BOLETIM
ORIENTE CRISTÃO
NOTÍCIAS
SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS
Nº 25 -
24 de fevereiro de 2005
MENSAGEM
Prezados
Irmãos em Cristo,
Esta é a
edição do Boletim tem notícias relacionadas com as Igrejas
Ortodoxas,
Igreja Latina, Igreja Melquita, Igreja Sírio-malankarense,
Igreja
Maronita, Igreja Caldéia, Igreja Copta e Igreja Armênia.
Oremos
pelos cristãos da Terra Santa, especialmente pelos melquitas
que
sofreram ataques da maioria drusa na Galiléia.
Saudações
Fraternais,
Luis
Felipe
[email protected]
ÍNDICE
1 -
Grécia pede aumento medidas de segurança em patriarcado ortodoxo
2 -
Polícia prende padre acusado de roubar antigüidades na Grécia
3 - Dom
Cyril Mar Baselios, Arcebispo de Trivandrum, elevado ao cargo
de
Arcebispo-Mor, denominado "Catholicos" pela Igreja Sírio-
malankarense
4 - DOM
MICHEL SABBAH E DOM PIETRO SAMBI VISITAM IGREJA GRECO-
CATÓLICA
MELQUITA NA GALILÉIA
5 -
NÚNCIO APOSTÓLICO EM ISRAEL EM MISSA APÓS CHOQUE DRUSO-CRISTÃO
6 - Papa
solidário com as comunidades cristãs da Galileia
7 -
Israel: Solidariedade do Papa para com cristãos da Galileia
8 -
Oração do Papa por cristãos vítimas de violência de grupos drusos
na
Galiléia ocidental. A maioria dos cristãos de Maghar, ante a
inação da
autoridade israelense, teve de fugir
9 - O
Papa, as Igrejas e o mundo atentos à segurança dos cristãos em
Maghar
(Galiléia). Assegura o núncio apostólico em Israel, Dom Pietro
Sambi
10 - João
Paulo II condena assassinato de Rafic Hariri
11 - João
Paulo II condena o «criminoso» assassinato do ex-primeiro-
ministro
libanês
12 - JPII
DEFINE COMO "UM GESTO CRIMINOSO, QUE OFENDE A DEUS", O
ASSASSINATO
DO EX-PREMIER HARIRI, NO LÍBANO
13 -
BISPOS MARONITAS REUNIDOS EM ASSEMBLÉIA CONDENAM DURAMENTE
ASSASSINATO
DE HARIRI
14 -
Patriarca de Bagdá informa pessoalmente o Papa da situação no
Iraque.
Mobilizou-se para libertar uma jornalista italiana
seqüestrada
em seu país
15 -
Patriarca de Bagdad recebido no Vaticano
16 -
Descobertos manuscritos sobre rituais coptas
17 - À
MARGEM DA VISITA DE KOTCHARIAN À ITÁLIA
NOTÍCIAS
1 -
Grécia pede aumento medidas de segurança em patriarcado ortodoxo
Atenas,
19 fev (EFE).- O governo grego solicitou hoje, sábado, o
incremento
das medidas de segurança e de vigilância no Patriarcado
Ortodoxo
de Constantinopla (Istambul) na Turquia, depois da
descoberta
de um artefato que não chegou a explodir devido à neve.
Em
comunicado emitido pelo Ministério de Assuntos Exteriores, a
Grécia
condenou toda ação extrema e de ódio contra o patriarcado que
representa
"uma instituição de máxima autoridade da Ortodoxia
mundial".
Acrescenta
que "tais ações vão contra os valores europeus e as
autoridades
turcas devem assumir ações rápidas e imediatas".
As
legações diplomáticas gregas em Ancara e Istambul solicitaram às
autoridades
turcas que aumentem a segurança no patriarcado.
O
Patriarcado de Constantinopla foi alvo de repetidos ataques de
parte de
grupos nacionalistas turcos no passado recente. A comunidade
grega de
Istambul conta com cerca de cinco mil integrantes. EFE
2 -
Polícia prende padre acusado de roubar antigüidades na Grécia
da Folha
Online 23/02/05
A polícia
grega prendeu, nesta quarta-feira, o padre da Igreja
Ortodoxa
da Grécia, Kyrilos Stravopoulos, acusado de roubar
antigüidades,
afirmaram autoridades.
Stravopoulos,
que é o segundo padre a ser acusado deste tipo de furto
no país
neste mês, foi levado para a prisão de segurança máxima de
Korydallos,
em Atenas.
O
sacerdote superior Loakovos Giosakis, também da Igreja Ortodoxa,
foi preso
no dia 3 de fevereiro, sob a mesma acusação, e continua
detido,
também em Korydallos. O sacerdote foi preso após um promotor
público
dizer que ele poderia fugir. A data do julgamento dos dois
padres
ainda não foi definida pela Justiça.
Crise
A Igreja
Ortodoxa da Grécia luta para combater escândalos crescentes
que vêm
causando profundo embaraço à instituição. No dia 4 de
fevereiro,
o bispo metropolitano Panteleimon de Attica foi suspenso
por seis
meses devido a suspeitas de apropriação de fundos da
paróquia
e comportamento não-ético.
Treze
juízes e membros da Justiça foram intimados a testemunhar numa
investigação
da Suprema Corte, acusados de manipular o julgamento.
Todos
estão ameaçados de demissão.
As
acusações contra juizes e religiosos têm sido alvo de reportagens
na TV
diariamente, devido a supostos grampos de conversas telefônicas
contendo
detalhes de transações financeiras e escândalos sexuais.
"A
igreja está diante de um crise sem precedente, com divulgações
cotidianas
implicando seus membros em todos os tipos de escândalo",
segundo o
jornal "Ta Nea", de Atenas.
Leis
O governo
nacional diz apoiar uma proposta feita pela Igreja Ortodoxa
de mudar
a antiga legislação, simplificando o processo de levar
religiosos
a juízo.
"Estamos
aguardando os detalhes dessa proposta (...) O governo apóia
os
esforços de correção que estão sendo iniciados dentro da igreja",
disse
Evangelos Antonaros, porta-voz do governo.
A Igreja
Ortodoxa exerce forte influência na Grécia, e cerca de 97%
dos 11
milhões de habitantes são batizados na religião estatal.
Com
Associated Press
3 - Dom
Cyril Mar Baselios, Arcebispo de Trivandrum, elevado ao cargo
de
Arcebispo-Mor, denominado "Catholicos" pela Igreja Sírio-
malankarense
Trivandrum
(Agência Fides) - Grande alegria e satisfação entre os
católicos
indianos: a Igreja sírio-malankarense, antiga comunidade
católica
de rito oriental presente na Índia, recebeu da Santa Sé o
reconhecimento
de Igreja autônoma, no âmbito da Igreja católica, e
seu
líder, Dom Cyril Mar Baselios, Arcebispo de Trivandrum, foi
elevado
ao cargo de Arcebispo-Mor, denominado "Catholicos".
A Igreja
Sírio-malankarense, pertencente ao rito de Antioquia, é uma
das três
comunidades católicas presentes na Índia, ao lado da Latina
e da de
rito Sírio-malabarense. Cada comunidade possui uma
Conferência
Episcopal, e os Bispos se reúnem também em uma
Conferência
Episcopal Inter-ritual.
Na Índia,
a Igreja Sírio-malankarense tem quatro dioceses, e os
fiéis,
incluindo os da diáspora, são cerca de 600 mil. O Arcebispo
Mar
Baselios é o terceiro na liderança da comunidade, depois dos
Arcebispos
Evanios e Gregorios. (PA)(Agência Fides 18/2/ 2005)
4 - DOM
MICHEL SABBAH E DOM PIETRO SAMBI VISITAM IGREJA GRECO-
CATÓLICA
MELQUITA NA GALILÉIA
Jerusalém,
19 fev (Rádio Vaticano) - O Patriarca latino de Jerusalém,
Dom
Michel Sabbah, e o delegado apostólico na Terra Santa, Dom Pietro
Sambi,
visitarão, neste domingo, a paróquia greco-católica melquita
de São
Jorge Maghar, na Galiléia. No vilarejo, a comunidade cristã
foi
vítima, nos dias passados, de violências por parte dos drusos.
No
domingo, será celebrada a santa missa, na presença de numerosos
representantes
das Igrejas cristãs na Terra Santa. Na semana passada,
milhares
de drusos atacaram casas, lojas e propriedades cristãs de
Maghar,
uma pequena cidade da Galiléia, que conta cerca de 16 mil
habitantes.
Segundo o
balanço de uma comissão mista composta por cristãos e
muçulmanos,
foram danificados ou incendiados 72 edifícios e cerca de
150
carros.
De acordo
com o Presidente do Tribunal de Apelação da Igreja greco-
melquita,
Elias Daw, a situação nestes dias está mais calma, mas
permanece
o medo de novos episódios de violência. Por isso, 90% dos
cristãos
de Maghar deixaram a cidade e se transferiram para vilarejos
vizinhos.
(BF)
5 -
NÚNCIO APOSTÓLICO EM ISRAEL EM MISSA APÓS CHOQUE DRUSO-CRISTÃO
TEL-AVIV,
20 (ANSA) - O núncio apostólico em Israel, monsenhor Pietro
Sambi,
participou hoje de uma missa no povoado de Meghar, oeste da
Galileia,
cenário de enfrentamentos dias atrás entre a maioria drusa
e grupos
cristãos.
Sambi,
informou o site Ynet do jornal Yediot Ahronot, lamentou que a
polícia
israelense não tenha protegido os habitantes cristãos,
obrigados
a fugir ou a se refugiar em suas casas.
O núncio,
segundo a mesma fonte, assegurou aos cristãos de Meghar que
o papa
João Paulo II acompanha os fatos.
20/02/2005
6 - Papa
solidário com as comunidades cristãs da Galileia
Agência
Ecclesia 22/02/2005
O
Patriarca latino de Jerusalém, D. Michel Sabbah, e o representante
do Papa
na Terra Santa, D. Pietro Sambi, foram manifestar a sua
solidariedade
à paróquia greco-católica melquita de São Jorge Maghar,
na
Galileia, vítima da violências da comunidade drusa.
Segundo o
balanço de uma comissão mista composta por cristãos e
muçulmanos,
foram danificados ou incendiados 72 edifícios e cerca de
150
carros. 90% dos cristãos de Maghar deixaram a cidade e
transferiram-se
para aldeias vizinhas.
O Núncio
Apostólico levou "a solidariedade, a oração e a bênção
apostólica
de João Paulo II", condenando o que classificou
como
"comportamentos violentos, inaceitáveis num país democrático e
numa
sociedade civilizada".
"Os
responsáveis pela ordem pública, ao não intervirem com a
necessária
rapidez e energia em defesa da incolumidade dos cidadãos e
de seus
bens, não impediram a tragédia humana que temos perante os
nossos
olhos", criticou.
Após
convidar os habitantes de Maghar a regressar à sua comunidade, o
Núncio
assegurou que "olhar do Papa e o meu, como o de todas as
autoridades
das Igrejas cristãs e de todo o mundo estarão, de agora
em
diante, bem fixos em Maghar para verificar que a dignidade e a
incolumidade
dos cristãos seja respeitada e protegida".
A
violência contra os cristãos veio da comunidade druza, uma seita
que
rompeu com o Islão nos princípios do século XI.
Octávio
Carmo
7 -
Israel: Solidariedade do Papa para com cristãos da Galileia
Ais
Notícias 22/02/2005
O núncio
apostólico em Israel esteve presente na Eucaristia celebrada
no
passado domingo na Igreja grego-católica-melquita de Maghar
(Galileia).
D. Pietro Sambi transmitiu "a solidariedade, a oração e a
bênção
apostólica do Santo Padre" à comunidade cristã que
recentemente
foi atacada por grupos drusos.
Na vila
de Maghar, próxima da cidade de Nazaré, foi celebrada uma
missa em
solidariedade para com os cristãos atacados na semana
passada
por grupos de drusos. Segundo a agência AsiaNews,
participaram
nesta cerimónia o núncio apostólico em Israel, D. Pietro
Sambi, o
Patriarca Latino de Jerusalém, D. Michel Sabbah, bispos das
Igrejas
Melquita e Maronita, assim como representantes de outras
Igrejas
cristãs.
"Estou
aqui para trazer a toda a comunidade cristã e a cada um dos
seus
membros a solidariedade, a oração e a bênção apostólica do Santo
Padre
João Paulo II", declarou D. Pietro Sambi na missa. O núncio
apostólico
comparou este acontecimento com a perseguição dos nazis
aos
judeus na Alemanha, em Novembro de 1938, durante
a
"Kristallnacht".
O Padre
Abud Maher, pároco de Maghar, referiu que milhares de
pessoas,
de todas as partes de Israel, quiseram demonstrar a sua
solidariedade
e participar nesta missa, mas afirmou não pretender
reunir
multidões.
Na semana
passada os drusos tomaram de assalto o bairro cristão em
Maghar,
ferindo 7 pessoas, destruindo cerca de 70 casas e incendiando
150
automóveis. A Igreja de São Jorge, que serve as comunidades greco-
católica
e melquita, não escapou à onda de violência e foi
apedrejada.
Na sequência destes tumultos, metade dos 4 mil cristãos
de Maghar
procurou refugio nas povoações vizinhas.
Segundo a
agência Zénit, na origem da onda de violência esteve um
rumor,
que se haveria de revelar falso, de que um jovem cristão teria
publicado
na Internet imagens ofensivas de jovens drusas de Maghar.
O
Patriarca de Jerusalém, D. Michel Sabbah protestou junto do
presidente
Katzaav. Em declarações ao jornal Haaretz, o prelado
apontou o
dedo às autoridades israelita por não terem feito nada para
travar a
violência: "Enquanto todo o batalhão do exército protegia um
pequeno
quartel em Hebron, um bairro de Maghar foi semi-destruído sem
nenhuma
reacção da polícia israelita".
Metade
dos 18 mil habitantes de Maghar pertence à comunidade drusa
(comunidade
religiosa nascida do Islamismo mas que é considerada
herética
por grande parte dos muçulmanos na região). Cerca de 35% da
população
é muçulmana e os cristãos são cerca de 15%, na sua maioria
católicos
melquitas.
8 -
Oração do Papa por cristãos vítimas de violência de grupos drusos
na
Galiléia ocidental. A maioria dos cristãos de Maghar, ante a
inação da
autoridade israelense, teve de fugir
MAGHAR,
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org ).- Da
oração e
solidariedade de João Paulo II para com os cristãos de
Maghar
(Galiléia ocidental) fez-se porta-voz o núncio apostólico em
Israel,
Dom Pietro Sambi, durante a Eucaristia celebrada no domingo
na igreja
local greco-católica-melquita de São Jorge, após os ataques
que esta
comunidade indefesa sofreu recentemente por parte de alguns
grupos
drusos.
Junto ao
representante papal, participaram da Eucaristia o patriarca
de
Jerusalém --Sua Beatitude Michel Sabbah--, bispos maronitas,
melquitas,
e estiveram presentes representantes de várias confissões
cristãs,
confirma a agência «Asianews», do Pontifício Instituto de
Missões
Estrangeiras.
O pároco
de Maghar, padre Abud Maher, não quis reunir
multidões.
«Queriam chegar aqui aos milhares, de todas as partes de
Israel,
para demonstrar solidariedade», disse um dos sacerdotes
presentes
na Missa. Além de quatro mil fiéis do lugar, participaram
cristãos
de todos os povos de Israel.
«Estou
aqui para trazer a toda comunidade cristã e a cada um de seus
membros a
solidariedade, a oração e a benção apostólica do Santo
Padre
João Paulo II», disse Dom Sambi na Missa em Maghar.
Em suas
palavras recordou que as próprias autoridades israelenses
qualificaram
como «pogromo» e uma nova «Kristallnacht» --«recordações
horríveis
na história do povo judeu»-- a violência a que foram
submetidos
os cristãos de Maghar.
[A
palavra «pogromo» designa em particular o assalto a comunidades
judaicas.
É o que se desatou na noite de 9 de novembro de 1938 --
a «noite
dos vidros» quebrados ou «Kristallnacht»-- contra os judeus
na
Alemanha. Recorda os milhares de vidros de escritórios quebrados
naquela
data: em menos de 48 horas, numerosos militantes nazistas
enfurecidos
dirigiram sua violência contra os judeus e suas
propriedades
no país. Ndr].
O núncio
apostólico em Israel pediu a reconciliação em Maghar, mas
também
pediu o ressarcimento por danos morais e materiais, e
assinalou
que o Estado de Israel não impediu os ataques.
18 mil
habitantes formam parte do povoado de Maghar --a 15
quilômetros
do mar de Tiberíades e 40 de Nazaré--, 50% drusos [uma
comunidade
que professa uma religião derivada da maometana, separada
do Islã
em torno do século X, presente sobretudo no Líbano e na
Síria.
Ndr], 35% muçulmanos, 15% cristãos, em grande parte católicos
melquitas.
Em 11 e 12 de fevereiro o local foi abalado pela violência
que os
drusos locais desencadearam.
O estopim
foi o rumor --que se revelou falso-- da publicação na
internet
de imagens provocadoras de jovens drusas do povoado por
parte de
um rapaz cristão. Bastou para que os drusos assaltassem o
bairro
cristão da cidade: os cristãos não opuseram reação, enquanto
que a
resposta da polícia israelense à violência foi a indiferença.
«Os
drusos nos atacaram quatro vezes, as duas primeiras sob os olhos
da
polícia israelense, que não interveio, e mais, retirou-se do
povoado
--relatou a «Asianews» o padre Maher, párocco católico de São
Jorge, em
Maghar-- chamei o núncio para contar-lhe a situação. Dom
Sambi
pediu a intervenção das autoridades».
Em uma
carta de protesto enviada ao presidente israelense Katzaav, o
patriarca
Sabbah denunciou a falta de proteção dos cristãos por parte
dos
agentes israelenses. «Enquanto todo o batalhão do exército
custodia
um pequeno assentamento [isralense.ndr] em Hebron, um bairro
de Maghar
foi semidestruído sem nenhuma reação da polícia
israelense»,
apontou o prelado no jornal Haaretz. Só a intervenção da
Igreja
Católica, através de Dom Sambi, permitiu que as forças da
polícia
voltassem a ter o controle de Maghar.
No
domingo 13 de fevereiro, quando se completavam três dias do início
do
ataque, foram enviados 300 agentes ao lugar.
As
conseqüências da violência, informou o padre Maher, são «sete
feridos,
deles dois por arma de fogo, 70 lojas e casas cristãs
saqueadas
e incendiadas», a igreja de São Jorge apedrejada --todas as
vidraças
foram destruídas e a fachada foi afetada--. 150 automóveis
foram
queimados. Uma comissão mista cristão-muçulmana confirmou este
balanço.
Dos 4 mil
cristãos que vivem em Maghar, 2 mil fugiram de seus lares
para
povoados vizinhos.
Elias
Daw, presidente do tribunal de apelação da Igreja greco-
católica-melquita,
apontou à agência missionária «Misna» no sábado
passado
que, ante a persistência «do temor de novos episódios de
violência»,
«90% dos cristãos de Maghar deixaram a cidade».
Nos dias
seguintes à violência, a polícia prendeu 26 drusos, 18 dos
quais
ainda estão no cárcere à espera de julgamento. Entre eles há
quatro
policiais drusos, acrescenta «Asianews».
Os
católicos de Maghar «vivem na pele a lei do mais forte: não é a
primeira
vez que somos objetivo dos drusos», diz o padre Maher. Neste
ataque
--houve outros em 1990-- pela primeira vez os
drusos
«incendiaram as casas e as lojas dos cristãos». Inclusive
testemunhas
afirmam que os bombeiros locais, avisados várias vezes,
não
intervieram.
«Não
acuso todos os drusos» --declara o pároco de São Jorge--, «entre
eles há
pessoas de boa vontade, mas não conseguem dominar os
violentos».
Em dias
passados, confirmou Elias Daw a «Misna», «uma delegação de
uns 150
chefes religiosos drusos se aproximou para expressar
solidariedade
a nosso bispo melquita, George Haddad, administrador
apostólica
de Haifa. Também há que dizer que durante o ataque alguns
habitantes
drusos de Maghar se moveram para tentar defender os
próprios
vizinhos cristãos».
«Asseguro-vos
que o olhar do Papa e o meu, como o de todas as
autoridades
das Igrejas cristãs e de todo o mundo estarão, de agora
em
diante, bem fixos em Maghar para verificar que a dignidade e a
incolumidade
dos cristãos seja respeitada e protegida», concluiu o
núncio
apostólico, Dom Sambi, em suas palavras na Eucaristia de
solidariedade.
9 - O
Papa, as Igrejas e o mundo atentos à segurança dos cristãos em
Maghar
(Galiléia). Assegura o núncio apostólico em Israel, Dom Pietro
Sambi
MAGHAR,
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org ).-
Publicamos
a seguir as palavras de Dom Pietro Sambi, núncio
apostólico
em Israel, dirigidas no domingo passado à comunidade
cristã de
Maghar (Galiléia), durante a celebração da Missa de
solidariedade
depois de que, em dias passados, os católicos da
localidade
foram vítimas de violência por parte de alguns grupos
drusos
sem que a polícia israelense interviesse.
* * *
Estou
aqui para trazer a toda comunidade cristã e a cada um de seus
membros a
solidariedade, a oração e a benção apostólica do Santo
Padre
João Paulo II.
Maghar,
este esplêndido povoado da Alta Galiléia, nestes dias foi
conhecido
no mundo não pelas obras dignas do homem, mas por
comportamentos
violentos, inaceitáveis em um país democrático e em
uma
sociedade civilizada.
As
próprias autoridades israelenses falaram de «Kristallnacht» e
de
«progromo», recordações horríveis na história do povo judeu.
Há fatos
que devem ser assinalados às Autoridades e à opinião
pública.
a) Os
responsáveis pela ordem pública, ao não intervir com a
necessária
rapidez e energia em defesa da incolumidade dos cidadãos e
de seus
bens, não impediram a tragédia humana que temos ante nossos
olhos.
b) Em um
Estado democrático a ninguém está permitido tomar a lei por
sua
própria mão e fazer justiça por si só. Quem o faz viola a lei da
convivência
civil e deve ser exemplarmente sancionado, como garantia
de que
tal violência não se repita. Se alguém considera que seu
direito
foi afetado, deve recorrer às instâncias apropriadas para ter
justiça.
c) Os
responsáveis pela ordem pública deverão adotar as medidas
necessárias
para garantir aos habitantes de Maghar que
similares
«progromos» não se repitam e para restabelecer a confiança
dos
cidadãos nas instituições, que têm o dever de proteger seus
direitos
fundamentais.
Dito
isso, acrescento:
1) A
vingança não faz parte do comportamento cristão. Jesus
disse:
«Se amais os que vos amam, que recompensa tereis? (...) E se
não
saudais mais que a vossos irmãos, que fazeis de particular?» (Mt
5,
46-47). O caminho da reconciliação é o que há que seguir. O Papa
João
Paulo II, em sua mensagem para a Jornada Mundial da Paz, em 1 de
janeiro
passado, deu-nos uma mensagem que é fortemente cristã: «Não
te deixes
vencer pelo mal; vence antes o mal com o bem» (Rm 12, 21).
2)
Compreendo o terror que hoje está no ânimo dos cristãos que
tiveram
de fugir de Maghar para salvar sua vida. Convido-os a
recuperar
o valor de regressar a sua comunidade.
3)
Asseguro que o olhar do Papa e o meu, como o de todas as
autoridades
das Igrejas cristãs e de todo o mundo estarão, de agora
em
diante, bem fixos em Maghar para verificar que a dignidade e a
incolumidade
dos cristãos seja respeitada e protegida.
[Tradução
do texto difundido por «Asianews» realizada por Zenit]
10 - João
Paulo II condena assassinato de Rafic Hariri
Agência
Ecclesia 18/02/2005
João
Paulo II condenou duramente o assassinato do antigo primeiro-
ministro
do Líbano, Rafic Hariri, considerando o "terrível atentando"
da
passada terça-feira "um gesto criminoso que ofende Deus e os
homens
criados à sua imagem e semelhança".
O
telegrama, enviado em nome do Papa pelo Cardeal Angelo Sodano ao
Cardeal
Nasrallah Pierre Sfeir, Patriarca de Antioquia dos Maronitas
(Líbano),
assegura as orações de João Paulo II "pela bem-amada terra
do
Líbano".
O Papa
"implora mais uma vez a misericórdia de Deus sobre a região do
Médio
Oriente, que aspira a uma paz justa e duradoura".
Os bispos
do Líbano, reunidos em assembleia especial após o
assassinato
do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri, tinham afirmado
que
"só onde reina um regime totalitário acontecem estes crimes".
Hariri,
de 60 anos, morreu na passada terça-feira, vítima de uma
forte
explosão ocorrida em Beirute que matou mais oito pessoas.
João
Paulo II convida todos os fiéis católicos do Líbano a
um
"compromisso perseverante" pela paz, pedindo-lhes "uma
colaboração
com todos
os homens de boa vontade para construir, no diálogo, um
futuro de
concórdia no país e entre os povos da região".
Octávio
Carmo
11 - João
Paulo II condena o «criminoso» assassinato do ex-primeiro-
ministro
libanês
CIDADE DO
VATICANO, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
(ZENIT.org
).- João Paulo II condenou energicamente o atentado no
qual na
segunda-feira perdeu a vida o antigo primeiro-ministro
libanês,
Rafic Hariri, e assegura suas orações pela paz no Oriente
Médio.
Em um
telegrama enviado ao Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, patriarca
de
Antioquia dos Maronitas (Líbano), através do Cardeal Angelo
Sodano,
secretário de Estado, o Santo Padre considera que «este gesto
criminoso»,
no qual perderam a vida dezessete pessoas, «ofende a Deus
e os
homens, criados à sua imagem e semelhança».
«Rezando
ardentemente pela querida terra do Líbano», o Papa «implora
uma vez
mais a misericórdia de Deus sobre a região do Oriente Médio,
que deseja
uma paz justa e duradoura», assegura a carta pontifícia.
João
Paulo II convida «todos os fiéis católicos do Líbano a um
compromisso
perseverante pela paz e a colaboração com todos os homens
de boa
vontade para construir, no diálogo, um futuro de concórdia no
país e
entre os povos da região».
O jornal
da Santa Sé, «L'Osservatore Romano», abria sua capa da
edição
italiana de 18 de fevereiro com este título: «Nos funerais de
Hariri,
uma multidão imponente pede a retirada das tropas de
Damasco».
12 - JPII
DEFINE COMO "UM GESTO CRIMINOSO, QUE OFENDE A DEUS", O
ASSASSINATO
DO EX-PREMIER HARIRI, NO LÍBANO
Cidade do
Vaticano, 18 fev (Rádio Vaticano) - "Um gesto criminoso,
que
ofende a Deus e aos homens, criados à sua imagem e semelhança."
Com essas
palavras, JPII deplorou o terrível atentado de segunda-
feira
passada, em Beirute, no qual 15 pessoas perderam a vida, entre
as quais
o ex-primeiro-ministro, Rafic Hariri.
Num
telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado, Angelo
Sodano _
endereçado ao Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, Patriarca de
Antioquia
dos Maronitas _ o Pontífice assegura suas orações à amada
terra do
Líbano e "invoca mais uma vez, a misericórdia de Deus para a
região do
Oriente Médio, que aspira a uma paz justa e duradoura".
Por fim,
o Papa convida todos os católicos libaneses a "um
compromisso
perseverante pela paz, e à colaboração com todos os
homens de
boa vontade, para construir, através do diálogo, um futuro
de
concórdia no país e entre os povos da região". (RL)
13 -
BISPOS MARONITAS REUNIDOS EM ASSEMBLÉIA CONDENAM DURAMENTE
ASSASSINATO
DE HARIRI
Beirute,
17 fev (Rádio Vaticano) - Os bispos maronitas do Líbano,
reunidos
em assembléia especial após o assassinato do ex-primeiro-
ministro
Rafic Hariri, consideram que tais crimes acontecem somente
onde
reina um regime totalitário. E fazem um chamado de fraternidade
e
convivência.
Os bispos
maronitas publicaram uma mensagem, ao término de sua sessão
extraordinária,
em Bkerké, com o Patriarca Nasrallah Pierre Sfeir. Os
prelados
pedem o respeito aos direito dos cidadãos à plena liberdade,
e
expressam sua dor pelo reinício da violência.
Hariri
foi sepultado na mesquita Mohamed al Amin, construída graças
às suas
doações, e cuja inauguração iria presidir ele mesmo,
localizada
no centro de Beirute, uma cidade que deve grande parte de
sua
reconstrução após a guerra civil (1975-90) aos esforços do ex-
primeiro-ministro.
"Somente
onde reina um regime totalitário ocorrem esses crimes" _
afirmam
os bispos, em sua declaração oficial. Tais ações "buscam
ofuscar a
voz de quem pede o regresso do Líbano à liberdade e à
soberania,
através do cancelamento da tutela contrária à vocação
histórica
do Líbano" _ afirmam.
Os bispos
concluem seu comunicado, convidando à prudência e à
cautela,
e ao respeito aos valores que, em muitas ocasiões, o
político
assassinado manifestou. (CM)
14 -
Patriarca de Bagdá informa pessoalmente o Papa da situação no
Iraque.
Mobilizou-se para libertar uma jornalista italiana
seqüestrada
em seu país
CIDADE DO
VATICANO, domingo, 20 de fevereiro de 2005 (ZENIT.org ).-
Ao acabar
de concluir os exercícios espirituais desta semana no
Vaticano,
a primeira audiência que João Paulo II concedeu este sábado
foi para
o patriarca caldeu de Bagdá, Sua Beatitude Emmanuel III
Delly.
Ainda que
a Santa Sé não fizesse públicos os temas de conversação
entre o
patriarca da Babilônia dos Caldeus e o Papa, fontes
consultadas
por Zenit reconhecem que um dos temas foi o futuro dos
católicos
após as eleições democráticas, vencidas pela Aliança xiita.
A
«audiência privada» aconteceu no mesmo dia em que se celebrou em
Roma uma
manifestação multitudinária para pedir a libertação da
jornalista
italiana Giuliana Sgrena, seqüestrada desde 4 de fevereiro
no
Iraque.
O Santo
Padre exigiu sua libertação em 13 de fevereiro. O arcebispo
Giovanni
Lajolo, secretário vaticano para as Relações com os Estados,
confirmou
esta sexta-feira a mobilização da Igreja no Iraque por sua
libertação.
Dom
Lajolo explicou que «o patriarca caldeu me assegurou que tanto
ele como
o núncio apostólico bateu em todas as portas possíveis para
conseguir
algum contato. Até agora, infelizmente, em vão».
15 -
Patriarca de Bagdad recebido no Vaticano
Agência
Ecclesia 21/02/2005
O
Patriarca caldeu de Bagdad, Emmanuel Delly, foi recebido este
sábado no
Vaticano por João Paulo II, logo após o final dos
exercícios
espirituais da Quaresma da Cúria Romana.
A Santa
Sé não revelou o teor das conversações, mas a agência romana
Zenit
refere que em cima da mesa esteve o futuro dos católicos no
Iraque
após as eleições democráticas, vencidas pela Aliança xiita.
A
audiência privada aconteceu no mesmo dia em que se celebrou em Roma
uma
manifestação de milhares de pessoas para pedir a libertação da
jornalista
italiana Giuliana Sgrena, sequestrada desde o passado dia
4 de
Fevereiro no Iraque.
João
Paulo II exigiu a sua libertação na oração do Angelus, a 13 de
Fevereiro.
O arcebispo Giovanni Lajolo, secretário vaticano para as
Relações
com os Estados, confirmou na passada sexta-feira a
mobilização
da Igreja no Iraque em favor da sua libertação.
D. Lajolo
explicou que "o Patriarca caldeu assegurou-me que tanto ele
como o
Núncio Apostólico bateram a todas as portas possíveis para
conseguir
algum contacto. Até agora, infelizmente, em vão".
"Imploramos
a sua libertação imediata. Se alguém demonstrou amar as
crianças
e o povo iraquiano foi ela e a sua captura é uma grave
injustiça",
acrescentou.
Octávio
Carmo
16 -
Descobertos manuscritos sobre rituais coptas
Agência
Ecclesia - Diário do Minho 21/02/2005
Três
manuscritos coptas do século VI, que descrevem os primeiros
rituais
religiosos daquela comunidade cristã do Egipto, foram
descobertos
num túmulo faraónico em Gourna, perto de Luxor, a 700
quilómetros
da capital egípcia.
Os três
manuscritos foram descobertos por uma missão arqueológica
polaca no
Egipto.
«É a
descoberta copta mais importante após os textos de Nag Hammadi»,
indicou
ontem Zahi Hawas, secretário-geral do conselho superior de
antiguidades
numa conferência de imprensa.
Os 12
textos de Nag Hammadi (Alto Egipto, 600 quilómetros a sul do
Cairo),
descobertos em 1945, permitiram identificar os quatro
evangelhos
de João, Marcos, Mateus e Lucas.
Zahi
Hawas sublinhou que o recurso a um túmulo faraónico para
esconder
os manuscritos «mostra a perseguição dos coptas pelos
imperadores
romanos».
Thomas
Gorik, chefe da missão arqueológica polaca, indicou que os
três
manuscritos estavam debaixo da areia, num túmulo rodeado de
tijolo
que remonta ao Império do Meio.
«O primeiro
manuscrito, que estava depositado num cofre de madeira,
mede 22,5
cm de comprimento e 17 de largura», disse.
«O
manuscrito está decorado no interior com grafismos gregos e o
número
total de páginas é desconhecido», afirmou.
O segundo
manuscrito está decorado com pequenos círculos e possui 50
páginas,
assim como o terceiro, que está em mau estado.
17 - À
MARGEM DA VISITA DE KOTCHARIAN À ITÁLIA
Informativo
Armênia nº 122 Fevereiro/05
A norma
das viagens oficiais dos governantes armênios, como outros, é
que
sirvam para estreitar laços de cooperação política, econômica e
cultural
com países amigos, selar pactos, forjar alianças... Foi o
que
ocorreu ao longo da visita do presidente Kotcharian e sua
comitiva
à Itália durante 27-30 de janeiro, através de reuniões
sucessivas
com o presidente Ciampi, o primeiro-ministro Berlusconi e
líderes
parlamentares do país peninsular. Paralelamente a esses
frutuosos
encontros bilaterais, a delegação armênia não negligenciou
o fato
que a Itália tem também uma característica particular. Além de
abrigar a
sede do catolicismo mundial - cabe frisar que, na ocasião,
Kotcharian
foi recebido no Vaticano pelo papa João Paulo II e visitou
a
basílica de São Pedro onde, dias antes, tinha sido inaugurada a
estátua
de São Gregório Iluminador, fundador do cristianismo armênio -
, a
Itália é lar de numerosas instituições armênias católicas, duas
das quais
mereceram atenção especial : enquanto a primeira-dama Bella
Kotcharian
visitava, em Roma, o convento armênio de N.S. da Imaculada
Conceição,
cujas religiosas cumprem louvável missão educacional mundo
armênio
afora, o presidente Kotcharian deslocou-se até a ilhota de
São
Lázaro, ao largo de Veneza, para expressar aos membros da
Congregação
Armênia dos Padres Mekhitaristas seu reconhecimento pela
inestimável
contribuição espiritual e cultural que, há dois séculos,
essa
congregação presta à nação armênia.
BANGLADESH
- Da outrora dinâmica comunidade armênia dee Dacca resta
hoje
apenas o edifício da Igreja Apostólica, construído em 1613, o
cemitério
contíguo com suas 350 sepulturas, e... Mikael Mardinian,
único
armênio na cidade, o qual guarda zelosamente as escrituras de
propriedade
daqueles veneráveis bens eclesiásticos.
CHIPRE -
A campanha para sustar o fechamento do tradicional
Educandário
Melkonian, em Nicósia, ganhou importante reforço. O
patriarca
apostólico de Istambul, Mesrob Mutafian, veio a público
para
declarar que, caso a UGAB-Internacional, atual mantenedora do
educandário,
não queira ou não possa assegurar o funcionamento do
mesmo, os
recursos nele investidos pelos fundadores-doadores devem
ser
integralmente confiados ao Patriarcado Armênio de Istambul, em
respeito
às cláusulas testamentárias da família Melkonian. Para
corroborar,
o patriarca iniciou ação legal contra a UGAB.
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