como Cordeiro:
com o humano atraía os humanos, como Deus lhe aclamamos: 'Aleluia!'".
Acreditamos que o compositor do Akathistos, levando em conta a
Tradição ortodoxa, exprima com essas palavras a fé de que o Deus
Verbo se encarnou e se fez homem para reconduzir a humanidade a Deus,
dado que o homem, por suas forças, não era capaz de restaurar a
relação que tinha com Deus antes da queda. Não acreditamos que se
refira a uma impressão sentimental do homem, provocada pelo elemento
humano de Jesus Cristo. Exprime muito mais uma realidade ontológica:
Jesus, o Deus-Homem Jesus, assumindo o elemento humano, cura todas as
suas imperfeições, o faz renascer, tornar-se um novo Adão, e quem se
une a Ele se renova, sendo libertado da corrupção hereditária que
provém do pecado original, e assim passa "da morte à vida". E isso
levando em conta que a morte é a principal conseqüência da corrupção
hereditária, à qual estão submetidos todos os homens, depois que sua
vivificante relação com Deus se interrompeu pela desobediência do
casal dos progenitores.
Deve-se notar como na décima quarta estrofe o hinógrafo nos
chama a elevarmo-nos das coisas mundanas para as celestes, pois foi
para isso que Deus desceu à terra: para atrair, ou seja, puxar para
si, para sua altura, aqueles que crêem nele, por meio de uma graça
que torna experimentável sua presença atrativa na terra, doando a
todos os que a acolhem a fé e a experiência da vida espiritual.
Também na décima oitava estrofe, o hinógrafo sublinha que Deus,
segundo seu querer, veio à terra como homem para salvar o mundo,
oferecendo seu convite por meio do Deus-Homem, semelhante aos homens,
que é capaz de realizar o que os simples homens não poderiam obter.
Certamente, aqueles que amam a Cristo experimentam em sua pessoa uma
ternura e uma beleza carregada de atração, mas nós acreditamos que o
hinógrafo - conformando-se também a sua época, muito amante das
discussões dogmáticas - exprima verdades dogmáticas, e não
sentimentalismos.

GIANNI VALENTE: No Natal, o Mistério que faz todas as coisas se
torna uma criança, indefesa como todas as crianças. Jesus menino
precisa de Maria e José, duas criaturas também humanamente indefesas
diante de Herodes e da maldade do mundo. Com que observações se
descreve a fuga para o Egito no Akathistos?

BARTOLOMEU I: A fuga para o Egito não é contada logo e por
extenso no Akathistos. A décima primeira estrofe lembra que Cristo
fez resplandecer no Egito a luz da verdade, e aqueles que por meio do
Salvador foram libertados dos ídolos aclamam a Mãe de Deus, partícipe
da Divina Economia, com diversas saudações cheias de admiração e
louvor. A maior parte dessas saudações aludem a eventos da história
do povo hebraico no Egito, que simbolizam ou prefiguram a
contribuição da Mãe de Deus à Divina Economia. Assim, a
saudação "Ave, mar que engoles o grande Faraó", alude à passagem dos
hebreus pelo Mar Vermelho e ao afogamento dos Egípcios que os
perseguiam. Considera-se que aquele evento prefigura a Mãe de Deus
porque - como canta uma estrofe - "o mar, depois da passagem de
Israel, se fechou novamente; a Imaculada, depois do parto do Emanuel,
permaneceu incorrupta".
A saudação "Ave, pedra que deste de beber a todos os que têm
sede de vida" alude, por sua vez, à pedra da qual brotou água
vivificante para os hebreus no deserto, graças à oração de Moisés, e
também à palavra do Senhor, que disse à Samaritana que possuía a água
viva. Tal como da pedra brotou água vivificante, da mesma forma
Cristo veio da Virgem, como nova água viva e vivificante. Assim
também, a saudação que se dirige à Mãe de Deus como "coluna ardente
que guia a todos que estão nas trevas", e aquela na qual ela é
exaltada como "defesa do mundo, mais ampla que nuvens", comparam a
Toda Santa à coluna ardente e à nuvem que guiavam o povo hebreu no
deserto, como relatado no Livro do Êxodo (Êx 13,21). Enfim, o "alegra-
te, alimento que sucedeu o maná" e o "alegra-te, mística terra
prometida, fonte de leite e mel" se referem a fatos bem conhecidos do
Antigo Testamento.
Dessa forma, muito episódios da história do povo eleito
prefiguram, segundo o compositor do Akathistos e também outros
grandes poetas de Bizâncio, a poderosa ação da Toda Santa Mãe de Deus
que se seguiria.

GIANNI VALENTE: Diante do acontecimento do Natal e do mistério
da maternidade de Maria, o hino Akathistos descreve duas atitudes,
duas reações diferentes. De um lado, estão os pastores, os anjos, os
Magos. Do outro, aqueles que são definidos como "oradores"
ou "sofistas" ("por ti desfalecem os autores dos mitos, [...]
despedaças as tramas de todos os sofistas"), aqueles que pensam
apoderar-se do Mistério...

BARTOLOMEU I: Os pastores, os anjos, os Magos e os fiéis em
geral admiram e reconhecem o evento da Divina Economia e glorificam
por ele a Deus e à Toda Santa Mãe de Deus, Sua cooperadora. Os sábios
deste mundo - que querem submeter as ações de Deus ao pensamento
humano - não conseguem se maravilhar e se abandonar a esse evento.
Estão preocupados em explicar e entender os eventos da Divina
Economia, que, porém, superam o conhecimento dos sábios, ao passo que
resplandecem diante do coração dos fiéis, como é cantado na terceira
estrofe. Nós, os fiéis, então, "admirando o mistério da encarnação de
Deus, cantamos com fé": "Ave, tu que mostras carentes de sabedoria os
filósofos; Ave, pois se tornaram estultos os sutis pensadores"
(estrofe 17). Aquilo que para a mente é incompreensível é tornado
próximo pela fé - substância de coisas esperadas, prova de coisas não
vistas -, que torna o coração seguro de sua existência real e não
imaginária.

GIANNI VALENTE: Jesus é fonte de vida e de perdão para os
pecadores, doa-lhes a graça perdida. Mas Maria também está envolvida
nessa obra, como "perdão para todos os transviados", "veste para os
despidos de graça", pois foi ela quem Lhe deu a carne. Como se
expressa, no Akathistos, a obra de Maria nesse inimaginável socorro à
condição humana, decaída depois do pecado original?

BARTOLOMEU I: De fato, o sublime amor de Deus pelos homens
escolheu uma forma de salvação que não podia ser prevista pela mente
do homem, acostumado a pensar Deus em sua imensidão. A kenosis, ou
seja, o esvaziamento de Deus, sua manifestação como homem, era
inimaginável. Ainda mais inconcebível era e é sua concepção no ventre
de uma mulher, e a própria existência de uma mulher digna de acolher
a divindade dentro de seu corpo e de se tornar Mãe do Deus encarnado.
Isso constituía escândalo ou estultícia, e para muitos o representa
ainda hoje. A lógica humana atribui a Deus as qualidades que imagina
que o homem forte possua ou tenha de possuir; portanto, não a
humildade, o rebaixamento, o amor até o sacrifício de si.
Apesar disso, o inimaginável - que, no entanto, havia sido
profetizado - aconteceu. Por um lado, encontrou-se uma mulher de tal
pureza que pudesse ser digna de conceber, de dar à luz e de criar o
Deus-Homem Jesus Cristo. Por outro lado, Deus esvaziou a si mesmo da
glória de sua magnificência e manifestou-se no mundo como "humilde
homem". Esse evento enche de admiração e maravilhamento o autor do
Akathistos, que, por isso, ao longo de todo o hino manifesta sua
infinita admiração tanto por Deus quanto pela Toda Santa Mãe de Deus,
por meio de extraordinárias expressões poéticas, como: "Alegra-te,
doutrina incerta para os ímpios; alegra-te, dos pios certíssimo
orgulho". "Alegra-te, tu que levas os opostos de volta à unidade;
alegra-te, tu que uniste a virgindade e a maternidade." "Alegra-te,
tu, por quem foi desmanchada a transgressão; alegra-te, tu, por quem
é aberto o paraíso".
Com frases como essas, a salvação não é atribuída à Virgem
Maria, mas exalta-se sua cooperação, por benevolência de Deus.
Celebra-se o fato de que Deus, que quer que o homem seja salvo,
buscou - e encontrou na pessoa da Mãe de Deus - a incondicional e
imediata colaboração do homem. Depois da corrupção da estirpe humana,
em razão do pecado dos progenitores, Deus se encarna no homem novo, o
Deus-Homem Jesus, aquele que é estranho à corrupção, e chama todos a
unirem-se a Jesus Cristo para participar da incorruptibilidade e da
eternidade de sua vida e de sua verdade. E essa encarnação acontece
por meio de uma mulher. É realmente grande e magnífica a obra de Deus
e a participação da Toda Santa nela, que se canta com o Akathistos.

GIANNI VALENTE: Como diz a Carta aos Hebreus, depois do único e
perfeito sacrifício de Jesus não é mais preciso outros sacrifícios. O
Akathistos canta também a participação de Maria, mãe de Deus, nessa
obra de libertação: "Alegra-te, tu és aquela que resgata dos ritos
cruéis." "Alegra-te, tu que revelas a fraude dos ídolos". "Alegra-te,
das hordas dos demônios odiado flagelo".

BARTOLOMEU I: Não é possível relacionar todas as muitíssimas
referências do Akathistos à contribuição da Sempre Virgem Maria para
a obra salvífica de Jesus Cristo. A começar por aquele "alegra-te,
tu, por quem resplandecerá a alegria; alegra-te, tu, por quem cessará
a maldição" posto na boca do Anjo. Esses e todos os outros apelativos
da Mãe de Deus que enchem todo o hino Akathistos são belas formas
poéticas de apresentar a participação da Toda Santa no mistério da
salvação. Assim, a Toda Santa é chamada: cátedra do Rei, renovação do
criado, mãe do Criador, estrela que mostra o sol, prelúdio dos
milagres de Cristo, escada celeste pela qual desceu Deus, ponte pela
qual atravessa para o céu quem está neste mundo, aquela que produziu
a abundância das misericórdias, aquela que apagou a fornalha do
engano, aquela que tirou do poder o tirano desumano, aquela que
provocou a queda dos demônios, aquela que deu à luz o guia daqueles
que eram enganados, a mãe daquele que liberta os prisioneiros, o
perdão de muitos culpados, e assim por diante.

GIANNI VALENTE: A Igreja reconheceu desde o início que na
virgindade de Maria se manifesta sua beleza esplendorosa, que
apaixona a Deus e o atrai entre nós. Como é expressa, nesse hino, a
predileção de Deus pela beleza virginal de Maria?

BARTOLOMEU I: A virgindade da Mãe de Deus, como profundíssima,
existencial, gratuita e total dedicação de seu amor por Deus, como
situação espiritual durante a qual a mente e seu coração não são
dirigidos para outro ser terreno, é continuamente cantada no hino
Akathistos, ao lado da predileção de Deus por essa dedicação virginal
da Toda Santa por Ele. Numa estrofe se diz até que o Senhor que
habitou em seu ventre, Ele, que contém todas as coisas, a "santificou
e glorificou". Numa outra se diz que o Criador do céu e da terra
moldou a ela, a Toda Pura, morando depois em seu útero.

GIANNI VALENTE: A Igreja Católica lembrou em 2004 os cento e
cinqüenta anos da proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Como é
celebrada, na tradição cristã oriental e bizantina, a Concepção de
Maria e sua santidade plena e imaculada?

BARTOLOMEU I: A Igreja Católica viu-se na necessidade de
instituir um dogma novo para a cristandade, cerca de mil e oitocentos
anos depois do aparecimento do cristianismo, porque aceitou uma
percepção do pecado original - para nós, ortodoxos, errada - segundo
a qual o pecado original transmite uma mácula moral ou uma
responsabilidade jurídica aos descendentes de Adão, no lugar daquela
reconhecida como correta pela fé ortodoxa - segundo a qual o pecado
transmitiu hereditariamente a corrupção, provocada pelo
distanciamento do homem da graça incriada de Deus, que lhe dá vida
espiritual e corporal. O homem moldado à imagem de Deus, com a
possibilidade e o destino de se assemelhar a Deus, escolhendo
livremente o amor a Ele e a observância de seus mandamentos, mesmo
depois da queda de Adão e Eva pode-se tornar, se tem essa intenção,
amigo de Deus; então, Deus o santifica, como santificou a tantos pais
antes de Cristo, ainda que o cumprimento de seu resgate da corrupção,
ou seja, sua salvação, tenha sido realizada depois da encarnação de
Cristo e por meio dEle.
Como conseqüência, segundo a fé ortodoxa, a Toda Santa Mãe de
Deus Maria não foi concebida isenta da corrupção do pecado original,
mas amou a Deus acima de todas as coisas e observou seus mandamentos,
e assim foi santificada por Deus por meio de Jesus Cristo, que por
ela se encarnou. A Ele obedecia como uma dos fiéis, e a Ele se
dirigia com confidência de Mãe. Sua santidade e sua pureza não foram
impedidas pela corrupção, que também lhe foi transmitida pelo pecado
original como a todos os homens, pois em Cristo renasceu como todos
os santos, santificada acima de todos os santos.
Não é necessário que sua reintegração à condição anterior à
queda aconteça no momento de sua concepção. Nós acreditamos que tenha
acontecido depois, como conseqüência da progressão, nela, da ação da
incriada graça divina por meio da visita do Espírito Santo, que
operou nela a concepção do Senhor, purificando-a de qualquer mancha.
Como já se disse, o pecado original pesa sobre os descendentes
de Adão e Eva como corrupção, e não como responsabilidade legal ou
mancha moral. O pecado trouxe a corrupção hereditária e não uma
responsabilidade jurídica hereditária ou uma mancha moral
hereditária. Como conseqüência, a Toda Santa participou da corrupção
hereditária, como todos os homens, mas, com seu amor por Deus e sua
pureza - entendida como uma dedicação imperturbável e sem hesitações
de seu amor a Deus apenas -, conseguiu, com a graça de Deus,
santificar-se em Cristo e fez-se digna de se tornar habitação de
Deus, como Deus quer que nos tornemos todos nós, seres humanos. Por
isso, na Igreja Ortodoxa veneramos a Toda Santa Mãe de Deus acima de
todos os santos, ainda que não aceitemos o novo dogma de sua
Imaculada Conceição. A não aceitação desse dogma não diminui
absolutamente nosso amor e nossa veneração pela Toda Santa Mãe de
Deus.


2 - PATRIARCA RUSSO DESEJA MELHORAS AO PAPA

MOSCOU, 3 (ANSA) - O patriarca russo ortodoxo Alexix II enviou hoje
ao papa João Paulo II um telegrama no qual deseja a rápida
recuperação do Pontífice. "Desejo a sua Santidade que recupere
rapidamente as forças após a operação. Que Deus o ajude a sair da
doença e que Ele o ajude no desenvolvimento de suas funções no
comando da Igreja católica romana", escreveu Alexis em um telegrama
publicado hoje na página eletrônica do Patriarcado. Alexix II já
havia enviado, no dia 5 de fevereiro, uma mensagem desejando a rápida
recuperação de João Paulo II, na qual prometeu realizar "uma prece
fraternal". 03/03/2005


3 - Embaixadores de seis países ortodoxos entregam ao Papa um ícone
de Maria. Nas igrejas ortodoxas se reza por sua saúde, assegura um
diplomata

ROMA, quarta-feira, 2 de março de 2005 (ZENIT.org).- Os embaixadores
de Chipre, Rússia, Bulgária, Sérvia e Montenegro, Romênia e Grécia,
países de maioria ortodoxa, entregaram um ícone de Maria como
presente a João Paulo II esta quarta-feira no hospital e desejaram
seu rápido restabelecimento.

Segundo pôde saber Zenit de fontes diplomáticas, a iniciativa foi
proposta pelo embaixador do Chipre na Santa Sé, Georgis F. Poulides.
A imagem procede precisamente dessa ilha mediterrânea.

O embaixador da Bulgária na Santa Sé, Vladimir Gradev, após sair da
Policlínica Gemelli, em Roma, recordou aos microfones de «Rádio
Vaticano» que o Papa, após a traqueostomia, dedicou suas primeiras
palavras à Virgem: «Totus tuus» («todo teu»).

«Conhecendo seu amor à Virgem, que é muito venerada também nos países
ortodoxos, nos países do Leste da Europa, pensamos que este ícone lhe
seria muito agradável, que poderá rezar, meditar e saber que os povos
do Leste estão com ele e rezam por sua saúde», acrescentou.

Os diplomatas não puderam ser recebidos pessoalmente pelo Papa. Em
seu nome, atendeu-lhes um de seus colaboradores, Dom Tommaso Caputo,
chefe de protocolo do Vaticano.

O único dos embaixadores dos países ortodoxos do Leste da Europa que
não pôde participar foi o da Ucrânia, pois não pôde ser informado a
tempo da iniciativa por não se encontrar em Roma, informaram a Zenit
fontes diplomáticas.

«Todos nossos países estão preocupados. Recebemos todos os dias
muitas mensagens de nossos governos, assim como do povo simples, que
pede notícias. Dizem-nos que nas igrejas ortodoxas se reza pela saúde
do Santo Padre», assegurou Gradev.

«Representamos nosso povo neste sincero auspício por seu
restabelecimento completo. A força e a valentia que o Santo Padre
mostra também nesta prova são um grande exemplo para todos nós»,
acrescentou.

Entre os embaixadores encontrava-se Vitaly Litvin, embaixador
extraordinário, representante da Federação Russa na Santa Sé.


4 - Igreja Ortodoxa da Rússia se despede das relíquias de Ielizaveta
e Varvara

Voz da Rússia 01/03/2005

Os crentes da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia despediram-se das
relíquias de Ielizaveta e Varvara, transferidas de volta de Moscou
para Jerusalém. A cerimônia realizou-se na Igreja de Cristo Redentor.
Esses objetos de culto haviam passado por 140 cidades da Rússia,
tendo sido também adorados na Belarus, Letônia, Lituânia,
Quirguizistão, Cazaquistão e Azerbaijão. Os restos das mártires foram
presenciados por quase dez milhões de pessoas. A grã-princesa
Ielizaveta era irmã da última imperatriz russa Aleksandra Fiodorovna.
Em 1918, foi executada como os demais membros da Casa Imperial dos
Romanov. Juntamente com ela, foi morta sua companheira freira
Varvara.


5 - O problema do património continua a ser um entrave à unificação
da Igreja Ortodoxa

Ria Novosti 02/03/05 NOVYE IZVESTIA

Depois de seis meses a percorrerem diversas cidades da Rússia, os
restos mortais da grã-princesa Elisaveta e da monja Varvara
regressaram na segunda-feira passada a Jerusalém, ao Mosteiro de
Maria Madalena, que se encontra sob a jurisdição da Igreja Ortodoxa
Russa no Estrangeiro (IORE) - escreve o periódico.
Ao dia seguinte, uma delegação do Patriarcado da Moscovo partiu para
Paris com a missão de tomar parte nos trabalhos da quarta sessão da
Comissão para o Diálogo com a IORE. Os temas centrais serão, desta
vez, as questões relacionadas com a estrutura da IORE nos territórios
canónicos da Igreja Ortodoxa Russa (IOR), assim como a definição do
conceito de "território canónico".
Como se sabe, cinco dias depois da criação do Estado de Israel, o
NKVD (serviços secretos da União Soviética, antecessor do KGB) nomeou
um encarregado para os assuntos do património russo no território de
Israel. Seguidamente, o Governo da URSS enviou a Jerusalém
uma "Missão Espiritual do Patriarcado de Moscovo" com a missão de
reclamar os direitos de propriedade de todos os mosteiros, igrejas e
santuários. Os monges da IORE foram pura e simplesmente expulsos do
país.
Em 1997, os representantes da Autoridade Palestiniana expulsaram os
monges e freiras da IORE do mosteiro de Santa Trindade em Hebron e,
arbitrariamente, puseram-no à disposição da IOR. Em Janeiro de 2000
os monges da representação da Igreja Ortodoxa Russa no Estrangeiro
foram detidos por militares palestinianos em Jericó, passando
imediatamente esta instituição para o Patriarcado de Moscovo.
Há dias, no encontro com o novo chefe da Autoridade Palestiniana,
Mahmoud Abbas, o Patriarca Alexi II agradeceu à administração
palestiniana a entrega dos bens situados em Hebron e Jericó à Missão
Espiritual Russa da IOR. "Estou muito desiludido com esta declaração
do Patriarca - declarou o arcebispo de Berlim e Alemanha, Mark Arndt
(IORE). - Uma vez que no início do processo foi declarada a
necessidade de se abster de acções e enunciados que possam desgostar
a outra parte".
Contudo, durante muitos anos o arcebispo Mark criticou ele próprio a
IOR, afirmando que perdera a "graça de Deus".


6 - ORTODOXOS RUSSOS NEGAM TRADIÇÃO DE PAPAI NOEL

MOSCOU, 21 (ANSA) - Setores da Igreja Ortodoxa Russa se queixam do
esquecimento ou da adaptação da tradição de Papai Noel, o personagem
imaginário que presenteia as crianças no Natal, por considerá-lo "uma
fantasia alucinada que não tem nada a ver com o Natal cristão e que
ameaça a fragilidade psicológica infantil".
Grupos desta igreja consideram que a tradição de Died Moroz ("Papai
Gelo"), o Papai Noel russo, que com sua neta Snegurochka (Menina de
Neve) entrega presentes na noite de Ano Novo, não é cristã, mas faz
parte do folclore pagão.
Os protestos da hierarquia ortodoxa local, apoiada pelos fiéis,
começaram na região siberiana de Tyumen e obrigaram o cancelamento de
um espetáculo escolar organizado por ocasião do Natal.
21/12/2004


7 - Kasper e a fé indivisível do Oriente e do Ocidente

Revista 30Dias – Dezembro de 2004

O cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho
para a Unidade dos Cristãos, guiou uma delegação vaticana à Catedral
de São Jorge, em Constantinopla, por ocasião da festa de Santo André
Apóstolo. A visita ocorreu dois dias depois que o Papa entregara ao
patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, as relíquias dos santos
bispos Gregório Nazianzeno e João Crisóstomo. Falando sobre os dois
santos bispos de Constantinopla, o cardeal alemão disse: "Duas
testemunhas e dois mestres da nossa comum fé, pertencentes ao
primeiro milênio, uma fé à qual o Oriente e o Ocidente permaneceram
fiéis no segundo milênio e que agora fomos chamados por Nosso Senhor
Jesus Cristo para testemunhá-la juntos no terceiro milênio". As
palavras do cardeal Kasper foram publicadas pelo jornal Avvernire de
1° de dezembro.


8 - Tradição e pragmatismo. A análise do reitor da Universidade de
Ciências Humanas de Moscou

Revista 30Dias – Dezembro de 2004

Esta é a atual política do Kremlin, segundo o historiador Alexander
Ciubarian: "Tenho certeza de que o presidente Putin quer um Estado
democrático e, como ele mesmo disse, próximo à civilização européia".
Entrevista de Giovanni Cubeddu

Filho de armênios, nascido em Moscou, Alexander Ciubarian é um
historiador, membro da Academia Russa de Ciências, na qual dirige
desde 1988 o Instituto de História Geral. Integra com facilidade
pesquisa científica e didática e criou em Moscou - é o reitor - a
Universidade de Ciências Humanas. Alexander Ciubarian é também membro
da presidência do Conselho de Ciência e Educação, órgão dirigido
pessoalmente pelo presidente Putin.
O cavalo de batalha de Ciubarian é a história européia e as
relações internacionais no século XX, como testemunham as suas várias
publicações sobre a política exterior de Moscou na década de Vinte,
sobre a Guerra Fria e as suas origens.
Ciubarian é membro do Comitê editorial da Enciclopédia Ortodoxa
(cujo primeiro volume foi apresentado em Roma em outubro passado) e
do Comitê editorial da Enciclopédia Católica (apresentada em Moscou
dois anos atrás). Isso deriva em parte do fato que um grande Centro
de Estudos sobre a Igreja e as Religiões, ligado por uma relação
especial com o patriarcado de Moscou, faz parte do Instituto de
História Geral, daí a razão pela qual muitos professores do Centro de
Estudos participam na redação da Enciclopédia Ortodoxa.
Encontramo-nos com este tranqüilo e afável intelectual que
defende as razões do presidente Putin em Roma, na sala de um
conhecido hotel de propriedade vaticana, na Via della Conciliazione,
a poucos metros da Basílica de São Pedro. E depois do seu retorno a
Moscou retomamos a nossa conversa nos dias mais agudos da contestação
na Ucrânia. Iniciamos daqui.

Veja a entrevista completa no link:

http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=7294


9 - Moldávia: Liberdade religiosa em jogo nas próximas eleições

Ais Notícias 03/03/2005

No próximo fim-de-semana realizam-se eleições legislativas na
Moldávia. O vice-presidente do Partido Democrata-Cristão moldavo,
Vlad Cubreacov, considera que a liberdade religiosa estará em risco
caso o Partido Comunista vença e teme uma fraude eleitoral semelhante
à que se verificou na Ucrânia.
A Moldávia permanece um dos países mais pobres da Europa, apesar da
recente mas pouco expressiva melhoria a nível económico, com um
crescimento anual na ordem dos 6%. Mas este país de cerca de 4
milhões de habitantes, que no final da II Guerra Mundial foi
incorporado na antiga União Soviética (anteriormente o território da
Moldávia fazia parte da Roménia), continua largamente dependente do
petróleo que importa à Rússia, da agricultura e não consegue atrair
investidores estrangeiros. No próximo fim-de-semana os moldavos irão
eleger um novo Governo. Nas últimas eleições, realizadas em 2001, os
comunistas alcançaram a maioria absoluta, a Aliança Moldava teve 13%
dos votos e os cristãos-democratas 8%. Em entrevista à Ajuda à Igreja
que Sofre, o vice-presidente democrata-cristão, Vlad Cubreacov,
mostrou-se optimista quanto aos resultados eleitorais que, na sua
opinião, deverão ditar o afastamento do Partido Comunista. Cubreacov,
que é membro da Assembleia Parlamentar no Conselho Europeu e também
um alto responsável na Igreja Ortodoxa Romena, considera que só uma
fraude eleitoral em larga escala iria manter os comunistas à frente
dos destinos da Moldávia. Cubreacoc salienta que entre os 47 membros
do Conselho Europeu, a França e a Moldávia são as únicas nações que
baniram a banir a educação religiosa nas escolas públicas.


10 - Bispos libaneses alertam para crise política no país

Agência Ecclesia 02/03/05

O Conselho dos Bispos maronitas libaneses, a mais importante
comunidade cristã no país, alertou hoje para o desmoronamento
económico que pode resultar da crise política em que o Líbano
mergulhou. O presidente libanês, Emile Lahud, aceitou esta semana o
pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro, Omar Karame,
encarregando-o de gerir os assuntos correntes da governação.Para
evitar que esta crise perdure, os prelados exigem ao Parlamento
que "forme rapidamente um governo de transição, neutro, que se
encarregue de organizar eleições legislativas na próxima primavera".O
comunicado dos Bispos, reunidos sob a presidência do Patriarca
Nasrallah Sfeir, vinca que "é inaceitável deixar correr as coisas e
criar um vazio constitucional, porque iremos saltar para o
desconhecido e arriscamo-nos a um desmoronamento económico".A
situação no Líbano – e da presença síria no país – tem vindo a
agravar-se nas últimas semanas, desde o atentado que vitimou o antigo
primeiro-ministro do Líbano, Rafic Hariri.João Paulo II condenou
duramente esse assassinato, considerando o "terrível atentando" de 15
de Fevereiro como "um gesto criminoso que ofende Deus e os homens
criados à sua imagem e semelhança".O telegrama, enviado em nome do
Papa pelo Cardeal Angelo Sodano ao Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir,
Patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano), assegurava as orações
de João Paulo II "pela bem-amada terra do Líbano"..
Octávio Carmo


11 - Bispos pedem a formação de um governo libanês que convoque
eleições. Após a renúncia do governo

BEIRUTE, quarta-feira, 2 de março de 2005 (ZENIT.org).- Após a
renúncia do governo, o Conselho Superior dos bispos Maronitas pediu
esta quarta-feira a formação de um governo interino para a convocação
de eleições.

O presidente libanês, o cristão Emile Lahoud, deverá realizar
consultas com o presidente do Parlamento, o xiita Nabih Berri, e com
as forças políticas do país, para buscar um substituto ao ex-primeiro-
ministro, o sunita Omar Karame (favorável à Síria), que
necessariamente tem de ser outro sunita.

A renúncia de Karame não resolveu a crise que se abriu em 14 de
fevereiro com o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri e os
protestos pelas ruas seguem adiante com a esperança de forçar a saída
dos 14.000 soldados sírios que entraram durante a guerra civil (1975-
90) a pedido do governo de Beirute.

«Pedimos ao poder e ao Parlamento que forme rapidamente um governo
interino, neutro, encarregado de organizar eleições legislativas para
a próxima primavera», afirma o comunicado dos bispos que se reuniram
sob a presidência do cardeal Nasrallah Sfeir, patriarca maronita.

«É inaceitável deixar que as coisas sigam arrastando-se e criar um
vazio constitucional, pois seria um salto no desconhecido que poderia
levar-nos à queda econômica», anuncia o texto.

Em torno a 40% dos menos de quatro milhões de habitantes do Líbano
são cristãos, em sua maioria católicos de rito maronita. A maioria da
população é muçulmana.


12 - Bispo iraquiano considera que o medo dos cristãos está
desaparecendo. Confia em que a democracia se instaure finalmente

ROMA, quarta-feira, 2 de março de 2005 (ZENIT.org).- Dom Andraos
Abouna, bispo auxiliar caldeu em Bagdá, constata o ressurgimento da
confiança entre a comunidade cristã iraquiana.

O prelado, em uma recente visita à sede de Ajuda à Igreja que Sofre,
em Königstein (Alemanha), assegurou que o povo começa a penar que o
Iraque poderá ser «o primeiro país democrático do Oriente Médio».

O bispo Abouna explica que os católicos voltam a participar da missa,
após meses de ausência a raiz dos atentados perpetrados contra
lugares de culto cristãos na capital e a cidade do norte em Mosul.

«Os crentes assistem à missa como antes, já não têm medo em
absoluto», assegura.

Em sua descrição da melhoria da situação desde as eleições de 30 de
janeiro, o bispo comenta que em Bagdá cresce a esperança à medida que
diminuem as filas para comprar combustível e aumenta a segurança.

«A situação em Bagdá melhorou muito», indica, «porque o Exército
iraquiano controla toda a zona e captura a cada dia mais
terroristas».

O bispo Abouna também informou de uma drástica redução do número de
cristãos que buscam asilo no estrangeiro. «Muitas famílias estão
retornando da Síria a Bagdá», observa, «e creio que muita gente
regressará ao Iraque no futuro».


13- Cristãos iraquianos recuperam a confiança

Agência Ecclesia 03/03/05

A comunidade cristão no Iraque está a recuperar a confiança num
futuro de paz e democracia. D. Andraos Abouna, bispo auxiliar caldeu
em Bagdad, assegurou que o povo começa a pensar que o Iraque poderá
ser "o primeiro país democrático do Médio Oriente". Em entrevista à
Fundação visita à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), por ocasião de uma
visita à sede da AIS em Königstein (Alemanha), D. Abouna explica que
os católicos voltam a participar na missa, após meses de ausência por
força dos atentados perpetrados contra lugares de culto cristãos na
capital e a cidade do norte em Mossul."Os crentes assistem à missa
como antes, já não têm medo em absoluto", assegura. Descrevendo a
melhoria da situação desde as eleições de 30 de Janeiro, o bispo
comenta que em Bagdad cresce a esperança à medida que diminuem as
filas para comprar combustível e aumenta a segurança. "A situação em
Bagdad melhorou muito porque o Exército iraquiano controla toda a
zona e captura a cada dia mais terroristas", relata.O bispo Andraos
Abouna também referiu uma drástica redução do número de cristãos que
buscam refúgio no estrangeiro. "Muitas famílias estão a regressar da
Síria e creio que muita gente regressará ao Iraque no futuro",
conclui..
Octávio Carmo


14 - Os cristãos iraquianos: "Não queremos que falte a nossa oração
pelo Santo Padre"

Bagdá (Agência Fides) - "Os iraquianos têm uma relação muito estreita
de afeto com o Santo Padre, que sempre lançou apelos pela paz em
nosso país a todo o mundo. E também neste momento difícil que o
Iraque está atravessando, com atentados cotidianos que atingem civis
inocentes, queremos fazer ouvir a nossa voz e levar orações especiais
pela cura de João Paulo II" - diz à Agência Fides Pe. Nizar Semaan,
sacerdote siriaco de Mosul, no norte do Iraque.
"Os cristãos iraquianos sentem-se realmente comovidos com a doença do
Santo Padre. As famílias iraquianas costumam reunir-se em seus lares,
à noite, para rezar o terço, e há dias, os cristãos têm rezado pela
saúde do Papa. Além das orações individuais e das famílias, fazem-se
também orações comunitárias em grupos de jovens, e durante as
Missas" - diz Pe. Nizar. (L.M.) (Agência Fides 2/3//2005)


15 - CRISTÃOS PROTESTAM, EM IGREJA NO CAIRO, CONTRA CONVERSÃO FORÇADA
AO ISLAMISMO

Cairo, 1º mar (Rádio Vaticano) - Centenas de cristãos encenaram uma
manifestação, numa igreja do Cairo, capital do Egito, para protestar
contra a conversão forçada ao Islamismo, de duas mulheres, médicas.
Não é a primeira vez que se verificam episódios de tensão entre
muçulmanos e cristãos coptas no Egito. Os cristãos são livres de se
converter ao Islamismo, mas não é possível o contrário; e um cristão
pode se casar com uma muçulmana somente depois de se ter convertido.
Ultimamente, as autoridades egípcias tentaram tranqüilizar os coptas,
convidando aqueles que querem se converter ao Islamismo, a conversar
detalhadamente, antes de tudo, com um sacerdote. Os cristãos no Egito
representam um décimo da população. (CM)


16 - INICIA-SE HOJE, EM BEIRUTE, O SÍNODO EXTRAORDINÁRIO DOS BISPOS
ARMÊNIOS CATÓLICOS

Beirute, 03 mar (Rádio Vaticano) - De hoje até o dia 5, na sede
patriarcal de Beirute, está-se realizando o Sínodo extraordinário dos
Bispos armênios católicos, sob a presidência de Sua Beatitude Nerses
Bredos, XIX Patriarca da Cilícia dos Armênios.
O principal objetivo deste Sínodo é a escolha dos novos bispos.
Durante os trabalhos do encontro, o Secretário do Sínodo, Dom Jean
Teyrouz deverá apresentar um relatório sobre o sínodo precedente e
sobre o sínodo permanente, realizado no mês passado, em Roma. Figuram
ainda na pauta, temas como o ecumenismo, a situação do Exarcado
Armênio Católico da América do Norte, e a situação financeira da
revista patriarcal "Avedig". Será discutida também a preparação da
assembléia do clero armênio prevista para o mês de agosto. (MZ)

-------------------------------------------------------------------
O organizador deste clipping não pode se responsabilizar pela
veracidade e correção das notícias divulgadas e a inclusão das mesmas
no clipping não significa um juízo de valor positivo sobre as
notícias.
Este clipping está em conformidade com o disposto no Art. 46, I, 'a'
da Lei n. 9.610/98.
A assinatura deste clipping é gratuita e pode ser feita através do
envio de e-mail para:
[email protected]
Para cancelar assinatura:
[email protected]
A assinatura e o cancelamento da Assinatura deste Boletim também pode
ser feita no endereço:
http://br.groups.yahoo.com/group/igrejasorientaisnoticias/
Para comentários e sugestões basta enviar e-mail para:
[email protected]

Hosted by www.Geocities.ws

1