BOLETIM ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 26 - 28 de fevereiro de 2005

MENSAGEM

Prezados Irmãos em Cristo,

Peço hoje uma oração pelo pronto restabelecimento do Papa João Paulo
II e pelo aniversário do Patriarca Alexis II. Que Deus permita que o
trabalho desses dois homens leve a uma aproximação ainda maior da
Igreja Católica Romana com a Igreja Ortodoxa Russa.

Saudações Fraternais,

Luis Felipe
[email protected]


ÍNDICE

1 - Patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, fez 70
anos

2 - Comemorado na Rússia o Dia do Defensor da Pátria

3 - Por motivo do 60o aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, a
Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia promoveu em 24 do corrente um fórum
social-religioso denominado "Tombados pelo Próximo".

4 - IGREJA ORTODOXA GREGA ENVOLVIDA EM CORRUPÇÃO: PEDE-SE DEMISSÃO DO
PATRIARCA CHRISTODOULOS

5 - DEPUTADOS E IGREJA EXIGEM PROIBIÇÃO DO OCULTISMO

6 - Um 'café-club' ortodoxo atrai moscovitas Clientes surgem pela
comida tradicional Crentes ouvem os padres Não há vodka

7 - Orações nos continentes

8 - PATRIARCA MARONITA PEDE A RETIRADA DAS TROPAS SÍRIAS DO LÍBANO
COM CALMA E DIÁLOGO

9 - Eritreia: Mais de uma centena de crianças cristãs detidas

10 - Monumento a São Gregório Iluminador erguido no Vaticano

11 - Delegação da igreja apostólica armênia participa do encontro das
igrejas ortodoxas antigas-orientais

12 - Armênia celebra o feriado de São Sarkis

13 - Patriarca armênio escreve mensagem audaciosa sobre o genocídio


NOTÍCIAS


1 - Patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II, fez 70
anos

Voz da Rússia 24/02/05

Ontem, o patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia, Aleksi II,
fez 70 anos. O aniversariante recebeu felicitações do presidente
Vladimir Putin que lhe desejou boa saúde, acentuando em seguida que
em todos os tempos essa Igreja assumiu a defesa da terra pátria. As
principais solenidades realizar-se-ão em 25 do corrente, quando o
Santo do Dia é o metropolita Aleksi, o homem que presidia à Igreja
Cristã Russa no século XIV e padroeiro celeste de Aleksi II, a quem
emprestou seu nome.


2 - Comemorado na Rússia o Dia do Defensor da Pátria

Voz da Rússia 24/02/05

Ontem, foi comemorado na Rússia o Dia do Defensor da Pátria. Em
muitos templos da Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia foram
celebrados "Te Deum" e missas de réquiem pelos militares mortos. A
História da Rússia conhece muitos combatentes canonizados. Há em
Moscou, por exemplo, uma Igreja de São Ioann, o Guerreiro. Entre
outras figuras dessa lista vale destacar o lendário herói épico Ilhia
Muromets, os príncipes russos Aleksandr Nevski e Dmitri Donskoi e o
almirante Fiodor Uchakov.


3 - Por motivo do 60o aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, a
Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia promoveu em 24 do corrente um fórum
social-religioso denominado "Tombados pelo Próximo".

Voz da Rússia 25/02/05

Por motivo do 60o aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, a
Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia promoveu em 24 do corrente um fórum
social-religioso denominado "Tombados pelo Próximo". Do evento
participaram historiadores religiosos e laicos. Os temas principais
dos debates foram o papel desempenhado por essa Igreja na guerra e a
contribuição por ela dada para a vitória final. Os organizadores
convidaram também veteranos que na Segunda Guerra Mundial combateram
na coluna blindada "Dmitri Donskoi" e na esquadrilha "Aleksandr
Nevski", ambos personagens revelantes da História da Rússia, os quais
emprestaram seu nome a essas duas unidades militares formadas com os
recursos juntados pela Igreja Cristã Ortodoxa da Rússia nos anos da
guerra.


4 - IGREJA ORTODOXA GREGA ENVOLVIDA EM CORRUPÇÃO: PEDE-SE DEMISSÃO DO
PATRIARCA CHRISTODOULOS

Atenas, 25 fev (Rádio Vaticano) - No contexto de um escândalo de
corrupção e de envolvimento sexual que atingiu a Igreja ortodoxa
grega, o Patriarca Christodoulos luta contra uma parte da opinião
pública, que pede a renúncia. "Não há outra possibilidade, a única
coisa que resta é pedir a sua demissão '', declarou o Bispo
Chrysostomos de Zacinto à "Flash Radio".
"Christodoulos está lutando para permanecer no poder, mas ele está
desmoronando aos olhos de todos e sob o peso dos escândalos",
publicou ontem o jornal grego "Ethnos". Juízes, advogados e padres
são acusados de se unirem para proteger traficantes de droga e chefes
da prostituição; contra eles há testemunhas e gravações. Um bispo já
foi suspenso por seis meses e dois padres foram presos.
Um primeiro passo para colocar fim ao escândalo já foi realizado com
a aprovação de uma lei, que prevê controles mais severos na
administração financeira da Igreja.
O próprio Christodoulos, pedindo "perdão" aos fiéis, revelou a adoção
de algumas medidas contra a corrupção, propondo, dentre outras
coisas, que o clero seja submetido à declaração de renda, que os
processos eclesiásticos se tornem mais ágeis e sejam debatidos na
presença de um advogado leigo. (MZ)


5 - DEPUTADOS E IGREJA EXIGEM PROIBIÇÃO DO OCULTISMO

Ria Novosti 28/02/05

Vladimir Simonov, observador político da RIA "Novosti"

Os deputados da Assembleia Municipal de Moscovo fizeram um apelo ao
Parlamento e Governo da Rússia para que introduzam urgentemente
alterações à lei sobre a protecção da saúde dos cidadãos. A essência
das emendas resume-se à exigência de proibir completamente a
prestação dos serviços de ocultistas no território nacional. Ao
longo dos séculos na Rússia os médiuns, magos e videntes eram vistos
com benevolência. Eles tinham a possibilidade de fazer fortuna e até
entrar na alta sociedade. Assim, em 1779 toda a população de São
Petersburgo ficou encantada com as actividades do conde Alexandro
Caliostro, "coronel do Exército Espanhol, verdadeiro mago e Grão-
Mestre". Ele vendia um famoso elixir do amor, tinha contactos com as
almas dos mortos e até "curou" certa vez brilhantemente uma criança
de peito, filho de um dos famosos cortesões, substituindo-o por um
bebé saudável. No entanto, as dúvidas dos pais obrigaram o falso
conde a fugir para Varsóvia. Mais tarde o czar Nicolau II procurava
não tomar decisões importantes sem pedir conselho ao "velho santo"
Grigori Rasputin que, como se considerava, dispunha do dom de vidente
e de curar doenças. Já no final da existência da URSS Leonid Brejnev
enviava emissários à vidente búlgara Vanga, consultando-a sobre o seu
abalado estado de saúde. No entanto, o "boom" de ocultismo que se
registou na Rússia no fim da década de 80 do século passado é difícil
de ser atribuído a quaisquer tradições históricas. É necessário fazer
justiça aos "parapsicólogos" e videntes que se aperceberam da
confusão espiritual do país em desintegração e da incerteza dos seus
habitantes no dia de amanhã - desde o camponês ao homem de negócios -
e propunham oportunamente os seus serviços. O Estado Soviético
desacostumou a população a viver de forma independente, de organizar
a sua vida ao seu próprio critério. Na URSS as autoridades resolviam
pelos cidadãos muitos aspectos da sua vida, ou seja, onde eles deviam
viver e estudar, como se deviam vestir, que livros deviam ler, que
viagens deviam fazer ou não fazer. Quando este Estado totalitário
desapareceu, muitas pessoas sentiram-se impotentes como crianças,
extraviadas na selva das novas relações de mercado, relações
completamente incompreensíveis para elas. Foi então que os ocultistas
ergueram a sua voz exortando: "Venham ter connosco que resolveremos
todos os vossos problemas!" Por seu lado, a população não tinha
escolha, pois até hoje na Rússia não existe um instituto de
psicoterapia mais ou menos desenvolvido. Em consequência, os
feiticeiros "pretos" e "brancos" encarregaram-se praticamente das
mesmas funções que nos países desenvolvidos são exercidas pelos
psicanalistas. De acordo com certos dados, hoje na Rússia há um
vidente para cada 1500 habitantes. É difícil acreditar, mas no actual
século da Internet e da engenharia genética a facturação do mercado
de serviços ocultistas do país é comparável com a facturação do
mercado de drogas. Só em Moscovo funcionam cerca de três dezenas de
centros e escolas de magia, cujo rendimento mensal varia entre 60 a
120 mil dólares. No mercado deste tipo de "serviços" existem ainda os
parapsicólogos e feiticeiros que praticam o seu ofício
individualmente. De acordo com diversos cálculos, em Moscovo o seu
número é de 3500 a 6000. É curioso que, como mostram as pesquisas
sociológicas, a indústria ocultista é controlada em 70 por cento por
homens de negócios que, embora não acreditem nas matérias
sobrenaturais nem recorram aos serviços dos intermediários das forças
do outro mundo, procuram um nicho lucrativo para investimentos. Um
número esmagador de videntes, que se dizem com frequência
parapsicólogos, não tem instrução médica nem qualquer outra e não
passa de banais vigaristas que se aproveitam da credulidade e das
neuroses dos clientes. Os ocultistas da Rússia renovam constantemente
o leque dos seus serviços em conformidade com o espírito da época. Se
anteriormente os feiticeiros prometiam ajuda na solução de problemas,
em geral inofensivos como "trazer de volta bem-amado com 500 por
cento de garantia", a cura do mau-olhado ou da infertilidade, hoje em
dia estão na moda os serviços ocultistas de carácter mais comercial.
Assim, um mago de Moscovo concordará em "programar o cliente para a
riqueza" em troca de 50 a 1000 dólares, inspirar ao devedor a ideia
da necessidade de devolver urgentemente a dívida por 10 a 15 por
cento da respectiva soma e, por fim, "eliminar" o concorrente de
determinado negócio por 200 a 2000 dólares. As autoridades da cidade
estão convencidas de que a prática do ocultismo se torna cada vez
socialmente mais perigosa. Com efeito, em muitos casos a polícia tem
dificuldade em apurar se a causa da retirada deste ou daquele
concorrente dos negócios ou até a sua morte foi o resultado de
manipulações do feiticeiro ou de outros motivos puramente criminosos.
O ocultismo corrompe a sociedade, faz mergulhar as pessoas,
especialmente os jovens, num mundo ilusório e irracional. A Igreja
Ortodoxa Russa manifesta-se também veementemente contra a propagação
do ocultismo, tendo criado em Moscovo o "Centro Ortodoxo de
Reabilitação de Vítimas do Ocultismo". Foram todas estas
considerações que levaram os deputados da Duma Urbana de Moscovo a
exigir a alteração da lei sobre a protecção da saúde dos cidadãos,
promulgada em 1993. Na sua variante anterior este diploma só proibia
as sessões colectivas de "cura" de grande número de pessoas por
parapsicólogos e, antes de tudo, através dos meios de comunicação
social. Os legisladores tinham em vista Kachpirovski e Tchumak,
populares parapsicólogos no início da década de 90, que realizavam
sessões televisivas de "cura" durante as quais "carregavam de energia
positiva a água" e procuravam tratar doentes à distância. Mas desde
então os serviços dos ocultistas propagaram-se de forma
significativa. A perspectiva da sua plena proibição preocupa os
defensores da chamada medicina popular, ou seja, dos métodos de
diagnóstico e tratamento baseados nas tradições populares, que já
confirmaram a sua eficácia. "Os deputados não poderão separar a
prática da medicina popular do ocultismo - receia Yakov Galperin,
director do Centro Nacional Científico de Medicina Popular. -
Charlatães há por toda a parte e a sua proporção na medicina popular
é igual à da medicina académica, isto é, cerca de 13 por cento". Mas
Liudmila Stebenkova, dirigente da comissão da Assembleia Municipal
que está a elaborar as alterações à lei, está convencida de que a
medicina popular não corre ameaça. Na Rússia estão oficialmente
registados cerca de 2 mil praticantes da medicina popular - lembra
ela - enquanto o número de videntes, feiticeiros, bruxas e
cartomantes ultrapassa os 100 mil segundo dados não oficiais.
Portanto, a nova proibição será dirigida contra estes "prestadores"
de serviços místico-ocultistas e pseudo-religiosos. -0-


6 - Um 'café-club' ortodoxo atrai moscovitas. Clientes surgem pela
comida tradicional. Crentes ouvem os padres. Não há vodka

Diário de Notícias (Portugal)

Victoria Loguinova *

Ícones nas paredes e uma dezena de mesas num ambiente modesto
iluminados pela luz tímida das velas. Cerca de 20 visitantes do
primeiro «café-club» ortodoxo de Moscovo, o Iamskoié Polé, escutam,
bebendo chá, um padre vindo de uma província longínqua.Na lista,
crepes com carne, bortsch (uma sopa à base de beterrabas), pirojki
(pequenos bolos de massa recheados). Para os que seguem a Quaresma,
saladas de legumes, sopa de cogumelos e brioches especiais, sem
manteiga nem ovos, uma recita original do pasteleiro Alexandre
Novikov.

De longas barbas e uma grande cruz de prata ao peito, ele assemelha-
se mais a um padre. «As pessoas que trabalham aqui são todas crentes.
Nós rezamos enquanto cozinhamos», explica.

São as pessoas que trabalham no bairro que vão almoçar. Não são todos
crentes, mas apreciam este tipo de cozinha «como na casa da avó».
Nada de vodka na lista, apenas cerveja, mas raramente os clientes a
pedem. Os crentes aparecem mais à noite para o programa cultural. Às
terças-feiras, há encontros com padres sobre temas como o de manter a
fé num mundo cheio de tentações, como se aperfeiçoar ou ultrapassar
sofrimentos... Noutros dias, cânticos espirituais de ex- -rockers
convertidos, filmes consagrados à religião e, às vezes, até concertos
de jazz. O café recebe perto de cem visitantes por dia. Os preços são
acessíveis, mesmo para quem ganha pouco. O prato mais caro custa cem
rublos (pouco mais do que dois euros).

«Há pessoas que têm medo de abordar um padre numa igreja. Neste
centro é mais fácil», explica a directora do café, Natalia Nazarova.
Há dois anos, ela dirigia no mesmo local um centro esotérico com um
café vegetariano e uma loja onde vendia amuletos, cristais mágicos e
livros de ciências ocultas. Mas um encontro com um starets (um velho
padre profeta), mudou-lhe a vida.

«Eu compreendi que a minha concepção do mundo estava errada, que
propagava ideias nocivas à alma, e converti-me à fé ortodoxa», conta.
Mudou tudo no centro: pessoal, programa, menu. E deixou de convidar
gurus populares, cujas visitas lhe rendiam milhares de
rublos: «Estrangulei o meu negócio com as minhas próprias mãos. Tive
enormes problemas financeiros. Mas dizia, nada de pânico, tudo se
arranjará. É em nome de Deus».

«A Igreja Ortodoxa não nos financia. Contamos com Deus e nós próprios
e os problemas desaparecem um a um, como por milagre. Quando tínhamos
dívidas enormes, um cliente fez gratuitamente reparações. Outro deu-
nos uma televisão», diz. Os clientes falam de «uma ambiente caloroso,
quase familiar». «Mesmo se não conhecer ninguém aqui, sinto que estas
pessoas estão próximas de mim espiritualmente», confessa uma
enfermeira de 27 anos, que vai beber chá e ouvir um padre.

* Jornalista da AFP


7 - Orações nos continentes

O Povo 26 Fevereiro 2005

O estado de saúde do papa João Paulo II preocupa os católicos de todo
o mundo, que respondem com um movimento de apoio em forma de orações,
enquanto líderes internacionais fazem chegar à Santa Sé mensagens de
apoio para a pronta recuperação do sumo-pontífice.

A internação de quinta-feira e a traqueostomia a que foi submetido em
Roma causaram uma preocupação geral sobre o pontífice, principalmente
por se tratar de uma recaída. Nos cinco continentes, foi despertada
uma corrente de solidariedade, principalmente no mundo católico, mas
também em outras crenças religiosas.

Em Moscou, o arcebispo católico, Tadeuz Kondrusiewicz, convocou os
paroquianos para que acorram massivamente às igrejas, especialmente à
catedral da Imaculada Conceição, na capital russa, onde hoje será
oficiada uma missa especial.

Na Polônia, pátria de João Paulo II, milhares de cidadãos foram
quinta-feira à noite às igrejas do país para rezar pela saúde de seu
conterrâneo. Na Ásia, a Associação Católica Patriótica chinesa,
consentida pelo governo local e tradicionalmente dissidente do
Vaticano, expressou sua profunda preocupação pela deterioração da
saúde do papa.

O patriarca ortodoxo de Constantinopla e líder espiritual das igrejas
orientais, Bartolomeu I, remeteu um texto no qual chama João Paulo II
de ''irmão amado'' e faz votos para que possa continuar sua ''missão
sagrada e eficaz''. Além disso, as comunidades judaicas e islâmica de
Roma emitiram comunicados nos quais se unem à voz geral em favor de
um restabelecimento do papa. (das agências)


8 - PATRIARCA MARONITA PEDE A RETIRADA DAS TROPAS SÍRIAS DO LÍBANO
COM CALMA E DIÁLOGO

Beirute, 22 fev (Rádio Vaticano) - O Patriarca maronita, Nasrallah
Pierre Sfeir, renovou nesta segunda-feira, seu apelo a todos os
libaneses, em favor do retorno à calma após o atentado que matou o ex-
primeiro-ministro, Rafic Hariri, na semana passada.

O Patriarca convidou todos os componentes da sociedade libanesa a um
diálogo sincero, reiterando o pleno apoio às disposições das Nações
Unidas. (WM)


9 - Eritreia: Mais de uma centena de crianças cristãs detidas

Ais Notícias 23/02/2005

Na capital da Eritreia, Asmara, a polícia prendeu 131 crianças que
assistiam às aulas numa igreja ortodoxa. Segundo organizações não-
governamentais as forças de segurança estão a pôr em prática um plano
do Governo com vista a expulsar todos os cristãos evangélicos e
pentecostais até ao final deste ano.
Em comunicado enviado à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, a ONG
britânica Christian Solidarity Worldwide denuncia a detenção no
passado sábado de 131 crianças e jovens na igreja ortodoxa de
Medhaine-Alem em Asmara. As crianças e jovens, entre os 2 e os 18
anos de idade, assistiam às aulas quando foram detidas pelas forças
policiais. Foram depois transportadas num camião e levadas para a
esquadra nº1 de Asmara, onde foram registados os seus nomes e moradas.
Segundo testemunhos recolhidos, depois de terem sido colocadas numa
ala daquela esquadra as crianças terão começado a cantar: "Não tenho
medo da perseguição, das adversidades e mesmo da morte. Ninguém me
pode separar do Amor de Jesus Cristo. Ele morreu na cruz e deu-me uma
nova vida". Os polícias terão ordenado silêncio e terão depois
espancado as crianças.
Detidas até à madrugada de Sábado, as crianças entre os 2 e os 14
anos de idade foram libertadas, permanecendo ainda na prisão um grupo
de 30 jovens cristãos ortodoxos. A igreja ortodoxa de Medhaine-Alem
tem vindo a ser vigiada pelas forças de segurança.
Para além desta detenção de cristãos ortodoxos, a Christian
Solidarity Worldwide denunciou também a criação de uma "task force"
pelo Governo da Eritreia com o objectivo de expulsar todos os
cristãos evangélicos e pentecostais do país até final de 2005.
Em meados de Fevereiro a agência Compass Direct noticiou que já
teriam sido detidas quase 200 pessoas por actividade
religiosa "ilegal" desde o início do ano. Actualmente estão
encarceradas cerca de 400 pessoas devido à sua crença religiosa.


10 - Monumento a São Gregório Iluminador erguido no Vaticano

Hay Tert - Fevereiro de 2005

A cerimônia de abertura do monumento a São Gregório Iluminador teve
lugar no hall da Catedral de São Pedro no Vaticano em 19 de Janeiro.
O Papa João Paulo II participou da cerimônia. Na ocasião do
aniversário dos 1.700 anos de adoção do cristianismo como religião
oficial na Armênia, realizada em 2001, o patriarca dos católicos
armênios, Nerces Petros XIX, fez um apelo ao papa pela construção do
monumento. A escultura de mármore e de altura de 5,7 metros, foi
esculpida pelo artista francês de origem armênia Khachik Ghazanchian.
Fonte: Pan Armenian


11 - Delegação da igreja apostólica armênia participa do encontro das
igrejas ortodoxas antigas-orientais

Hay Tert - Fevereiro de 2005

A Delegação da igreja apostólica armênia participou do encontro das
igrejas antigas-orientais ortodoxas, que ocorreu na ilha grega de
Rhodes entre os dias 10 e 17 de janeiro. De acordo com o departamento
de inter-igrejas da Santa Sé de Etchimiadzin, representantes dos
catholicosados de todos os armênios da Grande Casa de Cilícia,
coptas, assírios, a igreja ortodoxa etíope e a igreja malabarka
indiana, participaram da reunião. Foram discutidos temas atuais tão
bem quanto os assuntos ligados aos princípios de adesão do trabalho
com a associação bíblica. A parte armênia foi representada pelos
bispos Yesnik Petrosyan e Narek Alemezyan, responsáveis pelo
relacionamento inter-igrejas de Etchimiadzin e do catholicosado da
grande casa de Cilícia.
Fonte: Arka


12 - Armênia celebra o feriado de São Sarkis

Hay Tert - Fevereiro de 2005

A igreja apostólica armênia marcou o feriado de São Sarkis. A Santa
liturgia foi oferecida nas igrejas armênias. O Feriado de São Sarkis
é um dos eventos favoritos da igreja. O santo é considerado o patrono
dos apaixonados, tão bem quanto dos soldados. Iniciado pelo
cathólicos de todos os armênios, Karekin II. O dia de São Sarkis foi
celebrado como feriado juvenil assim como por vários anos.
Historicamente São Sarkis foi um comandante cristão no 4º século, o
qual foi morto junto com seu filho Martiros, por um rei persa, por se
recusar a abdicar sua fé.
Fonte: Pan Armenian


13 - Patriarca armênio escreve mensagem audaciosa sobre o genocídio

Hay Tert - Fevereiro de 2005

Ao longo dos anos, como diversos lideres da igreja armênia da
Turquia, sob as pressões dos oficiais turcos, ressaltaram os esforços
da diáspora para o reconhecimento do genocídio armênio. "Nunca
hesitei ao criticar-los". Conseqüentemente este é o único modo justo
que estes lideres eclesiásticos são condenados quando eles querem
bravamente falar sobre o genocídio armênio, apresentando sua posição
própria e segurança pessoal. O patriarca Mesrob II, em sua mensagem
de fim de ano à comunidade armênia da Turquia, fez corajoso discurso.
Surpreendentemente, uma parte de sua efêmera mensagem foi dedicada
aos 90 anos do aniversario do genocídio armênio. Este pedaço de seu
pronunciamento foi emitido em três idiomas, intitulado de "The Great
Disaster" em inglês, "Medz Yegherni Hishadage" em armênio; e "Buyuk
Filaket" em turco. A declaração do patriarca foi publicada no website
do eclesiástico e na imprensa armênia de Istambul. Foi evidente que
sob as condições repressivas na Turquia, o patriarca foi forçado a
usar palavras substitutivas ao genocídio. Para aqueles não falantes
do idioma armênio, deve-se apontar que "Medz Yeghern" foi usado pelos
armênios para descrever o genocídio antes da palavra genocídio
existir. "Medz Yeghern", poderia ser traduzido ao pé da letra
como, "grande calamidade", ou "grande cataclismo". Os armênios as
vezes referem-se ao genocídio armênio como "Medz Yeghern", do mesmo
modo que os judeus usam a palavra "Shoah" para o holocausto. Segue
abaixo a tradução da mensagem do patriarca.
"Queridos fiéis: um dos mais dolorosos acontecimentos histórico...
tornou-se conhecido na literatura armênia como Medz Yeghern, `o
grande desastre'. O governo otomano, da época do Comitê para a União
e Progresso, mencionou que por razões de segurança nas circunstancias
da Primeira Guerra Mundial, exilasse os armênios que vivessem na
Império Otomano aos desertos da Síria. De qualquer modo, por causa
das preocupações necessárias não foram feitas, centenas de milhares
de cidadãos armênios perderam suas vidas até mesmo perto de suas
próprias casas, ou na deportação, ou no deserto, ou foram vítimas de
ataques desumanos por oportunistas . De toda a população armênia do
Império Otomano somente uma pequena parcela salvou-se da aniquilação.
Por mais que o pedido de justificativa o inconsciente desastre teve
passado pela história como um drama humano, que tomou lugar no começo
do século XX. Por mais que no globo, todos armênios continuem
sentindo as marcas deste grande desastre em suas identidades e
continuam a viver com o trauma, de uma maneira ou outra. Apesar de o
ano de 2005, no aniversário dos 90 anos dessa tragédia, os armênios
oferecerão suas orações e incensos aos espíritos de seus mártires."
Enquanto o patriarca é cuidadoso ao não usar a palavra "genocídio",
uma vez que é um crime usa-la na Turquia, seu discurso fez ampliar
claramente que o governo otomano foi o organizador das deportações
que precedeu a definição como genocídio o ato de "infligir nas
condições associadas a calcular a vida para trazer sobre s isto
destruição física deliberadamente em um todo ou em partes". Deve-se
apontar que o patriarca em sua mensagem usou o termo "aniquilação",
significando extermínio ou total destruição, que é sinônimo de
genocídio. O patriarca Mesrob II, que é fluente em armênio, turco e
inglês, provavelmente escreveu o discurso a próprio punho nas três
línguas. Uma minuciosa comparação entre as versões revela subtas
diferenças nas palavras de um idioma ao outro, é digno que a versão
armênia contem as palavras mais fortes. Por fim, é significante que o
patriarca fez suas audaciosas observações sobre o genocídio ao menos
que uma semana depois que o primeiro ministro turco Abdullah Gul,
anunciou que o governo turco deverá não medir esforços para conter o
afã armênio, particularmente em vista os 90 anos do genocídio
armênio. Pela primeira vez, e na ocasião dos 90 anos do genocídio, o
patriarca provavelmente e bravamente sugerira que os armênios da
Turquia unam-se aos seus compatriotas ao redor do mundo e
relembrem "aniquilação" de seus ancestrais. Uma vez que, os armênios
não são autorizados a ocupar qualquer comemoração pública na Turquia
nesta data, o patriarca está certo que eles elevarão às suas almas o
trauma do genocídio e a memória de seus mártires.
Fonte: Pan Armenian

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